Flavio Dino anuncia reabertura econômica no Maranhão com mais de 15 mil casos de covid-19

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), anunciou em pronunciamento nesta quarta-feira, 20, que o Estado irá começar um processo “gradual” de liberação das atividades econômicas a partir da próxima segunda-feira, 25. Na declaração, Dino afirmou que a reabertura será dividida por setores, que seguirão protocolos sanitários e de segurança que serão aprovados pela Casa Civil.

As medidas de reabertura gradual da economia devem se estender por 45 dias. Segundo o governador, o decreto que restringe atividades comerciais e a circulação de pessoas para combater a pandemia do novo coronavírus será mantido em todo o Estado até domingo, 24.

A determinação permite que sejam reabertas as empresas familiares, ou seja, locais em que trabalham somente o proprietário e pessoas do seu grupo familiar. A definição vale para todas as pequenas empresas do Maranhão que possuam essa característica. Os comerciantes deverão seguir os protocolos de higiene, etiqueta respiratória, adotar o uso de máscaras e praticar o distanciamento social. “Para outros segmentos econômicos, a liberação dependerá da aprovação, pela Casa Civil, de protocolos sanitários setoriais que já estão sendo elaborados”, explicou Dino.

O anúncio ocorre após o Maranhão registrar a marca de 15.114 casos de covid-19 e 634 óbitos pela doença. O Estado é o 7º no ranking do País com mais casos confirmados e mortes pelo novo coronavírus, além de que a doença está chegando a totalidade dos 217 municípios maranhenses.

UOL Notícias

 

Cloroquina? Tabela da USP mostra os principais tratamentos para covid-19

Divulgada pela USP, a tabela traz informações colhidas de entidades médicas brasileiras sobre os tratamentos de covid-19

Uma tabela divulgada nas redes sociais da Universidade de São Paulo (USP) na segunda-feira (18) mostra quais são os principais tratamentos disponíveis para o enfrentamento do novo coronavírus. A lista mostra os efeitos de fármacos como a hidroxicloroquina e faz uma comparação em relação a preço, acesso, risco, evidência de eficácia e recomendação dos órgãos de saúde com outros tratamentos.

Com mais de 1,1 mil compartilhamentos somente no Facebook, a tabela foi elaborada a partir de um consenso divulgado no dia 18 de maio sobre tratamentos que são recomendados ou desaconselhados por importantes sociedades médicas brasileiras. Entre as fontes estão a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Conforme relatado, os tratamentos com hidroxicloroquina, com ou sem azitromicina, têm risco elevado, pouca evidência de ser realmente eficaz e uma forte recomendação contrária ao uso do medicamento em rotina. Nos pontos positivos, destaque para o preço e para a facilidade de acesso ao fármaco.

Também foram analisados tratamentos com lopinavir, oseltamivir, tocilizumabe, glicocorticosteroides, heparina em doses de anticoagulação e em doses de profilaxia, além de antibacterianos.

A heparina em doses de profilaxia é altamente recomendada, mas sua evidência de eficácia é tida como muito baixa. Assim, até o momento, nenhum tratamento obtém bons resultados em todos os quesitos avaliados.

 Revista Exame

O brasileiro perdeu a percepção de valor do voto e da democracia

Cleber Lourenço *

Depois de 21 anos de uma ditadura facínora, a população brasileira lutou pelas eleições diretas, uma imensa mobilização e quanto tivemos o nosso 1° presidente via eleição direta, sofremos com um descalabro absurdo nas mãos do governo Collor. Um governo tão absurdo e grave que foi necessário abreviar o governo. Sim, um processo de impeachment na primeira eleição direta pós-ditadura.

Ali o Brasil já enfrentava sua crise de representatividade e valor do voto, logo no início da redemocratização. Mas aos poucos fomos nos restabelecendo. Porém em menos de 30 anos sofremos outro processo de impeachment, este muito mais grave.

Logo após as eleições de 2014, o PSDB capitaneado pelo o então o senador Aécio Neves começaram uma campanha absurda de desvalorização dos vocês, as urnas mal havia sido guardadas e começaram uma campanha delinquente de desconfiança das eleições. E o pior, com anuência e promoção de muitas redações e editores pelo país.

A chacota e algazarra que foi a votação do impeachment foi pior ainda. Aquilo ali acabou com o brasileiro. A bagunça do governo Temer e as quase que diárias denúncias de corrupção fizeram o trabalho de promover o sentimento de antipolítica que tomou o país sob o nome despretensioso de “nova política”.

Dilma sequer havia cometido crimes de responsabilidade igual o presidente Jair Bolsonaro comete de forma contumaz. E em menos de 30 anos sofremos com outro processo de impeachment.

Pediram recontagem dos votos e antes mesmo da presidente recém reeleita começar o segundo mandato, já botaram pra quebrar. Ali o voto do brasileiro foi ridicularizado.

Os danos que a lava jato causou para a democracia foram irreparáveis para o país. Um verdadeiro processo de perseguição e descrédito da política, sob a batuta do então juiz federal Sergio Moro e procurador Deltan Dallagnol que primeiro prendiam, humilhavam e só depois averiguavam o que era verdade e factível. Ah! Sem esquecer que naquela altura eles já haviam grampeado um presidente em exercício.

E por fim as eleições de 2018 onde todo tipo de situação antidemocrática aconteceu, desde um juiz federal conspirou para tentar suspender as eleições até um outro juiz federal vazava informações de forma seletiva para impactar diretamente em uma campanha eleitoral.

O Ministério Público e a polícia federal ainda escolhia quem atingir ou não com operações. O pior disse é que durante a campanha tivemos um candidato para a presidência colocando em xeque a todo o momento a confiabilidade do nosso processo eleitoral, tudo com o apoio de seus filhos e seguidores que paulatinamente desvalorizaram o voto do brasileiro com sucessivas mentiras.

Esse mesmo candidato ganhou as eleições e seguiu insistindo em desvalorizar o nosso processo eleitoral, um dos mais rápidos e modernos do mundo.

A cereja do bolo foi Moro aceitando um ministério no governo que ajudou a eleger de maneira direta.
E afetou tanto que hoje temos uma horda de celerados que bradam contra um Congresso que eles mesmos elegeram, pedem ditadura diretamente ao presidente eleito e o presidente ainda acena para estes grupos que buscam a ruptura da democracia.

Parece que não, mas tudo isso diminuiu e muito a percepção do brasileiro sobre valor do seu voto. Sobre a importância da Constituição Federal e do devido processo legal. Hoje as forças armadas se sentem à vontade para ameaçarem o STF. E essa instituição que deveria zelar pelo país é quem está na vanguarda da condução para a catástrofe.

A importância da democracia e do voto caíram de tal modo que, mesmo com milhões de brasileiros desesperados e com a saúde pública em risco no meio de uma pandemia, o presidente da Câmara se sente no luxo de ignorar os mais de 30 processos de afastamento de um presidente flagrantemente inábil não só para o cargo, mas para também enfrentar as dificuldades que o país atravessa. E que diferente da Dilma, já cometeu mais de uma dezena de crimes de responsabilidade.

E infelizmente essa situação não vai se resolvendo com um eventual impeachment de Jair Bolsonaro, o sistema político tem oferecido péssimos nomes, todos travestidos com a agenda da “nova política”. E é esse movimento antipolítica quem segue promovendo e ofertando péssimos nomes com a aderência de boa parte da população já desanimada.

Nomes que vão desde humoristas, até celebridades e outros extratos sociais que não sabem como lidar com a sociedade em sua totalidade e trabalham com seus próprios feudos políticos em detrimento do coletivo.

Dos anos 90 pra cá: tivemos um impeachment, “Fora FHC”, falou-se seriamente em impeachment de Lula durante o Mensalão, tivemos outro impeachment, houve duas tentativas de afastar Temer e agora discute-se o impeachment de Bolsonaro.

Enquanto optarmos pelo caminho fácil da “nova política”, a oferta de políticos nas eleições continuará ruim e dificilmente iremos recuperar a percepção o valor de voto.
Vamos demorar anos para nos recuperarmos disso. E para que o voto volte a ter seu devido valor.

* Cleber Lourenço, colunista político, mantém o blog O Colunista na Revista Fórum e o perfil @ocolunista_ no Twitter.

 

Bolsonaro vai adiar reajustes tarifários de energia elétrica

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, assinou decreto que vai adiar os reajustes tarifários de energia elétrica estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A medida serve tanto para grandes consumidores, quanto para clientes residenciais.

O socorro a população chegou esta semana e soma-se às inúmeras iniciativas do Governo federal no combate à pandemia de coronavírus. E vale até o início de 2021.

As estimativas apontavam um aumento em torno de 11,51% neste ano caso o setor não recebesse ajuda do governo.

Jornal da Cidade Online

 

“Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus”, disse Lula às famílias das vítimas da covid-19

Uma fala dessa deveria povoar TODAS as redações dos jornais do país, durante dias a fio. Mas para variar ninguém fala nada sobre ela.Fingem que não ouviram. Principalmente por causa de QUEM falou, que é imune a críticas, na mídia brasileira.

O ex-presidente Lula, pela sua exacerbada inconsequência, num frontal desrespeito as famílias, que ainda choram a perda de entes queridos para a pandemia, vem a público manifestar o seu sadismo. Primeiramente, ele não tem princípio e nem moral para se manifestar de tal forma, levando-se que está fora da cadeia por privilégios da justiça. Realmente Lula provou que é mais nocivo do que a população pensava.

Pois eu digo o seguinte, sem hipocrisia: se a natureza tivesse poder de “criar” de fato alguma coisa, ou interferir em algo, deveria pregar um monte de coronavírus nesse tipo de estupidez, e levá-la logo para o quinto dos infernos.

Guillermo Federico Piacesi Ramos

Advogado

 

Congresso em Foco lança plataforma inédita para eleitores fiscalizarem ação de parlamentares

Radar do Congresso traz informações sobre assiduidade, votações, gastos, discursos e patrimônio dos congressistas.

A partir de hoje você tem uma nova ferramenta para monitorar a atividade de deputados federais e senadores. O Radar do Congresso, que estamos lançando nesta terça-feira (19), oferece dados sobre a atividade parlamentar no Congresso Nacional. Na ferramenta de acesso gratuito que está hospedada dentro do site, os leitores encontram informações sobre assiduidade, votações, discursos, gastos e proposições dos congressistas.

Além dos dados relativos à ação parlamentar, o sistema está ligado a outras bases de dados e apresenta a relação de patrimônio dos congressistas e também seu desempenho eleitoral. A construção da ferramenta, que ainda terá novas aplicações, foi viabilizada com financiamento do Google em um projeto que começou em 2019 após o Congresso em Foco ser um dos vencedores do Desafio de Inovação da Google News Initiative na América Latina.

Radar do Congresso é uma plataforma gratuita de acompanhamento do trabalho parlamentar. O trabalho exigiu a participação de profissionais da área de desenvolvimento, marketing, design e  jornalismo.

No Radar do Congresso, o leitor pode buscar informações individuais dos 513 deputados e 81 senadores. Além disso, é possível ter acesso ao posicionamento global dos parlamentares nos principais projetos votados nas duas casas legislativas.

A iniciativa é mais um passo do Congresso em Foco para trazer a  tecnologia para o centro das operações do site. Esse movimento já foi reconhecido em 2019, quando o Festival de Cannes premiou o Trending Botics com um Leão de Bronze. O projeto foi uma parceria com a agência FCB Brasil.

A incorporação de bases de dados à cobertura jornalística permite ainda um olhar quantitativo para a produção legislativa que possibilita novas abordagens e leituras dos trabalhos dos congressistas. Isso favorece o exercício de um jornalismo com informações mais sólidas para o site e abre caminho para o desenvolvimento de novos produtos para os assinantes do Congresso em Foco Premium.

 

Justiça não se manifesta sobre o pedido do MP de transparência no governo Flavio Dino

  A Corregedoria Geral de Justiça ainda não indicou um novo juiz para apreciar o pedido feito pelo promotor de justiça José Augusto Cutrim, titular da Promotoria Especializada do Idoso, de demonstração e comprovação, com total transparência, as medidas efetivamente adotadas e todos os valores financeiros recebidos da União, emendas parlamentares, doações privadas e outros repasses institucionais para o enfrentamento da pandemia do covid-19, pelo Governo do Maranhão.

Com a suspeição levantada pelo promotor de justiça sobre o juiz Douglas Martins, da Vara dos Interesses Difusos e Coletivos de São Luís para julgar o caso, o desembargador Antonio Guerreiro Júnior suspendeu a solicitação do Ministério Público, mesmo assim o juiz Douglas Martins preferiu que a Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão indicasse outro magistrado para apreciar a ação.

A verdade e para esclarecimento público necessário para toda a população, a questão de prestação de contas com gastos públicos e transparência deveria ser iniciativa dos gestores públicos, principalmente diante dos consideráveis recursos que já foram e continuam sendo repassados para o Governo do Maranhão expressamente para a covid-19, com demonstrações e comprovações.

O pedido do Ministério Público é uma manifestação desejada pela população, levando-se em conta que pedidos idênticos vêm sendo feitos em outros estados da federação, afinal de contas a pandemia vem tomando proporções sérias em todo o Maranhão e providências mais avançadas em relação ao que já foi feito até agora, tomam dimensões bem maiores. Agora é aguardar pela indicação de um novo magistrado para julgar a ação do promotor de justiça José Augusto Cutrim.

 

Regina Duarte não é mais Secretária da Cultura, anunciou Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro anunciou pelas redes sociais que Regina Duarte não é mais secretária da Cultura. “Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP”, escreveu.

Nos próximos dias, o governo pretende mostrar o “trabalho já realizado nos últimos 60 dias”. Regina e Bolsonaro apareceram juntos em um vídeo, também publicado nas redes sociais do presidente, a atriz questiona: “Está me fritando, presidente?”. Os dois riem e Bolsonaro responde que falar em fritura é uma forma de desestabilizar o governo.

A atriz vai assumir a Cinemateca de São Paulo. “É um presente duplo, a Cinemateca e estar perto da minha família”, afirmou. Entre risadas, o presidente pediu para que Regina Duarte sempre o acompanhe quando ele estiver na capital paulista.

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o ator Mario Frias. Recentemente, Frias elogiou o presidente e afirmou que estaria pronto para assumir o cargo na Cultura. A entrevista dada pelo ator foi compartilhada nas redes sociais do presidente.

Regina Duarte nunca deveria ter assumido o cargo. Depois que teve inúmeras oportunidades para sair por cima, preferiu o pior, sendo defenestrada do cargo e levando como consolação a direção  Cinemateca de São Paulo, que não deve ser de expressão, além de que jamais deveria ter aceito. O pior de tudo para Regina Duarte é que se queimou perante a categoria e vai pagar um preço alto. (do editor do blog)

Fonte: Yahoo Notícias

 

Governo Federal pede ao povo fiscalizar distribuição de equipamentos e insumos enviados aos estados

Para que a população ajude a fiscalizar as ações e esforços do Ministério da Saúde no combate à Covid-19 no Brasil, agora é possível acompanhar a quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva, insumos e Equipamentos de Proteção Individual, enviados pelo Governo Federal para todo o país.

Para que a população ajude a fiscalizar as ações e esforços do Ministério da Saúde no combate à Covid-19 no Brasil, agora é possível acompanhar a quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva, insumos e Equipamentos de Proteção Individual enviados pelo Governo Federal para todo o país. Esses materiais e insumos servem para garantir a proteção de profissionais de saúde que estão na linha de frente do enfrentamento ao coronavírus como luvas, máscaras, sapatilhas, aventais entre outros.

De acordo com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, nenhuma localidade que precise, vai deixar de receber ajuda do governo. “Nenhum estado, nenhuma cidade, nenhuma região será esquecida. Leitos estão sendo habilitados, os recursos continuam sendo repassados e os materiais, assim que nós completarmos a linha de produção, vamos distribuir”, afirmou.

O Ministério da Saúde divulgou um endereço eletrônico por onde podem ser conferidos os Leitos e Insumos disponibilizados para cada estado e dividido por grupo. Esse site tem o objetivo de informar à população tudo o que foi comprado ou doado e distribuído para o enfrentamento da pandemia. Para ter acesso aos dados, basta entrar no endereço saude.gov.br/coronavirus.

Desta forma é possível acompanhar, por exemplo, como está a distribuição de respiradores para o estado do Pará, acompanhar a atualização de envios de testes para detecção da Covid-19 para o Distrito Federal ou mesmo a quantidade de leitos de UTIs locados em Santa Catarina. O painel foi montado pela equipe do Departamento de Monitoramento e Avaliação do Sistema Único de Saúde e os dados são atualizados à medida em que os itens são adquiridos e distribuídos pelo órgão.

O painel de leitos e insumos apresenta um mapa interativo no qual é possível conferir os dados por localidade ao passar o cursor do mouse por cima do estado desejado. As informações estão divididas por nove gráficos: número de leitos alugados, que são os leitos volantes de instalação rápida; leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que pertencem ao SUS ou pertencentes a unidades privadas; kits de testes rápidos para o diagnóstico da Covid-19; e insumos como, máscaras, álcool, aventais, óculos de proteção, toucas hospitalares, entre outros mais.

A pesquisa pelo painel também pode ser realizada por tipo de insumo ao invés de ser feita por estado, desta forma o painel vai apresentar os locais onde foram distribuídos – o que pode variar, pois nem todos os estados receberam os mesmos equipamentos ou insumos.

Um exemplo dessa distribuição é a forma como os testes para detecção do coronavírus é realizada. O secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, explica que “em relação ao quantitativo de testes rápidos distribuídos por Unidade Federativa, nós temos um cronograma de 46 milhões de testes que serão distribuídos em cinco fases distintas operacionais. Já estamos na fase 2, em que estamos iniciando a parceria público-privada, que prevê a distribuição de até sete milhões de testes RT-PCR e de nove milhões e meio de testes sorológicos”.

Neste momento de emergência na saúde pública, o Ministério da Saúde afirma que está apoiado os estados e municípios na aquisição e distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e, também, outros como respiradores. Apesar disso, existe uma demanda mundial por conta da pandemia, o que dificulta a produção e entrega desses insumos no cenário internacional, mesmo após o Ministério da Saúde firmar contratos.

De acordo com o órgão, essa compra de Equipamentos de Proteção Individual é de responsabilidade dos estados e municípios. Logo, essa ajuda do Governo Federal é uma forma de utilizar seu poder de compra para fazer as aquisições em apoio aos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo a rede pública de saúde no enfrentamento à doença em todos as cidades do país. Então com a gradativa normalização dos mercados, a expectativa é que os gestores locais consigam novamente abastecer seus estoques com recursos que já são repassados pelo governo, além dos próprios.

Um ponto importante de se ressaltar é o de que esses Equipamentos de Proteção Individual são usados por profissionais de saúde fazem o atendimento direto ao paciente, como médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem, além da equipe de suporte. São de uso individual e se destinam a proteger estes profissionais de possíveis riscos de contágios.
 

Agência do Rádio MAIS

 

 

Morrer antes de morrer, a depressão em meio à pandemia

Desde março, com o início da quarentena no Brasil, com as aulas, o comércio e serviços públicos suspensos, venho observando o impacto disso no meu próprio comportamento e no dos meus parentes, amigos e clientes. A primeira semana pareceu umas férias fora do tempo. Mas, com a avalanche de notícias, a ficha logo caiu. Estrelando em todos os canais de televisão, o novo coronavírus, o vírus mutante, presente em diversos países do mundo. Pronto, a aldeia global que interliga a todos nós a partir das redes, nos informa que o nosso corpo pode ser tomado por um vírus?

Espera aí, tem certeza que não é no computador?

Depois de 15 dias em casa, o medo e a ansiedade vieram nos fazer companhia. Passei a atender as “panicados” com terapia online. Houve um aumento significativo nas queixas de ansiedade, depressão, síndrome do pânico, fobia social e transtorno obsessivo compulsivo.

Perguntei para os meus pacientes, se eles temiam a morte própria ou a de um parente e, surpreendentemente, a maioria respondeu que não. Temiam sim a falta de liberdade, o afastamento físico dos amigos e parentes, a vida escolar ou profissional interrompida, o tédio do confinamento em casa, a chatice do teletrabalho ou telescola, a falta de atenção, de concentração e de rotina. Mas, o fator que mais incomoda a todos, são as rixas políticas. A divisão direita e esquerda parece tomar boa parte do tempo e da energia das pessoas. Muitos atuam ativamente em grupos e nos movimentos de rua. Para outros, o tema virou obsessão, gerador de sofrimento e tema de terapia.

No meu pequeno experimento, posso inferir que as pessoas conseguem aceitar a pandemia por achar que está fora do controle delas. Já, as divergências políticas lhes causam profundo desgostos, desilusões, desesperança e falta de fé no futuro. Posso assegurar que temos dois grandes problemas de alta magnitude: a pandemia e o pandemônio político. Pois,o povo, além de ter que enfrentar o medo da morte, a dor de perder os parentes, perda do emprego, medo de ficar pobre, de faltar comida… tudo acontece em meio a uma crise política e econômica jamais vista. O nível de insatisfação e infelicidade geral é preocupante.

De acordo com a pesquisa Global Happiness Study, divulgada pela Ipsos em agosto de 2019; o nível de felicidade do brasileiro está abaixo da média global.

Pesquisa Ibope (2019) mostra que a cada ano, em média, 11 mil pessoas se suicidam no País, hoje, um brasileiro se suicida a cada 46 minutos. Ainda não há números sobre o adoecimento da população por conta da pandemia. A realidade pode ser bem mais dramática, pois, em menos de um mês, tomei conhecimento de 04 jovens que tiraram a própria vida, só aqui na minha cidade.

Idosos também envelhecem sem dignidade, veja o caso do brilhante ator, que escolheu sair de cena pelas próprias mãos, e deixou escrito: “a humanidade não deu certo.” “cuidem das crianças de hoje.” E aí cabe-nos perguntar: acaso estamos fracassando como humanidade? Não estamos sendo dignos de cuidar das nossas crianças e jovens, de dar-lhes boa base de amor e segurança, para que se tornem adultos resilientes. Todas as nossas instituições estão em crise: a família, o Estado, o País. E, também o Mundo. O que será de nós? Se não temos nem mesmo uns aos outros? Estamos divididos em categorias direita e esquerda. Incapazes de perceber que esse desgaste, além de afetar o nosso sistema imunológico, que enfraquece quando nos sentimos negligenciados, abusados e mal amados, nos predispõe a doenças diversas.

Se por um lado, não há ainda remédio certeiro para curar do coronavírus, por outro lado, podemos afirmar que há um muito eficaz para atenuar ou curar as dores da existência e evitar a morte antes da morte. Trata-se do amor humano, remédio gratuito, que nos fortalece quando sentimos e exprimimos amor ou atenção sinceros. Uma via de mão dupla que beneficia quem dá e quem recebe.

O que a sociedade precisa aprender com crise na saúde, que não basta não morrer. É preciso saber viver.

Não basta salvar o corpo a força. Para muitas pessoas:

Morrer antes de morrer é sentir a alma distante

Morrer antes de morrer é achar que ninguém se importa

Morrer antes de morrer é perder a capacidade sonhar

Morrer antes de morrer é perder a fé no ser humano

Morrer antes de morrer é perder a fé em si mesmo

Contudo, amor humano ainda é o maior ideal contemporâneo.

Entendamos por ideal algo pelo qual as pessoas estão dispostas – ou dizem estar dispostas – a morrer. Só por amor vale a pena morrer. Só por amor vale a pena viver!

Bernadete Freire Campos

Psicóloga com Experiência de mais de 30 anos na prática de Psicologia Clinica, com especialidades em psicopedagogia, Avaliação Psicológica, Programação Neurolinguística; Hipnose Clínica; Hipnose Hospitalar ; Hipnose Estratégica; Hipnose Educativa ; Hipnose Ericksoniana;