Lula foi reeleito com 51,7% dos votos, em virada para 4º mandato. O STF atropelou o TSE

Flávio Bolsonaro (PL) registrava 48,25% quando a vitória foi reconhecida com cerca de 99% das urnas apuradas. Sob um cenário de crise institucional e de questionamentos sobre a segurança jurídica de decisões da cúpula da justiça do Brasil, o presidente Lula (PT) foi reeleito com cerca 51,76% dos votos válidos, no 2º turno deste domingo (25).

Em uma virada histórica em disputas presidenciais no Brasil, Lula também conquistou o feito inédito de um quarto mandato na Presidência da República. Seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrava 48,2%, quando a vitória foi reconhecida com cerca de 99% das urnas apuradas.

O resultado ocorre no dia em que a Justiça Eleitoral foi atropelada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu em mais duas horas o horário de votação. O adiamento ocorreu a pedido de Lula, que denunciou falhas no transporte público em diversos estados. E foi determinado pelo ministro Cristiano Zanin, nomeado pelo petista para o STF, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ultrapassar o horário da votação sem decidir sobre o pleito do petista.

Após Lula pedir que a votação fosse estendida nos estados Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima, Flávio Bolsonaro também chegou a solicitar que o TSE prorrogasse o horário da votação, para São Paulo, Paraná e Santa Catarina, com o argumento de que haveria problemas de acesso às urnas, por causa de temporais.

O TSE foi atropelado pela decisão de Zanin, às 17h01, quando muitas das sessões já haviam encerrado a recepção de votos. E o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acatou a decisão do STF, após quase uma hora de indefinição nos tribunais regionais eleitorais do Brasil.

Diário do Poder

Roberto Freire classifica de ‘golpe de Estado’, o ministro Zanin prorrogar votação a pedido de Lula

O ex-ministro da cultura, ex-senador e ex-deputado federal, além de experiente político, diz que a decisão usurpa a competência constitucional do Tribunal Superior Eleitoral. O ex-senador, ex-deputado e ex-ministro da Cultura Roberto Freire (Cidadania), um dos políticos mais experientes do Brasil, classificou como “golpe de Estado” a decisão monocrática do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação do segundo turno das eleições de 2026 até as 19h (horário de Brasília) em todo o País.

Em postagem na rede social X neste domingo (25), Freire afirmou que a medida — tomada a pedido da coligação do presidente e candidato à reeleição Lula (PT) — “usurpa a competência constitucional do Tribunal Superior Eleitoral” e configura golpe. O político ainda acusou Zanin de cometer “evidente crime de responsabilidade”.

Para Roberto Freire, a decisão de Zanin “gera um clima próprio para um golpe de estado promovido por uma decisão monocrática e usurpadora da competência constitucional do TSE”, reiterou.

A decisão de Zanin atendeu a pedido de urgência protocolado pela coligação petista, que apontou redução significativa da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores em diversos municípios, com destaque para Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas (BA), além de São Paulo e outras capitais. Na capital baiana, a Justiça Eleitoral chegou a determinar a prisão do secretário municipal de Mobilidade. O pedido inicial se referia a localidades específicas, mas Zanin estendeu a prorrogação para todas as seções do Brasil.

Pouco depois, o ministro esclareceu que a prorrogação vale apenas para as seções em que as urnas eletrônicas ainda estavam abertas no momento da decisão. Nas que já haviam sido fechadas, os votos serão computados e totalizados normalmente, sem possibilidade de reabertura dos equipamentos. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, emitiu ofício orientando os Tribunais Regionais Eleitorais no mesmo sentido: as seções ainda abertas devem permanecer em funcionamento até as 19h.

A decisão provocou confusão operacional em vários estados. Parte das seções já havia encerrado a votação, impresso boletins de urna e iniciado o processo de transmissão quando a ordem chegou, inclusive no Distrito Federal e em Santa Catarina. A apuração nacional foi pausada temporariamente. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado extensão de horário ao TSE em municípios afetados por chuvas e alagamentos, mas de forma mais restrita.

A medida monocrática de Zanin — indicado ao STF pelo próprio Lula — gerou críticas de interferência na competência da Justiça Eleitoral. Integrantes do TSE manifestaram irritação com o que consideram sobreposição de atribuições, especialmente porque a decisão saiu muito próxima ou após o horário legal de encerramento (17h). Freire, político com longa trajetória (foi constituinte, candidato a presidente em 1989 e ministro da Cultura no governo Temer), reforçou essa linha ao classificar o ato como usurpação de competência e crime de responsabilidade.

Até o fechamento desta reportagem, não havia posicionamento oficial do STF ou de Zanin sobre a acusação de Freire. A prorrogação limitada às urnas ainda abertas e a orientação do TSE buscam minimizar os efeitos práticos da decisão tardia, mas o episódio alimenta o debate sobre o equilíbrio entre a garantia do direito de voto e a autonomia da Justiça Eleitoral no dia do pleito.

Diário do Poder

 

Ministro Zanin, do STF atropela o presidente TSE Nunes Marques e faz “intervenção” na eleição

É inacreditável o que está acontecendo. Cristiano Zanin, ministro do STF nomeado por Lula de quem advogado, monocraticamente prorrogou a votação em todo o país por mais duas horas (até às 19h). O problema é que – como a decisão saiu após às 17h, milhares de urnas já haviam sido lacradas e a apuração de votos começado.

O senador Rogério Marinho, líder da campanha de Flávio Bolsonaro, se revoltou, diante de uma decisão tomada quando o horário da votação estava sendo encerrado, o que causou muita indignação e suspeitas, observando-se que nestas eleições foram inúmeras as interferências do STF no TSE sempre em favor da candidatura de Lula. A revolta do senador é decorrente de que a vitória de Flavio Bolsonaro é a expressão da vontade popular   

“Impressionante o nível de intervenção de alguns ministros do STF, espero sinceramente que o bom senso prevaleça e qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia e da vontade popular, afirmou o senador Rogério Marinho”.

          A decisão do STF atropelando o TSE, lembra uma frase que ficou bastante conhecida de autoria do ministro aposentado Luiz Roberto Barroso:  “Eleição não se ganha. Se toma.

Jornal da Cidade Online

Ministro do STF nomeado por Lula, de quem foi advogado, ‘atropela’ o TSE e prorroga votação

Presidente do TSE estava prestes a decidir sobre o assunto quando foi “atropelado” pelo STF. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que foi nomeado por Lula (PT) para o cargo após anos atuando como seu advogado pessoal, determinou nos minutos finais de votação, neste domingo, a sua  prorrogação até as 19h, horário de Brasília, em todo o território nacional. A decisão atropela as prerrogativas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cujos presidente Nunes Marques aguardava manifestações das partes interessadas para decidir sobre o assunto.

A decisão, proferida em caráter de urgência, atendeu a pedido apresentado pela campanha de Lula (PT), claro. A solicitação alegava supostas dificuldades de transporte de eleitores, especialmente em municípios da Bahia, como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, onde houve relatos de retenção de ônibus e problemas no deslocamento aos locais de votação.

Na fundamentação, Zanin afirmou que os fatos chegaram ao conhecimento do STF por volta das 16h32 e reconheceu a “gravidade” e a “urgência evidente” da medida. Ele determinou a ampliação de duas horas no horário de encerramento das urnas em todas as seções eleitorais do país, cabendo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a execução da ordem.

O ministro, indicado ao STF por Lula em 2023 e que atuou como advogado do petista nos processos da Operação Lava Jato, recebeu a relatoria do pedido após sorteio eletrônico. A campanha de Lula havia protocolado solicitações sucessivas, inicialmente restritas a algumas cidades e, posteriormente, ampliadas para o âmbito nacional.

Paralelamente, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também apresentou pedidos de prorrogação, embora restritos a municípios de estados como São Paulo, Santa Catarina, Paraná e outros, justificando condições climáticas e dificuldades de acesso. A decisão de Zanin, contudo, abrangeu todo o Brasil e foi baseada no requerimento da coligação do petista.

A medida ocorre em meio ao segundo turno da disputa presidencial e gera debates sobre a competência do STF para intervir em questões de organização eleitoral, normalmente afetas ao TSE, e sobre o histórico de proximidade entre o relator e o candidato que solicitou a medida.

Diário do Poder

Lobista de Lulinha declara voto em Bolsonaro e diz que Lula não tem condições para dirigir o Brasil

“Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país”, diz amiga de Lulinha. Roberta Luchsinger declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ela afirmou neste domingo, 25, em publicação no Instagram, que Lula não tem mais condições de comandar o país.

“Na minha avaliação, Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país diante dos desafios que temos pela frente. É hora de renovação, de novas ideias e de uma política que olhe para o futuro, em vez de permanecer presa às disputas do passado”, escreveu em publicação no Instagram.

Voto em Flávio

Luchsinger disse que votou nulo no primeiro turno e escolheu Flávio no segundo. 

“No primeiro turno, votei nulo. Neste segundo turno, decidi votar em Flávio, 22, com a esperança de que o Brasil possa iniciar um novo ciclo.”

Segundo ela, o país precisa reduzir a polarização.

“Meu voto foi consciente. Minha esperança é por um Brasil que avance, que una e ofereça oportunidades a todos”, afirmou.

A lobista foi citada por Flávio durante o debate da TV Globo na sexta-feira, 23. O senador mencionou o nome dela ao tratar de suspeitas envolvendo o entorno do presidente Lula.

Investigação da PF

A Polícia Federal investiga Luchsinger e Lulinha no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

A investigação busca esclarecer possíveis relações entre os envolvidos e o esquema.

Luchsinger foi alvo de busca e apreensão no fim de 2025. Desde então, a PF passou a apurar suspeitas de que ela atuava como intermediária para facilitar o acesso de empresários a órgãos do governo federal.

O Antagonista

EUA abrem escritório antinarcóticos no Paraguai e o tráfico para o Brasil mudará de rota

Pacote de US$ 11,75 milhões foi anunciado após visita de Christopher Landau a Assunção. Os Estados Unidos vão instalar em Assunção um escritório do Bureau de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL), do Departamento de Estado, que será o polo regional de programas de segurança no Cone Sul. O anúncio foi feito após a visita do subsecretário de Estado, Christopher Landau, ao Paraguai, entre 19 e 21 de outubro. Em nota, a pasta descreveu os investimentos como uma alternativa “confiável e transparente” ao que chamou de “financiamento predatório de concorrentes estratégicos”, sem citar países.

O que foi acordado

Interceptação aérea: Landau e o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, assinaram em 19 de outubro o Acordo de Assistência para Interceptação Aérea. O texto prevê troca de dados de radar e de inteligência e assistência técnica para monitorar aeronaves civis suspeitas, principalmente as ligadas a rotas do narcotráfico. As decisões de interceptação seguem a lei paraguaia, e o acordo só entra em vigor após troca de notas diplomáticas.

Recursos: US$ 5,5 milhões para combater o financiamento do terrorismo, reforçar a segurança de fronteiras e a análise de provas digitais, e US$ 6,25 milhões para o combate ao crime organizado transnacional, num total de US$ 11,75 milhões.

Contraterrorismo: um assessor será enviado a Assunção, posto que o Departamento de Estado descreve como o primeiro desse tipo na região.

Fronteiras: foi assinado também um memorando de intenção para implantar o sistema PISCES, de verificação de passageiros e gestão de fronteiras.

O presidente paraguaio, Santiago Peña, viajou a Washington para encontros com o diretor da CIA, John Ratcliffe, e com outras autoridades de segurança.

Contexto regional

O Escudo das Américas foi criado em março de 2026, por iniciativa do presidente americano, Donald Trump, e reúne os EUA e outros 14 países. Em setembro, o grupo propôs sanções coletivas contra 24 organizações criminosas, entre elas o PCC e o Comando Vermelho.

Diário do Poder

Campanha expôs o envolvimento político no TSE interferindo na eleição

As eleições de 2026, sobretudo as presidenciais, entram para a História pelo protagonismo exacerbado, com notas de engajamento político, da maioria governista do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) do “TSE paralelo”, de prontidão para desfazer decisões que desagradem o candidato à reeleição. Foi Lula quem escolheu a dedo e nomeou 4 dos 7 ministros do atual TSE, que fizeram a oposição quase esquecer do engajamento do TSE de 2022. Ministros assumiram protagonismo maior que os próprios candidatos.

Sintonia fina

A bancada governista no TSE não desapontou quem nomeou seus integrantes e se tornou talvez o maior suporte da campanha de Lula.

Ministro contra ministro

Ministros lulistas dispensaram o “TSE paralelo” de atuar, neutralizando de véspera até decisões não tomadas do presidente da corte.

Zagueiros em ação

Nesta sexta, ministro lulista anulou eventual suspensão do grupo lulista de Whatsapp, grande aposta de Lula no 2º turno, que difunde fake news.

Isonomia enterrada

Governista levou em média 67 dias para decidir demandas da oposição, com demora de até 230 dias, e poucas horas para atender aos petistas.

Coluna do Claudio Humberto

 

Lula tentou vergonhosamente a maior compra de votos da história para vencer a eleição

Faltando poucos dias para o segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva abandonou qualquer disfarce e transformou o governo em uma verdadeira máquina de distribuição de benesses eleitoreiras. O pacote de medidas anunciadas na reta final da campanha já chega a R$ 298,4 bilhões, segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado. É o maior esforço de compra de votos visto em décadas — e o preço será pago por todos os brasileiros, com mais dívida, mais impostos e mais inflação, conforme afirma o deputado federal recém-eleito Gustavo Victorino:

“A desfaçatez das medidas eleitoreiras tomadas há duas semanas das eleições no segundo turno mostra que o limite entre a ética e a vergonha na cara se foi com corda e tudo. Um eleitorado cabrestado e ignorante aplaude medidas sem o mínimo conhecimento do que elas custam para ele mesmo.

A militância transcendeu a razão e a decência, hoje se criou um exército de zumbis que mais parecem personagens de filmes vagando sem rumo e sem compreensão do mundo que os cerca.

A política brasileira apodreceu, se corrompeu e hoje vive do discurso fácil e da irresponsabilidade gerencial sempre coberta pelo aumento da carga tributária e o discurso canalha de distribuição de renda. Isso tem um nome: ‘extrema esquerda corrupta e corruptora’, o que acabou virando o apelido do Brasil pelo mundo”, lamentou.

A longa lista de medidas para ‘virar voto’

Os Ministérios da Fazenda, Planejamento e Orçamento, e de Minas e Energia anunciaram, na sexta-feira (9/10), que o governo irá zerar os impostos federais sobre a gasolina por um mês. Ainda segundo o governo, os novos anúncios terão um custo de R$ 5,2 bilhões para as contas públicas. Vale lembrar que, em 2022, no governo Bolsonaro, ministros do TSE consideraram crime diminuir preço de combustível em ano eleitoral. Mais uma vez, dois pesos, duas medidas. Os repasses do Bolsa Família de outubro começaram a ser depositados nas contas dos beneficiários na segunda-feira (19/10), seguindo os reajustes realizados pelo governo federal em meados de setembro. Ao invés de terminar no dia 30 de outubro, os depósitos foram unificados para terminarem já na quarta-feira (21/10), às vésperas do segundo turno das eleições, que acontecem no domingo (25/10). Detalhe importante: Durante os 4 anos de seu governo, Lula ignorou completamente o valor do Bolsa Família, reajustando somente agora. Quando questionado, o petista afirmou que não sabia que o valor ainda era o mesmo desde agosto de 2022.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o custo da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir da folha de outubro, e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027. O Senado Federal aprovou, na quinta-feira (15/10), o Projeto de Lei Complementar (PLC) que amplia o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), aumenta a possibilidade de contratação de funcionários e perdoa dívidas de microempreendedores inadimplentes. A iniciativa pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de empreendedores com débitos junto à União, eliminando dívidas que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões. O projeto de lei complementar que prevê o perdão de dívidas terá impacto fiscal de R$ 3,04 bilhões entre 2027 e 2029.

Ainda na esfera do MEI, o governo Lula lançou o PIX MEI, uma transferência direta de renda para estruturar a atividade econômica. Trata-se de um capital semente de até R$ 5.000,00 depositado diretamente para o microempreendedor investir no aumento da sua produtividade. Diferente das linhas de crédito bancárias comuns, o Pix MEI não é empréstimo nem financiamento: o recurso é não reembolsável (a fundo perdido), o que significa que o trabalhador não precisará devolver o dinheiro e nem pagar juros. E quem vai pagar essa conta? Fica a pergunta. Para o advogado Enio Viterbo, as medidas deveriam ter sido coibidas pelo Tribunal Superior Eleitoral ou pelo Tribunal de Contas da União:

“Só que na composição atual do Tribunal Superior Eleitoral, os ministros André Mendonça e Kássio Nunes Marques não têm força suficiente para frear essas medidas, porque pelas mudanças que ocorreram naquele tribunal, eles ficaram sem a maioria necessária para coibir esse tipo de atitude do presidente Lula, que agora goza de maioria na corte.

Então o Tribunal Superior Eleitoral provavelmente não vai tomar as medidas necessárias para poder inclusive punir a chapa do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que deveria sofrer uma série de sanções eleitorais por causa de todas essas medidas que ele está tomando ao arrepio da lei e da Constituição”, ressaltou.

E não para por aí… Lula também anunciou a proposta de criar o programa Pé-de-Meia Universitário, voltado a estudantes do ensino superior, com pagamentos de R$ 700 por mês durante dez meses do ano e uma poupança adicional de R$ 2.500 anuais. Em vídeo gravado ao lado de universitários, Lula afirmou que a proposta está sendo preparada para o próximo governo e que, ao final de uma graduação de quatro anos, o estudante poderá acumular R$ 10 mil para iniciar a vida profissional. O custo estimado da ‘bondade’ gira em torno de R$ 4,6 bilhões por ano. O deputado federal Gilson Marques fez duras críticas às medidas e lembrou que, antes do primeiro turno, Lula já tinha proibido bet que ele mesmo autorizou e anunciou caneta emagrecedora no SUS.

“Agora o que ele está fazendo no 2° turno fez o 1° parecer pouca coisa:

1- Anunciou o “pé-de-meia” universitário. O Brasil não consegue alfabetizar e ensinar matemática, mas vai conseguir desembolsar 40 mil reais por graduando de curso superior…

2- Pix de 5 mil para os MEIS. Em vez de atualizar o faturamento do Simples, o governo falou que vai o “Pix Mei de 5 mil reais”. Sim, o governo acha que vai comprar o voto do eleitor com o seu próprio dinheiro, pior, com a promessa de gastar o seu próprio dinheiro, pois até agora ficou só na conversa.

3- Tarifa zero no transporte público fim de semana. Lula quer que você passeie agora que tem 2 dias de descanso. Só tem um problema: ninguém tem dinheiro para descansar. 40 milhões de brasileiros precisaram entrar na “economia do bico” para complementar a renda. Em vez de baixar impostos para o trabalhador ter poder de compra e adquirir um automóvel, ele quer que você fique sem dinheiro, dependendo do governo até para se locomover.

A conta de todas as medidas populistas para Lula tentar se reeleger já passa de R$ 300 bilhões. Não tem condições deste governo continuar. Ninguém aguenta mais. Por isso no domingo dia 25, eu voto 22!”, afirmou.

Sem apoio da mídia

E a velha imprensa parece que soltou a mão de Lula de vez… O Estadão classificou a ofensiva de medidas de uma verdadeira “orgia eleitoral”:

É impressionante a desfaçatez com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem usado a máquina pública para impulsionar suas chances de reeleição. Faltando exatos 12 dias para a disputa eleitoral, o petista anunciou que perdoará as dívidas tributárias dos microempreendedores individuais (MEIs). É compra de votos descarada, como todas as medidas populistas anunciadas por Lula na reta final da campanha.

E, certamente, não vai parar por aí. Até o dia 25 de outubro, data do segundo turno, Lula decerto distribuirá mais dinheiro para se manter competitivo, independentemente do custo e do mérito das medidas.

O caso dos MEIs é particularmente escandaloso. Trata-se de um regime simplificado de tributação extremamente vantajoso para quem adere, mas um fracasso enquanto política pública. Sua intenção inicial era formalizar pequenos negócios e trabalhadores de baixa renda. Na prática, o MEI incentivou a migração de regime por empresas que já existiam e a “pejotização” de profissionais qualificados que antes trabalhavam como celetistas, tudo para pagar menos impostos.

Já A Folha de São Paulo reconheceu que Lula “perdeu os pruridos” no uso da máquina pública:

Sob o risco de uma derrota que pode antecipar o fim de sua carreira política, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou qualquer prurido no uso da máquina pública em favor de sua candidatura. A desordem orçamentária que promoveu com medidas eleitoreiras já soma R$ 290 bilhões neste ano e no próximo —um legado amargo para a futura administração.

Só no Orçamento de 2027, ainda em discussão no Congresso, será necessário fazer ajustes imediatos de quase R$ 40 bilhões em despesas primárias (não financeiras), dada a enxurrada de benesses na reta final da campanha.

Enquanto o TSE se omite e o governo gasta sem freio, o Brasil afunda ainda mais na dívida pública, que já supera 82% do PIB.

Nesta edição, o leitor terá acesso a artigos que analisam o estrago que as ‘benesses’ de Lula deixarão para o próximo governo — seja ele qual for. Porque, no final, quem paga a conta da compra de votos nunca é o candidato. É sempre o povo que, ingenuamente, ainda acredita estar ganhando coisas ‘de graça’.

Jornal da Cidade Online

 

Filho de Lula fez turismo de hiper-luxo nos Alpes suíços pago por lobista investigada

Diária de Lulinha custou R$133 mil em um complexo de chalés privativos em Crans-Montana com estadia de R$1,5 milhão. O dinheiro para ostentações foi dos aposentados do INSS e outras roubalheiras bem inerentes ao governo Lula e o PT.  A revista Veja revelou nesta sexta-feira (24) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT), realizou viagens de alto padrão aos Alpes suíços e franceses entre 2024 e 2025, com custos bancados pela lobista Roberta Luchsinger. Os registros constam de material apreendido pela Polícia Federal no celular de Luchsinger e integram inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Segundo a reportagem de Robson Bonin, Lulinha, sua esposa Renata Moreira e familiares se hospedaram nos primeiros meses de 2025 no Ultima, complexo de chalés privativos em Crans-Montana, nos Alpes suíços. As diárias no local ultrapassam 22 mil francos suíços (R$133 mil). O refúgio oferece spa de mil metros quadrados, piscina externa aquecida, cinema particular, chef com experiência em cozinhas Michelin, mordomo, motorista e serviços personalizados. Fotos e vídeos mostram ainda o uso de jatos privados, instrutores exclusivos de esqui, equipamentos de neve e consumo de champanhe na neve.

Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, teria indicado o destino ao grupo. A estadia nos Alpes suíços foi estimada em cerca de R$1,5 milhão. Em 2024, Luchsinger também bancou uma temporada em Courchevel, nos Alpes franceses, destino frequentado por ultraricos. Fontes da investigação apontam que só as viagens detalhadas na reportagem somam mais de R$ 2 milhões.

Para investigadores, o principal “produto” oferecido por Luchsinger em sua atividade de lobby era o acesso a Lulinha e aos benefícios que o filho do presidente poderia proporcionar a empresários interessados em influenciar a gestão federal. A empresária já declarou disposição de negociar delação premiada para relatar o que viu e ouviu nos últimos anos de governo.

O episódio ganha relevância política porque Lula afirmou publicamente não conhecer Luchsinger e a classificou como “pilantra”. A lobista, por sua vez, respondeu chamando o presidente de covarde, mentiroso e misógino. Lulinha, que mantém relação antiga de amizade com a empresária — anterior ao atual mandato de Lula, segundo ela —, permanece na Espanha enquanto a PF avança nas apurações sobre possível tráfico de influência. A reportagem destaca que apenas Luchsinger sofreu buscas até o momento.

As revelações se inserem em um conjunto mais amplo de apurações da Polícia Federal sobre a relação entre Lulinha e Luchsinger, que incluem outras viagens internacionais de luxo (como à Escandinávia para ver a aurora boreal, com orçamento superior a R$ 1,8 milhão) e suspeitas de intermediação de interesses privados no governo. O material documentado nos Alpes, segundo a Veja, contrasta com o discurso de “pai dos pobres” do presidente em plena campanha eleitoral de 2026.

Veja destaca que as imagens e registros estavam “escondidos no inquérito que tramita a passos lentos no STF”. Não há, até o momento, condenação ou indiciamento formal de Lulinha ou Luchsinger especificamente por essas viagens, que a defesa tem caracterizado como deslocamentos privados entre amigos.

Diário do Poder

Na casa do inimigo com cenário adverso, a vitória incontestável no debate do melhor candidato

*Por Victor Vonn Serran

É preciso entender que todo o cenário desse debate foi montado para que Lula tivesse vantagens que não teve no debate anterior. Mesmo assim Flávio se saiu melhor, mostrou menos nervosismo e conseguiu passar confiança ao eleitorado. Lula vai se arrepender de chamar o “Gugo”.

Essa era a última oportunidade de esperança de uma virada impossível. A voz de Lula, suas irritações e essa soberba de dizer que foi melhor em tudo enterra de vez qualquer possível chance. Tarcísio preparou Flávio com serenidade, e ele em território inimigo se saiu muito bem.

Para quem sentiu saudade das mitadas, o DNA gritou e Lula ouviu mais do que não queria. Foi o duelo do dinossauro analógico contra o candidato digital.

Victor Vonn Serran

Articulista