Advogada viraliza com ‘recado’ para Roberta Luchsinger sobre Lula: “Não permita ser tratada como lixo!”

A lobista Roberta Luchsinger ganhou o noticiário nos últimos dias por ter sido ‘traída’ por Lula, até então o seu grande ídolo. Não deve estar sendo fácil para ela ter sido chamada de ‘pilantra’ em rede nacional. A advogada Flavia Ferronato publicou em suas redes sociais um ‘recado’ para Roberta Luchsinger. Ela manifesta perplexidade pelo modo como a lobista foi tratada por Lula e dá alguns conselhos.

Confira:

“Oi Roberta, tudo bem?

Vi que você deletou seu perfil, mas vou tentar mesmo assim…

Sei que você só está utilizando tornozeleira e pode assistir TV tranquilamente.

Infelizmente (pra vc) você não está na Suíça, então, sugiro que você sintonize nos canais de notícia para ver o que o papai Lula falou ao seu respeito.

Menina, ele te chamou de PILANTRA!!

Logo você, quase nora dele…

Disse, inclusive, que nunca te viu na vida.

Ou seja querida, todas aquelas fotos agarradinhas com o Lula, não significou nada pra ele.

Sim, você foi usada e abandonada no momento que mais precisava de apoio, como todo macho tóxico faz.

Não permita ser tratada como lixo! Mostre seu empoderamento!! Mostre que mulheres não podem ser tratadas assim!!

Delate esses misóginos!! Entregue um por um!! Mostre o poder feminino de acabar com a vida de machos escrotos!!

Nós estaremos aqui pra te apoiar!

Jornal da Cidade Online

 

“Golpe” de Lula contra aposentados do INSS é quem ganha acima do mínimo terá reajuste menor em 2027

O governo Lula discute aplicar reajuste diferente ao salário mínimo de trabalhadores da ativa e aos benefícios do INSS, de acordo com o site Valor Econômico. A ideia é manter ganho real de até 2,5% para quem está no mercado de trabalho. Já para aposentados e pensionistas, o aumento acima da inflação seria menor. O objetivo, segundo o governo, é aliviar a pressão sobre as despesas obrigatórias do Orçamento. 

O vereador Carlos Bolsonaro fez duras críticas à iniciativa: 

“Depois de uma vida inteira trabalhando e contribuindo, esse é o caminho que querem discutir para quem vive da aposentadoria? Aposentado não é peso, merece respeito, valorização e poder de compra, coisa que já não existe mais”, ressaltou indignado. 

Jornal da Cidade Online

CNJ reconhece TRE-MA por excelência em transparência e inovação

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão recebeu dois importantes reconhecimentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), destacados pela presidente, desembargadora Francisca Galiza, durante a sessão de julgamentos desta quinta-feira, 27 de agosto. As premiações reconhecem o trabalho desenvolvido pelo Tribunal nas áreas de transparência e inovação. 

O primeiro reconhecimento foi obtido durante a 2ª Reunião Preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizada no dia 24 de agosto, em Brasília. Pelo terceiro ano consecutivo, o TRE-MA alcançou o cumprimento integral de 100% dos requisitos do Ranking da Transparência do CNJ.

Em sua 9ª edição, o levantamento avaliou 74 itens, distribuídos em 11 temas, com base nas informações disponibilizadas na página da Transparência do Tribunal. Entre os aspectos analisados estão gestão estratégica, audiências públicas, sessões de julgamento, atendimento ao público, orçamento, finanças, contratos, gestão de pessoas, auditoria, sustentabilidade e acessibilidade.

“Esse resultado é fruto de um trabalho coletivo e constante: mais de 20 unidades, distribuídas por todas as Secretarias, atuam diretamente para manter esses dados sempre atualizados e à disposição dos cidadãos. A cada um desses servidores deixo o meu reconhecimento, pois é desse empenho diário que se constrói a transparência que hoje nos permite figurar, mais uma vez, entre os tribunais que cumprem plenamente as exigências do Conselho Nacional de Justiça. Uma Justiça Eleitoral transparente é uma Justiça mais próxima da sociedade e mais digna da confiança que dela se espera. Que este resultado nos sirva de estímulo para seguirmos aperfeiçoando nossas práticas”, enfatizou.

Reconhecimento à inovação 

O segundo reconhecimento ocorreu durante o 3º Prêmio de Inovação do Poder Judiciário. Na ocasião, o CNJ concedeu ao TRE-MA o Selo “Judiciário Inovador”, premiação destinada às iniciativas que se destacaram pelo impacto, caráter inovador e contribuição para a modernização da Justiça.

Entre as propostas apresentadas por tribunais de todo o país, duas iniciativas do TRE-MA foram agraciadas com o Selo.

Uma delas foi a iniciativa “Mesário/a, Agente da Democracia”, desenvolvida pela equipe do Laboratório de Inovação TREMALAB. A proposta prevê a celebração de Termo de Cooperação Técnica entre o TRE-MA, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16) e a Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA), com o objetivo de estabelecer, em seus processos seletivos de estágio, critério diferenciado de ingresso para estudantes universitários que tenham atuado como mesários da Justiça Eleitoral. 

Também recebeu o Selo a iniciativa “SEMOGuIA — Inteligência que orienta, conhecimento que moderniza”, desenvolvida pela equipe da Seção de Modernização da Gestão. A solução consiste em um assistente virtual apoiado em inteligência artificial, que simula uma pessoa especialista da área para prestar orientações de forma didática, minuciosa e bem fundamentada, cujo projeto está alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 da Agenda 2030.

Ao destacar as duas premiações, a presidente, desembargadora Francisca Galiza, ressaltou que os reconhecimentos evidenciam o compromisso do TRE com a inovação, a eficiência da gestão e o aprimoramento contínuo dos serviços prestados à sociedade.  “Deixo, por isso, o meu reconhecimento às equipes do TREMALAB e da Seção de Modernização da Gestão, cujo talento e dedicação levaram o nome do TRE do Maranhão a figurar, mais uma vez, entre os tribunais que inovam e inspiram o Poder Judiciário brasileiro”, encerrou a presidente.

Fonte:  Conselho Nacional de Justiça

Diretor da PF rebate Lula e diz que corporação atua sem ‘proteger ou perseguir’

A declaração foi feita um dia após o presidente Lula (PT) afirmar que agentes da PF estariam vazando e fazendo ilações contra seu filho Lulinha. O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (28) que a corporação atua com “autonomia” e “sem interferências” referentes aos últimos casos envolvendo a República. A declaração foi feita um dia após o presidente Lula (PT) afirmar que agentes da PF estariam vazando e fazendo ilações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado por tráfico de influência e corrupção.

“Hoje temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição Federal e pelas leis, pela responsabilidade institucional e compromisso com a Justiça e a sociedade brasileira”, afirmou Andrei, em uma solenidade de formatura de novos 683 policiais federais.

Andrei é denominado “homem de confiança” do petista, que deferiu críticas sem provas à PF durante sua sabatina no Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite desta quinta-feira (27). Recentemente, Andrei estava tendo atritos com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão das conduções dos inquéritos que investigam o roubo aos aposentados e pensionistas do INSS e a condução do caso Master. Lula chegou a aconselhar que Andrei se encontrasse com Mendonça e chegasse a um acordo para diminuir os atritos. O diretor-geral também destacou que, durante sua gestão, a PF trabalha com transparência e foco na missão constitucional. Segundo ele, a corporação não atua para proteger ou perseguir.

“Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nessa gestão trabalhamos com transparência e foco na missão constitucional, sem proteger ou perseguir, com atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado”, finalizou.

Diário do Poder

 

A Mentira sem Vergonha

                                                                                                                   *David Gertner

A mentira venceu sua batalha mais importante quando deixou de precisar parecer verdade.

Durante muito tempo, a mentira precisou de algum disfarce. Quem mentia procurava parecer verdadeiro. Inventava uma explicação plausível, escondia evidências, apagava rastros. Havia, pelo menos, uma homenagem involuntária à verdade: o mentiroso sabia que, se fosse descoberto, teria alguma coisa a explicar.

Talvez uma das mudanças mais perturbadoras de nosso tempo seja justamente esta: a mentira perdeu a vergonha.

Existe um fenômeno conhecido como mentira patológica, expressão usada para descrever padrões persistentes e recorrentes de falsidade, que podem ocorrer mesmo quando não existe uma vantagem evidente a ser obtida. Não se trata da pequena mentira ocasional, tão antiga quanto a humanidade, nem apenas da falsidade calculada para escapar de uma dificuldade. É a repetição da mentira até que ela se torne parte habitual da relação do indivíduo com a realidade.

Seria imprudente transformar essaI descrição em diagnóstico de líderes políticos. Diagnósticos pertencem aos profissionais que examinam pessoas, não aos cidadãos que observam discursos. Mas não é necessário diagnosticar ninguém para reconhecer um fenômeno coletivo: a mentira sistemática tornou-se uma das ferramentas mais poderosas da política contemporânea.

Políticos sempre mentiram. Imperadores, reis, ditadores e candidatos esconderam derrotas, exageraram conquistas, inventaram inimigos e prometeram aquilo que sabiam não poder cumprir. A mentira política não foi inventada pelas redes sociais nem pelas democracias modernas.

O que parece ter mudado é a escala, a velocidade e, principalmente, a ausência de constrangimento.

Antes, uma mentira descoberta podia destruir uma reputação. Hoje, muitas vezes, ela simplesmente produz outra mentira.

Quando uma afirmação é desmentida, surge uma nova versão. Quando aparecem documentos, os documentos são desacreditados. Quando especialistas contestam uma afirmação, passam a fazer parte da conspiração. Quando jornalistas apresentam evidências, o problema deixa de ser a mentira e passa a ser o jornalismo. E, quando a realidade insiste em contrariar a narrativa, resta uma solução surpreendentemente eficaz: atacar a própria realidade.A mentira deixa então de tentar convencer.

Passa a tentar cansar.

Não é necessário fazer com que todos acreditem numa determinada falsidade. Basta produzir tantas versões, acusações, teorias e contradições que uma parcela da sociedade desista de procurar saber o que aconteceu. A dúvida permanente pode ser politicamente tão útil quanto a crença.

Se ninguém sabe mais em quem confiar, fatos tornam-se opiniões, evidências tornam-se versões e instituições tornam-se suspeitas. A verdade, que exige investigação, paciência e frequentemente alguma complexidade, passa a competir em desvantagem com a mentira, que pode ser simples, emocional e instantânea.

As redes sociais apenas multiplicaram uma vulnerabilidade humana muito anterior à tecnologia: não acreditamos necessariamente naquilo que é verdadeiro. Temos uma extraordinária capacidade de acreditar naquilo que gostaríamos que fosse verdade.

É nesse ponto que o problema deixa de pertencer apenas a quem mente.

Uma democracia pode sobreviver a políticos que mentem. É muito mais difícil sobreviver a uma sociedade que deixa de se importar com a diferença entre verdade e mentira.

Porque a democracia depende de uma espécie de acordo silencioso: podemos discordar sobre o que fazer, mas precisamos conservar algum território comum sobre aquilo que aconteceu.

Podemos discutir se uma política foi boa ou ruim, quais foram as causas de uma crise ou quem é responsável por determinado fracasso. Mas, quando cada grupo passa a possuir não apenas suas próprias opiniões, mas também seus próprios fatos, o debate deixa de existir.

Restam torcidas.

Talvez por isso a mentira política mais perigosa não seja aquela em que acreditamos. É aquela que sabemos ser mentira e aceitamos porque beneficia o nosso lado.

Nesse momento, já não estamos sendo enganados. Estamos participando.

Passamos a exigir honestidade apenas dos adversários. A mentira do outro torna-se prova de sua indignidade; a mentira dos nossos transforma-se em exagero, estratégia, provocação ou necessidade política.

E assim, pouco a pouco, aquilo que antes causava escândalo passa a provocar apenas aplausos diferentes em lados diferentes da mesma sala.

A mentira venceu sua batalha mais importante quando deixou de precisar parecer verdade.

Talvez o maior perigo não seja que existam pessoas capazes de mentir sem pudor, sem constrangimento e sem limites. Elas sempre existiram e provavelmente sempre existirão.

O verdadeiro perigo começa quando nós perdemos o pudor de acreditar nelas.

*David Gertner, Ph.D. é escritor, ensaísta e professor aposentado. É autor de IA e Eu: A Inesperada Jornada de Liora e David, disponível na Amazon.

 

Além de Lula, lobista Roberta Luchsinger se exibe ‘íntima’ de Janja, Alckmin, ministros do STF.

Redes sociais de Roberta Luchsinger ostenta rede de relacionamentos da amiga de Lulinha no centro do poder do Brasil. A ostentação da proximidade, ao menos física, do presidente Lula (PT) nas suas fotos das redes sociais com a lobista Roberta Luchsinger é apenas parte de sua ampla rede de relacionamentos com a cúpula dos Poderes da República. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo petista também ilustram a linha do tempo das postagens com a suspeita de intermediar negócios sob suposto tráfico de influência atribuído o filho de Lula, Fábio Luís, o “Lulinha”. As imagens com Lula desmentiram a lorota do candidato petista à reeleição sobre nunca ter estado próximo da lobista investigada que ostenta tatuagem de “best friend” da esposa de Lulinha, Renata Moreira. Personagens relevantes da República nas outras fotos com a lobista ampliam a dimensão dos contatos da amiga de Lulinha. Maior parte das imagens que Luchsinger ostenta com autoridades mostram encontros amigáveis em eventos sociais.

Colada no Supremo

Aparecem com a lobista os ministros do STF Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, e os integrantes já aposentados do Supremo, Luís Roberto Barroso e Carlos Ayres Britto. Porém, é necessário ponderar que a ostentação mostra a lobista integrada ao círculo de poder que decide o destino do Brasil, mas não indicam qualquer ato ilegal ou relativo às investigações e suspeitas que ligam a amiga da família do presidente a escândalos como o roubo bilionário a aposentados e pensionistas do INSS e o caso de Lulinha.

A assessoria de imprensa do STF ressaltou para o Diário do Poder que seus ministros cumprem agenda institucional e participam regularmente de solenidades, cerimônias sociais e eventos públicos abertos a diversos convidados do meio jurídico, político e da sociedade civil.

“Os registros fotográficos foram na posse do ministro Zanin no STF, evento público no qual é costumeiro que os ministros atendam a solicitações de fotos. No caso do ministro Flávio Dino, a foto é de 2022, quando o ministro não exercia função pública. Ele atendeu a um pedido de foto em um aeroporto, como acontece cotidianamente”, esclareceu a assessoria do Supremo.

Ministério da Saúde

No feed de Luchsinger é possível encontrar a lobista com a ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade (demitida em contexto de desgaste político) e seu então secretário-executivo da pasta, Swedenberger Barbosa, que é o atual chefe de gabinete adjunto de Lula.

Conhecido como Berger, ele é citado na investigação como alvo de uma suposta articulação conjunta da lobista com Lulinha, com objetivo de fechar contrato de R$ 626 milhões com uma empresa de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pelo roubo bilionário a aposentador e pensionistas.

Nesta semana, o senador Carlos Viana, que presidiu a CPMI do INSS pediu que o Plenário do Senado convoque o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para explicar se o lobby de Luchsinger junto ao Ministério resultou em contratos.

O ministro aparece em fotos com a lobista. E sua pasta não respondeu ao Diário do Poder sobre eventuais reuniões, seus participantes, articuladores, além de empresas, projetos e possíveis processos e recursos envolvidos no lobby atribuído à lobista amiga de LulinhaA reportagem também pediu posicionamento de Luchsinger. E está à disposição para manifestações de qualquer pessoa mostrada na matéria nas postagens da lobista.

Diário do Poder

Mais mentiras de Lula no ‘JN’: PIB, déficit fiscal, INSS, fome…

Ele chegou a dizer até que haverá superávit de 01,1%, mas o rombo já passa dos R$140 bilhões. Lula (PT) não mentiu apenas sobre a lobista Roberta Luchsnger, sócia do seu filho Lulinha em negócios milionários que estão sob investigação da Polícia Federal, realizados ou articulados em seu governo. Ele mentiu também ao citar números e dados da economia.

Lula afirmou que o PIB só voltou a crescer 3% ou mais depois que ele retornou à Presidência, em 2023. É falso. O IBGE registra crescimento de 3,9% em 2011 e 3% em 2013 (governo Dilma) e de 4,8% em 2021 e 3% em 2022 (governo Bolsonaro).

Outra mentira de Lula foi afirmar que “herdou” um “déficit fiscal de 2 ,8%” e que “o orçamento desse ano” terá “superávit primário de 0,1%”. Na verdade, o governo anterior, de Jair Bolsonaro PL), entregou um superávit, com dinheiro em caixa. E, este ao, o rombo ou “déficit fiscal” já passou dos R$140 bilhões em doze meses, segundo dados do próprio Tesouro Nacional.

Diário do Poder

 

No Brasil de hoje estudar direito não é suficiente: Conhecer a lei não significa saber como ela será aplicada

No passado, ser advogado era motivo de respeito. No passado, o jovem estudava as leis, conhecia a jurisprudência, concluía a faculdade, pagava a sempre presente taxa do Exame da OAB e, depois de aprovado, conseguia prever com alguma segurança o provável resultado de uma ação. Hoje, essa previsibilidade está desaparecendo.

Desde os primeiros anos da faculdade, o estudante de Direito aprende a consultar o Vade Mecum, obra que reúne a Constituição Federal, os códigos e as principais leis brasileiras. O problema é que ainda não inventaram um Vade Mecum capaz de antecipar qual interpretação os tribunais superiores darão a essas leis — nem por quanto tempo ela permanecerá válida.

A jurisprudência deveria orientar a aplicação do Direito, permitindo que situações semelhantes recebessem soluções igualmente semelhantes. Isso proporcionaria segurança jurídica ao cidadão e ofereceria ao advogado uma base confiável para fundamentar ações e defesas. Entretanto, entendimentos antes considerados consolidados podem ser modificados, superados ou reinterpretados. Com isso, aquilo que ontem parecia certo amanhã poderá deixar de ser.

Há, porém, uma preocupação ainda mais grave. A insegurança jurídica não surge apenas das mudanças naturais de interpretação da lei. Ela se torna muito mais perigosa quando decisões aparentam receber influência de conveniências políticas, preferências ideológicas ou da identidade das pessoas envolvidas.

A Justiça deveria analisar os fatos, as provas, a legislação e o desenrolar do processo. Entretanto, cresce na sociedade a percepção de que, em determinados casos, alguns tribunais parecem observar primeiro quem são as partes para somente depois escolher qual interpretação será aplicada.

É evidente que processos diferentes podem exigir soluções diferentes. O que não pode existir é uma lei rigorosa para adversários, tolerante para aliados e ajustável conforme a importância política, econômica ou institucional dos envolvidos. Quando a mesma norma produz resultados opostos, não pelas diferenças existentes nos autos mas pela aparente conveniência em torno das partes, deixa de haver apenas divergência jurídica. Surge a suspeita de uma Justiça seletiva.

Essa crítica, evidentemente, não se dirige aos magistrados que cumprem a lei com independência, equilíbrio e respeito ao devido processo legal. Esses profissionais ainda sustentam a credibilidade do Judiciário. A crítica se volta aos julgamentos nos quais a interpretação parece ultrapassar os limites da lei, permitindo que convicções políticas ou ideológicas ocupem o lugar que deveria pertencer exclusivamente aos fatos, às provas e ao texto legal.

Um exemplo marcante da crescente instabilidade jurídica ocorreu com a chamada “REVISÃO DA VIDA TODA”. Em 2022, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a possibilidade dessa revisão para determinados aposentados. Milhares de segurados recorreram à Justiça confiando na decisão da mais alta Corte do país. Posteriormente, ao julgar outras ações, o próprio STF adotou entendimento diferente e superou a tese anteriormente aprovada. Processos foram afetados, expectativas foram frustradas e até decisões definitivas passaram a ser questionadas por meio de ações rescisórias.

O trânsito em julgado continua existindo e permanece fundamental. Contudo, quando até uma decisão considerada definitiva pode ser desconstituída em razão de uma interpretação posterior, é inevitável que o cidadão passe a desconfiar da estabilidade do sistema. Estudar Direito continua sendo indispensável. O problema é que conhecer a lei já não basta.

O advogado precisa acompanhar diariamente novas decisões, mudanças de entendimento e interpretações capazes de alterar completamente o rumo de um processo. Em determinadas situações, precisa conhecer não apenas os fatos e as leis, mas também tentar prever como o tribunal enxergará as pessoas envolvidas. Quando a interpretação se torna mais importante do que o texto da lei — e a identidade das partes parece mais relevante do que aquilo que está nos autos —, o advogado deixa de trabalhar apenas com o Direito. Passa a trabalhar também com a imprevisibilidade.

E uma Justiça considerada seletiva perde justamente aquilo que deveria proteger acima de tudo: A confiança do cidadão em sua imparcialidade.

Jayme Rizolli

Jornalista

 

Os ministros de Lula que frequentavam a mansão de Roberta Luchsinger, companheira de crimes de Lulinha

Uma reportagem publicada nesta sexta-feira (28) pela Revista Veja apresenta alguns dos ministros de Lula que eram habituais frequentadores da mansão da lobista Roberta Luchsinger, a mulher que Lula teve ontem a cara de pau de dizer no JN, que não a conhecia.

A revista mostra também como era a estratégia utilizada pela lobista:

“Segundo a PF, a lobista Roberta Luchsinger, famosa pelas relações de amizade com petistas, era a parte visível da engrenagem. Ela captava clientes interessados em fazer negócios com o governo, usava sua extensa rede de contatos para se aproximar de certas autoridades e, quando algo dava errado ou surgia algum tipo de obstáculo, lançava mão de seu principal trunfo: o filho do presidente.”

Na sequência, a reportagem cita alguns petistas que frequentavam mansão:

“Entre outros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, o ex-chefe de gabinete do presidente da República Marco Aurélio Santana, o Marcola, e o atual chefe adjunto do gabinete presidencial Swedenberger Barbosa, o Berger, além de Lulinha, dos irmão Kalil e Fernando Bittar, sócios do primogênito.”

Jornal da Cidade Online

Lula: Que culpa tenho eu, se meu filho Lulinha é o Ronaldinho dos negócios

Alvo da CPMI do INSS, Fabio Luiz Lula da Silva deixou o país logo após o início das investigações, em 2025, fixando residência na Espanha. O advogado Fabio Pagnozzi e o jornalista Oswaldo Eustáquio descobriram o paradeiro do herdeiro de Lula, em um condomínio de luxo em Madri e fizeram um vídeo direto do local.

“O aluguel é de R$ 30 mil por mês e o lugar é de luxo, tem até piscina panorâmica. Os apartamentos têm cerca de 250 metros quadrados, de 3 a 5 quartos, na área de La Moraleja, a mais cara de Madrid”, afirmou o jornalista. 

Como Lulinha banca todo esse luxo? Ninguém sabe.

Entre os moradores ilustres do bairro estão Vini Júnior e Rodrygo Goes, estrelas do Real Madrid. O ator Richard Gere também tem uma casa em La Moraleja. Vale lembrar que Quaquá, vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, no Rio de Janeiro, chegou a afirmar que Lulinha vivia em ‘condições precárias’ na Espanha.

“Imagina, um presidente que está há três mandatos, se os filhos tivessem cometido ilicitudes, hoje era para esse cara estar rico”, disse Quaquá em entrevista ao site Poder360.

Em 2002, um ano antes do petista ganhar a eleição, Lulinha ganhava R$ 600 como monitor do Zoológico de São Paulo. Em 2006, Lula foi questionado sobre o aporte milionário de cerca de R$ 5 milhões feito pela empresa de telefonia Telemar (depois incorporada pela Oi) na Gamecorp, empresa de jogos e conteúdo digital da qual Lulinha era sócio. E foi aí que ele soltou a frase célebre:

“Que culpa tenho eu se meu filho é o Ronaldinho dos negócios?”, comparando o talento do filho ao do jogador de futebol.

Pelo visto, Lulinha, de acordo com a expressão e naturalmente pelo acompanhamento de Lula, o filho continua prosperando.

Jornal da Cidade Online