Capital estrangeiro retirou R$7,2 bilhões da bolsa brasileira em agosto

Saída de recursos ganhou força nos últimos pregões, com R$1,7 bilhão deixando o mercado acionário em apenas um dia. A instabilidade política e insegurança jurídica com corrupção exacerbada, afasta investidores. A Bolsa brasileira voltou a registrar forte saída de capital estrangeiro em agosto. Até o momento, o saldo líquido das operações de investidores internacionais na B3 está negativo em cerca de R$7,2 bilhões, movimento que ganhou força nos últimos pregões e recolocou o fluxo externo no centro das atenções do mercado financeiro. Somente na segunda-feira (10), os investidores estrangeiros retiraram aproximadamente R$1,7 bilhão da Bolsa. O resultado ampliou a sequência de saídas registrada ao longo do mês e ocorre depois de julho ter apresentado uma recuperação no fluxo de recursos internacionais para os ativos brasileiros.

O movimento representa uma mudança relevante em relação ao comportamento observado no início do ano. Entre janeiro e março, a B3 havia recebido volumes expressivos de capital estrangeiro, com entradas de R$26,4 bilhões em janeiro, R$15,3 bilhões em fevereiro e R$11,9 bilhões em março, segundo levantamento citado pela B3. A deterioração do fluxo ocorre depois de junho também ter sido marcado por uma retirada significativa de recursos. Naquele mês, os estrangeiros retiraram cerca de R$ 7,7 bilhões da Bolsa brasileira, segundo dados divulgados na época.

Em julho, porém, o cenário havia apresentado melhora, com entrada líquida de aproximadamente R$4,3 bilhões. A nova onda de retiradas acontece em meio a uma combinação de fatores que aumentou a cautela dos investidores em relação aos ativos brasileiros.

No pregão de terça-feira (11), o Ibovespa caiu 2,5%, aos 167.874 pontos, enquanto o dólar comercial avançou para R$5,161. O desempenho ocorreu em um ambiente de maior aversão ao risco no mercado doméstico e internacional. Também pesaram sobre o mercado a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), dados de inflação e a continuidade do movimento de saída de capital estrangeiro.

No cenário externo, a valorização do petróleo contribuiu para aumentar a pressão sobre os mercados. Outro fator que chamou atenção no pregão foi a revisão da recomendação do banco JPMorgan para os ativos brasileiros. A instituição passou a adotar posição neutra em relação ao Brasil, depois de anteriormente recomendar compra, citando preocupações relacionadas ao ritmo de crescimento da economia e à deterioração do crédito. Apesar da saída observada em agosto, o fluxo acumulado de estrangeiros na B3 ao longo de 2026 ainda permanece positivo.

Dados acompanhados pelo mercado mostram que o comportamento dos investidores internacionais passou por mudanças significativas ao longo do ano, alternando períodos de forte entrada com episódios de retirada acelerada. A participação estrangeira possui peso relevante no mercado acionário brasileiro. Em abril, dados divulgados pela B3 apontavam que os investidores internacionais haviam alcançado participação recorde nos negócios da Bolsa, depois de uma sequência de meses de entradas expressivas.

A saída de recursos, portanto, não significa que todo o capital estrangeiro acumulado no país tenha deixado a Bolsa. O dado de agosto representa o saldo entre compras e vendas realizadas pelos investidores internacionais no período. O fluxo pode oscilar diariamente conforme as decisões de alocação, o comportamento dos mercados globais e as condições específicas dos ativos brasileiros.

O movimento recente ocorre ainda em um momento de maior sensibilidade do mercado às condições fiscais e econômicas brasileiras. A combinação entre juros elevados, inflação, percepção sobre o equilíbrio das contas públicas e expectativas para os próximos meses influencia diretamente as decisões de investidores nacionais e estrangeiros.

A forte retirada registrada nos primeiros dias de agosto também contrasta com o desempenho observado no começo de 2026, quando a Bolsa brasileira recebeu uma quantidade excepcional de recursos externos. O cenário mostra uma mudança rápida na direção do dinheiro estrangeiro, que passou de uma forte procura pelos ativos brasileiros para uma postura mais defensiva em determinados períodos. Com a saída de aproximadamente R$7,2 bilhões registrada até agora em agosto e uma retirada de R$1,7 bilhão apenas na segunda-feira, o fluxo estrangeiro voltou a ser um dos principais indicadores acompanhados pelos participantes do mercado.

Os próximos pregões deverão definir se o movimento representa apenas uma nova etapa de ajuste nas posições dos investidores internacionais ou se a Bolsa brasileira continuará registrando saldo negativo de capital estrangeiro durante o restante do mês.

Diário do Poder

Lula quer mais dinheiro emprestado — o que tinha aqui já foi gasto

*Por Jayme Rizolli

União pretende assumir até US$ 1,1 bilhão em novas dívidas externas, enquanto o Banco do Nordeste solicita outros US$ 67 milhões com garantia federal. O governo federal voltou os olhos para o exterior em busca de mais dinheiro. Três pedidos encaminhados ao Senado autorizam operações de crédito que, juntas, alcançam US$ 1,167 bilhão — valor equivalente a aproximadamente R$ 6 bilhões, dependendo da cotação do dólar (a Janja não pode saber disso). A justificativa oficial fala em desenvolvimento sustentável, atração de capital estrangeiro, melhoria do ambiente de negócios e expansão das energias renováveis. Interessante, exatamente em um momento em que as empresas e industrias estão fechando e se mudando para o Paraguai, aparece um empréstimo como esse. As palavras são bonitas. A dívida, porém, será verdadeira. O maior pedido é de US$ 1 bilhão junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento — BID.

O mutuário será a própria República Federativa do Brasil, por intermédio do Ministério da Fazenda, para financiar parcialmente o Eco Invest Brasil. E aqui surge uma questão que precisa ser examinada com enorme atenção: não se trata de um empréstimo destinado à construção de uma estrada, hospital, ferrovia ou usina determinada. É uma operação ligada a um programa amplo de reformas, proteção cambial e mobilização de capital privado. De acordo com o relatório apresentado no Senado, o empréstimo poderá ser liberado em uma única parcela, terá carência de 66 meses e prazo de amortização de 20 anos. Os juros serão calculados pela taxa internacional SOFR, acrescida de uma margem variável estabelecida pelo BID.

Traduzindo: o governo atual contrata, mas uma parte considerável da conta ficará para os próximos governos — e, inevitavelmente, para o contribuinte. Não se pode afirmar que o dinheiro financiará hotéis ou passeios presidenciais. Mas, diante do histórico de gastos e da amplitude do programa, o contribuinte tem todo o direito de perguntar onde terminará cada dólar dessa nova dívida. Há ainda um segundo empréstimo de US$ 100 milhões, também entre a União e o BID, destinado a um programa de reformas institucionais para competitividade e melhoria do ambiente de negócios.

O terceiro pedido é de US$ 67 milhões, a ser contratado pelo Banco do Nordeste junto ao BID e ao Climate Investment Funds, com garantia da União. Esses recursos financiarão empresas privadas e projetos de geração, transmissão, distribuição e armazenamento de energia renovável no Nordeste, além de áreas de Minas Gerais e Espírito Santo. Investir em infraestrutura e energia não é, por princípio, algo condenável. O Nordeste merece desenvolvimento como qualquer outra região brasileira.

O que causa indignação é o cenário no qual esses empréstimos são apresentados. Estamos em ano eleitoral. O país enfrenta sucessivos déficits, aumento da dívida pública, crescimento das despesas e uma máquina governamental que parece incapaz de reduzir custos antes de recorrer novamente ao dinheiro emprestado. Quando o cidadão comum gasta além do que recebe, precisa cortar despesas. Quando uma empresa perde o controle de suas contas, enfrenta juros, restrições e até falência. Quando o governo gasta tudo, simplesmente pede autorização para contrair mais dívida — e entrega a conta ao mesmo cidadão que já paga impostos sobre praticamente tudo.

Os processos possuem documentação oficial e passaram pela análise do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Isso demonstra que existe um rito administrativo e legislativo. Mas legalidade formal não elimina a obrigação de explicar detalhadamente onde cada dólar será empregado, quais empresas receberão financiamento, quais resultados serão exigidos e quem responderá caso as promessas não sejam cumpridas. Em ano eleitoral, essa transparência precisa ser ainda maior.

O Brasil não pode aceitar que bilhões sejam contratados com programas descritos por expressões genéricas, metas amplas e promessas futuras, enquanto o contribuinte recebe apenas a certeza da dívida. Antes de pedir mais dinheiro ao exterior, o governo deveria responder uma pergunta muito simples: O que foi feito com todo o dinheiro arrecadado aqui dentro? Porque empréstimo não é receita. Empréstimo é dívida. E toda dívida contraída pelo governo acaba chegando à mesa do trabalhador, do empresário, do aposentado e das gerações que ainda nem começaram a pagar impostos.

*Jayme Rizolli

Jornalista

 

Senador Rogério Marinho defende crime de responsabilidade para ministros do STF

Senador afirma que Supremo deve voltar a atuar como Corte constitucional. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, defendeu que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam acusados de crime de responsabilidade caso atuem politicamente. Questionado sobre a instabilidade institucional, o parlamentar disse:

“Noticiaram naturalmente que Alexandre de Moraes, Lula, Alcolumbre e Cristiano Zanin estão fazendo uma interlocução política. Acho que não é o papel de um ministro do STF. Um decano deu 30 entrevistas sobre política. Sou a favor não de impeachment, mas de crime de responsabilidade que será julgado. Eu assinei todos os pedidos de abertura de impeachment que vi indícios, mas espero que sejam instalados. Isso resolve se o STF voltar a ser uma Corte constitucional, não for uma delegacia de polícia, que vai de briga de galo a marco temporal”, afirmou à CNN Brasil.

O entrave

Ao todo, o senador acumula 52 solicitações de abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. O último pedido foi apresentado após a Justiça italiana considerar que houve imparcialidade no julgamento da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), é o responsável por dar prosseguimento aos pedidos. No entanto, os processos nunca avançaram. O pedido de impeachment pode ser apresentado por qualquer cidadão, seja parlamentar ou não.

O Antagonista

 

Organização interamericana se diz alarmada com violação do sigilo da fonte no Brasil

A SIP advertiu que a violação constitui “uma grave ameaça ao exercício do jornalismo e estabelece um perigoso precedente para a liberdade de imprensa” no país. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) disse na quarta-feira, 12, ter ficado alarmada com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou uma operação de busca e apreensão contra a fonte de um jornalista no Maranhão que denunciou o uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e seus familiares. Em comunicado, a organização advertiu que a violação do sigilo profissional constitui “uma grave ameaça ao exercício do jornalismo e estabelece um perigoso precedente para a liberdade de imprensa no Brasil”.

O presidente da SIP Pierre Manigault considerou:

“Especialmente grave que a investigação tenha permitido chegar até uma fonte jornalística por meio da análise dos dispositivos apreendidos de um jornalista”.

Parte inferior do formulário

“A proteção das fontes confidenciais não constitui um privilégio do jornalista, mas uma garantia indispensável para que os cidadãos possam fornecer informações de interesse público sem medo de represálias. Instamos as autoridades brasileiras a garantir o respeito irrestrito ao sigilo profissional e à liberdade de imprensa, bem como a revisar as decisões que possam comprometer a confidencialidade das fontes e a proteção do material jornalístico”, acrescentou Manigault, do Evening Post Publishing Inc., de Charleston, nos Estados Unidos.

A SIP afirmou que a violação do sigilo profissional viola tratados internacionais e princípios elementares da liberdade de imprensa.

“Nenhum jornalista poderá ser obrigado a revelar suas fontes de informação”, diz o artigo 3 da Declaração de Chapultepec da SIP. “Todo comunicador social tem o direito de reservar suas fontes de informação, anotações e arquivos pessoais e profissionais”, acrescenta a cláusula 8 da Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Para a SIP, qualquer ação estatal que viole essa garantia deve ser avaliada “com especial rigor devido às suas possíveis consequências para a liberdade de imprensa”.

Busca e apreensão contra fonte de jornalista

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou na terça, 11, uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado na decisão como a fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens feitas sobre o ministro Flávio Dino. Em março, Luís Pablo já havia sido alvo de uma busca e apreensão após fazer reportagens denunciando o uso irregular de carros oficiais pelo ministro do STF e seus familiares no Maranhão.

De acordo com a Polícia Federal, Cutrim teria acessado sistemas restritos para obter dados e imagens repassados a Pablo. Um relatório da corporação, citado na decisão de Moraes, afirma que ficou demonstrado que Cutrim “foi o responsável…

O Antagonista

Oposição acusa Alexandre de Moraes de censura e protocola novo pedido de impeachment

A iniciativa foi anunciada após uma decisão do magistrado envolvendo um jornalista, que, na avaliação da oposição representa censura. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), protocolou nesta quarta-feira, 12, um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa foi anunciada após uma decisão do magistrado envolvendo um jornalista maranhense, que, na avaliação do deputado, representa censura à imprensa. Durante coletiva no Salão Verde da Câmara, Cabo Gilberto afirmou que a liderança da oposição decidiu apresentar a medida após ser cobrada por jornalistas sobre quais providências seriam tomadas diante da decisão.

“Essa coletiva de imprensa foi solicitada pela liderança da oposição para defender justamente a imprensa brasileira”, afirmou.Parte inferior do formulário O deputado citou o artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, que assegura o acesso à informação e resguarda o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional. Também mencionou o artigo 220, que estabelece que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação não devem sofrer restrições.

Na avaliação de Cabo Gilberto, os dispositivos constitucionais foram desrespeitados pela decisão de Moraes. “O artigo 5º dessa Constituição aqui foi rasgado, o artigo 220 dessa Constituição aqui foi rasgado”, declarou.

O parlamentar também voltou a criticar o chamado inquérito das fake news e afirmou que o procedimento é utilizado para perseguir integrantes da oposição. “É utilizado para perseguir a oposição”, disse.

Oito pedidos

Conforme apurou O Antagonista, com a iniciativa apresentada nesta quarta-feira, já são oito pedidos de impeachment protocolados pela liderança da oposição na Câmara contra ministros do STF, segundo informações repassadas pela assessoria de Cabo Gilberto. Desse total, seis são contra Alexandre de Moraes, contando o apresentado nesta quarta-feira. Há ainda um contra Flávio Dino e um contra Gilmar Mendes.

Os pedidos, porém, não significam a abertura automática de processos de impeachment. No caso de ministros do STF, cabe ao presidente do Senado decidir se a denúncia será recebida e se terá prosseguimento. Portanto, a tramitação depende de uma decisão da Presidência da Casa.

Cabo Gilberto reconheceu que não há garantia de avanço, mas afirmou que continuará apresentando os pedidos. “O que vai dar, eu não sei. Eu sei que eu tenho que fazer minha parte como líder da oposição. Eu vou apresentar um milhão de impeachments, mas não posso ficar calado e quieto”, afirmou.

O deputado também disse esperar que a próxima composição do Senado tenha parlamentares dispostos a analisar pedidos contra ministros do Supremo. “Se Deus permitir, no próximo ano teremos senadores que terão coragem de defender o Estado de Direito. Não é atacar o Supremo, é defender o Estado de Direito”, declarou.

O Antagonista

 

Veja a lista dos 12 produtos de limpeza proibidos e apreendidos pela ANVISA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de 12 produtos de limpeza e proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso dos itens. Segundo a agência, eles eram vendidos ou fabricados sem regularização sanitária. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 12. A lista inclui alvejantes, tira-manchas e produtos formulados à base de percarbonato de sódio.

Confira a relação dos os produtos atingidos pela Anvisa

Oxypur – Quimpack

Percarbonato de Sódio – Los Chefs

Alvejante Natural Multiuso – Nova Fórmula

Percarbonato de Sódio – Vong Home

Percarbonato de Sódio – Nativa

Boa Alvejante Percarbonato de Sódio em Pó

Percarbonato Plus – ANS Agrária

Yta Clean

Alvejante Tira Manchas – Amigos Distribuidora

Percarbonato de Sódio – Oxgen

Tira Manchas – FV Group

Percarbonato Top Brilho

De acordo com a Anvisa, os produtos eram comercializados, disponibilizados para venda ou fabricados sem regularização sanitária. As empresas responsáveis também não tinham autorização de funcionamento para produzir esse tipo de item.

Além de determinar a retirada dos produtos do mercado, a resolução impede que eles sejam anunciados ou utilizados. A proibição se aplica a todos os lotes dos 12 produtos. A medida passa a valer a partir da data de sua publicação no Diário Oficial da União.

Diário do Poder

 

STF suspende penduricalhos. No Maranhão um desembargador aposentado recebeu R$ 3,2 milhões

O ministro Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça, foi acionado para fiscalizar o cumprimento das determinações. Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) determinaram nesta quarta-feira (12) que sete Tribunais de Justiça suspendam imediatamente o pagamento de benefícios considerados irregulares e devolvam valores que ultrapassaram os limites estabelecidos pela própria Corte. A decisão foi tomada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes após a análise das informações enviadas pelos Tribunais de Justiça do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia. Segundo os ministros, foram identificadas diversas verbas pagas em desacordo com as regras definidas pelo STF.

 A Corte havia estabelecido, em março, que as verbas indenizatórias poderiam corresponder a até 35% do subsídio, além de outro limite de 35% relacionado ao adicional por tempo de carreira. Entre os pagamentos considerados irregulares estão auxílio pré-escolar, licenças compensatórias, gratificações, auxílio-mudança, auxílio-adoção e verbas relacionadas ao exercício de funções administrativas.

 Os ministros destacaram casos considerados fora do padrão. No Maranhão, um desembargador aposentado teve autorizado o pagamento de R$ 3,2 milhões em verbas rescisórias. No Rio Grande do Norte, um magistrado aposentado recebeu mais de R$ 554 mil em um único mês. Em Rondônia, cerca de 90% dos magistrados receberam mais de R$ 100 mil em abril. No Distrito Federal, foi identificado um pagamento mensal de R$ 490 mil a uma magistrada.

 Os presidentes dos sete tribunais terão 72 horas para identificar os beneficiários dos pagamentos considerados irregulares e encaminhar as informações ao STF. Depois disso, os valores que ultrapassaram os limites deverão ser devolvidos. Os tribunais terão cinco dias para comprovar ao Supremo que suspenderam os pagamentos e iniciaram as devoluções. A decisão também determina que a Advocacia-Geral da União envie ao STF, em 72 horas, as folhas de pagamento completas de seus integrantes para verificar se os honorários de sucumbência respeitam o teto constitucional. O ministro Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça, foi acionado para fiscalizar o cumprimento das determinações e apurar eventual responsabilidade administrativa e disciplinar dos presidentes dos tribunais pelos pagamentos realizados em desacordo com as regras do Supremo.

Diário do Poder

Jornalista Malu Gaspar abre fogo contra Alexandre de Moraes e Flavio Dino

A jornalista Malu Gaspar soltou o verbo contra o ministro Alexandre de Moraes e Flávio Dino:

“Eles se sentem tão poderosos, tão acima do bem e do mal, que agora, para favorecerem a si mesmos, eles têm que violar a Constituição. Uma completa inversão das coisas. Ministro do Supremo também está sujeito ao mesmo artigo 5° da Constituição, segundo o qual todo mundo é igual perante a lei. Ser ministro do Supremo não dá salvo-conduto a ele para violar a Constituição. HOJE E UM JORNALISTA NO MARANHÃO, que dizem que é blogueiro, não é blogueiro, na tentativa de desqualificar o jornalista.”

Jornal da Cidade Online

 

FENAJ repudia quebra de sigilo da fonte por Alexandre de Moraes em caso sobre Flavio Dino

Federação Nacional de Jornalistas e Sindicato da Categoria no Maranhão expõem grave preocupação em operação contra fonte e jornalista. A violação do sigilo da fonte do jornalista maranhense Luís Pablo, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, foi alvo de nota de repúdio da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Maranhão (Sindjor-MA). As entidades manifestaram grave preocupação com os mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal, nesta terça-feira (11), contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, exposto como suposta fonte da matéria que acusava o ministro Flávio Dino e seus familiares de fazer uso particular de carro blindado do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

As entidades ressaltam a afronta à proteção constitucional do sigilo das fontes, na determinação de Moraes, que acolheu pedido da PF com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). E lembram que as investigações contra o ex-secretário são um desdobramento de outra operação contra o jornalista Luís Pablo, que sofreu busca e apreensão, em março deste ano, após publicar as denúncias contra Dino.

“A medida suscita grave preocupação por envolver o acesso a equipamentos e materiais relacionados à atividade jornalística, com potencial impacto sobre o sigilo das fontes — garantia assegurada pelo artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal e fundamental para o exercício do jornalismo e para a proteção de informantes”, reagiu a Fenaj e o Sindjor, na nota de repúdio.

Moraes é cobrado por esclarecimentos públicos e formais sobre os critérios que autorizaram o acesso às comunicações do jornalista Luís Pablo com suas fontes. Bem como exigem a garantia de que nenhum outro informante será identificado ou perseguido, a partir do material apreendido e a preservação integral dos equipamentos jornalísticos sob sigilo.

“A proteção ao sigilo da fonte é uma garantia constitucional indispensável à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade à informação. Sua preservação deve ser observada em qualquer investigação que envolva profissionais de imprensa, conclui a nota das entidades.

Diário do Poder

EUA vigia Alexandre de Moraes e acompanha de perto ação contra jornalista que denunciou Flavio Dino

A presença do governo dos Estados Unidos no Brasil já é muito maior do que se poderia imaginar, notadamente nas questões envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Muita coisa está avançando e pode chegar o momento em que o cerco irá se fechar para o magistrado brasileiro. Até mesmo o caso envolvendo um jornalista do Maranhão está sendo monitorado pelo governo americano. Trata-se de um inquérito aberto contra o jornalista Luís Pablo, que escreveu uma reportagem contra Flávio Dino.

A informação é do jornalista Paulo Cappelli, no jornal Correio da Manhã.

“Os Estados Unidos acompanham o processo no Brasil ao mesmo tempo em que estudam retomar a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes.

Integrantes do governo norte-americano informaram à coluna que analisam se as medidas adotadas pelo magistrado contra o comunicador configurariam violação à liberdade de expressão e tentativa de intimidar a imprensa.

O caso envolve reportagem escrita pelo blogueiro Luís Pablo Conceição Almeida, que relatou o suposto uso, por familiares de Dino, de carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão. Após a publicação da matéria, Moraes viu indícios de cometimento de crime de perseguição e mandou a Polícia Federal fazer operação de busca e apreensão na casa do comunicador, em março deste ano.

Segundo fontes norte-americanas, nos Estados Unidos há consenso de que jornalistas podem ser processados e condenados a pagar pesadas indenizações por conteúdos publicados. Contudo, a abertura de inquérito com a justificativa de crime de perseguição e a operação policial chamaram a atenção de Washington.

A investigação aberta por Moraes poderá ser anexada pela Casa Branca às outras denúncias de supostos abusos cometidos pelo magistrado. Embora o retorno da Magnitsky ao ministro seja uma possibilidade, integrantes de Washington não trabalham com um prazo para que a punição volte a vigorar.”