Disputa entre Flavio Dino e Luiz Fux no STF é por ação contra o governador do Maranhão

Ministro pediu vista e suspendeu julgamento de uma ação em que Carlos Brandão questiona investigação relatada pelo ministro maranhense. O ministro Luiz Fux pediu vista, e interrompeu, no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento de recurso apresentado pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), contra a investigação que tramita na Corte contra ele e que tem como relator o ministro Flávio Dino. A Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) questiona a competência do STF para conduzir apurações sobre a escolha de integrantes do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) e que miram o chefe do Poder Executivo Maranhense. A investigação foi aberta pela Polícia Federal em agosto de 2025, por determinação de Dino, após uma petição da advogada Clara Machado. 

Ela alegou a existência de um “procedimento secreto” para a escolha de novos integrantes do TCE-MA e apontou possíveis vínculos pessoais e empresariais entre indicados e o governador. Flávio Costa não chegou a assumir uma vaga no tribunal de contas. Em junho deste ano, Brandão o nomeou desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), depois de ele ter sido o mais votado em uma lista tríplice. Dino também determinou, em processos sob sua relatoria, o afastamento do presidente do TCE-MA, Daniel Brandão, sobrinho do governador, e de Flávio Costa, que havia sido indicado ao cargo de conselheiro.

Até o momento, quatro ministros haviam acompanhado o relator da ADPF, o ministro Dias Toffoli, para indeferir o pedido de Brandão. Ele foi seguido justamente pela ala ‘alexandrina’ do Supremo: os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Na ADPF, o governador maranhense argumenta que a Procuradoria-Geral da República se manifestou pelo declínio da competência do STF em favor do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em agosto deste ano, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Marcelo Tavares e um dos antigos aliados de Dino assumiu a presidência do Tribunal de Contas do Estado após o magistrado maranhense afastar por 180 dias o então presidente da Corte, Daniel Itapary Brandão.

Daniel é sobrinho do governador do Maranhão, Carlos Brandão, e foi citado pela Polícia Federal (PF) como um dos envolvidos no assassinato de João Bosco Sobrinho Pereira de Oliveira, em 2022. Tavares, que assumiu o TCE-MA, foi nomeado conselheiro por Dino quando o ministro ainda era governador do estado. Ele também foi chefe da Casa Civil do Maranhão durante a gestão de Dino em duas ocasiões: entre 2014 e 2018, quando deixou o cargo para disputar a reeleição, e a partir de 2019, permanecendo no posto até tomar posse como conselheiro.

O Antagonista

Pesquisa Ipespe: Flávio tem 52,7% dos votos válidos contra 47,3% de Lula

Senador também é mais bem avaliado na propaganda eleitoral e nas entrevistas. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial, com 52,7% dos votos válidos, ante 47,3% do petista, segundo pesquisa Ipespe divulgada neste sábado, 10. A votação está marcada para 25 de outubro. Para 43% dos entrevistados, Flávio tem desempenho melhor na propaganda de TV e rádio. Lula é apontado por 34%. Outros 3% consideram os dois candidatos equivalentes, e 21% não souberam responder. Nas entrevistas na televisão, Flávio também aparece à frente, com 45%, contra 37% de Lula. Para 2%, os dois têm desempenho igual; 16% não souberam responder.

Aprovação de Lula

A pesquisa mostra que 50% desaprovam a maneira de governar de Lula, enquanto 43% aprovam. Outros 6% não souberam responder. A gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, também é desaprovada por 50% dos entrevistados. Outros 44% aprovam sua atuação no governo, entre 2019 e 2022, e 6% não souberam responder.

Metodologia

O Ipespe ouviu 1.500 eleitores entre 6 e 8 de outubro, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95,45%. Financiada pelo próprio instituto, a pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-00933/2026.

O Antagonista

 

Ministro Fachin prepara encerramento do inquérito das Fake News

Presidente do STF cita 108 procedimentos investigatórios pendentes antes de concluir o encerramento. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou que pretende encerrar definitivamente o inquérito das Fake News, aberto pela própria Corte em 2018. A intenção foi comunicada em ofício enviado nesta sexta-feira (9) ao ministro Luiz Fux, que, na véspera, havia solicitado acesso a processos sigilosos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido de Fux inclui documentos, anexos e mídias relacionados aos inquéritos das Fake News, das  milícias digitais e da suposta trama golpista. Fachin informou, porém, que as demais investigações contra Bolsonaro já estão sem sigilo, com exceção do inquérito das Fake News.

Segundo o presidente do STF, foram identificados 108 procedimentos investigatórios vinculados à apuração. Antes de determinar o encerramento, a Corte pretende verificar pendências e eventuais pedidos de diligências feitos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF). O acesso de Fux aos autos ficará condicionado à conclusão dessa análise. Fachin afirmou que pretende finalizar os procedimentos pendentes antes de formalizar o arquivamento.

“Pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito”, disse Fachin.

Diário do Poder

 

Jornalista Robson Bonin, da Revista Veja explica a Bomba entre o PT e Lula com Vorcaro

O relato é elucidativo e o escândalo cai como uma bomba na candidatura cambaleante de Lula. Robson Bonin, editor da Revista Veja, conta com detalhes todos os passos da trama.

 Confira:

“Material que a gente encontrou: o banqueiro diz que o sócio dele procurou Jaques Wagner, então líder do governo do presidente Lula no Senado, para que fosse marcada uma reunião com quem de direito, ou seja, com quem conduzia a influência petista dentro dos fundos. Essa figura era o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

A reunião acontece. Vorcaro conta, no material a que tivemos acesso, que o banco passa então a se organizar para captar recursos por meio da influência dos petistas. Muitas reuniões são marcadas no primeiro semestre de 2024 com os presidentes desses fundos, figuras indicadas pelo próprio Vaccari e por nomes importantes do PT, e nomeadas e referendadas pelo próprio presidente Lula.

Esse movimento tem um ponto estratégico perto do fim do primeiro semestre de 2024, quando o Banco Master obtém uma autorização do governo federal para operar e captar recursos nos fundos.

A história que contamos mostra que, a partir daí, Vorcaro usou diferentes operadores, inclusive figuras ligadas a ministros importantes do governo, como Alexandre Padilha, que na época despachava no Palácio do Planalto como chefe das Relações Institucionais. Vorcaro passou a operar com essa linha de frente do petismo que tinha influência nos fundos. A meta, segundo ele, era chegar a R$ 10 bilhões investidos por esses fundos no Banco Master. Em contrapartida, Vorcaro aceitou pagar aos petistas uma propina de 10% de tudo o que fosse captado.

O ponto mais grave que encontramos é o acerto feito por Vaccari na reunião com Augusto Lima, em que se trataram os acordos para que o esquema começasse a funcionar. Segundo Vorcaro, Vaccari exigiu o pagamento de R$ 30 milhões em espécie para o filme que estava sendo produzido na época nos Estados Unidos por Oliver Stone, um documentário sobre o presidente Lula. Ainda segundo Vorcaro, esses recursos foram repassados de diferentes formas: entregadores levaram o dinheiro, e operadores do PT também foram buscá-lo.

Além dos R$ 30 milhões destinados ao filme, Vorcaro relata que também teve de fazer pagamentos ao Instituto Lula. Esses repasses teriam sido articulados com Paulo Okamotto, amigo conhecido do presidente Lula e gestor do instituto há muito tempo.”

Jornal da Cidade Online

 

Temendo a implosão da Corte, ministros do STF vão barrar Alexandre de Moraes na sucessão de Fachin

São várias as queixas contra a presidência de Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo pela falta de pulso para enfrentar a crise que a Corte atravessa. Ministros já discutem atropelar o rodízio que elege o ministro mais antigo, e que ainda não tenha sido presidente, como o comandante do Supremo. Como isso é apenas uma tradição, sem previsão no Regimento Interno, gabinetes no STF já falam em votação para impedir a escolha de Alexandre de Moraes como presidente, de acordo com o jornalista Claudio Humberto, do site Diário do Poder.

Nenhum movimento brusco será feito ao menos até a eleição para o comando do Senado, com poder de abrir impeachment de ministros. A divisão na Corte, no caso Master, se repete na questão da sucessão a Fachin. Parte dos ministros não quer Moraes, citado no caso, eleito.

A tensão tinha diminuído após o barraco no plenário, ainda em setembro. Mas voltou após decisões ativistas, como no caso da Padroeira do Brasil. Caso os ministros optem por seguir a lista, pulando Moraes, o próximo eleito seria Nunes Marques, também citado no inquérito do Master.

Jornal da Cidade Online

 

Revista Veja implode campanha de Lula. Mostra quadrilha petista tramando bilionário assalto ao Brasil

*Por Carlos Sampaio

“O filme do Lula eu coloquei acho que até mais (que o filme de Bolsonaro). Eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi, porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”. (Vorcaro).

Eles estão de volta. O mesmo grupo que promove escândalos desde 2002, não perde o costume e vai com tudo, com a mão grande, salivando como um cão que vê um petisco, em busca do dinheiro público, dinheiro dos pobres brasileiros que pagam impostos. O relato é da Revista Veja. É um tremendo furo de reportagem. Parabéns! Finalmente um trabalho jornalístico de verdade. Vamos ao relato das partes mais impactantes da reportagem: “Desde a eclosão do escândalo, Lula, candidato à reeleição, usou o caso para fustigar adversários metidos com o banqueiro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, flagrado pedindo milhões de reais ao bilionário para supostamente financiar o famoso filme Dark Horse. “Vorcaro não era apenas um ladrão, era um mágico”, disse o petista em uma entrevista recente, acrescentando que a investigação precisa prosseguir, “doa a quem doer”. No meio de um grande clima de degradação moral, para todos os efeitos, o presidente da República estava fora de quaisquer acusações envolvendo Vorcaro.

“Banco do Brasil a gente estruturou isso com ele. É… O Augusto adianta ali para o Okamotto do Instituto Lula… E aí tem o negócio do filme também. O cara pede para colocar dinheiro no filme do Lula. Tudo no… (inaudível) O filme do Lula eu coloquei acho que até mais, eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”

Não mais

VEJA teve acesso a relatos feitos pelo banqueiro nos quais ele revela ter negociado com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto o pagamento para conseguir acessar os cofres dos fundos de pensão de servidores federais controlados pelo petismo. Segundo conta o banqueiro em um áudio e em documentos obtidos por VEJA, seriam 30 milhões de reais em espécie, pagos por fora ao Instituto Lula, gerenciado pelo diretor e amigo do presidente, Paulo Okammotto, destinados a financiar a produção de um documentário sobre Lula no exterior e mais um valor não revelado pelo banqueiro pago diretamente para o Instituto Lula. Vorcaro juntou detalhes dessa história num anexo que foi levado à PGR. A Procuradoria não levou adiante o caso, com a justificativa de que não haveria provas da história, tendo em vista que os pagamentos teriam sido feitos em dinheiro vivo. A defesa de Vorcaro contra-argumentou, dizendo que o banqueiro teria provas como mensagens de WhatsApp, registros das pessoas que retiraram o dinheiro vivo e a relação de lugares e rotas usadas por operadores nas entregas do dinheiro. A história não foi adiante”. A história não foi avante porque a rede de proteção a Lula entrou em ação para abafar tudo, mesmo a defesa de Vorcaro contra-argumentando, mostrando provas, fatos, números, datas, mas Gonet, sempre ele, nada viu de anormal. Mas tudo ficou registrado. Continuemos com a tramoia da quadrilha petista junto com Vorcaro:

– “A confissão de Vorcaro envolve outros personagens graúdos do PT. De acordo com o banqueiro, a aproximação com o partido foi arquitetada por seu sócio, o então CEO do Master, Augusto Lima, que contou com o então líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, para intermediar o primeiro encontro com Vaccari. Os fatos estão registrados num anexo levado à Procuradoria-Geral da República em junho passado — quando a segunda proposta de delação foi descartada. “O meu então sócio, Augusto Lima, através dos caciques do PT da Bahia, se reuniu com João Vaccari Neto. Nesse primeiro encontro ficou aventado que, para que houvesse votos suficientes para o nosso credenciamento junto aos fundos de pensão do Banco do Brasil, Caixa Asset e Previ, deveríamos fazer os seguintes adiantamentos: um pagamento por fora, ou seja, por espécie, na ordem de aproximadamente 30 milhões de reais para cobrir despesas de um documentário no exterior que estava sendo gravado sobre o Lula, e pagamento de valores ao Instituto Lula”, diz o banqueiro. O filme a que ele se refere é o documentário Lula, de Oliver Stone, que contou com depoimentos de amigos e aliados do presidente, como o advogado Walfrido Warde”. O cineasta americano Oliver Stone? Documentário sobre Lula? 30 milhões de reais? E agora, Lula? É tudo mentira? Ninguém sabe de nada? Continuemos:

– “Além dessa primeira quantia, Vorcaro conta que Vaccari exigiu uma taxa de 10% de tudo o que o banco captasse junto aos fundos de previdência de servidores da Caixa, do Banco do Brasil, da Petrobras e dos Correios. Se tudo tivesse dado certo, o petismo embolsaria 1 bilhão de reais. Vorcaro, por sua vez, faturaria 9 bilhões de reais na mesma operação. “Banco do Brasil a gente estruturou isso com ele (Vaccari). É… O Augusto adianta ali para o Okamotto do Instituto Lula… E aí tem o negócio do filme também. O cara (Vaccari) pede para colocar dinheiro no filme do Lula”, explica Vorcaro num áudio sobre a negociação. O interlocutor do bilionário, impressionado com a revelação, argumenta que a situação se parece com o caso dos mais de 60 milhões de reais dados pelo banqueiro ao filme sobre Jair Bolsonaro, o Dark Horse. Vorcaro parece não concordar: “O filme do Lula eu coloquei acho que até mais (que o filme de Bolsonaro). Eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi, porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”.

Essa parte merece uma repetição, pois os relatos de toda imprensa, de Lula, dos petistas, dos artistas, dos pseudos-intelectuais de esquerda, dos jornais, das redes de Tv, repetiram incessantemente que o patrocínio ao filme de Bolsonaro foi ilegal e agora o dono do banco assegura o contrário:

– “O filme do Lula eu coloquei acho que até mais (que o filme de Bolsonaro). Eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi, porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”.

E tome bandidagem:

“Na confissão, Vorcaro conta que o então ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Alexandre Padilha, o então secretário-executivo da pasta, Olavo Noleto, e dois operadores ligados à dupla também atuaram no esquema. “No fim de 2023 e início de 2024, formei uma equipe interna no Banco Master para captação institucional junto a novos produtos financeiros através dos fundos de pensão do Governo Federal… Com isso, eu logo passei a receber propostas espúrias (“as mordidas”) de políticos e emissários desses”, narra o banqueiro. Ele relata que o Master não perdeu tempo ao vislumbrar a oportunidade. Ao longo do primeiro semestre de 2024, partiu para a abordagem junto aos presidentes dos fundos estatais. Nessa fase, entra em cena um novo personagem. O contato de Vorcaro com presidentes dos fundos de pensão se dá com um operador petista identificado como “Júlio”, com livre acesso ao gabinete de Padilha no Planalto”.

E tome ardil contra a nação:

“Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro ajudaram a corroborar o relato de Vorcaro. Elas mostram que Júlio apresentou o banqueiro ao braço direito de Padilha no Planalto, Olavo Noleto. Essa aproximação foi exaltada numa mensagem de celular pelo empresário Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro de Lula e parceiro de Vorcaro em outros negócios. “Olavo me enviou mensagem falando que gostou muito de você”, escreveu Mares Guia. Na sequência, o banqueiro conta que foi pessoalmente ao Planalto conhecer Padilha e teve pelo menos dois jantares com o ministro enquanto tentava colocar em prática o esquema de negócios com os fundos das estatais. “Nesse dia, estavam também o assessor Olavo, Fernando, o primo desse Olavo, e o próprio Júlio. Nessa conversa, Padilha mais ouviu do que falou, mas afirmou que ‘o que eu tratasse com Olavo seria como se eu estivesse tratando com o próprio Padilha’”, diz Vorcaro. Depois dessa reunião, Vorcaro afirma que recebeu Júlio, Olavo e o primo dele para um encontro mais reservado. “Júlio, Olavo e seu primo Fernando foram em minha casa para uma conversa aberta: ‘só haveria um jeito de entrar na Previ, Petros e Postalis: mediante pagamento de propina também na ordem de 10% de tudo o que o banco captasse’”, diz”.

E mais maquinações secretas em busca do assalto aos cofres públicos:

 “Estabelecida a condição para acessar os fundos de previdência das estatais, Júlio começou a trabalhar a favor de Vorcaro. Mensagens no celular mostram que o banqueiro foi pessoalmente ao Postalis, em Brasília, se reunir com a cúpula do fundo e também conseguiu reuniões com Petros e Previ, a partir da ajuda de Padilha, via Olavo Noleto. O senso de urgência para fechar negócios com os fundos era grande. “O e-mail que pediram Petros”, diz Vorcaro em um dos diálogos ao operador Júlio, sobre o contato com a cúpula do fundo que ele havia feito, em 8 de abril de 2024. “Já repassei. Agora é o amigo com dever dele. Ontem estive com ele”, responde Júlio, referindo-se a Noleto. “O da Petros já foi? Cobrando?”, acrescenta Vorcaro. “Já sim”, afirma Júlio. “Vamos pressionar pra boletar (liberar o investimento). Postalis evoluiu?”, cobra Vorcaro no mesmo dia. “Evoluiu. Mandando e-mail também. Do BB essa semana resolve. Semana que vem reunião lá. Aí alinho contigo na sua agenda”, diz Júlio sobre Previ. “Vamos tentar concluir os que abrimos”, insiste Vorcaro”.

A quadrilha encontra um obstáculo, mas um dos meliantes “é foda”:

– “Havia, naqueles dias, no entanto, um obstáculo concreto para que Vorcaro pudesse acessar os fundos controlados pelo petismo. O Banco Master precisaria entrar na chamada “lista exaustiva”, um documento oficial publicado pelo governo que mostra as instituições financeiras autorizadas a receber recursos dos fundos de previdência estatais. A inclusão — na prática, a abertura do cofre dessas empresas ao Master — se deu em 29 de abril de 2024. Coube a Augusto Lima anunciar a Vorcaro a novidade. “Entramos na lista exaustiva. Resolvido”, disse Lima. “Você é foda”, comemorou Vorcaro”.

A quadrilha quer comemorar tranquilamente:

– “As conversas de Vorcaro com o operador ligado ao grupo de Padilha mostram que Júlio cobrou um pagamento de 500 000 reais no mesmo dia em que o Master foi autorizado pela gestão petista a operar nos fundos. Seria um adiantamento da propina. Vorcaro pagou e deu um aviso: “Quero ver agora você virar uma boleta de verdade (o que no caso significaria obter junto aos fundos pelo menos 500 milhões de reais para o Master)”. “Pode deixar. É empenho de vida, Daniel, isso”, disse Júlio. Ao pedir o pagamento, Júlio justificou: “Daniel, desculpa tá apertando, mas é que você é a única pessoa que eu possa falar isso!! Preciso ver se você consegue me ajudar… Quero ir pro jantar tranquilo”. O “jantar” em questão reuniu Padilha, Olavo e Júlio na casa de Vorcaro dois dias depois de o governo liberar o Master a operar nos fundos. Com todos os negócios andando, tudo parecia articulado para que o banqueiro e seus parceiros petistas começassem a fazer negócios”.

Tudo parecia correr as mil maravilhas, mas algo deu errado:

– “Essa ilusão de que tudo daria certo durou pouco mais de um mês. Em julho daquele ano, um evento jogou tudo por terra. Na primeira tentativa do Master de empurrar 500 milhões de reais em letras financeiras na Caixa Econômica Federal, a operação vazou para O Globo. A jornalista Malu Gaspar noticiou, em 12 de julho de 2024, que dois gerentes da Caixa haviam sido destituídos de seus cargos após emitirem parecer contra a operação de Vorcaro. “Com as matérias difundidas na imprensa em julho de 2024 sobre a suposta perda de cargo de gestores da Caixa Asset que teriam sido contrários ao investimento em LFs do Banco Master, o grupo de Padilha e os dirigentes da Petros, Postalis e BB preferiram segurar a decisão de fazer o investimento”, diz Vorcaro”.

Apesar do vazamento a quadrilha não recuou:

– “Apesar do recuo, os petistas e o banqueiro continuaram em contato, e Vorcaro relata ter conseguido captar recursos em fundos municipais em que o operador de Padilha tinha influência. Segundo o dono do Master, a mesma lógica de pagamento de 10% foi seguida, rendendo pelo menos 6 milhões de reais ao ministro de Lula e seus operadores. Com o tempo, essa parceria fez com que Vorcaro ganhasse créditos no Planalto, levando Padilha e seu secretário-executivo a atuarem para que Lula recebesse o banqueiro. Em 23 de outubro de 2024, Vorcaro deu um segundo jantar para Padilha, Olavo e seus operadores em Brasília. “Daniel, acertado!!!! Padilha e Olavo amanhã, às 22 horas, um jantar contigo em bsb (sic)… Vai 5 pessoas… Padilha, Olavo, o Fernando (primo), um assessor do Padilha e eu”, escreveu Júlio ao banqueiro na véspera”.

Dando tudo errado, os assaltantes transvestidos de autoridade, cogitaram um encontro com o poderoso chefão do planalto:  “No dia seguinte, eles comentam sobre a possibilidade de um encontro entre Lula e Vorcaro, organizado pelo gabinete do ministro, segundo as mensagens sugerem. “Daniel, liga pro Olavo… O PR vai te receber…”, escreveu Júlio. “Daniel, tô insistindo aqui porque já conversaram com PR e ele gostou da conversa! Olavo pediu pra retornar para ele para fazer agenda contigo”, complementou. Vorcaro, por algum motivo, demorou para responder sobre a reunião com Lula, e Júlio insistiu: “Daniel, não esquece do Olavo. Ele vai te passar informações. E fazer agenda. Porque semana que vem é sua reunião importante”, disse Júlio”.

A revista Veja diz que não há provas desse encontro:

– “Ao contrário do que sugerem essas conversas, não há qualquer prova de que Lula teve realmente esse encontro com Vorcaro. A única reunião confirmada no Palácio do Planalto ocorreu articulada pelo advogado Walfrido Warde junto ao então chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana, o Marcola, em 4 de dezembro daquele mesmo ano, fora da agenda oficial, tendo como pauta a situação do Master junto ao Banco Central”.

Cambalacho vazado, cambalacho frustrado, vida que segue:

– “Apesar de todos os contatos e do dinheiro que teria sido pago por exigência de Vaccari, o banqueiro seguiu sem conseguir captar recursos nos fundos federais. Já em meados de 2025, com a crise do Master escalando e a falta de sucesso na empreitada, Vorcaro perdeu a paciência com o operador petista. “Estamos já há mais de 12 meses tentando uma boleta (investimento). Não dá pra mobilizar a equipe para novos temas sem concluir nenhum”, disse Vorcaro em junho de 2025. “Falhou de novo o negócio?”, insistiu o banqueiro. O operador alegou que as “fake news” sobre as fraudes do Master atrapalhavam as possíveis captações junto aos fundos. No início de agosto, depois de emprestar um avião para que o operador viajasse e tentasse mais uma vez liberar verbas dos fundos ao Master, sem sucesso, Vorcaro decidiu encerrar as conversas. “Cara, essa é a última chance. Se não entrar nada até final da semana que vem, eu gostaria que você encerrasse o trabalho. Já consumiu muito tempo, dinheiro e recursos nossos”, disse o banqueiro. “Concordo!”, afirmou Júlio. “Sexta que vem — não entrando — vida que segue. Lá na frente bolamos outra coisa juntos”, disse o banqueiro”.

Como sempre, ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, ninguém participou de nada, mas tudo está registrado:

– “Procurado, Lula disse que “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira nem autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome”. Noleto disse não ter qualquer relação com Vorcaro nem ter recebido recursos dele. Padilha também negou relação com Vorcaro. Os outros citados não se manifestaram até o fechamento desta reportagem. Segundo Vorcaro, a confissão dele sobre o esquema armado com Vaccari, os pagamentos para o filme de Lula, para o instituto e os relatos da atuação de Padilha e de seus auxiliares nos fundos foi apresentada às autoridades. Ainda de acordo com o banqueiro, mesmo oferecendo uma longa lista de provas — conversas de WhatsApp, registro de entrada dele no Planalto, e-mails, atas de reuniões nos fundos, comprovantes de pagamento e dados de voos usados no esquema —, essas autoridades teriam descartado o anexo juntamente com o material que revelava pagamentos ao chefe do Senado, Davi Alcolumbre, e a integrantes do Judiciário”.

Carlos Sampaio

Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

 

Ajudado pelo STF, João Vaccari do PT volta à cena do crime, diz o senador Sérgio Moro

“Soltar condenados por corrupção faz mal ao erário”, escreveu o senador e governador eleito do Paraná. O senador e governador eleito do Paraná, Sérgio Moro, comentou nas redes sociais a reportagem desta sexta, 09, da revista Veja, em que João Vaccari Neto (foto) aparece em negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro. No texto, Vaccari Neto negocia com Vorcaro dois pagamentos milionários para que o banco Master ficasse apto a receber valores dos fundos de pensão dos servidores federais, como Banco do Brasil, Caixa Asset e Previ, controlados pelo petismo.

“Quem iria imaginar que João Vaccari Neto iria surgir em nova denúncia de corrupção no governo Lula? Esta relatada por Veja envolve negociata com o Vorcaro. Será que foi uma boa ideia anular as condenações dele no Petrolão? Soltar condenados por corrupção faz mal ao erário,” escreveu Moro.

Lava Jato

Como tesoureiro do PT, Vaccari foi o principal operador financeiro do esquema do petrolão, em que empresas obtiveram contratos lucrativos com a Petrobras e, em troca, abasteceram os cofres do partido e de seus integrantes. As condenações passaram pela operação Lava Jato, a 13ª Vara Federal de Curitiba, em que Sergio Moro era juiz.

Em 2016, Vaccari foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção passiva no caso do empréstimo de 12 milhões do Banco Schahin. O empréstimo foi feito pelo pecuarista José Carlos Bumlain, mas o real destinatário foi o PT. Em paralelo, a Schahin Engenharia ganhou um contrato para operar navios-sonda para a Petrobras.

No ano seguinte, ele pegou 24 anos de prisão por corrupção passiva. Propinas pagas pelo Grupo Keppel em contratos com a empresa Sete Brasil Participações foram parar em contas no exterior, controladas por Mônica Moura e João Santana, marqueteiros do PT. Mônica e João Santana foram condenados por lavagem de dinheiro.

O Antagonista

 

Presidente do STF, Edson Fachin nega acesso integral do inquérito das fakes news ao ministro Fux

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou o acesso integral e imediato solicitado pelo ministro Luiz Fux ao conteúdo do inquérito das fake news. Segundo a Presidência da Corte, ainda existem documentos e procedimentos pendentes de análise antes que o material possa ser disponibilizado publicamente. Em despacho, Fachin explicou que foram identificados 104 procedimentos relacionados à investigação, incluindo petições e apurações preliminares que ainda aguardam avaliação. A conclusão dessa etapa permitirá definir as providências cabíveis e encaminhar o inquérito para o “arquivamento definitivo”, quando, segundo a Presidência do STF, o acesso integral aos documentos será garantido.

A decisão ocorre após Fux determinar, na quinta-feira (8), que a área técnica do tribunal liberasse, no prazo de até 48 horas, o acesso de seu gabinete a investigações sigilosas em tramitação na Suprema Corte. Entre os casos estão apurações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados. Além do inquérito das fake news, o ministro pretende examinar os autos relacionados às milícias digitais, às investigações que resultaram nas condenações de Bolsonaro e aliados pela suposta golpista e à apuração sobre a falsificação de cartões de vacina.

Em resposta à determinação, a Presidência do STF informou que três dos quatro procedimentos mencionados já são públicos e podem ser consultados imediatamente por Fux. A restrição, portanto, concentra-se no inquérito das fake news, cujo acesso depende da conclusão da análise dos documentos que permanecem sob sigilo. Fachin ressaltou que os 104 procedimentos ainda passam por uma etapa de organização e avaliação. Somente após essa fase será possível estabelecer quais medidas deverão ser adotadas em cada caso. Caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) examinar as providências pertinentes, que podem incluir o oferecimento de denúncia ou um pedido de arquivamento.

O presidente do Supremo afirmou que pretende concluir a análise do material pendente e cumprir as etapas processuais necessárias antes de determinar o encerramento definitivo do inquérito. Conforme a posição apresentada pela Presidência, a disponibilização integral dos documentos ocorrerá após a conclusão desse processo.

Pedido de Fux envolve ação apresentada pelo PP

A determinação de Fux para obter acesso aos documentos foi proferida no âmbito de uma ação apresentada pelo Progressistas (PP) em abril de 2024. A legenda, que apoia o senador Flávio Bolsonaro na candidatura à Presidência da República, questiona uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela relatoria dos casos. O partido contesta a determinação de Moraes de apurar separadamente e sob sigilo, por meio de uma petição, os fatos que deram origem à operação Tempus Veritatis. A investigação apurou uma suposta tentativa de golpe envolvendo integrantes da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ação, o PP sustenta que a condução do caso viola princípios constitucionais, entre eles a dignidade da pessoa humana, o juiz natural, a segurança jurídica, a proibição de juízos de exceção, o devido processo legal e o contraditório. A legenda também questiona a escolha de Moraes como relator das investigações e aponta a existência de centenas de decisões e despachos sigilosos adotados ao longo dos anos. Fux, por sua vez, argumentou que parte do material já deixou de tramitar sob sigilo e foi disponibilizada aos advogados das partes. Para o ministro, o acesso aos documentos é necessário para que possa analisar os  pedidos apresentados pelo partido. Ao justificar sua determinação, Fux escreveu:

“Se a defesa tem acesso aos elementos documentados, a fortiori o tem o ministro desta Corte a quem incumbe decidir sobre a constitucionalidade do procedimento. O Tribunal não pode saber menos do que as partes sobre o que o Tribunal faz”.

Fux também fez questão de esclarecer que sua decisão não representa uma avaliação antecipada do mérito da controvérsia. Segundo ele, ainda não há conclusão sobre a validade do ato questionado, a eventual conexão entre os processos, a competência do STF para conduzir as investigações ou a admissibilidade da ação apresentada pelo PP.

“Nada do que aqui se decide antecipa juízo sobre a validade do ato impugnado, sobre a existência de conexão entre os feitos, sobre a competência desta Corte para as investigações ou sobre o cabimento da arguição. São questões que serão enfrentadas, se for o caso, depois de instruído o feito”, afirmou o ministro.

Com isso, o acesso integral de Fux ao inquérito das fake news permanece condicionado à análise dos procedimentos pendentes, enquanto a ação apresentada pelo PP aguarda o exame das questões jurídicas levantadas pela legenda.

Diário do Poder

TSE manda Lula e Janja apagarem fake news contra Flávio em mais um jogo sujo do PT

Decisões dos ministros Nunes Marques e André Mendonça atingem publicações que associam a vitória do senador a reduções em programas sociais. São práticas bem inerentes ao jogo sujo do PT. Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques e André Mendonça determinaram a retirada de vídeos publicados nas redes sociais que associam uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República a cortes em programas sociais. As decisões atingem conteúdos divulgados pela primeira-dama Janja Lula da Silva e pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Nunes Marques, presidente do TSE, estabeleceu prazo de 24 horas para a remoção de um vídeo compartilhado em perfis de Janja. A publicação atribui a Flávio a intenção de impor uma jornada de trabalho de sete dias por semana e extinguir benefícios sociais, entre eles o Farmácia Popular.

Já o vice-presidente da Corte, André Mendonça, determinou a retirada, em até três horas, de uma peça publicitária publicada nos perfis de Lula. Com o slogan “Se o Flávio vence, você perde”, o material prevê uma redução drástica de recursos destinados a políticas públicas caso o senador vença a disputa presidencial. A propaganda menciona a intenção declarada por Flávio de cortar R$ 200 bilhões do orçamento e afirma que a medida atingiria programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo. Em outro trecho, o vídeo também afirma que um eventual governo de Flávio não concederia reajustes do salário mínimo acima da inflação, tanto para trabalhadores quanto para aposentados.

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“Não precisa matar o juiz”, diz o ministro Flavio Dino ao relatar milhares de ameaças

 

Relatório da Segurança do STF reúne menções a fuzilamento, explosão e enforcamento; ministro diz que não mudará atuação. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira, 9, que recebeu trechos de um relatório da Segurança da Corte que reúne “milhares de mensagens” com ameaças de assassinato e agressões. Ao divulgar exemplos no Instagram, Dino disse que as intimidações não alterarão sua atuação e atribuiu o ódio exposto nas mensagens à “repetição de mentiras”.

“Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas. Em 37 anos como servidor público nunca respondi a um único processo criminal. O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência,” escreveu o ministro.

“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões. Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”.

Ele prosseguiu: “Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”. O relatório citado por Dino reúne menções a fuzilamento, explosão e enforcamento.

“Força da democracia”

Dino votou no primeiro turno das eleições por volta das 16h30 no último domingo, 04, em São Luís. Ele foi recebido por alguns eleitores na entrada da escola estadual Dr. Clarindo Santiago e estava acompanhado por um aparato de segurança. Dino evitou comentar a crise institucional no Supremo Tribunal Federal e as disputas políticas no Maranhão.

“Deixa eu explicar para vocês. Eu fui candidato em todas as eleições desde 2006. Nessa eu não sou. E na condição de juiz eu não posso falar sobre assuntos políticos”, disse. O ministro classificou a eleição como um momento de manifestação da sociedade. “Sem dúvida, é a força da democracia. É o momento da sociedade se manifestar livremente, como tá acontecendo agora”, declarou.

O Antagonista