Presidente da CBF é denunciado por assédio moral e sexual na entidade

O presidente da CBF, Rogério Caboclo, foi denunciado, nesta sexta-feira, por uma funcionária da confederação por assédio moral e sexual. De acordo com o portal “Globo Esporte”, a acusação foi protocolada na Comissão de Ética da CBF e na Diretoria de Governança e Conformidade. A autora da denúncia relatou os abusos vividos por ela desde abril de 2020, e afirma ter provas dos episódios.

No documento, a funcionária da CBF relata constrangimentos em viagens e reuniões com Caboclo na presença de outros diretores da entidade. Ela também descreve um episódio em que o presidente perguntou se ela “se masturbava” e, em outro momento,

– Tenho passado por um momento muito difícil nos últimos dias. Inclusive com tratamento médico. De fato, hoje apresentei uma denúncia ao Comitê de Ética do Futebol Brasileiro e à Diretoria de Governança e Conformidade, para que medidas administrativas sejam tomadas – disse a funcionária, que permaneceu anônima ao “Globo Esporte”.

Ela também relata que Caboclo expôs sua vida pessoal, criando histórias falsas sobre supostos relacionamentos que a funcionária teve com membros da CBF. O presidente também foi acusado de ter cometido estes abusos enquanto estava sob efeito de bebidas alcoólicas que ele pedia para que ela escondesse em “lugares combinados” para consumo durante o expediente.

O caso já era de conhecimento de membros da CBF, desde que a funcionária se licenciou por motivos de saúde e esperava-se uma denúncia contra Rogério Caboclo. Caso o presidente seja derrubado, a confederação realizará uma eleição entre os oito vices para decidir que continuará no comando da entidade até 2023.

Fonte: Yahoo Notícias

 

 

 

 

 

Aglomeração no banco Itaú da rua Grande é invisível à fiscalização sanitária e demais autoridades

Tenho procurado mostrar que os discursos das autoridades são totalmente diferentes das ações, quanto as questões inerentes ao enfrentamento à covid-19 no distanciamento social, uso de máscaras e aglomerações. Tenho procurado mostrar, que o poder público forma até força tarefa, quando se trata de fiscalizar bares, restaurantes e casas de eventos, que geralmente não são tão agressivos quanto a presença de números exagerados de pessoas em seus recintos, quando se faz uma comparação com as filas de bancos e se formos nos situar com os terminais, paradas e superlotações nos coletivos, a dimensão do problema não é tão grave com o que situamos acima.

O que suscita dúvidas é se tal interesse das instituições são as aplicações de multas nos estabelecimentos e no caso dos bancos não seria diferente, mas fica é a demonstração de falta de interesse com a omissão ou simplesmente favorecimento. Se for o caso, fica aquela história para os amigos e interesses aplica-se os favores da lei e para os demais os rigores da lei com doses de apertos constantes e deixa para lá, a covid-19.

E que adianta falar de superlotações de hospitais, dos riscos de colapso e da necessidade de distanciamentos sociais, usos de máscaras e evitar aglomerações, se o governo se omite a adotar providências na questão dos bancos e dos terminais, paradas e superlotação de coletivos, potenciais graves para contaminações.

Fonte: AFD

Anvisa decidirá hoje sobre importação das vacinas Sputnik V e Covaxin

Reunião extraordinária analisará novos pedidos de importação das vacinas russa e indiana contra covid-19 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai decidir nesta sexta-feira (4) sobre a importação das vacinas contra convid-19 Sputnik V e Covaxin. Reunião extraordinária analisará novos pedidos de importação do imunizante russo, apresentado por governadores, e outra solicitação semelhante feita pelo governo federal para importação da vacina indiana.

Ao todo, os governadores do Nordeste têm pré-contratos para aquisição de 65 milhões de doses da Sputnik, à espera da aprovação pela Anvisa. O governo federal planeja comprar outras 10 milhões de doses.

A primeira decisão da Anvisa sobre a importação emergencial da Sputnik V aconteceu no final de abril, quando a agência negou o pedido do Maranhão e outros estados sob a alegação de que não havia documentos que comprovassem a segurança da vacina.

Os governadores do Consórcio Nordeste encaminharam à Anvisa um relatório técnico pela aprovação da Sputnik V feito pelo Ministério da Saúde da Rússia, cumprindo uma das exigências da agência para autorização excepcional. Mas a documentação ainda foi considerada incompleta e novos materiais foram encaminhados para análise.

O Maranhão, assim como os demais estados, entraram com novos pedidos de importação, e a Anvisa sinalizou que poderia rever a decisão, desde que nova documentação fosse apresentada, respondendo às questões de segurança levantadas pela agência.

A decisão da Anvisa deveria ter sido apresentada até a última terça-feira (1º), mas a agência ganhou mais cinco dias depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, em ação impetrada pelo governo do Maranhão, deu um novo prazo para responder à ação.

Na ação no STF, o governo do Maranhão questiona a quantidade de documentos pedidos pela Anvisa, alegando que a agência mistura os processos de importação, mais simples, com a autorização de produção da Sputnik V no Brasil pela União Química, e pede mais documentos do que o necessário.

Vacina indiana

Já sobre a vacina indiana Covaxin, a Anvisa não aprovou inicialmente a qualidade do laboratório produtor da vacina, a Bharat Biotech, após uma inspeção, e depois de alterações, a proposta de importação também será reavaliada.

O governo federal tem um acordo para aquisição de 20 milhões de doses da Covaxin. Nesta semana, o Ministério da Saúde atingiu a marca de mais de 100 milhões de doses de vacinas dos laboratórios contratados distribuídas às Unidades Federativas.

Fonte: R7

 

“A CPI que sequer trouxe luz sobre os respiradores comprados em lojas de vinho”, detona jornalista

Em entrevista à TV Jornal da Cidade, a jornalista Liliane Ventura criticou duramente a CPI da Pandemia. “É a quinta semana de uma comissão que sequer trouxe luz sobre as suspeitas dos respiradores que foram enterrados ou comprados em lojas de vinho”, ressaltou. Ela também relembrou que o “problema da saúde é desde sempre”, desmistificando que seria por causa do atual governo o problema da falta de leitos.

A CPI contou com inúmeros momentos de assustar, principalmente no trato com a Dra. Nise Yamaguchi. Os senadores trataram a médica oncologista e infectologista de forma grosseira, colocando em xeque sua capacidade profissional.

“Nós estamos falando de uma mulher de 62 anos, com a vida dedicada à medicina. É uma total inversão de valores”, desabafou. Liliane relata que torceu para que a Dra. Nise fosse escolhida como ministra da Saúde.

“Eu acho que teria sido valorosa sua participação se tivesse passado por lá como ministra da Saúde. O que a gente precisa são de pessoas com conhecimento técnico”, afirmou.

Jornal da Cidade Online

 

 

 

STF decidirá em plenário sobre convocação de governadores pela CPI

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, é a relatora de uma ação proposta por 18 governadores que tentam a todo custo não depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, imposta ao Senado Federal pela própria Corte.

À princípio, a CPI tinha como meta analisar apenas as supostas ações e omissões do Governo Federal no enfretamento da pandemia do coronavírus. Mas, requerimento do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), assinado por 45 parlamentares, solicitava que governadores e prefeitos fossem convocados a prestar esclarecimentos sobre onde investiram os mais de 700 bilhões de reais encaminhados pelo Governo Bolsonaro para o combate ao vírus.

A CPI levou mais de quatro semanas para aprovar a chamada dos governadores. Quando o fez, convocou, em sua maioria, chefes do executivo estadual que têm bom relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro. O que comprova que a cúpula da CPI, também chamada de “G7”, está interessada mesmo em incriminar Bolsonaro pelo crime de responsabilidade, que poderia acarretar em impeachment.

Nesta terça-feira (1), a ministra deu prazo de cinco dias para o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), prestar informações sobre a convocação dos governadores “chorões”. Em seguida, será a vez da Advocacia Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) também contarem o mesmo prazo para se manifestarem. Após o período de dez dias, a ministra decidirá se concede ou não liminar isentando os governadores de comparecerem à CPI.

Depois da decisão, o caso deve seguir para o plenário, onde os onze ministros votam se concordam ou não com a decisão da relatora. O julgamento parece que não será unânime porque os integrantes da Corte estão divergentes sobre o assunto.

A convocação de governadores é defendida por muitos parlamentares. Eles alegam que a comissão tem o dever de apurar desvios dos recursos públicos no combate à pandemia. Mas, o tema encontra resistência de todos os lados.

Fonte: UOL

 

Além dos 17 processos de corrupção, pesa contra Renan ataque a jornalista com ofensas machistas

Esta semana, depois das ofensas recebidas pela oncologista e imunologista Nise Yamaguchi na CPI da Covid-19, voltou a circular na internet uma postagem de 2019 do senador Renan Calheiros (MDB-AL), em que ele ofendia a jornalista Dora Kramer, colunista da Revista Veja, depois de ser derrotado na disputa à presidência do Senado Federal.

A comunicadora relembrou a polêmica de 2019 e escreveu no Twitter:

“Obrigadissima à CPI por esquecer os ataques machistas de Renan Calheiros a mim. Muita coerência”, ironizou.

Dora havia chamado o parlamentar de arrogante no artigo que analisava o resultado das eleições para o Senado. Furioso, Renan respondeu, em sua conta no Twitter, que já tinha sido assediado, sexualmente, pela jornalista. Ele também insultou o pai da congressista Simone Tebet (MDB-MS), que foi uma das articuladoras da vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“A Dora Kramer (Veja) acha que sou arrogante. Não sou. Sou casado e por isso sempre fugi do seu assédio. Ora, seu marido era meu assessor, e preferi encorajar Geddel e Ramez, que chegou a colocar um membro mecânico para namorá-la. Não foi presunção. Foi fidelidade.”

A repercussão ao tuíte do emedebista foi tão negativa que ele apagou o post horas depois.  Ricardo Noblat, amigo da comunicadora e também integrante da Veja, disse:

“Seu post, senador, dá a real dimensão do seu caráter. Ou da falta dele“, respondeu Noblat.

A colunista Cora Ronai, do Globo, também saiu em defesa da jornalista e condenou o ataque: “Renan, o Canalha, revela-se no ressentimento: acaba de postar o tuíte mais machista, asqueroso e repulsivo da política brasileira em todos os tempos, o que não é dizer pouco”, disparou.

Apesar das juras de fidelidade no casamento, Renan, que foi presidente do Senado Federal, foi derrubado, em 2007, depois de ter sido acusado de direcionar emenda parlamentar em favor da empreiteira Mendes Junior. Em troca, segundo a denúncia, o lobista da empresa pagava a pensão alimentícia devida pelo senador a uma filha que teve em relação extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso.

A cassação foi recomendada pelo Conselho de Ética, mas, ao fim, ele foi absolvido em plenário numa votação secreta. Embora tenha conseguido preservar o mandato, ele teve de abrir mão da presidência da Casa, cargo que voltou a ocupar posteriormente por outros dois biênios.

No Supremo, ele responde a 17 processos e é um dos principais alvos da “Operação Lava Jato” em liberdade. Com esse “brilhante” histórico e currículo, o senador foi escolhido pelos seus pares como um nome excelente para a relatoria da CPI da Covid, que tenta incriminar o presidente Jair Bolsonaro por crime de responsabilidade. Mas, até o momento, a oposição não tem nada de concreto.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Feirinha de hortifruti da rua do Passeio é estendida para a rua Grande

A rua do Passeio no trecho compreendido entre as ruas Grande e Santana já é uma realidade com uma feirinha de hortifruti, onde são comercializadas as mais diversas variedades de frutas, inclusive as calçadas são ocupadas pelos feirantes e os pedestres têm que disputar a sua mobilização com os veículos nas ruas, que também são bastante prejudicados.

Diante da indiferença da fiscalização do poder público, o comércio vai ocupando mais espaços e agora já é bem presente na rua Grande. Entende-se que em plena pandemia, todos têm direito de lutar pela subsistência e mais precisamente pelo pão de cada dia, mas isso não implica em ocupar espaços em que não é permitido o tipo de comércio que está sendo implantado por vários ambulantes.

Não sou a favor de que sejam simplesmente retirados, mas que lhes sejam oportunizados espaços pelo poder público para que exerçam com dignidade os seus direitos de trabalho como garantia das suas vidas e respectivas famílias.

O que não é correto é se fazer indiferença para o problema e inesperadamente, muitas vezes com truculência querer retirá-los à força. O problema existe é bem claro e não vê quem não quer, e uma solução é possível pelos caminhos dos entendimentos e bem pacíficos.

Fonte: AFD

 

Venezuelanos exploram crianças nos semáforos para pedir esmolas

A exposição de crianças para pedir esmolas e mais precisamente ajudas financeiras por venezuelanos é bem dominante nos semáforos da área entre a Ceasa e o Cohafuma e no Vinhais, nas proximidades da feirinha. Geralmente os venezuelanos surgem com pedidos feitos através de cartazes de papelão ou em isopor, quando aparecem as mulheres com crianças nos braços e os maiores vão batendo nos veículos pedindo dinheiro. Para eles não interessa outro tipo de ajuda, sob o argumento de que o poder público não os ajuda, quando são questionados e sempre insistem em pedir dinheiro para comprar alimentos.

Em frente a Ceasa, quando não estão sob a proteção de uma árvore, chegam a improvisar sombrinhas para acomodar os filhos. Perguntei a um dos venezuelanos, se compensava ser esmoler com a exploração dos filhos, ele me disse que a crianças sensibilizam as pessoas e melhora o faturamento. Ele não quis me revelar a média diária dos valores que arrecadam diariamente, mas registram que dá para atender as demandas do dia a dia.

A exploração de crianças já deveria ter chamado a atenção das autoridades, principalmente da promotoria especializada de defesa dos direitos da criança, uma vez que estas crianças estão sendo “educadas” de forma desvirtuada à margem de quaisquer princípios, direitos e valores e demonstram uma condenação à exclusão pela ausência do poder público, que têm a responsabilidade de cuidar delas, uma vez que estão vivendo nas ruas, em razão da necessidade ou por opção dos seus pais, que podem estar auferindo mais vantagens do que enfrentar o competitivo mercado de trabalho em plena pandemia.

Fonte: AFD

 

“Vejo com preocupação ministros do STF tentando sequestrar ações da Polícia Federal”, afirma deputado

Em entrevista exclusiva à TV Jornal da Cidade Online em Brasília, o deputado federal Ubiratan Sanderson, com uma longa carreira na Polícia Federal, destacou a importância das ações da instituição.

“Produto do prestígio que tem recebido do governo Bolsonaro, a Polícia Federal tem realizado belíssimas operações Brasil afora. Em plena pandemia, inúmeras ações da PF foram no sentido de combater desvios de dinheiro, apelidaram de Covidão.

Cerca de 20 mil policiais da PF e Polícia Rodoviária Federal estão de parabéns, porque não pararam nenhum dia. Tem combatido o tráfico de drogas, que em meio à pandemia cresceu, isso exigiu que as polícias aumentassem as ações de repressão”, explicou.

De acordo com o parlamentar, ele vê com preocupação uma possível instrumentalização da Polícia Federal por parte de alguns ministros do STF.

“Há tentativas de agentes externos de cooptar a Polícia Federal, temos visto ações de ministros do STF, colocando a PF para cumprir ações de polícia judiciária, vemos isso com preocupação.

“Eu, como parlamentar oriundo da Polícia Federal, vejo com maus olhos quando ministros do STF, ou quaisquer agentes políticos tentam sequestrar ações de órgãos de controle, como Polícia Federal, Receita Federal, Ibama, PRF… em proveito próprio. Fica minha crítica quanto a essa atuação de ministros do STF, determinando a ação da Polícia Federal, sem a participação do Ministério Público”, ressaltou.

O deputado comentou ainda que não acreditava que o STF teria o desplante de anular a delação de um corrupto como o ex-governador do Rio, Sergio Cabral, uma delação feita com base na lei. A entrevista com o parlamentar foi realizada antes da votação, que confirmou a anulação – o próprio ministro Dias Toffoli votou para não ser investigado.

Jornal da Cidade Online

 

Proporção de servidores imunizados nos presídios ultrapassa 100 vezes a de presos

Prevista no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19 do governo federal, a aplicação de vacinas em estabelecimentos de privação de liberdade segue em ritmos diferentes entre servidores e internos, com uma discrepância superior a 40 vezes no caso da primeira dose e de mais de cem para a segunda.

Em unidades prisionais, 36,7% dos funcionários já receberam a primeira etapa da imunização e 26,8% também a segunda, enquanto 0,90% das pessoas presas acessou a primeira dose da vacina e 0,17% as duas.

No socioeducativo, 51,5% dos servidores receberam a primeira etapa da vacinação e 13,3% também a segunda, ao tempo que, 0,2% dos adolescentes tomou a primeira dose, e nenhum a segunda – ressaltando que a imunização está autorizada a partir dos 18 anos.

Os dados são de levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça a partir de coleta realizada pelos Grupos de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) de Tribunais de Justiça de todo o país. Até o momento, 16 estados informaram o status da aplicação de vacinas contra a Covid-19 em unidades de privação de liberdade: Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

Chegou a 90.658 o número de pessoas que contraíram a doença desde o início da pandemia, sendo 59.055 pessoas presas e 22.159 servidores dessas unidades. No socioeducativo, 2.296 adolescentes foram contaminados desde o início da pandemia, além de 7.148 funcionários. Quanto aos óbitos, 449 mortes oficialmente relacionadas à Covid-19 já foram registradas no sistema prisional, sendo 238 de servidores e 211 de pessoas presas. No socioeducativo, todas as 86 mortes pela doença até o momento são de servidores.

O acompanhamento mostra um aumento significativo na última quinzena de registros de Covid-19 entre servidores em estabelecimentos penais no Rio Grande do Sul (36,5%), no Distrito Federal (15%) e no Paraná (9,3%). No caso de internos, o estado do Tocantins registrou um crescimento de 20,6%. Já em unidades de internação de adolescentes, houve aumento representativo de casos em Pernambuco (24%), Maranhão (20,3%), Santa Catarina (14,3%) e Rio de Janeiro (14%).

Testagem
O boletim também atualiza informações quanto à testagem para identificação da doença entre esse grupo: 317.820 exames foram aplicados em pessoas presas e 72.652 entre servidores. Há ainda 21.096 testes realizados em estabelecimentos penais no estado do Ceará, que não distinguiu a que segmento foram destinados.

No sistema socioeducativo, 31.914 adolescentes foram testados desde o início da pandemia, além de 28.503 funcionários. O levantamento mostra que na última quinzena houve crescimento significativo na testagem de internos no Rio Grande do Norte (87,8%), em Sergipe (24,3%) e em São Paulo (13,8%). Até o fechamento dos dados, em 30 de maio, Espírito Santo, Minas Gerais e Paraíba não haviam encaminhado números sobre exames de Covid-19 nesses estabelecimentos.

Os dados coletados pelo CNJ mostram ainda as medidas de enfrentamento à Covid-19 adotadas pelas unidades federativas. Desde o início da pandemia, Grupos de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário de 22 UFs informaram atividades realizadas por comitês de acompanhamento e combate à propagação da doença que têm o Judiciário em sua composição. A regularidade de envio de informações e de funcionamento dos comitês tem variado ao longo do tempo.

Nesta edição, apenas quatro tribunais estaduais disponibilizaram a seus GMFs informações atualizadas sobre a situação da pandemia no contexto local — a data de corte é 30 de maio. O boletim também mantém informações anteriores enviadas por outras 23 unidades federativas, assim como pelos Tribunais Regionais Federais da 2ª Região, da 3ª Região e da 4ª Região.

O levantamento também mostra o montante direcionado pelo Judiciário ao combate à pandemia por meio da destinação de verbas de penas pecuniárias, medida já adotada por 25 tribunais estaduais, além do Tribunal Federal da 3ª Região. A transferência total de recursos dessa modalidade alcança R$107,7 milhões, entre fontes estaduais e federais.

Houve ainda repasse de outras origens para ações de enfrentamento à Covid-19, com R$ 14 milhões destinados a dez diferentes estados: Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

O boletim detalha também informações qualitativas sobre o combate à pandemia em aspectos como disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPIs), alimentação, fornecimento de água e material de higiene e limpeza, além de medicamentos e equipes de saúde. Há dados sobre unidades prisionais de competência estadual e federal, assim como de estabelecimentos do socioeducativo.

Com informações da assessoria de imprensa do CNJ.