‘Socorro’ do governo Lula vai endividar mais as empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA

Os detalhes do Brasil Soberano, plano que Lula e cia. tentam desenrolar para supostamente mitigar efeitos das tarifas contra produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, deve decepcionar o setor produtivo e apostar na velha receita do endividamento de quem já está na pior. Ainda em fase de conclusão na Fazenda, o pacote não vai muito além de linhas de financiamento. O temor da equipe econômica é que, pós-recesso parlamentar, aumente a pressão por soluções como desonerações.

Passo de siri

Mecanismos como preferência do governo por compras de empresas afetadas pelo tarifaço não deve aparecer nesta segunda edição.

É pouco

A decepção ficou por conta da ApexBrasil, que vai encabeçar a diversificação dos mercados: só R$130 milhões para enfrentar a crise.

Só um cheiro

O impacto da tarifa nos produtos exportados não deve ficar abaixo dos US$7,2 bilhões, o que deixa quase nulo o pacote da Apex Brasil.

Sem pressa

Detalhes do Brasil Soberano 2, bem como planos da Apex Brasil e endividamento via BNDES, só devem sair em meados de agosto.

Coluna do Claudio Humberto

 

Estados governados pela esquerda lideram ranking de feminicídio no Brasil

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (com dados de 2025), divulgado nesta quinta-feira (23), reforça a percepção da dificuldade que governadores de esquerda têm no enfrentamento à violência. O estudo revela que os piores resultados são do campo progressista quando o assunto é o cuidado à vida da mulher. O Amapá, governado pelo esquerdista Clécio Luís (à época do Solidariedade, agora no União), registra a maior variação na taxa de feminicídio: alta de 347,7%.

É bi

O estado, que elegeu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), também lidera taxa de homicídios de mulheres, subiu 198,5%.

Puxa o histórico

Antes de se hospedar no União Brasil, Clécio Luís teve como lar o PT, por 16 anos; o Psol, outros 11 anos; e a Rede, mais 4 anos.

Petista no ranking

Governado por uma mulher petista, Fátima Bezerra, o Rio Grande do Norte é o 2º na lista: + 61,8% no número de homicídio de mulheres.

É do PT

Observada a taxa de homicídios de mulheres, a cada 100 mil, o Ceará de Elmano Freitas (PT) lidera, com 6,2. Acima da média nacional de 3,2.

Diário do Poder

 

Armínio Fraga, ex-presidente do BC que apoiou Lula: “O quadro do Brasil é desastroso. Lula chutou o pau da barraca”

Bateu o arrependimento. Ex-presidente do Banco Central (de 1999 a 2003), o economista Armínio Fraga acredita que o Brasil reúne os sinais que antecedem uma recessão econômica. A culpa, para ele, seria do terceiro governo Lula, que “chutou o pau da barraca logo de cara”. As avaliações foram publicadas na seção Páginas Amarelas, da revista Veja desta semana. A inadimplência das famílias, somada à dificuldade de empresas e do governo de esticar dívidas, seriam indícios que viriam antes de períodos ainda mais difíceis. O próprio governo indicaria as dificuldades com os juros altos quando emite títulos de dívida com prazo mais curto.

“Muitas empresas que se endividaram utilizaram instrumentos de securitização e hoje têm dificuldades de rolar suas dívidas. O próprio governo está encurtando o perfil de sua dívida, o que é um sinal claríssimo de que a situação está difícil. Eu entendo que o governo não queira emitir papel de trinta anos pagando inflação mais 8% ao ano, mas, por outro lado, assim ele aumenta o risco de sua própria rolagem”, disse.

Armínio Fraga questiona o preço que poderá ser pago pela eventual reeleição. Ele comparou o gasto em “pacotes de bondades” ao que foi feito na época de Dilma Rousseff, quando a iminente crise fiscal foi escondida e os gastos públicos foram turbinados no último ano de governo para garantir a reeleição.

“Sei que é difícil para o presidente aceitar, mas há uma certa semelhança com o governo de Dilma Rousseff, quando foi feito um grande esforço para vencer a eleição, estourando as contas de uma maneira espetacular. Não tem como tapar o sol com a peneira”, disse.

Jornal da Cidade Online

Depois de sucatear as Forças Armadas, Lula volta a ser chacota ao citar poder bélico do Brasil aos EUA

Por sucessivas vezes, os ministros militares, senadores e deputados federais cobram do presidente Lula, investimentos para a proteção das nossas fronteiras por onde passam todos os dias drogas e contrabandos com bilhões de dólares de prejuízos ao Brasil.

Durante visita às instalações da Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), nesta sexta-feira (24), o petista Lula da Silva (PT) defendeu o fortalecimento das Forças Armadas brasileiras e afirmou que o país precisa estar preparado para proteger sua soberania e suas riquezas estratégicas. A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, após o governo norte-americano anunciar novas tarifas sobre produtos brasileiros, elevando a sobretaxa para até 37,5%. Ao discursar na empresa do setor de defesa, Lula afirmou que deseja investir na modernização das Forças Armadas, tanto em equipamentos quanto em desenvolvimento científico e tecnológico.

“[Quero as Forças Armadas] Com armamento e conhecimento científico e tecnológico para que a gente possa andar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância, falando em paz. Mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”, afirmou.

Nos últimos dias, os Estados Unidos anunciaram duas novas tarifas aplicadas às exportações brasileiras. Uma delas, de 25%, foi justificada pelo governo norte-americano com a alegação de que o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais e políticas ambientais que favoreceriam produtores brasileiros. A segunda, de 12,5%, foi atribuída à avaliação de que o país não teria adotado medidas suficientes para combater o trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas. Em resposta, o governo Lula classificou as medidas como de “caráter completamente arbitrário e injustificado” e informou que pretende recorrer aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade para contestar as sobretaxas.

No pronunciamento, Lula afirmou:

“Nós precisamos levar em conta que a Defesa é séria. Porque, se a gente vai conversar com algumas pessoas, elas falam: vai gastar dinheiro com Forças Armadas? Para quê? Não precisamos disso. 

Eu sempre falo isso. As Forças Armadas é que nem Deus, você pode não acreditar, mas a primeira vez que você tiver dor de barriga, você vai dizer: ai, meu Deus. Então as Forças Armadas a mesma coisa”, afirmou o presidente.

Sem mencionar nomes, Lula também declarou que existem “loucos no mundo querendo fazer guerra” e utilizou a posição geográfica do Brasil para defender a manutenção de uma estrutura de defesa preparada para enfrentar eventuais ameaças.

“A gente tem fronteira com todos os países da América do Sul, menos com o Chile e com o Equador. A gente tem a África na nossa frente e a gente tem os loucos pelo mundo querendo fazer guerra. A gente não pode se esquecer que, embora a gente só gosta de paz, a gente seja de paz […], a gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil, invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu Uruguai, ao mesmo tempo invadiu Argentina. E aquela guerra, que parecia que era nada, durou cinco anos”, disse Lula.

Jornal da Cidade Online

Lula “treme” diante de resposta dos EUA sobre eleições

O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou que acompanha com interesse a liberdade de expressão e a integridade dos processos democráticos no Brasil. A manifestação foi divulgada após declarações do petista Lula relacionadas às eleições presidenciais deste ano. A resposta do governo norte-americano ocorreu depois de Lula afirmar que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, poderia enviar representantes para observar a disputa eleitoral brasileira e apoiar seu adversário político, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 Durante o pronunciamento, Lula afirmou:

“Eu estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser, pode vir acompanhar. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, que deve apoiar o meu adversário, que venha e monte um comitê. A gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país”, declarou Lula.

Em nota encaminhada à imprensa brasileira, o Departamento de Estado respondeu de forma institucional e ressaltou o interesse histórico dos Estados Unidos na defesa de princípios democráticos em diferentes países.

“Em termos gerais, os Estados Unidos têm um interesse histórico e global na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos em todo o mundo, inclusive no Brasil”, ressaltou:

O posicionamento ocorre em meio ao aumento da tensão diplomática entre o governo Lula e Marco Rubio, secretário de Estado da administração do presidente Donald Trump. Recentemente, Rubio responsabilizou diretamente o governo Lula pelo agravamento das relações comerciais entre os dois países, afirmando que o chamado tarifaço aplicado pelos Estados Unidos decorreu da falta de disposição do governo brasileiro para negociar.

“Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, declarou Rubio.

Jornal da Cidade Online

 

MPF aciona o STF para barrar o aumento de etanol na gasolina pelo governo Lula

Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a decisão do governo federal de elevar o percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina de 30% (E30) para 32% (E32). O objetivo é interromper a mudança até que estudos técnicos comprovem a segurança da nova composição e assegurem maior transparência nas políticas energéticas. Segundo o MPF, a mudança foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho sem a realização de estudos de impacto suficientes e sem comprovação científica da viabilidade da nova mistura para a frota brasileira.

De acordo com a ação, a União fundamentou a decisão em pesquisas realizadas para a mistura E30, utilizando como justificativa a margem de tolerância de 2% prevista nos ensaios técnicos. Para o MPF, porém, esses estudos não demonstram a segurança da gasolina E32. Além disso, o órgão destaca que a especificação da gasolina E32 permite combustíveis com até 34% de etanol, percentual que, segundo a ação, também não foi submetido a validação técnica específica.

O MPF argumenta que não há evidências de que os testes tenham avaliado de forma conclusiva aspectos como a durabilidade de componentes, emissões de poluentes, autonomia, compatibilidade com a diversidade tecnológica da frota nacional ou o desempenho da mistura E32 em uso contínuo. A ação sustenta ainda que o aumento da proporção de etanol pode provocar corrosão de peças metálicas, desgaste prematuro de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica, sobretudo em motocicletas, veículos mais antigos e modelos importados.

                  Riscos à frota e impactos ambientais

Na avaliação do MPF, a decisão desconsidera a diversidade tecnológica da frota brasileira e transfere aos consumidores o risco de eventuais problemas mecânicos. O órgão afirma que essa preocupação é compartilhada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que defende a realização de testes de engenharia específicos e de longa duração antes de qualquer aumento no percentual de etanol na gasolina.

O MPF argumenta ainda que, como o consumidor não pode optar por uma gasolina com composição diferente daquela definida pelo governo, cabe ao Estado garantir que o combustível comercializado seja seguro e adequado para os veículos. A ação também aponta possíveis impactos ambientais indiretos decorrentes da medida. Embora reconheça que o etanol contribui para a redução das emissões de poluentes, o órgão afirma que o desgaste precoce de componentes automotivos pode antecipar o descarte de materiais como metais, plásticos e borrachas, elevando a geração de resíduos e comprometendo a sustentabilidade do ciclo de vida dos veículos. Segundo o MPF, esses efeitos não foram analisados antes da aprovação da nova mistura.

                 Indenização por danos morais coletivos

Além da suspensão imediata da medida, o MPF pede que a União seja condenada ao pagamento de R$ 500 milhões por danos morais coletivos, sob o argumento de que a alteração foi aprovada sem transparência e com potencial de causar prejuízos à coletividade.

Na ação, o órgão também solicita que o STF determine:

  • a realização de perícia técnica independente para avaliar os riscos da gasolina E32 aos motores e ao meio ambiente; 
  • a adoção, pela União, de um protocolo rigoroso para futuras alterações na composição dos combustíveis, com testes de longa duração e divulgação integral dos estudos científicos; 
  • a criação de um sistema de monitoramento com participação da sociedadee a realização de campanhas de orientação aos motoristas. 

 Na ação, o procurador da República Cleber Eustáquio Neves afirma que a administração pública deve responder pelas consequências de suas decisões regulatórias. “O Estado brasileiro não pode impor à coletividade a utilização de combustível com composição diversa sem demonstrar, de forma clara, objetiva e tecnicamente consistente, que a medida foi precedida de estudos suficientemente abrangentes“, diz.

BRASIL 61

PT admite ligação de Jaques Wagner ao Banco Master e situação de Ciro Nogueira pior

Petistas sabem que a investigação envolvendo o Banco Master e Jaques Wagner vai ser tema central na campanha, mas não esperavam que a intimação ao ex-líder de Lula para explicar à Polícia Federal a confusão, em 7 de agosto, seria só dois dias após o prazo para convenções partidárias. No PT, a esperança é de que a situação de Ciro Nogueira (PP-PI) seja pior do que a do senador baiano e já que ele foi ministro de Jair Bolsonaro, a ideia é que a relação enrole a oposição no escândalo.

Menos pior

A aposta no PT é que o escândalo do Master é pluripartidário e não deve sequestrar o noticiário. A estratégia, por ora, é foco no tarifaço.

Filme queimado

A preocupação é tentar preservar o palanque de Lula na Bahia e evitar o climão na convenção do PT baiano, marcada para 1º de agosto.

O pai é outro

O senador do Piauí é o autor do que ficou conhecido como “Emenda Master”, por beneficiar os negócios de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

PT gostou

Entre a batida da PF na casa de Wagner e o depoimento, haverá hiato de cerca de dois meses e meio, tempo longo neste tipo de investigação.

Coluna do Claudio Humberto

Agência de Comunicação e Propaganda de ministro de Lula teve faturamento bilionário na Secom da Bahia

A agência Leiaute Comunicação e Propaganda Ltda., ligada a Sidônio Palmeira, firmou mais de R$ 1,5 bilhão em contratos com a Secretaria de Comunicação do governo da Bahia durante as gestões de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. Levantamento no Portal da Transparência do estado indica que, desse total, a agência já recebeu mais de R$ 900 milhões e o restante está pendente de pagamento. A informação é do jornalista Cláudio Dantas.

O valor dos contratos da Leiaute representa quase 30% de todos os gastos da Secom em quase 20 anos de administração petista e quase metade dos R$ 3,5 bilhões investidos em publicidade, no período. Ela também concentra 74% daquilo que foi efetivamente pago a todas as agências de propaganda contratadas nas três administrações — 16 no total.

Os contratos baianos não têm equivalentes no resto do país e se sobressaem por uma característica peculiar: Sidônio é um dos raros marqueteiros que, após a eleição do candidato, acaba abocanhando também contratos da gestão do próprio cliente. Foi assim que ele entrou na Bahia após eleger Jaques Wagner para o Palácio de Ondina, em 2006. Foi assim em sua reeleição e na eleição subsequente que entregou o estado ao comando de Rui Costa.

Foi assim também em 2022, quando colocou os dois pés na campanha de Lula e o reconduziu, da cadeia para o Palácio do Planalto. Neste caso, ocorreu algo ainda mais surpreendente: o marqueteiro pulou o balcão e virou o próprio secretário de Comunicação do presidente.

Jornal da Cidade Online

Ministro André Mendonça exige supervisão integral sobre a roubalheira do INSS

Ministro do STF determina que todos os atos sejam anexados aos autos e que qualquer substituição na equipe de investigadores seja comunicada formalmente ao gabinete. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), editou novas determinações quanto à condução do inquérito que apura supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Pelas regras estabelecidas, a Polícia Federal (PF) deverá anexar integralmente ao processo sob sua relatoria todos os depoimentos, perícias e demais atos investigativos produzidos até o momento.  Além disso, qualquer afastamento ou substituição de policiais civis que integram a força-tarefa deverá ser comunicado previamente e de forma oficial ao gabinete do magistrado. As medidas, publicadas após Mendonça ser informado sobre uma série de alterações promovidas pela cúpula da PF na equipe responsável pelo caso, geraram desconforto nos quadros da corporação. Agentes ouvidos pela imprensa avaliam que a exigência representa uma interferência direta do Judiciário no curso de apurações que, pela sistemática legal, deveriam estar sujeitas ao controle externo do Ministério Público, por intermédio da Procuradoria-Geral da República (PGR).  

Procuradores também teriam manifestado insatisfação com o novo regime de supervisão imposto pelo relator. De acordo com informações apuradas, a insatisfação de Mendonça teria origem nas mudanças operadas sem sua ciência prévia, o que o teria levado a reagir para garantir o acompanhamento integral dos trabalhos. Em maio, a PF decidiu transferir o caso da divisão especializada em Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, o que acarretou a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva do comando das investigações. Advogados que atuam no processo levaram ao conhecimento do ministro, além da saída do delegado, o afastamento de um segundo investigador, a substituição de um perito e a alteração do local físico de trabalho da equipe. Na semana passada, a PF concluiu e apresentou a Mendonça o relatório da primeira fase da Operação Sem Desconto, voltada à apuração de descontos indevidos realizados pela Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).  

O inquérito resultou no indiciamento de 48 pessoas
Entre os nomes que constam na lista de indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto; o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, atualmente foragido; o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”; o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG); e o também ex-presidente do INSS José Carlos Oliveira. A primeira etapa da investigação, contudo, concentra-se exclusivamente nas operações conduzidas pela Conafer e não abrange outros alvos mencionados ao longo das apurações, como o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger, que permanecem fora deste desdobramento específico do caso. 

Diário do Poder

 

Brasil bate novo recorde de feminicídios e registra maior número da história

País soma 1.571 casos em 2025, alcança o quarto recorde anual consecutivo e mantém avanço dos crimes motivados por violência de gênero. O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, consolidando o quarto recorde anual consecutivo desse tipo de crime. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), foram contabilizadas 1.571 vítimas ao longo do ano, um aumento de 4% em relação aos 1.510 casos registrados em 2024.

A taxa nacional chegou a 1,4 feminicídio para cada 100 mil mulheres. 

Os dados mostram que, enquanto os índices gerais de violência letal continuaram em queda, os assassinatos de mulheres motivados por razões de gênero seguiram trajetória oposta. Em 2025, o país registrou 40.775 Mortes Violentas Intencionais (MVIs), redução de 8,2% na comparação com o ano anterior e a menor taxa da série histórica, demonstrando um comportamento distinto em relação aos feminicídios. O levantamento também aponta que 44,4% de todas as mulheres assassinadas no Brasil em 2025 foram vítimas de feminicídio, o maior percentual desde que esse crime passou a ser tipificado na legislação brasileira, em 2015. O dado evidencia que quase metade das mortes violentas de mulheres teve motivação relacionada ao gênero, conforme os critérios legais estabelecidos para esse tipo penal. 

O ano de 2025 foi o primeiro em que vigorou integralmente a Lei nº 14.994/2024, conhecida como pacote antifeminicídio. A legislação transformou o feminicídio em crime autônomo, deixando de tratá-lo apenas como qualificadora do homicídio. Ainda assim, para manter a comparação com os anos anteriores, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública preservou a mesma metodologia estatística utilizada na série histórica. 

Os números reforçam que o combate à violência contra a mulher permanece como um dos principais desafios da segurança pública brasileira. Apesar da redução dos homicídios em geral e do avanço das metas nacionais de diminuição da violência letal, os registros de feminicídio continuam crescendo ano após ano, atingindo um novo patamar histórico em 2025.

Diário do Poder