Covid-19 avança em São Luís com mais de dois terços dos casos de contaminação e dos óbitos

Pesquisa do IBGE atualizada hoje e voltada exclusivamente para o Covid-19, mostra que o problema em São Luís é merecedor de uma grande atenção, que precisa ser enfrentado com muita determinação, seriedade e transparência pelo poder público.

De acordo com os dados levantados pelo IBGE e atualizado com data de hoje (22) já foram registrados em nossa capital, 6.639 casos de contaminação; foram a óbitos 448 pessoas e na incidência por cem mil habitantes atingiu 602,5; letalidade de 6,7% e mortalidade por cada cem mil habitantes atingiu 40,7.

Por outro lado, o Estado tem registrado 16.058 casos de contaminação; 663 óbitos; incidência por habitante de 227,0; letalidade de 4,1% e mortalidade por cada cem mil habitantes 9,4.

Observando-se a pesquisa feita na capital e no interior, São Luís detém mais de dois terços de todos os casos de contaminação no Maranhão e também dois terços dos óbitos com um total de 448 mortes. Quanto a incidência por cem mil habitantes é superior em quase 80%; A letalidade é superior a 50% e a mortalidade por cada cem mil habitantes é quatro vezes maior.

A pesquisa do IBGE mostra claramente que o problema de avanço do covid-19 em São Luís é bastante preocupante, não restando dúvidas, de que se fazem necessárias providências com ações rigorosas para o enfrentamento ao novo coronavírus. É necessário, que os  interesses políticos partidários e os discursos autoritários sejam deixados de lado imediatamente e que haja efetivamente um trabalho sério, responsável e transparente contra a cruel realidade. A prefeitura que vem enfrentando acusações de práticas ilícitas na administração da Secretaria Municipal de Saúde, precisa mostrar realmente a cara e deixar a politicagem de protecionismo a candidatos de lado. O Ministério Público Eleitoral precisa ser mais vigilante, diante de que a pandemia não seja utilizada como cabo eleitoral de candidatos.

General Heleno manda recado duro sobre apreensão de celular de Bolsonaro

General Heleno alerta que pedido de apreensão de celular do presidente pode ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, divulgou nesta sexta-feira (22) uma nota oficial em que considera uma “afronta” caso o telefone celular do presidente Jair Bolsonaro seja apreendido por ordem da Justiça. A nota também alerta que a decisão causaria “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, enviou para a Procuradoria-Geral da República três notícias-crime feitas por partidos e parlamentares sobre a suposta interferência do presidente na Polícia Federal. O ministro disse que cabe ao PGR analisar pedidos para apreensão dos celulares do presidente da República e do seu filho Carlos Bolsonaro.

Yahoo Notícias

Ministro Celso de Mello pede à PGR a apreensão dos celulares de Bolsonaro e do filho Carlos

 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello mandou para a Procuradoria Geral da República notícias crimes que pede depoimentos do presidente Jair Bolsonaro, além de busca e apreensão dos celulares dele e do filho Carlos Bolsonaro. Os aparelhos passarão por perícia. As informações são do portal G1.

As notícias-crime foram apresentadas por partidos e parlamentares, que querem desdobramentos das investigações sobre a possível interferência do presidente da República na Polícia Federal, conforme denunciado pelo ex-ministro Sergio Moro.

De acordo com o G1, os despachos foram feitos na quinta-feira. Neles, Celso de Mello afirmou que é “imprescindível a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República”.

Celso de Mello, relator do caso no Supremo, mandou os casos para que a PGR os analise e afirmou que é papel da Procuradoria Geral da República analisar os fatos colocados.

Há expectativa para que, nesta sexta-feira, o ministro decida sobre a divulgação do vídeo da reunião ministerial citada por Sergio Moro em depoimento. Segundo o ex-ministro, no encontro, o presidente Jair Bolsonaro deixa claro que tinha intenções de interferir na Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Yahoo Notícias e G1

 

Governadores “insanos” iniciam recuo e Flavio Dino já vê “sinal positivo” em reunião com Bolsonaro

                                                                Flávio Dino

Depois de tenta bobagem que governadores fizeram em todo o Brasil, afrontando o Presidente da República e tentando estabelecer pequenas “ditaduras” em seus estados, a situação apertou, o povo está pressionando e o recuo teve início.

Doria pode ficar totalmente isolado. Um claro exemplo da nova atitude dos mandatários estaduais é o posicionamento do comunista Flávio Dino.

Hoje ele postou o seguinte nas redes sociais:

“Reunião do presidente da República com os governadores foi um sinal positivo”.

Para um sujeito sempre tão hostil como Dino, a afirmação parece ser uma clara demonstração de recuo e de disposição de doravante seguir as orientações do Governo Federal.

Aliás, até a hidroxicloroquina já foi adotada no Maranhão com a participação direta do governador.

Confira a íntegra da publicação:

Jornal da Cidade Online

Sérgio Moro: “Não entrei no governo para servir a um mestre. Entrei para servir ao país”

Em entrevista à revista norte-americana Time, o ex-ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública, disse que não entrou no governo de Jair Bolsonaro para servir a um mestre. “Eu entrei para servir ao país, à lei”, falou o ex-juiz da Lava Jato.

Segundo a revista, que também mencionou as demissões dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, Moro também disse que se sentiu “desconfortável” em fazer parte de um governo cuja liderança não levou a sério o novo coronavírus.

“O Brasil é uma democracia firme. Suas instituições às vezes sofrem alguns ataques, mas estão funcionando. E há uma percepção crescente na opinião pública de que nós precisamos fortalecer os pilares da nossa democracia, incluindo o estado de direito. Esses desejos continuam, apesar das circunstâncias do momento”, disse Moro. O ex-ministro também pontuou ser difícil analisar se tem o mesmo ponto de vista de Bolsonaro sobre o que é corrupção. Moro também foi evasivo a respeito da possibilidade de concorrer às eleições de 2022.

Moro afirmou ter ofertas de emprego de universidades para se tornar professor novamente. “Não tenho como voltar e assumir meu papel de juiz novamente. Perdi isso para sempre”, disse. “Tenho que me reinventar de alguma forma”, pontuou.

Yahoo Notícias

 

Toma lá, dá cá: Quem são os políticos do Centrão nomeados pelo presidente Bolsonaro

Desde que passou a negociar cargos com os partidos do chamado centrão em troca de apoio no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já entregou espaços importantes da máquina federal a legendas como PP, PL e Republicanos.

As indicações começaram a ser feitas em abril pelos partidos. As primeiras nomeações saíram no fim do mês passado. Atacado na campanha por Bolsonaro como sendo exemplo do que chama de velha política, composto por congressistas adeptos do “toma lá da cá”, o centrão reúne cerca de 200 dos 513 deputados.

O grupo é formado principalmente por PP, PL, Republicanos, PTB e PSD (esse último nega fazer parte), que encabeçam a atual negociação. DEM, MDB e Solidariedade também fazem parte do bloco na Câmara, comandado pelo líder do PP, Arthur Lira (AL). Do lado de Bolsonaro, as negociações têm como objetivo formar uma inédita base de sustentação no Congresso para garantir a aprovação de projetos e, principalmente, barrar a abertura de um possível processo de impeachment do presidente.

Para evitar esse risco, Bolsonaro precisa ter ao seu lado pelo menos 172 dos 513 deputados federais. O caso que mais causou repercussão foi o do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, que fez o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, balançar e sair enfraquecido politicamente da disputa. O governo nomeou ontem um indicado do PL, partido do centrão, para a Diretoria de Ações Educacionais do FNDE. Trata-se de um órgão que gere um dos maiores orçamentos do Ministério da Educação (MEC), de R$ 54 bilhões, e sua atuação tem forte interface com os governos municipais e estaduais.

As negociações da diretoria e da presidência do FNDE fazem parte de um pacote maior de cargos discutido entre o governo e os partidos do centrão, que inclui ainda o Banco do Nordeste e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Os pedidos estão sendo encaminhados por Republicanos, PP, PL e PSD na aproximação recente com o governo Bolsonaro, que busca construir uma maioria no Congresso para evitar eventuais processos de impeachment. Contudo, as siglas têm reclamado da demora nas nomeações, enviadas no mês passado. O governo tem se justificado citando a análise de todas as indicações que é feita pela Associação Brasileira de Inteligência (Abin).

NOMEAÇÕES LIGADAS AO CENTRÃO FEITAS POR BOLSONARO

Fernando Leão (Avante)

Nomeado para a direção-geral do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), indicado pelo Progressista. Vinculada ao MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional), a autarquia é responsável pela construção de barragens e açudes nas regiões áridas do país, tem forte caráter assistencial no interior do Nordeste. Apesar da indicação do Progressista, Marcondes é filiado ao Avante. A costura fez parte da estratégia de partidos maiores de atraírem siglas menores para a base do governo.

Carlos da Silva Filho

Nomeado para a Superintendência de Trens Urbanos do Recife por indicação do PSC. A superintendência faz parte da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), que é vinculada ao MDR. A nomeação teve a chancela de caciques do centrão da Câmara com o objetivo de levar o PSC, que tem nove deputados, para a base de Bolsonaro.

Tiago Pontes Queiroz

Nomeado para a Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional por indicação do Republicanos. Advogado, Queiroz entrou no lugar de Adriana Melo Alves, funcionária de carreira do MDR.

Garigham Amarante Pinto

Nomeado para a Diretoria de Ações Educacionais do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) por indicação do PL.

A diretoria é responsável pela gestão de alguns dos programas mais importantes do fundo, que tem orçamento bilionário, como os de livro didático, transporte escolar e de transferências diretas para as escolas. Garigham é nome de confiança de Valdemar Costa Neto, que comanda o partido.

Carlos Marun (MDB)

Aliado fiel do ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-ministro foi nomeado para o cargo de conselheiro da Itaipu Binacional. A indicação teria partido do próprio ex-presidente.

José Carlos Aleluia (DEM)

Reconduzido ao conselho da Itaipu Binacional, é indicação do DEM. Antigo cacique do partido, o ex-deputado foi sugerido para o cargo pelo presidente da legenda, ACM Neto (BA), segundo congressistas.

Com FOLHAPRESS e AGÊNCIA O GLOBO

 

Pedidos de seguro-desemprego sobem 76% na primeira quinzena de maio

O número de pedidos de seguro-desemprego apresentou um salto de 76% na primeira quinzena de maio deste ano, se comparado com o mesmo período de 2019. A informação foi divulgada pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (21). Nas primeiras duas semanas deste mês, foram registradas 504 mil solicitações da assistência do governo a pessoas demitidas sem justa causa. Na primeira, quinzena de maio de 2019, o número foi de 286 mil.

O número também é maior do que os 481 mil observados na segunda quinzena de abril deste ano, quando o país já enfrentava a pandemia do novo coronavírus.

Neste ano, o seguro-desemprego já foi liberado a 2,8 milhões de pessoas, uma alta de 9,6% em relação a igual período de 2019. De acordo com o Ministério da Economia, o número ainda apresenta uma defasagem e pode ser maior porque o fechamento de agências do Sine (Sistema Nacional de Emprego) fez com que muitas pessoas não solicitassem o benefício.

O governo estima que  mais de 250 mil pessoas foram demitidas sem justa causa, estão aptas a receber o auxílio, mas ainda não fizeram o pedido. O seguro-desemprego é uma assistência financeira temporária paga pelo governo a trabalhadores dispensados sem justa causa. O valor do benefício varia de R$ 1.045 a R$ 1.813,03.

A pessoa demitida tem quatro meses de prazo para requerer o auxílio no Sine, no portal “gov.br” ou no aplicativo de celular “Carteira de Trabalho Digital”.

O Ministério da Economia afirma que, uma vez feita a solicitação pelo trabalhador, não há fila de espera para concessão do benefício.

Membros do governo afirmam que a medida colocada em vigor em abril que permite corte de jornadas e salários está surtindo efeito. Sem ela, dizem, o número de demissões durante a crise seria muito maior.

O programa autoriza empresas a fazerem acordos com seus funcionários para suspender integralmente contratos por até dois meses ou para reduzir jornadas e salários por até três meses. Nesses casos, o governo entra com uma compensação em dinheiro para os trabalhadores atingidos. Até o momento, 8 milhões de trabalhadores formais tiveram contratos suspensos ou salários e jornadas reduzidos.

Folhapress

 

Flavio Dino sobre a cloroquina do Ministério da Saúde: ”Não há certeza científica em nível internacional e nacional”

Novo protocolo sobre o uso de cloroquina no combate ao coronavírus permite o uso do medicamento na fase inicial da doença

Ao menos oito governos estaduais já sinalizaram que não vão aderir ao uso generalizado de cloroquina – entre eles, São Paulo Bahia e Rio Grande do Sul. Em outros sete, as administrações afirmam que a aplicação ou não da substância ainda está sob estudo. As demais unidades federativas não deram retorno até o final da noite desta quarta-feira.

Considerado epicentro do coronavírus no País, São Paulo deve manter a administração de cloroquina nos hospitais como era feita até então, segundo afirmou o governador João Doria (PSDB). “Nós não faremos distribuição nem aplicação generalizada da cloroquina, porque a ciência não recomenda”, disse. “A ciência não orienta este procedimento e em São Paulo nós seguimos o que diz a ciência.”

No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSDB) declarou que “quem tem de tomar a decisão é o profissional de saúde”. “Não há evidência suficiente para que a cloroquina tenha administração irrestrita, pelo contrário: são feitos muitos alertas sobre possíveis efeitos colaterais graves.”

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), também se opôs à nova recomendação do Ministério da Saúde e criticou a politização do remédio. “Não será adotado. Os médicos com seus pacientes e familiares definem o protocolo de atendimento”, disse ao Estadão. “Na Bahia receita médica não é definida por ideologia ou pelos políticos.”

Por sua vez, o governo Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, disse que “não há certeza científica em nível internacional ou nacional” sobre o assunto. Em Pernambuco, o governo Paulo Câmara (PSB) afirmou que “recebe com preocupação as novas orientações do Ministério da Saúde” e destaca não haver número suficiente de comprimidos, caso se queiram tratar todos os casos leves.

“Não há nenhuma modificação”, afirmou por sua vez o secretário da Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros. Segundo afirma, o corpo técnico da área tem estudado “inúmeros trabalhos” e não há “evidências científicas comprovadas” dos benefícios da cloroquina. “É fundamental que (o uso) seja sob prescrição médica, porque o médico se responsabiliza por essa prescrição”, disse. No Norte, o governo Helder Barbalho (MDB) também diz que não vai alterar a administração da cloroquina nas unidades do Pará.

No Mato Grosso do Sul, o secretário de Saúde, Geraldo Resende, disse que o medicamento adquirido pelo governo foi destinado para trabalho científico em duas unidades hospitalares. “O uso da cloroquina é reservado à decisão do médico em relação à aplicação.”

Já os governos de Minas, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Acre, Piauí e Rio Grande do Norte afirmaram ao Estadão que o novo protocolo está sendo avaliado por comitês científicos locais ou pelas Secretarias de Saúde. O governo do Distrito Federal não se pronunciou.

SUS

O secretário do Maranhão, Carlos Lula, afirma que há receio sobre a orientação estimular pressão da população sobre gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) e médicos. “Indiretamente já tem acontecido, mas é um erro. Debate equivocado. O presidente (Bolsonaro) acaba trazendo isso ao centro do debate”, disse. “A gente sabe que não há medicação 100% eficaz. A maioria dos pacientes melhora sem tomar nada, pode tomar cloroquina ou tubaína, vai dar na mesma. É um debate equivocado”, disse o secretário, em uma alusão à ironia feita por Bolsonaro, em live na terça.

Médicos pressionados

Para especialistas, recomendações de uso da droga devem exercer pressão sobre médicos para a prescrição. “Não só pela recomendação em si, do governo, mas, sobretudo, pela pressão do público leigo, pacientes e familiares”, diz Jorge Salluh, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para Salluh, deve haver também um outro tipo de pressão, no futuro. “Qualquer um que prescrever essa droga hoje, no futuro pode ser processado por má prática, no meu entender”, afirmou. “Porque prescreveu droga sobre a qual não há benefícios comprovados e há potencial de risco ligado à dosagem.”

Advogados ouvidos pelo Estadão avaliam que a iniciativa é simbólica e política, sem obrigar prescrição. Para Davi Tangerino, professor de Direito Penal da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), a medida não é passível de processo criminal. “O que faz é uma autorização”, explicou. Segundo o jurista, não se trata de uma norma que obrigue os médicos a usarem a droga nos casos leves da doença. A adoção do tratamento continua a critério dos especialistas. “A meu ver, não cabe responsabilizar criminalmente (o ministério)”, disse.

Mas o professor explicou que Ministério Público ou Defensorias Públicas podem, isso sim, apelar para o aspecto cível da questão na medida em que essa norma pode levar as estruturas públicas, do SUS, por exemplo, a sofrerem danos por uso de um medicamento sem a eficácia comprovada contra a doença. “E esse é um outro aspecto”, alertou o jurista.

O advogado Daniel Dourado, que também é médico, vê um “protocolo informal”, ou seja, uma orientação de uso “fora da bula”. Sem a indicação especificada no registro oficial, o uso seria ilegal.

As informações são do Estado de São Paulo

Justiça liberou R$ 1 bilhão da Vale S/A para estado de calamidade pública em Minas Gerais

         Valores serão abatidos do montante da condenação final da Vale S/A no caso de Brumadinho.

O juiz de Direito Elton Pupo Nogueira, da 2ª vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte/MG, autorizou a liberação de R$ 1 bilhão de valores retidos da Vale S/A a serem utilizados pelo Estado de Minas Gerais para implementação de medidas para fazer frente à grave situação de calamidade pública, especialmente na área da saúde. A autorização não impede remanejamento de rubricas de gasto em momentos posteriores, dependendo da realidade a ser enfrentada quando da utilização dos recursos. A decisão foi assinada após concordância entre a Vale, o Estado, a Defensoria Pública e o Ministério Público.

Desafios

No pedido feito, foi registrado que o Estado enfrenta um dos maiores desafios de sua história e é necessário proteger a sua população. A  Vale S/A concordou com a liberação do montante, desde que os valores fossem abatidos do montante fixado na condenação final, relativa à reparação pelo desastre ambiental em Brumadinho, o que já foi deferido. O juiz considerou que a Vale S/A já foi condenada a reparar todos os danos decorrentes do rompimento da barragem de rejeitos de minérios na localidade.

O magistrado entendeu que, no atual cenário, com o Estado de Minas Gerais convivendo com suas contas deficitárias e agravadas pela atual grave retração da atividade econômica, é admissível o emprego de parte dos recursos no impacto negativo provocado pela pandemia do coronavírus, cujo enfrentamento tem reflexos em todas as outras áreas sociais e econômicas.

Processo: 5010709-36.2019.8.13.0024

Informações: TJ/MG.

 

Prefeito e secretário indiferentes as vidas dos servidores da saúde de São Luís vão ser denunciados

O prefeito Edivaldo Holanda e o seu enrolado secretário Lula Fylho, estão sendo acusados publicamente de colocarem em risco a vida de servidores de vários segmentos do Sistema Municipal de Saúde. “Eles não têm respeito a vida das pessoas que trabalham nas unidades hospitalares e postos de saúde, diante da seriedade da pandemia do covid-19, que inclusive já matou muita gente”, disseram inúmeros servidores durante movimento que fizeram nesta quarta-feira para pedir primeiramente Equipamentos de Proteção de Qualidade-EPI’s de qualidade e que não os exponham a vulnerabilidade diárias.

As primeiras denúncias públicas vieram pelos socorristas do SAMU. À época o secretário Lula Fylho tentou desqualificar como improcedente as denúncias, mas  foi desmoralizado com a exibição de provas. O Secretário Municipal de Saúde, que já foi Secretário de Governo da atual administração e saiu do cargo por envolvimento em práticas ilícitas com a Secretaria Municipal da Fazenda, ao invés de ser defenestrado pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior, como princípio de seriedade, moralidade pública e transparência, muito pelo contrário foi promovido para ser o titular da pasta da saúde.

Os servidores da saúde municipal registraram que numa equipe de plantão do Socorrão 2, com 22 pessoas, apenas uma não foi infectada pelo covid-19. “O prefeito de São Luís e o secretário de saúde estão brincando com as nossas vidas”, destacaram com relatos de que o Ministério da Saúde repassou recursos e continua, para a Prefeitura de São Luís atender diversas demandas no combate ao coronavírus, mas infelizmente nós nos sentimentos discriminados, ainda mais pelas precárias condições de trabalho e salários bem aviltantes, afirmaram

Através das suas categorias de classe, os servidores da saúde municipal vão denunciar o prefeito Edivaldo Holanda Júnior e o secretário Lula Fylho ao Ministério Público Estadual da Saúde para ver de perto a realidade a que estão expostos a contaminação ao covid-19 todos os dias e  também ao Ministério Público Federal sobre a questão dos recursos federais que estão sendo repassados a prefeitura de São Luís para verificar a aplicação de maneira transparente.