Destruição do Brasil: Lula e o PT abriram a Caixa de Pandora em 1º de janeiro de 2023

E continua a maior oPTeração de compra de votos (travestida de “ações sociais”) por parte de Lula. Gestão temerária com foco na destruição do Brasil.  Para eles é preferível sacrificar o crescimento do Brasil, pois o que importa é a satisfação de seus interesses pessoais.

A farra começou com o aumento no valor do Bolsa-Família; agora o tal “gás do povo”; implantaram o Pé de Meia para estudantes que já estudam gratuitamente; ampliaram a isenção da conta de energia elétrica; agora querem ampliar a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil (dica aos parlamentares: se aprovarem, que entre em vigor apenas em 01.01.2027). Detalhe: a irresponsável farra lulopetista é feita com o dinheiro desviado dos que constroem o Brasil e pagam a conta, e não com o dinheiro deles.

Para Lula e sua corte de áulicos e cumplices a prioridade nunca foi o Brasil. O projeto é aquilo que é bom para eles. Não existe um único projeto mais ou menos importante. O tal do PAC (nome pomposo “pra inglês ver”) é mero nome de fantasia de transferência de recursos para programas que sempre existiram. Mesmo o “Minha Casa Minha Vida” é apenas um apelido petista a programas habitacionais que sempre existiram. Abriram a Caixa de Pandora em 01.01.2023 e não foi por falta de aviso. Impotentes, assistimos o Brasil rumando diretamente para o abismo.  

Milton Córdova Junior

Advogado

 

Mais de 1,4 mil escolas do Maranhão podem perder recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola

Prazo para regularização no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e em suas Ações Integradas vai até dia 31 de outubro; todos os estados possuem questões a serem resolvidas, com destaque para regiões Sudeste e Nordeste.

No país, 25,3 mil escolas estão com pendências para receber os recursos financeiros do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e em suas Ações Integradas. Todas as Unidades da Federação possuem questões a serem resolvidas, sendo que as regiões Sudeste e Nordeste possuem o maior número de instituições com pendências. Os dados foram disponibilizados ao Brasil 61 pelo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e correspondem até o dia 25 de setembro.

Apenas a região Sudeste possui 8,4 mil unidades escolares com irregularidades, com mais da metade localizadas no estado de São Paulo. Entre os municípios paulistas com mais escolas com pendências estão: Campinas (111) e Osasco (107). São Paulo (SP) tem 1,8 mil unidades com questões para sanar.

Já no Nordeste, os nove estados somam 7,7 mil instituições com necessidades de soluções acerca do PDDE. Bahia (2 mil), Maranhão (1,4 mil) e Pernambuco (970) concentram os maiores números de unidades. Entre os municípios com pendências no cadastro estão Feira de Santana (BA), Tutóia (MA) e Olinda (PE).

O PDDE disponibiliza recursos financeiros de forma suplementar para atender as necessidades prioritárias das escolas. Os valores são destinados a melhorias em infraestrutura física e pedagógica, como destaca o consultor de orçamento Cesar Lima:

“Tal qual o PNAE que é o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Programa Nacional de Transporte Escolar também, o PDD é um dinheiro que é depositado diretamente nas contas das escolas públicas, estaduais, municipais, federais, para custeio das suas atividades, melhoria das suas instalações físicas e também dos seus recursos pedagógicos”, explica.

O repasse dos recursos é baseado nos dados do Censo Escolar do INEP, ou seja, considera o número de alunos das unidades educacionais. O PDDE atende escolas públicas estaduais, municipais e distritais de Educação Básica, bem como instituições de educação especial qualificadas como beneficentes ou de atendimento direto e gratuito ao público.

Regularização

As unidades de ensino de todo o país têm até o dia 31 de outubro para resolver eventuais irregularidades e garantir o recebimento dos recursos. Cesar Lima, destaca a importância das unidades escolares regularizarem os seus dados no PDDE para assegurar os repasses.

“O PDDE é hoje o principal recurso que as escolas têm, no sentido da autogestão de melhoria das suas instalações físicas e também de seus recursos pedagógicos, uma vez que não dependem de emendas parlamentares ou outros instrumentos, é um dinheiro que já está garantido no orçamento da União para elas”, aponta.

O FNDE disponibilizou um boletim informativo para orientar as instituições sobre a regularização. O material tem um passo a passo para consulta no PDDE Info, com tutorial que permite identificar a situação da escola ou da rede de ensino a partir do número de inscrição no CNPJ ou do código INEP.

Com vistas a facilitar a regularização, o boletim disponibiliza seis QR Codes com orientações sobre as pendências mais comuns. Confira quais são:

  • CNPJ irregular na Receita Federal;
  • Escola sem Unidade Executora (UEx);
  • Inadimplência ou pendência de prestação de contas;
  • UEx sem dirigente ativo;
  • UEx sem conta corrente ativa;
  • Agência bancária inválida.

Em nota, o FNDE destacou que a previsão para 2025 é de R$ 1,16 bilhão para o PDDE Básico, R$ 369 milhões para o PDDE Equidade e R$ 450 milhões para o PDDE Qualidade. A autarquia defende que os recursos são fundamentais para o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE).

Fonte: BRASIL 61

Eis o processo milionário no qual o escritório da mulher de Alexandre de Moraes atua no STF

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, está à frente da defesa da Henasa Empreendimentos Turísticos LTDA em um recurso extraordinário de alto valor que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso envolve precatórios devidos pelo município de Natal (RN) e já movimenta cifras bilionárias.

Inicialmente, a empresa havia conquistado o direito a receber quase R$ 18 milhões. Contudo, após reconhecimento de prejuízos causados por um embargo, o montante subiu para R$ 191,2 milhões. Um acordo posterior reduziu o valor pela metade, a ser pago em dez anos, mas o Tribunal de Contas do Estado anulou o acerto, levando a disputa para a esfera da Justiça Federal. Desde 2016, o processo está no STF sob relatoria do ministro Nunes Marques, registrando movimentações significativas a partir de agosto de 2024.

Além desse caso, Viviane já atuou como advogada em mais de 30 ações encerradas na Corte. Ela é sócia da Barci de Moraes Sociedade de Advogados, escritório com outros oito sócios, entre eles parentes do ministro. Também participa da gestão do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, alvo de sanções impostas pelo governo Donald Trump.

As restrições foram aplicadas no âmbito da Lei Magnitsky, mecanismo usado pelos EUA contra indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou práticas autoritárias. As medidas incluem congelamento de bens, bloqueio de contas em bancos americanos e restrição de operações financeiras ligadas ao sistema internacional.

Segundo Washington, Moraes foi responsabilizado por ações consideradas abusivas contra Jair Bolsonaro e seus aliados. Diante da decisão, o ministro reagiu em nota oficial, afirmando que as sanções “contrastam com a história dos Estados Unidos da América, de respeito à lei e aos direitos fundamentais, além de violentarem o Direito Internacional, a soberania do Brasil e a independência do Judiciário”.

Jornal da Cidade Online

Senado quer manter regras para julgar ministros do Supremo Tribunal Federal

Advocacia da Casa sustenta no STF que Lei do Impeachment continua válida e aplicável. A Advocacia do Senado Federal (Advosf) defendeu a manutenção das regras previstas na Lei do Impeachment (Lei 1.079/50) também para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi enviado ao Supremo na última sexta-feira (26) e deve embasar a análise de duas ações que questionam a constitucionalidade de partes dessa legislação.

As ações, ADPFs 1.259 e 1.260, foram apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e estão sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Entre os pontos questionados estão:

  • O afastamento automático do cargo durante o processo;
  • A possibilidade de qualquer cidadão apresentar denúncia;
  • A redução do salário do ministro acusado enquanto o processo estiver em andamento.

A Advocacia do Senado Federal defende que esses dispositivos são compatíveis com a Constituição e sugere que o STF estabeleça algumas interpretações claras, como:

  • A exigência de quórum de dois terços do Senado para o recebimento da denúncia;
  • A proibição de medidas cautelares contra candidatos em período eleitoral.

De acordo com a Constituição Federal, cabe ao Senado julgar ministros do STF em casos de crimes de responsabilidade. No entanto, até hoje nenhum ministro foi afastado por esse tipo de processo.

Diário do Poder

Senador Republicano afirma que Lula recusou convite para reunir com Donald Trump e propôs conversa por telefone

O senador republicano Shane Jett, do estado de Oklahoma, afirmou nesta sexta-feira (26) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou um convite para se reunir pessoalmente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o parlamentar, Lula teria preferido propor apenas uma conversa por telefone.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Jett classificou a decisão do petista como um gesto de covardia. Além disso, usou termos duros para criticar o líder brasileiro, chamando-o de “marxista” e acusando seu governo de estar distante de um verdadeiro espírito de diálogo.

Na postagem feita no X, o senador escreveu:

“O presidente brasileiro Lula da Silva recusou um convite para se encontrar com o presidente Donald Trump. Lula disse que poderiam conversar por telefone. Parece que o ‘partido do amor’ não está interessado em diálogo. O bom povo da República Brasileira merece algo melhor! Continuamos a orar pelos sofridos patriotas brasileiros que atualmente estão sob uma ditadura judicial marxista.”

Jornal da Cidade Online

E se Tagliaferro for uma pessoa real?

                                                                                                                                 *Percival Puggina

Manhã de 18 de setembro. Exultante, o ativismo das redações liberava, para entrega, notícia fresquinha como fruta de feira: Hugo Motta confiara o posto de relator da PEC da Anistia à integridade moral do Paulinho da Força. Horas depois, este informava que levaria ao plenário da Câmara um texto previamente submetido ao proverbial zelo humanitário do STF.

Fiquei pensando na maldade de quem acenara esperança a tantos brasileiros. Havia mais de dois anos, por ação de uns poucos, o que era para ser protesto contra o passado recente e o futuro previsível descambou para atos de vandalismo. Pronto! Para padecimento de uns e alegria de outros, o que poderia ser resolvido de um jeito pela primeira instância judicial, absorvido pela Primeira Turma do STF e tratado com uma frieza de arrepiar pinguins, virou instrumento da política e travou o relógio da história. De lá para cá, o episódio ocupa o epicentro de um terremoto político, judicial e institucional com reflexos internacionais.

O destino do grupo de manifestantes em 8 de janeiro de 2023 caíra em mãos que, lhes imputaram, indistintamente, um pacote pronto de crimes impraticáveis por aquele grupo. A exemplo de milhões de brasileiros, habituados à liberdade e à democracia, manifestavam-se contra o futuro previsível e a sanha liberticida por vir. E ela veio, arrastando o eixo do poder para o formidável e sem precedentes protagonismo político do STF.

Desde então, no peito e na voz de milhões de brasileiros arde um clamor por justiça que só pode ser mitigado pela Anistia. O recente e minucioso voto do ministro Fux, em boa parte, refletiu esse sentimento. No entanto, em virtude do deslocamento do eixo do poder político para o STF, tendo o fígado razões que a Razão desconhece, conteúdos legislativos de natureza política, como a Anistia, só são tolerados se previamente abençoados pelo Supremo.

Em recente artigo, o amigo santa-mariense Valdemar Munaro, professor de Filosofia, explicou aquela votação com base na crítica que vem fazendo em sucessivos textos, ao idealismo de Hegel: “Se o ministro Fux refletiu sobre o que viu, os demais ministros, refletiram sobre o que pensaram. No primeiro caso, a realidade dos fatos orientou o pensamento, no segundo, o pensamento orientou os fatos da realidade”. E nasceu a tão reiterada “narrativa”.

A essa perspicaz observação pode-se acrescentar, também, com a mesma base de observação, que vivemos no Brasil uma distopia real e uma utopia fajuta: a primeira reflete a opressão política pelas mãos da maioria da Corte; a segunda explica o modo grandiloquente como a Corte fala sobre o que vem fazendo.

Raciocínio semelhante nos leva, por fim, ao caso Tagliaferro. Se o STF, o governo e o Consórcio Goebbels de Comunicação não pensam sobre Tagliaferro, tampouco suas denúncias cabem no âmbito das coisas pensáveis. Não, não são sequer descartadas; elas, simplesmente, não existem. Putz!

*Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org),

 

O voto jurídico do Ministro Luiz Fux na Ação Penal 2668

                                                                         *Jurista Ives Gandra Martins

Muito antes do início do julgamento da Ação Penal 2668, me posicionei sobre aqueles que participaram dos eventos de 8 de janeiro e que ainda se encontram presos, condenados a penas que considero excessivas, como 14, 15 e 16 anos. Também me manifestei contra o que chamam de núcleo golpista. Afirmo: não houve golpe, nem tentativa, pois nenhum soldado foi mobilizado e nenhum comandante militar agiu para tal. Segundo os jornais, o que houve foram conversas que, em minha opinião, jamais resultariam em um golpe, uma vez que, para isso, seria necessária a participação das Forças Armadas.

Fui professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército durante 33 anos. Vinha alertando, ao longo de todo o ano de 2022, em artigos, audiências públicas no Congresso, palestras e declarações em Instituições de que participo, que não haveria nenhum risco de golpe. E não houve. Sempre mantenho o respeito aos ministros do Supremo Tribunal Federal, algo pelo qual sou, muitas vezes, criticado. Reafirmo, pois, o que está presente na minha vida e pode ser lido no “Decálogo do Advogado” que elaborei para meus alunos no Mackenzie, na década de 1980, onde enfatizo tal posicionamento.

Discordo, porém, da decisão da Suprema Corte. Por ser consideravelmente mais velho do que todos os magistrados e maioria dos advogados em exercício no STF, nos meus 68 anos de carreira, advoguei tanto à luz do Código de Processo Civil anterior quanto do atual, bem como sob a vigência das Constituições de 1946, 1967 e 1988.

Em todos estes anos, nunca havia presenciado um processo no qual, o Ministro relator realizasse declarações prévias sobre seu desfecho e incluísse uma série de atos não intrinsecamente ligados à magistratura, mas exercidos pelos Ministros em funções extra magistratura.

Por todas as considerações e manifestações que fiz, confesso que fiquei muito feliz em ver exposto pelo Ministro Luiz Fux, em seu voto, tudo aquilo que defendi. Minha admiração por ele sempre foi grande. Somos confrades na Academia Brasileira de Letras Jurídicas e tenho muito orgulho de ter votado nele quando se candidatou para entrar na mais importante Academia de Direito do Brasil. Há que se destacar, também, que ele presidiu a Comissão de Juristas que elaborou o atual Código de Processo Civil.

Ele é o único Ministro de carreira entre os cinco presentes na 1ª Turma. O Ministro Zanin, embora um grande advogado, não era magistrado. O Ministro Dino foi juiz, mas deixou a magistratura para seguir carreira política, tendo sido governador, senador e Ministro da Justiça antes de ingressar no STF sendo, portanto, político. A Ministra Cármen Lúcia, uma respeitada procuradora de Estado e professora, mas não teve carreira na magistratura. Por fim, o Ministro Alexandre de Moraes, que também não foi magistrado de carreira, mas sim promotor de justiça do Ministério Público de São Paulo e ocupou diversos cargos políticos em São Paulo, como Secretário de Segurança Pública e de Justiça, além de ter sido Ministro da Justiça e Secretário Municipal de Negócios Jurídicos.

Portanto, o único magistrado, que ascendeu ao Supremo Tribunal Federal tendo construído uma carreira na magistratura, foi o Ministro Fux, que foi também o relator do nosso Código de Processo Civil. Assim, estamos falando do cidadão que mais entende de processo dentro da Corte. Nosso entendimento é que o processo civil é matriz, desde o direito romano, de outras esferas processuais, como penal, civil, tributária, pública, trabalhista e militar. Conforme ensinava Canuto Mendes de Almeida, o Código de Processo Penal não tem como objetivo proteger a sociedade, mas sim o acusado, servindo como uma carta de defesa contra linchamentos públicos. Essa foi a tese de doutoramento e de cátedra por ele defendida, em 1941, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Nesta esteira, em sua decisão, o Ministro Fux expôs as falhas no rito que se observou ao longo deste processo. Embora eu não seja penalista, com 68 anos de advocacia, aprendi alguma coisa e vi detalhado no seu brilhante voto, aquilo que efetivamente eu vinha dizendo, demonstrando, inclusive, que as sustentações orais foram limitadas e os advogados não tiveram acesso às provas em tempo hábil para estudar. Repito o que sempre disse: o direito de defesa é um direito sagrado em uma democracia. É o direito de defesa, que não existe nas ditaduras, que garante a democracia. Não existe, portanto, na China, Rússia, Venezuela e Cuba, países nos quais o direito de defesa é uma farsa. Na democracia brasileira, entretanto, o direito de defesa é garantido pelo ordenamento jurídico processual, conforme elucidado pelo Ministro Fux.

Lembro que coordenei, anos atrás, com o então presidente da OAB/SP, Marcos da Costa, o livro “A importância do direito de defesa para a democracia e a cidadania” com a colaboração de eminentes autores, como o ex-presidente da OAB Claudio Lamachia, o relator da Constituição Brasileira Bernardo Cabral e grandes penalistas do Brasil valorizando o artigo 5º, inciso LV da Lei Suprema. Tenho admiração pelos outros quatro Ministros, mas considero o Ministro Fux o mais competente em matéria processual, inclusive por ter participado da elaboração do atual CPC, e por ser magistrado de carreira. Seu voto foi, para mim, o mais jurídico e isento de conotações políticas, o que é fundamental para o momento atual do Brasil.

Seguindo esta lógica, não falo em anistia por uma questão política; defendo-a porque precisamos de pacificação. O Brasil não crescerá enquanto mantivermos radicalizações que só aumentam as tensões e o pior: o ódio entre irmãos brasileiros. Por isso, como advogado e professor de Direito há 61 anos, atuando como solicitador desde 1957 e, posteriormente, como advogado, a partir de 1958, o voto do Ministro Fux me trouxe enorme satisfação. Ele demonstra que, apesar dos meus 90 anos, não estou com Alzheimer e que meu raciocínio jurídico permanece sólido, pois alinha-se rigorosamente ao pensamento de quem elaborou nosso CPC. Seu voto foi brilhante, estritamente jurídico e desprovido de conotação política.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército

 

Tagliaferro diz que, Alexandre de Moraes fez do TSE um “bunker ideológico” e “mutirão de perseguição à direita”

Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentou documentação e depoimento detalhado na Subcomissão de Combate à Censura da Câmara dos Deputados revelando o que chamou de “um mutirão de perseguição à direita” sob comando do ministro Alexandre de Moraes. A exposição ocorreu durante sessão presidida pelo deputado Gustavo Gayer. Tagliaferro compartilhou ordens internas documentadas, registros de monitoramento sistemático de cidadãos e relatos sobre intimidação a servidores que questionaram determinações superiores. O ex-assessor detalhou, a partir de sua experiência direta nas operações, o funcionamento do que descreveu como um aparato estruturado dentro da corte eleitoral brasileira.

A sessão acontece em momento de tensão institucional no país. Em democracias consolidadas, denúncias desta natureza normalmente provocariam amplas discussões sobre limites do poder judicial e possíveis abusos de autoridade, segundo analistas políticos. Especialistas observam que acusações semelhantes em outros países poderiam resultar em investigações parlamentares abrangentes e até no afastamento temporário do acusado durante apurações. No Brasil, contudo, há possibilidade de que o próprio denunciante se torne alvo de novos inquéritos após suas declarações.

DENÚNCIAS APONTAM OPERAÇÃO ANTES DAS ELEIÇÕES DE 2022

As acusações apresentadas por Tagliaferro indicam que o “mutirão” de monitoramento e restrições teria ocorrido especificamente no período que antecedeu as eleições presidenciais de 2022, levantando questionamentos sobre a imparcialidade do processo eleitoral brasileiro.

Segundo o ex-assessor, expressões como “derrotamos o bolsonarismo”, “perdeu, mané” e “missão dada é missão cumprida” teriam se tornado símbolos de um processo eleitoral comprometido. As evidências sugerem que uma das candidaturas teria sido submetida a medidas restritivas por parte de quem deveria atuar apenas como árbitro imparcial.

Tagliaferro afirmou que esta percepção de parcialidade estaria na origem dos eventos que culminaram nos protestos de 8 de janeiro. Ele declarou que as decisões judiciais estariam sendo tomadas sob a justificativa de “defesa da democracia”, enquanto princípios democráticos fundamentais estariam sendo comprometidos.

A reação das instituições brasileiras tem sido diversificada. O Poder Legislativo, com poucas exceções, não estaria reagindo conforme esperado de um guardião de prerrogativas constitucionais, disse o ex-assessor. Ele mencionou o líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, como facilitador de medidas junto ao STF contra iniciativas da oposição.

DOCUMENTOS EVIDENCIAM CRISE NO ESTADO DE DIREITO, SEGUNDO DEPOENTE

Os documentos apresentados por Tagliaferro materializam o que antes era apenas uma percepção generalizada na sociedade brasileira, de acordo com analistas que acompanharam seu depoimento. As evidências sugerem práticas que deveriam ser exceção, mas teriam se tornado regra no Brasil.

Conforme as denúncias, o ministro Alexandre de Moraes teria utilizado a expressão “Recivilizar o país” para justificar decisões que críticos classificam como abuso de autoridade.

O ex-assessor do TSE mencionou que o combate ao chamado “discurso de ódio” estaria sendo apresentado como justificativa para medidas restritivas, com o “jornalismo profissional” servindo como instrumento de validação destas ações direcionadas contra o que é classificado como “bolsonarismo”.

Especialistas em Direito Constitucional citados durante o depoimento alertaram que poderes sem controles adequados tendem à radicalização progressiva. O que começa com censura justificada para “proteger as instituições” pode evoluir para restrições mais severas sob o pretexto de “garantir a paz social” e, posteriormente, para medidas ainda mais drásticas com o argumento de “prevenir o caos”, segundo juristas mencionados por Tagliaferro.

O mecanismo descrito pelo ex-assessor evoca conceitos sobre estado de exceção. No Brasil contemporâneo, segundo as denúncias, este estado excepcional teria se normalizado através da estigmatização de opositores ao atual alinhamento entre o STF e o governo federal.

Jornal da Cidade Online

 

Ministro Luís Roberto Barroso cai na farra em festa de despedida da presidência do STF

O ministro Luís Roberto Barroso se despediu da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) em clima de celebração. Na noite desta quinta-feira (25), ele foi homenageado em Brasília com um evento que reuniu colegas da magistratura, servidores e representantes da imprensa. A chefia da Corte será assumida pelo ministro Edson Fachin.

A confraternização foi organizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e pelo Conselho dos Presidentes dos Tribunais de Justiça (Consepre). Durante a festa, Barroso subiu ao palco e mostrou seu lado descontraído, interpretando clássicos do samba, entre eles, Eu e Você Sempre, de Jorge Aragão, e É Hoje, consagrado samba-enredo da União da Ilha do Governador. O evento contou com a presença de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), dirigentes de entidades de classe e diversos profissionais ligados ao Judiciário.

Na próxima segunda-feira (29), Edson Fachin e Alexandre de Moraes assumirão oficialmente os cargos de presidente e vice-presidente do STF. Em sua última sessão no comando do tribunal, Barroso afirmou que a Corte “cumpriu seu dever de manter o Estado de direito no país”. Barroso é o autor da frase “Perdeu, mané”, que foi dita em novembro de 2022, após ser indagado por um cidadão brasileiro durante um evento em Nova York, nos Estados Unidos.

Jornal da Cidade Online

 

Lume Filmes exibirá filmes do Festival de Cinema Italiano em São Luís

Frederico Machado assinando o Termo de Adesão ao lado de Francesco Cerrato

O cineasta Frederico da Cruz Machado, da Lume Filmes, firmou, nesta quarta-feira (24/09/2025), termo de adesão para exibição, em São Luís, de filmes do 20º Festival de Cinema Italiano no Brasil. A assinatura do Termo de Adesão foi feita em reunião no escritório de NINA Advogados Associados, no Edifício Marcus Barbosa, na Avenida dos Holandeses, em São Luís, e contou com a presença do agente consular da Itália no Maranhão, Francesco Cerrato, Luca Palmieri, coordenador da mostra em São Luís, Mônica De Lucca, ex-presidente do Circolo Italia e Coordenadora dos Cursos da Escola Dante Alighieri de Língua e Cultura Italianas, instituição que apoia a realização do Festival, e Carlos Nina, atual presidente do Circolo Italia.

Luca Palmieri, Francesco Cerrato, Carlos Nina, Mônica de Lucca e Frederico Machado

A Adesão foi firmada junto à Câmara de Comércio Italiana de São Paulo – ITALCAM, titular dos direitos de exibição das obras cinematográficas italianas licenciadas para a realização da 20ª edição do Festival de Cinema Italiano no Brasil, prevista para o mês de novembro deste ano (2025).

A próxima etapa será a seleção dos filmes que serão exibidos no Festival, para divulgação da programação completa dos dias, horários e filmes. As sessões serão gratuitas e abertas ao público interessado.

Fonte: AFD