Prefeitura receberá 18 mil doses para imunizar 09 mil servidores da saúde e idosos de permanência em unidades

O secretário municipal de saúde, médico Joel Nunes Junior informou hoje, que a prefeitura de São Luís deverá receber 18 mil doses de vacinas para imunizar 09 mil pessoas, entre as quais, servidores da saúde e idosos em instituições de longa permanência. Ele informou que toda a logística e os insumos necessários para a aplicação da vacina estão prontos, aguardando apenas o momento da ação.

A aplicação das 18 mil doses que devem ser entregues à Prefeitura de São Luís serão aplicadas em média de 200 por hora e 02 mil por dia, sem quaisquer problemas, mas com a redobrada paciência e técnica, necessária s para um trabalho da mais alta responsabilidade, afirmou o médico Joel Nunes Junior.

As vacinas quando chegarem a São Luís serão recebidas pelo prefeito Eduardo Braide, o secretário Joel Nunes Junior e integrantes da equipe de logística da prefeitura de São Luís.

 

Roseana Sarney poderá ser o divisor de águas entre Flavio Dino e Weverton Rocha

          Apesar de não fazer qualquer declaração ou dado informação, o nome da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), como possível candidata à câmara federal já causou um forte impacto no grupo que alinhava dissidência de sustentação política do governador Flavio Dino. Depois da eleição para a Famem, quando o governador se decidiu contra o senador Weverton Rocha, são remotas as possibilidades de uma reconciliação, o que poderá nos próximos dois anos resultar em sérios problemas para a administração estadual. Por exemplo, o deputado Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa do Estado é um forte aliado do senador Weverton Rocha, e que o acompanha no movimento Deserte-se, que continua em ampla movimentação.

Embora não haja qualquer declaração pública, o senador Weverton Rocha não escondeu de que gostaria de contar com o importante apoio político e partidário da ex-governadora e inclusive, ela seria muito bem vinda para disputar a única vaga ao senado federal em 2022, caso efetivamente ela deseje retornar à vida pública.

Especulação de um lado e do outro, a largada para as eleições de 2022, está dada, o que vai com absoluta certeza fazer, com que muitos políticos revejam as suas práticas, seus compromissos e o devido, sério e necessário tratamento de respeito, dispensado a população, principalmente na questão do cumprimento de promessas e no exacerbado autoritarismo.

Acredito que a largada parece ser irreversível, mas como em política tudo é possível e o que poderia ser, simplesmente pode ser solucionado através de barganhas, o que significa as partes cederem para um equilíbrio.

 

 

 

Senador flagrado pela PF com dinheiro na cueca do lado das nádegas vai reassumir

O senador licenciado e ex-vice-líder do governo, Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro escondido entre as nádegas, vai retornar ao Senado em fevereiro. Interlocutores do congressista confirmaram a informação ao Congresso em Foco.

O  parlamentar é acusado de desviar recursos que seriam destinados para o combate da covid-19 em Roraima. Após ser pego com cerca de R$ 30 mil na cueca, Chico Rodrigues pediu afastamento do Senado por 121 dias. Finda a licença, o senador quer retomar seu posto no próximo dia 17 de fevereiro.

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Congresso e correligionário de Chico Rodrigues, não convocou Pedro Arthur Ferreira Rodrigues (DEM-RR), filho e primeiro suplente do senador, para assumir a vaga durante seu afastamento.

Segundo fonte próxima ao senador, não há movimentação para que Davi convoque o suplente, mesmo precisando de votos para seu apadrinhado na eleição da Mesa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), no início do próximo mês. Procurada, a comunicação de Davi Alcolumbre não respondeu aos questionamentos do Congresso em Foco.

Segundo a assessoria do senador, o dinheiro encontrado pela polícia “é declarado em imposto de renda e as emendas que Chico Rodrigues destinou para covid-19 ainda não foram pagas, não havendo nada ilegal”.

Relembre o caso

Em outubro de 2020, a residência do senador Chico Rodrigues em Boa Vista (RR) foi um dos alvos da operação da Polícia Federal intitulada Desvid-19. Eram investigadas contratações realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde envolvendo aproximadamente R$ 20 milhões que deveriam ser utilizados no combate à pandemia. A polícia apreendeu dinheiro vivo dentro da cueca do senador. Os investigadores encontraram cerca de R$ 30 mil na residência de Chico Rodrigues.

No dia seguinte à operação, o presidente Jair Bolsonaro disse que seu governo “defende o combate à corrupção” e minimizou a relação com o então vice-líder do governo. “Vocês estão há quase dois anos sem ouvir sobre corrupção no meu governo. Meu governo são os ministros, estatais e bancos oficiais – esse é meu governo”, declarou, desvinculando-se das acusações contra o senador. No mesmo dia Chico Rodrigues pediu para sair do posto de vice-líder do governo.

De acordo com a ferramenta do Congresso em Foco que mede o governismo dos deputados e senadores, Chico Rodrigues foi fiel a Bolsonaro em 97% das votações nominais em plenário. No Senado, o alinhamento médio ao governo era de 87%.

Advogados do senador emitiram uma nota em outubro afirmando que o dinheiro encontrado nas nádegas do congressista tinha origem lícita e seria destinado para o pagamento de funcionários.

Segundo mostrou o Congresso em Foco, durante o período de afastamento dos trabalhos legislativos, Chico Rodrigues não recebe o salário mensal (de R$ 33.763,00) não tem acesso à estrutura administrativa do gabinete parlamentar, mas mantém plano de saúde e imóvel funcional. O plano de saúde permite ressarcimento de despesas médicas e é vitalício, sendo usufruído inclusive por ex-parlamentares.

Congresso em Foco

 

Record denunciou corrupção, fome e mortes em municípios maranhenses cortados pela ferrovia Carajás

                 Em dois programas o Repórter Record : Dossiê Carajás – Corrupção e Descaso, mostrou para o Brasil, a corrupção deslavada praticada nos municípios maranhenses cortados pela Ferrovia Carajás. Também foi mostrada a dolorosa situação de famílias na extrema pobreza da fome e da miséria, e mais ainda, todo o contexto de que muitas vidas que já se perderam, as que estão se perdendo e as que futuramente irão a óbitos, pelo pó de ferro das usinas no povoado Piquiá, no município de Açailândia.

A repórter Adriana Araújo foi a vários locais para mostrar de perto as consequências da corrupção e viu como no município de Arari, um lixão a céu aberto com fogo e criadouro de urubus, localizado nas proximidades do centro da cidade reportagem voltou a abordar a corrupção no município de Itapecuru Mirim, em que o ex-prefeito Magno Amorim e mais uma quadrilha composta de parentes e amigos desviou mais de R$ 32 milhões e dezenas de obras estão inacabadas na cidade. Apesar das investigações que estão sendo realizadas e alguns patrimônios retidos pelas autoridades, os envolvidos não se mostram preocupados e até demonstram de que acreditam na impunidade.

Outro caso de roubalheira vergonhosa, inclusive com dossiê do Tribunal de Contas do Estado, mostram os desvios de recursos públicos pelo Consórcio Intermunicipal  Multimodal, dirigido pela ex-prefeita Karla Batista, do município de Vila Nova dos Martírios, que se tornou uma caixa de corrupção com licitações fraudulentas. Elas acabam favorecendo prefeitos e não os municípios e a população, principalmente quanto a aplicação dos recursos repassados pela Ferrovia Carajás, como responsabilidade e compensação pelos danos causados às vidas de milhares de pessoas, que além de serem irrisórios, nunca chegam ao povo sofrido.

                   O pó mortífero das siderúrgicas que destrói muitas vidas

O caso do pó de ferro que já matou muita gente e que houve manifestações de entidades de defesa do meio ambiente, dos direitos humanos e da vida do Brasil e de vários países do mundo, mas mesmo assim a indiferença das autoridades é uma prova incontestável de banalização da vida, afinal de contas muita gente vai continuar morrendo. Os depoimentos colhidos pela repórter Adriana Araújo, registra doenças pulmonares, os mananciais estão poluídos e o problema da água é tão grave, quanto ao pó de ferro, o que faz do povoado Piquiá, um verdadeiro corredor da morte para a garantia mais capital para as usinas de ferro gusa e para a exploração do minério de ferro pela Companhia Vale.

                       Empresário é chefe de rede criminosa para desvio de dinheiro de consórcio e do FPM

A reportagem da Rede Record, apurou que em empresário de nome Lupércio Alves de Lima é apontado como chefe de uma rede criminosa que desvia dinheiro público dos cofres dos municípios cortados pela Ferrovia Carajás. As ações envolvem os repasses feitos pela Ferrovia Carajás e o Fundo de Participação dos Municípios – FPM. As informações obtidas revelam que Lupércio Alves de Lima é um dos responsáveis por negociatas superiores a R$ 63 milhões e que já teria articulações com os prefeitos eleitos e empossados no inicio do mês, em razão de financiamentos de campanhas, o que significa que a corrupção vai continuar, devido a indiferença das autoridades. Vale lembrar que o Procurador Geral do Estado, ao assumir o cargo prometeu combater a corrupção e o caso da corrupção nos municípios que são cortados pela Ferrovia Carajás, em alguns existem investigações muito precárias e agora com os novos prefeitos, pode-se antecipar a roubalheira. O mais grave de tudo é que o Ministério Público tem o dever de intervir em Piquiá, município de Açailândia, antes que mais vidas sejam destruídas pelo pó de ferro.

                     

 

 

 

Candidatos foram proibidos de fazer Enem por lotação de salas

SP – Sao Paulo – 17/01/2021 – SAO PAULO, VESTIBULAR ENEM 2020 – Vestibulandos sao vistos entrando em local de prova no bairro da Mooca, zona sudeste da cidade de Sao Paulo, neste Domingo (17). A primeira fase do vestibular ENEM 2020 acontece no primeiro mes de 2021 e conta com medidas de prevencao devido a pandemia do COVID-19 (coronavirus). Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

Candidatos foram impedidos de fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neste domingo (17) por lotação das salas de prova. Em diversos estados do país, os estudantes relatam que foram barrados pelos fiscais de prova com a justificativa de que as salas já tinham atingido a capacidade máxima de participantes.

A distribuição dos candidatos por sala é de responsabilidade do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que havia assegurado ter espaços o suficiente para que todos os 5,7 milhões de inscritos fizessem a prova com segurança.

A Folha já havia mostrado que o Inep não garantiu que todas as salas de aplicação foram organizadas para receber candidatos até 50% da capacidade dos espaços. A aposta de integrantes do órgão era de que muitos alunos deixariam de ir fazer a prova, o que garantiria baixa ocupação.

Jhennifer Silva, 24, foi fazer a prova na escola estadual Pedro Malozze, em Mogi das Cruzes. Ela entrou no local às 12h30, meia hora antes do fechamento dos portões, mas foi impedida de entrar na sala.

“Uma fiscal estava segurando todo mundo que chegava, dizendo que eles não tinham mais espaço para nos colocar. Cerca de 60 pessoas na minha escola foram impedidos de fazer a prova”, disse.

A fiscal pediu que os candidatos escrevessem seus nomes em uma lista e os orientou a ligar para o Inep e solicitar a remarcação do exame. “Tenho medo de não conseguir fazer a prova, não me deram nenhum documento que me assegure isso.”

Situação parecida ocorreu em Pelotas (RS), com Arthur Tavares, 19, que também foi barrado de entrar na sala de prova. Ele disse que entrou na escola estadual Sylvia Mello por volta das 12h30.

Folhapress

 

Enfermeira é a primeira pessoa vacinada contra Covid-19 no Brasil

Enfermeira do hospital Emílio Ribas, Mônica Calazans, de 54 anos, foi primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Brasil.

A vacinação ocorreu no Hospital das Clínicas, em São Paulo, logo depois que a Anvisa aprovou o uso emergencial da Coronavac.

Após ser imunizada, Mônica, diabética e hipertensa, recebeu do governador João Doria um selo em que está escrito “Estou vacinado pelo Butantan”. O vergonhoso é o governo colocar o marketing político, querendo se sobrepor sobra a vida.

O Antagonista

 

Prefeitura de São Luís e o Hospital Dutra receberam com amor fraterno e solidário os irmãos do Amazonas

Os problemas sérios e graves enfrentados pela população de Manaus e do próprio Estado do Amazonas, em que  muitas pessoas estão lutando pela vida, qualquer questionamento político é inconsequente, desprezível e oportunismo de quem não sabe e nunca sentiu o que é amor ao próximo.

Na minha vida como jornalista e assistente social, já tive algumas oportunidades de me emocionar por expressões de sensibilidade das pessoas, muitas vezes professando a fé, outras mostrando na prática o que é amor, o que é ser fraterno, o que é ser solidário e o que servir em favor da vida, com gestos práticos das ilimitadas reservas do espírito do coração. O que de há muito o meu coração não recebia com grande alento foram emoções marcadas com a chegada dos amazonenses a São Luís e as manifestações afetivas e bem carinhosas dos médicos Joel Nunes Junior e Joyce Santos Lages. São oportunidades que nos permitem viver o amor e a vida em favor do próximo.

O prefeito Eduardo Braide com menos de uma semana no exercício do executivo municipal, começou a sentir articulações para impedir que ele faça uma administração voltada para os interesses coletivos, mas como tem  o respaldo popular ele irá sempre mais adiante. Depois de anunciar com o secretário de saúde Joel Nunes Júnior, toda a logística pronta para a vacinação contra a covid-19, o secretário municipal de saúde recebeu a missão do prefeito, de recepcionar os doentes que estavam chegando do Amazonas, numa ação do governo federal e que a prefeitura de São Luís jamais poderia deixar de participar.

O médico Joel Nunes Junior, no aeroporto de São Luís levou à equipe técnica que trouxe os pacientes a certeza de que a luta deles não será em vão, que todos estão sendo recebidos não apenas pelas autoridades, mas pelo povo solidário e fraterno do Maranhão, que em corrente de fé, acredita na vida deles.

Mas, o mais emocionante foi a chega deles ao Hospital Presidente Dutra, quando a superintendente do Hospital Presidente Dutra, a médica Joyce Santos Lages e uma grande equipe técnica entre médicos, enfermeiros e auxiliares fizeram parte de uma recepção para a valorização da autoestima daqueles que estavam chegando sem ter a menor ideia de como seriam recebidos, A maneira carinhosa e receptiva e contatos com a família, vendo-os alojados e semblantes de que serão vencedores, sensibilizou muito o pessoal da maior competência do Hospital Presidente Dutra, daí é que não se pode negar o compromisso de todos com a vida e de uma maneira especial a sensibilidade afetiva da médica Joyce Santos Lages. A verdade é que pela recepção e o tratamento que estão recebendo, os amazonenses serão com certeza, os mais novos ludovicenses e maranhenses.

 

Amazonas sabia desde novembro que oxigênio de hospitais era insuficiente

Pelo menos desde o dia 23 de novembro, a Secretaria de Saúde do Amazonas sabia que a quantidade de oxigênio hospitalar disponível seria insuficiente para atender a alta demanda provocada pela pandemia de covid-19. A informação consta de projeto básico, que foi elaborado pela própria pasta, para a última compra extra do insumo, realizada no fim do ano passado. A White Martins informou que, se o contrato tivesse previsto um pedido maior na oportunidade, a empresa teria conseguido atendê-lo.

Nesta semana, o estoque de oxigênio chegou a acabar nos hospitais de Manaus e pacientes morreram asfixiados, segundo o relato de médicos. O contrato original para aquisição de gases medicinais do sistema de saúde é de 2016 e foi assinado com a White Martins, a principal fornecedora no Amazonas, com valor mensal informado de R$ 1,3 milhão. Inicialmente, o acordo previa o atendimento de até dois mil pacientes respiratórios.

Em 2018, ainda antes da pandemia, a secretaria chegou a assinar dois aditivos que, juntos, representavam acréscimo de 3,1% do valor. Como o teto permitido é de até 25% (acumulado) em cada contrato, o Estado ainda tinha uma margem de 21,9% para adquirir insumos em 2020, sem a necessidade de abrir um novo processo de contratação.

Toda essa cota, no entanto, foi usada na última compra extra em novembro. Na ocasião, a pasta ainda informa a inclusão “com urgência” do Hospital Geraldo da Rocha, em Manaus, na lista de unidades atendidas.

O projeto para o aditivo é de 23 de novembro. No documento, a secretaria também admite que os casos do novo coronavírus já estavam em alta na época e que o volume de oxigênio contratado não seria suficiente para dar conta da demanda.

“No Estado do Amazonas os casos de covid-19, no mês de setembro, vêm apresentando alta crescente de casos confirmados”, diz o documento. “O percentual de 21,9152% disponível para aumento não atende as necessidades desta Secretaria, a alta crescente nos números de casos confirmados da covid-19 e o pronunciamento até a presente data da Diretora da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas) quanto a uma possível 2ª onda da pandemia.”

Segundo o Portal da Transparência do Amazonas, os itens do aditivo incluíam um total de 307 mil m³ de oxigênio líquido e 6,1 mil m³, na forma de gás, que são usados para pacientes internados por coronavírus. Também foram comprados outros gases hospitalares para procedimentos médicos diversos.

Ao jornal O Estado de São Paulo, o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, disse que o consumo de oxigênio no Amazonas saltou de 14 mil para 30 mil m³ por dia durante o 1º pico da doença, ainda em 2020. Se o índice for considerado como referência, o volume extra contratado daria para abastecer o Estado por menos de duas semanas. Nesta semana, o consumo estaria ainda maior: 76,5 mil m³ por dia e “com indicação de demanda crescente”. Nesse cenário, o insumo contratado só duraria quatro dias.

No projeto, a secretaria ainda registrou que o Departamento de Logística foi favorável a fazer uma compra maior e extrapolar o aditivo para 46,9% – e não mais de 25%. O pedido, entretanto, foi negado em despacho da Secretaria de Gestão Administrativa do Amazonas, segundo o documento.

O Estadão de São Paulo

 

Governo do Amazonas desativou 85% dos leitos de UTI criados para Covid-19

O estado do Amazonas desativou 85% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do SUS que haviam sido criados entre fevereiro e julho de 2020 por causa da Covid-19. Os dados são de um levantamento feito pelo Instituto Votorantim com base em informações da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas.

A capital do estado, Manaus, vive recorde de hospitalizações e tinha 58 pessoas à espera de leitos de UTI até o último dia 12 de janeiro, depois de ter desativado, entre julho e outubro de 2020, 117 UTIs do SUS das 137 criadas de fevereiro a julho do mesmo ano.

O levantamento foi desenvolvido, inicialmente, para avaliar a disposição de leitos de UTI públicos e privados nos estados brasileiros, bem como a oferta de respiradores. No entanto, com os dados em mãos, a equipe do instituto reparou no elevado percentual de leitos desativados.

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem até a publicação deste texto.

Manaus vive seu pior momento da pandemia com médicos relatando terem que escolher quais pacientes assistiriam enquanto outros morriam por asfixia devido à baixa oferta de oxigênio nos hospitais em Manaus. A situação é tão grave que cerca de 700 pacientes devem ser transferidos para outros estados.

Um dos pontos críticos da crise é a falta de leitos de UTI para pacientes críticos. “Ou seja, ter mantido o número de leitos criados ajudaria a diminuir a crise neste momento”, diz Rafael Gioielli, Gerente-Geral do Instituto Votorantim.

Folhapress

 

Corrupção no Amazonas “some” com mais de R$ 600 milhões repassados pela União

Diante do repentino aumento de contaminação da Covid-19 no estado do Amazonas, no início deste ano, muitas autoridades brasileiras começaram a questionar onde estariam os valores repassados pelo Governo Bolsonaro para combate ao vírus, com a medida provisória editada em 04 de junho pelo presidente Jair Bolsonaro, que não tem merecido qualquer resposta do governador Wilson Lima.

O Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus foi aprovado pelo Senado Federal e consistiu num auxílio financeiro de quase R$ 120 bilhões concedido a estados, ao DF e municípios para o desenvolvimento de ações contra a pandemia do coronavírus.

O Governo Bolsonaro repassou R$ 60 bilhões, parcelados em quatro vezes. R$ 10 bilhões foram destinados a ações de saúde e assistência social (R$ 7 bilhões para os estados e R$ 3 bilhões para os municípios) e R$ 50 bilhões para uso livre (R$ 30 bilhões para os estados e R$ 20 bilhões para os municípios).

A divisão da verba por cada estado foi feita em função dos índices de contaminação. Já o rateio entre os municípios foi calculado pela divisão dos recursos por estado (excluindo o DF), usando os mesmos critérios. Para ajudar ainda mais estados, DF e municípios, o restante do valor total de R$ 119,8 bilhões foi repassado para a suspensão de dívidas.

O problema é que o orçamento do Governo Federal e os dados do portal da transparência do Amazonas mostram uma diferença surreal de mais de R$ 600 milhões entre o valor que foi enviado pela União e o que o estado declara ter recebido. A União garante que entregou, em 2020, R$ 884,9 milhões para o enfrentamento da pandemia no ente federado do Norte. O estado do Amazonas declara, porém, que recebeu apenas R$ 267 milhões: diferença de R$ 617 milhões.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), já havia sido denunciado duas vezes, em 2020, pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam). Mário Vianna, presidente da entidade, bem que protocolou pedido de impeachment contra Wilson e o vice, Carlos Almeida, por acusação de crime de responsabilidade. Mas, a solicitação foi arquivada por integrantes da Assembleia Legislativa do Estado que, por sinal, também eram investigados pelo “covidão”.

Em dezembro do ano passado, o Simeam voltou a formalizar novo pedido de impedimento para o governante do Amazonas, alegando “farta comprovação da prática de crime de responsabilidade e improbidade administrativa”. O pedido ainda não foi analisado pelos parlamentares.

Jornal da Cidade Online