Patrocinador de insegurança jurídica, Itaú teve lucro de R$ 7,36 bilhões no 1º trimestre de 2022

O banco Itaú anunciou nesta segunda-feira, 09, que seu lucro recorrente de janeiro a março somou 7,36 bilhões de reais, número praticamente em linha com a projeção média de analistas consultados pela Refinitiv, de 7,35 bilhões de reais.

Seria algo a ser comemorado, afinal estamos tratando da maior instituição financeira privada do Brasil, mas infelizmente o comportamento do banco diante do país que tanto lhe rende lucros, seria motivo de uma ampla investigação por parte dos órgãos de fiscalização, caso o Brasil fosse um país minimamente sério.

O Itaú vem patrocinando a insegurança jurídica, o que afasta investidores e cria graves problemas em relação à confiança no cenário interno e externo. Nenhum investidor sério aposta em um país onde as leis não são cumpridas ou são alteradas de acordo com os interesses momentâneos.

Para piorar, o Itaú usou o escritório de advocacia que pertence à família do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, a BFBM Advogados para promover uma manobra altamente questionável no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que é proibido pela Constituição de interferir em decisões judiciais, para aplicar um calote bilionário exatamente em um acionista, que detém um lote com milhões de ações preferenciais (ITUB4) que o banco se recusa a entregar.

O processo contra o Itaú tramita na justiça do Pará, e em 18 de setembro de 2020, a juíza Rosana Lúcia de Canelas Bastos determinou o bloqueio de R$ 2,09 bilhões nas contas do banco, para encerrar a ação que já transitou em julgado. Não cabem mais discussões sobre valores, prazos, o banco precisa pagar a pronto, afinal, decisão judicial a gente cumpre, e depois discute, certo?

Deveria…

Mas, não é bem assim que as coisas tem funcionado quando o assunto é o Itaú. O banco é recorrente nesse tipo de manobra, utilizando todos os meios para evitar pagar o que deve. E no CNJ encontrou Luiz Fux, disposto a ser uma espécie de ‘justiceiro do Itaú’. Em um arroubo monárquico, Fux acatou a ridícula alegação de que a juíza teria sido ‘parcial’ por não ter avisado o banco sobre o bloqueio, e por conta própria, sem nenhuma base legal para tal ato, cassou a decisão da juíza e meteu essa:

“Há casos em que o CNJ, como órgão de cúpula do Poder Judiciário, não pode se abster de atuar”. Fux não apenas cometeu um ato ilegal, como também assassinou a segurança jurídica e o pouco que restava de confiança no Judiciário brasileiro. Tem muita coisa errada em nossa Corte Suprema…

Fonte: Painel Político

 

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