O advogado Rafael Silva, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Maranhão deve retornar no próximo mês de fevereiro para acompanhar o inquérito policial instaurado para apurar as responsabilidades sobre o fuzilamento da jovem Karina Brito e ferimentos em sua irmã Kamila Brito, que segundo a Policia Militar, o veículo em que elas estavam teria sido confundido, com o de um bando de assaltantes de bancos.
A operação militar que era comandada pelo tenente-coronel Juarez Medeiros, que também é o Comandante da PM em Balsas, chegou a apesentar várias versões como tentativas para justificar o ato irresponsável e criminoso, mas todas estão sendo destruídas. A identificação de mais de 30 tiros de armas de fogo de grosso calibre na lataria do veículo em que as duas jovens se encontravam, destrói os argumentos dos militares e tudo leva crer que as jovens seriam executadas.
A família de Karina e Kamila, temendo de que o caso caminhasse para a impunidade, recorreram a Seccional do Maranhão da OAB e o advogado Rafael Silva, presidente da Comissão de Direitos Humanos já esteve reunido com as autoridades da Policia Civil, Policia Militar, Ministério Público e os familiares das duas vítimas.
O fato ocorreu na madrugada de 15 de dezembro e abalou profundamente a população de Balsas, daí o clamor de justiça que é muito intenso no município.
Apesar, do secretário Jeferson Portela, ter determinado transparência nas investigações e na elaboração do inquérito policial, a demora na conclusão da peça informativa a justiça é decorrente da conclusão de perícias técnicas, segundo informações da policia civil de Balsas.
O advogado Rafael Silva diz que o Ministério Público vem desempenhado o seu importante papel no acompanhamento das investigações e tem procurado informar a família e que em fevereiro terá uma reunião com o promotor de justiça e com a família da vítima para uma avaliação de todos os procedimentos que já foram adotados, diz o advogado.
