STF decide com o voto do relator Flavio Dino e da maioria, contra a recuperação judicial e falência de estatais

O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, decidiu que a recuperação judicial e a falência não se aplicam a empresas estatais. O julgamento ocorreu no Plenário virtual e se encerrou na noite de sexta-feira (17/10).

O caso é de repercussão geral, ou seja, a tese estabelecida serve para casos semelhantes nas demais instâncias da Justiça. Conforme o inciso I do artigo 2º da Lei de Recuperação Judicial e Falências, empresas públicas (cujo capital é 100% do Estado) e sociedades de economia mista (empresas com capital público e privado, mas controladas pelo Estado, que tem a maioria das ações) não podem passar por esses procedimentos. Mesmo assim, uma estatal de obras e urbanização do município de Montes Claros (MG) pediu recuperação judicial, diante da sua grave crise financeira.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou o pedido, com base no trecho da lei.

Os desembargadores apontaram que uma empresa pública só pode ser extinta (ou criada) se houver autorização legal, explicaram que essa regra busca resguardar o interesse público e indicaram que a Lei de Recuperação e Falências é incompatível com o “regime jurídico misto” das estatais. No recurso ao STF, a estatal municipal lembrou que, de acordo com o inciso II do parágrafo 1º do artigo 173 da Constituição, empresas públicas devem estar sujeitas ao “regime jurídico próprio das empresas privadas”. Assim, a recuperação judicial e a falência se aplicariam a elas.

A empresa mineira explicou que algumas estatais foram criadas para prestar serviços públicos e outras foram criadas para explorar atividades econômicas.

Na sua visão, é injustificável proibir a aplicação da recuperação judicial e da falência a esse segundo grupo. A ideia é que isso compromete a livre concorrência, pois haveria um tratamento diferenciado em relação a empresas privadas, que também exploram atividades econômicas.

Voto do relator

O ministro Flávio Dino, relator do caso, validou a regra atual que impede a aplicação da Lei de Recuperação Judicial e Falências às empresas públicas e sociedades de economia mista, mesmo se elas explorarem atividades em concorrência com a iniciativa privada. Ele foi acompanhado pelos demais ministros.

Dino explicou que, “de acordo com a doutrina especializada”, se as crises das estatais fossem submetidas à “solução normal de mercado”, haveria risco de “graves perturbações socioeconômicas”, devido ao interesse público envolvido na exploração das atividades.

Segundo o relator, decretar a falência de uma empresa pública ou sociedade de economia mista “transmitiria a impressão de falência do próprio Estado, o que é inconcebível”.

Na sua visão, se o Estado adotou uma forma de atuar na economia por meio dessas empresas — para atender a algum interesse coletivo ou pela segurança nacional —, o Judiciário não pode determinar que elas sejam retiradas do mercado.

Isso porque as estatais são criadas devido à existência de um interesse público ou coletivo. Assim, para ele, as Varas Cíveis ou de Falência não podem sacar essa atividade do mercado “por argumentos genéricos de insolvência jurídica”. Apenas o próprio Estado pode tomar essa decisão.

O magistrado também ressaltou que, para se retirar uma estatal do mercado, é necessária uma lei específica. Isso está previsto no inciso XIX do artigo 37 da Constituição e “há consenso na doutrina”. A lei em questão deve prever como aconteceria a retirada, o pagamento aos credores, a liquidação da empresa etc.

Foi o que ocorreu com a Rede Ferroviária Federal (RFFSA), uma sociedade de economia mista voltada ao transporte ferroviário, que foi extinta em 2007. Uma lei daquele ano detalhou o que seria feito com os créditos e com o patrimônio da estatal. Segundo o ministro, o procedimento seguiu “a simetria das formas: nasce por lei, morre por lei”.

Fonte: CONJUR

 

Governo Lula já fala na morte do ‘SUS da Segurança,’ que visa extinguir a carreira de delegados

O clima no Ministério da Justiça é de fim de festa com a tramitação na Câmara da proposta do ministro Ricardo Lewandowski que cria o tal “SUS da Segurança”. Por ora, Mendonça Filho (União-PE), que não é o relator dos sonhos do governo, até é poupado de críticas, centradas no presidente da Casa, Hugo Motta, acusado de falta de emprenho na pauta, e no secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, que é deputado federal influente na comissão especial e na oposição.

Desagrada geral

Associações de delegados, como a ADPESP, pressionam contra o texto, dizem que tem emendas que pretendem extinguir a carreira de delegado.

Só lamurias

Do lado governista, o próprio Lewandowski anda desgostoso com a tramitação da proposta. Se queixa da luta solitária para avançar o texto.

Ladeira abaixo

A tramitação, que já se arrasta, piorou com fala de Lula desmoralizando os parlamentares ao julgar “baixo nível” do Congresso.

Coluna do Claudio Humberto

Hugo Motta conseguiu a antipatia da direita à esquerda. A aliança com Lula, perdeu a confiança na Câmara

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), conseguiu a façanha de ser desprezado pela esquerda, que o vaiou impiedosamente no Rio, quarta (15), e pela direita, que não deixará por menos na primeira oportunidade. Eleito pela maioria conservadora da Câmara, Motta escolheu se aliar a Lula (PT), que, por isso mesmo, parece ter perdido o respeito, a ponto de afrontar e ridicularizar a Casa que ele preside, publicamente, acusando-a de ser de “baixo nível”. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Em vez de reagir com dignidade, Motta abaixou a cabeça e disse que o alvo foi só a “extrema direta”, como se não fossem parlamentares. Deputados queriam Motta revoltado com o insulto de Lula, mas ele gastou indignação falando mal da cobrança de mala de mão nos aviões. O xingamento de Lula diz menos sobre Motta e mais sobre a conhecida estratégia petista de assassinar reputações quando se sente ameaçado.

Diário do Poder

FBI entra em cena da prisão de Felipe Martins, temida por Alexandre de Moraes, por uso de documento falso

O FBI iniciou uma investigação sobre uma falsificação em um documento que teria embasado a prisão de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. A informação foi divulgada pela defesa de Martins, representada pelo advogado Ricardo Fernandes. Segundo o advogado, há indícios de manipulação em registros migratórios apresentados no processo, e tanto autoridades americanas quanto brasileiras apuram como o documento fraudado teria sido criado e utilizado. O caso ganhou força após o governo dos Estados Unidos confirmar oficialmente que Martins não entrou no país na data mencionada pela acusação.

“Nós acreditamos que essa situação nova, essa nota apresentada pelo governo americano, muda substancialmente o cenário do nosso cliente e talvez de todos os outros envolvidos no processo”, afirmou Fernandes.

A defesa sustenta que a prisão preventiva de Filipe Martins foi fundamentada em um arquivo digital encontrado no computador do tenente-coronel Mauro Cid, delator no caso.

“A prisão preventiva dele foi pedida com base em um documento encontrado no computador do delator Mauro Cid. Um documento, ou seja, um documento editável, sem qualquer segurança de que aqueles dados estavam de fato corretos”, explicou o advogado.

Para comprovar a inconsistência, Fernandes disse ter buscado diretamente o CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos), em Orlando. O órgão teria confirmado que não há registro de entrada de Martins na data investigada.

“Consultamos o I-94, documento oficial de registro de entrada nos EUA, e o CBP afirmou categoricamente: não existe registro, pois não há viagens do Sr. Filipe Martins nessa data. A última entrada dele nos Estados Unidos foi em Nova York, em setembro de 2022”, detalhou.

O advogado considera plausível a hipótese de manipulação de provas, mas afirma que detalhes do caso estão sob sigilo judicial. Segundo ele, a Polícia Federal já possuía dados que comprovavam que Martins não havia deixado o Brasil — informações obtidas por meio de geolocalização de celular e registros de aplicativos de transporte.

“A Polícia Federal sabia que Filipe Martins jamais deixou o país. Desde outubro de 2023, eles tinham os dados de geolocalização do celular dele e as informações de Uber, inclusive em tempo real. Mesmo assim, pediram a prisão com base apenas em uma lista”, disse Fernandes.

O advogado classificou a prisão do ex-assessor como “precipitada e baseada em elementos frágeis”, destacando que os novos desdobramentos poderão alterar de forma significativa o rumo do processo. A apuração do FBI, caso confirme a fraude, pode colocar em xeque não apenas a legalidade da prisão, mas também a conduta das autoridades envolvidas na investigação, principalmente Alexandre de Moraes.

Jornal da Cidade Online

A bacia de Pilatos

                                                                                                                       *Percival Puggina

Em um dos acontecimentos marcantes desta semana, o ministro Luís Roberto Barroso anunciou, entre lágrimas, que deixaria o posto de ministro do Supremo Tribunal Federal. Sob sua presidência, a Corte despencou no apreço popular. Não apenas acirrou-se o ativismo. A “vertiginosa ascensão política do Supremo” foi proclamada pelo ministro como um feito da Constituinte de 1988 enquanto, em plena atividade política, negava o ativismo e o protagonismo político do Supremo.

Se apenas a justiça padecesse, a situação já seria seriíssima. Tudo piora, porém, quando, ali em frente, a legítima representação política se ressente das ameaças, das desautorizações e das imposições que cruzam a praça como se Têmis lançasse mísseis sobre as duas cúpulas do parlamento nacional. Não é do bom feitio de um tribunal constitucional derrotar tal ou qual corrente política! Menos ainda corresponde à sua missão derrotar sempre a corrente a que dirige frequentes descomposturas. Se um dia existiram no Brasil, arautos do rei perderam o emprego há muito tempo.

Ocorreu-me outro dia a seguinte indagação: qual a semelhança entre um DCE de esquerda e a atual composição do STF? A resposta me veio da antiga parábola do Boneco de Sal. Procure-a por aí, é altamente educativa. Em síntese, o boneco de sal quis conhecer o mar, mas esse conhecimento só aconteceu quando perdeu a própria individualidade desintegrando-se, mar adentro, na natureza daquele que o desafiava a esse conhecimento. É o que fazem os coletivismos com suas exacerbações e comandos. Nos “coletivos” de esquerda, como tantos DCEs, sindicatos, organismos e movimentos sociais, ocorre essa desintegração das individualidades. As perdas pessoais se tornam visíveis ao longo do processo, percebidas pelos pais, pelos antigos amigos e por todos que conheceram cada um, antes dessa destruição. Nos “coletivos”, os membros cometem excessos que não cometeriam antes, assumindo o aspecto comum, açulado, de matilha, contra quem julgam merecer seu incivilizado repúdio.

No STF, o “coletivo” se chama “colegialidade”. A colegialidade sobre estas convicções anteriores, contrasta textos antigos produzidos para as bibliotecas acadêmicas, faz de conta que não lembra os apropriados e próprios comentários à Constituição, lidos e relidos por estudantes e – quem sabe? – até por militantes de … DCEs.

Por essas e outras, creio que deveria haver uma bacia de Pilatos na saída de certos plenários e de certas “plenárias”. Por essas e por outras, enfim, recuso qualquer coletivo que se oponha à natureza única e insubstituível, da pessoa humana, criada num ato de bondade divina. Bondade, aliás, desse mesmo Deus que é juiz no tribunal da eternidade e permite a seus filhos viver com Ele, sem Ele ou contra Ele, o imenso dom da liberdade.

*Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org),

 

98% dos membros do Ministério Público receberam pagamentos acima do teto constitucional

Transparência Brasil aponta que R$1,4 bilhão em pagamentos adicionais não têm descrição clara nos contracheques. O Maranhão aparece na lista dos que receberam valores superiores ao teto.

Levantamento da organização Transparência Brasil revelou que 98% dos 11,7 mil membros do Ministério Público receberam salários acima do teto constitucional ao longo de 2024. Os dados abrangem promotores e procuradores de Justiça em 25 unidades da federação, tanto nos estados quanto na esfera federal. O teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46.366,19 mensais, corresponde à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e representa o limite máximo permitido para o funcionalismo público.

Embora gratificações como o 13º salário e o terço de férias tenham sido excluídas do cálculo, o levantamento mostra que o desrespeito ao teto é amplamente disseminado. Segundo a Transparência Brasil, ao menos R$ 2,3 bilhões foram pagos acima do teto constitucional ao longo do último ano. Desse total, cerca de 77% dos membros do MP ultrapassaram o limite legal em mais de R$ 100 mil cada.

Os chamados “penduricalhos”, benefícios por acúmulo de função, como licença-compensatória, gratificação por exercício cumulativo e cumulação de acervo, representaram R$ 687,4 milhões em pagamentos. Contudo, o relatório aponta ainda maior preocupação com a falta de transparência: R$ 1,4 bilhão pagos em 2024 não tiveram identificação clara sobre sua natureza nos contracheques.

Em dez estados, todos os membros do Ministério Público receberam valores superiores ao teto: Alagoas, Mato Grosso, Goiás, Amazonas, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia e Acre.

Outros quatro estados, Amapá, Pernambuco, Sergipe e Espírito Santo, tiveram apenas um membro que não ultrapassou o limite. O Rio de Janeiro lidera o ranking com a maior média salarial bruta: R$ 76,2 mil por mês, bem acima do teto constitucional. De todas as unidades analisadas, apenas o Ministério Público Militar manteve seus vencimentos médios dentro do limite legal.

Diário do Poder

Barroso se despede do STF com lágrimas nos olhos, sangue nas mãos e como verdadeiro Mané Perdedor

O ministro Luís Roberto Barroso antecipou sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal. Poderia permanecer na Corte por quase uma década, mas decidiu sair agora, em um momento de melancolia, desgaste e distância crescente entre o magistrado e a opinião pública. A saída precoce de Barroso carrega o peso simbólico de uma trajetória marcada por brilho acadêmico e, ao mesmo tempo, por decisões e posições que dividiram profundamente o país. Dono de um discurso sereno e linguagem rebuscada, o ministro jamais conseguiu converter essa retórica em admiração popular. Sai sob um manto de rejeição e incompreensão.

Parte também o homem que construiu boa parte de sua vida acadêmica, econômica e familiar nos Estados Unidos, país que, ironicamente, lhe fechou as portas após o cancelamento de seu visto e de seus familiares pelo governo Trump, em razão do apoio dado a Alexandre de Moraes, acusado sob a Lei Magnitsky de violações de Direitos Humanos. O episódio abalou não apenas o prestígio internacional de Barroso, mas também suas expectativas de uma aposentadoria confortável no exterior.

Antes de deixar o Supremo, o ministro protagonizou um gesto que acentuou ainda mais o abismo entre o tribunal e amplos setores da sociedade. Pediu ao presidente da Corte que pautasse o julgamento sobre a descriminalização do aborto e, em seu voto, defendeu uma ampliação inédita das permissões legais. Barroso sustentou que o aborto em casos de estupro poderia ser realizado por técnicos de enfermagem e enfermeiros, contrariando o texto literal do Código Penal, que restringe o procedimento a médicos. Dispensa-se, segundo sua tese, o registro policial do crime, bastando a palavra da mulher. E, de forma ainda mais polêmica, o aborto poderia ser realizado em qualquer tempo da gestação.

A posição de Barroso gerou forte reação de personalidades pró-vida e também de entidades médicas, religiosas e juristas. Para muitos, o ministro extrapolou os limites da lei, substituindo o legislador e violando o princípio da separação dos poderes. Com esse voto, Barroso encerrou sua passagem pelo Supremo sob o signo da controvérsia. O mesmo ministro que chegou à Corte com o discurso da “supremacia da Constituição” sai sendo visto por boa parte dos brasileiros como alguém que confundiu a própria consciência com o texto da lei. Deixa o STF o jurista erudito, mas também o símbolo de um tempo em que a toga muitas vezes se sobrepôs ao Parlamento e à vontade popular. Sai o homem, o militante de fala mansa, de decisões que feriram sensibilidades profundas da nação.

O vingativo Barroso despede-se entre lágrimas, críticas e um legado difícil de resumir, dividido entre a erudição e a arrogância judicial. Um fim melancólico para quem sonhou ser lembrado pela história como reformador, mas parte, aos olhos de muitos, como o ministro que transformou o Supremo em palco de ativismo e descrédito.

Para o recém aposentado não haveria esperança para aquele “manezinho” no ventre materno. Mas felizmente o STF decidiu revogar a decisão liminar de Luiz Roberto Barroso. A vida venceu!

Henrique Alves da Rocha

Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe

 

Governo Lula e sua incessante busca por impostos… Redução das despesas da máquina pública, nem pensar

Após derrota vigorosa no Congresso, onde buscava por mais impostos, o governo volta-se agora contra os municípios brasileiros. Após derrota do governo Lula na Câmara, Zanin marca julgamento que pode devolver R$ 20 bilhões à União, decisão ocorre após derrota do governo Lula em MP bilionária. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta quarta-feira (8) o julgamento da ação movida pela Advocacia-Geral da União (AGU) que contesta a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos até 2027, aprovada pelo Congresso Nacional no final de 2023.

ENTENDA A AÇÃO DA AGU

Apresentada em abril de 2024, a ação da AGU pede que o Supremo declare inconstitucional a lei que estendeu a desoneração da folha de pagamentos até 2027 e reduziu o recolhimento previdenciário de pequenos municípios. O governo argumenta que a prorrogação aprovada pelo Legislativo gera desequilíbrio fiscal e retira cerca de R$ 20,23 bilhões do Orçamento da União, dificultando o cumprimento das metas previstas no arcabouço fiscal.

EXPECTATIVA POLÍTICA E FISCAL

A decisão final do STF sobre o tema é considerada crucial para o equilíbrio orçamentário de 2025. Enquanto setores empresariais e prefeituras defendem a manutenção da desoneração para preservar empregos e aliviar custos, a equipe econômica de Fernando Haddad sustenta que a medida compromete a sustentabilidade das contas públicas. De novo, os municípios é que devem ter e sofrer um impacto mais real em sua administração. Importante destacar que já há alguns anos fala-se numa reestruturação municipal nacional cujo projeto não evoluiu.

Por outro lado, Janja e Lula, com a maior parte de suas despesas escondida por decreto de sigilo, seguem na gastança com cartões corporativos da Presidência da República que ultrapassou os R$26,2 milhões em 2024, mas que continua de vento em popa e já nos primeiros dias de 2025 torraram R$1,4 milhão.

Enfim, existem diversas outras maneiras de aumentar a arrecadação federal, mas apenas o cidadão e empresas são lembrados com cargas cada vez maiores de impostos e tributos. De longe se verifica a extrapolação de todo o orçamento federal, porém o Congresso por mais que tente PARAR o governo, se depara com a incompetência (conluio) de seu presidente do senado, amparado por aqueles a quem tem “rabo preso”. 

É como um caminhão carregado e atolado na lama….

Jayme Rizolli

Jornalista.

 

Entre a vergonha que enobrece, a Anistia que falece e o roubo do INSS

“A esperteza um dia é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as próximas gerações. Uma corrompe a vida; a outra enobrece a alma.” (Chico Xavier).

Primeiro foi o povo que se afirmou petista. Cada cidadão carregando um título de eleitor e um sentimento de nobreza no peito marchou em direção às urnas. Em massa, todos se sentiram espertos, inebriados pelas promessas de picanha e cerveja (hoje, alguns afirmam que as urnas estavam viciadas – e quem falar isso vai preso) e votaram em um sujeito que tinha assaltado a nação. Esse indivíduo semianalfabeto, que surgiu na região nordeste, havia sido condenado a 12 anos de cadeia por malversação de dinheiro público. Depois descondenado por seus amigos do STF. Nunca inocentado. Mas a propaganda dizia que ele era pobre. Melhor: o pai dos pobres!

Cheios de altivez, sem pensar que o sujeito e seu partido já governavam a nação desde 2002 e tudo continuava atrasado como antes, menos a vida dos dirigentes petistas que administravam e de Lula, todos milionários, o povo brioso do Brasil elegeu novamente o mesmo indivíduo e sua turma que haviam tramado contra a nação através do petrolão, do mensalão e outros escândalos.

O povo que votou em Lula se sentiu enobrecido. A vergonha pelos males ocasionados por aquele sujeito tosco que elegiam, os tornavam astutos, recusavam reconhecer que ele havia roubado a nação, se tinha roubado, porque continuava livre? Essa contradição os transformava em respeitáveis pensadores, cidadãos cheios de generosidade.

Reproduzindo o povo, os parlamentares aliados a Lula, neste 16 de outubro do ano de 2025, também se sentiram nobres ao atuarem para impedir que a investigação da CPMI do INSS chegasse aos ladrões que surrupiaram o dinheiro dos aposentados. Os acusados são sindicalistas, todos tradicionalmente ligados ao petismo.

A roubalheira contra os aposentados do INSS foi descoberta pela Polícia Federal. Uma quadrilha de sindicalistas desviou mais de 6,3 bilhões de reais das contas de mais de 5 milhões de aposentados do INSS entre 2019 e 2024.

Senadores e Deputados ligados a Lula, imitando o povo que elegeu o descondenado, marcharam briosos com intuito de impedir a investigação que chegou ao irmão de Lula, chamado convenientemente de “Frei Chico”, por sua “bondade” em fazer o favor de aliviar os bolsos dos aposentados de seus minguados vencimentos.

Eles votaram contra a convocação do irmão do presidente da República, que é vice-presidente de um sindicato que faturou milhões a partir de desvios nas contas de aposentados.

O placar foi de 19 a 11 contra a convocação.

Enobrecidos pelo ato insano, pois todos deveriam estar lutando para esclarecer a roubalheira que no governo petista ganhou “escala industrial, com bilhões sendo saqueados anualmente das contas de idosos, deficientes e outros beneficiários da Previdência”, os Senadores e Deputados ligados a Lula comemoraram o feito e se sentiram verdadeiros aristocratas,  fidalgos, majestosos, imponentes, cheios de coragem por terem impedido que um roubo de bilhões cometido contra pobres aposentados fosse esclarecido. A vergonha os tornava ilustres, cheios de altivez, mas sem qualquer decoro, se tornaram comparsas, indiretamente, dos crimes cometidos pelos corruptos e com esse ato se refestelaram na roubalheira contra os que sobrevivem de migalhas.

Nenhum dos políticos ligados a Lula se indignou.

Não! Enobrecidos pela vergonha, sequer tomaram ciência da batida que a Policia Federal, na semana passada, fez na sede do sindicato e encontrou dinheiro vivo, carros de luxo com outros alvos o que levou a polícia a abrir diversas outras frentes de investigação. Não! Enobrecidos, cheios de elegância, arrotando decência, dignidade, honradez, respeitabilidade, não tiveram a condescendência de olhar a corrupção que se enraizou no corpo do governo federal.

Não! Os nobres aliados de Lula no Congresso decidiram impedir todo e qualquer depoimento que possa esclarecer o esquema montado para o roubo monumental do INSS.

Não, nada de esclarecimento. Antes já haviam perpetrado outro ato covarde: rejeitaram convocar Paulo Boudens, ex-chefe de gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que explicasse o motivo de ter recebido 3 milhões de reais de investigados na roubalheira do INSS.

Não, os aliados de Lula não aceitaram, de forma alguma, a convocação de Edson Claro Medeiros Júnior, ex-funcionário do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, ameaçado de morte pelo Careca do INSS, principal personagem do escândalo. Os aliados de Lula não querem que o roubo seja esclarecido. Não estão interessados em defender os aposentados, querem apenas seus votos. Se assim não fosse, eles seriam os primeiros a se posicionar a favor da verdade, pois foram eleitos para isso. No entanto, trabalham arduamente no sentido de abafar o escândalo que sugou os poucos recursos dos aposentados e para isso assumiram o controle da CPMI do INSS.

Atônitos os habitantes honestos que ainda restam na Terra dos Papagaios observam o teatro maquiavélico ensaiado pelos deputados e Senadores ligados a Lula.

Atônito o resto do mundo desenvolvido observa o comportamento irresponsável das autoridades brasileiras. Enobrecida a cantora maranhense Alcione e seus coleguinhas apoiadores dos atos infames dos governantes petistas, completam a pantomima e gritam “sem anistia”!

Enobrecidos pela vilania dos parlamentares que impediram as investigações do INSS, os que elegeram Lula com o fígado, também afirmam seu apoio aos atos do governo e dos governistas, através de pesquisas divulgadas pelos jornais amigos do sistema podre que se instalou no Brasil, e gritam “sem anistia”!

Os Deputados e Senadores petistas que não querem investigar os ladrões que roubaram os aposentados, além dos indivíduos alienados pelas esquerdas que gritam “sem anistia”, devem estar espantados com o governo de Israel que em nome da paz  anistiou e libertou criminosos, ladrões, terroristas, assassinos condenados à prisão perpetua, mas na Terra dos Papagaios os petistas, os intelectuais, os apresentadores, cantores, os influenciadores gritam que não haverá anistia para quem depredou prédios públicos ou escreveu com batom em uma ridícula e horrorosa estátua que representa a justiça.

Todos eles acreditam que o mundo é dos espertos.  Mas não é.  Um dia esse comportamento infame será divulgado ao mundo, mesmo que eles todos já tenham pervertido a vida de uma grande maioria de pessoas. E a nobreza que todos esses espertinhos arrotam se tornará vergonha.

Finalizo afirmando com as palavras que abrem esse texto: nenhuma vergonha enobrece. O seu contrário, a honestidade, sim.

Lula e os petistas do Congresso que enganaram os eleitores, são como o ditado português:

– “Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento”.

Um bom final de semana a todos.

Da Redação – Jornal da Cidade Online

Barraco vergonhoso no STF: Briga entre Gilmar e Fux quase acaba em confronto físico e mostra a corte rachada

A ‘briga’ entre os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux escancarou o racha no STF, principalmente depois do voto de Fux, inocentando Jair Bolsonaro. Recentemente, durante o intervalo de uma sessão sobre anulações da Lava Jato, Gilmar chamou Fux de “figura lamentável”, insinuou “psicopatia” e sugeriu terapia para curar sua “obsessão” pelo caso, tudo por defender Moro em um processo de calúnia. Rumores apontam que quase houve um confronto físico, revelando uma Corte rachada e abalada.

O advogado e analista político Cleber Teixeira, do canal Jacaré de Tanga, comentou o caso no programa Bom Dia, JCO.

 “Eu costumo dizer que Gilmar Mendes é o principal culpado pela desordem no STF, não só por ser o decano da Corte. Existem problemas sérios de violação de direitos humanos, não cumprimento de tratados internacionais… Nossos presos são presos políticos e tudo isso tem a participação de Gilmar Mendes. Essa discussão entre Gilmar e Fux foi lamentável, dizem que chegou sim às vias de fato, a gente nunca vai saber”, ressaltou.

Jornal da Cidade Online