Senador afirma que imagens do 8/01 que Flavio Dino disse terem sido apagadas, vão assombrar ele e Moraes

O senador Izalci Lucas em recente entrevista deu declarações que certamente devem ter causado verdadeiros calafrios nos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Flávio Dino. De acordo com o parlamentar, líder da oposição no Congresso Nacional, o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, tem as imagens do 8 de janeiro de 2023.

Sim, aquelas imagens que o então ministro da justiça Flavio Dino, se recusou a fornecer para a CPI, alegando que precisava de autorização do STF e que depois foi dito que teriam sido apagadas. Tagliaferro ficou com uma cópia. E o ex-assessor acaba de prometer uma verdadeira ‘bomba’ que será divulgada nos próximos dias por uma grande emissora internacional.

As imagens vão mostrar toda a realidade dos fatos, inclusive devem comprometer as forças de segurança com as facilidades proporcionadas para os cidadãos entrassem no Palácio do Planalto, como se fosse uma invasão criminosa orquestrada pela direita. A verdade começa a aparecer e todas as armações devem ser esclarecidas, inclusive as das eleições.

Jornal da Cidade Online

Jornal dos EUA acusa STF de golpe e Alexandre de Moraes de censurar críticos e prender oponentes no Brasil

Texto é assinado pela prestigiada colunista Mary Anastasia O’Graddy. O norte-americano Wall Street Journal, um dos mais influentes do mundo, publicou artigo editorial neste domingo (10), assinado pela colunista Mary Anastasia O’Grady, em que acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de aplicar um golpe de estado no Brasil e o ministro Alexandre de Moraes, principal instrumento dessas decisões, de estar “censurando críticos e prendendo oponentes sem nenhum controle político”. As acusações estão já no título da publicação, “Um golpe de Estado da Suprema Corte do Brasil”, e no subtítulo, onde se refere a censura e prisões políticas.

“A liberdade nas Américas enfrenta um grau de perigo nunca visto desde a Guerra Fria”, escreveu a colunista no artigo publicado no site do WSJ às 16h39 deste domingo, horário de Washington, que menciona vários fatos autoritários no continente, desde o coronel golpista Hugo Chávez, que implantou a ditadura na Venezuela. “O maior risco não é, como ocorreu nas décadas de 1970 e 1980, a repentina tomada do poder pelos militares”, lembra O’Grady. “Os ditadores do século XXI estão copiando Hugo Chávez, que consolidou seu governo tomando o controle das instituições democráticas enquanto era popular e depois prendeu seus oponentes ou os exilou.”

Ela também afirma que o presidente conservador de El Salvador, Nayib Bukele, “criou sua própria versão do chavismo”, demitindo e substituindo todos os membros da mais alta corte constitucional do país em 2021. “O devido processo legal, a liberdade de expressão e a liberdade de reunião não existem mais”, diz a colunista, observando que Bukele agora controla inclusive o tribunal eleitoral.

“Ainda não é tarde para salvar o Brasil” da ditadura

Mary Anastasia O’Grady pondera que “desenvolvimentos recentes oferecem esperança de que uma tomada de poder gradual, construída ao longo de seis anos, possa ser revertida”, disse referindo-se ao endurecimento do regime no Brasil.

“O problema em Brasília começou em 2019, quando o Supremo Tribunal Federal alegou ser vítima de calúnias e ameaças, invocando uma regra interna que lhe dava o poder de abrir ‘inquéritos’ secretos sobre supostos crimes contra seus membros”, disse a jornalista, que há anos acompanha de perto a situação política no País.

“Primeiro veio o ‘inquérito das fake news’, no qual a Corte se colocou simultaneamente como iniciadora, investigadora e julgadora — uma violação dos direitos constitucionais dos brasileiros, que têm direito a ver seus casos criminais julgados nos tribunais locais e estaduais, com acusações feitas por promotores locais e estaduais”, história.

“Alexandre de Moraes, conhecido por sua oposição ao então presidente Jair Bolsonaro, foi escolhido a dedo pelo então presidente do STF, José Antonio Dias Toffoli, para conduzir o inquérito, apesar de o sorteio aleatório ser a regra”, disse, demonstrando estar bem informada também sobre questões próprias do Supremo.

Omissão do Senado

O artigo no Wall Street Journal cita as violações à Lei diante da omissão do Senado Federal, que tem o papel constitucional de impor limites ao STF.  “Investigadores passaram a vigiar contas de redes sociais de pessoas politicamente incorretas, criminalizar suas opiniões e prendê-las preventivamente. Alguns juristas acusaram a Corte de violar a imparcialidade, a liberdade de expressão e o sistema adversarial de justiça. O Senado, no entanto, se omitiu diante do dever de disciplinar o tribunal.”

A descondenação de Lula

“A decisão do STF, em março de 2021, de anular a condenação por corrupção de 2017 do ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva — confirmada duas vezes em instâncias superiores — inflamou ainda mais a direita brasileira”, diz o artigo. “Os ‘deploráveis’ recorreram às redes sociais”, diz a jornal, e “a Corte tentou silenciá-los, mas alguns influenciadores estavam fora do país e fora do alcance dos ministros. Em julho de 2021, veio o “inquérito das milícias digitais”, mirando empresas de tecnologia e suas plataformas, obrigando-as a censurar conteúdo e desmonetizar brasileiros com opiniões consideradas inaceitáveis. O não cumprimento resultaria na proibição de operar no Brasil.

TSE exercendo papel político

Para O’Grady, “Moraes também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral durante a eleição presidencial de 2022, que colocou Lula contra o então presidente Bolsonaro. O ministro tornou o tribunal significativamente mais político, monitorando e censurando discursos de partidos, candidatos e cidadãos com quem discordava.” Na conclusão do seu relato em que resume os acontecimentos dos últimos anos no Brasil, a articulista diz que, “quando Lula foi declarado vencedor, a polarização se agravou. Parte dos apoiadores de Bolsonaro se recusou a aceitar o resultado, pedindo intervenção militar e organizando protestos pacíficos em frente a quartéis por meses.”

Diário do Poder

“É caso vergonhoso e de cadeia”, diz deputado sobre denúncias de abusos praticados por ministros do STF

Para o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo- as informações reveladas pelos jornalistas Eli Vieira, David Ágape e Michael Shellenberger são “mais do que suficientes” para decretar a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, estariam cometendo abusos. As declarações referem-se ao escândalo da Vaza Toga 2 e tornaram-se públicas depois da apresentação de documentos que, de acordo com a imprensa, reforçam denúncias de violações de direitos fundamentais e uso político do sistema de Justiça.

O parlamentar afirmou que o Brasil vive um “nível de insensatez absurdo”. Marcel criticou decisões judiciais que mantêm pessoas presas preventivamente “unicamente por publicações em redes sociais”. Para ele, tais condutas têm caráter “completamente político e ditatorial”. Para Van Hattem, parte da sociedade perdeu a noção da realidade “pelo ódio ao seu oponente”. Ele argumenta que as ações descritas pelos jornalistas indicam que a intenção dos responsáveis não é fazer justiça, mas “utilizar-se das instituições judiciárias para reprimir e emudecer adversários”.

Jornal da Cidade Online

Flavio Dino mantém processo de desafeto no Maranhão e alivia Rui Costa na roubalheira dos respiradores

Causou estupefação na política maranhense a decisão de Flávio Dino, que mandou para o Superior Tribunal de Justiça ação envolvendo Rui Costa no escandaloso caso dos respiradores, quando o ministro da Casa Civil era governador da Bahia e chefe do “Consórcio Nordeste”. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Já na ação contra o desafeto e governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), este segue no Supremo.

Aqui comigo

Contra Brandão, a ação é sobre cobiçada nomeação ao Tribunal de Contas estadual. Aliado de Dino que queria a cadeira foi ignorado.

Esse desce

Com Costa, Dino acatou curiosa manifestação da PGR que considerou que como o petista era governador, à época, o caso deve ir para o STJ.

Duas medidas

Com o ex-aliado, que é governador e cujo foro é de fato o STJ, Dino ignora alegação semelhante da PGR e da Advocacia-Geral da União.

Fora da lei

A presidente da Assembleia maranhense, deputada Iracema Vale (PSB), criticou o imbróglio, acha que a intervenção não tem base legal.

Coluna do Claudio Humberto

A infame “certidão” utilizada pelo gabinete de Alexandre de Moraes para incriminar “adversários políticos”

Cidadãos comuns foram fichados de acordo com o posicionamento ideológico. Isso é algo típico de ditadura. Reportagem publicada originalmente no site do jornalista Cláudio Dantas, pelo jornalista Eli Vieira, mostra como esse tipo de ‘documento’ enviado por uma assessora de Moraes, serviu exclusivamente para incriminar manifestantes de direita. “No ordenamento jurídico brasileiro, uma ‘certidão’ geralmente é um documento público que atesta a existência, conteúdo ou estado de algum fato que esteja sob a guarda de um agente público que possa dar fé disso. Vale como prova deste fato, até que se demonstre falsidade. Nas revelações da Vaza Toga 2, foi este o nome escolhido para relatórios produzidos por uma assessoria ‘antidesinformação’ do Tribunal Superior Eleitoral a mando do ministro Alexandre de Moraes.

As ‘certidões’ diziam respeito aos detidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 (muitos, contudo, estavam no acampamento de protesto em frente ao Quartel-General do Exército e foram presos no dia seguinte). Os documentos eram produzidos pela equipe de Eduardo Tagliaferro com base em postagens de redes sociais dos detidos, e há diferentes indícios de que foram usadas por Moraes como critério decisório sobre quais detenções seriam convertidas em prisão preventiva. As ‘certidões positivas’, na amostra de 69 certidões da investigação, eram uma garantia de que o detido continuaria preso. Já as ‘negativas’ poderiam ou não resultar em liberdade provisória. Em uma das mensagens vazadas mais informativas, a chefe do gabinete de Alexandre de Moraes no STF, Cristina Yukiko Kusahara, disse a Tagliaferro que a PGR pediu liberdade provisória para 20 pessoas, ‘mas o ministro não quer soltar sem antes a gente ver nas redes se tem alguma coisa’. Não eram documentos públicos, nem foram entregues à defesa dos acusados. Todos citam em seu cabeçalho o processo eletrônico ‘PET 10820’, de relatoria de Moraes no STF, supostamente público. A reportagem revela, agora, com modelo de ‘certidão positiva’ enviado por Kusahara a Tagliaferro no grupo de WhatsApp que era usado para coordenar os trabalhos a mando de Moraes. Ela enviou o modelo em 13 de janeiro de 2023, apenas 33 segundos após Tagliaferro perguntar ‘Algum texto padrão para positivo e negativo ou só certifica mesmo?’

Como se vê no modelo, o conteúdo a ser certificado era vago, mas a origem era pré-estabelecida: ‘Ocorrências em redes sociais’. Para o advogado João Paulo Rocha, formado pela Universidade Estadual de Londrina, ‘chega a ser meio pitoresca a forma como essa ‘certidão positiva’ foi redigida’. Após analisar as quatro certidões positivas publicadas no relatório investigativo da ONG Civilization Works e na reportagem do portal Public, ambos de Michael Shellenberger, Rocha diz que ‘do documento não se pode depreender sequer do que a certidão é positiva. A certidão atesta a existência do quê, exatamente? Os servidores do TSE ficaram constrangidos de constar’, comentou o advogado no X.

Kusahara, por vezes, também foi vaga quanto ao propósito da certidão, mas disse que serviria para ‘separar as hipóteses’ após informar que ‘temos 1200 pessoas custodiadas, a maioria delas vai ser liberada’. Somando-se ao fato de que não consta da lista de liberdade provisória emitida pelo próprio STF ninguém que tenha recebido, na amostra da investigação, uma certidão positiva, parece evidente o propósito: o fichamento de cidadãos comuns, segundo seu posicionamento político-ideológico.”

Sim, coisa de ditadura…

Jornal da Cidade Online

Denúncias graves da Vaza Toga 2 expõem força-tarefa secreta com supostos abusos do STF e TSE

Em 4 de agosto de 2025, a apresentação da Vaza Toga 2 no Senado transformou a Casa em palco de um embate sem precedentes sobre os limites do poder do Judiciário brasileiro. Documentos, áudios e mensagens vazados, atribuídos a jornalistas como Michael Shellenberger, David Ágape e Eli Vieira, reacenderam o debate sobre supostos abusos cometidos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especialmente sob a condução do ministro Alexandre de Moraes.

O material, comparado por analistas à Vaza Jato de 2019, indica a possível criação de uma força-tarefa secreta dentro do Judiciário para monitorar redes sociais, utilizar dados biométricos e produzir relatórios informais de inteligência. Essas informações teriam fundamentado prisões e bloqueios de contas bancárias, muitas vezes sem provas concretas ou direito ao contraditório. A oposição afirma que houve violação explícita da Constituição; aliados do governo acusam adversários políticos de tentar enfraquecer as instituições e blindar Jair Bolsonaro.

As denúncias citam nomes e funções de integrantes desse núcleo paralelo. No centro da coordenação estaria Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Moraes no STF, que administrava um grupo de WhatsApp usado para repassar ordens e instruções operacionais. No TSE, Eduardo Tagliaferro, então chefe da Unidade Especial de Combate à Desinformação, seria responsável por elaborar as chamadas “certidões”, documentos sem valor jurídico formal, mas que serviam como base para manter presos do 8 de janeiro sem provas materiais. O juiz auxiliar Marco Antônio Martins Vargas, também do TSE, teria dado aparência legal a essas ações. Já Airton Vieira, juiz e assessor judicial no STF, atuava nas audiências de custódia e ajudava a formatar relatórios para aparentar legalidade.

Além do núcleo interno, as denúncias apontam “parceiros externos” não oficiais. Entre eles, a Agência Lupa, que teria coletado informações em redes sociais e grupos privados; a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que teria fornecido suporte técnico para análise e cruzamento de dados; e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que teria colaborado academicamente na classificação e monitoramento de alvos. Essas ações incluiriam infiltração em grupos de WhatsApp e Telegram sem mandado judicial, envio de informações para e-mails pessoais de autoridades e uso de critérios ideológicos para determinar prisões preventivas.

O caso ganhou fôlego em duas frentes no Congresso. Na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, senadores denunciaram perseguição ideológica em decisões do STF, citando o caso do coronel Jorge Eduardo Naime, que pede a anulação de seu processo alegando manipulação de provas. Na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, o depoimento de Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, inflamou o debate ao acusar a USAID de financiar ações de censura digital durante as eleições de 2022. A oposição e a base governista se dividiram imediatamente: de um lado, o discurso de “conspiração internacional” contra Bolsonaro; do outro, a defesa de que as medidas visavam conter ameaças golpistas.

A tensão chegou ao plenário. Deputados e senadores aliados do ex-presidente obstruíram votações exigindo o impeachment de Moraes, a anistia dos condenados pelo 8 de janeiro e o fim do foro privilegiado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rejeitou abrir processo contra o ministro, afirmando que “nem com 81 assinaturas” o faria, mas prometeu pautar a anistia. A prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada dias, antes acendeu protestos nas ruas e inflamou discursos no Congresso.

No meio jurídico, a Ordem dos Advogados do Brasil pediu “pacificação”, mas foi acusada por oposicionistas de omissão. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, classificou as denúncias como “tempestades fictícias”. Moraes declarou que todos os procedimentos foram documentados e enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR e o Conselho Nacional de Justiça arquivaram representações contra o ministro por falta de indícios de ilegalidade. A Polícia Federal, por sua vez, indiciou Eduardo Tagliaferro por violação de sigilo funcional, sem conexão direta com Moraes.

Para parlamentares como Rogério Marinho e Sóstenes Cavalcante, o caso expõe um “direito penal do inimigo”, no qual o próprio relator acumula funções de investigador, acusador e juiz, ferindo o princípio da separação dos poderes e o devido processo legal. Entre os exemplos citados estão a prisão de uma idosa de 74 anos acusada de “se esconder” e a detenção de um homem por publicações feitas nas redes sociais em 2018. Juristas como Ives Gandra Martins e Luiz Fernando Casagrande Pereira apontam excesso de protagonismo judicial e falhas no contraditório. Articulistas como J. R. Guzzo e Malu Gaspar afirmam que o STF vive sob uma “juristocracia” marcada por decisões de ocasião. Os documentos vazados, somando mais de seis gigabytes, indicam ausência de cadeia de custódia, uso de provas frágeis e centralização de poder em um único ministro. Há ainda menções à Lei Magnitsky, que poderia embasar sanções internacionais por supostas violações de direitos humanos.

As “certidões” do 8 de janeiro são apontadas como o exemplo mais contundente da prática denunciada. Criadas pela força-tarefa, não tinham valor jurídico formal, não eram apresentadas às defesas e não faziam parte dos autos, mas serviam para manter manifestantes presos por meses ou anos. Entre os critérios estariam críticas ao STF, apoio a Bolsonaro, uso de roupas verde-amarelas, curtidas em publicações sobre urnas eletrônicas, participação em grupos do Telegram e até o compartilhamento de memes.

Sem investigação independente, o caso foi capturado pelo jogo político, cada lado moldando-o para reforçar sua narrativa. O risco institucional é claro: obstruções paralisam o Legislativo e a confiança no Judiciário se deteriora. A Vaza Toga 2 não é apenas um escândalo sobre provas frágeis e vigilância política, mas um alerta sobre o estado da democracia brasileira, cada vez mais refém da disputa pelo controle da narrativa.

Carlos Arouck

Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

As 5 denúncias da embaixada americana contra Alexandre de Moraes e o silêncio do magistrado

A Embaixada dos Estados Unidos passou a utilizar as redes sociais para denunciar o ministro Alexandre de Moraes. Foram pelo menos 5 denúncias diretas ao magistrado.

O site poder 360 fez um breve relato desses casos. Confira:

“Defesa de Bolsonaro

Logo após o anúncio da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, a embaixada divulgou nota endossando o discurso de Donald Trump em defesa de Bolsonaro: ‘A perseguição política contra ele, sua família e seus apoiadores é vergonhosa’. Depois, o órgão traduziu post de Darren Beattie, subsecretário de Trump, sobre uma carta em que o presidente dos EUA condena as ações contra Bolsonaro.

‘Caça às bruxas’

Em 18 de julho, quando Alexandre Moraes e outros ministros do Supremo Tribunal Federal tiveram os vistos americanos revogados, o perfil da embaixada republicou mensagem do secretário de Estado, Marco Rubio, em que afirma ter sido motivado pelo que as autoridades daquele país classificaram como ‘política de caça às bruxas’ do magistrado, que ‘criou um complexo de perseguição e censura’.

‘Perseguição e censura’

A embaixada voltou a traduzir e respostar mensagem de Darren Beattie no dia 24 de julho, quando o subsecretário de Trump publicou que Moraes seria o ‘coração pulsante do complexo de perseguição e censura’ contra Jair Bolsonaro. Ele afirmou ainda que o governo dos EUA estava ‘prestando atenção e agindo’. Beattie atua em um órgão que equivale ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

‘Que isso sirva de alerta’

Seis dias depois, quando os Estados Unidos anunciaram a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes, o perfil da embaixada traduziu uma mensagem de Marco Rubio afirmando que o ministro teria cometido ‘graves violações’ de direitos humanos.

‘Que isso sirva de alerta a todos que atropelam os direitos fundamentais de seus compatriotas: togas não oferecem proteção contra a justiça’, escreveu.

Ameaça

Na última quinta-feira, o perfil oficial do órgão divulgou um novo post de Darren Beattie no qual chama Moraes de ‘principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores’. Em outro trecho ameaça ‘aliados’ do ministro do STF. ‘Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar sua conduta’, diz a publicação.”

Moraes mantém silêncio.

Jornal da Cidade Online

 

STF decide que Ministério Público pode interferir em entidades desportivas, como a CBF e federações estaduais

O Plenário do Supremo Tribunal Federal formou maioria para decidir que o Ministério Público tem legitimidade para intervir em assuntos de entidades desportivas em casos de ofensas a direitos. O julgamento está marcado para terminar às 23h59 desta sexta-feira (8/8). Na mesma ação, discutia-se a permanência de Ednaldo Rodrigues na presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas esse pedido foi arquivado, pois o ex-presidente da entidade foi afastado do cargo e desistiu do recurso.

STF decidiu que MP pode interferir em questões de direito de entidades desportivas

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) moveu a ação no STF para questionar intervenções judiciais e do MP em entidades desportivas. O embate começou com um termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado entre o MP e a CBF em 2022 para encerrar discussões sobre alterações estatutárias promovidas pela entidade desportiva. O acordo permitiu a eleição de Ednaldo. Em dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou o TAC e destituiu Ednaldo da presidência da CBF.

No mês seguinte, o PCdoB alegou que a anulação do TAC contrariava o artigo a autonomia dessas associações, garantida pela Constituição, e violava as prerrogativas do MP. Poucos dias depois, Gilmar suspendeu a decisão do TJ-RJ e Ednaldo pôde reassumir o cargo. No último mês de maio, o TJ-RJ afastou Ednaldo da presidência da CBF, devido a indícios de irregularidades no acordo feito entre a entidade e dirigentes da Federação Mineira de Futebol (FMF) pelo fim dos questionamentos sobre a assembleia geral eleitoral de 2022. Pouco depois, Ednaldo desistiu de seu pedido no STF por meio do qual tentava voltar ao cargo, mas a discussão sobre o mérito da ação permaneceu.

Voto do relator

O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, entendeu que o MP tem legitimidade para atuar em assuntos referentes às entidades desportivas em caso de ofensa a direitos, mas que o Estado e o Judiciário não podem intervir em questões internas dessas associações. Ele foi acompanhado até o momento pelos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Para Gilmar, o MP tem legitimidade para atuar em assuntos ligados às entidades desportivas e à prática de esporte quando houver ofensa a direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos, e também quando entender necessária a proteção do patrimônio público social e cultural brasileiro.

Ele ainda propôs que não é possível a atuação estatal, incluído o Judiciário, em questões meramente internas das entidades desportivas, especialmente no que diz respeito à autogestão dessas associações. Na visão do relator, a intervenção judicial deve se restringir às hipóteses em que leis desportivas contrariam a Constituição e a atuação estatal só pode acontecer em caso de investigação de ilícitos penais e administrativos relacionados às entidades.

“A legitimidade do Ministério Público para atuar em assuntos referentes às entidades desportivas e à prática do desporto se mostra salutar com ainda maior intensidade no que se refere à esfera extrajudicial, tendo em vista que as medidas dessa natureza, em especial a celebração de TACs, tendem a privilegiar a consensualidade”, afirmou.

Fonte: CONJUR

Empresa da família do ministro Luís Barroso teria filiais em paraísos fiscais

Telube investe onde há isenção de impostos e falta transparência pública comuns a países democráticos. Varanda no prédio em que a empresa da família do ministro Barroso tem apartamento em Miami. A empresa de familiares do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que registrou um apartamento avaliado em cerca de R$ 27 milhões em Miami voltou à pauta de debates, após a identificação de supostas filiais da Telube Florida LLC, em paraísos fiscais.  A discussão sobre ética pública e conflito de interesse envolve a descoberta de empresas registradas com o nome “Telube” integrando suas razões sociais, em jurisdições do exterior que protegem investimentos da cobrança de impostos e da transparência pública comuns a países democráticos.

Em publicações que circulam nas redes sociais, a offshore é citada como tendo filial em Singapura. Além de ter mencionados registros de empresas com nomes formados pelas sílabas iniciais de parentes de Barroso: na Holanda Telube C.V.; em Curaçao, Stichting Telube; e nas Ilhas Virgens Britânicas, Telube (BVI) Ltda.  A mais recente dessas empresas foi a registrada quando Barroso já presidia o STF, em novembro de 2024, nas Ilhas Virgens Britânicas. Em anúncios, investidores são atraídos para este paraíso fiscal oferecendo garantia de que esta jurisdição oferece “impostos mínimos sobre propriedade e folha de pagamento”, além de “isenções fiscais, políticas de confidencialidade, estabilidade jurídica, acesso ao mercado e uma forte reputação bancária”.

A Telube é a junção das sílabas “Te” de Tereza Cristina Van Brussel Barroso, esposa falecida do ministro; “lu” de Luna van Brussel Barroso, filha; e “be” de Bernardo van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo.

Diário do Poder

Secretamente, Trump ordena ação militar na América Latina contra cartéis de droga

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou secretamente uma diretriz para o Pentágono começar a usar força militar contra cartéis de drogas na América Latina, considerados grupos terroristas, segundo fontes ouvidas pelo jornal The New York Times, em reportagem publicada nesta sexta-feira (8). A decisão cria uma base oficial para a possibilidade de operações militares diretas em solo estrangeiro. Autoridades militares dos EUA começaram a elaborar opções sobre como os militares poderiam perseguir os grupos.

Donald Trump pressiona as autoridades para ampliar o combate ao crime organizado.

Em fevereiro, o governo americano designou seis cartéis mexicanos e duas gangues latino-americanas como organizações terroristas. Entre os grupos listados estão o Tren de Aragua, facção criminosa nascida em prisões venezuelanas e hoje presente em ao menos oito países sul-americanos, e a Mara Salvatrucha (MS-13), gangue fundada em Los Angeles por imigrantes de El Salvador, conhecida por sua brutalidade e tráfico internacional de drogas. A medida também atinge os principais cartéis mexicanos: Sinaloa, Jalisco Nova Geração, Cartéis Unidos, Cartel do Nordeste, Clã do Golfo e Família Michoacán. Há duas semanas, o governo Trump também adicionou o Cartel de los Soles, da Venezuela, à lista, afirmando que o grupo é liderado pelo presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, e outros funcionários do governo venezuelano.

Em paralelo, nesta sexta-feira, o governo dos EUA dobrou uma recompensa, agora oferecendo US$ 50 milhões, por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro.

De acordo com Washington, o ditador Maduro violou as leis de narcóticos americanas e tomou o poder de forma não democrática na Venezuela. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a procuradora-geral, Pam Bondi, acusou o presidente venezuelano de ter ligações com grupos criminosos, como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa. Ela também disse que a DEA, agência anti-drogas dos Estados Unidos, aprendeu 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus associados.

Jornal da Cidade Online