Bar “Nosso Canto” desafia autoridades para impor regras próprias, o que faz há muito tempo

Para falar sobre o autêntico desafio que os proprietários do Bar “Nosso Canto”, praticaram na última sexta-feira contra as orientações do governo do estado, sobre a abertura de bares e restaurantes, não me causou surpresa, diante dos inúmeros privilégios que são concedidos pelas autoridades aos donos do estabelecimento comercial. Há quase 10 anos moro bem próximo do “Nosso Canto”, mas nunca fui ao estabelecimento, sem qualquer restrição e muito menos pelo ambiente, que é de um seleto público.

Enquanto não se tem viaturas da SMTT para fiscalizar o trânsito e da Polícia Militar nas ruas, aqui acintosamente e constantemente, algumas delas dão plantão como segurança. O trânsito dos coletivos que servem ao bairro Vinhais, têm as suas rotas alteradas as sextas-feiras e aos sábados para atender interesses dos donos dos estabelecimentos, e quando da realização de eventos de maior intensidade, a rua é interditada.

A proteção que as autoridades dão ao bar “Nosso Canto” é uma afronta aos cidadãos e cidadãs, que vêm o desvio de serviços públicos da maior relevância para satisfazer naturalmente interesses escusos. No prédio em que moro, por dezenas de vezes, vários moradores solicitaram apoio das autoridades para a retirada de veículos estacionados na entrada do prédio por clientes do “Nosso Canto”, impedindo a entrada e saída dos veículos dos condôminos e quase nunca foram atendidos.

Os comentários de tantos privilégios ao “Nosso Canto” é por conta, de que um grupo de gestores públicos municipal e estadual  é frequentador cativo do estabelecimento com atendimentos privilegiados, daí a justificativa para o desvio de serviços públicos para interesses privados.

Sobre o funcionamento da última sexta-feira, começou com música ao vivo em que a banda ficou no prédio em frente ao “Nosso Canto”, mas com as caixas de som direcionadas para dentro do estabelecimento, se constituindo como uma maneira para privilégios e desafiar as autoridades. É comentário geral de que o bar teria sido autuado por desobediência, no que duvido, mas é possível para posteriormente a punição ser extinta e a esculhambação ter prosseguimento, com recursos públicos mantendo serviços que deveriam ser prestados a população que enfrenta elevada violência todos os dias. Sobre outros assuntos, inclusive a música com som elevado, será objeto de outro comentário.

 

 

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