Gastos de Janja em viagens ‘inspira’ 31 iniciativas parlamentares sobre o dinheiro público esbanjado

O governo do maridão Lula tenta tapar sol com peneira, alegando que Janja não ocupa cargo público, para esconder os gastos da primeira-dama com dinheiro público, cumprindo agendas dispendiosas, sobretudo em viagens internacionais. A agenda de Janja no Brasil é mantida “secreta” por determinação de Lula. Tudo isso já rendeu o apelido de “Dona Esbanja”, como a ela se refere a oposição, e ao menos 31 iniciativas só na Câmara, entre convocações, pedidos de informação etc.

Pano passado

O alvo mais recorrente dos parlamentares é o ministro Rui Costa (Casa Civil), que passa pano para os gastos da mulher do chefe.

Tem de tudo

São 13 requerimentos para Costa com temas variados, sigilos, “missão” com o Papa, gastos com viagens que superam o R$1,2 milhão, com observância de representar o Brasil em eventos internacionais sobre tecnologias para a agricultura e nutrição, o que subestima pesquisadores brasileiros.

Esconde o quê?

Já somam seis os questionamentos sobre o sigilo imposto para esconder a agenda e gastos de Janja, que tem gabinete e assessores no Planalto.

Gastando sem dó

Há ainda como o Janjômetro plataforma criada para monitorar “o quanto ela esbanja do seu suor”. Os gastos já somam mais de R$117 milhões.

Coluna do Claudio Humberto

 

Grave denúncia por trás de uma decisão do ministro Gilmar Mendes

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O parlamentar alegou suposto conflito de interesses na decisão do ministro Gilmar Mendes, que determinou o retorno de Ednaldo Rodrigues à presidência da entidade. Girão destacou que, meses antes da liminar, a CBF firmou contrato com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ligado ao próprio ministro.

“O que me causa incômodo é a celebração de um contrato com a instituição ligada ao ministro do STF, o qual, posteriormente, viria a julgar um caso crucial para a manutenção do cargo do presidente da instituição com a qual essa parceria foi firmada. A proximidade temporal entre a assinatura do contrato e a decisão do STF agrava ainda mais a percepção de um potencial conflito de interesses”, afirmou.

Girão também criticou a relação entre clubes, federações e casas de apostas. Ele afirmou que a presença dessas empresas em campeonatos nacionais tem causado prejuízos sociais, com endividamento de torcedores, e questionou a confiabilidade dos resultados das partidas. “A Série A, a Série B e a Copa do Brasil são diretamente patrocinadas pelas bets, que transformaram os nossos principais times em reféns desse dinheiro. As coisas não estão nada boas para o nosso futebol. Hoje, não se consegue assistir a um jogo sem dúvida sobre a manipulação dos resultados”, declarou.

Jornal da Cidade Online

OAB solicita ao Ministério da Justiça investigação sobre o ‘golpe do falso advogado’

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, solicitou, na segunda-feira, ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que a Polícia Federal conduza investigações sobre fraudes eletrônicas envolvendo a falsa identidade de advogados e servidores públicos“A federalização da investigação se justifica não apenas pelo meio utilizado — a internet —, mas pelo alcance territorial dos golpes, que ultrapassam as jurisdições estaduais e comprometem a segurança jurídica dos credores”, afirmou Simonetti.

A decisão foi tomada após deliberação unânime no Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB, no dia 22 de março, quando a preocupação com a crescente incidência do chamado “golpe do falso advogado” foi debatida no evento. O esquema criminoso tem se sofisticado e expandido em todo o território nacional, prejudicando cidadãos que aguardam pagamentos judiciais, como precatórios e Requisições de Pequeno Valor (RPV). De acordo com a OAB, criminosos utilizam informações públicas sobre processos e sistemas informatizados para obter dados sensíveis das vítimas. Com isso, simulam comunicações oficiais e se passam por advogados ou servidores do Poder Judiciário, induzindo os destinatários a realizarem transferências bancárias indevidas.

No ofício encaminhado ao ministro Lewandowski, a OAB destaca que tais fraudes, por sua natureza cibernética e repercussão interestadual, justificam a atuação da Polícia Federal. A entidade menciona, ainda, o impacto negativo dessas práticas na credibilidade do Sistema de Justiça e na confiança da sociedade na advocacia regularmente constituída. No documento, a OAB ainda reitera seu compromisso em colaborar com as investigações e fornecer informações que possam contribuir para a elucidação desses crimes, reforçando seu papel na defesa da classe advocatícia e da sociedade contra práticas fraudulentas.

Carta de Manaus

O Colégio de Presidentes, após análise e discussão sobre o chamado “golpe do falso advogado”, divulgou carta com o planejamento de ações da entidade para coibir a fraude, são elas:

– Indicar o protocolo de pedido direcionado ao Ministério da Justiça, ao CNJ e ao Governo Federal para federalizar ações, investigações e campanhas de combate ao golpe dos falsos advogados, com a proposição de grupos técnicos de trabalho, além de adotar providências para assegurar o acesso regulado e seguro aos dados processuais, inclusive com o uso de inteligência artificial para cruzamento de dados e unificando os canais de denúncia em abrangência nacional.

– Propor à ESA Nacional a criação de campanhas nacionais e cursos sobre golpes dos falsos advogados, deepfake, autenticação, uso de Inteligência Artificial (IA) e da Lei Geral de Proteção de dados (LGPD), com a participação do Ministério da Justiça e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), unificando a comunicação entre as Seccionais, inclusive com a celebração de termos de cooperação envolvendo órgãos do Sistema de Justiça e de Segurança.

– Designar a Procuradoria-Geral da OAB para que promova a realização de estudo de viabilidade de ajuizamento de Ação Civil Pública para providências contra os golpes dos falsos advogados.

Fonte: CNJ

Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flavio Dino condenam pipoqueiro e vendedor de picolé pelo 8 de janeiro

Os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino acompanharam o relator, Alexandre de Moraes, pela condenação de seis réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. O julgamento ocorre no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) e analisa os casos de manifestantes que recusaram o Acordo de Não Persecução Penal da Procuradoria-Geral da República (PGR). Até o momento, apenas o ministro André Mendonça divergiu do relator. A decisão final está prevista para esta sexta-feira (4). O vendedor de picolés Otoniel da Cruz e o vendedor de pipocas gourmet Carlos Eifler estão entre os condenados.

De acordo com a defesa, o vendedor de picolés foi da Bahia a Brasília para vender seus produtos no acampamento. Já o advogado de Eifler alega que ele não foi nas manifestações. Estava no Quartel General do Exército no dia dos atos e só foi detido ao tentar deixar a cidade. O voto de Moraes prevê penas como um ano de reclusão convertido em restrições de direitos, 225 horas de trabalho comunitário e participação obrigatória no “curso da democracia” da PGR. Além disso, os réus ficarão proibidos de portar armas, usar redes sociais e sair da comarca onde residem até o cumprimento da pena.

Jornal da Cidade Online

 

Deputado diz que o STF ameaça parlamentares para não votarem a anistia

Carlos Jordy alega que o Supremo atua no ‘mesmo modus operandi da Venezuela’. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), denunciou nesta quinta-feira (3) que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão “ameaçando” deputados para não votarem o Projeto de Lei que concede anistia aos presos do 8 de janeiro. “É vergonhoso o que estamos vivendo. Vocês já imaginaram o ministro do Supremo ameaçando deputados para não votarem a favor da anistia? Para que estamos aqui então? Nós somos deputados, eleitos pela população, com voto de confiança da população, ou somos saco de pipoca?”, critica o parlamentar.

O deputado afirma que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também foi ameaçado.

“É o mesmo modus operandi da Venezuela, e eles estão dando o recado, ligando para deputados. Já ameaçaram o Kassab, que disse que o PSD estava favorável à anistia. Estão fazendo atividade político-partidária, o que, inclusive, é crime de responsabilidade”, alega o parlamentar.

Jordy pondera ainda que a maioria do “Senado é frouxa”, e que não fazem nada contra ações da Corte.

 Veja abaixo a declaração completa do parlamentar:

“O que eles estão fazendo com a democracia? Somente em ditaduras é que as pessoas não podem se manifestar. A Constituição nos garante o direito de livre manifestação, e hoje, ir para as ruas para pedir anistia para esses injustiçados do 8 de janeiro está se tornando um atentado contra as instituições democráticas.

É o mesmo modus operandi da Venezuela, e eles estão dando o recado, ligando para deputados. Já ameaçaram o Kassab, que disse que o PSD estava favorável à anistia. Estão fazendo atividade político-partidária, o que, inclusive, é crime de responsabilidade. Só que, infelizmente, nós temos um Senado em que a maioria lá é frouxa. É vergonhoso o que estamos vivendo.

Vocês já imaginaram o ministro do Supremo ameaçando deputados para não votarem a favor da anistia? Para que estamos aqui então? Nós somos deputados, eleitos pela população, com voto de confiança da população, ou somos saco de pipoca? Mas é hora de o parlamento reivindicar seu protagonismo, reivindicar que tenhamos as nossas prerrogativas respeitadas e que haja equilíbrio e separação entre os poderes.”

Diário do Poder

Conselho Federal da OAB foi a Alexandre de Moraes cobrar por direitos às prerrogativas dos advogados

Em resposta a um pedido urgente das defesas de Jair Bolsonaro, do general Walter Braga Netto e do coronel Marcelo Câmara, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cara a cara para reivindicar o acesso completo aos autos das ações judiciais em trâmite na Corte. O encontro ocorreu na última quarta-feira (2), no próprio STF. Na ocasião, Simonetti entregou a Moraes um ofício de quatro páginas no qual reafirma o direito dos advogados à vista integral dos processos judiciais e à contagem de prazos adequados para a elaboração de defesas técnicas. O documento também foi assinado pelo procurador-geral do Conselho Federal da OAB, Sérgio Leonardo, e pelo procurador nacional de Defesa das Prerrogativas da entidade, Alex Sarkis.

 “O Conselho Federal da OAB não pode deixar de clamar pela defesa das prerrogativas profissionais dos advogados, especialmente quanto ao direito de obter vista de processos”, afirmou Simonetti no ofício. Ele também ressaltou que tais garantias são inegociáveis:

“A prerrogativa de advogados em hipótese alguma pode sofrer mitigação”. O posicionamento da OAB vem após reiteradas queixas das defesas de Bolsonaro e seus aliados, que alegam cerceamento do exercício pleno da advocacia nos casos vinculados aos eventos de 8 de janeiro. De acordo com os advogados, os pedidos de acesso aos autos têm sido sistematicamente negados, o que, segundo eles, prejudica o direito de defesa e compromete a lisura dos processos.

No texto entregue ao STF, Simonetti reforça que a violação de direitos dos advogados “traz prejuízos irreparáveis para a defesa, prejudicando a busca pela verdade material e comprometendo a efetividade da justiça”. Um levante inesperado… A revolta é geral!

Jornal da Cidade Online

Justiça dá prisão domiciliar ao ex-deputado Roberto Jefferson com saúde debilitada e risco de óbito

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) autorizou o ex-deputado federal Roberto Jefferson a cumprir pena em prisão domiciliar devido ao seu precário estado de saúde, com risco de óbito. A decisão não resulta na transferência imediata para o regime domiciliar humanitário, pelo fato de haver outra prisão preventiva em vigor, decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), do Alexandre de Moraes. O ex-deputado enfrenta processos diferentes. O do TRF-2 é relativo, quando ele atacou policiais federais com granadas e tiros ao resistir à prisão em Comendador Levy Gasparian, no Rio de Janeiro.

Já o do STF trata de tentativa de golpe de Estado. Jefferson foi condenado a nove anos de prisão. O Tribunal Regional enviou um ofício a Moraes para informá-lo sobre a decisão. O TRF-2 concedeu a domiciliar pela “situação de extrema debilidade” de Jefferson, após avaliar um relatório da Junta Médica da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). O documento aponta que o ex-deputado sofre complicações de uma infecção. Roberto Jefferson está preso desde outubro de 2022, por dar 42 tiros contra agentes da Polícia Federal, quando cumpriam uma ordem de prisão contra o ex-deputado, em sua casa, no Rio de Janeiro.

Jornal da Cidade Online

Reprovação de Lula gera intrigas entre ministros

A semana foi de climão no Palácio do Planalto com direito a indiretas e intrigas pelos corredores, tudo em razão das pesquisas, que dão na mesma: disparada na reprovação de Lula. Como Lula é especialista em terceirizar culpa, três ministros são candidatos a pai do fiasco: Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Propaganda) e Fernando Haddad (Fazenda). O pano de fundo é a eleição de 2026, cresce a aposta que Lula pode não disputar a reeleição. Costa e Haddad sonham com a vaga.

Fundo da gaveta

Voltou a pesar sobre Rui Costa pressão para desenterrar o que o governo chama de “SUS da Segurança” e avançar com obras do PAC.

Lote na lua

Sidônio entra de gaiato na história. Vendido por Costa como milagreiro, há quase três meses no cargo, não alavancou a imagem de Lula.

É pura Malddad

A turma de Sidônio e Costa apontam pra Fazenda. Citam que a visão sobre a economia, que já teve 23% de “piorou”, marcou 56% na Quaest.

Diário do Poder

 

STF proíbe a humilhante revista íntima de visitantes em presídios

A revista íntima vexatória em visitas sociais a estabelecimentos prisionais é inadmissível. Dessa forma, as provas obtidas a partir de tais procedimentos são ilícitas, salvo por decisões judiciais em cada caso concreto. Porém, a autoridade pode negar a visita diante de indício robusto de que o visitante carrega produtos ilegais, drogas ou objetos perigosos. Esse entendimento foi estabelecido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal em julgamento encerrado nesta quarta-feira (2/4), ocasião em que o presidente da corte, Luís Roberto Barroso, anunciou um voto único sobre o tema elaborado pelos 11 ministros.

Em maio de 2023, quando o caso era analisado virtualmente, a corte formou maioria para barrar as revistas íntimas. Em outubro do ano passado, porém, o ministro Alexandre de Moraes pediu destaque, forçando o reinício do julgamento. Na ocasião, já havia dez votos proferidos, seis deles pela impossibilidade das inspeções. Barroso leu a tese de repercussão geral (Tema 998) firmada em conjunto por todos os ministros, a partir de sugestão inicial do relator do caso, ministro Edson Fachin:

1) Em visitas sociais nos presídios ou estabelecimentos de segregação, é inadmissível a visita íntima vexatória, com o desnudamento de visitantes ou exames invasivos, com finalidade de causar humilhação. A prova obtida por esse tipo de revista é ilícita, salvo decisões judiciais em cada caso concreto. A presente decisão tem efeitos prospectivos a partir da publicação da ata de julgamento.

2) A autoridade administrativa, de forma fundamentada e por escrito, tem o poder de não permitir a visita diante da presença de indício robusto de ser a pessoa visitante portadora de qualquer item corporal oculto ou sonegado, especialmente de material proibido, como produtos ilegais, drogas ou objetos perigosos. São considerados “robustos indícios” embasados em elementos tangíveis e verificáveis, como informações prévias de inteligência, denúncias e comportamentos suspeitos.

3) Confere-se o prazo de 24 meses, a contar da data desse julgamento, para a aquisição e instalação de equipamentos, como scanners corporais, esteiras de raio-x e portais detectores de metais em todos os estabelecimentos penais;

4) Fica determinado ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública e aos estados que, por meio dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional e do Fundo Nacional de Segurança Pública, promovam a aquisição ou locação e distribuição de scanners corporais para as unidades prisionais, em conformidade com sua atribuição de coordenação nacional da política penitenciária, assegurando a proteção dos servidores, a integridade dos detentos e a dignidade dos visitantes, prevenindo práticas abusivas e ilícitas, sem interferir na autonomia dos entes federativos e garantindo a aplicação uniforme das diretrizes de segurança penitenciária no país.

5) Devem os entes federados, no âmbito de suas atribuições, garantir que a aquisição ou locação de scanners corporais para as unidades prisionais esteja contemplada no respectivo planejamento administrativo e orçamento, com total prioridade na aplicação dos recursos.

6) Excepcionalmente na impossibilidade ou inefetividade de utilização do scanner corporal, esteira de raio-x, portais e detectores de metais, a revista íntima para ingresso em estabelecimentos prisionais, diante de indícios objetivos e robustos de suspeita, deverá ser motivada para cada caso específico e dependerá da plena concordância do visitante. Vedada em qualquer circunstância a execução da revista como forma de humilhação e disposição vexatória. Deve ser realizada em local adequado, exclusivo para tal verificação e apenas em pessoas maiores e que possam emitir consentimento válido, por si ou por meio de seu representante legal, de acordo com protocolos gerais e nacionais pré-estabelecidos e por pessoas do mesmo gênero do visitante, preferencialmente profissionais de saúde nas hipóteses de desnudamento e exames invasivos.

O excesso ou abuso da realização da revista íntima acarretarão responsabilidade do agente público ou do profissional de saúde habilitado e ilicitude de eventual prova obtida. Caso não haja concordância do visitante, a autoridade administrativa poderá, de forma fundamentada e por escrito, impedir a realização da visita.

O procedimento de revista em criança, adolescente ou pessoa com deficiência que não possa emitir consentimento válido será substituído pela revista invertida direcionada à pessoa a ser visitada.

Voto do relator

Fachin entendeu que, em visitas sociais a presídios ou outros estabelecimentos de segregação, é inadmissível a revista íntima com “desnudamento de visitantes ou inspeção de suas cavidades corporais”. Ele propôs que provas obtidas por meio de revistas íntimas sejam consideradas ilícitas.

O voto sugeriu o prazo de 24 meses, a contar do resultado do julgamento, para a aquisição e instalação de equipamentos como scanners corporais, esteiras, raio x e detectores de metais. Nesse meio tempo, ou até que os equipamentos estejam disponíveis, ficam permitidas as revistas pessoais, desde que não sejam vexatórias.

Fonte: CONJUR

Escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes é contratado pelo Banco Master à venda ao BRB

Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, foi contratada pelo Banco Master, instituição financeira que está em processo de venda para o Banco Regional de Brasília (BRB). A informação foi revelada pelo jornal O Globo, que destacou que o escritório Barci de Moraes, onde também atuam os filhos do casal, Giuliana e Alexandre, representa juridicamente o banco em algumas ações. Apesar da confirmação do vínculo, o jornal afirma que tanto a natureza das ações quanto os valores dos honorários permanecem em sigilo. Viviane não aparece como advogada nos autos da principal ação que o banco move no STF — um processo contra a União relacionado à cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

O envolvimento do Banco Master com o STF levanta preocupações éticas adicionais. A instituição mantém em sua carteira aproximadamente R$ 8,7 bilhões em precatórios, categoria frequentemente presente em ações judiciais na Suprema Corte. Além disso, o banco acumula 30 processos em tramitação no tribunal.

A relação entre o Master e membros do STF vai além das ações judiciais. Em abril de 2024, a instituição patrocinou o I Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres, do qual participaram Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Os ministros ficaram hospedados no hotel The Peninsula, onde as diárias ultrapassam R$ 6 mil. O Globo destaca que Moraes não esclareceu se teve despesas custeadas pelo banco, nem se considera haver conflito ético nessa associação. Outros vínculos políticos também envolvem o Banco Master. A instituição já contratou Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF e atual titular do Ministério da Justiça, para seu conselho estratégico. Segundo a reportagem, o salário de Lewandowski ultrapassava R$ 100 mil. Já Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, atua como consultor do banco desde 2024. Ele teria levado o dono do Master, Daniel Vorcaro, para um encontro com o presidente Lula no Planalto.

A operação de venda do Banco Master ao BRB, avaliada em R$ 2 bilhões, foi aprovada pelo conselho de administração do banco público. O acordo envolve a compra de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais. Antes da transação, uma reestruturação societária deverá excluir ativos considerados não estratégicos.

Jornal da Cidade Online