A vinda ao Maranhão da Comissão Temporária Externa do Senado Federal para investigar a séria crise do serviço aquaviário, começa a gerar expectativas perante a classe política, preocupações ao Governo do Estado e ansiedade em vários segmentos empresariais prejudicados com os sérios e graves problemas que estão sendo causados pelas precariedades do serviço transporte aquaviário entre a Ponta da Espera, em São Luís e o Cujupe na Baixada Maranhense, inclusive com prejuízos financeiros. Sobre este último estão sendo estudadas possibilidades de ações na justiça sobre muitas perdas.
A Comissão do Senado terá em sua composição, os senadores maranhenses Roberto Rocha, Robert Bringel, que deverão ter a função da relatoria e ainda a senadora Eliziane Gama. Deverão também fazer parte dela, os senadores Eduardo Girão, conhecido por suas atitudes contundentes e transparentes, Ângelo Coronel e mais dois outros senadores que formarão uma comissão de sete membros.
A missão da Comissão Temporária Externa do Senado Federal é investigar a origem do problema, e com absoluta certeza deve se deter sobre a desastrosa intervenção do ex-governador Flavio Dino, na empresa ServiPorto, com o agravante de ter se apoderado de três embarcações operando regularmente e inclusive das contas bancárias, entregues aos interventores, que em pouco menos de dois anos conseguiram sucatear todos os ferrys recebidos por falta de manutenção, os quais estavam abandonados e agora estão querendo pelo menos recuperar a maior delas.
Na proporção em que as embarcações da ServiPorto foram retiradas de circulação, os serviços foram ficando deficientes e aumentavam ainda mais, quando os ferrys da outra empresa também apresentavam problemas técnicos. Depois vieram os problemas de uma farsa através de uma licitação viciada e já anulada e posteriormente o aluguel de uma balsa improvisada como ferryboat, que vem apresentando constantes problemas e com sérios riscos de coisa pior, caso não haja providências imediatas.
A verdade é que o Governo do Maranhão que já poderia ter feito uma concorrência pública nacional, demonstra interesses escusos para repetir, o caso da que já foi anulada, enquanto os problemas continuam e acidentes são iminentes com embarcações velhas e improvisadas.
Fonte: AFD








