PEC que destina cota de 18% para mulheres no Legislativo mudaria composição de 17 assembleias

Aprovado no Senado, o projeto de lei que destina a mulheres 18% das vagas nas eleições proporcionais — para vereador, deputado estadual e federal — teria grande impacto nas assembleias legislativas e nas câmaras municipais. Levantamento do GLOBO aponta que, se a medida já estivesse em vigor na última eleição, haveria alteração na configuração de 17 assembleias. O texto prevê aumento gradual a cada duas eleições e, no ápice, abrangeria reserva de 30% das cadeiras para mulheres no pleito de 2038.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, por exemplo, a representatividade feminina seria quadruplicada se a cota inicial de 18% já estivesse em vigor. Em Goiás, mais que triplicada. Nas câmaras municipais, também haveria grande impacto: na eleição de 2020, 948 cidades elegeram apenas vereadores homens para compor o parlamento, apesar de mulheres responderem por 52% do eleitorado brasileiro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, foram eleitas 9.122 vereadoras na última eleição, de um total de 58.208 cadeiras, ou seja, 15,6%. A PEC está paralisada na Câmara dos Deputados, mas houvesse um esforço concentrado das mulheres que estão no parlamento com o apoio popular, com certeza já estaria valendo para 2022.

Fonte: EXTRA

A esquerda sem conteúdo coloca rótulos perversos em quem merece respeito e foge da verdade

A Dra. Nise Yamaguchi tuitou:

“Continua a narrativa estranha de um ‘gabinete paralelo’. Paralelo significa linhas que não se encontram nem no infinito. O que existe, continuo reiterando, são encontros, com consultorias científicas ocasionais, dentro do governo, a favor do povo brasileiro.”

Confira:

Em poucas linhas, a doutora menciona duas questões a que muito me tenho referido. A palavra “narrativa”, cujo verdadeiro sentido e uso acabo de denunciar em vídeo no meu canal no YouTube e no Facebook, e o uso retórico de rotulagem, ou de etiquetas, para sintetizar tais narrativas. São perícias da esquerda.

As narrativas esquerdistas são estórias construídas para enganar desinformados e incautos. Formas sofisticadas da mentira.

Fogem da verdade como o diabo da cruz, mudam os fatos, alteram sua sequência, criam e recriam os acontecimentos dando-lhes a forma que melhor convém a seus intuitos.

O único objetivo real da CPI da Covid-19, por exemplo, é carimbar sua narrativa, que estava pronta antes de ser convocada.

Narrativas ocupam enorme tempo nas salas de aula, na comunicação social, na cultura, e tem instalações luxuosas nos poderes de Estado. A quem é remunerado para servir a sociedade, seu custo onera ainda mais gravemente a nação em atraso educacional, cultural e social.

A rotulagem exerce função simbólica. Todo um vocabulário – de negacionismo a gabinete do ódio, de genocídio a gabinete paralelo – se transforma em centenas de rótulos que a esquerda aplica sobre seus adversários para colher determinados fins. Claro que, pelo reverso, conta muito sobre sua fonte, como afirmo no título deste pequeno comentário.

São etiquetas criadas por quem não tem conteúdo que mereça rotulagem própria digna de respeito.

Percival Puggina

Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país.

 

Será que o antigo Orfanato Santa Luzia resistirá a mais um inverno e à inoperância do poder público?

De há muito venho mostrando os riscos de desabamento do prédio do antigo Orfanato Santa Luzia, mas a indiferença e mais precisamente o total descompromisso das autoridades é que o patrimônio público e histórico seja destruído pela falta de recuperação, sem falarmos no abandono que deu origem aos riscos que são bem visíveis.

O orfanato Santa Luzia era uma entidade dirigida por freiras estrangeiras que de maneira solidária e fraterna e como missão profética acolhiam crianças abandonadas ou que os pais não tinham pretensão de cria-las. Elas educavam as crianças e eram preparadas para a adoção e pelo que se tem conhecimento foram sucedidas na maioria dos casos. Muitos homens e mulheres que saíram do orfanato, conseguiram transformar as suas vidas com a adoção, retornaram ao local como benfeitores. À época como não havia muita burocracia e as adoções eram feitas à luz do evangelho e o acompanhamento pelas próprias freiras, hoje ainda existem muitos testemunhos de pessoas que moraram no local, foram adotadas e construíram as suas vidas com paz e amor.

O trabalho solidário e fraterno das freiras, muito embora recebessem ajudas internacionais, muita gente colaborava com a entidade pela devoção a Santa Luzia, principalmente quem sofria de problemas na vista e que foram curadas pela própria fé.

O prédio do antigo orfanato, não se sabe se foi adquirido pela prefeitura de São Luís ou se trata de cessão, mas a verdade é que no local funcionou a Secretaria Municipal de Educação e que abandonou o local, quando por falta de reformas e ameaçava ruir. Teriam sido feitos alguns escoramentos, mas grande parte do telhado já caiu e no inverno dentro da estrutura é acumulada muita água. O trânsito de coletivos no local é outro fator de risco pelo abalo que vem sofrendo a estrutura do prédio.

Como a prefeitura de São Luís não reforma nem escolas, com certeza não tem atenção para um prédio com uma história importante para a cidade de São Luís, uma vez que o orfanato Santa Luzia, era acima de tudo, uma entidade cristã e educadora, em que as irmãs católicas que a administravam, sabiam alimentar as mentes e corações das crianças com um grande amor à luz do evangelho.

Matéria publicada em 14 de dezembro de 2019. Fizeram um isolamento do prédio e nada mais. O que não sabemos é se as paredes do prédio resistirão a mais um inverno. O telhado já desabou em grande parte.

Fonte: AFD

 

 

Jurista Carvalhosa detona o STF: “Acabou com a Lava Jato. Perdeu a legitimidade. Perdeu o respeito”

O respeitado Modesto Carvalhosa é tido como um dos mais influentes juristas da América Latina. Uma verdadeira sumidade, profundo conhecedor do direito e uma voz de destaque em todas as esferas da sociedade.

Em entrevista ao jornalista Renan Ramalho, que foi ao ar nesta terça-feira (12), Carvalhosa faz inúmeras considerações a respeito da Justiça brasileira, das liberdades individuais, sobre as decisões do STF e os limites da Justiça brasileira.

Especificamente sobre a nossa Suprema Corte, a visão do eminente jurista é arrasadora:

“O Supremo Tribunal Federal a partir de 2017 se tornou um tribunal político (…). A autoridade ela tem que ser legítima, aquela que o povo respeita espontaneamente (…). Hoje, o STF com a sua atual composição ele perdeu a sua legitimidade. Perdeu o respeito do povo brasileiro. O povo brasileiro não tem o menor respeito pelo Supremo Tribunal Federal.”

Fonte: Jornal da Cidade

 

O plano de Aziz, Renan e Randolfe, com o final da CPI do Circo é o uso da OAB

No dia 21 de outubro o relatório de Renan Calheiros será entregue ao procurador-geral da República, Augusto Aras. O PGR tem 30 dias de prazo para dar encaminhamento ao relatório final da CPI.

A cúpula da CPI tem pleno conhecimento de que não produziu absolutamente nada que pudesse incriminar o presidente da República. Todas as narrativas foram devidamente exterminadas. Assim, numa análise técnica do caso, é bastante provável que todo o relatório seja encaminhado para o arquivo. Noutras palavras, para a “lata do lixo”.

Antevendo isso, mas disposta a prosseguir com as narrativas, a cúpula da CPI parece que já traçou uma estratégia.

A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, acaba de revelar que membros da CPI já estão discutindo com membros da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), que podem assumir a causa em nome de associações vítimas da Covid.

Em caso de arquivamento do relatório pelo Ministério Público, parentes de vítimas da Covid-19 devem ingressar com ação direta privada junto ao STF. A OAB, comandada por Felipe Santa Cruz, seria usada para assumir a causa em nome de associações vítimas da Covid. Um escárnio…

É a politização do judiciário com interesses meramente eleitoreiros.

Jornal da Cidade Online

 

Secretário revela que houve R$13 bilhões em gastos não auditados com a Lei Rouanet

Ninguém sabe se muitos dos 20.000 projetos financiados foram de fato realizados

O secretário nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciúncula, revelou na noite desta segunda-feira (11), durante entrevista ao programa “Sem Censura”, da TV Brasil, que o governo Jair Bolsonaro constatou a existência de mais de R$13 bilhões gastos em projetos não auditados, após receberem recursos públicos por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.

Ele também revelou que 30% do valor total desses R$13 bilhões não aditados eram obrigatoriamente gastos com propaganda, dinheiro que segundo o secretário era destinado a jornais, revistas, emissoras de rádio e TV. Outros 15% dos recursos arrancados por meio da Lei tinham que ser gastos obrigatoriamente com “assessoria jurídico”.

Porciúncula disse que as empresas patrocinadoras assumiam 50% dos custos dos projetos, mas, na prática, de todos os gastos, sobravam apenas 5% para cultura,

O secretário informou que, no total, foram mais de 20.000 projetos não auditados, apesar de terem sido financiados com recursos públicos. Ele destacou que não se refere à mera conferência de notas fiscais, mas a verificação sobre a efetiva realização dos eventos e projetos que tomaram dinheiro da Lei Rouanet.

Por essa razão, segundo o secretário, a primeira prioridade é a moralização na concessão dos benefícios da Lei de Incentivo à Cultura. Ele considera inaceitável que, antes, as empresas de promoção e produção cultural representassem 10% dos beneficiados e ficassem com 78% dos recursos públicos. Por essa razão, a decisão estratégica do governo é promover a descentralização, a fim de que os recursos cheguem aos projetos mais simples.

“Havia uma pequena elite, uma casta, que concentrava todos os recursos públicos da Lei Rouanet”, disse Porciúncula, que antecipou detalhes de uma nova instrução normativa determinando que patrocinadores de projetos culturais cm valor acima de R$1 milhão, com os benefícios da Lei Rouanet, terão de destinar obrigatoriamente 10% de seu investimento para pequenos projetos.

A nova instrução normativa também limitará a dois anos o patrocínio obtido com os favores da Lei Rounet. “A empresa não poderá usar a Lei para patrocinar o mesmo artista ou o mesmo projeto por dez, quinze anos”, disse. “A Lei é de incentivo à cultura”, enfatizou, ao defender a diversificação de projetos.

O programa “Sem Censura” desta note, com apresentação de Marina Machado, contou com a participação dos jornalistas Taís Braga, editora do Correio Braziliense, e Leandro Magalhães.

Fonte: Diário do Poder

 

Estadão divulga Zé Dirceu como articulador da campanha de Lula. Será pela experiência corrupta?

Matéria publicada pelo jornal Estadão no dia 06 de outubro está repleta de afagos ao meliante José Dirceu.

“José Dirceu já foi tudo na vida: líder estudantil, preso político, exilado, deputado, ministro, articulador político, preso comum… A maioria dessas facetas ficou para trás, mas uma voltou à tona. Como em 2001, Dirceu articula, falando pelo PT, os palanques de mais uma campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.”

Para o deputado Marcel van Hattem, isso não passa de “mais um tapa na cara da população”.

Em texto publicado em suas redes sociais, o destemido parlamentar gaúcho diz o seguinte:

“Condenado no mensalão e no petrolão por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro, e solto definitivamente desde novembro de 2019, sem ter cumprido todas as penas a que foi condenado,  que somam mais de 30 anos, o petista José Dirceu agora articula a candidatura do ex-presidiário Lula. É um tapa na cara da população brasileira que isso esteja acontecendo, que notórios corruptos estejam soltos ou que tenham suas condenações anuladas pelo STF. O sinal transmitido à sociedade brasileira é o de que roubar dinheiro público compensa – principalmente se você for do PT. Absurdo!”

Para o PT e outros partidos unidos a ele, demonstram que vão tentar mais uma vez tripudiar do povo brasileiro e que Lula tem no Zé Dirceu, com o seu grande cabedal em conhecimentos, estratégias e práticas de corrupção, como o deu grande articulador.  O povo brasileiro precisa reagir nas urnas.

Jornal da Cidade Online

 

Ganha destaque nacional a violência de vereador contra vereadora em Pedreiras no Maranhão

O caso aconteceu no dia 06 de outubro na cidade de Pedreiras (MA). A vereadora Katyane Leite (PTB) teve o microfone arrancado por um colega parlamentar, o vereador Emanuel Nascimento (PL).

Um ato inaceitável de violência.

Na ocasião, os dois discutiam sobre um projeto de lei que homologa contrato de cessão de um terreno no município. Emanuel acusou a vereadora de não ter votado a favor do PL, enquanto Katyane disse ter apenas pedido vistas sobre o projeto e exigiu respeito por parte do colega.

“A vereadora está falando de respeito. Ora, ora. Olha quem fala de respeito. Você não tem respeito com ninguém, ‘sô’, muito menos comigo. Você age de forma leviana, mentirosa, e vem me falar de respeito. Ora, rapaz, me compra um bode”, disparou Emanuel.

Em seguida, Katyane voltou a ligar o microfone para rebater as acusações, mas Emanuel se levantou da mesa e retirou o equipamento da colega. Demonstrou despreparo para o debate. Faltou com o decoro.

O problema tomou proporções sérias e a vereadora espera uma posição da mesa diretora do parlamento municipal. Caso ela não venha com as devidas e necessárias reparações, ele pretende recorrer ao Poder Judiciário.

Jornal da Cidade Online

 

Tríduo de Nossa Senhora Aparecida do Povo de Deus do Radional

O festejo de Nossa Senhora Aparecida, da comunidade do Radional, chega hoje ao final do tríduo, iniciado no sábado, com recitações de terços, ladainhas e missas, com a participação do Povo de Deus, do Radional e de várias comunidades próximas.

O festejo terá o seu grande momento de profissão de fé, amanhã, data comemorada a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e do Radional. Mesmo com todos os cuidados e obedecendo as determinações sanitárias, o dia será diferente, com as pessoas enfeitando as suas ruas e se organizando para a carreata. Com certeza, serão importantes momentos de muitas orações e expressões de sentimentos de fé, de mentes e corações.

O encerramento será, após a carreata, com a celebração da missa e em seguida a coroação de Nossa Senhora Aparecida, no Radional.

Fonte: AFD

 

Estudante de medicina do Piauí é acusado de ter abusado de 04 crianças, entre elas, as irmãs de 3 e 9 anos

Uma história de abusos em família, como nunca foi vista em Teresina, Piauí, está mobilizando a opinião pública. Um jovem estudante de medicina, de 22 anos, está sendo acusado de estupro de vulnerável após relatos dos próprios parentes à polícia de que ele teria estuprado duas primas, uma delas hoje com 13 anos, e duas meninas de 9 e 3 anos, que são irmãs dele. Todas já relataram esta semana os acontecimentos diretamente à Justiça, com o acompanhamento de psicólogos. Diante da notícia de que Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira teria fugido para o exterior, o advogado Ricardo Araújo, que representa as vítimas, diz que o Ministério Público vai pedir a prisão preventiva do estudante e possivelmente fazer um comunicado internacional de buscas pelo suspeito à Polícia Federal. A madrasta de Marcos Vitor e a irmã dela, mães das crianças, já o tratam como foragido.

O caso veio à tona depois de anos de convívio de Marcos Vitor com as meninas. Quando ele tinha apenas 8 anos, o pai dele foi viver com P.L. (que pediu para não ter o nome identificado). O casal de classe média, que mora na Zona Leste de Teresina, teve duas filhas, que teriam sido vítimas do irmão. A família acredita que as investidas tenham começado quando ele era adolescente, mas ninguém nunca percebeu nada. Nos depoimentos feitos no tribunal, as crianças contaram que ele se trancava com elas no quarto e tocava nelas.

Marcos Vitor se mudou para Manaus há cerca de dois anos, para cursar medicina. Os relatos começaram a ser expostos à família em julho deste ano, depois que uma prima contou ter sofrido abusos dele. A filha da advogada Priscila Karine Coelho Campos, irmã da madrasta de Marcos Vitor, faz tratamento psicológico desde os 6 anos, teve mudanças de comportamento e chegou a tentar suicídio. Hoje com 13 anos, a adolescente contou o que havia acontecido.

Ela relatou que foi abusada pelo primo pelo menos entre os 5 e 10 anos e que ele tocava em suas partes íntimas. Os abusos, relatados pela jovem, teriam começado durante uma viagem com toda a família das duas irmãs ao Uruguai. Priscila conta que depois de contar à família sua filha começou a apresentar melhoras.

— A menina tomava antidepressivo desde pequena, vivia triste, calada. E ninguém entendia por quê. É uma monstruosidade. A partir daí, a madrasta dele começou a desconfiar que o mesmo poderia ter acontecido com as filhas. Ela perguntou a ele que confessou o crime, mas desde então não foi mais visto — diz o advogado Ricardo Araújo, que trabalha como assistente do Ministério Público no caso.

O pai de Marcos Vitor é empresário e, depois que o escândalo teve início, ele e P.L. se separaram. O rapaz ainda não compareceu para depor na Polícia Civil do estado. As crianças foram ouvidas na Justiça para que não tenham que ser submetidas duas vezes a um depoimento extremamente traumatizante.

— Ele sempre foi criado como filho, ia em viagens da família. Quando ele passou para medicina em Manaus, minha família organizou tudo para ele ir. Depois que minha sobrinha contou o que ele fazia, minha mãe disse para ficar de olho nas minhas filhas. Questionei minha filha de 9 anos, mas pensei “ele não faria isso com a própria irmã”. Sempre morou junto, ninguém via nada de diferente. Ela me confirmou, chorando. Depois minha filha de 3 anos também confirmou — conta a madrasta.

De acordo com Araújo e com a madrasta, Marcos Vitor confessou o crime por meio de mensagens trocadas com ela por aplicativo de celular.

Num longo relato, atribuído a ele, o estudante diz: “Essa foi uma parte obscura da minha vida que me envergonha muito e que eu nunca queria voltar. Não existe nada que justifique o que aconteceu, nada que me exima. Eu só posso pedir perdão para você e toda a família que me acolheu muito bem. Eu faço o que for preciso para tentar reverter todo o impacto negativo que eu causei, o que for preciso para deixar esse passado de lado. Eu tenho minhas irmãs e para mim pode-se dizer que elas são minha vida. Eu não posso ver uma criança na UBS que eu digo o quanto tenho saudade delas”, que acrescentou que seu sonho era levar as irmãs para estudarem nos EUA, para construírem uma carreira que ele mesmo não teria tido a oportunidade. Na mesma conversa, ele ainda teria completado: “Eu vou entender se não me perdoarem, eu também não sei e me perdoaria, mas quero que saibam que aquele não sou eu”.

Desde então, Marcos Vitor está em local ignorado. As mensagens foram entregues aos investigadores. Procurado pela reportagem, seu advogado afirmou não poder comentar sobre o caso, pois tramita em segredo de justiça.

O advogado diz que toda a família está em choque porque Marcos Vitor era considerado um jovem impecável, educado, respeitador, inteligente e estudioso. Nas redes sociais, costumava defender rigor contra crimes semelhantes ao que agora é acusado. Dizia que amava as irmãs acima de tudo e que gostaria de levá-las para estudar no exterior.

— Ele admitiu para a madrasta que abusou das crianças. Há ainda outras que não são da família mas que ainda não quiseram falar por vergonha. Ele falou que se arrependia do que tinha feito e que este era um lado obscuro que ele tinha há muito tempo. Depois disso desapareceu. Já teve gente da família, por parte do pai, que está protegendo ele, dizendo que ele foi para outro país fazer um curso e só volta quando a situação se acalmar. Já disseram até que ele tinha tentado suicídio, mas é mentira — relata Araújo.

— Ninguém desconfiava, ele não bebia, não fumava, tinha sempre namorada fixa. Namorou por vários anos, terminou quando foi para Manaus e já tinha outra namorada lá. Não era de ir para festa, não ficava em cima das crianças. Na minha família inteira ninguém pensava que ele poderia fazer isso. As meninas dizem que foram incontáveis vezes — afirma Priscila.

As mães das crianças reclamam da demora para o andamento do processo. Por isso resolveram expor o caso nas redes sociais.

— Nos disseram que por ele ser primário demoraria pelo menos cinco anos para que tivesse processo viável de prisão. Foi um dos motivos de termos decidido postar. O depoimento das meninas seria só daqui a três anos, agora elas já foram ouvidas. Iria dar tempo dele se formar. Entrei em contato com o CRM (Conselho Regional de Medicina) e disseram que só perde o registro em caso de relação entre médico e paciente. A gente tinha que fazer alguma coisa porque ele iria ser médico e estuprador de crianças — diz Priscila.

Fonte: EXTRA