O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu andamento a uma ação que apura possível abuso de poder político pela chapa formada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). A iniciativa partiu de uma representação apresentada pelo partido Novo e foi acolhida pelo corregedor-eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
O procedimento tem como foco 35 medidas implementadas pelo governo federal durante o ano eleitoral de 2026. Na avaliação do Novo, as iniciativas resultaram na criação ou ampliação de benefícios destinados à população, com potencial de proporcionar vantagens eleitorais à candidatura presidencial. Entre as ações incluídas no questionamento estão o reajuste do Bolsa Família e a ampliação dos subsídios aos combustíveis. O partido argumenta que a utilização de recursos e mecanismos da administração pública para implementar essas medidas poderia configurar emprego da máquina governamental em benefício da chapa.
A representação também envolve Geraldo Alckmin. O vice-presidente poderá ser investigado em razão de sua participação em eventos oficiais nos quais algumas das iniciativas questionadas foram apresentadas. Para o corregedor, existem elementos que justificam a apuração da conduta dos dois integrantes da composição presidencial. Ao determinar o prosseguimento da ação, Ricardo Villas Bôas Cueva estabeleceu que os investigados sejam formalmente notificados para apresentar suas defesas em até cinco dias. O ministro entendeu que a representação protocolada pelo Novo reúne as condições necessárias para que a investigação tenha continuidade.
Outro ponto apresentado pelo partido diz respeito à quantidade de medidas adotadas em diferentes períodos. O Novo comparou as iniciativas anunciadas em 2026 com aquelas implementadas entre 2023 e 2025. Conforme o levantamento encaminhado ao TSE, somente no atual ano eleitoral foram registradas tantas ações de natureza semelhante quanto nos três anos anteriores somados. O partido utiliza essa comparação para sustentar sua alegação de que houve uma concentração de medidas com potencial impacto eleitoral em 2026. A investigação deverá avaliar os argumentos apresentados na representação e a eventual existência de irregularidades na utilização de medidas governamentais durante o período eleitoral.
Jornal da Cidade Online
Cadê o STF? Celular de Daniel Vorcaro registra 316 interações graves com Alexandre de Moraes antes da prisão
O celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro registra 316 interações entre ele e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nos dois meses que antecederam a prisão do dono do Banco Master, revela levantamento feito pelo UOL. Até então, só havia conhecimento de 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes por meio de prints de textos escritos no bloco de notas. O material expõe, pela primeira vez, o teor de parte da conversa mantida pelos dois pelo WhatsApp e mostra a relação de intimidade cultivada pelo magistrado com o banqueiro. “Obrigado amigo. Nem dá pra perceber que não sou eu rsrs”, escreveu Moraes em uma legenda de imagem enviada a Vorcaro em 24 de outubro de 2025.
O conteúdo foi apagado por uma funcionalidade do WhatsApp que permite deletar mensagens 24 horas após seu envio. O UOL conseguiu recuperar o teor de interações entre Vorcaro e Moraes a partir da análise de bancos de dados secundários mantidos pelo WhatsApp no celular de Vorcaro (entenda a técnica abaixo), apreendido pela PF (Polícia Federal) em 17 de novembro de 2025. São classificadas como interações mensagens, fotos, chamadas, ligações perdidas e outros avisos do sistema. Além das 316 interações, o UOL identificou dois outros registros: um aviso de que a conversa é criptografada e outro indicando que foi acionado o mecanismo de mensagens temporárias de 24 horas.
Um sistema do próprio iPhone registra o envio de cada mensagem para fazer uma seleção de contatos frequentes e otimizar a experiência do dono do celular. Esse banco mostra que Vorcaro enviou 187 mensagens para o ministro do Supremo de 17 de setembro a 17 de novembro de 2025. Os outros 129 registros na conversa são relativos a mensagens de Alexandre de Moraes e avisos do sistema. Há mensagens em texto, mídias e imagens de visualização única. Uma parte considerável do material não é recuperável somente pela extração do celular de Vorcaro. O ministro Alexandre de Moraes e a defesa de Vorcaro foram procurados, mas não se manifestaram. Os advogados do banqueiro tentam lançar dúvidas no Supremo sobre a integridade do celular de Vorcaro, com teses sobre a quebra da cadeia de custódia do aparelho. A cadeia de custódia também é questionada por Moraes. A defesa chama o relatório da PF sobre as conversas de mentiroso e diz que foi produzido como uma “vingança” pela sua atuação nos processos sobre a tentativa de golpe de Estado.
As mensagens
Quando uma mensagem temporária expira, o WhatsApp apaga o registro dela no seu banco de dados principal. O aplicativo, porém, mantém diversos bancos secundários e espalha pedaços de informação em cada um deles. O UOL recuperou mensagens por meio de um garimpo nesses dados de bancos de dados secundários. Vorcaro apagou toda a conversa com o ministro Alexandre de Moraes em setembro de 2025. Essa ação do banqueiro dificulta o rastreamento de mensagens anteriores. No dia 17 de setembro, a conversa foi retomada.
O UOL identificou 69 mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes nos dois meses que antecederam a prisão do banqueiro. A maioria (52) é de mensagens secretas enviadas por Vorcaro e já identificadas pela PF: ele escrevia o texto em um bloco de notas, fazia a captura da tela e enviava como imagem de visualização única para o ministro. Foram recuperadas outras 17 mensagens inéditas. Elas reforçam os sinais de proximidade entre Vorcaro e Moraes e mostram acertos para um encontro três dias antes da prisão do banqueiro.
A primeira mensagem ficou guardada em um banco de dados que mantém “tokens de denúncias” —uma cópia de mensagens recebidas que ficam guardadas caso o usuário denuncie a conversa.
Trata-se da mensagem de 24 de outubro de 2025. “Obrigado amigo. Nem dá pra perceber que não sou eu rsrs”, escreveu Moraes como legenda de uma imagem não recuperada. As demais mensagens estão armazenadas em um banco de dados do WhatsApp chamado “ChatSearchV5f”. Ele serve como um índice de busca dentro do aplicativo para procurar palavras-chave. Esse banco passa por limpeza de tempos em tempos.
Nesse banco de dados, as mensagens aparecem com as palavras embaralhadas. A PF enfrentou essa mesma dificuldade ao analisar o celular do tenente-coronel Mauro Cid, na investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. Em casos semelhantes, os investigadores colocam as frases em uma ordem que faça sentido. Um exemplo: o banco guarda uma mensagem de Vorcaro para Moraes no dia 28 de outubro de 2025. Ela aparece com a ordem embaralhada —”bem opa tudo”. A leitura mais provável da mensagem é “opa tudo bem”.
Considerando a leitura provável, estas são as mensagens encontradas:
28/10/2025, 11h03: Vorcaro escreveu: “Opa tudo bem?”
28/10/2025, 11h43: Vorcaro escreveu: “Boa, tinha esquecido disso. Sorte aí”
28/10/2025, 11h44: Moraes escreveu: “Obrigado “
6/11/2025, 16h20: Moraes escreveu: “Boa tarde”
6/11/2025, 16h20: Vorcaro escreveu: “Opa”
12/11/2025, 20h42: Vorcaro escreveu: “Show”
12/11/2025, 20h48: Moraes escreveu: “Não basta ser pai, tem de participar rsrs”
12/11/2025, 21h11: Vorcaro escreveu: “Você é paizão”
12/11/2025, 21h11: Vorcaro escreveu: “Manda abraço pra todos”
12/11/2025, 21h12: Moraes escreveu: “Pode deixar”
14/11/2025, 13h24: Moraes escreveu: “Me avise quando pousar”
14/11/2025, 13h25: Vorcaro escreveu: “Ok”
14/11/2025, 13h25: Vorcaro escreveu: “Em voo”
14/11/2025, 14h32: Moraes escreveu: “Chegou?”
14/11/2025, 14h35: Vorcaro escreveu: “Agora pousei”
14/11/2025, 14h46: Moraes escreveu: “A caminho então”
Contexto
Informações adicionais do celular de Vorcaro e o relatório da PF com as conversas utilizando o bloco de notas ajudam a entender o contexto de ao menos dois trechos dessas conversas inéditas.
No dia 12 de novembro de 2025, uma quarta-feira, Alexandre de Moraes estava em Brasília e Vorcaro, em São Paulo. O banqueiro enviou mensagens secretas para o ministro do Supremo na véspera sugerindo um encontro dos dois à noite. “Opa tudo bem? Amanhã à noite como esta?” Enviou Vorcaro às 20h44 de 11 de novembro.
Não é possível saber a resposta de Moraes. No dia seguinte, pela manhã, o banqueiro voltou a escrever às 8h55: “Não quero atrapalhar programa familia! Podemos falar outro dia!” Foi nesse contexto que as mensagens de texto foram enviadas à noite, com Vorcaro elogiando o papel paternal de Alexandre de Moraes —pai de dois jovens advogados que trabalham no escritório chefiado por sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
O encontro ficou para 14 de novembro, três dias antes da prisão de Vorcaro. O banqueiro viajou de São Paulo a Brasília em seu jato particular. Decolou no início da tarde e foi direto para sua casa no Lago Sul, região nobre da capital federal, com seu motorista, ouvindo música country americana nos fones de ouvido bluetooth. As novas mensagens reforçam a suspeita de que Alexandre de Moraes foi ao encontro do banqueiro naquele dia 14 de novembro.
Bloco de Notas
A PF enviou ao Supremo no fim de agosto um relatório contendo 52 mensagens secretas enviadas por Vorcaro a Moraes. Vorcaro usava um método para dificultar o rastreamento das comunicações: escrevia em um bloco de notas, fazia a captura da tela e enviava como imagem de visualização única pelo WhatsApp.
O UOL conseguiu refazer o caminho descrito pela PF e identificou as mesmas 52 mensagens secretas. O mesmo modelo foi usado para se comunicar com o senador Flávio Bolsonaro na véspera da prisão de Vorcaro, como revelou o UOL.
As mensagens mostram Vorcaro aflito com a possibilidade de sofrer medidas da PF e do Banco Central. Ele pede ajuda de Moraes para “reverter isso com Paulo [Gonet] ou Andrei [Rodrigues]”, chefes da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da PF. A dinâmica da conversa sugere que Vorcaro buscava obter informações sensíveis com o magistrado. “Se o Andrei conseguir atrasar para putra (sic) semana, pois tem feriado, o banco nao quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possivel”, escreveu Vorcaro. O banqueiro também perguntou a Moraes, na véspera de sua prisão, se o ministro achava que existia “alguma chance disso acontecer amanhã de manhã”. Antes, perguntou ao ministro se ele “acha que segunda ja tenho que estar fora”. A relação entre os dois começou em dezembro de 2023. Vorcaro contratou o escritório de advocacia da esposa do ministro por quase R$ 130 milhões, mas o celular do banqueiro mostra uma relação de proximidade maior com Moraes do que com Viviane. Os diálogos são analisados pelo STF, que deve decidir ainda este ano se abre uma investigação contra Moraes pela relação suspeita que mantinha com Vorcaro.
Defesa
Em sua defesa no Supremo, Alexandre de Moraes chamou o relatório da PF de mentiroso, levantou dúvidas sobre a cadeia de custódia do celular de Vorcaro e disse que o relatório foi produzido como uma “vingança” pela sua atuação nos processos sobre a tentativa de golpe de Estado. “As ilações absurdas, que foram divulgadas como SUPOSTOS DIÁLOGOS entre Daniel Vorcaro e o Ministro Alexandre de Moraes, SIMPLESMENTE NÃO EXISTIRAM. NÃO EXISTE DIÁLOGO, que pressupõem (sic) a existência de dois interlocutores, pois não há UMA ÚNICA MENSAGEM OU BLOCO DE NOTAS COM O TEXTO DE MENSAGENS DO MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES”, escreveu o ministro.
“REPITO: NÃO FORAM LOCALIZADAS EM CONVERSAÇÃO ALGUMA NO WHATZAAP (sic). NÃO EXISTE NENHUMA CORRESPONDÊNCIA EFETIVA COM MENSAGEM REALMENTE ACHADAS NO WHATZAP (sic)”, escreveu o ministro, em caixa alta. Em notas anteriores à imprensa, o ministro negou que tenha trocado mensagens com Daniel Vorcaro e negou ser o destinatário das imagens do bloco de notas. “Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral desses criminosos (sic) mentiras. VINGANÇA. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”, completou.
Fonte: UOL NOTÍCIAS
“Hoje a agenda do governo Lula é a da paralisia,” critica ex-ministro Aldo Rebelo
Ministro por quatro vezes do governo Lula, deputado por seis vezes, ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo conhece os bastidores da política (e da esquerda) como ninguém. Convidado especial do Podcast A Verdade, Rebelo não poupou críticas ao governo Lula, do qual foi aliado histórico. Mas, atualmente, é um crítico severo das políticas ambientais e econômicas do petista.
“A gente tinha um governo de forças heterogêneas, eu fui contra a demarcação da terra indígena Raposa Terra do Sol, por exemplo, mas depois da prisão, Lula saiu ressentido, amargurado, não tem paciência para nada, não tem generosidade para governar um país tão difícil como o nosso, para pacificar o Brasil, que é uma coisa importante.
Ele ganhou as eleições, que gesto ele fez para pacificar o Brasil? A minha crítica ao presidente Lula é essa. Hoje a agenda do governo é a agenda da paralisia, é o voo de galinha, curto e baixo. O IBAMA e a Funai não paravam o Brasil como param hoje.
A economia não gera emprego acima de dois salários mínimos, o Brasil está perdendo indústria para o Paraguai, para a China… Está tendo uma fuga de domicílio fiscal, isso é uma coisa vexaminosa. Não temos governo, temos ruínas”, lamentou.
“Fui ministro de quatro pastas, tenho gratidão pela confiança que recebi, fui líder do governo Lula, mas não e nunca tive uma conta minha rejeitada pelo Tribunal de Contas da União, nunca tive processo no Ministério Público nem no STF. Vou fazer cobranças duras, o país está parado e pode ficar ainda muito pior, mas o maior responsável é ele”, disparou.
Jornal da Cidade Online
Flávio Dino será o relator de ação que tenta adiar fim da 6×1 e convoca reunião com a CNC
O processo foi movido pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que pede a suspensão de trechos da proposta aprovada no Congresso Nacional. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, foi o escolhido a partir de sorteio como relator da ação movida por setores trabalhistas que tentam adiar a implementação do fim da escala 6×1, a jornada de trabalho do brasileiro.
O processo foi movido pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que pede a suspensão de trechos da proposta aprovada no Congresso Nacional.
A entidade pede que o STF suspenda, por meio de uma decisão liminar, o prazo de 16 de dezembro de 2026 para a redução da jornada de 44 para 42 horas semanais e a concessão de dois dias de descanso remunerado aos trabalhadores.
Antes de tomar qualquer decisão, o ministro marcou uma audiência pública com entidades do setor trabalhista e a própria CNC para a próxima terça-feira (10).
A CNC propõe que as mudanças na jornada só ocorram em outubro de 2027. Já a redução de 40 horas semanais previstas para início em dezembro de 2027 passaria a valer somente em outubro de 2028.
A confederação afirma que não pretende derrubar o fim da escala 6×1 nem impedir a redução da jornada de trabalho, mas considera insuficiente o prazo concedido às empresas para se adaptarem às novas regras.
Diário do Poder
Senador relator subserviente a Lula se diz ‘surpreso’ com brutal aumento de impostos
Eduardo Braga relatou no Senado o novo sistema de tributação do consumo. O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator de projetos que resultaram no mais brutal aumento de impostos da História, empurrado goela abaixo dos brasileiros, agora se diz “surpreso” com a alíquota de 11,3% da CBS, a Contribuição sobre Bens e Serviços. Governista radical e lulista de confiança, ele divulgava “estimativas” de “8,8% a 9,21%” da CBS. Tardiamente, quer “amplo debate” sobre o engodo que ajudou o governo Lula a arquitetar – e a oposição vê como confissão de incompetência. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Braga relatou no Senado a criação o novo sistema de tributação do consumo, substituindo PIS e Cofins pela CBS a partir de 2027.
Sob sua relatoria o Congresso aprovou as regras de transição e mecanismos que deram pretexto ao TCU para definir os tais 11,3%.
O Senado precisa fixar a alíquota até 15 de dezembro ou irá prevalecer o “cálculo” do TCU. Braga será relator. Os brasileiros já sabem o resultado.
Diário do Poder
Juro real brasileiro é mais de 07 vezes a média de 40 economias, aponta levantamento
Estudo da MoneYou e da Lev Intelligence mostra taxa de 9,49% ao ano, contra 7,77% da Turquia, segunda colocada. O Brasil tem o maior juro real entre 40 economias, de 9,49% ao ano, segundo levantamento divulgado na quarta-feira (4) pela MoneYou em parceria com a Lev Intelligence. O resultado veio depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a Selic em 13,75% ao ano. A taxa é 1,04 ponto percentual maior que a de setembro (8,45%), e a Turquia aparece em segundo, com 7,77%.
O ranking
A vantagem do Brasil sobre a Turquia subiu de 1,66 para 1,72 ponto percentual desde setembro. Na sequência vêm Argentina (6,80%), Rússia (6,57%), Colômbia (4,05%), Indonésia (3,67%), México (3,26%) e África do Sul (2,93%). A Rússia, que ocupava a segunda posição em setembro, caiu para a quarta. A média das 40 economias é de 1,28%. Os Estados Unidos têm juro real de 0,46%, e a China, de 0,21%. Japão (-0,76%), Suíça (-0,78%) e Suécia (-4,87%) estão na parte de baixo da lista, com taxas negativas.
Juro nominal
Sem o desconto da inflação, o Brasil ficaria em quarto lugar. A Turquia tem juro nominal de 36%, a Argentina de 29% e a Rússia de 14%, contra 13,75% do Brasil. A média nominal das 40 economias é de 5,51%.
Diário do Poder
Eugênio Aragão, sócio de Willer Tomaz foi advogado de Lula e Haddad e ministro de Dilma
Eugênio Aragão, o verdadeiro sócio de Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal, foi advogado de Fernando Haddad (PT) na campanha de 2018 e voltou a fazer o mesmo trabalho na campanha de Lula em 2022. Ele é conhecido em Brasília sobretudo pelo ativismo de esquerda. Atuou fortemente para impedir a primeira eleição de Jair Bolsonaro (PL), tendo sido derrotado, e depois contra a reeleição do ex-presidente. Petistas dizem terem sido dele as alegações mais “maldosas” contra adversários.
Prêmio petista
Com tamanha devoção ao PT, Aragão foi ministro da Justiça de Dilma, que o nomeou para reforçar sua defesa contra o impeachment.
Pouco tempo
Dilma Rousseff nomeou Eugênio Aragão ministro da Justiça em março de 2016, mas no mês de maio seguinte ambos ficaram desempregados.
Aposentadoria
Após sua saída do MJ, subprocurador Eugênio Aragão retomou a carreira no Ministério Público Federal até se aposentar no ano seguinte.
Já há 9 anos
Foi também no ano seguinte, 2017, que Eugênio Aragão se juntou a Willer Tomaz no escritório Aragão & Tomaz Advogados Associados.
Coluna do Claudio Humberto
TSE abre caminho para ação contra Lula por suposto abuso eleitoral
Ação do Novo aponta 35 medidas em ano eleitoral e pede cassação da chapa presidencial. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira (5) que o presidente Lula (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB) se manifestem em ação do Novo por suposto abuso de poder político nas eleições de 2026. O prazo é de cinco dias. O partido acusa o governo de concentrar benefícios sociais e medidas de apelo popular no ano eleitoral para favorecer a candidatura presidencial. Segundo a legenda, Lula editou 35 atos normativos entre janeiro e outubro, com criação ou ampliação de benefícios. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que a ação reúne documentos que apontam distorções na disputa e cobrou rigor do TSE.
“A lei não permite que um governo gaste R$ 100 bi para comprar uma eleição. Não se pode permitir que o dinheiro do contribuinte e a estrutura do Estado sejam utilizados dessa forma”, declarou.
A ação cita, entre outros exemplos, o Bolsa Família e medidas relacionadas a combustíveis, e pede a cassação dos registros ou diplomas de Lula e Alckmin, além da inelegibilidade de ambos por oito anos. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva considerou que a petição reúne os requisitos para tramitação, mas ressaltou que a decisão não representa julgamento das acusações.
Diário do Poder
Lula repete os erros que levaram Dilma ao impeachment
A possível aproximação de André Lara Resende com o governo Lula reacende o debate sobre experiências econômicas do passado e os riscos de uma redução acelerada dos juros. Quem viveu os anos 1980 e o início da década de 1990 certamente não esqueceu o pesadelo da hiperinflação brasileira. Foram sucessivas tentativas de controlar os preços e estabilizar a economia: Plano Cruzado, Cruzado II, Plano Bresser, Plano Verão, Collor I e Collor II. Congelamentos, mudanças de moeda, perda do poder de compra e até o traumático bloqueio da poupança marcaram aquele período. Somente em 1994, com o Plano Real, o Brasil conseguiu finalmente vencer a hiperinflação.
E POR QUE RECORDAR TUDO ISSO AGORA?
Porque um personagem importante daquela época voltou ao centro das discussões econômicas: André Lara Resende. O economista integrou a equipe econômica durante o Plano Cruzado, embora suas propostas não tenham sido adotadas naquele programa. Anos depois, segundo relato do próprio Fernando Collor, Lara Resende foi consultado sobre a possibilidade de bloquear ativos financeiros da população para retirar dinheiro de circulação e combater a inflação. Ele teria considerado a medida tecnicamente viável, mas politicamente impossível. Posteriormente, o governo Collor adotou o bloqueio, que se transformou em um dos episódios mais traumáticos da história econômica brasileira. É preciso reconhecer que Lara Resende também foi um dos formuladores do bem-sucedido Plano Real. Entretanto, sua nova proposta para a política monetária brasileira desperta questionamentos.
A ideia é reduzir a taxa Selic de 13,75% para aproximadamente 7,5% em apenas 12 meses, mediante alterações na condução da política monetária. O nome do economista voltou a circular nos bastidores políticos como possível integrante da equipe econômica de Lula, embora o Ministério da Fazenda tenha negado que esteja considerando a proposta.
O FANTASMA DA POLÍTICA ECONÔMICA DE DILMA
A discussão inevitavelmente remete ao governo Dilma Rousseff. Durante sua administração, o Banco Central promoveu uma redução acelerada dos juros, dentro de uma estratégia econômica que também envolveu maior intervenção estatal e estímulos ao consumo e ao investimento. O resultado posterior foi uma combinação de inflação elevada, deterioração das contas públicas, perda de confiança e uma das recessões mais profundas da história brasileira.
É evidente que a crise não teve uma causa única. Tampouco o impeachment de Dilma decorreu simplesmente da condução da política monetária. A presidente foi afastada em um processo relacionado a infrações orçamentárias, em meio a uma grave crise política e econômica. Ainda assim, a experiência deixou uma lição: reduzir juros sem assegurar condições macroeconômicas sustentáveis pode produzir consequências indesejadas.
O BRASIL VAI REPETIR OS ERROS DO PASSADO?
Não existe dúvida de que juros menores são desejáveis para consumidores, empresas e investidores. A questão é saber se uma redução tão expressiva pode ocorrer sem comprometer o controle da inflação, a estabilidade cambial e a credibilidade da política monetária. Defensores de mudanças na condução dos juros argumentam que o modelo atual impõe custos excessivos à economia. Críticos alertam que reduções incompatíveis com as expectativas inflacionárias e com a situação fiscal podem produzir efeitos contrários aos pretendidos.
O Brasil já experimentou diferentes fórmulas heterodoxas de combate à inflação. Algumas fracassaram de maneira traumática. Outras, como o Plano Real, contribuíram decisivamente para a estabilidade monetária. Por isso, antes de embarcar em uma nova experiência, seria prudente examinar seus fundamentos, riscos e consequências. A pergunta que fica é: estamos diante de uma solução inovadora para a economia brasileira ou de mais uma tentativa de resolver problemas estruturais com decisões sobre a taxa de juros? A história econômica do Brasil recomenda que essa discussão seja tratada com muita cautela.
Jornalista e escritor
El Niño muito forte, aumentam riscos de seca no Norte e Nordeste até 2027
Boletim do Cemaden prevê chuvas abaixo da média na Região Norte e alerta para possíveis impactos na produção agropecuária e na disponibilidade de água. A previsão de um El Niño muito forte até o início de 2027 aumenta a preocupação com a ocorrência de seca nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. O alerta consta no boletim do Painel El Niño, divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) em 29 de outubro, que apresenta perspectivas climáticas e possíveis impactos do fenômeno no país.
De acordo com o documento, para o trimestre de novembro a janeiro, a tendência é de chuvas abaixo da média na Região Norte e acima da média na Região Sul. O cenário climático exige atenção, principalmente diante dos possíveis efeitos sobre a disponibilidade de água, a produção agrícola e as atividades econômicas que dependem das condições meteorológicas.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração influencia a circulação atmosférica e modifica os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil. No país, os efeitos podem variar conforme a região. Enquanto o Norte e parte do Nordeste podem enfrentar períodos de redução das chuvas e maior preocupação com a seca, o Sul tende a registrar volumes de precipitação acima da média, o que também exige atenção diante da possibilidade de impactos associados ao excesso de chuva.
Impactos para o setor agropecuário
A irregularidade das chuvas representa um desafio para o planejamento da produção agropecuária. Nas regiões com previsão de precipitação abaixo da média, a redução da disponibilidade de água pode afetar o desenvolvimento das lavouras, as pastagens e a atividade pecuária. O cenário também reforça a importância do acompanhamento das condições climáticas por produtores rurais e gestores públicos, especialmente para o planejamento do calendário agrícola, o manejo dos recursos hídricos e a adoção de medidas preventivas diante de possíveis períodos de estiagem. No Sul, a perspectiva de chuvas acima da média também demanda monitoramento, uma vez que volumes elevados de precipitação podem interferir nas atividades do campo e nas condições de infraestrutura rural.
O boletim do Cemaden reúne informações de monitoramento e orientações sobre os potenciais impactos do fenômeno. A evolução das condições climáticas deve ser acompanhada nos próximos meses para auxiliar na preparação de medidas de prevenção e adaptação.
BRASIL 61
