Vereador Cézar Bombeiro apoia e valoriza a campanha pela Paz da Escola Paulo Freire no bairro da Liberdade

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     O vereador Cézar Bombeiro ficou bastante satisfeito e gratificado em assistir um a trabalho desenvolvido para semear a paz na escola jardim de infância e creche Paulo Freire, no bairro da Liberdade. Ele foi convidado para participar de uma caminhada preparada pelas professoras e pais das crianças, intitulada a Paz Começa em Casa.

                  Cezar Bombeiro achou importante o trabalho em que as crianças e os seus familiares são diretamente envolvidos como semeadores da paz, da harmonia e amor como valores e sentimentos importantes dentro da escola e das casas das pessoas, e de lá se expandir para toda a comunidade. O vereador conversou com os professores, pais de alunos e cumprimentou as crianças, registrando o seu apoio como cidadão morador do bairro da Liberdade e como politico ao projeto, aos gestores e pais de alunos da Unidade Básica Municipal Paulo Freire.

                  Bastante emocionado com o que assistiu, Cézar Bombeiro  disse, que uma iniciativa importante que nasceu na escola, se estendeu aos familiares das crianças e que já começa ser abraçada pela comunidade tem o valor de uma educação alicerçada na base, levando-se em que conta que as crianças serão portadores de mudanças não só dentro de casa, mas na vizinhança e por onde elas andarem. No momento em que vivemos problemas diversos dentro do contexto ds sociedade com os avanços da violência e das drogas, temos que ter a responsabilidade de apoiar e participar de iniciativas importantes de educação popular. A escola Paulo Freire assume um papel importante de começar a formar crianças cidadãs, naturalmente com os avanços pedagógicos, assim como fazendo transformações nas suas famílias e formando multiplicadores, daí a necessidade do apoio de todos nós do bairro da Liberdade, afirmou Cézar Bombeiro.

Por iniciativa do Ministério Público a justiça determina à Emarph a regularização fundiária de 04 bairros da capital

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Sentença é resultado de ACP ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de São Luís

            Em atendimento ao Ministério Público do Maranhão (MPMA), a Justiça determinou, em 11 de janeiro, que a Emarhp (Empresa Maranhense de Administração de Recursos Humanos e Negócios Públicos S.A.) proceda, em quatro anos, à regularização fundiária e urbanística dos loteamentos do Vinhais, Cidade Operária, Bequimão e Angelim, além dos promovidos pela extinta Cohab.

            A sentença estabelece, ainda, que a empresa abstenha-se de celebrar contratos referentes a loteamentos referentes a estas áreas.

            A multa por descumprimento estipulada é de R$ 10 mil diários. O montante deve ser transferido ao Fundo Estadual de Direitos Difusos.

ESPAÇOS PÚBLICOS

            A decisão, do titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da capital, Douglas de Melo Martins, acolhe pedidos formulados pelo titular da 1ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de São Luís, Luis Fernando Cabral Barreto Junior, em Ação Civil Pública ajuizada em julho de 2007.

            Segundo o representante do MPMA, o objetivo foi recuperar espaços públicos alienados de forma indevida pela EMARHP, incluindo terras de propriedade da empresa, que foram vendidas de forma ilegal.

             Na ação, o promotor de justiça enfatizou, ainda, que a alienação dos lotes foi realizada sem autorização do Município. Alguns lotes estão em áreas não edificáveis e também não atendem aos requisitos urbanísticos mínimos.

          Além da nulidade de três contratos indevidos firmados pela Emarhp, a sentença determina, ainda, o cancelamento dos registros destas áreas no Livro-2-ML, no 1º Registro de Imóveis de São Luís.

Redação: CCOM- MPMA

Promotoria Itinerante cobra da prefeitura de São Luís obras de infraestrutura para a área Itaqui-Bacanga

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Promotor de justiça apresentou demandas dos habitantes do Sá Viana ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior

            O titular da Promotoria Comunitária Itinerante de São Luís, Vicente de Paulo Silva Martins, reuniu-se, no Palácio de La Ravardière, na última quinta-feira, 19, com prefeito Edivaldo Holanda Junior para apresentar as demandas dos habitantes do Sá Viana e comunidades adjacentes na área de infraestrutura.

            A equipe do Ministério Público do Maranhão iniciou as atividades na Vila Embratel no início do ano e vem recebendo uma série de reclamações dos moradores devido a falta de estrutura das ruas e problemas de drenagem.

            Além da Vila Embratel, onde a unidade móvel da Promotoria Itinerante está instalada, os atendimentos incluem as comunidades do Sá Viana, Riacho Doce, Jambeiro, Monte das Oliveiras, Cidade Nova, Gapara, Residencial Paraíso e demais comunidades.

             Vicente Martins solicitou a implementação de infraestrutura básica, recuperação asfáltica e eliminação dos buracos, construção de meios-fios e galerias para assegurar a drenagem das vias. O representante do MPMA pediu maior urgência para que sejam realizadas obras na Rua 8 do Sá Viana e transversal do Riacho Doce, assim como na Avenida das Orquídeas, no Residencial Aquiles.

             Também foram apresentadas, no dia 17, solicitações ao secretário de Obras e Serviços Públicos, Antônio Araújo, acerca de infraestrutura das ruas e ao secretário-adjunto de Trânsito e Transportes, Israel Pethros, sobre a falta de sinalização horizontal e vertical na Avenida Sarney Filho e do Contorno, na Vila Embratel.

             Os gestores municipais se comprometeram a analisar as demandas e informar o MPMA das providências a serem adotadas.

Fonte – (CCOM-MPMA)

Tribunal de Justiça do Maranhão retoma prazos, sessões e julgamentos nesta segunda-feira (23)

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Primeira Sessão Plenária de 2017 ocorrerá no dia 25 de janeiro.

 

Nesta segunda-feira (23), o Judiciário maranhense retoma a contagem de prazos e realização de audiências e julgamentos após o período de recesso forense (20 de dezembro a 6 de janeiro) e “férias” dos advogados, que encerra-se nesta sexta-feira (20).

Em 2017, o calendário de realização de sessões segue o determinando no Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Maranhão. Às segundas-feiras são realizadas as sessões da 3ª Câmara Criminal e da 5ª Câmara Cível; às terças-feiras, sessões das 2ª e 4ª Câmaras Cíveis e 1ª Câmara Criminal.

Às quartas-feiras são realizadas as sessões plenárias, sendo a primeira e terceira do mês, Administrativa, e segunda e quarta do mês, Jurisdicional. Quando há uma quinta quarta-feira no mês, também ocorre a Jurisdicional. Já às quintas-feiras ocorrem as sessões das 1ª e 3ª Câmaras Cíveis e da 2ª Câmara Criminal.

Às sextas-feiras, ocorrem as sessões das Câmaras Reunidas. Na primeira e terceira sexta de cada mês, ocorrem as 1ª e 2ª Cíveis Reunidas. Na segunda e quarta sexta, a sessão das Criminais Reunidas.

Já a Seção Cível, quando necessária, deve ser realizada na última sexta-feira dos meses pares (fevereiro, abril, junho, agosto e outubro) ou quando extraordinária. Todas as sessões têm início às 9h.

                SESSÕES – Para a próxima segunda-feira (23), estão previstos na pauta da 3ª Câmara Criminal um total de 26 processos. Para a sessão da 5ª Câmara Cível, estão na pauta 43 processos. Já para as sessões da terça-feira (24), as pautas contabilizam 72 processos na 2ª Câmara Cível, 66 processos na 4ª Câmara Cível e 11 processos na 1ª Câmara Criminal.

Na quarta-feira (25), ocorre a primeira Sessão Plenária de 2017, quando ocorrerá a sessão ordinária jurisdicional e uma extraordinária administrativa.

Na pauta da Sessão Administrativa, três itens: o Projeto de Lei que altera a tabela de vencimentos dos cargos efetivos do Poder Judiciário; Resolução 2/2017 para aprovar a nova Comissão do Concurso Público para outorga de delegação dos serviços notariais; e um processo de permuta entre magistrados. Na pauta da Sessão Jurisdicional, 17 processos foram inclusos para julgamento.

Assessoria de Comunicação do TJMA

 

CARTA DOS BISPOS DO MARANHÃO CRITICA A VIOLÊNCIA, O AGRONEGÓCIO, A EDUCAÇÃO E A FALTA DE EMPREGOS

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  O episcopado maranhense esteve reunido na Diocese de Zé Doca.

 

   Aos cristãos e aos cidadãos do Maranhão

 

                   Reunidos na Diocese de Zé Doca, os bispos da Igreja Católica do Maranhão, depois de ouvirem as pastorais sociais e debaterem as conjunturas politica, social e econômica estadual e nacional e ouvirem os clamores do Povo de Deus, Decidiram ao final da reunião conhecida como Privativa dos Bispos se manifestar publicamente com o documento público intitulado AOS CRISTÃOS E AOS CIDADAÕS DO MARANHÃO.

                  Os bispos se manifestam no documento, preocupados com a superlotação nos presídios, criticam o sistema judiciário, que acaba por contribuir para um genocídio não declarado. Destacam a falta de uma educação de qualidade, trabalho e ações de prevenção à violência. A expansão do agronegócio. que destrói o Bioma Cerrado e não proporciona o crescimento do IDH fere de morte um número cada vez maior de famílias no meio rural maranhense, estão entre as importantes observações no documento assinado por todo o Episcopado do Maranhão.

Leia integra da Carta:

 

 

Quanto a nós, não podemos nos calar sobre o que vimos e ouvimos (At 4, 20).

 

Nós, bispos do Maranhão, reunidos em Zé Doca, de 16 a 19 de janeiro de 2017, sob a luz do Espírito Santo, queremos manifestar algumas preocupações referentes ao momento atual.

           

Ouvimos com apreensão os relatos sobre o que está acontecendo nas prisões do país. São sobretudo os jovens  que mais sofrem com essa situação. São eles que, em grande parte, superlotam as penitenciárias, sendo que muitos deles nem sequer foram julgados ou sentenciados. O sistema judiciário apresenta-se como funcional ao modelo econômico vigente, contribuindo para um genocídio não declarado.

 

            Neste ano dedicado à juventude, inquietam-nos as consequências que este modelo econômico traz para os jovens do nosso Estado. Quase 500 mil jovens, com idades entre 15 e 29 anos, nem estudam, nem trabalham, nem têm esperança de estudar ou trabalhar e, por isso, nem vão mais à procura de oportunidades. Garantir às novas gerações o direito à educação de qualidade, ao trabalho, ao lazer e à inserção na vida profissional é papel do Estado democrático e este é, certamente, o modo mais eficaz de prevenir a violência crescente.

 

Constatamos com pesar a expansão do agronegócio, bem visível no programa federal conhecido como MATOPIBA. Apresentado pela mídia como solução mágica para a agricultura do nosso Estado, este programa visa ocupar o que resta de Cerrado do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Tal tipo de expansão do agronegócio destrói modos de vida originários, não visa o bem viver da população, expulsa e exclui milhares de pessoas que viviam da sua produção no campo. O modelo, que se baseia na monocultura da soja, do eucalipto, da cana-de-açúcar e outras culturas, pode até aumentar o Produto Interno Bruto-PIB do Estado. Não contribui, porém para o crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, além de ferir de morte o bioma Cerrado. A Campanha da Fraternidade deste ano nos convida a uma reflexão mais aprofundada sobre este assunto.

 

Os povos tradicionais – indígenas, quilombolas e afrodescendentes, lavradores e pescadores – têm sido as principais vítimas deste modelo agroexportador. Conforme consta no relatório da Comissão Pastoral da Terra-CPT, em 2016, foram assassinadas 11 lideranças, incluindo indígenas. Ocorreram mais de 300 conflitos agrários, com 139 pessoas ameaçadas, envolvendo 30.691 famílias. O inchamento das cidades, onde há poucas perspectivas de vida para as famílias pobres, é também um dos resultados da violenta agressão aos povos da terra.

 

Como cristãos, não podemos ficar indiferentes ao que acontece em nossa sociedade. A Igreja não existe para si mesma, mas para o serviço do Reino de Deus e sua Justiça, a fim de que haja pão em todas as mesas e vida em abundância para todos (Jo 10, 10).

 

Por isso, conclamamos a todos os poderes estabelecidos, também aos novos governos municipais, a unirem-se no esforço de solucionar estes problemas apresentados. As lideranças e cidadãos se envolvam e exijam o funcionamento dos órgãos de controle social e de políticas públicas inclusivas. Pois somente com a participação de todo o povo, o Maranhão que desejamos – mais justo, solidário e pacifico – será possível.

 

Que o Espírito do Cristo libertador fortaleça nossa esperança na realização desse sonho.

 

 

 

 

Zé Doca, 19 de janeiro de 2017.

 

 

 


Armando Martín Gutiérrez, bispo de Bacabal

Elio Rama, bispo de Pinheiro

Enemésio Ângelo Lazzaris, bispo de Balsas

Esmeraldo Barreto de Farias, bispo auxiliar de São Luís

Franco Cuter, bispo emérito de Grajaú

Francisco Lima Soares, administrador diocesano de Imperatriz

José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís

José Soares Filho, bispo de Carolina

José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo

João Kot, bispo de Zé Doca

Sebastião Bandeira Coêlho, bispo de Coroatá

Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana

Vilsom Basso, bispo de Caxias

Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges, bispo emérito de Viana

Nas mãos de quem viverá ou morrerá a Lava Jato?

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Sobre a Lava Jato, ninguém duvide, serão pelo menos 10 dias de especulações. Há vários caminhos, e todos dependem da presidente da Corte. Vejamos, detidamente, cada um deles.

1º Um ministro da 1ª turma pode solicitar a mudança para a 2ª turma. Neste caso, receberá o gabinete do vacante na forma como se encontra (incluindo-se aí a Lava Jato).

2º A rigor, o presidente da República indica o novo ministro que, depois de sabatinado pelo Senado e ter seu nome aprovado, é nomeado. O novel ministro herda o gabinete inteiro, da forma como está, com os processos em curso (incluindo-se aí a Lava Jato) (art. 38, RISTF).

3º Em caso de demora na indicação, a presidente do Supremo pode, a pedido das partes, redistribuir casos urgentes, como MS, HC, etc. (art. 68, RISTF).

4º A presidente do Supremo pode vir a baixar portaria redistribuindo os feitos, independentemente de pedido das partes, a partir de precedente quando do falecimento do ministro Menezes Direito (174/09).

5º Se houver maioria, poderá pegar o feito da Lava Jato (que é de quem, sem refolhos, estamos tratando) e redistribuir para um dos ministros da 2ª turma, ou até para um dos nove ministros da Corte. Esse caminho, é bom que se diga, não tem previsão regimental, mas é coisa que se supera com a maioria.

Muito embora não esteja prevista, essa última saída (distribuir para um dos nove ministros) é a que se antolha a mais lógica diante do monumental feito. E aí, pouco importando se cair com integrante da 1ª ou da 2ª turma, porque a redistribuição será livre, criando-se nova competência. E contra o certo questionamento sobre se fere regra de prevenção, a resposta é : são todos ministros da Suprema Corte, meu jovem.

Fonte – Migalhas

Barqueiro viu bolo de fumaça branca no avião que caiu com o ministro Teori Zavascki

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Um barqueiro que testemunhou a queda do avião que levava Teori Zavascki contou o que viu à Veja:

“Vi o avião baixando cada vez mais e avisei: ‘Ele vai cair’. De repente ele soltou um bolo de fumaça branca, parecia a esquadrilha da fumaça. Passou por cima de nós, depois foi perdendo altitude, veio rodando pela direita, bateu com a asa direita na água e capotou”, disse Célio de Araújo.

Fonte – O Antagonista

Diante da inoperância do poder público viciados em drogas e bandidos ocupam e destroem a praça do Phanteon

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Os investimentos feitos pela Prefeitura de São Luís para a recuperação da praça do Phanteon, criou uma expectativa de que o logradouro viesse a ter o retorno dos bustos de figuras que ajudaram a construir a história do Maranhão e do Brasil e se constituísse em atração para muita gente e de um modo especial aos jovens.

Como a prefeitura não teve a devida responsabilidade em colocar no local uma guarita da Guarda Municipal com pessoal capacitado para vigiar e garantir a conservação do patrimônio público, o local aos poucos foi dominado por desocupados e logo estava sob o controle de viciados em drogas. A qualquer hora do dia, pode-se perfeitamente se vê elementos consumidos bebidas diversas e agressivamente usando drogas. Muitos  chegam  até a fazer churrascos para incrementar as bebedeiras.

A maioria dos bancos já está destruída e os pichadores já marcaram presença. Os cuidados com a jardinagem de há muito desapareceu, me disseram comerciantes informais. Um deles bastante indignado registrou, que a impressão de todos é que os investimentos feitos foi para viciados em drogas e desocupados, inclusive alguns integram os grupos de bandidos que infernizam a vida dos cidadãos e cidadãs, que transitam diariamente pelo local. Outro comerciante deixou claro, que o poder público tem dinheiro fácil para botar fora, quando não garante o patrimônio público e o deixa à revelia e ao próprio azar, afirmou.

A Pastoral Carcerária Nacional diz que as barbáries não são crises, são projetos do governo.

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“(…) enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade

dentro da sociedade e entre os vários povos,

será impossível desarraigar a violência.”

(Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 59)

Apesar do clamor nacional que se seguiu aos massacres de Manaus, Roraima e Rio Grande Norte, o principal produto do sistema prisional brasileiro sempre foi e continua sendo a morte, a indignidade e a violência. Em números bastante subestimados, fornecidos pelas próprias administrações penitenciárias, no mínimo 379 pessoas morreram violentamente nas masmorras do país em 20161, sem que qualquer “crise” fosse publicamente anunciada pelas autoridades nacionais.

Nesse sistema, sob a tutela e responsabilidade do Estado, onde a mortalidade é 6,7 vezes maior do que fora dele, e as situações de violações sistemáticas de direitos são notórias e encontram-se detalhadamente registradas em uma infinidade de relatórios produzidos por organizações governamentais e não-governamentais, não foi por falta de avisos ou “recomendações” que as pessoas privadas de liberdade deixaram de ser mortas e vilipendiadas em sua dignidade.

O que se deduz da atual conjuntura é que a morte de centenas e a redução de centenas de milhares à mais abjeta degradação humana parece não ser digna de incomodo ou atenção quando executadas metodicamente e aos poucos, sob o verniz aparentemente racional das explicações de caráter gerencial, e sem que corpos mutilados sejam expostos ao olhar da mídia. O acordo rompido em Manaus, Roraima e Rio Grande do Norte não foi o da convivência pacífica entre as facções, que nunca existiu, mas entre o Estado e o “grande público”, a quem jamais deveria ser permitido enxergar as verdadeiras cores deste grande massacre brasileiro que se desenrola há tempos.

A guerra de facções por sua vez, transformada em uma narrativa lúdica, desinforma e distrai daquilo que jaz no cerne da questão: o processo maciço de encarceramento que vivenciamos, e que desde 1990 multiplicou em mais de sete vezes a população prisional brasileira, somando, juntamente com os presos domiciliares e em medida de segurança, mais de 1 milhão de seres humanos sob tutela penal, segundo dados do CNJ2.

Esse formidável, custoso e cruel aparato de controle social, estruturado em pleno período democrático, deita raízes profundas em nosso sistema econômico que “exclui para se manter”, como já afirmou o Papa Francisco3, e cuja lógica neoliberal e mercantilizante atinge todas as relações humanas, sem exceção. Crime e castigo tornaram-se commodities, e corpos, quase todos pretos, novamente tornaram-se objetos de comércio e barganha, dessa vez em benefício dos senhores das prisões privadas.

Juízes, promotores e defensores, por ação ou omissão, cada qual com sua parcela de responsabilidade, também desempenham papel central na gestão deste caos, emprestando legitimidade jurídica para um sistema de encarceramento que funciona à margem de qualquer legalidade. Em relatório divulgado em outubro de 2016, apresentou o resultado do acompanhamento de mais de uma centena de casos de tortura em 16 estados e no Distrito Federal, a Pastoral Carcerária já apontava a participação estrutural do sistema de justiça na ocultação e validação de práticas violadoras de direitos.

Diante do aparente colapso da estrutura prisional brasileira e da repercussão nacional e internacional dada ao caso, o Sistema de Justiça retomou às pressas os paliativos mutirões carcerários, e o Governo Federal desfiou um rosário de propostas absurdas, que vão do reforço à fracassada política de construção de novas unidades, até o descabido e perigoso uso das Forças Armadas no ambiente prisional. Soma-se a essas propostas o desvio de verbas do Fundo Penitenciário Nacional para outras finalidades, por meio da Medida Provisória 755, e o Decreto n.º 8.940/2016, que estabeleceu as regras mais rígidas dos últimos anos para a concessão do indulto presidencial.

Assim, o Governo Federal, alicerçado pelo Judiciário e o Ministério Público, vai reforçando a agenda repressiva e encarceradora, que aplicada nas últimas décadas resultou na mesma catástrofe que agora se propõe a resolver. Na esteira destas propostas, ONG’s e veículos de imprensa pedem a “retomada do controle” das prisões pelo Estado, num apelo cifrado por mais violência, e listas de soluções e medidas reformadoras são febrilmente reeditadas, vindo ao socorro de um sistema que há mais de 30 anos evidencia sua irreformável natureza desumana.

Desde 2013 um conjunto de organizações e movimentos, entre eles a Pastoral Carcerária, Mães de Maio e Justiça Global, tem pautado a necessidade de ações estruturais para reverter o atual quadro de encarceramento em massa, por meio das propostas articuladas na Agenda Nacional pelo Desencarceramento5, e alertando para a contínua degradação do sistema.

Na atual conjuntura, não podemos cair na falácia das análises simplistas e das medidas que pretendem apenas aplainar o terreno até o próximo ciclo de massacres, nem titubear no enfrentamento aos pilares desse sistema, como a atual política de guerra às drogas, a militarização das polícias, o aprisionamento provisório, a privatização do sistema prisional, e a política de expansão do aparato carcerário.

Se a opção que alertávamos há tempos era pelo desencarceramento ou barbárie, o Estado de forma clara e reiterada optou pela barbárie. Parafraseando Darcy Ribeiro, já não se trata mais de uma crise, mas de um projeto. E a perversidade de tal projeto não poderá cair sob nenhuma anistia. Poderá haver anistia pactuada entre os poderes do Estado, mas não haverá perante a consciência e perante Aquele que se apresentou sob a figura de um preso, torturado, executado na Cruz, Jesus, o Nazareno, feito Juiz Supremo que julgará especialmente aqueles que violaram a humanidade. (Lc 11,50-51)

Assim, mais do que nunca devemos continuar a construir laços verdadeiros de solidariedade com o povo preso e seus familiares, reforçar o trabalho em torno da Agenda Nacional pelo Desencarceramento, e redobrar nossa luta profética pela realização do sonho de Deus: um mundo sem cárceres.

19 de janeiro de 2017.

 Pastoral Carcerária Nacional – CNBB

PROCON recua diante dos esclarecimentos da Faculdade DeVry

PROCON recua diante dos esclarecimentos da Faculdade DeVry 

 O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/MA) informa que, após ser notificada por suspeita de encerrar o curso de Engenharia de Produção, a Faculdade DeVry São Luís apresentou defesa informando que o curso não foi suspenso.

Segundo os autos do processo, aberto a partir de denúncias dos discentes prejudicados, a turma do 5º período de Engenharia de Produção não pode ser formada devido ao número reduzido de alunos. Contudo, a coordenação acadêmica possibilitou que os estudantes pudessem fazer algumas das disciplinas de seu curso em outras turmas a fim de evitar prejuízos à grade curricular.

 A Faculdade DeVry São Luís apresentou histórico escolar e outros documentos acadêmicos, informando que não cancelou o curso de Engenharia de Produção, e que este continua sendo ofertado normalmente. O Procon/MA Ressalta que a investigação continua em andamento e que eventuais reclamações podem ser formalizadas por meio do site, aplicativo ou qualquer unidade física.

       Fonte – Secom – MA