239 cientistas contrariam OMS e afirmam que covid-19 é transmitida pelo ar

A carta aberta escrita pelos profissionais deve ser publicada ainda nesta semana na revista científica Clinical Infectious Diseases

Mais de 230 cientistas no mundo todo assinaram uma carta aberta endereçada a Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter minizado os riscos de uma contaminação do novo coronavírus pelo ar. A OMS acredita que a covid-19 é espalhada principalmente por gotículas de saliva expelidas quando as pessoas tossem, falam ou espirram, por exemplo. Mas, de acordo com os cientistas, isso não é verdade — e o vírus pode sim ser espalhado via ar.

Segundo os 239 profissionais de 32 países diferentes, existem evidências que apontam que partículas menores do SARS-CoV-2 podem infectar as pessoas e pediram para que a organização revise as suas recomendações. A última versão, publicada pela OMS no dia 29 de junho, afirma que a transmissão por ar é somente possível “depois de procedimentos medicos que produzem aerosol” e a principal orientação é que as pessoas lavem as mãos e fiquem pelo menos a um metro de distância de outras pessoas.

“Estamos cientes do artigo e estamos analisando seus conteúdos com nossos especialistas técnicos”, disse o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, em uma resposta por email a um pedido de comentário da Reuters.

Seja transmitido por gotículas grandes que percorrem o ar após um espirro ou por gotículas muito menores que, expelidas, podem atravessar a extensão de um cômodo, o coronavírus é transmissível pelo ar e pode infectar as pessoas quando inalado, disseram os cientistas, de acordo com o jornal americano The New York Times.

Mas a agência de saúde disse que os indícios não são convincentes, sempre segundo o jornal.

“Especialmente nos últimos dois meses, dissemos várias vezes que consideramos a transmissão pelo ar possível, mas certamente não comprovada por indícios firmes ou sequer claros”, disse a doutora Benedetta Allegranzi, principal autoridade técnica de prevenção e controle de infecções da OMS, segundo uma citação do NYT.

A carta deve ser publicada ainda nesta semana na revista científica Clinical Infectious Diseases.

 

17 milhões não aderiram a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe Influenza

Finalizada a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, 17 milhões de pessoas que precisavam se vacinar não foram imunizadas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o número representa 11,2% do público- alvo da campanha. A meta do governo era de alcançar ao menos 90% desse grupo. Foram alcançados 88,8%.

O grupo com a menor cobertura vacinal foi de pessoas entre 55 e 59 anos de idade: pouco mais de metade do grupo se vacinou, 55,86% de cobertura. 60,91% das gestantes se vacinaram. Entre crianças de até cinco anos de idade a cobertura foi de 61,60%. Professores de escolas públicas tiveram 68,56% de cobertura vacinal.

Como o período da campanha acabou, agora as doses da vacina contra a Influenza que sobraram estão disponíveis para o restante da população, mesmo aqueles que não se encaixam no público-alvo. A vacinação é ainda mais importante durante a pandemia de covid-19, já que as duas doenças possuem sintomas semelhantes e a imunização ajuda os médicos a identificarem rapidamente quais casos podem ser causados pelo novo coronavírus.

Brasil 61

Globo faliu? A verdade por trás dos cortes milionários na TV

Emissora surpreende ao dispensar artistas e brigar na Justiça para reduzir o valor de dívidas. A Rede Globo levou um choque de realidade. O canal mais poderoso do Brasil passa por uma reestruturação financeira a fim de tornar sua operação mais rentável. A ordem é cortar gastos e encontrar novas fontes de receita. A recente onda de dispensas de artistas — Renato Aragão, Zeca Camargo, Miguel Falabella, Vera Fischer, entre outros — ressaltou uma das estratégias da empresa para enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia de covid-19.

A emissora não pode mais se dar ao luxo de manter contratados que ficam 1, 2 até 3 anos recebendo alto salário sem trabalhar entre uma produção e outra. Apenas um pequeno grupo será mantido com vínculo a longo prazo. A maioria dos atores passa a atuar por obra certa. Esse sistema vai gerar economia milionária.

                A Rede Globo precisa cortar despesas porque fatura cada vez menos. O sinal amarelo acendeu no início do ano. O último balanço financeiro revelou queda de 8% na receita publicitária em 2019. O grupo faturou R$ 14,1 bilhões, 4% menos do que no ano anterior. O lucro caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 752,5 milhões. Boa parte desse rendimento veio de juros de investimentos, e não de faturamento comercial.

Ainda que receba a maior fatia da verba publicitária dos grandes anunciantes do País, a Globo sabe que os meios digitais são um concorrente cada vez mais forte à televisão. Diante da queda de receita, do fortalecimento de outras plataformas e da perspectiva econômica pessimista em relação aos anos pós-pandemia, a empresa precisa se adequar aos novos tempos.

A revelação de que o canal do clã Marinho exige da FIFA renegociar o custo de transmissão da Copa de 2022, no Catar, prova a obstinação em gastar menos. Em documento, o canal indica até a possibilidade de não exibir o Mundial caso não consiga um desconto nas parcelas anuais de US$ 90 milhões (cerca de 470 milhões). O caso será definido por um tribunal. Até a bilionária Globo passou a pechinchar. Acabou a gastança sem limite.

Outro duro golpe imposto à emissora pela crise planetária do coronavírus é um revés nas cotas de patrocínio da Olimpíada de Japão, adiada para 2021. As marcas que já haviam pago pela visibilidade nas transmissões ganharão descontos generosos, o que vai gerar redução no faturamento previsto. O mesmo acontecerá em relação aos patrocinadores dos campeonatos de futebol suspensos ou encurtados. Menos dinheiro vai entrar no caixa do canal líder da televisão brasileira.

Em resumo, a Globo não quebrou nem corre o risco de ir à falência. Apenas vai faturar menos, o que exige redução de gastos. Trata-se de uma reorganização interna a fim de suportar os desafios impostos pelo ‘novo normal’. Todos os veículos de comunicação serão obrigados a fazer o mesmo. Questão de sobrevivência do negócio.

Fonte: Terra

 

 

CGU lança plataforma de fiscalização popular aos recursos para a Covid-19 nos Estados

Ferramenta permitirá acompanhamento por cidadãos e órgãos de fiscalização, sobre a aplicação dos recursos públicos e a necessária transparência com o dinheiro do povo.

A Controladoria Geral da União (CGU) lançou uma plataforma em que cidadão os podem acompanhar as despesas do governo federal, estados, Distrito Federal e municípios relacionadas ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. Com a plataforma será possível conferir gastos com a aquisição de bens, insumos e contratação de serviços.

Segundo a CGU, o objetivo do painel não é apontar eventuais irregularidades com o dinheiro público, mas fornecer dados gerenciais e apontas a gestores um referencial de preços durante a pandemia. Mesmo assim, órgãos de fiscalização podem utilizar a plataforma durante investigações de irregularidades em aquisições de compras relacionadas ao enfrentamento do novo coronavírus.

As informações da plataforma são atualizadas a partir de publicações dos Diários Oficiais da União, municípios, estados e DF, além dos portais da transparência de cada localidade. É possível sugerir mudanças de aprimoramento do painel por meio da plataforma FalaBR.

Brasil 61

 

Eleições 2020: você sabe o que faz um prefeito? Leia e reflita para o melhor

Conheça o papel e as funções desse representante político, que é o chefe do Poder Executivo Municipal. Depois da leitura do texto, você pode perfeitamente avaliar a atuação do prefeito da sua cidade. Se ele foi incompetente, irresponsável, não cumpriu com as promessas e nem foi transparente com os recursos públicos, você pode perfeitamente lutar por uma radical mudança na administração da sua cidade.

O primeiro turno das Eleições 2020 está marcado para o dia 15 de novembro e deve levar às urnas cerca de 146 milhões de eleitores que escolherão os novos vereadores, prefeitos e vice-prefeitos dos 5.568 municípios do país. Para votar consciente e poder cobrar ações concretas dos eleitos, é relevante saber quais são as principais funções dos representantes eleitos para esses cargos. Eleger um prefeito, por exemplo, é fazer uma escolha de extrema importância e de grande responsabilidade por parte de cada eleitor, pois o futuro da cidade estará nas mãos de quem vencer a disputa.

O prefeito é a autoridade máxima na estrutura administrativa do Poder Executivo do município. Ele tem o dever de cumprir as atribuições previstas na Constituição Federal de 1988, definindo onde serão aplicados os recursos provenientes de impostos e demais verbas repassadas pelo estado e pela União. A aplicação desses recursos públicos deve obedecer à Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n° 101/2000) e ao que for fixado na lei orçamentária anual do município, proposta pelo prefeito e votada pelos vereadores, que representam o Poder Legislativo municipal.

Mandato

O mandato do prefeito tem a duração de quatros anos. Nesse período, ele deve, entre outras funções, zelar pela boa administração da cidade, empreendendo a gestão da coisa pública, além de exercer o controle do erário, planejar e concretizar obras, sejam elas da construção civil ou da área social.

Para a vitória nas urnas, o candidato ao cargo de prefeito (candidato majoritário) deverá obter a maioria absoluta dos votos. Caso o município tenha mais de 200 mil eleitores, a decisão do pleito pode vir a ocorrer em dois turnos. Dessa forma, para ser eleito já no primeiro turno, é preciso alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50% dos votos na primeira votação.

Além disso, cabe ao prefeito não apenas sancionar as leis aprovadas em votação pela Câmara Municipal (também chamada de Câmara de Vereadores), mas também vetar e elaborar propostas de leis quando achar necessário.

Contudo, o prefeito não administra sozinho, dependendo do apoio político dos vereadores, assim como de outras esferas governamentais, ou seja, dos governos estadual e Federal. A ajuda destes dois últimos acontece por meio de repasses de verbas, convênios e auxílios de toda natureza para a realização de obras e implantação de programas sociais, os quais, principalmente no caso das prefeituras de pequenos municípios, tornam-se fundamentais para o atendimento das demandas locais.

Confira, a seguir, as principais competências de um prefeito:

  • Desenvolver as funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes;
    • Organizar os serviços públicos de interesse local;
    • Proteger o patrimônio histórico-cultural do município;
    • Garantir o transporte público e a organização do trânsito;
    • Atender à comunidade, ouvindo suas reivindicações e anseios;
    • Pavimentar ruas, preservar e construir espaços públicos, como praças e parques;
    • Promover o desenvolvimento urbano e o ordenamento territorial;
    • Buscar convênios, benefícios e auxílios para o município que representa;
    • Apresentar projetos de lei à Câmara Municipal, além de sancionar ou vetar projetos de lei;
    • Intermediar politicamente com outras esferas do poder, sempre com o intuito de beneficiar a população local;
    • Zelar pelo meio ambiente, pela limpeza da cidade e pelo saneamento básico;
    • Implementar e manter, em boas condições de funcionamento, postos de saúde, escolas e creches municipais, além de assumir o transporte escolar das crianças;
    • Arrecadar, administrar e aplicar os impostos municipais da melhor forma;
    • Planejar, comandar, coordenar e controlar, entre outras atividades relacionadas ao cargo.

IC/LC, DM – TSE

 

Coronavírus: por que números de casos e mortes por covid-19 no Brasil podem estar longe da realidade

Estatísticas oficiais afirmam que mais de 1,6 milhões de brasileiros, já contraíram o coronavírus, e que mais de 64 mil morreram em decorrência de covid-19. Três levantamentos divulgados diariamente no Brasil têm tentado dar a fotografia da pior pandemia do século 21. O primeiro deles é o portal Painel Coronavírus, do governo federal. Os outros dois são iniciativas das secretarias estaduais de Saúde e de um consórcio de órgãos de imprensa — ambas lançadas em meados de junho, quando o governo federal interrompeu a divulgação de dados por alguns dias, provocando dúvidas de diversos especialistas sobre a veracidade dos números que vinham do Ministério da Saúde.

Um mês após a polêmica, os três portais têm apresentado estatísticas razoavelmente parecidas, com apenas pequenas discrepâncias. Mas, mesmo assim, ainda existem muitas dúvidas sobre a confiabilidade desses números — devido a uma série de deficiências na forma como os casos e as mortes são contabilizados.

Essas imperfeições elevam consideravelmente o risco de os números oficiais sobre infectados e mortos por covid-19, tanto no Brasil como no resto do mundo, estarem subestimados. Em outras palavras, podem estar pintando um quadro distorcido da realidade.

Um estudo do Laboratório de Inteligência em Saúde da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, ligado à Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, estima que o Brasil poderia estar próximo de atingir a marca de 9 milhões de pessoas com covid-19 — sugerindo que pode haver uma margem de erro de até 500% nas estatísticas oficiais.

Os pesquisadores partem da noção de que não há testes suficientes feitos no Brasil para se determinar o número de infectados com o Sars-Cov-2, o vírus causador da covid-19.

Assim, eles usam dados da Coreia do Sul — país com um dos melhores sistemas de exames de covid-19 do mundo — para calcular a taxa de letalidade da doença, que é a quantidade de pessoas que morrem em proporção à quantidade que fica doente.

Assumindo que essa taxa de letalidade da doença seja fixa para todo o mundo — ou seja, que a covid-19 mata a mesma proporção de pessoas em todos os países —, eles calcularam o total de pessoas contaminadas com covid-19 no Brasil usando essa taxa fixa e o número de óbitos oficiais no país, que seria mais confiável do que apenas o registro de casos da doença.

Alguns ajustes pontuais foram feitos, considerando diferenças nas pirâmides etárias dos dois países e tempo médio entre internação e óbito. Foi usando essa “engenharia reversa” que eles concluíram que o Brasil pode estar com até seis vezes mais casos do que mostram as estatísticas oficiais.

Demógrafos e cientistas ouvidos pela BBC News Brasil dizem não acreditar que exista um esforço intencional do país de subnotificar os casos, mas que diversos problemas do país — alguns deles comuns em diversas outras nações que enfrentam a pandemia — dificultam a compreensão da dimensão real da crise do coronavírus.

Mas afinal, quais são esses problemas? Por que é tão difícil estabelecer números precisos sobre casos e mortes por covid-19 no país?

 Digitação e transmissão de dados

Os sistemas para registrar mortes de covid-19 foram montados especialmente para a pandemia, sem haver uma padronização entre prefeituras e Estados de como coletar os dados. Antes da covid-19, já havia algumas ferramentas para ajudar o Brasil a entender o quão grave é o quadro de doenças respiratórias no país, como o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), do Ministério da Saúde, e o InfoGripe, da Fiocruz. Mas esses sistemas trabalham de forma agregada com os dados, sem conseguir discriminar com precisão quais casos estão ligados a covid-19.

Os números da covid-19 que estão sendo noticiados diariamente nos portais oficiais são compilados através de um “telefone sem fio”. Diariamente as prefeituras entram em contato com hospitais, postos de saúde e clínicas para perguntar sobre o número de casos e mortos em cada lugar. Esses dados são compilados e repassados aos governos estaduais, que agregam os números de todos os municípios e os enviam ao ministério da Saúde.

Já houve episódios em que o governo federal precisou corrigir dados devido a erros de digitação. E não há nenhuma garantia de que os números oficiais divulgados atualmente não tenham falhas de digitação que ainda não foram detectadas.

Também existe um atraso nesse telefone sem fio. Um pesquisador disse à BBC News Brasil que os números nacionais que estamos vendo em um determinado dia provavelmente são compilações de dias anteriores que só chegaram à ponta de cima do sistema — o Ministério da Saúde — com alguns dias de atraso.

BBC NEWS

 

Bar “Nosso Canto” desafia autoridades para impor regras próprias, o que faz há muito tempo

Para falar sobre o autêntico desafio que os proprietários do Bar “Nosso Canto”, praticaram na última sexta-feira contra as orientações do governo do estado, sobre a abertura de bares e restaurantes, não me causou surpresa, diante dos inúmeros privilégios que são concedidos pelas autoridades aos donos do estabelecimento comercial. Há quase 10 anos moro bem próximo do “Nosso Canto”, mas nunca fui ao estabelecimento, sem qualquer restrição e muito menos pelo ambiente, que é de um seleto público.

Enquanto não se tem viaturas da SMTT para fiscalizar o trânsito e da Polícia Militar nas ruas, aqui acintosamente e constantemente, algumas delas dão plantão como segurança. O trânsito dos coletivos que servem ao bairro Vinhais, têm as suas rotas alteradas as sextas-feiras e aos sábados para atender interesses dos donos dos estabelecimentos, e quando da realização de eventos de maior intensidade, a rua é interditada.

A proteção que as autoridades dão ao bar “Nosso Canto” é uma afronta aos cidadãos e cidadãs, que vêm o desvio de serviços públicos da maior relevância para satisfazer naturalmente interesses escusos. No prédio em que moro, por dezenas de vezes, vários moradores solicitaram apoio das autoridades para a retirada de veículos estacionados na entrada do prédio por clientes do “Nosso Canto”, impedindo a entrada e saída dos veículos dos condôminos e quase nunca foram atendidos.

Os comentários de tantos privilégios ao “Nosso Canto” é por conta, de que um grupo de gestores públicos municipal e estadual  é frequentador cativo do estabelecimento com atendimentos privilegiados, daí a justificativa para o desvio de serviços públicos para interesses privados.

Sobre o funcionamento da última sexta-feira, começou com música ao vivo em que a banda ficou no prédio em frente ao “Nosso Canto”, mas com as caixas de som direcionadas para dentro do estabelecimento, se constituindo como uma maneira para privilégios e desafiar as autoridades. É comentário geral de que o bar teria sido autuado por desobediência, no que duvido, mas é possível para posteriormente a punição ser extinta e a esculhambação ter prosseguimento, com recursos públicos mantendo serviços que deveriam ser prestados a população que enfrenta elevada violência todos os dias. Sobre outros assuntos, inclusive a música com som elevado, será objeto de outro comentário.

 

 

Contrario aos senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama, a ABES diz que o saneamento vai avançar

      *Luiz Pladevall*

O novo marco legal do saneamento foi aprovado em boa hora. Após recuos e avanços durante os últimos anos, finalmente temos uma nova legislação, que permitirá o desenvolvimento de uma nova etapa no setor e trazer soluções para 35 milhões de brasileiros que ainda não dispõem de abastecimento de água e outros 100 milhões com residências sem coleta e tratamento de esgoto. O Estado do Maranhão tem apenas 13,8% do esgoto tratado, mas mesmo assim o senador Weverton Rocha e a senadora Eliziane Gama votaram contra, o que causou uma repercussão negativa entre os ambientalistas e nos meios comunitários e políticos.

Cada grupo envolvido na discussão do novo marco pode considerar que o texto não atendeu todas as demandas, mas o importante é que conseguimos apontar um rumo e abrir possibilidade de investimentos nessa área. Um dos aspectos positivos da norma foi uma maior competição e o estabelecimento de metas para empresas prestadoras de serviços. Até o momento, contamos com o chamado contrato de programa, no qual a companhia estadual responsável pela água e esgoto pouco, ou quase nada, atendia às necessidades municipais de saneamento.

Isso deve mudar significativamente nos próximos anos, com contratos que estabeleçam as obrigações e metas das concessionárias. Com certeza, continuaremos a contar com empresas públicas e privadas na prestação desses serviços. A partir de agora, a companhia terá a obrigatoriedade de atender bem seus usuários.

Por outro lado, os prazos estabelecidos pelo novo marco legal são extremamente difíceis de serem alcançados. A legislação estabelece o atendimento de abastecimento de água para 99% da população e 90% para coleta e tratamento de esgoto nos próximos 13 anos. Para atingir esses objetivos, serão necessários investimentos que variam entre R$ 500 a R$ 700 bilhões até 2033.

O saneamento é uma área extremamente complexa, com diferentes realidades entre as regiões brasileiras. Por isso, cada Estado brasileiro tem um perfil e essas metas deveriam ter levado em conta a dinâmica dessas localidades no atendimento às demandas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Até mais do que isso, o saneamento precisa se tornar uma política de Estado, com o compromisso dos gestores em transformá-lo em um dos principais pilares do desenvolvimento econômico e social brasileiro, independente de qual partido esteja no poder. Cabe ainda ressaltar a necessidade de ter um planejamento e uma gestão centralizada na Secretaria Nacional de Saneamento.

O planejamento será fundamental para a atender as demandas necessárias para a implantação dos empreendimentos e a prestação de serviços. Ele deve ser um guia de como os governos deverão trabalhar, com informações atualizadas, que tragam um panorama claro da situação do setor em todo o território nacional e o seu acompanhamento anual permitirá a correção de rumos, caso necessário.

O novo marco legal avança um passo importante para a universalização do abastecimento de água e esgotamento sanitário. Mas para transformar essas ideias em realidade, precisamos de vontade política.

*Luiz Pladevall é presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental).

 

Governo Federal repassa R$ 672 milhões para o SUS no Maranhão combater a covid-19

Recursos poderão ser usados pelas prefeituras para melhoria na assistência à população durante a pandemia. O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 13,8 bilhões para reforço das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia do coronavírus. A quantia, segundo o governo federal, é a maior já liberada em uma única fase. Desde o início da crise sanitária, já foram destinados R$ 25 bilhões para uso exclusivo no enfrentamento à covid-19.

Os números oficiais apontam que mais de 90% dos municípios brasileiros já registraram casos confirmados de coronavírus. Na avaliação do supervisor do Núcleo Social da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Denílson Magalhães, os recursos federais chegam no momento em que as gestões locais precisam intensificar as ações de combate à doença.

“Nós precisamos frear essa transmissão. Esse recurso se destina exatamente para as ações de enfrentamento do coronavírus na atenção básica e na média e alta complexidade. A gente espera que agora os municípios consigam dar uma resposta melhor para, principalmente, a quebra da transmissão e consiga entrar em curva de declínio no número de casos”, avalia.  Os recursos podem ser usados para compra de equipamentos de proteção individual (EPIs), medicamentos, contratação de profissionais de saúde, habilitação de leitos de UTI, incremento ao teto hospitalar e habilitação de Centros Comunitários de referência. Segundo o Ministério da Saúde, o foco do repasse é melhorar a assistência ao cidadão. Do repasse total autorizado, R$ 11,3 bilhões são para municípios e R$ 2,5 bilhões para estados.

“Está atendendo a um pleito que fizemos. Agora, no momento, enfrentamos dificuldade na compra de medicamentos e insumos. Mas já estamos buscando soluções junto ao Ministério da Saúde com a edição de atas de registro de preço nacional para os municípios poderem adquirir com mais segurança, com valores mais justos os medicamentos e equipamentos que estão sendo utilizados”, pontuou Denílson Magalhães.

Na divisão regional, o Sudeste receberá a maior quantia (R$ 5,07 bi), seguido por Nordeste (R$ 4,29 bi), Sul (R$ 1,9 bi), Norte (R$ 1,1 bi) e Centro-Oeste (R$ 1,04 bi). “O governo federal mantém apoio irrestrito aos estados e municípios para garantia do cuidado adequado à saúde da população. O SUS funciona com a articulação das ações entre governo federal, estados e municípios”, ressalta Elcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Critérios

Para definição do valor a ser destinado a cada município, o governo federal levou em consideração o tamanho da população e a média dos repasses para atenção médica e hospitalar feitos no ano passado. Em relação aos estados, além do quantitativo populacional, foi considerado também o número de leitos de UTI registrado nos planos de contingência para enfrentamento à pandemia do coronavírus e a taxa de incidência da covid-19 por 100 mil habitantes.
“Acredito que encontraram um critério mais justo para distribuição dos recursos. A divisão como vinha sendo feita, apenas pelo critério populacional, acaba concentrando os recursos nas maiores cidades. Colocaram agora três critérios para distribuição, acredito que seja mais justo”, justifica Magalhães.

Brasil 61

Duarte Jr constata superlotação em coletivo e risco da covid-19 e não defende o povo

O deputado estadual Duarte Júnior é mais um desses políticos que articulam as suas estratégias e avaliam que a população será presa fácil para assimilar o que pretendem,  e naturalmente subestimam a capacidade do povo em ver e analisar a realidade que está posta todos os dias a ele.

Os vícios da política e da maioria dos seus integrantes são voltados para a dominação popular, por entenderem que os discursos demagogos e os currículos nebulosos que trazem da vida pregressa, são coisas do passado e todos já esqueceram e doravante mudarão as estratégias de ação com mais avanços e até cuidados para não cometerem novos erros, dentro do mesmo contexto.

Diante dos gritos dos usuários de transportes coletivos para os riscos de serem contaminados com o covid-19, nas superlotações dos coletivos e a indiferença do prefeito de São Luís e do governador do Estado para um problema da maior seriedade e de banalização da vida a que são expostas milhares de pessoas todos os dias, o deputado Duarte Junior decidiu como político e pré-candidato a prefeito questionar a grave situação.

O deputado Duarte Junior teve oportunidade de ver perto o sufoco de trabalhadores e trabalhadoras nos transporte coletivo, a demora das viagens, os péssimos e excludentes serviços prestados a uma população sofrida e os ônibus velhos. Duarte Junior chegou a se identificar para alguns passageiros, uma vez que estava de máscaras, tendo retirado apenas a de pano e garantiu a todos, que o seu objetivo era cobrar do prefeito Edivaldo Holanda Junior e do governador Flavio Dino mais respeito ao povo e um transporte com um mínimo de qualidade e promover um debate transparente sobre a problemática, inclusive sobre a concorrência pública, que apenas melhorou os interesses dos empresários.

Depois de ter feito até uma reunião com alguns usuários, Duarte Júnior salientou que a partir daquela data, as cobranças passariam a ser destacadas em todas as sessões da Assembleia Legislativa. O resultado é que o deputado é mais um desses políticos do grupo subserviente aos palácios dos Leões e Laravardiére e ficou calado e totalmente mudo por lhes faltar independência para tanto. Volto aqui, a repetir. São Luís precisa de um prefeito sério, comprometido com os interesses coletivos e que coloque a nossa capital no desenvolvimento macro. Chega de palhaços.