Ministro Alexandre de Moraes decreta preventiva e manda prender o ex-presidente Bolsonaro, ‘a pedido da PF’

Ele foi levado para uma cela ou sala “de Estado”, reservada a autoridades na sede da Polícia Federal.

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva neste sábado (22), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, oficialmente “a pedido da Polícia Federal”, após seu filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar os apoiadores para uma vigília em frente a sua casa, em Brasília.  A medida atinge exclusivamente Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de reclusão por liderar suposta tentativa de golpe de Estado. Os demais condenados não foram alvo de mandados de prisão preventiva.

Bolsonaro cumpria prisão domiciliar desde 4 de agosto, sob acusação de “obstruir acordos de colaboração premiada.” A decisão do STF, tomada “em regime de plantão”, justificou a conversão pela necessidade de “garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.”

Com a mudança, o ex-presidente foi transferido para a superintendência da PF em Brasília, onde ficará em uma “sala de Estado”, reservada a autoridades como ex-presidente da República.

A defesa de Bolsonaro informou que recorrerá da decisão ao próprio STF e, se necessário, a instâncias internacionais. Os advogados do ex-presidente alegam perseguição política e violação ao devido processo legal.

Fonte: Diário do Poder

A farsa da COP30 no Pará à serviço dos interesses da Família Barbalho

Apesar de ser a Sede da Cúpula da Amazônia e da Conferência do Clima em 2025, o Pará tem sido o campeão em falta de saneamento básico (70%) e em desmatamento na Amazônia, porque existem muitas falhas na fiscalização de setores-chave, como setor pecuário, garimpeiro e madeireiro. A liderança do desmatamento desde 2006 até 2023, entre os estados da Amazônia, colocou o Pará como maior emissor do país de gases de efeito estufa nos últimos 20 anos e também o campeão de multas ambientais no primeiro semestre de 2023. Segundo a DW a partir de dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) mostra que o valor das infrações é superior a R$ 18 milhões quando consideras apenas irregularidades no licenciamento ambiental.

Apenas em março de 2025, o desmatamento da Amazônia atingiu 167 km², uma alta de 35% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram destruídos 124 km². Entre os estados, Mato Grosso liderou a destruição em março, com 65 km² perdidos (39%). Em segundo ficou o Amazonas, com 39 km² (23%), e em terceiro o Pará, com 29 km² (17%). Ou seja: apenas esses três estados concentraram 80% de toda a destruição registrada na Amazônia no mês. Já o estudo do Imazon aponta que o Pará está entre os estados que mais desmataram a Amazônia em janeiro de 2025, sendo que o desmatamento na Amazônia Legal aumentou 68% em janeiro de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 133 km² de destruição florestal. Os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon apontam que o Estado ainda está no pódio da devastação (20%), atrás somente do Mato Grosso (45%) e Roraima (23%)

Mesmo tendo, a degradação florestal, em função das queimadas e extração madeireira, atingido em março deste ano 206 km², houve uma redução de 90% em relação ao mesmo mês do ano passado, que havia registrado o maior índice da série histórica para o período, de 2.120 km². Se considerado o calendário de desmatamento acumulado de agosto a março, é possível afirmar que houve um aumento de 329% na degradação florestal, que passou de 7.925 km² de agosto de 2023 a março de 2024 para 34.013 km² de agosto de 2024 a março de 2025, isso, em função das grandes áreas atingidas por queimadas nos meses de setembro e outubro de 2024, o que impactou a degradação florestal entre agosto de 2024 e março de 2025, que também foi a maior da série histórica, que iniciou em 2008. Entre os estados, o Pará mantém seu protagonismo negativo, sendo responsável por 91% da degradação registrada em março.

A parceria entre os herdeiros da família Barbalho, governador Helder e o seu irmão Jader, ministro da Cidades no governo Lula, conseguiram trazer os holofotes do campo da sustentabilidade global para o Pará, mas não houve uma preocupação real em modificar as práticas insustentáveis de destruição da floresta no Estado, já que o legado do COP30 se restringe a uma revitalização (maquiagem) das áreas turísticas de Belém (“banho de loja”), favorecendo sobretudo o seu abusivo setor hoteleiro. Acreditando que a simples presença de ambientalistas no Estado fosse capaz de modificar, ao passo de mágica, a mentalidade predominante do setor produtivo paraense, incompatível com um agricultura e desenvolvimento sustentável, esses políticos parecem copiar a estratégia de City-Marketing implantada pelos governadores do Rio Sérgio Cabral e Pezão, que confiaram na projeção dos megaeventos, como Rio +20 (2012), Jornada Mundial da Juventude (2013) Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016), como instrumentos civilizatório para implantar uma cultura de paz policialesca através da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Como vimos, com a chacina da Penha e Complexo do Alemão de 2025, a violência urbana estatal e paraestatal segue fazendo escola no Rio.

A COP 30 tem sido uma oportunidade de mudar esse estigma negativo do Estado, mas apesar disso, a capital, que não tinha rede hoteleira que comportasse um evento desse porte, deu um show de inflacionamento predatório, falsamente amparados pela lei da oferta e procura, sob a alegação de que a Constituição da República protege, a livre iniciativa (art. 1º, IV). No entanto, o Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 39, X, considera prática abusiva a elevação “sem justa causa [do] preço de produtos ou serviços”. Apesar da liberdade econômica ser preservada no país, há jurisprudência que tipifica uma elevação desarrazoada de preços. O Código de Defesa do Consumidor também proíbe ao fornecedor de produtos ou serviços “exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva” (art. 39, V). Como a situação da COP30 se afigura inteiramente distinta de uma calamidade pública e difere dos interesses comerciais que ocorrem durante as festividades regionais do Círio de Nazaré, os preços abusivos privam as delegações, organismos e organizações internacionais de colaborar com uma pauta planetária, que deveria estar acima de interesses comezinhos.

Mas a confusão de superfaturamento envolve também obras públicas. E por isso, 3  meses antes do Evento, à pedido de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 26 de fevereiro deste ano o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar uma suposta organização criminosa no Pará que teria arregimentado policiais para fazer saques milionários, cometido crimes eleitorais e praticado corrupção envolvendo uma licitação de R$ 142 milhões do governo do Pará para obras da COP 30. O caso envolve suspeita de envolvimento do deputado Antônio Doido (MDB-PA) da base aliada da família Barbalho, além de outras 11 pessoas, incluindo o secretário de Obras Públicas do Pará, Ruy Cabral, e o policial militar Francisco de Assis Galhardo do Vale, apontado como segurança do parlamentar. 

A estratégia de utilizar da causa ambiental como cortina de fumaça para biografia de famílias consideradas corruptas, coronelistas e filhotistas foi utilizada por Sarney Filho no Maranhão, que se utiliza do Partido Verde para tentar dar um ar fresco para sua biografia, que tem que lidar com o passivo de escândalos associados ao seu sobrenome. Com os Barbalho não é diferente, porque a ficha corrida do patriarca é invejável no mal sentido. O paraense Jader Barbalho, que já ministro duas vezes no governo José Sarney, presidente do Senado, envolveu-se em diversos escândalos de corrupção nos cargos públicos, tendo sido investigado por crimes como peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e formação de quadrilha, principalmente relacionados ao desvio de verbas da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e de outras instituições, o obrigou ele a renunciar ao mandato de senador em 2001 para evitar a cassação e chegou a ser preso em 2002, mas foi liberado após 13 horas.

Em 2014, o STF abriu uma nova ação penal contra ele pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, envolvendo o desvio de R$ 22,8 milhões da Sudam. Além dos desvios da Sudam, ele também foi acusado de envolvimento em fraudes em licitações, desvios do Banco do Estado do Pará (Banpará) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), conforme a denúncia apresentada pela senadora Marinor em 2011. No entanto, alguns processos foram arquivados sem julgamento após decisões da Primeira Turma do STF em 2015 devido à prescrição da punibilidade, ou seja, o tempo para julgar havia expirado.

Mas como filho de Barbalho, Barbalho, os irmãos vivem de advogado em advogado para se manter na vida pública pois que têm enfrentado investigações e acusações ao longo de suas carreiras. Helder foi citado em investigações relacionadas à Odebrecht, enquanto o pai, Jader Barbalho, foi alvo de vários processos judiciais que foram arquivados. Jader Barbalho Filho, embora não diretamente acusado de crimes, foi alvo de uma queixa-crime movida pelo próprio Jader contra um deputado por injúria, calúnia e difamação.                                                                                                    

Em 2017, um delator da empreiteira citou Helder Barbalho em relação a um suposto recebimento de R$ 1,5 milhão para sua campanha eleitoral de 2014. A acusação alegava que o dinheiro teria sido uma contrapartida por interesses da Odebrecht no Pará. Helder Barbalho afirmou que as doações que recebeu eram legais e que sua prestação de contas de campanha foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Em 2021, o Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE a cassação de Helder Barbalho por abuso de meios de comunicação e veiculação de informações falsas.

Em 2017, Jader Filho apresentou uma queixa-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra deputado estadual Wladimir Costa (SD-PA), que o chamou de “feio pra caramba” e o acusou de ter “pego o chifre de uma amiga”. Na ocasião, esse polêmico deputado também afirmou que a família Barbalho representava a maior organização criminosa do país e que “Barbalho é sinônimo de roubo”, o que a justiça e TCE-PA e TCU terão mais uma oportunidade para provar, quando forem prestadas as contas das obras da COP 30. O que se sabe até agora é que legado não haverá, só mais um espetáculo de pajelança com dinheiro público.

Frederico Assis Brasil. Professor Urbanidade na UFSJ, com doutorado no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da UFRJ e idealizador do Oposição com Liderança.

 

Mais de 30% dos casos de racismo ocorrem no ambiente de trabalho, segundo pesquisa

Levantamento feito pela plataforma de inteligência jurídica Jusbrasil mostrou que mais de 30% dos casos de racismo e injúria racial no Brasil acontecem no ambiente laboral. A pesquisa analisou 4.838 decisões judiciais publicadas neste ano e, desse total, 1.407 dos casos ocorreram no trabalho ou estavam associados a ele.

A maioria das agressões totais foi cometida por desconhecidos (1.291). Em seguida, foram 1.113 casos de violência racial entre empregadores e empregados. Ainda segundo o levantamento, o segundo local onde mais acontecem situações de racismo ou injúria racial são os espaços públicos (974). Depois, vêm os estabelecimentos comerciais, que apareceram em 805 decisões no período analisado. O estudo também mostrou que 39,5% das ações resultaram em condenação dos acusados.

A análise foi feita a partir da base de decisões públicas organizadas pelo Jusbrasil. De acordo com a plataforma, para a elaboração desse levantamento foi usada inteligência artificial na organização de palavras-chaves, com o acompanhamento de pesquisadoras especialistas em informação jurídica. Foram consideradas as decisões publicadas no período de 1ª de janeiro a 31 de outubro de 2025.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o Brasil registrou 18,2 mil casos de injúria racial e 18.923 casos de racismo em 2024. Em abril deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que aumenta a pena para o crime de injúria racial quando praticado contra mulheres ou idosos. No levantamento do Jusbrasil, de todos os casos que aconteceram no ambiente de trabalho, 554 tiveram mulheres como vítimas.

Fonte: CONJUR

 

Estado precisa disputar mercado com o crime organizado, diz ministro do STJ

O combate ao crime organizado não pode ser feito apenas pelo confronto e pela ocupação de território. É preciso criar infraestrutura e condições econômicas para que as pessoas vejam as atividades ilícitas como menos vantajosas. O diagnóstico é do ministro Antonio Saldanha Palheiro, do Superior Tribunal de Justiça. Ele falou sobre o tema em palestra do programa STJ na Academia, promovida na Universidade Federal do Rio de Janeiro na segunda-feira (17/11).

O magistrado deu um exemplo prático: ele disse que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, relatou que instalou mais de 20 escolas no complexo de favelas da Maré, mas isso não teve impacto no ingresso de jovens na criminalidade.

A culpa disso é do que o ministro definiu como competição de mercado. Um garoto que trabalha para o tráfico tem uma situação diferenciada na favela: tem dinheiro, representa poder e impõe respeito pelo medo. Se ele largar isso, vai fazer o que dá vida?

“Essa competição o Estado vai ter que fazer frente. E é uma competição econômica. Vamos precisar estabelecer mecanismos atraentes para que o jovem tenha vontade de deixar o crime e ter uma vida civilizada com pelo menos alguma equivalência.”

Crime organizado menos atrativo

O magistrado explicou que essa equivalência não é de estilo de vida, mas de poder trabalhar por um salário razoavelmente digno. Isso passa também pela qualificação técnica e profissional dessa população marginalizada.

“Além de dar infraestrutura de escola, hospital, água e esgoto e transporte dignos, temos que ter uma competição no nível de remuneração dessas pessoas no mercado formal”, afirmou Saldanha Palheiro.

O magistrado encerrou a fala com um apelo ao empresariado brasileiro. “Eles precisam se dar conta disso, precisam estabelecer mecanismos de empregabilidade que atraiam esses jovens para o mercado formal, de modo que tenham pelo menos uma perspectiva de vida. E isso eu não vejo com muita facilidade.”

Fonte: CONJUR

Facções criminosas geram desafio mais político do que jurídico, diz ministra do STJ

As facções criminosas brasileiras são poderosas não apenas por sua força armada, mas pela ausência ou fragilidade das instituições estatais. Assim, o combate a elas se torna mais político do que jurídico, pois não basta a repressão criminal. A análise é da ministra Marluce Caldas, do Superior Tribunal de Justiça. Ela abordou o tema em palestra do programa STJ na Academia, promovida na Universidade Federal do Rio de Janeiro na segunda-feira (17/11).

A magistrada tratou do tema sob a perspectiva do conceito de governança criminal, identificado pelo cientista político americano Benjamin Lessing. Trata-se da ideia de grupos armados que exercem controle e autoridade sobre territórios ocupados.

No Rio de Janeiro, onde ocorreu o evento, o maior exemplo é o Comando Vermelho, alvo de uma espetaculosa operação policial em outubro que resultou na morte de ao menos 121 pessoas. Ela explicou que, segundo Lessing, o erro de muitas políticas públicas é tratar facções como meras estruturas empresariais de lucro ilícito, quando na verdade elas operam como governos paralelos, em franca competição com o Estado. A resposta, portanto, precisa ser articulada.

Facções geram desafio político

“A governança criminal é um desafio político antes de ser jurídico. As facções se tornam poderosas não apenas pela força armada, mas muitas vezes pela ausência ou fragilidade de instituições estatais. Logo, enfrentá-las requer mais do que prisões e operações. Requer reconstruir o Estado onde ele foi substituído.”

Nesse cenário, ela destacou a construção da jurisprudência criminal do STJ no sentido de valorizar instrumentos de prova como a colaboração premiada, mas sem permitir seu desvirtuamento para ferir garantias constitucionais das pessoas.

“Enfrentar a criminalidade organizada violenta exige mais do que repressão, requer compreender o fenômeno como disputa de legitimidade e poder entre o Estado e estruturas paralelas.”

“O Superior Tribunal de Justiça, ao consolidar a jurisprudência equilibrada sobre investigação, prova e colaboração premiada, tem contribuído decisivamente para esse redesenho de racionalidade, assegurando que o combate ao crime não signifique o enfraquecimento das garantias democráticas”, complementou a ministra.

Fonte: CONJUR

 

Temendo outra derrota vergonhosa, governo Lula tenta protelar o Projeto Antifacção no Senado

Com sua dificuldade de enfrentar criminosos, porque a esquerda vitimiza bandidos, o governo Lula (PT) tenta atrasar, no Senado, o projeto de lei Antifacção, aprovado na Câmara de goleada: 370×110 votos. A escolha do relator Alessandro Vieira (MDB-SE) atende o Planalto. Foi dele a relatoria da “PEC da Blindagem”; que enterrou a reação dos deputados às invasões do Supremo Tribunal Federal. Aprovada na Câmara, a proposta foi rapidamente engavetada no Senado, para alegria do PT.

Chapéus

Alessandro Vieira também foi designado relator da recém-criada CPI do Crime, no Senado. O presidente da CPI é Fabiano Contarato (PT-ES).

Homem de confiança

Vieira relata a MP de Lula da “Agência de Proteção de Dados”; 200 cargos e nova carreira de fiscalizador. O PT preside a comissão.

Senador volúvel

Alessandro iniciou a carreira política no partido Rede, em 2016, passou pelo Cidadania e PSDB, e está no MDB desde 2023

Coluna do Claudio Humberto

Mídia internacional repercute o vexame da COP30 de Lula

A cobertura internacional sobre o incêndio ocorrido em um dos pavilhões da COP30, em Belém, ganhou grande proporção, com portais estrangeiros divulgando rapidamente fotos, vídeos e relatos presenciais que mostraram a dimensão da emergência. As publicações registraram desde a evacuação completa do espaço até o clima de apreensão entre delegações que acompanhavam as negociações finais do evento climático.

A Associated Press observou que o episódio interrompeu tratativas consideradas decisivas “nos dias finais críticos”, destacando que todo o complexo precisou ser evacuado para que equipes especializadas realizassem inspeções de segurança. A agência reforçou que a paralisação criou incertezas sobre a retomada imediata das atividades diplomáticas.

A BBC, que publicou material audiovisual próprio, relatou ter presenciado “chamas e fumaça” antes da retirada das equipes. Em suas reportagens, descreveu-se um ambiente de confusão do lado de fora: representantes de diversos países abrigaram-se sob um posto de gasolina, enquanto outros aguardavam sentados no chão sob forte calor. A emissora também mencionou um depoimento que apontava a possibilidade de o incêndio ter sido provocado por falha elétrica.

O New York Times acrescentou à cobertura imagens que mostravam pânico e movimentação intensa de participantes quando “um grande buraco” se abriu no teto de lona do centro de convenções. Em seu relato, o jornal contextualizou o incidente com críticas já existentes à infraestrutura montada para o evento, citando problemas como goteiras, ar-condicionado insuficiente e reclamações envolvendo segurança operacional.

A Reuters noticiou que as chamas haviam sido contidas, embora ainda não estivesse claro se as reuniões seriam retomadas no mesmo dia. O material descreveu o acionamento de uma sirene que fez delegados correrem para fora do pavilhão, acompanhado de imagens exibidas na televisão em que era possível ver fumaça e focos de fogo consumindo parte da estrutura interna.

Segundo a AFP, houve momentos de tensão quando participantes começaram a gritar “fogo!” enquanto tentavam utilizar extintores para conter as chamas. A agência registrou que a fumaça se espalhou velozmente pelos corredores, tornando a evacuação ainda mais urgente.

O Político também publicou fotos próprias e reuniu depoimentos de autoridades, incluindo o enviado climático da Itália, que detalharam a rapidez com que o incêndio se propagou ao longo do corredor principal do pavilhão. A plataforma classificou o cenário como um dos momentos mais desesperadores da conferência.

Já o Guardian, em transmissão ao vivo e com vídeos disponibilizados online, mostrou alarmes interrompendo discussões, além de imagens de fumaça subindo pelas estruturas temporárias montadas para o evento.

A agência chinesa Xinhua tratou o caso como “urgente” e relatou de forma objetiva que os bombeiros ordenaram a evacuação integral do espaço afetado.

Por fim, veículos como Bloomberg, Washington Post e The Telegraph reforçaram que o incêndio ocorreu justamente no período mais sensível da COP30. O Telegraph descreveu “caos” em vídeos que capturaram delegados correndo enquanto as chamas atingiam estandes localizados próximos ao pavilhão chinês, ampliando a percepção internacional de fragilidade na organização do evento.

Jornal da Cidade Online

Alcolumbre no contra-ataque a Lula com votação da Aposentadoria Especial aos agentes de endemias

Não será fácil o governo emplacar Jorge Messias no Supremo Tribunal Federal (STF). Davi Alcolumbre começou a trabalhar contra, bem mais cedo do que se imaginava. Nesta quinta-feira (20), presidente do Senado anunciou que levará ao plenário um projeto de lei complementar com potencial impacto bilionário nas contas públicas. O anúncio ocorreu horas após Lula (PT) oficializar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

O projeto, que será votado na próxima terça-feira (25), regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias. A proposta estabelece aposentadoria com integralidade e paridade para esses profissionais que atenderem requisitos mínimos de idade e tempo de serviço.

Alcolumbre trabalhava pela indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atual presidente do Senado e seu aliado político, para a vaga aberta com a saída do ministro Luís Roberto Barroso. Fontes próximas ao parlamentar indicam que ele ficou contrariado por não ter sido comunicado previamente sobre a escolha de Messias.

Em comunicado oficial, Alcolumbre afirmou que com esta votação o Senado “dará um passo decisivo para corrigir uma injustiça histórica”.

A Câmara dos Deputados aprovou em outubro uma PEC com objetivo similar, que efetivava vínculos temporários e flexibilizava regras de aposentadoria para esses mesmos profissionais. Membros do governo Lula, classificaram a medida como pauta-bomba, apelidando-a de “contrarreforma da Previdência”.

Técnicos do Executivo calcularam que o impacto financeiro dessa iniciativa pode variar entre R$ 20 bilhões e R$ 200 bilhões nos próximos anos. A aprovação da PEC na Câmara aconteceu após líderes pressionarem o Palácio do Planalto.

No dia seguinte à votação na Câmara, o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), apresentou um requerimento alterando a orientação do governo, sinalizando posição contrária ao avanço da matéria.

Alcolumbre destacou em sua nota que “A proposta representa um marco para milhares de profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado direto da população brasileira”.

O presidente do Senado também afirmou: “Ao pautarmos essa matéria, reafirmamos que esses agentes são uma prioridade do Parlamento brasileiro. É uma boa notícia para o SUS, para o país e, sobretudo, para quem sustenta a saúde pública nas comunidades mais vulneráveis”.

A escolha de Lula por Messias pode afetar a relação do governo com o Senado. Até agora, Alcolumbre vinha atuando como um dos principais aliados do presidente no Congresso Nacional. Fontes próximas ao parlamentar indicam que sua relação com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também está estremecida.

Para que Messias assuma o cargo na Suprema Corte, será necessária a aprovação de no mínimo 41 dos 81 senadores, em votação secreta que ocorrerá no Plenário do Senado.

Jornal da Cidade Online

 

Senador Rogério Marinho pede a PGR e ao TCU investigar Jorge Messias (AGU) por omissão à roubalheira no INSS

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, protocolou pedidos de investigação contra o advogado-geral da União, Jorge Messias, na Procuradoria-Geral da República (PGR), no Tribunal de Contas da União (TCU) e na Comissão de Ética da Presidência. O parlamentar acusa Messias de prevaricação em casos de descontos irregulares aplicados a aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“O governo Lula sabia, foi alertado e cruzou os braços enquanto entidades politicamente alinhadas continuavam roubando os aposentados. A omissão deliberada da AGU feriu a ética, a legalidade e o dever de proteger o interesse público”, afirmou Marinho.

O senador sustenta que a Advocacia-Geral da União (AGU) recebeu alertas internos desde 2024 sobre irregularidades praticadas por entidades sindicais contra beneficiários do INSS. Documentos do próprio órgão apontavam possível envolvimento de organizações como a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). A denúncia indica que a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer) também aparecia nos relatórios internos da AGU como potencialmente envolvida nas irregularidades.

Marinho questiona a ação judicial movida pela AGU em maio de 2025, quando Messias pediu o bloqueio de R$ 2,5 bilhões em bens de entidades supostamente envolvidas nas fraudes. Segundo o parlamentar, apesar das recomendações para abertura de processos administrativos e cancelamento de convênios, seis das nove entidades citadas no relatório interno foram excluídas da ação judicial. O Sindnapi, que tem como vice-presidente Frei Chico, irmão de Lula (PT), está entre as organizações não incluídas na ação de bloqueio. Este fato foi destacado pelo senador como indício de possível favorecimento político. “Por isso, recorremos aos órgãos de controle para assegurar que quem escolheu proteger aliados, e não os aposentados, responda por seus atos”, declarou o parlamentar.

A AGU contestou as acusações, afirmando que o relatório mencionado tinha apenas caráter administrativo, não identificava fraudes específicas e não servia como base para ações judiciais. Nas solicitações aos órgãos de controle, Marinho acusa Messias de atuar seletivamente, favorecendo entidades alinhadas ao governo federal. O parlamentar pede ao TCU uma auditoria sobre a atuação da AGU no caso, à PGR uma investigação criminal e à Comissão de Ética uma apuração sobre possível favorecimento político. A denúncia coincide com a confirmação da indicação de Jorge Messias para ocupar a vaga do ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação será publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União, e Messias ainda precisará passar por sabatina no Senado para confirmação no cargo.

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Lula torrou R$ 71,7 milhões do pagador de impostos com cabines em navios para a decepcionante COP30

O governo Lula contratou 850 cabines em navios de cruzeiro para hospedar participantes da COP30, em Belém (PA). O investimento total foi de R$ 71,7 milhões, conforme informações divulgadas na quarta-feira (19). As embarcações MSC Seaview e Costa Diadema funcionam como hospedagens flutuantes durante o evento climático.

Das acomodações contratadas, 450 cabines custaram R$ 26,3 milhões e atendem às exigências da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática). O Brasil, como país-sede, precisava garantir essas acomodações independentemente de sua ocupação por delegações de países em desenvolvimento.

As outras 400 cabines, no valor de R$ 45,4 milhões, foram destinadas à delegação brasileira. A Secop30 (Secretaria Extraordinária para a COP30) informou que os custos ainda podem variar.

“O valor final da despesa executada ainda está em evolução diária, conforme necessidades efetivas de hospedagem e conforme os mecanismos contratuais de opção de venda provisória e definitiva”, declarou a Secop30 em nota.

Em abril, o governo designou a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) para coordenar o processo de seleção. Por meio de chamamento público, a operadora Qualitour foi escolhida para intermediar a contratação dos navios, que permanecerão no Terminal Portuário de Outeiro até o fim da conferência.

O pagamento à Qualitours ocorrerá após o término da COP30, com base na quantidade de espaços não comercializados durante o evento, conforme estabelecido em contrato. A utilização de navios como hospedagem complementar foi planejada desde o início da organização. Esta prática é comum em grandes eventos internacionais e funciona como solução para ampliar a capacidade de acomodação.

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