O Foro de São Paulo: “nós podemos fazer o diabo quando é a hora de eleição”

Aqui a história de Lula escancara de vez uma frase dita por Dilma Roussef, o poste de Lula: “…nós podemos fazer o diabo quando é a hora de eleição”.

Com o fim da URSS, após a Glasnost e a Perestroika de Gorbachev, a queda do muro de Berlim, os países satélites soviéticos da América Latina perderam o financiamento de sua “galinha dos ovos de ouro”. Fidel nunca conseguiu transformar Cuba em um país autônomo. O país só produzia rum, charutos, açúcar e a população entrou em estado de miserabilidade, após o golpe de Castro, contrastando com o país próspero da época pré-revolução comunista. Fidel precisava conseguir dinheiro de alguma forma, no início da década de 90. Foi assim que Fidel teve a “brilhante” ideia de tentar reunir todos os partidos e organizações de esquerda (legais e ilegais, como as FARCs p.ex.), para tentarem conquistar a hegemonia de poder na América Latina, substituindo a extinta URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) pela URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina).

A URSAL, tratada como teoria da conspiração pela mídia amestrada, nunca existiu oficialmente, apesar de funcionar na prática através da UNASUL e do Foro de São Paulo (de explícito viés marxista), que sempre buscaram a união “política, social, cultural, econômica e de infraestrutura” entre os países membros da América Latina. O Foro de São Paulo, criado por Fidel e Lula, no início dos anos 90, teve reuniões anuais durante toda a década, procurando dominar todos os países da região, atingindo seu ápice entre os anos 2000 e 2010, quando conquistaram o poder em 18 países ou 90% dos 20 países soberanos da AL. O projeto sempre foi buscar a hegemonia do poder e a submissão das soberanias nacionais aos ditames do “Foro”, conforme a dita “teoria da conspiração” da URSAL.

Segundo denunciou Juan Reinaldo Sanchez, ex-segurança de Fidel, em seu livro “A Face Oculta de Fidel Castro”, o ditador já utilizava financiamento do narcotráfico como fonte de renda para seu regime. Leonardo Coutinho, em seu livro “Hugo Chavez, o espectro: Como o presidente venezuelano alimentou o narcotráfico, financiou o terrorismo e promoveu a desordem global”, narra como Chavez foi convencido por Fidel a se associar ao narcoterrorismo, com fins revolucionários, para combater o “imperialismo estadunidense”.

“…podemos fazer o diabo…”

Lula perdeu 3 eleições presidenciais na década de 90, mas ajudou a criar uma das maiores e mais poderosas organizações marxistas-narcoterroristas do mundo: O Foro de São Paulo.

Pedro Possas. Médico.

 

Direita articula retomada de sanções americanas contra Alexandre de Moraes

Em ofensiva nos EUA, aliados de Bolsonaro denunciam abusos do STF. Interlocutores e aliados políticos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificaram os esforços diplomáticos e políticos em Washington para que o governo dos Estados Unidos reative as sanções baseadas na Lei Global Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 

A ofensiva ocorre em solo americano e busca restabelecer as punições financeiras e as restrições de viagem que haviam sido aplicadas ao magistrado. A movimentação é liderada pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo empresário Paulo Figueiredo, que cumprem agendas estratégicas na capital americana. 

Em reuniões com autoridades governamentais e parlamentares do Partido Republicano, a comitiva brasileira tem apresentado denúncias e relatórios que apontam supostos abusos de autoridade, violações de direitos humanos e censura prévia a perfis conservadores e a empresas de tecnologia dos EUA por parte do Judiciário brasileiro.

A Lei Global Magnitsky é um mecanismo da legislação americana utilizado pelo Departamento de Estado e pelo Tesouro dos EUA para punir cidadãos estrangeiros acusados de corrupção ou de violações graves aos direitos fundamentais. As sanções decorrentes dessa norma preveem o congelamento de bens e ativos financeiros sob jurisdição norte-americana, além do cancelamento de vistos e da proibição de ingresso no país. 

O ministro Alexandre de Moraes havia sido incluído na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) em meados de 2025, mas as penalidades foram suspensas pelo governo americano em dezembro do mesmo ano. Paralelamente à pressão pelo retorno da Lei Magnitsky, a comitiva obteve avanço em outra pauta considerada prioritária para a segurança nacional e para o espectro político de direita: a designação oficial das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas por parte da administração de Donald Trump. 

O reconhecimento formal das duas maiores organizações criminosas do Brasil como entidades terroristas internacionais eleva o nível de cooperação e monitoramento financeiro global por parte das agências americanas. Os articuladores da oposição apontam que as duas medidas (a classificação das facções e o pedido de retomada das sanções a Moraes) enfraquecem a narrativa do atual governo federal e dão visibilidade internacional às denúncias sobre a fragilização institucional do país. 

No plano político doméstico, os aliados avaliam que o avanço dessas pautas em Washington fortalece o posicionamento da direita e projeta a pré-campanha de Flávio Bolsonaro rumo aos próximos pleitos eleitorais. Por outro lado, integrantes do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores manifestaram forte oposição às movimentações em solo americano. 

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, emitiu uma nota oficial criticando as medidas adotas pelos EUA. Embora tenha reconhecido a necessidade de combater o crime organizado de forma conjunta, o ex-chanceler rechaçou a inclusão de grupos nacionais em listas de terrorismo e classificou as iniciativas como “pretextos para intervenção estrangeira” inaceitáveis na soberania do Brasil.

Mesmo diante das críticas do governo federal e da resistência do meio jurídico, os aliados do bloco conservador confirmaram que a reaplicação da Lei Magnitsky continuará sendo uma pauta permanente nas próximas agendas oficiais nos Estados Unidos. A estratégia visa manter os holofotes do Congresso americano sobre a condução das investigações e dos inquéritos conduzidos pelo STF no Brasil.

Diário do Poder

 

Escancarada obstrução da Justiça no caso Lulinha impõe intervenção do ministro André Mendonça

Inicialmente, o delegado que comandava o caso Lulinha foi afastado do caso, numa manobra sinistra da direção da PF petista, sem justificativa plausível. No decorrer desta semana, mais uma notícia bombástica e preocupante. O informante que denunciou Lulinha no escândalo do INSS estaria com medo e recuou do que disse. Diante disse, surge o questionamento do jurista André Marsíglia:

“O que o ministro André Mendonça, relator, espera para determinar a investigação de todos os envolvidos por eventual obstrução de justiça?

Falta o quê? Espero que não seja de coragem.”

 Força ministro André Mendonça!

Jornal da Cidade Online

Brasileiro trabalhou de janeiro a maio, só para pagar impostos ao governo Lula

Termina neste sábado (30) os 150 dias de trabalho que o esfolado brasileiro tem que trabalhar exclusivamente para pagar tributos. Os números são do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). A última vez que o percentual de dias trabalhados no ano ficou abaixo de 40% foi em 2006. Desde que Lula assumiu e Fernando Haddad, que até ficou conhecido como “Taxxad”, controlava a Fazenda, a quantidade de dias trabalhados para bancar o obeso estado brasileiro só aumentou.

Só subindo

Em 2023, o brasileiro passava 40,27% do ano ralando para bancar impostos. Passou para 40,71% (2024), 40,82%, aos atuais 41,10%.

Tudo em vão

O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, diz que a carga é alta, mas a população não percebe um retorno proporcional em serviços públicos.

Labuta dobrada

Em 1986, início da série histórica, eram 82 dias trabalhados, número que chegou a cair para 74 (1987) e até 73 (1988). Hoje, são 150 dias.

Herança de Haddad

O instituto destaca alguns dos vilões que turbinaram a arrecadação, como aumento de tributação sobre fintechs e a taxa das blusinhas.

Coluna do Claudio Humberto

 

Lula e a defesa insana às organizações terroristas PCC e CV

Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira ter ficado “triste” com o anúncio de que o governo dos Estados Unidos passarão a considerar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.O petista lembrou que em sua reunião com Trump, há três semanas, o secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, não participou. Rubio foi o responsável pelo anúncio sobre o PCC e o CV, um dia após ter encontrado Flávio.

“Seu Marco Rubio não estava lá. Possivelmente porque ele tivesse preparado para ajudar o filho de um bolsonarista, que é candidato a eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana do Brasil”, afirmou.

Causa estranheza tamanha a ira em prol da bandidagem. Isso faz lembrar os tais ‘diálogos cabulosos’.

Jornal da Cidade Online

 

Lula e a defesa insana das organizações terroristas PCC e CV

Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira ter ficado “triste” com o anúncio de que o governo dos Estados Unidos passarão a considerar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.O petista lembrou que em sua reunião com Trump, há três semanas, o secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, não participou. Rubio foi o responsável pelo anúncio sobre o PCC e o CV, um dia após ter encontrado Flávio.

“Seu Marco Rubio não estava lá. Possivelmente porque ele tivesse preparado para ajudar o filho de um bolsonarista, que é candidato a eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana do Brasil”, afirmou.

Causa estranheza tamanha a ira em prol da bandidagem. Isso faz lembrar os tais ‘diálogos cabulosos’.

Jornal da Cidade Online

Sorria. Você é saqueado à luz do dia

*Marli Gonçalves

Ah, sorria. Tranquilo. Os assaltos que sofre, até sua morte, tudo será filmado. Quem matou, quem assaltou, faltou dar tchauzinho para a câmera. E só. Cuidado que também agentes americanos logo poderão estar nos vigiando. Tomara que usem aqueles ternos xadrez pavorosos, óculos escuros e bigodes que nos ajudavam a identificar os ridículos agentes da ditadura.

Em Pinheiros, bairro que era bem legal aqui de São Paulo, a população apavorada com tantos assaltos e mortes instalou uma faixa: “Cuidado! Trecho com alto índice de assalto por motoqueiros. Fiquem atentos!”. Não é que em menos de duas horas apareceu gente da Prefeitura para arrancar, com o prefeito tendo a coragem de alegar que ela feria o projeto Cidade Limpa? Tapa na cara. Vocês, se não são daqui, não imaginam a atual situação da cidade, totalmente coberta por faixas, propagandas, telas, postes, tabuletas cheias de avisos de um tudo, videntes amarrando amores, reformas de sofás e tapetes, e claro, tabuletas de venda dos prédios horrorosos que estão sendo fincados em todos os espaços.

Pensam mesmo que somos todos idiotas e a situação se espalha pelo país nesse terrível ano eleitoral que já enfrentamos. Ora!!! Tão legais.Não, não tiraram a faixa por conta de pressão dessas construtoras e incorporadoras que devem estar em pânico com a desvalorização do bairro por conta da violência. Não, imagine! Como são atentos e ágeis os fiscais dessa subprefeitura! – não veem mais nada, árvores sendo destruídas, lixo por todos os cantos, calçadas esburacadas, etc, etc, etcetera. Prender esses que fazem a “coleta diária” – motoqueiros que não entregam – buscam, recolhem, armados e em bando – celulares e alianças, ah, isso já é outra história. Depois de casos mais violentos aparecem patrulhas ruidosas, previamente avisadas para “espantar” o perigo, e logo deixadas de lado. Até que um próximo caso pavoroso ocorra.

Enquanto isso o prefeito Ricardo Nunes está dando pulos “dessa altura” por ter tido suspenso o milionário e sem sentido projeto da tal Times Square no centro da cidade, painéis quilométricos de led, estes sim, tentativa de tiro de morte contra o Cidade Limpa. Que suspenso continue.

Outra coisa: deve ter gente por aí achando o máximo a notícia de que o Coisinha com Sobrenome candidato à Presidência e já pego bem antes com a boca na botija, querendo disfarçar e andando como lacaio lá pelos Estados Unidos, festeje que Donald Trump ordene que sejam consideradas organizações terroristas as facções criminosas tipo PCC, CV e outras letras. Abrindo caminho para sérios (e ainda desconhecidas formas e dimensão) ataques à nossa soberania, economia e segurança. Medida que vêm sendo seriamente, e com razão, contestada pelos maiores especialistas locais e mundiais no assunto. Nossas organizações criminosas são antes de mais nada ladrões, muitos com apelidos extravagantes que se espalharam, mas com o poder dos milionários que as sustentam e formas que vemos serem desmascaradas diariamente nas imediações da Faria Lima e no mundo mágico dos “influenciadores”, bets e fintechs. Mais as milícias nascidas justamente no ninho das altas organizações políticas e policiais que tomaram alguns Estados, como o Rio de Janeiro. Tipo a do amigo do Coisinha, o ex-governador Cláudio Castro que acaba de ver reveladas suas estrepolias com Daniel Vorcaro, do Banco Master, como nas festas vespertinas em NY, como dito, “só com homens, 10, para degustar whisky”, ao custo de um milhão de dólares. Faz a conta.

Pior: fotos mostram agora a presença nesses rendez-vous de muitos parlamentares. Incrível: quase todos do PL! Já pensaram se o feitiço vira contra o feiticeiro e mais essas letrinhas, e outras, acabem consideradas organização criminosa? Bye byeCoisinha com Sobrenome, amigos e “parentes”.

Marli Gonçalves – Jornalista, cronista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto

 

Weverton Rocha denunciado na Roubalheira do INSS compra fazenda e apartamento por R$ 20 milhões

 Pelo Jornalista Domingos Costa

             O senador Weverton (PDT-MA), vice-líder do governo Lula, adquiriu uma fazenda em Matões do Norte, interior do Maranhão, avaliada em R$ 15 milhões, valor que ultrapassa em mais de três vezes o patrimônio que declarou nas eleições de 2022. Nada e nenhum outro escândalo envolvendo políticos maranhenses se aproxima da dimensão da compra por parte do senador maranhense Weverton Rocha, do PDT, de uma fazenda localizada no município de Matões do Norte. A fazenda de R$ 15 milhões adquirida pelo senador é cortada por um igarapé e tem um casarão de dois andares e uma área equivalente a 2 mil campos de futebol. A propriedade fica em Matões do Norte, município no interior do Maranhão. Logo ao lado do imóvel, o parlamentar construiu uma pista de pouso e mandou perfurar 25 poços que alcançam o lençol freático.

             Weverton é vice-líder do governo Lula no Senado e foi relator da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), que acabou rejeitada no plenário do Senado. O valor da fazenda é mais do que o triplo declarado por ele nas eleições de 2022. Uma série de reportagens publicada pelos principais veículos de comunicação do país revela também ligações do senador e de seu entorno com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Os dois compartilham o uso, por exemplo, de uma mesma aeronave  que, no papel, pertence a um representante do empresário. O Careca do INSS é acusado de operar esquema de fraude na aposentadoria de segurados do INSS.

 Senador pagou R$ 140 mil em impostos para transferir fazenda

A escritura do imóvel registra a compra e venda de uma parte da fazenda, no valor de R$ 7 milhões, em setembro de 2024. A área negociada é de 837 hectares. A compra foi realizada pela DJ Agropecuária, Comércio e Prestação de Serviços Ltda, que pertence ao senador. O documento diz ainda que a quitação ocorreu por meio de transferência bancária. Só de ITBI, imposto pago na transmissão de bens imóveis, Weverton pagou mais R$ 140 mil. O restante da fazenda será escriturada, conforme os pagamentos forem realizados. Nas eleições de 2022, quando disputou o governo do Maranhão, Weverton declarou ter um patrimônio de R$ 4,2 milhões, incluindo R$ 500 mil em espécie. A fazenda, portanto, custou 257% a mais que todos os bens do político. Em nota, Weverton afirmou que “todas as minhas atividades econômicas e empresariais estão, e estarão, devidamente declaradas nas minhas declarações anuais de renda ou das empresas das quais faço parte, dentro da lógica financeira e legalidade fiscal”.

 Administrador de empresa de senador foi contador do Careca do INSS

A DJ Agropecuária Comércio e Prestação de Serviços Ltda, tem capital social de R$ 10 mil, sendo 20% em nome do Weverton e 80% em nome da Rocha Holding Patrimonial Ltda, uma holding familiar do senador. No papel, a DJ Agropecuária é administrada por Rodrigo Martins Correa, de 40 anos, contador que também era responsável pelas empresas do Careca do INSS. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles. Rodrigo Correa também é um dos donos da Voga, firma suspeita de operar empresas usadas para lavar dinheiro da Farra do INSS.

 Senador também comprou apartamento em bairro nobre de São Paulo

 Em abril deste ano, sete meses depois de concluir a compra de uma parte da fazenda, o senador adquiriu novo bem: um apartamento de R$ 1,2 milhão no Jardim Paulista, bairro nobre de São Paulo.

O imóvel tem área de 250 metros quadrados e foi comprado em três parcelas, sendo uma inicial de R$ 300 mil e outras duas de R$ 450 mil, de acordo com a escritura. Como senador, Weverton tem salário de R$ 46.366,19 brutos, o equivalente a R$ 29.170,24 líquidos.

 Do blog do Domingos Costa

Rombo nas Estatais em 04 meses atinge R$5,9 bilhões e supera todo o ano de 2025

Prejuízo acumulado em apenas quatro meses escancara o custo das empresas públicas e liga o alerta máximo para o descontrole dos gastos. O volume de gastos do governo federal com a manutenção de empresas estatais atingiu um patamar crítico logo no primeiro quadrimestre deste ano. Dados oficiais divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (29) revelam que as empresas estatais federais acumularam um déficit de R$5,93 bilhões entre janeiro e abril. 

O saldo negativo acumulado em apenas quatro meses não apenas quebrou recordes, mas já ultrapassou o prejuízo total registrado ao longo de todo o ano de 2025, que havia fechado em R$5,1 bilhões. O resultado fiscal negativo de R$5,93 bilhões representa o pior desempenho para o período de janeiro a abril em toda a série histórica do Banco Central, iniciada em 2002. Até então, o maior rombo monitorado nos quatro primeiros meses de um ano havia ocorrido justamente no ano anterior, em 2025, quando o déficit alcançou R$2,73 bilhões. O avanço acelerado das despesas operacionais sobre as receitas das companhias indica um agravamento expressivo na dependência de recursos públicos para o custeio dessas estruturas. De acordo com a metodologia da autoridade monetária, as estatísticas de déficit consideram a variação total da dívida líquida dessas companhias e excluem do cálculo os grupos que operam no setor financeiro (como bancos públicos), além de gigantes de economia mista como a Petrobras e a Eletrobras. Desse modo, o balanço de perdas foca na eficiência de gestão de empresas controladas diretamente pela União, englobando corporações como os Correios, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Empresa Gestora de Ativos (Emgea).

A crise no caixa das estatais ganha tração em meio à acentuada deterioração das contas de companhias tradicionais de serviços. Os Correios despontam como uma das principais fontes de pressão fiscal sobre o resultado geral. 

De acordo com informações contidas no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado pelo próprio Poder Executivo ao Congresso Nacional, a tendência mapeada para a empresa postal aponta para a persistência de um elevado prejuízo financeiro continuado, demandando a necessidade de aportes diretos de capital oriundos do Tesouro Nacional para sustentar suas operações.

A pressão gerada pelas estatais soma-se a um cenário mais amplo de desequilíbrio no setor público. O relatório do Banco Central detalhou também que a situação deficitária se estende aos estados, cujas empresas públicas estaduais anotaram prejuízo acumulado de R$1,85 bilhão no mesmo período de quatro meses. Em contrapartida, as empresas geridas pelas administrações municipais foram as únicas a registrar superávit, apresentando um saldo positivo de R$100 milhões no primeiro quadrimestre.

Diário do Poder

 

Lula ignora vexame e desafia o Senado, indicando Messias novamente ao STF

O petista já havia indicado o nome do AGU à Suprema Corte, mas foi rejeitado por ampla maioria do Senado Federal. O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (29) que deve indicar novamente o nome do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, à vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O petista já havia indicado o nome do AGU à Suprema Corte, mas foi rejeitado por ampla maioria do Senado Federal.

“Eu perdi a indicação do meu ministro da Suprema Corte, e eu fiquei triste. Porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque é um dos melhores advogados desse país. Ele não foi derrotado porque ele tem uma ficha suja na vida dele; é um dos homens mais íntegros desse país. Ele foi derrotado por uma questão política. E o que vai acontecer, senadores? Eu vou mandar o Messias outra vez”, afirmou Lula em evento da Petrobras em Sergipe.

Em abril do mês passado, o indicado de Lula foi rejeitado pela primeira vez após 142 anos pela maioria do Senado Federal, com 42 votos contra e 34 a favor. Considerada uma derrota histórica para Lula, a rejeição de Messias foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que tinha como preferido para o cargo o também senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Além da interferência de Alcolumbre, aliados de Lula avaliaram o episódio, também, como uma falha na articulação do governo.

Diário do Poder