Comissão de Diretos Humanos da OAB/MA retornará a Balsas para acompanhar o caso da jovem fuzilada pela PM

         aldir

   O advogado Rafael Silva, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Maranhão deve retornar no próximo mês de fevereiro para acompanhar o inquérito policial instaurado para apurar as responsabilidades sobre o fuzilamento da jovem Karina Brito e ferimentos em sua irmã Kamila Brito, que segundo a Policia Militar, o veículo em que elas estavam teria sido confundido, com o de um bando de assaltantes de bancos.

            A operação militar que era comandada pelo tenente-coronel Juarez Medeiros, que também é o Comandante da PM em Balsas, chegou a apesentar várias versões como tentativas para justificar o ato irresponsável e criminoso, mas todas estão sendo destruídas. A identificação de mais de 30 tiros de armas de fogo de grosso calibre na lataria do veículo em que as duas jovens se encontravam, destrói os argumentos dos militares e tudo leva crer que as jovens seriam executadas.

             A família de Karina e Kamila, temendo de que o caso caminhasse para a impunidade, recorreram a Seccional do Maranhão da OAB e o advogado Rafael Silva, presidente da Comissão de Direitos Humanos já esteve reunido com as autoridades da Policia Civil, Policia Militar, Ministério Público e os familiares das duas vítimas.

              O fato ocorreu na madrugada de 15 de dezembro e abalou profundamente a população de Balsas, daí o clamor de justiça que é muito intenso no município.

              Apesar, do secretário Jeferson Portela, ter determinado transparência nas investigações e na elaboração do inquérito policial, a demora na conclusão da peça informativa a justiça é decorrente da conclusão de perícias técnicas, segundo informações da policia civil de Balsas.

               O advogado Rafael Silva diz que o Ministério Público vem desempenhado o seu importante papel no acompanhamento das investigações e tem procurado informar a família e que em fevereiro terá uma reunião com o promotor de justiça e com a família da vítima para uma avaliação de todos os procedimentos que já foram adotados, diz o advogado.

Correios vão virar operadora de celular a partir de fevereiro

              aldir

   A partir de fevereiro deste ano, o Brasil ganhará uma nova operadora de telefonia celular: os Correios. Sim, a estatal terá uma operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês), que mira o público das classes C e D e aposta na alta capilaridade dos serviços da empresa, com 12 mil agências, para alavancar a distribuição.

                O plano vem de longa data. O primeiro registro de que os Correios tinham o interesse em tornar-se uma MVNO é de 2014, com a autorização do Ministério das Comunicações para que a empresa começasse a operar desta forma. A proposta é aproveitar a força da marca dos Correios para alcançar 1 milhão de usuários até o fim do ano.

                Como MVNO, os Correios não terão infraestrutura própria. A estatal fechou acordo com a empresa EUTV, também conhecida pelo nome fantasia Surf Telecom, para prestação do serviço. Curiosamente, a Surf também é uma MVNO, que usa a infraestrutura da TIM para operar nacionalmente.

                Os Correios prometem simplicidade e clareza na forma como prestam seu serviço. Uma pesquisa da empresa diz que a maioria do público não confia nas companhias, e que não vê clareza sobre como seus créditos são gastos. O objetivo é deixar muito claro quantos gigabytes de dados, quantos minutos de chamadas e quantas mensagens SMS estão inclusas no plano contratado. A empresa também aposta em sua marca, vista como uma das instituições mais confiáveis do Brasil ao lado da família e do corpo de Bombeiros, de acordo com Ara Minassian, coordenador do projeto.

          A ideia inicialmente é vender apenas planos pré-pagos, e tanto os chips quanto as recargas poderão ser compradas nas agências pelo Brasil. Mais detalhes devem ser revelados em fevereiro, quando ocorrerá o lançamento do serviço.

Fonte – Via Mobiletime

Cardeais: quem pode atirar a primeira pedra?

aldir

Papa nomeia Cardeal O’Malley como membro da Congregação para a Doutrina da Fé

Parte inferior do formulário

 “Francisco perguntou, então, aos cardeais: ‘A quem de vocês nunca foi usada misericórdia?’. Os quatro não responderam e foram embora.”

O relato fictício é de Marco Rondoni, publicado na revista Jesus, de janeiro de 2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

              Um dia, o Papa Francisco se dirigiu à Basílica de Santa Maria Maior. Ao longo do caminho, ele se encontrou com um grupo paroquial que ia para o refeitório da Cáritas para prestar serviço e começou a ensinar.

              Chegaram, então, quatro cardeais e colocaram no meio deles um catálogo de retratos fotográficos. Um dos cardeais disse: “Estes homens e estas mulheres vivem em situação de pecado grave manifesto. Violam a cada dia o sagrado vínculo do matrimônio, convivendo com outros homens e outras mulheres more uxorio, muitas vezes depois de terem gerado filhos e filhas a partir dessas uniões ilegítimas.”

“O que significa more uxorio?”, perguntou em voz baixa um dos mais jovens do grupo paroquial. “Como se fossem marido e mulher”, respondeu o padre que os acompanhava.

O cardeal continuou: “De acordo com a nossa lei, estes homens e estas mulheres não podem ser readmitidos à comunhão eucarística, a menos que abandonem a sua nova união ou que a vivam sem os atos próprios dos cônjuges. Tu, Santo Padre, o que dizes a respeito?”.

“Quais são esses atos próprios?”, perguntou o menino, ainda em voz baixa, ao padre. “Boa pergunta”, sorriu este amargamente, “temo que ele se refira às relações sexuais”. Ele queria acrescentar que reduzir o próprio do matrimônio à atividade sexual gritava por vingança, mas outro cardeal tinha tomado a palavra.

“Tu não respondes, Santo Padre? Então, esclarece esta dúvida: grandes mestres ensinam que, na nossa lei fundada sobre a Escritura e sobre a tradição, está escrito que os atos intrinsecamente maus devem ser proibidos sempre, sem exceção. Ao contrário, parece que alguns defendem que, diante desses violadores do sacramento, não é preciso confiar apenas nas normas gerais, porque elas não abrangem todas as situações particulares. Isso não significaria entrar em contradição e negar a verdade que regula a tua e a nossa vida?”

                 Diziam isso para pô-lo à prova e para ter um motivo para acusá-lo.

                 Francisco se calava. No entanto, como insistiam em interrogá-lo, o papa extraiu um leitor de áudio da maleta de couro preto e deu “play”. Ressoaram juntas as vozes dos 335 participantes da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos: “Um pastor não pode sentir-se satisfeito apenas aplicando leis morais àqueles que vivem em situações ‘irregulares’, como se fossem pedras que se atiram contra a vida das pessoas” (Amoris laetitia, n. 305). “É mesquinho deter-se a considerar apenas se o agir de uma pessoa corresponde ou não a uma lei ou norma geral, porque isso não basta para discernir e assegurar uma plena fidelidade a Deus na existência concreta de um ser humano” (AL 304). “A compreensão pelas situações excepcionais não implica jamais esconder a luz do ideal mais pleno, nem propor menos do que Jesus oferece ao ser humano” (AL 307). “Da nossa consciência do peso das circunstâncias atenuantes – psicológicas, históricas e mesmo biológicas – conclui-se que, ‘sem diminuir o valor do ideal evangélico, é preciso acompanhar, com misericórdia e paciência, as possíveis etapas de crescimento das pessoas, que se vão construindo dia após dia’, dando lugar à ‘misericórdia do Senhor que nos incentiva a praticar o bem possível’” (AL 308).

             O Papa Francisco apertou o “stop”. Perguntou, então, aos cardeais: “A quem de vocês nunca foi usada misericórdia?”. Os quatro não responderam e foram embora. O grupo paroquial também foi embora.

              O menino perguntou ao padre: “Esses cardeais não estavam presentes no Sínodo?”. “Certamente”, respondeu o padre. “Por que então…?”. “Porque, primeiro, deveriam responder à pergunta: a quem de vocês nunca foi usada misericórdia?”.

              O menino queria perguntar ainda, mas tinham chegado ao refeitório da Cáritas, e havia algo mais importante a fazer.

Fonte – IHUSINOS

Mediação de conflitos trabalhistas no Maranhão aumentou 49,7% em 2016

Levantamento do Ministério Público do Trabalho no Maranhão mostra que número de ações ajuizadas pelo órgão cresceu 27,4%

              O Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) divulgou o balanço da atuação do órgão em 2016. De acordo com o levantamento, foram formalizadas 1.644 denúncias de irregularidades trabalhistas no ano passado em todo o estado, o que garante uma média de 4,5 denúncias por dia (incluindo sábados, domingos e feriados).

                     Em 2016, o órgão realizou 271 mediações a fim de solucionar conflitos trabalhistas. O índice é 49,7% maior que o registrado em 2015, quando ocorreram 181 procedimentos de mediação. “Esse aumento nas mediações é importante, pois permite a resolução de conflitos de forma coletiva, garantindo mais celeridade e beneficiando dezenas ou centenas de trabalhadores de uma só vez”, explica o procurador-chefe do MPT-MA, Marcos Rosa.

                      O balanço também revelou que houve um incremento de 27,4% no número de ações civis públicas (ACP) ajuizadas na justiça trabalhista no ano passado. Ao todo, foram elaboradas 65 ACPs em 2016. O levantamento também apurou o total de termos de ajuste de conduta (TAC) assinados no ano passado. De acordo com o estudo, foram firmados 170 TACs entre o MPT-MA e empresas que se comprometeram em corrigir as condutas irregulares de maneira extrajudicial.

Áreas prioritárias em 2017

                       Segundo o procurador-chefe, Marcos Rosa, em 2017, o MPT no Maranhão irá priorizar a atuação em três áreas: combate ao trabalho escravo, erradicação do trabalho infantil e garantia de meio ambiente de trabalho mais seguro, com foco na construção civil. O MPT-MA possui 11 procuradores do Trabalho para atuar nos 217 municípios maranhenses.

Fonte – Ascom MPT-MA 

A cada 15 minutos alguém é infectado pelo vírus do HIV no Brasil

Pessoas com idade entre 25 e 39 anos são as mais atingidas pela doença

Jornal do Brasil

               Você sabia que a cada 15 minutos uma pessoa é infectada com o vírus HIV no Brasil? E que sete pessoas morrem por dia em São Paulo em decorrência da doença? Para reduzir esse número, é fundamental disseminar informações sobre a Aids e, principalmente, sobre como se prevenir.

              Pessoas com idade entre 25 e 39 anos, de ambos os sexos, são as mais atingidas pelo vírus HIV. Até junho de 2016, foram registrados no Brasil 548.850 casos de AIDS em homens (65,1%) e 293.685 em mulheres (34,9%).

              A doença vem crescendo entre o sexo masculino no País. Em 2015, foram 21 casos em homens para cada 10 casos em mulheres.

               A taxa de detecção da doença no Brasil tem se estabilizado nos últimos dez anos, com média de 20,7 casos por 100 mil habitantes. Para que o número caia, é importante se prevenir. Confira abaixo algumas dicas para não correr riscos:

Assim pega

– Sexo vaginal sem camisinha;

– Sexo anal sem camisinha;

– Sexo oral sem camisinha;

– Uso de seringa por mais de uma pessoa;

– Transfusão de sangue contaminado;

– Da mãe infectada para o filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;

– Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados;

             A Aids é uma doença infecciosa, transmitida por um vírus chamado HIV. Para contrair a doença é preciso estar contaminado com o vírus HIV. Por ser o país mais populoso da América Latina, o Brasil é o que mais concentra casos de novas infecções por HIV na região (40%).

 Fonte – Ministério da Saúde e  Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

“Nós não temos um plano de segurança”, afirma Eliana Calmon.

Ex-Corregedora Nacional de Justiça afirma que a morosidade do Judiciário contribui para a superlotação em cadeias

 aldir

A ministra nega ser do Judiciário a maior parcela da culpa do colapso no sistema carcerário brasileiro

                Eliana Calmon acordou cedo em Salvador para fugir do trânsito e embarcar para Brasília na última quarta-feira. Era o fim das férias na cidade onde mora em frente ao Farol da Barra. Aos 72 anos, a ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ainda recebe telefonemas com queixas de magistrados. “Olha, agora sou só advogada”, explicou a uma senhora da Bahia que lhe telefonava com um problema na Justiça do Trabalho, horas depois de voar e chegar a um confortável apartamento na Asa Sul.

                Ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e candidata derrotada a uma vaga no Senado pelo PSB em 2014 – um convite de Marina Silva (Rede) e do ex-governador pernambucano falecido Eduardo Campos – , Eliana quer distância da política. O objetivo agora é “ganhar um pouco de dinheiro” para dar condições aos netos de morarem fora do país. “Qual a expectativa?”, justifica. Para ela, o país está no fundo do poço. “Os partidos são uma espécie de clube, onde têm as cartas marcadas: fundo partidário, secretarias para aquela meia dúzia que funciona em torno do partido.”

                 Em conversa com o Correio, a ministra nega ser do Judiciário a maior parcela da culpa do colapso no sistema carcerário brasileiro, embora reconheça entre os motivos para o caos a morosidade das decisões – e não as decisões por prisões provisórias – e a falta de magistrados e promotores que inspecionem presídios regularmente.

                Apesar da instabilidade econômica e política e das revelações da Operação Lava-Jato que envolvem peças-chaves do governo federal, Eliana defende a permanência de Michel Temer no poder até o fim do período de transição, em 2018. Na opinião dela, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve separar as contas de campanha da chapa dele das da ex-presidente Dilma Rousseff. Em 2014, por exemplo, ela foi pessoalmente pedir a Emílio Odebrecht doação para a campanha ao Senado. Quanto ao melhor candidato para 2018, Eliana considera Marina Silva “muito rígida e séria”, mas sem condições de gerenciar o país em um momento como este.

Fonte Correio Braziliense

Foram 47 explosões de caixas eletrônicos, 10 assaltos a bancos e 14 nos Correios em 2016 no Maranhão

           aldir

O Sindicato dos Bancários do Maranhão tem realizado um trabalho sério, competente e bastante criterioso para informar a população maranhense e inúmeras instituições de todo o país, sobre a violência que atinge muito forte as instituições bancárias e correspondentes bancários. Em nosso estado, os arrombamentos de caixas eletrônicos são feitos através da utilização de explosões com dinamite e a maioria das vezes os bandidos colocam bastante dinamite e acabam destruindo não só os caixas, mas várias residências. No caso dos correspondentes bancários, os Correios se constituíram como a única preferência dos bandidos.

             Pelos levantamentos e pesquisas feitas pelo Sindicato dos Bancários, durante o exercício de 2016 foram praticados 47 arrombamentos de caixas eletrônicos; 10 assaltos e arrombamentos a bancos; além de 04 tentativas de assaltos e arrombamentos e 04 saidinhas bancárias.

            Quanto aos correspondentes bancários, as Agências dos Correios foram assaltadas 14 vezes, pela excessiva vulnerabilidade a que estão expostas e em muitas cidades hoje se constituem na única referência para negócios bancários.

                      Grandes Prejuízos para a População

           Os constantes assaltos e arrombamentos de bancos e caixas eletrônicos no Maranhão, que infelizmente estão bastante banalizados, refletem negativamente nos negócios dos municípios que são afetados. Na maioria das cidades atingidas, muitas vezes não existem casas lotéricas e nem correspondentes bancários para atender beneficiários do programa bolsa família, aposentados e pensionistas do INSS. Quando isso acontece a população se desloca todos os meses para cidades próximas para receber o dinheiro a que têm direito. Com receio de serem assaltados no retorno, a maioria efetua compras no mesmo local e acaba por penalizar os comerciantes das suas cidades. A verdade é que é mais um problema social, que veio a dificultar a vida em inúmeras cidades, acrescentando ainda mais toda a problemática decorrente da atual crise econômica, social e financeira.

OAB/MA contesta aumento do ICMS sobre energia, comunicação e combustível

aldir

Tiago Diaz, presidente da Seccional da OAB do Maranhão ingressou com ação contra o Governo do Estado

A seccional ajuizou uma ADIn e uma ACP contra a lei estadual 10.542/16.

           A OAB/MA ingressou com duas ações questionando a lei Estadual nº 10.542/16, responsável pelo aumento da alíquota do ICMS.

            Na ADIn, a seccional aponta que a majoração da alíquota de ICMS sobre produtos essenciais como energia elétrica, comunicação e combustíveis (os quais impactam também toda a cadeia produtiva do Estado) viola o princípio tributário da seletividade do ICMS, na medida em que torna o referido imposto para estes produtos (essenciais) mais oneroso, ou tão oneroso quanto, o pago sobre produtos considerados supérfluos como fumo, bebidas alcoólicas, embarcações de esportes e de recreação.

             Na ação a OAB destaca que o aumento da alíquota irá impactar diretamente as tarifas de energia elétrica, preços da gasolina, do etanol, telefonia e TV por assinatura, causando graves prejuízos a todos os maranhenses.

             O presidente da OAB/MA, Thiago Diaz, enfatizou:

É inaceitável que a conta seja repassada para o cidadão como única solução para a crise econômica que assola a todos. É preciso que o Estado apresente a própria redução de gastos. Essencial também que o governo escutasse o contribuinte, as empresas, a FIEMA, Associação Comercial, ou qualquer dos setores representativos da sociedade civil.”

            Outra violação constitucional apontada pela OAB diz respeito ao princípio do não-confisco, na medida em que a majoração da alíquota do ICMS em momento de severa crise econômica, com evidente redução da capacidade contributiva dos cidadãos importa em indevida e excessiva intromissão do Estado na propriedade daqueles.

Ação civil pública

            A instituição ingressou também com uma ACP contra a citada lei, apontando diversos vícios no processo de aprovação da norma na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, com destaque para a falta do período de publicidade necessária da lei para debate entre os deputados e para o fato de que a lei altera dispositivos legais inexistentes ou já revogados anteriormente.

             Para Thiago Diaz, esse aumento na carga tributária é inoportuno tendo em vista um quadro geral de crise econômica e que poderá ser agravado com a quebra de algumas empresas.

Além das violações constitucionais e legais apontadas nas ações que ingressamos (ADI e ACP), considero equivocado e abusivo o aumento da alíquota de ICMS pelo Estado do Maranhão neste momento de severa crise econômica e alarmantes índices de desemprego. Entendo que o pagamento de tributo pressupõe a existência de renda, e não vi nos últimos tempos qualquer aumento da renda dos cidadãos e empresas maranhenses a justificar que se aumente ainda mais a já elevada carga tributária de nosso estado. Não podemos correr o risco de quebrar nossas empresas e gerar ainda mais desemprego.”

Segundo a norma, a partir de março deste ano, quem consumir até 500 quilowatts-hora por mês pagará não mais 12% de ICMS, mas 18%. E quem consumir acima de 500 quilowatts-hora/mês, a alíquota do imposto subirá de 25% para 27%.

Assim, a se manter o atual cenário normativo o maranhense vivenciará uma situação tributária em que armas e munições, bebidas alcoólicas e embarcações de esporte e de recreação (todas com 25% de alíquota) sejam menos oneradas pelo ICMS que a energia elétrica para consumidores residenciais que consomem acima de 500 quilowatts/hora, cuja alíquota passou a ser de 27%.

Fonte – Migalhas

O Sistema Penitenciário do Maranhão pode chamar o STF e o Ministério da Justiça para conhecer o seu serviço de ressocialização?

                     aldir

   A direção do Sistema Penitenciário do Maranhão tem sistematicamente feito divulgação de um trabalho de ressocialização que vem sendo feito nas unidades prisionais do Maranhão e que, segundo relatam tem sido altamente transformador no que concerne a população carcerária e pelo que deixam claro, parece que interfere diretamente no comportamento dos presos e até mesmo nos que vivem amontoados em celas com superlotação.

                        Diante da ampla divulgação que vem sendo feita, bem que a direção do presidio, o Governo do Estado, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público poderiam convidar a ministra Cármen Lúcia, o Ministro da Justiça e diretores de presídios estaduais para vir conhecer o trabalho que vem sendo feito no Maranhão.

                        Como um dos sérios problemas identificados no Sistema Penitenciário Brasileiro é a falta de ressocialização e respeito a dignidade humana, bem que o nosso Estado pode perfeitamente se constituir em referência nacional a partir dos trabalhos que vêm sendo realizados nas unidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e que são constantemente divulgados, além de que as portas dos presídios podem perfeitamente ser abertas as autoridades e outras já estão sem grades e o ferro retirado foi vendido. De acordo com o que vem sendo divulgado pelo serviço de comunicação social do Governo do Estado, não tenhamos dúvidas de que todo o diferencial no Sistema Penitenciário Brasileiro está no Maranhão.

Encarceramento em massa: ineficaz, injusto e antidemocrático

aldir

Hoje o “inimigo” está socialmente localizado: é o pobre. Essa prática é incompatível com o Estado de Direito

Cemitério de Manaus onde alguns dos presos mortos foram enterrados: as vítimas do sistema são os pobres

          O ano de 2017 começa trágico no Brasil que, em menos de 15 dias, soma mais de 100 mortos em seus presídios. Guerra de facções, superlotação, condições degradantes de encarceramento ou quaisquer outras razões que possam ser apontadas como causas das chacinas a que temos assistido, o fato é que se trata de uma catástrofe anunciada, relacionada muito menos a fatores pontuais, do que à desigualdade histórica sobre a qual está fundamentado o modelo de sociedade que construímos.

          Embora muito se fale das consequências do neoliberalismo no plano econômico – que, nos países anglo-saxões, significou a desregulamentação das atividades de interesse público, as public utilities, e, na Europa, a transformação de serviços públicos antes sob a responsabilidade do Estado em atividades privadas, porém, regulamentadas –, há uma outra dimensão do Estado neoliberal que precisa ser observada, sobretudo nas Américas: a construção de um Estado autoritário e punitivista.

        A ampliação do direito penal como instrumento de controle social, flexibilizando ou mesmo subtraindo os direitos do acusado – ou daquele que é perseguido pela justiça penal –, ocorre em várias partes do mundo por diferentes razões.

        Aqui, no continente americano, tal fenômeno está intrinsecamente ligado à adoção do modelo neoliberal. O endurecimento das leis penais e a consequente superlotação das prisões é uma das engrenagens de um sistema que aprofunda a injustiça e a desigualdade e que, a fim de proteger os interesses das classes economicamente incluídas, segrega o pobre, então tipificado como bandido.

        Como se sabe, na década de 1970, então sob o comando de Nixon, o governo norte-americano iniciou a articulação de um discurso de guerra às drogas que, mais tarde, se intensificou e se traduziu numa política de encarceramento em massa responsável por colocar os Estados Unidos no topo do ranking de aprisionados.

          Em apenas dez anos, entre 1980 e 1990, o número de presos saltou de 514 mil para 1,2 milhão e continuou subindo nos anos 2000. Após a sanção da lei penal de 1994, pelo democrata Bill Clinton, o contingente de presos chegou a 2 milhões de pessoas, com predominância de negros e latinos.

        A suposta “solução” para combater o tráfico de drogas e garantir maior segurança à sociedade foi importada pelo Brasil, que, da década de 1990 para cá, viu seu número de presos quadruplicar. Temos hoje a quarta maior população encarcerada do mundo, em termos absolutos, e a 34ª, em números relativos (para cada 100 mil habitantes).

        Mais grave do que ocupar a quarta posição é o fato de que caminhamos para a primeira. Hoje são 608 mil presos e o número de detenções cresce 7% ao ano, segundo dados do último relatório do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgado em 2015. O estudo aponta um crescimento de 161% no total de presos desde 2000, quando o País contabilizava 233 mil encarcerados. Se mantido esse ritmo, em 2022 computaremos 1 milhão de detentos.

          Essa tendência e a persistência que se observa por aqui de manter e ampliar tal modelo – na última semana o presidente Michel Temer anunciou a construção de cinco novos presídios de segurança máxima – contrasta com as discussões e reformas feitas em várias partes do mundo. Até mesmo nos Estados Unidos se discutem maneiras de recuar e reverter o cenário atual, seja por razões humanitárias ou meramente econômicas.

          Trata-se de uma política irracional, ineficiente e inviável economicamente, ainda mais em um país como o nosso, em grave crise e sem condições orçamentárias de arcar com o alto custo desse sistema. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cada preso custa ao Estado brasileiro 2,4 mil reais por mês. No Amazonas, onde 56 morreram no primeiro dia do ano, o custo é mais do que o dobro da média nacional, chegando a 5,1 mil reais por detento. A vultosa cifra em nada corresponde às condições em que vivem os aprisionados, classificadas pela ONU como “medievais”.

         Ainda assim, aterrorizado diariamente pelo sensacionalismo midiático, o senso comum vê a prisão como única saída para conter a “bandidagem”, que ele acredita ser de alta periculosidade – o que não é verdade.

          Aliás, aí está uma das maiores contradições do nosso sistema de justiça: o grosso da massa carcerária brasileira não é composto de assassinos perigosos, mas de pessoas sem antecedentes criminais, detidas por crimes não violentos e/ou de baixo impacto social, relacionados geralmente ao tráfico de drogas.

         De acordo com uma pesquisa de 2012 do Núcleo de Estudos da Violência da USP, 62% dos presos em flagrante por tráfico em São Paulo portavam menos de 100 gramas de droga e 80,6% dos detidos eram réus primários. No Rio de Janeiro, conforme dados do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, 92,5% dos acusados de tráfico, em 2013, não portavam arma de fogo no momento do flagrante.

         Recente relatório da organização Human Rights Watch aponta a Lei de Drogas, aprovada em 2006, como a principal responsável pelo incremento da população carcerária no Brasil. O documento mostra que, em 2005, 9% dos presos no Brasil haviam sido detidos por crimes relacionados às drogas. Já em 2014, eram 28%.

         Isso ocorreu devido à imprecisão da nova legislação, que não estabelece critérios objetivos para diferenciar uso e tráfico. Assim, muitos usuários acabam sendo condenados como traficantes.

         Por outro lado, entre 2005 e 2014, o número de homicídios aumentou 125%, enquanto o percentual de presos condenados ou acusados de homicídio nas prisões manteve-se na taxa de 10%. A imensa maioria dos crimes contra a vida, cerca de 90%, permanece, portanto, sem conclusão. O sistema de justiça prioriza o combate às drogas em detrimento de concentrar seus esforços em apurar homicídios, o que também atende à lógica de uma máquina punitivista que conta com a polícia mais letal do mundo.

        O que há efetivamente no Brasil é a coexistência de um Estado de Direito instituído – que governa para os incluídos economicamente – e de um estado de exceção, ao qual estão submetidos os territórios ocupados pela pobreza. Essa aparente contradição entre a impunidade no campo dos homicídios e o endurecimento da punição aos crimes relacionados às drogas e crimes contra a propriedade, como roubos e furtos, corresponde, na realidade, ao interesse da elite incluída.

       As vítimas dos casos sem conclusão – porque sem empenho efetivo de apuração por parte do poder público – são os pobres, pretos, moradores da periferia, muitas vezes, assassinados pelas próprias forças de repressão do Estado.

         Temos uma estrutura judicial estabelecida não para realizar justiça de forma universal e democrática, mas sim para investigar os crimes que interessam aos incluídos, àqueles que estão, de fato, sob a proteção do Estado democrático de Direito.

        O que mais causa espanto é a banalidade com que a questão é tratada. A ditadura, que foi um marco autoritário em nosso país, um regime típico de exceção, vitimou entre mortos e desaparecidos 434 pessoas, segundo dados da Comissão Nacional da Verdade. As polícias militares estaduais matam 3,5 mil pessoas por ano.

          Evidentemente que não se pode minimizar o que ocorreu durante a ditadura, um período amargo da nossa história. No entanto, quando se afirma que hoje há um grau muito maior de liberdades e garantias individuais do que naquele período, essa afirmação é bastante relativa, já que esses direitos não foram universalizados. As classes incluídas certamente usufruem dessa liberdade, mas os mais pobres continuam tendo seus direitos básicos sistematicamente subtraídos pelo Estado.

          A principal mudança entre o momento atual e a ditadura não foi a garantia de liberdade e o acesso ao direito, mas a escolha do inimigo. Enquanto na ditadura o inimigo – elemento chave para a conformação do estado de exceção – era o militante comunista, que poderia estar inserido em qualquer classe social, hoje, o inimigo está socialmente localizado: é o pobre.

         O instituto da prisão provisória é outro mecanismo que vem sendo largamente utilizado como instrumento de controle social. Segundo o já citado relatório do Infopen, em 2014, quatro em cada dez presos eram provisórios, ou seja, estavam detidos sem terem recebido uma sentença de primeiro grau. O documento do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania relata ainda que 72% dos presos por tráfico no Rio, em 2013, ficaram detidos durante o processo e que, após o julgamento, menos da metade deles, apenas 45%, foram condenados.

        Somando-se aos presos provisórios aqueles detentos cujos processos não foram concluídos, chega-se a quase dois terços da população carcerária. Ao contrário do que se pensa, entre 37% e 50% dos presos provisórios ou serão inocentados ou receberão penas de reclusão inferiores ao tempo que ficaram privados de liberdade. Isso significa que cerca de 20% dos presos estão presos injustamente.

         Discutir penas e sanções alternativas para aqueles que não praticaram crime grave e violento e desbanalizar o uso da prisão provisória – que deve ser usada somente dentro dos parâmetros determinados pela Constituição – são medidas essenciais para que as injustiças, as carnificinas e toda a desumanidade associada à realidade das prisões brasileiras não se perpetue.

          É preciso desmitificar a punição. Não aprisionar não significa não punir, porém há mecanismos muito mais eficientes, baratos e adequados para responsabilizar aquele que comete um delito não violento.

          A política de encarceramento, definitivamente, não pode ser considerada produto do Estado democrático, inclusive porque contradiz a ideia de um Estado de direito universal. É um erro no plano político, no plano moral e no plano orçamentário-administrativo.

          Superlotar as prisões de jovens pobres, que não representam perigo real para a sociedade, não só não é efetivo para a redução da criminalidade como fatalmente produzirá ainda mais conflitos, mais injustiça e mais violência.

Fonte – Carta Capital