Empresa da família do ministro Luís Barroso teria filiais em paraísos fiscais

Telube investe onde há isenção de impostos e falta transparência pública comuns a países democráticos. Varanda no prédio em que a empresa da família do ministro Barroso tem apartamento em Miami. A empresa de familiares do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que registrou um apartamento avaliado em cerca de R$ 27 milhões em Miami voltou à pauta de debates, após a identificação de supostas filiais da Telube Florida LLC, em paraísos fiscais.  A discussão sobre ética pública e conflito de interesse envolve a descoberta de empresas registradas com o nome “Telube” integrando suas razões sociais, em jurisdições do exterior que protegem investimentos da cobrança de impostos e da transparência pública comuns a países democráticos.

Em publicações que circulam nas redes sociais, a offshore é citada como tendo filial em Singapura. Além de ter mencionados registros de empresas com nomes formados pelas sílabas iniciais de parentes de Barroso: na Holanda Telube C.V.; em Curaçao, Stichting Telube; e nas Ilhas Virgens Britânicas, Telube (BVI) Ltda.  A mais recente dessas empresas foi a registrada quando Barroso já presidia o STF, em novembro de 2024, nas Ilhas Virgens Britânicas. Em anúncios, investidores são atraídos para este paraíso fiscal oferecendo garantia de que esta jurisdição oferece “impostos mínimos sobre propriedade e folha de pagamento”, além de “isenções fiscais, políticas de confidencialidade, estabilidade jurídica, acesso ao mercado e uma forte reputação bancária”.

A Telube é a junção das sílabas “Te” de Tereza Cristina Van Brussel Barroso, esposa falecida do ministro; “lu” de Luna van Brussel Barroso, filha; e “be” de Bernardo van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo.

Diário do Poder

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