Servidores estaduais amargam quase 10 anos de defasagem salarial e estão decepcionados com o governo

O governador Carlos Brandão não se reuniu com o Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo e tem demonstrado falta de interesse nas demandas do funcionalismo público estadual. Neste mês de outubro, ao celebrarmos o Dia do Servidor Público, os servidores do Maranhão enfrentam uma realidade desalentadora. Após quase dez anos de silêncio e desvalorização, a categoria continua sem perspectivas de melhorias. O governador Carlos Brandão não se reuniu com o Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo e tem demonstrado falta de interesse nas demandas do funcionalismo público estadual.

De acordo com o último Relatório de Gestão Fiscal da Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan), o gasto com despesas de pessoal de janeiro a agosto deste ano correspondeu a apenas 32,61% da Receita Corrente Líquida (RCL), podendo atingir até 49% (o limite máximo) caso o governador opte por conceder reajuste. Ademais, a RCL apresentou um crescimento de 20,95% no segundo quadrimestre de 2024, indicando que o Estado do Maranhão desfruta de uma situação financeira favorável.

Um relatório do Dieese ressalta que, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal e nos dados apresentados, havia, em agosto de 2024, a possibilidade de um reajuste de até R$ 3,9 bilhões para despesas com pessoal, sem ultrapassar o limite prudencial. Isso representaria um aumento de até 42,7% em relação aos valores atuais. Considerando o limite máximo, o reajuste poderia alcançar 50,2%, ou R$ 4,6 bilhões.

“Nós, do Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo, solicitamos que o Governo do Estado antecipe o pagamento integral dos 11% de reajuste até o final deste ano, atualmente pagos de forma escalonada, onde o parcelamento se estende até o final deste governo. Temos buscado o diálogo, mas não obtivemos resposta”, declara Cleinaldo Bil Lopes, presidente do SINTSEP e coordenador do Fórum. Outro ponto amplamente reivindicado pelos servidores é a implementação da segunda etapa do Plano Geral de Carreiras e Cargos (PGCE), bem como a reabertura da primeira etapa para novas adesões, beneficiando aqueles que não puderam participar anteriormente. Muitos servidores dependem de complementos de abono para evitar receber abaixo do salário mínimo.

“Anualmente, enviamos ao Governo do Estado uma pauta unificada com as principais demandas do serviço público do Maranhão. Esse documento visa instigar o Executivo a abrir o diálogo com as entidades de classe, para tratarmos das questões que afligem os servidores. Merecemos respeito e reconhecimento, pois são os servidores que fazem a máquina pública funcionar”, concluiu Cleinaldo Bil Lopes.

SINTSEP-MA

Nísia Trindade, ministra da Saúde de Lula, volta a aprontar, botando fogo em mais de 10 milhões de doses de vacinas

Mais um escândalo na pasta comandada pela socióloga Nísia Trindade, ministra da Saúde de Lula, certamente premiada com o ministério em razão de tudo que fez para atrapalhar a gestão anterior – por incompetência ou má-fé – quando presidia a Fio Cruz. “O Ministério da Saúde já incinerou, em 2024, 10,9 milhões de vacinas com o prazo de validade expirado. A maior perda se refere a imunizantes da Covid-19, mas há também doses para febre amarela, tétano, gripe e outras doenças.

A quantidade de imunizantes desperdiçados deve ser maior ainda, uma vez que o estoque do Ministério da Saúde armazena outras 12 milhões de doses que já venceram, incluindo 9 milhões da Janssen contra a Covid-19. As vacinas também devem ser incineradas. Os dados foram obtidos pela coluna via Lei de Acesso à Informação (LAI). A resposta foi enviada em 25 de outubro.

Entre os imunizantes já incinerados, cerca de 6,4 milhões de doses eram para a Covid-19. A doença já matou mais de 5,1 mil pessoas no Brasil neste ano, de acordo com dados da pasta. Já a DTP, vacina infantil que previne a difteria, o tétano e a coqueluche, aparece em seguida, com 3,1 milhões de doses incineradas. Depois, consta o imunizante contra febre amarela: foram 663,2 mil doses perdidas. Como os dados são parciais, os números podem aumentar até o fim de 2024. A Saúde ainda explicou, em ofício, que ‘não possui gerência sobre a incineração no âmbito estadual’.”

O governo Lula não é apenas o mais incompetente da história. É o mais cruel. As atrocidades praticadas pela pasta da Saúde são inconcebíveis.

O caso da contaminação por HIV de pacientes transplantados no Rio de Janeiro há um mês é outro exemplo. A própria ministra reconheceu que sabia do caso, mas que não tocou a investigação adiante por ‘falta de evidências’.

 “Apenas quando se caracteriza suspeição de possível ação criminosa é que a polícia deve ser acionada. E a partir do momento que novos casos foram verificados e que indícios começam a ser levantados, é que eu procurei a Polícia Federal, que é o papel que cabe a uma instância federal”, disse.

Além de incompetente, Nísia é cruel.

 Jornal da Cidade Online

Conselho Federal de Medicina entra na Justiça contra cotas na residência médica

O Conselho Federal de Medicina (CFM) ingressou com uma ação civil pública contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) por causa da reserva de 30% das vagas (cotas) para grupos populacionais vulnerabilizados – como pessoas com deficiência, indígenas, negros e residentes em quilombos – na distribuição de vagas dos aprovados no Exame Nacional de Residência (Enare). A ação corre na 3ª Vara Cível de Brasília, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O concurso do Enare foi realizado no dia 20 de outubro em 60 cidades, oferecendo 4.854 vagas de residência médica e mais 3.789 vagas de residência multiprofissional em hospitais e outras áreas profissionais da saúde. As vagas serão abertas em 163 instituições de todo o país. Dos 89 mil candidatos inscritos, aproximadamente 80 mil compareceram aos locais da prova.

Em nota, o CFM descreve que as cotas vão fomentar “a ideia de vantagens injustificáveis dentro da classe médica” e que “esse mecanismo vai criar discriminação reversa.” O conselho defende que a seleção para residência médica seja baseada “no mérito acadêmico de conhecimento.” Apesar das críticas o CFM “reconhece a importância das políticas afirmativas para a concretização do princípio de equidade.”  A Associação Médica Brasileira (AMB) também manifestou contrariedade em relação ao critério de cotas para a residência médica. “É preciso o entendimento de que todos que farão a prova de especialista já se encontram graduados no curso de medicina, de forma igualitária, avalia a associação.

Discordância

Em resposta, a Ebserh “manifesta profunda discordância em relação a notas publicadas que questionam a inclusão de políticas afirmativas nos editais do Enare.” A empresa lembra que as reservas de vagas, como feita no Enare, estão previstas em lei e há respaldo do Supremo Tribunal Federal (STF) ao “critério étnico-racial na seleção para ingresso no ensino superior público.”

A Ebserh, criada em 2011, é uma empresa estatal vinculada ao Ministério da Educação, que administra 45 hospitais universitários federais. Segundo a estatal, as regras do Enare visam “garantir que o acesso aos programas de residência reflita a diversidade demográfica do Brasil e contribua para um sistema de saúde mais inclusivo e equitativo.”

O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) manifestou apoio aos critérios do Enare que observam as ações afirmativas. “O acesso às diferentes modalidades de pós-graduação, inclusive às residências em saúde, ainda é extremamente desigual, com sub-representação das pessoas negras (pretas e pardas), indígenas e pessoas com deficiência”, assinala a nota

Pontuação alcançada

Na seleção do Enare para a área médica, o participante indica a especialidade em que deseja fazer residência e após prova, escolhe o hospital que deseja trabalhar conforme pontuação alcançada – sistema semelhante ao do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).  Para as vagas de residência multiprofissional em hospitais e outras áreas profissionais da saúde, o participante indica a profissão pela qual concorre no ato da inscrição e após os resultados da prova, aponta onde quer trabalhar, também conforme pontuação alcançada.

Os resultados do exame escrito do Enare serão divulgados no dia 20 de dezembro. Em 7 de janeiro do próximo ano será publicado o resultado da análise curricular. As notas definem quem ocupará as vagas disponíveis. A partir de 21 de janeiro, tem início as convocações. Estão previstas três chamadas. Nesta página está a área do candidato com os gabaritos da prova objetiva e a plataforma para apresentar recursos contra as questões da avaliação.

Agência Brasil

 

Inquérito pode apontar mais vítimas de assédios sexuais pelo ex-ministro Sílvio Almeida

Já se passaram 45 dias desde a abertura do inquérito sobre denúncias de assédio e importunação sexual contra Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula (PT), mas não há sinal de conclusão dos trabalhos. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), não tem pressa. Acha importante que a PF utilize do tempo que for necessário. No Congresso circula que depoimentos de testemunhas à Polícia Federal revelaram outras vítimas de assédio.

Desconfiança

Movimentos em defesa da mulher e políticos de oposição temem que o governo Lula aja novamente para passar pano no ex-ministro.

Omissão oficial

O governo e o próprio Lula são acusados de não agirem contra Silvio Almeida, apesar de saberem de tudo desde 2023.

Trinta dias

A legislação estabelece trinta dias para a conclusão de inquéritos, mas o delegado pode solicitar a ampliação do prazo, e Mendonça concederá.

Priapismo

A ministra Anielle Franco (Igualdade Racial) contou à PF que o assédio de Silvio Almeida começou antes da posse, já indicados ministros.

Coluna do Claudio Humberto

 

Frase de Marcelo causadora da fúria de Mano Menezes: “Tá encostando em mim para fazer média com a torcida”

Marcelo não faz mais parte do elenco do Fluminense. O lateral e o clube rescindiram o contrato em comum acordo após um desentendimento com o técnico Mano Menezes durante o empate por 2 a 2 contra o Grêmio, no Maracanã. O clima entre os dois já era tenso, mas a situação culminou quando Marcelo reclamou em campo:

“Tá encostando em mim para fazer média com a torcida.”

Mano Menezes mencionou na coletiva pós-jogo que ouviu algo que o desagradou, mas evitou entrar em detalhes sobre a discussão. Nos bastidores, a troca de palavras foi suficiente para que a diretoria optasse pela rescisão de contrato com Marcelo, reforçando a confiança no comando de Mano no trato com atletas renomados, como Thiago Silva e Felipe Melo. A diretoria do Fluminense buscava um técnico que pudesse gerenciar um vestiário com medalhões desde a chegada de Mano, em julho. A rescisão de Marcelo reflete esse respaldo e a autoridade de Mano em fazer escolhas difíceis para manter o equilíbrio da equipe.

Durante a reta final do jogo, Marcelo estava prestes a substituir Lima, mas após o comentário que irritou Mano, foi ordenado a retornar ao banco. O episódio foi inicialmente reportado pela Trivela e confirmado pelo Globo Esporte. Marcelo encerrou sua segunda passagem pelo Fluminense com 68 partidas, cinco gols e três assistências. O jogador havia retornado ao clube em 2023, após construir uma carreira de sucesso no Real Madrid desde sua saída em 2006.

O Republicano

Ministro Flavio Dino estende prazo para CGU apresentar auditoria sobre emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, deu até o dia 11 de novembro para a Controladoria-Geral da União apresentar uma auditoria sobre repasses de emendas parlamentares entre 2020 e 2024. A decisão foi dada em duas ações que tratam de todas as modalidades de emendas, como as chamadas “emendas pix”, as emendas de comissão, as impositivas, as de bancada e as de relator, conhecidas como “orçamento secreto”. O ministro atendeu a pedidos feitos pela União, que argumentou que os dados estão em fase de consolidação final. Dino afirmou que a CGU tem se mostrado “diligente” em cumprir as decisões do STF e por isso concedeu prazo extra.

“Observo que a CGU tem se mostrado diligente, até o presente momento, no cumprimento das determinações deste Supremo Tribunal Federal para a erradicação de práticas associadas ao designado ‘orçamento secreto’”, disse Dino nas decisões.

Em setembro, o magistrado havia determinado que a CGU ampliasse a análise sobre as cidades que mais receberam emendas parlamentares do “orçamento secreto”. Segundo ele, a medida permitirá uma melhor compreensão dos efeitos dessa prática.

Flavio Dino pretende levar ao Plenário do STF a análise do crescente valor empenhado nas emendas. O objetivo é decidir se elas ferem o princípio da separação dos poderes.

“Veja, o Supremo não está discutindo montante. Ainda, mas o fará. Pelo menos eu vou propor, em 2025, para que examinemos se isso é compatível com o princípio da separação de poderes”, afirmou o ministro na quarta-feira (30/10), durante evento do IDP, em Brasília.

Valores altos

Os valores são substanciais. Em 2014, foram empenhados R$ 6,1 bilhões em emendas parlamentares. Em 2020, esse montante passou para R$ 38 bilhões. Em 2023, 46% das transferências federais diretas a estados e municípios foram feitas por ordem do Legislativo. Os dados foram expostos pelo senador Randolfe Rodrigues (PT), também no evento do IDP. “Isso é uma distorção e é nesse sentido o debate que é proposto pelo STF. É um debate mais do que adequado para resgatar princípios que a Constituição Federal traz no artigo 163, de rastreabilidade e transparência. É para colocar o rio diretamente de volta no curso”, disse o parlamentar.

Para Flávio Dino, o Supremo está ainda “um passo atrás”. “Não estamos discutindo montantes. Estamos vendo o cumprimento do devido processo legislativo, que o próprio Congresso Nacional escreveu na Constituição Federal.”

Fonte: CONJUR

 

Denúncias de assédio no Governo Lula agora chegam na pasta da justiça, de Lewandowski

Duas servidoras do Ministério da Justiça enviaram um ofício ao ministro, Ricardo Lewandowski, onde relatam situações de assédio no Ministério. O ofício foi assinado pela corregedora-geral nacional de Políticas Penais, Marlene Inês da Rosa, e a ouvidora nacional de Serviços Penais, Paula Cristina da Silva Godoy.

As servidoras também relatam haver tentativas de silenciamento e desmantelamento da Corregedoria-Geral e da Ouvidoria Nacional da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senaspen).

No ofício de nove páginas, datado de 12 de setembro, as autoras enfatizam a importância de manter e fortalecer a estrutura atual. Dentre os motivos estão, “diversas denúncias de assédio moral envolvendo diretoras” que estão sendo investigadas.

“Neste momento, em que as investigações sobre denúncias de assédio estão em andamento e que a Corregedoria tem seu papel crucial ampliado como órgão de polícia, com maiores responsabilidades, é imperativo que sua estrutura seja fortalecida e não enfraquecida”, diz trecho do documento.

O ofício ainda faz menção a investigação de diretores e ex-diretores pela fuga de detentos do presídio de Mossoró. As investigações sobre assédio moral envolvem Mayesse Silva Parizi, diretora de Cidadania e Alternativas Penais da Senappen, e Mireilli Marinho, ex-diretora executiva da mesma secretaria, demitida em abril deste ano.

As denúncias contra Mayesse começaram em 2023 com pelo menos seis relatos anónimos. A investigação preliminar havia sido arquivada por falta de provas, mas um novo procedimento foi aberto neste ano após pelo menos seis novas acusações.

Os relatos dizem haver uma alta rotatividade na diretoria, não apenas entre servidores e policiais penais de outros estados, mas também entre funcionários terceirizados. Entre as principais queixas estão, perseguições, demissões injustificadas, ameaças de demissão, falta de isonomia no tratamento e pedidos relacionados a questões pessoais da diretora.

Mayesse atualmente enfrenta uma Investigação Preliminar Sumária (IPS) processo anterior ao Processo Administrativo Disciplinar (PAD), um PAD foi aberto contra Mireilli, mas ainda não foi concluído. O Ministério da Justiça afirmou por meio de nota estar ciente das denúncias.

“As supostas denúncias estão sendo apuradas em um procedimento que corre sob sigilo”.

Jornal da Cidade Online

A PEC de Lula e Lewandowski para o Sistema Único de Segurança Pública é um Cavalo de Tróia

A PEC do Lula e do Lewandowski foi apresentada para governadores, representantes do STF, do STJ e da PGR, do Senado e da Câmara, o Diretor da PF e o da PRF. Lewandowski vem trabalhando nisso há muito tempo – um novo projeto para a Segurança Pública – e a expectativa era alta – em razão da necessidade de atenção e de investimentos urgentes nos órgãos policiais, com a escalada da violência no país. Foram malandros esses dois protagonistas, venderam muito bem o peixe. Apresentaram o lado doce do projeto, os avanços e vantagens com a unificação dos padrões, maquiando o real interesse do plano, que é concentrar o poder de polícia, de investigação e de decisão, nas mãos do executivo federal – olha que perigo!

E por que é um “cavalo de Tróia”? Porque eles estão concentrando o poder nas mãos do Executivo Federal através de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), ou seja, mesmo que a Direita eleja o próximo presidente, os órgãos policiais estarão aparelhados pela Esquerda e para qualquer modificação nessa nova estrutura, só através de Lei Federal que transite nas duas casas legislativas, com mais de 3/5 de votos favoráveis – é muito difícil.

A PEC se sustenta em três pilares essenciais. O primeiro deles é incluir na Constituição Federal o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que foi instituído pela Lei Ordinária nº 13.675/2018. A Constituição teria ainda alterados os dispositivos que tratam das atribuições da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de constitucionalizar o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional. Para tanto o anteprojeto modifica os artigos 21, 22, 23, 24 e 144, de forma a garantir à União competências para definir diretrizes gerais de segurança pública e defesa social. As proposições também englobam o sistema penitenciário. É aí que mora o perigo!

Vocês lembram como foi na Venezuela até chegar nessa ditadura cruel? Para driblar e esvaziar o Legislativo, o Executivo criou os “conselhos”, compostos obviamente por indicados do governo, que tinham o poder de legislar sobre determinados assuntos estratégicos. Pois bem, por aqui querem colocar na Constituição Federal, o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, colegiado composto por representantes do Governo Federal, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O principal objetivo, a partir dessas medidas, é estabelecer diretrizes para fortalecer o Estado brasileiro no combate ao crime organizado.

É claro que o projeto tem seu lado positivo e significativos avanços, como a padronização de protocolos, dados e estatísticas. Hoje em dia cada unidade federativa tem seu próprio sistema de antecedentes criminais e formatos distintos de boletins de ocorrência e de mandados de prisão, o que resulta em 27 versões diferentes de informações cruciais. A unificação desses dados é um passo essencial para o funcionamento do Susp.

Isso tudo é muito legal, o problema é o lado macabro do projeto – o que não vemos ninguém comentar. Com status constitucional, o Susp seria uma diretriz nacional para organizar e padronizar a atuação integrada das forças de segurança em todos os níveis — federal, estadual e municipal. A União teria o poder absoluto para estabelecer diretrizes de atuação e políticas de segurança de maneira coordenada, algo que hoje está fragmentado, cabendo essas funções às Secretarias Estaduais de Segurança Pública. Concentrar esse poder de decisão no governo federal com a anuência do Conselho de Segurança Pública (também manipulado pelo governo federal), é temerário. Assim foi criada a narco-ditadura da Venezuela.

Não vamos tampar o sol com a peneira: foi começar o Governo Lula que as apreensões de drogas e de armas nas fronteiras e nas estradas despencaram. Não fosse a polícia carioca apreender um número expressivo de fuzis, os números seriam piores ainda. Isso demonstra que as armas estão passando pelas estradas e chegando nas facções criminosas e demonstra também a ineficiência do trabalho policial na administração do Lula. Deixar essa mesma turma com mais poder ainda, é insensato.

O fato é que pode emplacar. Para quem conseguiu aprovar a reforma tributária, a PEC da Segurança Pública é mole. O mesmo governo que pugna pelo desarmamento da população, afirma que as armas das facções são provenientes dos CACs, quando se sabe que os CACs não podem operar armas que deem rajadas de tiro. A polícia sabe que as armas nas mãos do crime organizado chegaram pelas estradas.

Essa é a esquerda hipócrita que está no poder.

O medo do povo, o verdadeiro pavor, é que essa turma manipule a Segurança Pública como manipulam a imprensa – é ter a nossa polícia esvaziada e desmantelada – e o crime organizado no comando.

Carlos Fernando Maggiolo

Advogado criminalista e professor de Direito Penal. Crítico político e de segurança pública.

 

Jurista Ives Gandra expõe responsabilidade do governo Lula no 8/01 e cobra do STF sobre a PF apontando o GSI

O jurista Ives Gandra Martins reagiu à divulgação, pela velha imprensa, de um relatório da polícia federal que aponta entre os principais responsáveis pela depredação de prédios públicos em 8 de janeiro de 2023 o Gabinete de Segurança Institucional do governo Lula. O GSI, à época comandado pelo general G. Dias, tinha recebido informações prévias sobre a possibilidade de ataques e não apenas não agiu para proteger os prédios públicos, mas “tranquilizou” outros órgãos de segurança e diminuiu o efetivo disponível para proteger os prédios. 

As informações sobre a omissão do GSI de Lula foram denunciadas desde o primeiro momento, mas foram solenemente ignoradas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ordenou prisões em massa de manifestantes que se encontravam em frente ao quartel do Exército, muitos dos quais sequer tinham se aproximado da praça dos Três Poderes. Denunciantes que mostraram as omissões de órgãos do governo Lula, como o senador Marcos do Val, passaram a sofrer brutal perseguição.

A CPMI que foi instalada para investigar as omissões foi “tomada” por membros do governo, que divulgaram narrativas e submeteram pessoas vistas por eles como “bolsonaristas” a achaques públicos, enquanto protegeram autoridades ligadas ao governo Lula. As imagens do fato, requisitadas ao Ministério da Justiça, após um longo período de procrastinação, anunciou-se que elas tinham sido apagadas. O então ministro da Justiça de Lula, Flávio Dino, nunca foi incomodado por qualquer investigação. O ministro do GSI, G. Dias, jamais foi preso ou sofreu qualquer “medida cautelar” como as que foram impostas a pessoas vistas como simpatizantes de Bolsonaro, como o governador do Distrito Federal, que foi afastado por decisão monocrática, e o Secretário de Segurança do DF, que foi preso. 

O jurista Ives Gandra Martins disse que, segundo a velha imprensa, o relatório da polícia federal mostrou grande responsabilidade do então Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, que estava em férias. O jurista apontou:

“O relatório indica que a falha maior foi do Gabinete de Segurança Institucional, e até aponta também para o Distrito Federal, que, tendo todas as informações nos dias anteriores, não tomaram as providências. O então secretário Torres declara que, através de um protocolo de ações integradas desde o dia 2 até o dia 8, eles estavam alertando que haveria… E ele mandou esse relatório antes mesmo de sair para as férias nos Estados Unidos com a família. E o Gabinete de Segurança Institucional do governo Lula não tomou as providências de proteção. De tal forma que acusa fundamentalmente as duas instituições. Uma tem uma justificativa. Já o gabinete do presidente Lula, não se sabe qual é a justificativa de ter recebido informações e não ter tomado providências”. 

O jurista comparou com a Secretaria de Segurança de São Paulo, onde havia manifestantes em frente ao quartel. Ives Gandra afirmou que o secretário paulista recebeu as mesmas informações que o GSI, e tomou providências para aumentar a segurança na região. Ele comparou:

 “Em Brasília, não tomaram nenhuma providência. Ao contrário, segundo os jornais da época, houve até uma redução no número de soldados que deveriam proteger os três poderes”. 

O jurista lembrou:

“Ninguém do governo Lula foi punido. Mas a Polícia Federal apresenta que o principal responsável é o GSI”.

Ives Gandra Martins questionou:

“O GSI recebeu todas as informações e as providências não foram tomadas como deveriam, mas não há nenhuma punição, ao contrário daqueles, como o próprio secretário Torres e todos aqueles que estão presos, alguns condenados a dezessete anos. Como será, agora, a atuação do Supremo Tribunal Federal frente a este relatório?”

Jornal da Cidade Online

 

Claúdio Costa, um artista Raiz

*Gerson de Oliveira Costa Filho

Cláudio Costa é um artista plástico reconhecido por seu profundo envolvimento com a “arte intuitiva”, tendo dedicado grande parte de sua carreira à exploração de formas e cores que desafiam as convenções tradicionais da representação artística. Sua abordagem é fortemente ideológica, refletindo uma busca constante por expressões que transcendam o visual para tocar em questões filosóficas e sociais profundas.

Nascido em São Luís, capital do Maranhão, cidade que respira arte e poesia, Cláudio cresceu cercado por influências culturais diversas, o que enriqueceu sua percepção e o incentivou a seguir uma carreira artística. Desde cedo, ele demonstrou uma afinidade especial pela abstração, fascinado pela capacidade deste estilo de evocar emoções e provocar interpretações sem a necessidade de formas reconhecíveis.

A vida artística de Cláudio é marcada por uma série de exposições tanto em galerias nacionais quanto internacionais, onde suas obras são frequentemente celebradas por sua originalidade e profundidade conceitual. Ele é conhecido por utilizar uma paleta de cores telúricas que se entrelaçam em padrões complexos, criando texturas visuais que são ao mesmo tempo caóticas e harmoniosas.

Como conhecedor de arte, Cláudio não apenas cria, mas também contribui para o campo da teoria da arte, escrevendo artigos e participando de conferências onde discute as tendências contemporâneas e o futuro da arte abstrata. Sua perspectiva ideológica sobre a arte é um chamado para que tanto artistas quanto apreciadores questionem e reflitam sobre o papel da arte na sociedade moderna, promovendo uma visão de que a arte não é apenas estética, mas um veículo para questionamentos e transformações sociais.

Com uma carreira que é ao mesmo tempo uma jornada pessoal e uma missão ideológica, Cláudio Costa permanece como uma figura central no cenário artístico contemporâneo, sempre buscando novas maneiras de entender e representar o mundo ao seu redor através da linguagem universal da abstração.

*Desembargador Federal (TRT-MA). Membro da Academia Maranhense de Letras Jurídicas e da Academia Vianense de Letras.