Jornalista é preso por reportagem em hospital administrado pelo governo do PT no Piauí

O repórter da TV Piauí, Efrem Ribeiro, de 61 anos, foi preso enquanto fazia uma reportagem em um hospital público mantido pelo estado, no município de Bom Jesus.

O caso foi repercutido pela âncora da TV Piauí, Samantha Cavalca, que ouviu o depoimento de Efrem, ao vivo no estúdio. Ele relatou o estado de abandono em que encontrou o hospital, sem equipamentos, médicos de plantão e medicamentos, trazendo graves consequências para os pacientes.

“O Efrem foi até o hospital regional de Bom Jesus fazer o papel jornalístico de investigar, de mostrar, de documentar jornalisticamente, as denúncias que já tinham sido feitas e que estão sendo investigadas pelo ministério público. E o Efrem foi preso”, disse Samantha, indignada.

O repórter contou, em detalhes, como ocorreu sua prisão e revelou que até os pacientes que chegavam ao hospital eram pressionados a pedir que a filmagem pela equipe da TV fosse encerrada.

Efrem Ribeiro prometeu, entretanto, continuar com a investigação e garantiu que não tem medo de ser preso novamente. Cavalca repudiou a tentativa de censura e lembrou que a responsabilidade pela ordem de prisão é do governo do Piauí, sob o comando do petista Wellington Dias.

Jornal da Cidade Online

 

Agentes terceirizados exercem funções de segurança e de policiais penais nos presídios do Maranhão

O Sistema Penitenciário do Maranhão criou à revelia uma Força de Pronto Emprego e vem espalhando dentro de presídios no Estado, com o objetivo de que exerçam funções específicas de Policiais Penais. Ela é chamada de milícia do Murilo Andrade. Os agentes penitenciários dos seletivos com o salário de miséria, recorrem a fazer serviços de segurança privada sem a mínima capacidade e acabam fazendo vítimas, como foi o caso, em que um deles matou de maneira covarde o corretor de imóveis Dino Márcio, em uma loja na Daniel de Lá Touche.

A denúncia é antiga e cada vez mais crescente, em razão de que no Maranhão existe apenas um pouco mais de 400 agentes penais, que são os concursados e capacitados para o exercício de toda a segurança nas unidades prisionais, o que representa apenas 10% do número de agentes temporários. O número é bastante reduzido em virtude do Governo do Maranhão não fazer concurso público. O todo poderoso e autoritário secretário Murilo Andrade, titular da SEAP, que conta com uma república mineira dentro do Sistema Penitenciário, decidiu fazer duas grandes transformações dentro de todos os presídios conhecidos por iniciativa dele, como de ressocialização. Primeiramente, atendendo interesses políticos, os selecionados têm que ser indicados por políticos da base do governo e a capacitação tanto para agentes penitenciários como qualquer outra função é de apenas dois dias. Na prática os mais de 4 mil contratados pela seleção são uma espécie de curral eleitoral.

                 Com um salário de um policial penal a SEAP contrata 05 agentes penitenciários

                   Inúmeras denúncias já foram feitas de que a SEAP treina o pessoal temporário e fornece armas de fogo para que exerçam função não permitida por lei, além de usarem o mesmo fardamento de policiais penais. Dirigem veículos da instituição, fazem transporte de presos, inclusive os levam para audiência na justiça, que são prerrogativas expressas de agente penal (GEOP) e recebem o salário de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais). Há denúncias de que muitos deles espancam presos e casos de estupros, que geralmente não prosperam pelo exacerbado protecionismo do Secretário de Administração Penitenciário e a sua república mineira.

                      Cadê o TJMA, o Ministério Público e o CNJ

No Maranhão existe um conjunto de órgãos destinados a fiscalizar o Sistema Penitenciário, inclusive é coordenado por um desembargador, que já chegou a recebeu inúmeras denúncias, assim como o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça, mas infelizmente não são adotadas as providências que se façam necessárias. A omissão diante da diferença no número de policiais penais e agentes terceirizados é muito grave, mas como existe aquela máxima de que o poder tudo pode, a esculhambação campeia abertamente. Os casos de assassinatos, fugas, estupros, torturas e outras práticas de violência denunciadas e mais recentemente assédio moral como intimidação em quase todos os presídios no Estado, são ignorados.

Maiores detalhes de toda a esculhambação no Sistema Penitenciário do Maranhão, leia abaixo algumas das inúmeras denúncias 

1 – Na SEAP, servidores dos seletivos (antigos terceirizados) estão trabalhando como policiais penais efetivos em desvio de função em todo estado do maranhão;

     2 –Esses trabalhadores estão recebendo mesmo fardamento que os policiais penais e fazendo escoltas de presos, guarda de presídios com armas de fogo, dirigindo viaturas, participando de várias atividades que competem apenas policiais efetivos;

    3 – Esses mesmos do processo seletivo, por receberem apenas R$1500 de salário e ainda serem obrigados a comprarem seus fardamentos, para só depois de forma parcelada receberem seus auxílios fardamentos, estão tendo que fazer bicos de segurança armada em estabelecimentos comerciais sem o devido preparo.

     4 – Com esse salário miserável eles são submetidos a todos tipos de trabalhos dentro das penitenciarias sem receber insalubridade e sequer adicional noturno, em um desonesto esquema análogo a escravidão, além de vários tipos de humilhações;

     5 – Em Timon o secretario da SEAP Murilo Andrade criou uma FPE (Força de Pronto Emprego), onde são mais de 50 temporários armados até os dentes, sem nenhum preparo e sem ter passado por concursos públicos, exercem função de policiais de elite em um verdadeiro absurdo. Para não serem reconhecidos como homens do seletivo são orientados a trabalharem de máscaras bala clavas;

      6 – A ordem da direção da SEAP é aproveitar esses temporários sem o mínimo senso de responsabilidade, uma vez que há seis anos não se tem concurso efetivo nas Penitenciarias do Maranhão

     7 – São mais de 4 mil temporários dentro dos presídios no Maranhão, um verdadeiro cabide eleitoral, administrado pelo titular da SEAP com a omissão das instituições de controle.

 Fonte: AFD

 

Os oito anos de massacre de Flavio Dino aos servidores públicos

Gostaria muito de poder afirmar que o governo de Flávio Dino foi uma maravilha para os servidores públicos estaduais. Mas, todos nós sabemos que não teve avanço, pelo contrário, durante o período da sua gestão só tivemos perdas e desvalorização em nossa política salarial.

Nosso sonho de um governo progressista e comprometido com as causas dos trabalhadores públicos se transformou em decepção, porque para evitar o diálogo com os representantes das entidades de classe, que fazem parte do Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo Estadual, no que tange aos assuntos de interesse da categoria, as portas do Palácio dos Leões se fecharam, como se nós fossemos adversários do governo.

É notório que temos responsabilidade, respeito e maturidade no desempenho da representação sindical. Sempre buscamos dialogar com os governantes com o objetivo de abrir as portas para a negociação, e, a partir daí, debater e construir uma pauta de reivindicação que possa contemplar os anseios dos trabalhadores. Contudo, na gestão de Flávio Dino foi negado esse direito, pela dificuldade e resistência dele em atender nossos pleitos.

Até a sua posse, vínhamos animados com a implantação do Plano Geral de Carreiras e Cargos – PGCE, Lei 9.664/2012, no governo Roseana Sarney, que estabeleceu critérios objetivos de evolução funcional nas carreiras dos servidores, bem como instituiu a política salarial de reajuste através da tabela de vencimento com vigência até 2015.

Acreditávamos que o governador Flávio Dino, com seu governo democrata, trabalhista e popular, fosse dar seguimento ao PGCE normalmente. Porém, estávamos enganados. Durante os oito anos do seu governo, tivemos o maior prejuízo salarial dos últimos 20 anos, em razão da sua política de congelamento de salário e, consequentemente, perda considerável no poder de compra do servidor público estadual.

No ano passado, o Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa a Medida Provisória nº 373/2021, que concedeu reajuste diferenciado às categorias de servidores, com percentuais muito abaixo das perdas inflacionárias dos funcionários.

Para se ter uma ideia, o Grupo Ocupacional Administração Geral recebeu 9% de reajuste, levando em conta que o acumulado de suas perdas chega à 51,95%, ficando com um prejuízo de 42,95%. E, para espanto de todos, o governador Flávio Dino ainda fez festa com esse humilhante reajuste, afirmando que era o maior aumento do país.

Acreditamos que faltou sensibilidade do governador para lidar com as demandas dos servidores, quando não dialogou com as entidades de classe para tratar de temas relevantes como a criação da Mesa de Negociação Permanente; data-base; reabertura do prazo para adesão ao PGCE; descentralização da prestação do serviço do Funben a outros municípios ou regionais; profissionalização do serviço; concurso público; e não pagamento do Piso Nacional do Magistério.

Neste ano de eleição, esperamos maior atenção por parte dos servidores na escolha de seus candidatos, porque o governador Flávio Dino é candidato ao Senado e, com toda certeza, espera o apoio dos funcionários. E, neste momento, devemos dar, no mínimo, a mesma resposta pelo tratamento dispensado à nossa categoria, ou seja, não votando no Flávio Dino e nem nos seus candidatos.

Por outro lado, o Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo Estadual continuará na luta em defesa da valorização dos servidores, por uma política salarial justa e que contemple os anseios dos funcionários. Bem como poderemos ir além, elegendo nossos representantes compromissados ligados ao serviço público.

Mais uma vez, nos colocamos à sua disposição.

Cleinaldo Bil Lopes

Presidente

 

Assassinato do corretor teria sido praticado por agente penitenciário que não tem autorização para uso de arma

A Superintendência de Homicídios e Proteção as Pessoas, embora ainda não tenha divulgado, mas já detém as informações do cruel assassinado, que de maneira covarde matou a tiros a queima roupa, o corretor de imóveis e professor de educação física Dino Márcio Pinho Rosa Formiga é agente penitenciário temporário. As primeiras informações revelam, que por lei, não podem usar arma de fogo, muito embora dentro Sistema Penitenciário do Maranhão a desobediência é acentuada e muitos deles usam armas e dirigem veículos da instituição, principalmente no interior do Maranhão.

A se confirmar que o perverso assassino é agente penitenciário temporário, pode complicar o estabelecimento comercial onde se registrou o homicídio, que colocou como segurança, uma pessoa não capacitada e utilizando arma indevidamente. Infelizmente, por falta de fiscalização, se tornou uma prática bastante abusiva principalmente nos grandes estabelecimentos comerciais em que é normal contratar policiais militares, civis e agentes penitenciários temporários como segurança. Primeiramente, que não terão responsabilidades para registro de empregado e o segundo que já deu origem a inúmeras denúncias é que os elementos muitas vezes agridem pessoas simples sob a acusação de práticas de furtos nos comércios em que se colocam como “leões de chácaras”, sendo que na maioria das vezes não conseguem provar. Quantas pessoas já foram espancadas, e que processos tramitam na justiça, são muitas.

No caso do corretor de imóveis Dino Márcio, ele teria sido alvejado no peito a queima roupa e depois dois tiros pelas costas, o que caracteriza a covardia. O dono do estabelecimento comercial tem que ser responsabilizado, diante de o empregado improvisado seguiu o cliente de dentro da loja para praticar o crime na calçada da loja.

A se confirmar a autoria do assassinato, haverá necessidade das autoridades adotarem providências, e até mesmo fiscalização da justiça do trabalho para retirar dos estabelecimentos comerciais, pessoas não capacitadas para o serviço de vigilância, que é totalmente diferente da formação militar e civil. Há poucos dias olhei em uma loja de um grande supermercado, um homem com a farda do estabelecimento e ostentando no peito uma divisa de cabo da Polícia Militar, que serviu de críticas e medo para muitos clientes. Quem os contrata, deve ter o ônus das responsabilidades dos atos praticados por eles.

Fonte: AFD

 

Justiça Federal a pedido do MPF suspende obra na Avenida Litorânea por danos ambientais

O Estado do Maranhão e a MOB terão 60 dias para tomar as providências necessárias, sob pena de multa em caso de descumprimento

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão liminar da Justiça Federal no Maranhão determinando que a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) e o Estado do Maranhão realizem, no prazo de 60 dias, a contenção da erosão das laterais da Avenida Litorânea em direção ao leito e a foz do rio Claro, em São Luís (MA).

Deve ser adotada a solução técnica necessária à correção do processo de aterramento que está ocorrendo no local. Junto a isso, terá que ser feita a retirada do material lançado indevidamente no leito do rio, identificado a partir de avaliação técnica especializada, com o objetivo de interromper os danos ambientais causados pelas obras de prolongamento da avenida.

Foi determinada, ainda, a colocação de placas no local com informações sobre a ação civil pública proposta pelo MPF e os termos da decisão, além de advertências sobre a proibição da deposição de resíduos líquidos, sólidos ou utilização de qualquer veículo no acesso aberto no interior da área de preservação permanente (APP) adjacente ao trecho da avenida que foi ampliado, na praia do Olho d’Água. Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada a multa diária no valor de R$ 10 mil reais.

 Saiba mais – segundo laudo técnico elaborado pela da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise do MPF, com a evolução das obras de prolongamento da Avenida Litorânea foi possível observar alteração na coloração do rio Claro, bem como a existência de rastros de drenagem superficial a partir dos sedimentos existentes às margens da via em construção, ocasionando o assoreamento do rio.

Além disso, foi verificado que parte da ribanceira das laterais da via, no entorno do rio Claro, encontra-se sem cobertura vegetal, abrigando sacos de areia com o intuito de evitar o carreamento de sedimentos para o leito do rio. Entretanto, esta medida não foi efetiva, uma vez que ainda há disponibilidade de sedimentos a serem transportados pelas águas pluviais, facilitado pela existência de valas nessa barreira de sacos.

Portanto, o MPF considera que a obra de extensão da avenida resultou em danos ambientais permanentes, decorrentes da eliminação da área de preservação (APP) para a instalação da via, assim como danos temporários, ocasionados por atividades secundárias à construção, tais como assoreamento do rio, supressão vegetal, entre outros. Número para consulta do processo na Justiça Federal: 1010714-23.2022.4.01.3700

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal no Maranhão

 

OACB aponta “crimes” cometidos por ministros do STF e cobra providências do Senado

A Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB) publicou um vídeo em suas redes sociais, com uma análise das ordens e determinações inconstitucionais proferidas por ministros do Supremo Tribunal Federal, nos últimos anos.

“Um panorama geral dos crimes cometidos pelos Ministros do STF e as competências do SENADO em relação a estes”, diz o título da postagem.

No vídeo, o próprio presidente da OACB, Geraldo Barral, mostra o que diz a lei e tipifica os crimes cometidos, entre eles o de exercer atividades político-partidária, e ressalta que é o Senado Federal, o órgão responsável por processar os ministros, que deveriam ser penalizados, se for o caso, com o Impeachment.

Barral, entretanto, lembra que o Senado tem fechado os olhos para a situação e que uma mudança de atitude só deve ocorrer se o eleitor votar corretamente nas próximas eleições, escolhendo parlamentares que façam cumprir as leis.

Jornal da Cidade Online

 

AGU dá contundente resposta ao STF sobre o indulto de Daniel Silveira

A Advocacia Geral da União (AGU) encaminhou nesta terça-feira (10) manifestação dirigida a ministra Rosa Weber, sobre o indulto concedido pelo presidente Jair Bolsonaro ao deputado federal Daniel Silveira. A resposta foi contundente e confirmou a constitucionalidade do decreto presidencial.

“Tendo em vista que o Decreto Presidencial de 21 de abril de 2022 observou todos os parâmetros que lhe foram impostos pelo poder constituinte originário, não tratando de crimes vedados pela Constituição, entende-se que tal ato não padece de inconstitucionalidade, não havendo qualquer violação à direito fundamental”.

E disse ainda:

 “O indulto é uma ferramenta que se amoldada ao modelo de freios e contrapesos, como tantos outros instrumentos presentes na Constituição brasileira e em outros estados democráticos de direito. Sua concessão, por conseguinte, não revela crise entre os Poderes, mas mera oposição tipicamente constitucional”.

Resta agora aguardar para ver como irá se posicionar a ministra.

Jornal da Cidade Online

 

Patrocinador de insegurança jurídica, Itaú teve lucro de R$ 7,36 bilhões no 1º trimestre de 2022

O banco Itaú anunciou nesta segunda-feira, 09, que seu lucro recorrente de janeiro a março somou 7,36 bilhões de reais, número praticamente em linha com a projeção média de analistas consultados pela Refinitiv, de 7,35 bilhões de reais.

Seria algo a ser comemorado, afinal estamos tratando da maior instituição financeira privada do Brasil, mas infelizmente o comportamento do banco diante do país que tanto lhe rende lucros, seria motivo de uma ampla investigação por parte dos órgãos de fiscalização, caso o Brasil fosse um país minimamente sério.

O Itaú vem patrocinando a insegurança jurídica, o que afasta investidores e cria graves problemas em relação à confiança no cenário interno e externo. Nenhum investidor sério aposta em um país onde as leis não são cumpridas ou são alteradas de acordo com os interesses momentâneos.

Para piorar, o Itaú usou o escritório de advocacia que pertence à família do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, a BFBM Advogados para promover uma manobra altamente questionável no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que é proibido pela Constituição de interferir em decisões judiciais, para aplicar um calote bilionário exatamente em um acionista, que detém um lote com milhões de ações preferenciais (ITUB4) que o banco se recusa a entregar.

O processo contra o Itaú tramita na justiça do Pará, e em 18 de setembro de 2020, a juíza Rosana Lúcia de Canelas Bastos determinou o bloqueio de R$ 2,09 bilhões nas contas do banco, para encerrar a ação que já transitou em julgado. Não cabem mais discussões sobre valores, prazos, o banco precisa pagar a pronto, afinal, decisão judicial a gente cumpre, e depois discute, certo?

Deveria…

Mas, não é bem assim que as coisas tem funcionado quando o assunto é o Itaú. O banco é recorrente nesse tipo de manobra, utilizando todos os meios para evitar pagar o que deve. E no CNJ encontrou Luiz Fux, disposto a ser uma espécie de ‘justiceiro do Itaú’. Em um arroubo monárquico, Fux acatou a ridícula alegação de que a juíza teria sido ‘parcial’ por não ter avisado o banco sobre o bloqueio, e por conta própria, sem nenhuma base legal para tal ato, cassou a decisão da juíza e meteu essa:

“Há casos em que o CNJ, como órgão de cúpula do Poder Judiciário, não pode se abster de atuar”. Fux não apenas cometeu um ato ilegal, como também assassinou a segurança jurídica e o pouco que restava de confiança no Judiciário brasileiro. Tem muita coisa errada em nossa Corte Suprema…

Fonte: Painel Político

 

Dom José Valdeci (Bispo de Brejo) cobra autoridades por mortes de quilombolas no Maranhão

Durante missa de sétimo dia de Edvaldo Pereira Rocha, assassinado em 29 de abril, Dom José Valdeci lembrou a luta por terra e por território das comunidades tradicionais e cobrou empenho para que tenhamos justiça e dignidade

O ano de 2022 já soma 18 assassinatos no campo, destes, dois foram de quilombolas, no Estado do Maranhão. Do ano de 2020 para cá, já são sete quilombolas assassinados, apenas no estado. Edvaldo Pereira Rocha é uma destas vítimas. Presidente da Associação de Quilombolas do povoado Jacarezinho, ele foi morto a tiros, no dia 29 de abril.

Em razão da violência contra os povos do campo, e como forma de lembrar a vida e a luta de Edvaldo, foi realizado ato público, no dia 05 de maio, na comunidade quilombola Jacarezinho, na cidade de São João do Soter, localizada a 420 km da capital, São Luís (MA).

A celebração solene, que teve a participação das Pastorais Sociais do Campo, foi iniciada às 10 horas de quinta-feira, na comunidade, e envolveu a realização da missa de sétimo dia da liderança.

O ato litúrgico foi celebrado por Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo (MA), e trouxe reflexões sobre a violência dos conflitos, bem como a negligência de estruturas do governo perante as mortes no Maranhão. Em sua fala, Dom Valdeci também lembrou a morte do quilombola José Francisco Lopes Rodrigues, assassinado no dia 8 de janeiro deste ano, na comunidade Cedro, em Arari (MA).

Maranhão

Em 2021, foram registradas 43 ocorrências de conflitos contra quilombolas apenas no estado, conforme a publicação Conflitos no Campo Brasil 2021, divulgada em abril último. Dos 35 assassinatos registrados no último ano, pelo Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc-CPT), e conforme consta na publicação, 9 ocorreram no Maranhão, tendo sido o segundo estado com maior índice de mortes no campo, logo atrás de Rondônia.

Leia abaixo trecho da homilia de Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo (MA):

“Colocar em primeiro lugar, toda a riqueza, esquecer a dignidade da pessoa. Nosso Deus é o Deus da vida. O Evangelho diz: nós todos somos discípulos de Deus. E fazer a vontade de Deus é lutar pela vida, é lutar pela dignidade, é lutar pela justiça, é lutar para que tenhamos um mundo mais digno. E isto requer o nosso empenho, o nosso testemunho.

Então, celebrar esse dia de hoje, eu diria. Mataram, tiraram a vida do nosso irmão Edivaldo. Mas o seu testemunho, a sua clareza, a sua luta pela justiça, devem estar presentes no coração de cada um e de cada uma.

Para que de fato se tenha a terra, para que de fato se tenha um território para que de fato se possa viver com dignidade. Então, ao celebrarmos esse dia de hoje, sétimo dia do nosso irmão que brutalmente foi assassinado, que possamos nos engajar por essa luta.

É importante que as autoridades do Estado venham a comunidade não simplesmente para fazer foto. O Iterma tem o seu papel, que é importante. Quantas coisas nesse nesse Maranhão acontecem exatamente pela omissão, e às vezes penso que é mais que omissão, é conivência. Quantas coisas acontecem exatamente porque o Incra, não assume a sua responsabilidade diante das comunidades, diante dos pobres? Quantas coisas acontecem porque a SEMA dá uma licença sem olhar a vida das comunidades tradicionais, dos povos indígenas? Quantas vezes acontece as coisas exatamente porque no momento passa, há uma correria, todo mundo se faz presente – e isso acontece também em Arari?”

São João do Soter, 05 de maio de 2022.

Fonte: Pastorais Sociais -NE 5 e CPT Nacional

 

Serviço precário de ferry boat é herança perversa de Flavio Dino para a Baixada Maranhense

O ex-governador Flavio Dino deixou uma perversa herança para toda a Baixada Maranhense, quando não teve um mínimo de respeito para com a população na licitação do transporte aquaviário entre a Ponta da Espera em São Luís e o Cujupe na Baixada Maranhense. Desde o início do seu primeiro mandato, o ex-governador prometeu a população uma concorrência pública nacional para atender a demanda cada vez mais crescente de passageiros e transporte de cargas. Foram feitas pelo menos duas licitações, com a primeira não sendo concluída e o governador decretou intervenção na empresa Serviporto, que passou a ser administrada pela Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos – MOB, o que acabou piorando de vez o transporte marítimo.

Os sucessivos acidentes com as embarcações sucateadas e os sérios riscos de problemas de maiores proporções, o Governo do Maranhão e as instituições de controle foram totalmente omissas e em certas ocasiões o sentimento do povo da Baixada Maranhense foi de abandono e muita gente chegou a acreditar que o poder público esperava apenas um acidente de grave proporções com a perda de muitas vidas para adotar as providências necessárias.

Vencedores da Licitação tem empresa sucateada e outra que não tem ferry boat

O mais vergonhoso em todo o contexto da arranjada licitação é que foram apresentadas pelo Governo do Maranhão, duas empresas. A primeira a Internacional Marítima é uma das que tem ferrys sucateados e que muitas vezes com lotação completa, a viagem é abortada por problemas de panes nas máquinas e em outras vezes vai e não consegue voltar. Os mais graves de todos os problemas, foram os inúmeros casos em que as embarcações ficaram a deriva e tiveram que ser resgatadas por rebocadores do Porto do Itaqui.

Este ano, pouco antes do ex-governador Flavio Dino deixar o Palácio dos Leões, ele organizou uma solenidade para assinatura de contrato com as empresas vencedoras da licitação. Além da Internacional Marítima, a outra foi a Celte, empresa do Pará, especializada em serviços de transportes marítimos de cargas, que não opera e muito menos não tem pelo menos um ferry boat, numa demonstração vergonhosa de interesses escusos. O pior de tudo é que essa empresa paraense vem utilizando os ferrys velhos da Serviporto. O certo é que se existiam riscos sérios, agora eles são iminentes. Por ocasião da assinatura do contrato com os tais vencedores da licitação, o então governador Flavio Dino convidou várias autoridades, dentre elas, algumas que deveriam ter a devida responsabilidade de se posicionar contra e solicitar a anulação pela justiça.

           Manifestação Popular do Povo da Baixada Maranhense

No último sábado foi realizada no povoado Trevo, na MA-106, que liga o Cujupe aos municípios de Bequimão e Alcântara, um grande protesto da população que contou com o apoio de vereadores de 32 municípios da Baixada Maranhense. A manifestação de indignação e revolta pelos iminentes riscos de vida aos passageiros das embarcações sucateadas foi forte. O descaso com que as autoridades tratam a população da Baixada Maranhense, foi destacado, e o caso da ponte entre os municípios de Central e Bequimão, inaugurada por Flavio Dino sem ter sido concluída, muito embora ele tenha tido mais de 07 anos, aumentou ainda mais a revolta popular.

A população também denunciou o abandono de estradas vicinais e Mas, que não permitem mais tráfego de veículos e escoamento da produção agrícola, hospitais inaugurados e que não funcionam. A população deixou um recado, que novas manifestações serão realizadas e mais precisamente no período eleitoral, no sentido de continuar alertando a população contra os opressores, mentirosos e enganadores que tratam a Baixada Maranhense, como curral político.

Apenas um ferry boat está operando hoje (10) entre a Ponta da Espera e o Cujupe   

Hoje (10) de maio, tem apenas um ferry boat operando, o que tem causado engarrafamentos tanto na Ponta da Espera como no Cujupe, sem que haja uma solução para o sério e grave problema. A MOB é o símbolo da inoperância, que se tem alguma utilidade é pelo menos para interesses políticos, uma vez que em se tratando de transporte coletivo é altamente deficiente, o que pode ser observado também pelos serviços de sua responsabilidade na Região Metropolitana de São Luís.

Governador Carlos Brandão quer intervir e o MP pedir anulação da licitação viciada dos ferrys boat

O governador Carlos Brandão estuda um conjunto de ações para pelo menos melhorar imediatamente os serviços de ferry boat. Infelizmente o emergencial é continuar com os sucateados com vistorias diárias por equipes técnicas. Esperar por embarcações em condições de navegação com segurança é um tanto difícil, mas pelo menos o governador pretende adotar medidas urgentes. O correto é que as instituições de controle, dentre elas, o Ministério Público Estadual pode perfeitamente ajuizar uma ação pela anulação da concorrência, uma vez que nenhuma das duas empresas vencedoras têm condições de oferecer de imediato, um serviço eficiente e com segurança para o povo da Baixada Maranhense.

Fonte: AFD