Instituto Butantan garante entrega de 06 milhões doses de vacinas ao Ministério da Saúde

 O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, acaba de responder ao diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, sobre o envio imediato de 6 milhões de doses importadas da Coronavac. No documento, Covas diz que entregará a “totalidade das doses requeridas”.

Como registramos há pouco, ele também solicitou informações sobre “o quantitativo a ser destinado ao Estado de São Paulo para que o mesmo seja entregue diretamente ao CDL-SES-SP como de praxe para as demais vacinas produzidas pelo Instituto Butantan”.

 “Aguardamos orientação de V. Senhoria quanto ao início da campanha de vacinação, com confirmação de data e horário definidos, considerando que deverá ocorrer simultaneamente em todos os estados do Brasil.” E também ressalta que “a disponibilização deverá ocorrer tão logo seja concedida a autorização pela agência reguladora”.

O ofício é assinado por Covas, Rui Curi (Fundação Butantan) e Reinaldo Sato (Superintendente da Fundação Butantan)

O Antagonista

 

Com a determinação de gestor público, Eduardo Braide tem pronta a logística para a vacinação

O prefeito Eduardo Braide, disse hoje em entrevista coletiva, que a cidade de São Luís está com toda a logística pronta para fazer a vacinação contra a covid-19, de acordo com as normas  emanadas do Ministério da Saúde.  O dirigente municipal e o secretário municipal de saúde, o médico Joel Nunes Junior e toda uma equipe de profissionais traçaram o planejamento antes de terem assumido a direção da prefeitura de São Luís.

O Centro Municipal de Vacinação criado pela prefeitura de São Luís tem seringas e agulhas suficientes para atender a demanda, sem prejuízos para os demais setores de saúde da rede municipal. O nosso planejamento prevê a participação da Guarda Municipal para a organização de filas e o transporte das vacinas, que poderá contar com apoio do Batalhão de Infantaria do Exército, para quem já pedimos a importante parceria, afirmou o prefeito Eduardo Braide.

Todo o trabalho logístico à espera da vacina contra a covid-19 é coordenado de perto pelo médico Joel Nunes Junior, que como Secretário Municipal de Saúde mantém sintonia com os responsáveis por todos os setores que formam a logística, estando apenas no aguardo da vacina que virá do governo para federal para então fazer a vacinação, seguindo todas as normas  e orientações do Ministério da Saúde.

Sobre as pessoas infectadas com a covid-19 e que estão vindas do Amazonas para o Maranhão, o prefeito Eduardo Braide e o secretário Joel Nunes Junior, disseram que a prefeitura no momento não dispõe de leitos para a covid-19, mas caso seja necessário para o Governo do Estado e o Governo Federal, adequará unidades municipais para atender as pessoas infectadas, afinal de contas, elas são seres humanos e que precisam ser vistas e tratadas com respeito, carinho e compromisso por todos nós, afirmaram.

 

Operação de guerra para salvar vidas e Manaus

Aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) começaram na manhã de hoje a transferência de pacientes com Covid-19 do Amazonas para outros estados.

Inicialmente, nove pessoas irão para Teresina, onde a primeira aeronave deve pousar por volta do meio-dia. Já há outros voos programados, segundo o Ministério da Defesa, para São Luís, Natal, João Pessoa, Brasília e Goiânia.

Boa parte desses pacientes será atendida em hospitais universitários, como O Antagonista revelou. Ao todo, 235 pacientes devem ser transferidos imediatamente e posteriormente outros irão, levando-se em conta a elevada solidariedade do povo brasileira e a sensibilidade dos governadores.

O Antagonista

Veículos Ford começam a desvalorizar pela incerteza no mercado de peças e serviços

Montadora culpou ambiente econômico “desfavorável” e pandemia de covid-19, mas erros de gestão, como portefólio de veículos desatualizado, transformações da indústria automotiva e “Custo Brasil” devem ser levados em conta em decisão.

“Continuidade do ambiente econômico desfavorável” e “pressão adicional causada pela pandemia” de covid-19.

Essas foram as duas principais justificativas citadas pela Ford em sua decisão, anunciada na segunda-feira (11/01) por meio de um comunicado à imprensa, de encerrar a produção de veículos no Brasil.

Três fábricas serão fechadas: Camaçari, na Bahia, onde os modelos EcoSport e Ka são produzidos; Taubaté, em São Paulo, que produz motores; e Horizonte, no Ceará, que fabrica jipes da marca Troller. As duas primeiras terão suas atividades encerradas imediatamente, enquanto a última, até o quarto trimestre deste ano.

Como resultado, os modelos nacionais terão suas vendas interrompidas assim que terminarem os estoques, informou a montadora. Com cerca de 280 concessionárias, a Ford continuará comercializando carros no Brasil, mas eles serão importados, principalmente das unidades da Argentina e do Uruguai. A empresa confirmou a venda dos novos Transit, Ranger, Bronco e Mustang Mach1.

A Ford acrescentou ainda que todos os clientes seguirão com assistência de manutenção e garantia. Especialistas do setor automotivo preveem, contudo, forte desvalorização dos veículos que vão ser descontinuados e vislumbram possível falta de peças para eles.

Cerca de 5 mil empregos diretos serão perdidos, mas o número pode passar de 12 mil, considerando os indiretos.

A sede administrativa da montadora na América do Sul, localizada em São Paulo, será mantida, assim como o centro de desenvolvimento de produto, na Bahia, e o campo de provas de Tatuí, em São Paulo.

Trata-se do fim de um longo ciclo para a montadora americana, a primeira a se instalar em solo brasileiro, em 1919, onde chegou a dar nome a uma cidade operária (“Fordlândia”, distrito do município de Aveiro, no Pará) e revolucionou o mercado com o conceito de SUVs compactos, a partir de seu modelo 100% nacional, o EcoSport, que rodou o mundo. Mas a decisão da Ford não se deve apenas à crise econômica do Brasil, aprofundada pela crise da pandemia da covid-19.

BBC NEWS Brasil

 

Sindicato dos Médicos do Amazonas pede intervenção federal no Estado

O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mario Vianna, defendeu, em entrevista a O Antagonista, uma intervenção federal na Saúde do Estado, sob o comando das Forças Armadas.

“Chegamos ao fundo do poço, numa situação de guerra, numa situação em que os combates da Covid-19 pouco podem fazer, porque não têm sequer o armamento que é o oxigênio. A prepotência, a irresponsabilidade e a incompetência levaram a isso. Profissionais estão no limite, esgotados e sofrendo ameaças do próprio governo. Somente uma intervenção federal, com a participação das Forças Armadas, que é quem sabe lidar com situações de guerra”, disse.

Mario Vianna, presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas. Só ontem morreram três médicos no estado. Diretor do sindicato, o cirurgião José Francisco dos Santos diz que os profissionais de saúde tornaram-se o principal vetor de transmissão e os que não foram infectados estão com medo de trabalhar.

 “Tentam imputar à nós uma coisa que foge totalmente às nossas atribuições. Estamos numa situação de guerra. Daqui a pouco vamos ter gente morta no meio da rua. Não estamos longe disso. O cérebro humano morre com três minutos sem oxigênio. A nossa situação é essa”, afirmou à reportagem o diretor José Francisco.

Ele também diz que as Forças Armadas poderiam amenizar a situação. “Exército e Aeronáutica podem montar hospitais de campanha em poucos dias. A Marinha têm três hospitais em embarcações.”

O presidente do sindicato, Mario Vianna, afirmou que a falta de equipamentos e insumos na rede pública vem desde antes da pandemia. Ele disse que, em julho de 2019, se reuniu com o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para pedir uma intervenção federal.

“O ministro ficou horrorizado com o que viu, uma situação de guerra. Mas disse que não iria fazer intervenção, porque teria implicações políticas muito graves. Disse que iria enviar comitiva, que nunca foi enviada. Lutamos muito em 2019 e em 2020 veio a pandemia. Toda aquela situação que havíamos denunciado só se agravou, infelizmente. Infelizmente a gestão pública de Saúde aqui pouco nos ouviu”, disse Vianna.

Um documento foi elaborado em março do ano passado com 21 sugestões. Poucas foram atendidas, segundo Vianna, seja pelo governo estadual, de Wilson Lima (PSC), seja pelo ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio (PSDB). Em visita ao estado nesta semana, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, não se reuniu com os médicos.

Questionado se o relaxamento da quarentena, decretado no fim do ano passado por Wilson Lima, contribuiu para o novo surto em Manaus, o diretor José Francisco afirmou que o problema surgiu antes, na campanha eleitoral para a prefeitura de Manaus.

“Houve relaxamento total por parte da população por falta de informações e pulso da secretaria. Acho que temos cepa diferenciada e mutação. Os infectologistas têm que diagnosticar isso”.

O Antagonista

 

Derrota na Famem foi de Carlos Brandão e Flavio Dino e fortaleceu Weveton Rocha

               O grande derrotado nas eleições para a direção da Famem, não foi apenas  o vice-governador Carlos Brandão, muito pelo contrário o candidato perdedor foi indicação do Palácio dos Leões e do governador Flavio Dino, que tirou uma licença à espera ao pleito, que se o seu candidato vencesse o mérito seria dele. Deu uma trégua para Bolsonaro, para as vacinas e temporariamente para as muitas e naturais asneiras contraditórias para ficar em evidência, tudo por conta da vitória esperada que não veio para a sua frustração.

Do lado oposto estava m o senador Weverton Rocha, vários deputados estaduais e federais e os políticos que costumam trabalhar para fazer traição. Há quem afirme, que a vitória do candidato do senador foi decorrente de inúmeros prefeitos amigos do poder, terem mudado de posição e não esconderem que vão para 2022 com Weverton Rocha.

Depois da apuração do pleito que garantiu a vitória de Erlânio Xavier com 112 votos contra 96 para Fábio Gentil, na alegria e na euforia, alguns prefeitos não esconderam que a candidatura a governador de Weverton Rocha é irreversível, que vão trabalhar desde já para consolidar a vitória do senador.

Mesmo com a derrota do candidato do Palácio dos Leões, o vice-governador Carlos Brandão voltou a afirmar que será candidato à reeleição, quando o governador Flavio Dino renunciar ao governo para uma disputa eleitoral provavelmente ao senado federal, ele é quem será o governador e naturalmente será candidato à reeleição, garantindo que não fará qualquer acordo para a desistência do seu direito democrático de concorrer ao pleito.

Se o grupo se dividir, o que atualmente é apenas uma tendência e que pode evoluir posteriormente, o problema maior será para o governador Flavio Dino, que deverá disputar a única vaga com mais dois candidatos, sendo um deles da oposição e correndo o risco de ter a eleição altamente comprometida.

Como o governador Flavio Dino não conseguiu recompor com o grupo político que faz parte, que deveria ter sido imediatamente a derrota em São Luís. Por falta de visão e sensibilidade acabou se hostilizando com muita gente. Agora com mais uma derrota e um problema bem maior com a praticamente definição da candidatura de Weverton Rocha ao Governo do Maranhão a realidade é outra, e com as influências naturais no parlamento estadual, podem causar transtornos para o então todo poderoso Flavio Dino.

 

 

Maranhão será um dos Estados a receber pacientes com covid-19 de Manaus

O Ministério da Saúde pediu a governadores de sete estados para que recebam 750 pacientes de Manaus, a serem transportados pela Força Aérea Brasileira, informiu esta tarde a Folha de São Paulo.

A crise com contaminação de milhares de pessoas com a covid-19, em que o governo se mostra impotente e agravada com a falta de oxigênio levou o Ministro da Saúde a fazer apelos aos governadores para um socorro urgente e os estados do Piauí, Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Pará já se disponibilizaram em receber os doentes.  As viagens começam nesta quinta e será feita por aviões da FAB.

O Ministério da Saúde no final da tarde de hoje recebeu a adesão de outros estados, dentre os quais estão: Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O Antagonista

 

SVT Faculdade e Adecres da Liberdade selecionam candidatos para Curso Superior de Segurança Pública

             Parceria entre a Adecres, entidade comunitária do bairro da Liberdade e a Faculdade SVT, vai proporcionar a que 05 jovens integrarem o Curso Superior de Tecnologia em Segurança Pública, sem qualquer ônus. Todos passaram por um processo seletivo, inclusive passando por provas elaboradas pela Faculdade SVT, que também foi responsável por toda a avaliação, adotando as regras necessárias da instituição privada para o ingresso em qualquer dos seus cursos.

As vagas ofertadas pela Faculdade SVT para a Adecres  passaram por entendimentos entre Cézar Bombeiro e o professor  Sérgio Tamer com a observância de que os selecionados seriam pessoas sem condições financeiras para participar de um curso superior. Com vistas a dar maior transparência dentro do contexto comunitário, foi feita uma divulgação comunitária e a responsabilidade de executar toda a seleção, inclusive a metodologia, ficou por conta da Faculdade SVT.

O Curso Superior de Segurança Pública é destinado a formar profissionais com tecnologias e conhecimentos amplos e humanísticos. Os alunos  serão preparados à capacitação de análises técnicas e científicas, articulação de conceitos e interpretações com postura e visão critica no campo da segurança pública e da sociedade, diz o professor Sérgio Tamer, diretor da Faculdade SVT , que atendeu às solicitações do líder comunitário Cézar Bombeiro, sempre preocupado com oportunidades para conhecimentos às pessoas do bairro da Liberdade. Os selecionados e já habilitados ao Curso Superior de Tecnologias em Segurança Pública, são as seguintes pessoas: Claudivan Luís de Aquino Lindoso, Amanda Isabel Leite Cardoso, Eduardo Santos Pereira e Anderson Melo Pereira.

Mais emocionado do que os aprovados no seletivo, Cézar Bombeiro registrou que se sente feliz e em ver seus esforços serem recompensados em favor das comunidades do bairro da Liberdade e agradeceu ao professor Sérgio Tamer, seu amigo e pessoa que se identificou perfeitamente com os seus anseios e se sensibilizou em conceder as bolsas de estudos sem qualquer ônus aos 05 jovens que mostram capacidade para ingresso em um curso superior, salientou Cézar Bombeiro.

 

 

Deputado detona governo do Ceará e o Consórcio do Nordeste precisa ser investigado sobre respiradores

André Fernandes, deputado estadual pelo Ceará, participou do Jornal da Noite na terça-feira (12), e fez diversas revelações importantes sobre a política cearense. O deputado afirmou que o Consórcio Nordeste seria uma espécie de governo paralelo criado no início de 2019, para prejudicar a gestão Bolsonaro, mas como os interesses pessoais se sobrepunham aos coletivos, cada um tentava aparecer e fazer negócios escusos, como foi a compra de respiradores com pagamentos adiantados, que até hoje não convenceu ninguém.

“O Consórcio Nordeste foi criado em 2019 para ser um governo paralelo. Um governo socialista e comunista, totalmente de esquerda. Infelizmente aqui no Nordeste a gente vê, a grande maioria é PT e tem o PCdoB, 100% de esquerda e o Consórcio foi criado justamente para ser uma contrapartida ao governo Bolsonaro. O governo Bolsonaro foi eleito legitimamente, com voto popular e os governos também foram eleitos, só não consigo entender como – há algumas explicações através de estrutura partidária, estrutura financeira da máquina pública… Eles vieram para se contrapor ao governo Bolsonaro. Tudo o que o governo fala, eles fazem ao contrário”, criticou o deputado, além de não serem transparentes.

André Fernandes questionou a demora do Ministério Público, para a apuração da compra dos respiradores que custaram R$ 160 mil a unidade. Foram comprados 300 respiradores, por meio do Consórcio Nordeste, totalizando R$ 48 milhões e nenhum aparelho foi entregue. Participaram da manobra de pagamentos adiantados sem receberam respiradores, governadores de vários Estados do Consórcio do Nordeste, que já deveriam ter sido denunciados pelo Ministério Público Federal com ações da Polícia Federal.

De acordo com André Fernandes, Sarto, o candidato da família Ferreira Gomes para a prefeitura de Fortaleza, teve apoio das facções criminosas.

“Quem não conhece o Ceará, acha que isso é coisa de outro mundo. Existiam dois candidatos em Fortaleza, fortes, que se chamavam: Capitão Vagner, que inclusive teve o apoio do presidente Bolsonaro, e José Sarto, até então, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, cria dos  Ferreiras Gomes. Esses dois estavam na disputa ainda no primeiro turno. Nas periferias de Fortaleza eles, os criminosos, diziam: ‘Aqui dentro, todo mundo vai ter que votar em Sarto’; ‘Aqui dentro, quem andar com adesivo de Capitão Wagner, nós vamos matar’. Chegou a ser tão absurdo que teve traficante andando em carro de som, dizendo que todo mundo na periferia tinha que votar em Sarto. Quando Sarto venceu as eleições, no segundo turno, o primeiro vídeo que viralizou, inclusive está lá nas minhas redes sociais, é dos bandidos dizendo: ‘É nóis, é Sarto. Tamo junto’, e falando o nome da sigla, soltando fogos de artifício. O crime comemorando”, detonou o parlamentar.

De acordo com Andre Fernandes, três meses antes das eleições, 29 chefes de facções criminosas saíram dos presídios federais e foram para o Ceará. Eles fizeram isso porque o governador não quis pedir a prorrogação para que eles ficassem em presídio federal.

“As mesmas facções, que eram chefiadas por esses que saíram do presídio federal três meses antes, estavam apoiando o candidato do governador”, explica o deputado.

Pastor preso. Fernandes disse que pastores foram presos, durante a pandemia, porque estavam distribuindo cestas básicas para as pessoas que passavam necessidade.

Ligação com o Partido Comunista Chinês. O deputado afirmou que Ciro Gomes foi financiado pelo Partido Comunista Chinês e denunciou que o governador, Camilo Santana, está vendendo Fortaleza para China.

“O governador e prefeito do Ceará querem comprar diretamente a vacina da China. Ou seja, esquecer o governo federal, esquecer a norma, esquecer a eficácia e comprar diretamente. Ciro Gomes foi financiado pelo Partido Comunista Chinês, isso é nítido. O Governo do Estado do Ceara está literalmente entregando o povo cearense para a China. No ano retrasado, 2019, o governador Camilo Santana foi para China, posou numa foto lá e disse que estava querendo trazer soluções para a Segurança Pública do Estado do Ceará, ele foi ver câmeras de vídeomonitoramento. Aquelas câmeras com reconhecimento facial. Todos os requisitos desta licitação se destinavam a uma só empresa: a empresa chinesa que Camilo Santana tinha ido visitar no ano anterior”, revelou.

Jornal da Cidade Online

 

Representantes do MP repudiam críticas de Rodrigo Maia sobre corporativismo na instituição

Em entrevista concedida ao Metrópoles, o presidente da Câmara disse que o Ministério Público é o órgão público com autocontrole frágil e cometem excessos

As declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) de que os integrantes do Ministério Público cometem excessos e não são punidos como deveriam porque há corporativismo no órgão repercutiram mal entre promotores e procuradores. Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, Rodrigo Maia, que é investigado em um inquérito que foi reaberto na Procuradoria Geral da República disse que há poucos meios para punir integrantes do Poder Judiciário. “Quem investiga? Eu acho que a procuradoria é o sistema mais frágil de autocontrole que tem nas instituições e nos órgãos públicos brasileiros. O CNMP [Conselho Nacional do MP] agora até melhorou um pouco, mas é o órgão que menos pune, menos que o CNJ [Conselho Nacional de Justiça]. A investigação é sempre muito frágil, sem controle”, disse Maia.

Para o presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Manoel Murrieta, a posição de Maia “parte de informações errôneas e sem amparo em números de produtividade daquele colegiado [o CNMP]”.

“Possíveis inconformismos com decisões proferidas pelo CNMP, inclusive em processos disciplinares, são naturais e não podem legitimar, em um Estado Democrático de Direito, reações que, apesar de serem exercício da liberdade de expressão, na prática, não se prestam ao fortalecimento das instituições da República, notadamente do Ministério Público”, diz nota divulgada pela entidade.

“A invocação de suposto corporativismo certamente não leva em conta centenas de processos disciplinares que resultaram em sanções de advertência, censura, suspensão e até mesmo de demissão impostas a membros do Ministério Público brasileiro, em números, inclusive, muito superiores às sanções aplicadas pelo Conselho Nacional de Justiça”, diz ainda o texto, sem apresentar números.

“O posicionamento do presidente da Câmara é impróprio, mas não prejudicará a atuação dos membros do MP e todas as suas unidades”, registra ainda o texto.