Lançamento “escapa” do controle do sistema e vai para todo o país com entrega gratuita

Uma iniciativa ousada está movimentando leitores interessados nos debates sobre censura, liberdade de expressão e os bastidores do poder no Brasil. Uma loja especializada em conteúdo político acaba de lançar um combo polêmico com cinco livros, reunindo obras que abordam decisões judiciais controversas, disputas ideológicas recentes e episódios de perseguição política. Tudo isso por R$ 79,89, com frete grátis para qualquer região do país.

A proposta da campanha é clara: disponibilizar ao público títulos que questionam a narrativa dominante e expõem temas pouco abordados em grandes veículos de comunicação. As obras tratam de assuntos como intervenção do Judiciário, manipulação de narrativas, polarização política e o avanço da censura no debate público. Segundo a divulgação, o objetivo é colocar nas mãos dos leitores conteúdos que o “sistema” preferiria manter longe dos holofotes.

Para garantir o combo antes que acabe, basta acessar:

https://www.conteudoconservador.com.br/pages/combo-5-livros

Em tempos de tensão e silenciamento, oportunidades assim podem desaparecer rápido. Aproveite enquanto ainda está disponível.

Jornal da Cidade Online

As facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital ampliam domínio em cidades da Amazônia

Mapa aponta que grupos criminosos já alcançam centenas de municípios estratégicos e ampliam controles sobre rotas

Um novo relatório da FBSP revela que 344 dos 772 municípios que compõem a Amazônia Legal (ou seja, cerca de 44,6% da região) apresentam alguma evidência da presença de facções criminosas.  A expansão da ação desses grupos representa avanço substancial em relação aos levantamentos anteriores.  De acordo com o estudo, desses 344 municípios sob influência ou presença de facções, 258 (33,4%) enfrentam atuação de uma única organização criminosa, enquanto 86 (11,1%) convivem com ao menos duas facções disputando território, cenário que aponta para zonas de conflito e instabilidade. 

O levantamento também identifica que a facção Comando Vermelho (CV) alcançou 286 municípios com sinais de sua presença, o grupo se tornou, segundo o relatório, o mais disseminado na Amazônia Legal.  Em paralelo, o Primeiro Comando da Capital (PCC) aparece como força estratégica em cerca de 90 municípios, segundo outra fonte. Estados da região revelam níveis alarmantes de penetração criminal: no Acre, todos os 22 municípios (100 %) registraram presença de facções; em Roraima 86,7 % dos municípios; em Mato Grosso, 65,2 % dos 92 municípios monitorados.  O relatório destaca que essas organizações passaram a combinar o negócio tradicional de tráfico de drogas com atividades de extração mineral, garimpo ilegal e crime ambiental, especialmente em Terras Indígenas. 

Os autores do estudo apontam que a Amazônia Legal ganhou papel de corredor estratégico para o crime organizado, logística de drogas, armas, ouro e madeira estariam sendo articuladas a partir da região, com uso de rotas fluviais, áreas de fronteira e portos.  O relatório indica que municípios que servem como entroncamentos logísticos (rios, fronteiras, estradas) sofrem com taxas de homicídios violentos intencionais elevadas. 

Um dos exemplos mapeados é o município de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), que registrou aumento da ordem de 250% nas mortes violentas entre 2022 e 2024, cenário que o estudo associa à atuação de garimpo irregular, presença de facções e fronteira com a Bolívia. 

O relatório divulgado pela FBSP chama atenção para três pontos principais: primeiro, a rápida expansão territorial das facções na Amazônia; segundo a crescente convergência entre crime organizado, meio-ambiente e extração ilegal de recursos; terceiro, a emergência de fronteiras internas e externas (fluviais, terrestres e aéreas) como novas zonas críticas de insegurança.

Diário do Poder

Diretor da Senappenna, disse na CPI do Crime Organizado: A superlotação carcerária fortalece facções

 Antônio Glautter, acrescentou que o déficit estrutural no sistema prisional favorece recrutamento e “profissionalização” do crime organizado.

O diretor de Inteligência Penal da Senappen, Antônio Glautter de Azevedo Morais, afirmou à CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira (19), que o sistema penitenciário opera em condições que favorecem o avanço das facções criminosas. Segundo ele, a superlotação e a falta de infraestrutura transformaram os presídios em espaços de recrutamento e “profissionalização” de pequenos infratores. Glautter informou que o país possui cerca de 500 mil vagas, mas abriga 702 mil detentos — sem contar monitorados por tornozeleira.

Incluindo-os, o total de pessoas sob custódia chega a 942 mil. Para eliminar o déficit de 200 mil vagas, seriam necessários R$ 14 bilhões apenas em construção de novas unidades, sem considerar custos permanentes de operação. Questionado pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB), sobre medidas de gestão e inteligência, como a separação de presos faccionados e o orçamento necessário para manter o sistema funcionando, o diretor disse não ter os dados disponíveis. Vieira criticou a falta de informações e afirmou que ela compromete o planejamento estatal contra o crime organizado.

Diário do Poder

‘Lula mandou projeto fraco, com brechas e benefícios para facções… Convite para continuar de joelhos’, diz deputado

 

 

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (18), o texto-base do PL Antifacção. A votação registrou um placar expressivo: 370 deputados se posicionaram a favor, enquanto 110 foram contrários e 3 optaram pela abstenção.

No X, o deputado Nikolas Ferreira não perdoou:

“O Brasil deu hoje um passo decisivo contra facções criminosas do Brasil. O Governo Lula mandou à Câmara um projeto fraco, cheio de brechas e benefícios para facções, quase um convite para que o Estado continuasse de joelhos. 

Mas hoje o Congresso fez o que o país esperava: fechou portas, endureceu penas e construiu um verdadeiro Marco Legal de enfrentamento às facções. Resultado: aprovamos um texto firme, responsável e à altura da violência que o Brasil enfrenta.

Enquanto isso, PT, PSOL e a esquerda votaram contra. Mais uma vez, ficaram do lado errado da história. Parabenizo o relator Guilherme Derrite que sai ainda maior desse desafio. Trabalhamos em conjunto para ter essa vitória. Hoje, quem perdeu foi o crime organizado. E quem ganhou foi o povo brasileiro.”

Jornal da Cidade Online

MDB aciona MPF contra Ricardo Cappelli, presidente da ABDI por gasto milionário com propaganda eleitoral

Verbas da agência ligada ao Governo Federal dispararam de R$398 mil a R$9,6 milhões, após Capelli assumir a presidência.

O Movimento Democrático Brasileiro do Distrito Federal (MDB-DF) encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) uma notícia de fato pedindo a apuração de denúncias envolvendo o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli (PSB). O político é acusado de utilizar a estrutura da agência, que é ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para fins pessoais e eleitorais.

Conforme o documento, assinado pelos advogados Bruno Rangel e Juan Nogueira, a agência registrou um aumento expressivo nos gastos com publicidade desde a chegada de Cappelli à presidência da ABDI. Em 2022, os gastos foram de R$398.717,19; em 2024, saltaram para R$ 4.452.320,85; e, até outubro de 2025, já chegavam a R$ 9.655.834,09.  As suspeitas vieram à tona após reportagem do Diário do Poder, na qual ex-integrantes da ABDI relataram ao jornal a existência de um suposto “bunker político” no Setor Comercial Sul, em Brasília.

Segundo as informações, uma sala no Edifício Ariston teria sido usada para produzir conteúdos de campanha, interagir com eleitores nas redes sociais e atacar adversários políticos. O espaço seria coordenado por Bruno Trezena, gerente de marketing da ABDI, e funcionaria de maneira paralela à comunicação oficial da agência, o que, se confirmado, pode caracterizar campanha eleitoral antecipada e uso indevido de recursos públicos. Filiado ao PSB, Ricardo Cappelli é pré-candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) nas eleições de 2026. Para o MDB-DF, as denúncias tornam urgente uma investigação independente, já que envolvem possíveis violações administrativas e eleitorais.

Senadora Damares pede explicações ao Ministério de Alckmin

As suspeitas também chegaram ao Senado. A senadora Damares Alves (Rep-DF) protocolou, na última sexta-feira (14), um requerimento oficial direcionado ao Ministério do Desenvolvimento, chefiado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. A parlamentar pede esclarecimentos sobre a denúncia e quer saber se há investigação interna em andamento.

Damares também solicitou:

  • cópia dos contratos de publicidade firmados pela ABDI nos últimos 24 meses;
  • informações completas sobre o orçamento de comunicação da agência e sua execução;
  • detalhes sobre eventuais normativos internos destinados a coibir uso político da estrutura pública.

A senadora lembrou que o uso de órgãos públicos para fins eleitorais é proibido por lei e pode resultar em processos administrativos e criminais por improbidade. O ministro Geraldo Alckmin terá até 30 dias para responder o requerimento.

Jornal da Cidade Online

Vorcaro, dono do Banco Master, pagou jantar nos EUA aos ministros do STF, Moraes, Gilmar, Lewandowski e Barroso

A rede de contatos do bilionário Daniel Vorcaro superava o campo financeiro e político e buscou alcançar a cúpula da Justiça do Brasil, que o levou a ser preso pela Polícia Federal por indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, na segunda-feira (17). Três anos antes das últimas duas noites passadas por Vorcaro na prisão, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se fartaram em um jantar luxuoso que o banqueiro ofereceu, organizou e pagou, nos Estados Unidos (EUA).

Em novembro de 2022, os ministros do Supremo, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso jantaram às custas do jovem banqueiro, no requintado restaurante Fasano New York. Vorcaro exibia aos togados sua teia de relacionamento com outros convidados do evento organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) para debater sobre liberdade de expressão e democracia, a “Brazil Conference”, na capital financeira norte-americana.

Àquela época de 2022, o presidente Lula (PT) já havia derrotado o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e Vorcaro era lembrado pelo fato de seu banco já ter sido investigado pela Operação Lava Jato por suspeita de crimes financeiros entre 2014 e 2016, quando utilizava como nome Banco Máxima. Dois ex-gestores do banco se tornaram réus, em 2021, por crimes financeiros relacionados à instituição, no Tribunal Federal Regional Federal da 1ª Região.

O cardápio foi detalhado pelo site Metrópoles, à época. E incluiu cinco canapés por cerca de R$ 350 por pessoa; uma sequência de quatro pratos servidos a um custo de cerca de R$ 750; mais bebidas à vontade com garrafas como do espumante italiano Ferrari, por R$ 350, em valores de 2022.

Em 2022, os ministros não comentaram sobre terem participado da pomposa recepção do banqueiro suspeito de crimes na filial do restaurante tradicional da elite de São Paulo. E o Diário do Poder enviou à Assessoria de Comunicação do STF um pedido por um eventual posicionamento atualizado sobre o jantar pago por Daniel Vorcaro. Demanda não respondida até a última atualização desta matéria.

Alvo de liquidação extrajudicial decretada ontem pelo Banco Central do Brasil, o Banco Master justificou o jantar, em 2022, afirmando que seria prática comum a diversos seminários e fóruns de discussão empresarial, por ser um dos vários patrocinadores da conferência. A instituição financeira apontou que a organização da recepção aos ministros foi dividida com o LIDE em Nova York. Mas a lista oficial de patrocinadores do evento não citava o Banco Master.

Jornal da Cidade Online

Janja mais uma vez: Se intromete, esnoba deselegância e responde a chanceler alemão, o que é o governo Lula

Janja sempre se metendo onde não devia e onde certamente não foi chamada e não conhece. Desta vez, ela resolveu responder ao chanceler alemão, Friedrich Merz. O chanceler viralizou recentemente ao fazer comentários sobre a visita da comitiva alemã a Belém, durante a COP30. Ele relatou que todos ficaram satisfeitos em deixar a capital paraense. De fato, o evento foi um gigantesco fiasco.

Janja abriu a boca numa entrevista a uma emissora de TV, em nome do governo Lula

“Acho que ele não viveu a COP. Chegou aqui, entrou em uma sala com ar-condicionado e não viveu a COP. A proposta da gente fazer a COP na Amazônia foi justamente para que as pessoas pudessem presenciar o que é esse território. Já fui em duas COPs e é isso que acontece, as pessoas entram e ficam em uma sala, discutindo a vida das pessoas que estão lá fora. E ele não deve ter vivenciado, não deve ter tomado um tacacá, não deve ter ido a um carimbó, ido a uma aparelhagem. Foi infeliz a fala dele”.

Jornal da Cidade Online

Surpreende diretor da PF contra equiparação de facções criminosas e grupos terroristas e dizer que é “erro técnico”

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que equiparar organizações criminosas a grupos terroristas constitui um “erro técnico”. A declaração foi feita nesta terça-feira (18) durante seu depoimento na CPI do Crime Organizado no Senado Federal. “É um erro técnico, inclusive, se falar de equiparação de institutos diferentes, de questões diferentes, que são o terrorismo com finalidade, propósito, meios diferentes do crime organizado, que são completamente cenários distintos”, disse o chefe da PF.

A proposta de equiparação integrou uma das versões do PL Antifacção, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP). O item foi removido nas versões mais recentes do projeto, mas continua sendo defendido por opositores do governo Lula. O debate sobre o tema intensificou-se após a operação policial de 28 de outubro no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes. Na ocasião, o governador Cláudio Castro (PL) referiu-se ao Comando Vermelho como “narcoterrorista”.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), potencial candidato à Presidência em 2026, também defende a equiparação, alinhando-se a outros opositores do atual governo federal. O governo Lula se opõe à proposta, argumentando que as facções criminosas brasileiras não se enquadram na definição de terrorismo por não terem motivações políticas. “Nós entendemos um equívoco, para não falar de questões de soberania e de outras interferências que podem advir, inclusive para o sistema econômico, para as empresas brasileiras, dessa equivocada equiparação que alguns tentam fazer”, afirmou Rodrigues sobre as possíveis consequências da medida.

Jornal da Cidade Online

Flávio Dino ‘surta’ e vai ao ataque contra André Mendonça, sobre críticas ao ativismo político no STF

O ministro Flávio Dino “surtou” contra as recentes falas fortes do colega André Mendonça, que afirmou com todas as letras que a Corte age com um “ativismo judicial” de determinados processos que seriam constantemente prorrogados. O ministro ainda afirmou que o Brasil vive o que seria um quadro crítico de insegurança jurídica e de enfraquecimento institucional. 

Flávio Dino disse que este tipo de acusação seria uma “espuma” sem fundamento, e que a Corte julga “no estrito cumprimento do dever inscrito nas leis a partir de provocações dos fatos”. “Dizem alguns que esses supostos inquéritos que nunca acabam [alguns sob a relatoria de Alexandre de Moraes] seriam prova de uma anomalia no Brasil, que seriam um tal de um ativismo judicial. E isso se tornou um lugar comum de baixíssima qualidade doutrinária e técnica para que pessoas até consigam ornar pronunciamentos destituídos de consistência, [de que] ‘não tenho o que dizer, digo que isso é culpa do ativismo judicial’. Isso tem tanta consistência como a espuma das ondas que quebram na praia”, disparou Dino.

Dino ainda disse que esse tipo de expressão é utilizado para se “obter aplausos fáceis em certas plateias”, indo contra a atuação dos integrantes da Corte de apenas aplicar e interpretar a Constituição aos fatos provocados. “Numa tentativa de etiquetar para descredenciar o tribunal, e isso é algo que este julgamento prova que não tem suporte material”, pontuou sendo apoiado por Moraes.

O clima na Corte é péssimo. André Mendonça finalmente ergueu a voz e, dessa vez, não pode ficar calado. A verdade é que o ministro André Mendonça incomodou alguns ministros, que exercem protecionismo em processos de interesses de políticos, o que acaba se tornando claramente em ativismo político com favorecimentos.

Jornal da Cidade Online

 

Câmara impõe nova derrota a Lula e aprova Projeto de Lei Antifacção por 370 votos a 110

A Câmara dos Deputados aprovou, por 370 votos favoráveis e 110 contrários, o projeto conhecido como “antifacção”, que amplia os instrumentos legais para reforçar o combate ao crime organizado no país. A proposta cria a figura penal da facção criminosa e aumenta as penas para quem integra, financia ou exerce liderança nessas organizações. O texto estabelece punições que variam de oito a quinze anos para participação em facções e prevê penas de até trinta anos em casos de homicídios cometidos por determinação dessas organizações, considerados crimes hediondos.

O projeto também autoriza a infiltração de agentes de segurança em estruturas do crime organizado, além de permitir o acesso, mediante autorização judicial, a dados de localização e registros de conexão de investigados. Outro ponto é a criação de um banco nacional dedicado ao registro de informações sobre facções criminosas, complementado por bancos estaduais que reunirão dados sobre atuação, integrantes e estrutura financeira dessas organizações.

As medidas incluem ainda mecanismos para enfraquecer o poder econômico das facções, como apreensão de bens, bloqueio de transações financeiras e intervenção judicial em empresas utilizadas para lavagem de dinheiro. Há previsão para suspender contratos públicos mantidos por pessoas ou entidades associadas às organizações criminosas.

A aprovação do projeto foi considerada uma resposta firme ao avanço do crime organizado no país, resultado de negociações entre parlamentares, o governo e representantes das forças de segurança. O presidente da Câmara afirmou que a proposta não altera atribuições de órgãos federais de investigação e reforça a cooperação entre diferentes níveis de atuação no combate às facções.

Diário do Poder