Lobista Roberta Luchsinger custeou viagem milionária de Lulinha com dinheiro do pagador de impostos

Planejamento e gastos com hospedagens de alto padrão, seis dias de esqui, além de serviços de chef e mordomo. A lobista Roberta Luchsinger teria organizado e custeado uma viagem de luxo de R$ 1,868 milhão para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e familiares, em janeiro de 2025. O roteiro tinha como objetivo acompanhar a aurora boreal e passou por países da Escandinávia e pela Suíça. As informações constam de um orçamento localizado pela Polícia Federal no celular de Roberta. As informações são da jornalista Malu Gaspar, do O Globo. O documento detalha gastos com hospedagens de alto padrão, seis dias de esqui, além de serviços de chef e mordomo. O custo estimado foi de R$ 266,8 mil por pessoa. O roteiro foi organizado por Roberta com auxílio da agência de viagens TTW, onde atua Marina Mantega, filha do ex-ministro Guido Mantega. Segundo mensagens obtidas pela PF, a lobista pagou R$ 339 mil de sinal em outubro de 2024 para fechar o pacote.

Durante a viagem, o grupo ficou hospedado no hotel HUUS Gstaad, nos Alpes suíços. Em janeiro de 2025, Roberta também acionou a agência para fretar um jatinho entre a Suíça e Estocolmo, na Suécia, por R$ 220,8 mil. Com esse custo adicional, o valor total da viagem teria ultrapassado R$ 2 milhões.

O material integra uma investigação sigilosa conduzida pela PF e relatada no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Flávio Dino. Os investigadores apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e Roberta, inclusive em tratativas relacionadas à empresa Unigel e à Petrobras. A PF também investiga a atuação dos dois em assuntos de interesse de uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, junto ao Ministério da Saúde.

A defesa de Lulinha afirma que ele não cometeu nenhum crime e que prestará esclarecimentos às autoridades. Também criticou o que classificou como divulgação seletiva e descontextualizada de elementos da investigação. O advogado de Roberta não se manifestou.

Diário do Poder

Fora Lula: Torcida do Flamengo tem 93% dos votos para Flávio

Até a Janja que não tem, digamos, um controle acurado das asneiras que profere tentou avisar ao velho salafrário – em público – que não era uma boa ideia atacar, debochar e ofender os times de futebol, especialmente no momento em que o gajo decretava a proibição das bets – casas de apostas – que vai tirar dos clubes 1 bilhão por ano de patrocínio. A medida foi mais uma das tentativas desesperadas do Lulismo para reverter sua queda que se acentua- diante de Flavio Bolsonaro.

Ao dar esse estupendo tiro no casco, Luladasilva parece não ter sido informado que, segundo pesquisa de julho, 22% dos brasileiros são torcedores do Flamengo. Só do Flamengo. Sem contar os outros times, uma parcela enorme da população agora irada com o despresidente. Numa enquete do perfil Sempre Flamengo no X, mais de 25 mil torcedores mostraram uma realidade dura e espantosa para lula: 93% declararam que votarão em Flavio Bolsonaro e apenas 7% em Luladasilva. Em 2023, quando regulamentou as bets, o desgoverno Lula, de olho na grana de arrecadação, parecia não enxergar nada do que enxerga hoje nas bets, comparadas hoje pelo oportunista a um ‘câncer’:

-geram um gasto familiar de 60 bilhões por ano

-causam endividamento e impacto em famílias de baixa renda e jovens.

-uso para lavagem de dinheiro e financiamento do crime organizado.

As bets são realmente uma praga, e pode-se concordar com esses argumentos, mas o objetivo pretendido por lula ao meter o louco e limar as apostas a nove dias das eleições certamente não deu certo e foi uma estupidez. Pior para lula, quando as pesquisas dos próximos dias – ainda não deu tempo para se avaliar os danos em sua campanha – refletirem a consequência de seu oportunismo e irresponsabilidade. O Congresso ainda deve avaliar e aprovar ou não a medida, mas ela entra em vigor imediatamente:

-Novos depósitos estão bloqueados

-Apostadores tem prazo até 5 de outubro para sacar a grana

-Sites e apps devem parar de funcionar em 6 de outubro

-85 autorizações dadas pelo desgoverno, que arrecadou 2,55 bilhões, serão extintas em 30 dias.

E Lula, naturalmente, não vai devolver essa grana.

Para se reeleger, Lula faz o diabo.

Só com essa medida, desfazendo o que fez em 2023, causa o fim de cerca de 15 mil empregos diretos ou indiretos, perda de arrecadação de cerca de 78 bilhões – estimados – até 2030, impacto negativo em empresas de publicidade e mídia, e, claro, a criação de uma enorme rede clandestina de apostas, além de outras consequências que serão sentidas a partir de 2027. Mas Lula, um imediatista irresponsável, está se lixando para o futuro, se não estiver nele. Joga o tudo ou nada. Já percebe, se seu estado de psicopatia permite, que estará fora a partir das eleições. Deixa, então, escombros para seu sucessor.

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

Para especialistas uso de Medida Provisória para proibir bets fere a Constituição

A escolha do governo federal de proibir as apostas de quota fixa, mais conhecidas como bets, por meio de uma medida provisória foi uma das justificativas apresentadas pelas empresas do setor para tentar derrubar a norma com uma ação no Supremo Tribunal Federal. Elas alegam que o artigo 62 da Constituição Federal impõe como um dos requisitos para a edição de uma MP a urgência, que não se verifica no caso.

De acordo com especialistas consultados pela revista eletrônica Consultor Jurídico, o argumento é correto, já que a luta contra os males sociais causados pelas bets não tem a urgência necessária para justificar o uso de uma medida provisória.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável acionaram nesta segunda-feira (28/9) o STF para derrubar a Medida Provisória 1.394, que altera a Lei 14.790/2023 para proibir as bets no Brasil. Segundo a constitucionalista Vera Chemim, o endividamento da população por causa das apostas já era um tópico debatido quando o setor foi regulamentado, o que elimina o caráter de urgência do tema.

“A medida provisória contém vício de inconstitucionalidade formal, cuja análise deve ser feita pelo Plenário do STF”, alegou a advogada. “A proibição abrupta prejudica as operadoras do ponto de vista financeiro justamente por ter caráter imediato, sem ter dado a oportunidade de se prepararem adequadamente para a finalização desse tipo de atividade.”

A mesma visão tem Henderson Fürst. O constitucionalista cita o efeito penal prejudicial (chamado de recriminalização in malam partem) que ocorre quando quem atua em uma atividade regulamentada por lei passa a cometer infração de uma hora para outra. 

“Como há evidentes impactos criminais, é um argumento forte que precisa ser apreciado pelo STF.”

Procurador do Espírito Santo e membro do Centro Integrado de Defesa do Consumidor, Leonardo Garcia diz ver fundamentos jurídicos relevantes para sustentar a tese de inconstitucionalidade da MP.

“O principal deles é a exigência de relevância e urgência para uma medida provisória. Embora eu concorde que as bets tenham de acabar por serem danosas para a sociedade, não houve fato novo que pudesse justificar uma medida provisória para proibi-las.”

Segundo Garcia, a medida também fere a segurança jurídica, a livre iniciativa e a ordem econômica. “Essa decisão causa um cenário de instabilidade jurídica porque havia contratos celebrados em um setor regulamentado.” O defensor público Felipe Kirchner, que coordena o núcleo de Defesa do Consumidor e de Tutelas Coletivas no Rio Grande do Sul, também prevê um cenário de instabilidade jurídica em razão da medida. “Em uma análise técnica, é possível proibir (as bets). Mas é preciso que isso seja feito com um tempo de adaptação. Como há contratos firmados entre bets e clubes, é possível que ocorram ações indenizatórias.”

Fonte: CONJUR

“Até a Máfia tem ética:” Disse Gilmar Mendes dentro do STF em defesa de Alexandre de Moraes

*Por Luiz Holanda

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), disse, durante uma sessão da Corte, em 15 de setembro passado, que “Até a Máfia tem ética”, criticando alguns colegas (Luís Fux e André Mendonça) por suposta exposição de outros magistrados quando há suspeitas de irregularidades. Considerando que um dos princípios éticos da Máfia é a Omertá, ou seja, o silêncio, a frase foi entendida como se o ministro estivesse exigindo que os colegas ficassem em silencio diante das acusações de corrupção no tribunal. Outro princípio da ética mafiosa é a lealdade acima da lei, consistente em acobertar os parceiros e protegê-los dos erros cometidos a qualquer custo. Consequentemente, todos teriam que ser leais uns com os outros. A frase do ministro foi dita durante um momento de forte tensão envolvendo discussões sobre relatórios da Polícia Federal (PF), sigilos e investigações, citando, inclusive, ministros e familiares em conluio com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Não contente com as agressões, Gilmar, extremamente nervoso, perdeu a compostura ao proferir impropérios contra o ministro André Mendonça. 

              A discussão ganhou destaque pelo tom agressivo de Mendes ao fazer uma referência à possibilidade de determinadas movimentações de Mendonça envolverem o Supremo em campanhas eleitorais. Mendonça interrompeu a manifestação do colega para contestar as agressões, pedindo que o seu nome não fosse utilizado daquela maneira na discussão, afirmando que não aceitava que suas decisões ou posicionamentos fossem apresentados como parte de uma estratégia eleitoral. 

             A reação de Mendonça expôs uma divergência que ultrapassou a discussão estritamente técnica que vinha sendo realizada. A troca de farpas entre os dois ministros chamou a atenção justamente pelo contraste com o protocolo normalmente observado nas sessões da Corte, que mesmo com as divergências naturais entre seus membros, os debates costumam seguir regras de manifestação e organização definidas pelo próprio tribunal: civilidade, prudência e uma certa ética na linguagem, impedindo os pronunciamentos vulgares e os ataques de baixo nível.

            Durante o episódio, Mendonça adotou uma postura de defesa de sua atuação e procurou separar suas decisões jurídicas de qualquer interesse político-eleitoral, aduzindo que suas posições deveriam ser avaliadas a partir dos argumentos utilizados nos processos, e não por associações com disputas eleitorais. Gilmar, por sua vez, manteve a postura agressiva durante a discussão, atacando o colega e exigindo dele o respeito institucional. 

             Chegou a insinuar que Mendonça deixasse o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).   A referência ao cenário político acrescentou uma dimensão eleitoral ao debate, evidenciando as diferenças de postura entre os dois magistrados. O debate foi noticia em vários jornais do mundo, como era de se esperar. Em Portugal, o jornal O Correio da Manhã noticiou o fato ressaltando que um pedido de vista suspendeu a sessão que julgava o “superjuiz brasileiro Alexandre de Moraes”, suspeito de ligações indevidas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Na Espanha, o jornal El Mundo noticiou que O superjuiz brasileiro Alexandre de Moraes está cada vez mais perto de ser investigado por seus colegas do Supremo Tribunal Federal (STF), na reta final de uma campanha presidencial brasileira em que tudo pode acontecer, e que “Existem poucos países onde a Suprema Corte é tão influente e poderosa quanto no Brasil, onde é vista como um governo paralelo e, por vezes, com poder superior ao do presidente”. Na França, o Le Monde registrou que o juiz Alexandre de Moraes, responsável pela condenação do ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, é suspeito de conluio com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde 4 de março no âmbito do caso Master. No Canadá, o The Canadian Press registrou que O Supremo Tribunal Federal do Brasil está imerso em uma crise sem precedentes. Sessões estão sendo canceladas. Ministros estão anulando as decisões uns dos outros e suspeitas de corrupção, parcialidade política e interferência policial pairam sobre vários de seus membros às vésperas da eleição presidencial do país, em outubro.   Até Singapura mencionou detalhadamente os fatos e, no Oriente Médio, mais exatamente no Kuwait, a mesma notícia foi publicada, no Kuwait Times.  

            O fato é que as baixarias de alguns ministros do nosso Supremo não atingem apenas o tribunal, mas todos os órgãos do Poder Judiciário. Os reflexos ou consequências de tal situação far-se-ão sentir aos poucos, discretamente, e das mais diferentes maneiras.   Juristas e ex-magistrados apontaram que as manifestações de Gilmar violaram a LOMAN (Lei Orgânica da Magistratura Nacional), enquanto seus críticos afirmam que o que elas mais violaram foram a compostura, a decência e a dignidade exigidas de um magistrado, além da ética de que falou Gilmar, pois “até a Máfia tem ética”.

Luiz Holanda

Advogado e professor universitário

 

Campanha de Lula admite tiro no pé a maldade eleitoral com Nossa Senhora Aparecida

Levantamentos internos fizeram Lula (PT) e seus marqueteiros ligarem todos os alertas: pode virar tiro no pé do petista as recentes presepadas para turbinar sua campanha – da proibição das bets à decisão do aliado no STF Flávio Dino de liberar fake news sobre a Padroeira contra Flávio Bolsonaro (PL), em nome da “liberdade de expressão”. Pegaram pesado demais no oportunismo debochado: os sinais são de que empurram os indecisos e eleitores de outros candidatos a apoiar Flávio Bolsonaro (PL).

Encolhimento

Assim, a tendência do voto útil, em curso, pode encolher a expectativa de Lula de bom desempenho de Caiado, Zema, Cury e Renan Santos.

Excesso de maldades

Lula contava que candidatos nanicos de oposição somariam de 11% a 13% no 1º turno, retirando votos de Flávio, mas esperteza engole o dono.

Ops, não pensaram

Sobre as bets, marqueteiros não avisaram Lula do risco de desagradar clubes e torcidas de futebol, um dos maiores demográficos no País.

Parece caso pensado

Oportunismo e ignorância não deixaram perceber que proibir bets legais garantiria o mercado de R$100 bilhões para bets clandestinas, marginais.

Coluna do Claudio Humberto

 

Ministro Fux suspende fake News autorizado por Flavio Dino e de interesse de Lula

Ministro restabeleceu decisão anterior do TSE que havia ordenado a exclusão de posts com a mentira. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão do ministro Flávio Dino que havia liberado publicações de fake news sobre a padroeira do Brasil, voltando a valer, até o plenário do STF analisar o caso, as determinações do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, para retirar do ar posts que associavam falsamente o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta tentativa de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira.

A ordem de Mendonça, de sexta-feira (25), alcançava também réplicas do conteúdo e incluía uma publicação de um humorista. No domingo (27), Dino restabeleceu os posts argumentando “proteção” à liberdade de expressão. A defesa de Flávio Bolsonaro recorreu ao STF. Fux acolheu o pedido e afirmou que o tema precisa ir ao colegiado por seus efeitos sobre a Justiça Eleitoral e sobre a campanha presidencial em curso. O ministro determinou que as plataformas interrompam a execução da decisão de Dino e, em até 24 horas, voltem à situação anterior, conforme as ordens do TSE.

Na decisão, Fux disse que não estava definindo, neste momento, os limites da liberdade de expressão. Também lembrou o inquérito das fake news e questionou se o Supremo deveria determinar a circulação de conteúdo considerado comprovadamente falso. Segundo ele, a liminar de Dino suspendeu uma tutela da Justiça Eleitoral às vésperas do primeiro turno e permitiu a circulação de material que o TSE considerou sem respaldo nos fatos. A polêmica surgiu com posts nas redes que ligavam Flávio Bolsonaro e setores da direita a uma iniciativa para retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.

Diário do Poder

Lula torra do pagador de impostos R$328,9 bilhões para tentar se reeleger, diz o Estadão

Levantamento do ‘Estadão’ estima gastos que chocam pelo descontrole. Na tentativa de renovar seu mandato, Lula (PT) acumulou R$ 328,9 bilhões em medidas, créditos, subsídios, renúncias fiscais e programas sociais no terceiro mandato, de acordo com o Gastômetro, ferramenta do Estadão que monitora em tempo real os desembolsos federais em ano eleitoral. O valor foi atualizado com novas ações anunciadas recentemente.

A maior parte dessa fortuna reúne programas de crédito e subvenções a setores específicos (como motoristas de aplicativo e caminhoneiros), financiamentos habitacionais, isenções tributárias — entre elas o desconto e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 7 mil —, além de benefícios sociais como Bolsa Família, Pé-de-Meia e Gás do Povo. Também entram despesas com publicidade institucional e medidas de resposta a crises. Parte dos valores corresponde a linhas de crédito e a impactos futuros, e não necessariamente a recursos já desembolsados.

Após a publicação da ferramenta, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) enviou nota classificando a abordagem como “descabida e metodologicamente insustentável”. Segundo o Palácio do Planalto, as ações não são eleitorais, mas políticas públicas indispensáveis para manter jovens na escola, combater o crime organizado, proteger empregos e empresas, conter pressões sobre preços e enfrentar calamidades em um ano de El Niño forte. A nota cita o Pé-de-Meia (criado em 2024 contra a evasão escolar) e o Programa Brasil Contra o Crime Organizado como exemplos de distorção na classificação. O debate gira em torno da natureza dessas medidas em ano de eleição: se representam expansão pontual de gastos para fins políticos ou continuidade de políticas sociais e econômicas. O Gastômetro continua sendo atualizado à medida que novas iniciativas são anunciadas.

Diário do Poder

 

Após derrubar decisão de André Mendonça no TSE, Flávio Dino recua e o caso vai para o plenário do STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), recuou nesta segunda-feira, 28, e encaminhou ao plenário da Corte a decisão que ele derrubou uma determinação do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, relacionada a uma publicação do humorista Antonio Tabet. A decisão de Dino permitiu que voltasse a ser veiculada uma postagem que associava o senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do Partido Liberal à Presidência da República, à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

A publicação de Tabet afirmava que uma “família miliciana” teria atacado a mãe de Jesus. A campanha de Flávio Bolsonaro recorreu à Justiça Eleitoral contra o conteúdo e conseguiu uma decisão favorável no TSE. André Mendonça havia determinado a retirada da postagem, proibido a divulgação de conteúdos semelhantes e estabelecido multa de R$ 30 mil para eventual descumprimento da ordem.

O advogado Enio Viterbo questionou:

“ARREGOU? […]

Flávio Dino chega ao ridículo de dizer que a “insegurança jurídica” da decisão de Mendonça, no TSE, pode levar “à censura em massa”.

Esse é o mesmo Flávio Dino que sempre ignorou que Moraes tinha literalmente um INQUÉRITO DAS FAKE NEWS, DESDE 2019, e que promovia censura DIA SIM E DIA TAMBÉM.

Esse é o “moralizador das emendas parlamentares”.

Sempre disse que a visão de mundo de Moraes não era de “defesa da democracia”, mas exclusivamente de questões patrimonialistas. O que o Sr. Vorcaro fez o favor de comprovar =)

Agora, vou dizer sobre Flávio Dino:

Dino nada mais é do que um juiz político e medíocre com complexo de superioridade.

Não tem a obsessão de ficar rico, como o coleguinha autoritário, mas detesta ser visto como uma pessoa de intelectualidade mediana.

Daí o pobre Aristóteles ser colocado no meio de qualquer analogia e/ou comparação sem pé nem cabeça que Flávio Dino adora fazer.

(PS: nada impede de Fux de anular a decisão mesmo assim.)”

Jornal da Cidade Online

Associações de apostas acionam STF contra proibição das bets e recuperar R$ 2,5 bilhões do licenciamento

A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) e o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) acionaram o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), contra a MP (Medida Provisória) que proíbe as casas de apostas no Brasil. Ação das associações tenta derrubar a MP 1.394/2026, editada para proibir as apostas de quota fixa. A norma assinada pelo governo federal na última sexta-feira (25) extingue as licenças vigentes em 30 dias e veda a publicidade e o patrocínio do setor. Entidades representativas das bets afirmam que a MP é inconstitucional e causará prejuízos bilionários. A ANJL e o IBJR alegam que não há urgência que justifique derrubar o mercado regulado e pediram uma liminar urgente ao STF para suspender a proibição.

Associações alegam que a proibição “abrupta” das casas de apostas traz prejuízos econômicos. Na petição encaminhada a Fux, as entidades destacam que a proibição foi tomada sem estudos prévios sobre o impacto. Elas ressaltam ainda que o modo como a decisão foi tomada “viola a segurança jurídica” e frustra as empresas que investiram para operar no Brasil.

A mudança abrupta implementada pela Medida Provisória deveria ser acompanhada de demonstração concreta das razões que justificariam abandonar, total ou parcialmente, política que o mesmo Poder Executivo vinha aprofundando até poucas semanas antes.ANJL e IBJR, em ação ao STF

Ministério da Fazenda admitiu que não elaborou estudos de impacto econômico antes de proibir a atividade. As entidades destacam que a União corre o risco de ter de devolver as outorgas pagas para operar no Brasil. Desde o início, foram pagos R$ 2,55 bilhões pelas empresas autorizadas pelas licenças de cinco anos, mas a MP descarta que os reembolsos sejam realizados.

Representantes alertam para o dano à imagem de estabilidade de negócios no Brasil. “Esse arrependimento legislativo, sem prova de urgência, é oportunista e gravíssimo. Não há dúvida de que gera prejuízos irreparáveis para o próprio país”, sustenta a petição encaminhada ao Supremo. O argumento considera a deterioração da confiança dos agentes de mercado.

Migração para o mercado clandestino

Associações alertam que a proibição vai empurrar os apostadores para plataformas de jogos ilegais. Para as entidades, a decisão de fechar o mercado regulado vai abrir espaço para o uso de canais clandestinos que não respeitam limites de segurança jurídica ou proteção à saúde mental. O objetivo regulatório não é simplesmente aumentar o número de operadores legalizados, mas fazer com que a demanda existente se concentre em plataformas submetidas às regras nacionais de fiscalização, tributação e proteção ao jogador.ANJL e IBJR, em ação ao STF

Estudos indicam que o mercado clandestino brasileiro já movimenta até R$ 40 bilhões por ano. As entidades afirmam que os operadores ilegais usam táticas fraudulentas de publicidade enganosa e aceitam cartões de crédito, normas inibidas pelo mercado regular. Para as associações, o cenário estimula o endividamento familiar, ponto central citado pelo governo na proibição.

Regulação das bets no Brasil

Marco regulatório das apostas online foi instituído pelo Congresso Nacional em 2023 por meio de lei sancionada pelo presidente Lula. O STF já analisa três ações que questionam os impactos sociais e econômicos da atividade, sob a relatoria do ministro Luiz Fux. Dados oficiais da Fazenda revelam que o volume financeiro de apostas no Brasil estava em queda em 2026. O total de aportes mensais caiu de R$ 22,5 bilhões no final de 2025 para R$ 13 bilhões no primeiro semestre deste ano, demonstrando a ausência de uma explosão descontrolada. Setor regulado já utilizava ferramentas de proteção ao consumidor e combate à lavagem de dinheiro. Entre as medidas adotadas estavam o bloqueio de apostas para beneficiários do Bolsa Família e canais de autoexclusão de usuários, que ganharam o direito de trancar seus CPFs das casas de apostas.

UOL NOTICIAS

 

 

Após reajuste, Flávio sobe e Lula cai entre beneficiários do Bolsa Família, diz pesquisa Nexus

Aumento eleitoreiro de 15,04% anunciado no dia 17 não surtiu efeitos favoráveis à reeleição do presidente petista, mostra pesquisa Nexus. De nada adiantou o reajuste de 15,04% para os benefícios do Bolsa Família, anunciado pelo presidente Lula (PT) no último dia 17 sob a alegação de recompor de perdas com a inflação, na reta final da campanha de 1º turno em que tenta reeleição. Os números de intenções de voto da pesquisa Nexus divulgada nesta segunda-feira (28) indicam que a medida flagrantemente eleitoreira teve efeito contrário, com Lula caindo 10 pontos percentuais entre beneficiários do Bolsa Família, e seu rival, senador Flávio Bolsonaro (PL), subindo 11 pontos, no cenário de 2º turno simulado entre ambos. Na última pesquisa divulgada no dia 21 deste mês de setembro, Lula tinha 71% entre beneficiários do Bolsa Família, e registra 61% no levantamento divulgado hoje. Já Flávio Bolsonaro pontuava 23% e saltou para 34%, no cenário de 2º turno.

O cruzamento de 2º turno também foi feito entre eleitores não beneficiários do Bolsa Família. E Lula subiu de 42% para 44%, enquanto Flávio caiu de 49% para 47%. No último dia 17, Lula publicou o Decreto 13.120/2026, que atualizou os valores dos benefícios do Bolsa Família em 15,04%, a partir de outubro. Com isso, o valor mínimo do benefício por família passa de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio estimado salta de R$ 675 para R$ 777.

A pesquisa do instituto Nexus foi contratada pelo Banco BTG Pactual e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07557/2026. A Nexus entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 25 e 27 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Diário do Poder