A imprensa no lixo: Folha admite que recebeu de Vorcaro e compara com os valores recebidos pelo Metrópoles

A Folha de São Paulo admitiu que recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro. O jornal afirmou que o banqueiro preso pagou R$ 516.441,60 em anúncios ao longo de cinco anos e fez a seguinte comparação:

“Cerca de 2,58% do total de R$ 20 milhões em pagamentos feitos por Vorcaro ao Metrópoles”.

Que coisa esdrúxula!

O Metrópoles ainda acusa a Folha de ter recebido mais a bagatela de R$ 1 milhão, que teria sido pago por Daniel Vorcaro em negociação feita com o diretor de redação do jornal, Sérgio Dávila. As negociações constam em uma série de conversas entre o banqueiro e Guilherme Barros, um dos principais gestores de crise do país.

“A Folha vai segurar a matéria. O Sérgio me respondeu agora”, informou Guilherme Barros a Vorcaro às 13h27 do dia 8 de agosto de 2024.

Um dia após segurar a reportagem atendendo aos anseios de Daniel Vorcaro, o gestor de crise Guilherme Barros informa a Vorcaro que Sérgio Dávila solicitou data para tomar um café com o banqueiro:

“O Sérgio Dávila acabou de me pedir uma data para tomar um café contigo e eu”.

No que Vorcaro responde:

“Pode marcar qualquer dia”.

Aparentemente esse é um cafezinho com o mesmo sabor daquele que Lula tomou com Moraes.

Jornal da Cidade Online

 

Revelado o executivo da Globo das orgias de Daniel Vorcaro. Frederic Kachar foi demitido com nota no JN

A Globo estava em compasso de espera em razão de rumores sobre uma possível divulgação de conversas de um de seus principais executivos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. O nome do tal figurão da Globo foi revelado. Frederic Kachar, CEO da Editora Globo, InfoGlobo e Globo Condé Nast, é o tal figurão da Globo. As conversas entre os dois estão entre o material apreendido pela Polícia Federal, e revelam, entre outras coisas, conversas sobre a linha editorial do conglomerado Globo. Incomodado com notícia publicada pela colunista Malu Gaspar, o então dono do Master se queixou ao diretor-geral da empresa sobre o trabalho da jornalista. O ex-banqueiro estava incomodado com uma reportagem de abril de 2025 intitulada “Gestores do Master respondem a processo por operações fraudulentas e manipulação de preços”.

“Isso é sacanagem demais Fred. numa boa”, reclamou Vorcaro, acrescentando: “Diminui muito o jornalismo da Globo”.

Kachar respondeu o seguinte em três mensagens:

“Oi Tava tentando falar com a Malu, mas antes saíram duas colunas Ela entrou na CBN”

“Eu te entendo, mas é uma questão subjetiva. Esse eh o estilo dela com todo mundo, não somente com vc.”

“Eu acho cansativo e desnecessário”

Vorcaro respondeu:

“Ficamos impotentes com essa chuva de ataques assim”.

“Vou falar com ela”, disse Kachar.

Na sequência, Vorcaro desabafou em suas mensagens:

“Entendo que bater gera mais cliques, mas podia intercalar. Até hoje ela me atacou. Fica até feio pra ela”.

“Me pinta como se eu fosse um membro do pcc ou de alguma organização criminosa e esquece toda e qualquer coisa que fizemos de bom”.

Nas conversas, Kachar não demonstra ter apenas uma relação profissional duvidosa com o ex-banqueiro. Ele e Vorcaro tinham uma relação de amizade e confiança, ao ponto de Vorcaro fazer convites para que o executivo da Globo participasse de festas privadas “sem celulares” e “sem riscos”. Kachar, inclusive, chegou a negociar com o amigo convites para o disputado Baile da Vogue, disputado evento anual promovido pelo conglomerado de mídia.

O Baile da Vogue também é tema de uma das conversas entre Kachar e Vorcaro. O executivo sinaliza que só não “passou o rodo” na festa, repleta de atrizes da TV Globo e de modelos, por conta da presença de sua ex-companheira.

“Me fodi. Minha ex foi e marcou em cima. E tava bom ontem”, afirma o CEO da Editora Globo.

A ex em questão é Monique Alfradique, que também chegou a se envolver com Vorcaro meses depois. Nos diálogos, Kachar faz diversos comentários sobre outras funcionárias do conglomerado.

“A Sabrina [Sato] tava pra jogo. Aniversário dela, soltinha”, disse o executivo, segundo quem “Deborah Secco também [estava pra jogo]”. Vorcaro lhe interpelou, dizendo que a atriz “estava muito feia”. “Eu só olhava pra bunda dela. Mas concordo que a fantasia era broxante. Ela vai ser madrinha do camarote [do Carnaval], disse que quer curtir solteira”, retrucou Kachar.

Em outro diálogo, no início de 2024, Vorcaro faz menção a uma de suas festas privè com a presença de modelos ucranianas. “Hoje o plano é o ataque soviético”, afirmou o então dono do Banco Master, não sem antes fazer um pedido para o amigo: “Depois me passa o contato do Roberto”. Roberto é Roberto Marinho Neto, CEO da Globo Ventures, área responsável pelos investimentos do conglomerado midiático. Três dias depois, o banqueiro enviou um recado para o executivo da Globo: “Se você animar, hoje tem. Fechei um lugar sem risco e sem celular para a verdadeira festa”. “É nessa que eu vou”, se empolgou Kachar. “Você é meu convidado de honra”, prosseguiu Vorcaro. No dia seguinte da noitada com as ucranianas, Kachar agradeceu ao banqueiro pela festa.

“Será que alguém anotou a placa do caminhão que me atropelou? Obrigado pelo convite ontem”, disse o chefão das rádios e das publicações impressas da Globo.

“Você ficou pouco”, lamentou Vorcaro, que disse ter dormido durante apenas três horas.

“Ídolo. Se eu faço isso, saio de ambulância do quarto”, lamentou o executivo.

Por fim, Vorcaro se gabou de uma peripécia: a de ter feito a festa com sua então mulher lhe esperando em um quarto ao lado.

“Ídolo máximo, então. Isso eu jamais consegui”, respondeu Kachar.

Não causou surpresa o comunicado da demissão do executivo Frederic Kachar, feito pela Rede Globo de Televisão em nota pública no JN.

Jornal da Cidade Online

O Brasil tem 1,5 milhão de crianças no trabalho infantil, diz o IBGE. Elas são invisíveis ao governo Lula

Dados apontam que 4% da população de 5 a 17 anos estava nessa condição; incidência é maior entre adolescentes e na Região Norte. O Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, o equivalente a 4% da população nessa faixa etária. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo   Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). A incidência aumenta conforme a idade. Entre crianças de 5 a 13 anos, o índice foi de 1,1%. Na faixa de 14 a 15 anos, são 5,9%, e entre adolescentes de 16 e 17 anos atingiu 14,5%. Em números absolutos, o Sudeste concentrou o maior contingente, com 481 mil crianças e adolescentes nessa situação, seguido pelo Nordeste, com 408 mil; Norte, com 249 mil; Sul, com 233 mil; e Centro-Oeste, com 128 mil. Proporcionalmente à população jovem de cada região, o Norte apresentou a maior taxa, de 6,3%, enquanto o Sudeste a menor, de 3,3%. Pretos ou pardos correspondiam a 67% do total de jovens em situação de trabalho infantil.

A pesquisa também identificou diferenças na escolarização. Entre adolescentes de 16 e 17 anos submetidos ao trabalho infantil, 79,6% frequentavam a escola, ante 89,6% da população total da mesma faixa etária, uma diferença de 10 pontos percentuais. O comércio e a reparação de veículos lideraram as atividades econômicas identificadas, com 29% dos casos. Em seguida, apareceram agricultura, pecuária e pesca (16,7%), indústria geral (12,5%), alojamento e alimentação (12,2%) e serviços domésticos (6,5%).

Entre crianças e adolescentes residentes em domicílios beneficiários do Bolsa Família, 4,4% estavam em situação de trabalho infantil. Além disso, 67,9% das pessoas de 5 a 17 anos também realizavam afazeres domésticos ou tarefas não remuneradas de cuidado. Considerando toda a população de 5 a 17 anos, 47,9% das meninas e 36,6% dos meninos realizavam tarefas domésticas ou cuidavam de pessoas no próprio lar ou para parentes.

Diário do Poder

Pastor Silas Malafaia detona carta de Lula aos evangélicos e diz que ele tem o demônio da mentira

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, reagiu em vídeo à carta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira (14) aos evangélicos.

“Lula debocha do povo evangélico”, disparou. 

“Ele está pensando que nós somos idiotas?”

Na carta, a 11 dias do segundo turno, Lula diz que não é evangélico, escreve que “as famílias são a base do Brasil que queremos” e pede aos fiéis “discernimento a Deus” na hora do voto. Para Malafaia, o petista repete o tema central da carta que mandou aos evangélicos em 2022: a família. O pastor então exibiu falas antigas do próprio Lula sobre aborto e sobre a família, para contrastar com o discurso da carta. Segundo ele, Lula tenta dividir evangélicos e católicos e “mente na maior cara lavada” por fins eleitorais. Malafaia chegou a dizer que o petista “tem o demônio da mentira”.

“Acorda, povo evangélico”, conclamou.

Jornal da Cidade Online

Ônibus de graça é inconstitucional, inviável e mais uma mentira de Lula: Diz Crusoé

Segundo a Constituição, compete aos municípios organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo. O presidente Lula (foto) anunciou em um vídeo nas redes sociais que vai enviar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso para garantir o uso de ônibus de graça aos finais de semana. A proposta é inconstitucional e inviável politicamente.

“Agora que o Senado aprovou o fim da escala 6×1 e que os trabalhadores terão dois dias de descanso, para ter lazer, para visitar a família, para passear e para descansar mais, eu vou mandar uma PEC também para o Congresso Nacional, garantindo o passe-livre no final de semana para todas as cidades que tiverem transporte coletivo neste país,” afirmou o presidente no vídeo

A ideia de Lula vai contra o pacto federativo estabelecido na Constituição. Não é função da Presidência garantir transporte público. Quem deve cuidar disso, segundo a Constituição, são os municípios.

Diz o Artigo 30: “Compete aos municípios organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial“.

Caso seja aprovada, a proposta ainda poderia ser derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Congresso

Mas a proposta dificilmente seria aprovada. Lula ainda parece sorrir no vídeo no momento em que diz que o dinheiro para pagar o passe-livre virá das emendas parlamentares.

“Final de semana, passagem gratuita para você passear tranquilo com a sua família. Onde nós vamos arrumar dinheiro? Aí nós vamos compartilhar com as emendas parlamentares, para a gente poder garantir que o povo vai passear. O povo vai ficar feliz. Os deputados estão dando utilidade às suas emendas e a gente vai garantir que valeu a pena o fim da escala 6X1“, afirmou o presidente, no mesmo vídeo.

O Antagonista

STF vai reavaliar indicação de Moraes para suceder Fachin na presidência do STF

São várias as queixas contra a presidência de Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo pela falta de pulso para enfrentar a crise que a Corte atravessa. Ministros já discutem atropelar o rodízio que elege o ministro mais antigo, e que ainda não tenha sido presidente, como o comandante do Supremo. Como isso é apenas uma tradição, sem previsão no Regimento Interno, gabinetes no STF já falam em votação para impedir a escolha de Alexandre de Moraes como presidente

Tempo ao tempo

Nenhum movimento brusco será feito ao menos até a eleição para o comando do Senado, com poder de abrir impeachment de ministros.

Queima o filme

A divisão na Corte, no caso Master, se repete na questão da sucessão a Fachin. Parte dos ministros não quer Moraes, citado no caso, eleito.

Disputa no Olimpo

A tensão tinha diminuído após o barraco no plenário, ainda em setembro. Mas voltou após decisões ativistas, como no caso da Padroeira do Brasil.

Possibilidade

Caso os ministros optem por seguir a lista, pulando Moraes, o próximo eleitor seria Nunes Marques, também citado no inquérito do Master.

Diário do Poder

 

Lula recua, e agora é favorável a redução da maioridade penal, apenas para crimes hediondos

Em entrevista à TV Globo, petista comentou sobre a relação com Donald Trump e propostas para segurança pública. O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta, 15, ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. Em entrevista à TV Globo, o petista criticou a proposta da ala da direita de reduzir para 14 anos.

“Enquanto cidadão brasileiro, todo e qualquer crime hediondo, sou a favor de reduzir a maioridade penal. A PEC não estava discutindo isso. A direita tentou apresentar reduzindo para 14 anos, então o Camilo (Santana) para 16. Primeiro você discute a PEC e depois discute a maioridade. Eu acho que a sociedade brasileira inteira é favorável a qualquer crime hediondo”, afirmou.

Lula classificou como civilizada sua relação com o presidente americano, Donald Trump, e disse que os dois conseguiram superar as tensões iniciais.

“Minha relação com Trump foi a mais civilizada. Ela começou muito tensa, eu disse ao Trump que dois homens de 80 anos se entendessem e que não era possível as duas maiores democracias do Ocidente ficarem assim”, declarou.

O petista, porém, afirmou que o governo americano é quem deve se preocupar com a batalha tarifária.

“Essa semana meu ministro do Comércio e Relações negociaram. (…) Embora a gente tenha perdido 9%, nós crescemos 20% da China. Com Indonésia, China, Vietnã e crescemos em 50 países. (…) Quem deve estar preocupado conosco é os Estados Unidos. Não fiz a Lei da Reciprocidade. Se for necessário, vamos fazer. Temos mais coisas que eles precisam”, disse.

PCC e CV

Ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, Lula afirmou que os Estados Unidos não compreendem a natureza desses grupos.

“Os EUA não entendem. Quando falam de terrorismo, falam de terrorismo de Estado. Aqueles que querem dar golpe de Estado. Não é o caso das facções no Brasil, eles querem dinheiro. O PCC e CV são terroristas para a comunidade brasileira, mas não é para eles. (…) Nós aprovamos a Lei Antifacção, que aumenta a pena”, afirmou.

Segurança pública: Questionado sobre a criminalidade no país, Lula afirmou:

“A Constituição nunca permitiu a União se meter. Eu vou me meter. Para os bandidos, a gente vai querer prisão. Vamos definir o papel da União na segurança pública, porque os estados não tiveram competência de resolver”, declarou.

Lula disse ainda que, após a aprovação da PEC da Segurança Pública, pretende definir as atribuições do ministério e ampliar a construção de presídios federais de segurança máxima.

“Aprovada a PEC da Segurança Pública, vou definir o ministério, definir o papel e vamos financiar 138 presídios de segurança máxima financiados pelo governo federal para que os bandidos continuem bandidos na cadeia. Nós precisamos de segurança. Queremos asfixiar o crime organizado”, afirmou.

Congresso e rejeição

Lula afirmou que seu governo conseguiu aprovar a maior parte das propostas enviadas ao Congresso e destacou a participação de diferentes partidos na base governista.

“Nós aprovamos 99% do que fizemos no Congresso. Mais importante, todos os partidos, com exceção do PL, participaram do meu governo. O PP, o União Brasil, o PSD e o MDB. Tivemos grande participação. Se não for assim, você não governa. Aprovamos 99% de tudo.”

O petista também comentou sobre sua alta taxa de rejeição ao final de seu mandato.

“Tudo é responsabilidade minha. (…) Quando povo votou em mim, foi de olho no final do meu último mandato em 2010. A situação hoje é adversa. Passamos dois anos tentando recuperar esse país. A economia, você lembra, tivemos que fazer uma PEC da transição. (…) Acho que fizemos muita coisa, só lamento não ter a capacidade de fazer o povo compreender. Estou confiante que vou ganhar essa eleição em 25 de outubro”, disse.

O Antagonista

O engodo das pesquisas eleitorais prossegue no 2º turno: A “prostituição” dos institutos de pesquisa

*Por Lucia Sweet

George Gallup (1901-1984) é considerado o inventor da pesquisa de opinião moderna baseada em amostragem científica. Em 1936, acertou a vitória de Franklin Roosevelt contra Alf Landon, enquanto a concorrente “Literary Digest”, que usava outros métodos, errou grosseiramente. Desde então, a técnica de amostragem científica espalhou-se pelo mundo e tornou-se o padrão das pesquisas eleitorais. Mesmo assim, erros sistemáticos a favor de um lado do espectro político continuaram a ocorrer, especialmente a subestimação de candidatos de direita ou conservadores.

O que acontece quando as pesquisas erram? Nada, apenas perda de reputação e ceticismo do público. A imprensa tradicional não denuncia, desde que esses erros favoreçam a esquerda. Curiosamente, é um padrão que se repete no mundo inteiro. Dá para confiar em pesquisas? Não há “punição” por errar a favor de um lado. Donald Trump foi subestimado nas eleições americanas em 2016, 2020 e 2024. Aqui no Brasil, quase todas as pesquisas erraram de 4 a 5 pontos a favor de Lula e contra Flávio Bolsonaro, em falhas sistemáticas relevantes. O padrão se repetiu em relação a 2018 e 2022.

A Quaest — que deu Marina e Tebet empatadas com Derrite e do Prado, que deu Benedita (que não conseguiu eleger-se) em primeiro lugar no Rio de Janeiro, que deu Eduardo Paes 10 pontos à frente de Douglas Ruas (que foi eleito no primeiro turno) — acaba de vaticinar, em 14 de outubro, empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno, tanto em votos totais como em votos válidos: Flávio Bolsonaro 46%, Lula 44%, branco/nulo 9%, indecisos 1% (e, nos votos válidos, 51% para Flávio e 49% para Lula). Usei o termo “vaticinar” porque esses institutos parecem favorecer a profecia à estatística. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) promete uma CPI dos institutos de pesquisa. No dia 5 de outubro de 2026, logo após o primeiro turno, ele postou no X:

“Em Minas, o Datafolha deu 5 pontos pra Lula na frente. Terminou Flávio 5 pontos na frente do Lula. Prometi e lutarei pra isso: faremos a CPI dos institutos de pesquisa ano que vem.”

Os institutos de pesquisas aqui no Brasil ignoram propositadamente o que já mudou no segundo turno. Partidos e lideranças que não haviam declarado apoio formal a Flávio no primeiro turno passaram a apoiá-lo no segundo, o que representa mais votos para ele. A União Brasil e o Progressistas (PP), que ficaram neutros no primeiro turno, formalizaram apoio por unanimidade das executivas. O Republicanos, que não integrava a coligação, anunciou adesão após o resultado, com articulação de Tarcísio de Freitas. O Novo, que tinha candidato próprio (Romeu Zema), formalizou o apoio depois da declaração individual de Zema. O Podemos, neutro no primeiro turno, também fechou com Flávio.

O MDB ficou dividido: 17 diretórios anunciaram apoio a Flávio e 10 ficaram com Lula. O PSD manteve neutralidade oficial, com o apoio individual mais relevante vindo de Ronaldo Caiado. Além deles, Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (DC) também se posicionaram a favor de Flávio.

No Norte, Flávio recebeu apoio de governadores eleitos ou candidatos no Pará (Dr. Daniel, do Podemos), Rondônia, Roraima, Acre e Tocantins (em ambos os casos, os dois candidatos ao governo), além da estrutura do PL no Amazonas. No Nordeste, o apoio se concentra na estrutura do PL e em aliados locais, como Cabo Gilberto Silva e Efraim Filho (PB), André Fernandes (CE) e Marcelo Queiroga (PB).

Até o momento, nenhum partido ou candidato relevante que estava indeciso ou neutro anunciou apoio formal a Lula no segundo turno. Os apoios que Lula recebeu vieram de legendas de esquerda que já estavam alinhadas a ele (ou a seus candidatos) no primeiro turno.

Façam as contas. Dia 25 é 22.

*Lucia Sweet

Jornalista

 

TSE quer saber o tamanho da farra do governo Lula com propaganda

Tribunal quer verificar o cumprimento dos limites impostos pela legislação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira (15) que o governo federal apresente dados detalhados sobre os gastos com publicidade no primeiro semestre de 2026. A decisão foi tomada em ação movida pelo PL contra Lula (PT) e o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira. Por unanimidade, os ministros referendaram a liminar do relator do caso, ministro André Mendonça, que obriga a Secom e o órgão responsável pela gestão orçamentária do Executivo a fornecer a relação dos empenhos relacionados à publicidade. As informações deverão ser entregues em formato auditável, incluindo valores, reforços, anulações e cancelamentos de empenhos, além das respectivas campanhas ou ações de comunicação.

O TSE também determinou o envio dos dados referentes a 2023, 2024 e 2025. A Lei das Eleições proíbe que, no 1° semestre de ano eleitoral, as despesas com publicidade ultrapassem a média dos gastos registrados no mesmo período dos 3 anos anteriores. O PL alega que Lula e Sidônio Palmeira podem ter descumprido essa regra. Até o momento, porém, o tribunal não julgou se houve irregularidade. A decisão desta quinta-feira trata exclusivamente da obtenção dos dados necessários à análise do caso.

Diário do Poder

 

Irmã denunciou a Veja, que Vorcaro foi torturado em presídio federal, teme pela vida e quer confessar tudo

Natália diz em áudio que o irmão quer confessar inclusive que pagou propina no governo Lula para ter acesso a fundos de pensão e teme pela sua vida. Em um novo áudio obtido pela revista Veja, Natália Vorcaro Zettel — irmã do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e esposa de Fabiano Zettel, braço direito do ex-banqueiro — relata que o irmão está “em pânico” na prisão e se sente ameaçado por tentar confessar seus crimes, de acordo com reportagem de Robson Bonin.

Segundo Natália, o medo de Vorcaro é ser transferido de volta a um presídio de segurança máxima. Ela descreve as condições que ele enfrentou em uma estadia anterior de 13 dias na Penitenciária Federal de Brasília, em uma cela de cerca de 9 m²: “Ele passou por tortura na prisão máxima, sem água, sem comida, sem contato externo, com a luz ligada 24 horas piscando. E eles estão falando que vão colocar ele no mesmo lugar.” Atualmente, Vorcaro está em uma cela individual maior (cerca de 54 m²) na Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília.

O ex-dono do Banco Master, preso desde março em um dos maiores casos de fraude bancária do país, busca uma terceira tentativa de delação premiada. Nas propostas anteriores, rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de consistência e provas suficientes, ele se dispôs a confessar o pagamento de propinas a autoridades para acessar fundos de pensão de estatais (como Postalis, Previ e Petros), além de valores relacionados ao Instituto Lula e ao documentário sobre o presidente Lula dirigido por Oliver Stone.

No áudio, Natália conta que tentou acalmá-lo após a repercussão de reportagens anteriores (incluindo a capa de Veja da semana passada sobre “primeiras confissões”): “Eu já falei para ele: ‘calma, você não falou nada mais do que a verdade’”. Ela afirma que Vorcaro, amedrontado também por outras denúncias recentes (como uma reportagem do UOL sobre uma suposta rede de prostituição, que ele nega), disse: “Não, não, não vou entregar nada, vamos esperar passar as eleições”.

A reportagem de capa desta semana de Veja (edição nº 3017) traz mais detalhes sobre o caso, incluindo a disposição de Vorcaro em apresentar provas envolvendo figuras de alto escalão e as investigações da PF sobre comunicações encontradas em seu celular.

Diário do Poder