Comunidades abandonadas de São Luís estão entre morrer de fome ou do codid-19

 

A Organização Mundial de Saúde já observou para os países pobres, a necessidade de uma mínima atenção para as comunidades pobres, principalmente que nelas estão crianças, adolescentes, gestantes, adultos e idosos. A realidade é que as pessoas vivem em condições subumanas, onde não há água, energia e as poucas referências para alimentação são de idosos que recebem benefícios de assistência do INSS para manter famílias geralmente com até com dez pessoas e os do programa Bolsa Família, que não os impede de ir para as ruas buscar o pão de cada dia. Os demais têm necessidades diárias maiores de irem para rua pedir e não medir esforços para garantir pelo menos uma refeição para um membro do grupo familiar.

Essa é a realidade de milhares de famílias das comunidades abandonadas e totalmente excluídas de qualquer direito e que é de conhecimento do poder público. Elas são vistas apenas em períodos eleitorais, quando são praticamente obrigadas a trocar o voto por cesta básica e até mesmo por uma consulta médica ou por uma roupa usada.

São Luís e o Estado do Maranhão, de acordo com o IBGE, estão dentro do contexto da extrema pobreza bem crescente e que atualmente supera mais a metade da população. Extrema pobreza é claramente, que são famílias com referência salarial do programa bolsa família ou sem renda alguma.

A realidade dolorosa é que as pessoas estão dentro de um enorme dilema. Se aceitarem o isolamento social irão morrer de fome e se forem para as ruas correm o risco de serem infectadas e morrer. Apesar da seriedade da pandemia do covid-19, os governos estadual e municipal têm sido indiferentes aos direitos e a dignidade humana dessas famílias, mas como estão prestes as eleições municipais, algumas entidades públicas começam a se aproximar delas e os cabos eleitorais fazem a festa vergonhosamente com o aval de gestores, desrespeitando orientações do Ministério Público Eleitoral. O problema não é bem maior e vergonhoso, graças a muita gente que com a sensibilidade solidária e fraterna, que vão a muitas comunidades saciar a fome dos marginalizados e perversamente excluídos pelo poder público.

Entendo que as Defensorias Públicas do Estado e da União, que têm realizado importantes ações públicas em defesa dos interesses coletivos, podem perfeitamente olhar essa perversa realidade indiferente aos poderes constituídos. Por outro lado, os Ministérios Públicos da Saúde da Região Metropolitana de São Luís, que propuseram o lockdown, poderiam ter a devida sensibilidade e responsabilidade em se manifestar em favor e dentro de direitos constitucionais às milhares de famílias abandonadas, que estão vulneráveis e mais precisamente com a saúde comprometida, em que as crianças, as gestantes e os idosos merecem ser tratados efetivamente como seres humanos, cobrando dos governos municipal e estadual para honrarem com as suas responsabilidades.

A única alternativa para milhares de famílias abandonadas e totalmente excluídas de qualquer direito está naquela, se correr o bicho pega e se parar o bicho come. O que significa se aderirem ao isolamento social morrerão de fome, e forem para as ruas em busca de alimento vão morrer do covid-19.

Uma pergunta que não pode calar? De quem é a responsabilidade por essas vidas excluídas?

 

 

Lavar as mãos ou lavar os pés? Só venceremos essa pandemia com amor ao próximo

O ano de 2020 iniciou com prenúncios de uma crise mundial. As primeiras pistas surgiram na China, quando o nosso presidente atendeu ao apelo de brasileiros que lá moravam e os trouxe de volta para o Brasil.

Esse alerta, porém, não impediu o carnaval.

E, no dia 26 de fevereiro, um dia após o fim do carnaval, foi declarado o início da pandemia no Brasil. Estávamos diante de uma crise mundial.

O Brasil aderiu o modelo de isolamento horizontal. Autoridades de saúde recomendaram o fechamento imediato de escolas, igrejas e empresas.

Fomos orientados de que os idosos e pessoas de grupo de risco, eram os alvos do coronavírus e, deveriam ser isoladas e impedidas da convivência com seus filhos e netos. Recomendações exaustivas para lavar as mãos, usar álcool em gel e por máscaras de proteção na boca e estaríamos seguros.

Sob o impacto do novo coronavírus, as notícias diárias viraram obsessão e houve até quem viu nesse fato a oportunidade para conviver mais de perto com os familiares mais próximos, ler livros, arrumar armários, fazer faxina na casa… para os que tem essas coisas, é claro.

No conforto do meu lar, me dei conta de que essa doença era de grife, de rico talvez. Me incomodava bastante, ver artistas sorridentes na televisão recitando o slogan: “Fique em casa!”.

Sempre me remetia aos sem teto, aos sem eira e nem beira… doença egoísta. No futuro te conto como muita gente confundiu isolamento social com abandono afetivo.

A doença também pôs a prova os nossos políticos. Oportunidade única de fazer valer na prática, os nossos tão proclamados direitos humanos, garantidos pela Constituição, em especial o art. 5º que diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza… a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança.

Não demorou e, assistimos em casa, de camarote, a crise da saúde ganhar uma conotação política, pois, a oposição, que já buscava antes, uma forma de derrubar o presidente (com vários pedidos de impeachment protocolados), ganhou reforço de parte das mídias, e até de políticos dos poderes legislativo e membros do judiciário.

Vimos exacerbar essa crise política de forma inconcebível, em um momento em que a população mais necessita de proteção e segurança.

O povo passou a temer mais os políticos do que o coronavírus, pois, muitos deles, desrespeitaram o povo e violaram a constituição, ao declarar guerra contra o presidente, acusando-o de insensível, irresponsável e genocida, dando como motivo, o fato dele não ser favorável ao isolamento horizontal e pedir a mudança para isolamento vertical.

Mas, o mais incrível é que nem precisa de motivo. A oposição não engole o Bolsonaro, presidente subestimado, povo desrespeitado. Afinal foi eleito democraticamente.

A realidade é bem cruel, pois, além do medo da morte, além de contabilizar seus mortos, ensacados em “sacos reforçados” e descartados sem velório e sem dignidade, o povo tem que furar a quarentena, para ir para as ruas, como o fazem nesse sábado, de 09 de maio, porque a insegurança financeira, o desemprego, a fome e o temor de “virar uma Venezuela” passou a ser mais urgente do que o medo do covid 19.

Mais do que não morrer, o povo quer dignidade para viver! Um motivo para viver.

Lamentavelmente, governadores e prefeitos também violaram os direitos humanos: pessoas agredidas e presas por andar nas ruas, nas praias e praças; empresário estrangulado até desmaiar, por suspeita de estar trabalhando; prefeito manda soldar portas de lojas de comércio, são alguns exemplos.

O presidente Jair Bolsonaro e seus ministros foram, no dia (07) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para falar sobre a economia do país e a importância da abertura do comércio para evitar o colapso. Sem sucesso. Centenas de empresas quebradas e milhões de desempregados parece não contar.

Afinal, “a vida é mais importante do que a economia”. Mortes por depressão, desemprego, fome, parece não ter a menor importância.

Quem vai acusá-los de genocidas?

Perdoem-me, mas, se vossas excelências estão mesmo preocupados com nossas vidas, devem parar de “lavar as mãos”, na tentativa de isentar-se das responsabilidades e culpar o governo por tudo.

Bode expiatório da oposição?

Se para a medicina, lavar as mãos é recomendável, e pode de fato, nos proteger das doenças; na política, “lavar as mãos” significa covardia. Não dá para continuar a “lavar as mãos” e ignorar os apelos do presidente e da população que está nas ruas há dias, pedindo tão somente para voltar ao trabalho.

Nesse momento, em que a fragilidade da vida fica evidente, devemos tirar uma lição da cerimônia de “lava pés” em que Jesus, na última ceia, tomou a atitude de fazer aquilo que só a um escravo cabia, lavou e enxugou os pés de seus discípulos.

Ato de pura humildade, pois, colocou-se na posição de servir e dando o exemplo, pediu que eles lavassem os pés uns dos outros. Essa parábola cabe muito bem aos servidores públicos. Não há poderosos. E se há, são aqueles cuja vida é serviço.

Somos iguais perante a lei dos homens e de Deus. Quando o maior cede, quebra a estrutura de poder, entende que o verdadeiro poder está no coletivo. E aí podemos horizontalizar os afetos, estender os laços que nos fazem humanos. Amar uns aos outros. Lavar os pés uns dos outros. Humildade e serviço.

Só venceremos essa pandemia com amor ao próximo, com união e sinergia. Cabe a todos nós a pergunta: você escolhe lavar as mãos? Ou lavar os pés?

Bernadete Freire Campos

Psicóloga com Experiência de mais de 30 anos na prática de Psicologia Clinica, com especialidades em psicopedagogia, Avaliação Psicológica, Programação Neurolinguística; Hipnose Clínica; Hipnose Hospitalar.

 

Virologista Paolo Zanotto sobre a pandemia: “A morte como ferramenta política”

Entrevista exclusiva com o virologista Paolo Zanotto

O tratamento precoce com hidroxicloroquina pode salvar vidas, mas a burocracia ou mesmo interesses políticos e econômicos de grandes indústrias farmacêuticas estão dificultando a adoção do medicamento. Em entrevista exclusiva para a TV Jornal da Cidade Online, Dr.Paolo Zanotto, virologista e professor da USP, abordou o tema, trazendo esclarecimentos essenciais para a população. Especialista importante e reconhecido, ele falou sobre como outros países vêm usando o medicamento com sucesso, sobre os pseudocientistas de internet, propagadores de desinformação, e muito mais.

Todos deveriam ouvi-lo, independente da posição política, tendo em vista que a vida dos brasileiros está acima de qualquer disputa ideológica. Confira:

Sobre o uso da cloroquina e hidroxicloroquina

De acordo com Zanotto, o Conselho Federal de Medicina já acatou o uso do remédio, tanto no início da doença, quanto depois, mas falta o Ministério da Saúde atualizar o protocolo:

“O Conselho Regional de Medicina do Maranhão já colocou o tratamento precoce com hidroxicloroquina, azitromicina e zinco como sendo o tratamento recomendado. Tem hospitais de São Paulo que estão usando esse protocolo com sucesso. O mundo inteiro está usando, inteiro não, infelizmente, mas os países que estão usando, estão tendo uma redução dramática de mortalidade. Daqui para frente, é completamente inexplicável e inaceitável as pessoas fazerem oposição a isso”, ressaltou o especialista.

Remédio de esquerda e remédio de direita?

“A burocracia para adotar o remédio tem a ver com um somatório de funções, acho que 90% é ignorância, pura imbecilidade mesmo e aí tem um pouco de interesse, porque tem outras moléculas [remédios], que poderiam dar muito dinheiro para alguns grupos. Tem a questão política, de que esse remédio foi associado com governos de direita. Então, todo pessoal que tem um direcionamento ideológico meio monocromático, epidérmico, vai ter uma reação visceral contra algo que eles veem que pode levantar a bola da oposição política deles. É absurdo estarmos no século XXI e ter esse tipo de barbaridade”, lamentou o médico.

Crime organizado e o tráfico de medicamentos

“Tem um aspecto espantoso, que à medida que vários governos de estado escondem remédios, esses remédios são repassados para o crime organizado, e o crime organizado está vendendo isso para as pessoas, isso já foi confirmado em estados do norte do Brasil e até no Rio de Janeiro.”

Uso da morte como ferramenta política

“Até começar essa bagunça toda, você comprava hidroxicloroquina na farmácia, sem receita. Todos os pacientes de artrite reumatoide, lúpus, estão desesperados, porque não acham na farmácia. Então, que grande favor esses governadores que sequestraram esse remédio, estão fazendo para o povo, além de estarem potencializando a mortalidade em massa? Como é possível jornalistas, heróis da web, um bando de desinformados, ativistas políticos… começarem a gritar contra uma coisa [cloroquina e hidroxicloroquina] que os parentes deles tomam há décadas? Isso é de uma falta de seriedade, de honestidade intelectual, inclusive de compaixão, são pessoas que veem a morte dos outros como ferramenta política”, destacou.

Atila Iamarino enfeitiçado por FHC

O médico também comentou a postura do biólogo Atila Iamarino, que fez previsões catastróficas para o Brasil, dizendo que haveria 1 milhão de mortes pelo vírus chinês no país:

“Atila foi meu aluno de doutorado, fez pós-doutorado no meu laboratório, e fez, depois disso, uma parte do pós-doutorado dele na Universidade de Yale. É uma pessoa muito inteligente, muito capaz, mas acho que ele ficou um pouco enfeitiçado com o dinheiro que vem da Fundação Fernando Henrique Cardoso, levando ele para Lisboa, levando ele pra cima e pra baixo. Eu tenho um pouco de dó, porque ele assumiu uma postura um pouco acrítica com relação a essa situação atual globalista. Ele outro dia disse que não estava nem aos pés da Greta Thumberg! Acho que se diminuir em relação à Greta, com todo respeito, não levanta sua bola. Eu tenho certeza que um dia ele vai entender que não existe mal nenhum em as pessoas não quererem estar sujeitas à servidão.”

Jornal da Cidade Online

 

Inscrições para o Enem 2020 começam nesta segunda-feira (11)

Apesar dos pedidos para que seja adiada devido a paralisação das escolas por conta do coronavírus, prova presencial está marcada para dias 1 e 8 de novembro.

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 começam na próxima segunda-feira (11) e vão até o dia 22 de maio. Elas poderão ser feitas por meio da página do Enem na internet.

Enem digital

A partir deste ano o Enem terá duas modalidades de provas, as impressas, com aplicação prevista para os dias 1º e 8 de novembro, e as digitais, para os dias 22 e 29 de novembro. O participante que optar por fazer o Enem impresso não poderá se inscrever na edição digital e, após concluir o processo, não poderá alterar sua opção. A estrutura dos dois exames será a mesma. Serão aplicadas quatro provas objetivas, constituídas por 45 questões cada, e uma redação em língua portuguesa. Durante o processo de inscrição, o participante deverá selecionar uma opção de língua estrangeira – inglês ou espanhol.

Neste ano, será obrigatória a inclusão de uma foto atual do participante no sistema de inscrição, que deverá ser utilizada para procedimento de identificação no momento da prova. O valor da taxa de inscrição é de R$ 85 e deverá ser pago até 28 de maio.

Isenção de taxa

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), todos os participantes que se enquadrarem nos perfis especificados nos editais, mesmo sem o pedido formal, terão isenção da taxa. A regra vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital e se aplica, inclusive, aos isentos em 2019 que faltaram aos dois dias de prova e não tenham justificado ausência.

Portanto, no ato da inscrição para o Enem 2020, terão isenção de taxa os candidatos que estejam cursando a última série do ensino médio este ano, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo da Educação Básica; tenham feito todo o ensino médio em escolas da rede pública ou como bolsistas integrais na rede privada e tenham renda per capita familiar igual ou inferior a um salário mínimo e meio; ou declarem estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por serem membros de família de baixa renda e que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que requer renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Acessibilidade

A Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep visa dar atendimento especializado aos participantes que necessitarem. Para facilitar a compreensão no momento da inscrição, os atendimentos específicos (gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar) foram incluídos na denominação “especializado”. As solicitações para esses atendimentos também deverão ser feitas entre 11 e 22 de maio. Os resultados serão divulgados em 29 de maio. Para os pedidos que forem negados, está prevista uma fase para apresentação de recursos. O resultado final estará disponível no dia 10 de junho.

Os pedidos de tratamento por nome social serão feitos entre 25 e 29 de maio, com previsão de divulgação dos resultados em 5 de junho. O período para apresentação de recursos será entre 8 e 12 de junho e a disponibilização dos resultados finais em 18 de junho.

Fonte: EXAME

 

CNJ recomenda aos estados uso de UTIs privadas contra covid-19

Recomendação do CNJ é para que seja criado um gabinete de crise e que a regulação dos leitos fique centralizada nos estados, e não nos municípios e com absoluta transparência.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomenda, em documento obtido com exclusividade pela EXAME, que Unidades de Tratamento Intensivos (UTIs) privadas sejam usadas contra a covid-19 para desafogar os sistemas públicos de saúde, hoje à beira do colapso.

Com o avanço da pandemia do novo coronavírus, que bateu recordes e deixou 751 mortos no país em 24 horas, estados com a situação mais crítica da doença enfrentam desafios para garantir atendimento no SUS. No Rio de Janeiro, por exemplo, a fila de espera para vagas em UTIs já supera mil pacientes, e até a rede privada está próxima do colapso. Outros estados como Ceará, Amazonas e Pernambuco estão com 99% de sua capacidade de atendimento em uso.

“O cenário levantado indica que em determinados Estados há escassez de leitos de UTI e de equipamentos em Saúde tanto no setor público quanto no setor privado e em outros Estados há escassez no setor público com ociosidade de leitos e equipamentos no setor privado”, diz o documento.

A recomendação do CNJ é para que seja criado um gabinete específico de crise formado pelos órgãos de controle da Administração Pública, como os Ministérios Públicos e os Tribunais de Contas. A orientação é que a regulação dos leitos fique centralizada nos estados, e não individualmente nos municípios.

“Quando, e se, os recursos existentes estiverem esgotados, devem ser mobilizados recursos novos, tais como: estruturas hospitalares temporárias, abertura de novas estruturas dentro de hospitais existentes e novos hospitais. A preferência neste momento deve se dar pela requisição/contratação de leitos não SUS pela rapidez e pela economicidade dessa ação em relação à construção de hospitais de campanha, mantendo-se, é claro, a utilização das estruturas já criadas”, diz o conselho.

A discussão sobre a “fila única” das UTIs (em que a fila de espera para as unidades públicas e privadas seja a mesma) ganhou força nesta semana, inclusive entre os setores privados. A expectativa era que o CNJ resistisse em deliberar sobre esse tema, uma vez que não havia unanimidade entre os conselheiros sobre a competência do órgão de justiça, informou um dos conselheiros à reportagem. O modelo  proposto pelo CNJ se assemelha à fila única dos transplantes, mas que tem aplicação limitada enquanto durar a pandemia.

“A gravidade da situação e a relevância das questões enfrentadas justificam uma orientação por parte do Conselho Nacional de Justiça no sentido de se sugerir um modelo de gestão voltada para o diálogo nas esferas pública e privada, buscando-se promover o bem maior que é a proteção à vida”, afirma o documento.

Antes mesmo da recomendação do CNJ estados se mobilizavam para garantir uma parceria com o setor privado. Em São Paulo, por exemplo, o prefeito Bruno Covas, afirmou na última semana que os leitos de hospitais privados poderiam ser requisitados, mesmo sem um acordo com a rede privada de saúde. Com a determinação, segundo um levantamento feito pela Secretaria de Saúde da prefeitura de São Paulo, cerca de 800 novos leitos poderão ser disponibilizados.

O documento do CNJ sinaliza, ainda, que as estratégias de quarentena e lockdown adotadas por alguns estados como forma de reduzir o contágio da doença “tendem a reduzir a vulnerabilidade do sistema e ampliar o tempo para preparação da contingência”.

O Hospital Sírio-Libanês se coloca à disposição para ajudar e entende que é seu papel auxiliar o governo no enfrentamento da pandemia da covid-19. “Temos ampla experiência em assistência médico-hospitalar na saúde pública, pois atendemos mais leitos públicos do que privados. O Sírio-Libanês sempre trabalhou com a missão de tornar a sociedade mais justa e fraterna, e entende que esse é o momento de sermos todos socialmente responsáveis”, diz Dr. Paulo Chapchap, diretor geral da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, que contribuiu para a elaboração do parecer.

Revista Exame

 

Flávio Dino vai requisitar leitos de hospitais privados de São Luís e Imperatriz para o covid-19

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse hoje (10) que vai publicar um decreto de requisição administrativa de leitos de hospitais privados nos municípios de São Luís e Imperatriz. De acordo com o ministério da Saúde, o estado tem 6.765 casos e 355 mortes por covid-19.

“Nesta manhã, vou publicar decreto de requisição administrativa de leitos de hospitais privados em São Luís e em Imperatriz. Coronavírus deve ser a prioridade de todos, já que infelizmente temos milhares de pessoas doentes no Brasil”, postou Dino no Twitter.

São Luís foi a primeira cidade do país a adotar o lockdown, em um momento em que a epidemia não dá sinais de diminuir, mas o país se divide entre aquelas que estudam aumentar as restrições, como o Rio de Janeiro, e outros que já decidiram abrir, como Santa Catarina.

Ao ser questionado em entrevista à GloboNews sobre o uso de força policial para cumprir o decreto, Dino afirmou que a maioria da população está convencida sobre os riscos do coronavírus, mas acredita que as demais pessoas serão convencidas pelos bloqueios nas vias públicas.

“Temos a orientação da polícia de cumprir a lei. O primeiro caminho é o diálogo, se necessário for, se houve resistência, neste caso, a lei será cumprida. Temos previsões legais quanto ao cometimento de crimes. Creio que isso, se ocorrer, será um ou outro caso, porque as pessoas estão convencidas, e, quem não se convenceu, será convencido pelas barreiras que serão colocadas a partir de amanhã”, disse.

UOL Noticias

 

Flavio Dino e Edivaldo Holanda Jr não têm credibilidade, não respeitam o povo e fazem política com o covid-19

Se o governador Flavio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior tivessem um mínimo de respeito para com o povo de São Luís e do Maranhão, as suas manifestações públicas quase que diárias na mídia para falar sobre o covid-19, não deveriam ser autoritárias, mas como os dois não têm credibilidade junto à população pelas desastrosas administrações que praticam na capital e no estado, seria esperar muito de quem tem muito pouco a dar.

O mais revoltante para a população é que o prefeito e o governador fazem da pandemia do novo coronavírus palanques políticos, enquanto muita gente morre por falta de atendimentos nas UPA’s. Flavio Dino nas redes de televisão se dirige ao povo de maneira autoritária, como se fosse um ditador, fazendo cobranças, como se a população que vive na extrema pobreza, passando fome e enfrentando miséria decorrente das deficiências do seu governo, fosse a responsável pela pandemia do covid-19, que vem avançando seriamente no Maranhão. Todos os dias tanto o governador como o prefeito tentam tirar o foco das suas irresponsabilidades por falta de políticas públicas, seriedade, responsabilidade e transparência na gestão pública, mas nos bastidores estão atentos trabalhando em favor dos seus candidatos a prefeito e vereador com bastante clientelismo.

Quais as medidas adotadas por Flavio Dino e Edivaldo Holanda Júnior para manter a população em isolamento social? Nenhuma. Não tiveram um mínimo de discernimento e respeito para quem foi distinguido pelo governo federal com o auxílio emergencial. Ao invés de críticas e ameaças para uma realidade séria, os dois poderiam ter ajudado efetivamente as pessoas que buscam o benefício, mas muito pelo contrário decidiram ver o povo exposto ao sofrimento em filas e os sérios riscos de contaminação, quando poderiam ter sido solidários, uma vez que se não estão fazendo, pelo menos deveriam se integrar na corrente do bem.

São cada vez maiores as denúncias de falta de condições para o recebimento de pacientes e assistência médica em unidades de saúde, principalmente nas UPA’s causando muitas mortes, mas o governador e o prefeito silenciam, como se não fossem das suas responsabilidades. Dentro da atual e dolorosa realidade é que o Ministério Público da Saúde da Região Metropolitana de São Luís fez o pedido à justiça para o lockdown, mas não tem tido a competência e responsabilidade em fiscalizar e ver de perto a realidade das UPA’s e dos hospitais que estão sendo instalados aos toques de caixa, e que podem não corresponder às necessidades. As redes sociais estão cheias de manifestações de indignação de dezenas de pessoas que denunciam negligências em atendimentos a familiares nos serviços municipais e estaduais e que vieram a falecer e os casos são totalmente ignorados.

De acordo com estudo da Sudene, São Luís vem crescendo com os registros de contaminação do covid-19. A politica governamental aqui é de aumento de leitos, uti’s e outras improvisações, não estão impedindo o avanço sério e grave da doença por todo o Maranhão. O poder público  manda as pessoas ficarem em casa, os que já perderam seus empregos e  até mesmo os que passam fome  e sem uma mínima renda.

O Governo do Maranhão e da Prefeitura de São Luís divulgam e replicam a orientação para as pessoas não saírem de casa e não advertem sobre os riscos que pessoas que chegam da rua podem estar levando o vírus para dentro de casa. Com o avanço da extrema pobreza, fome e miséria, como manter dentro de casa tanta gente que precisa do pão de cada dia? Qual a atenção que é dada a essas pessoas? Como está sendo feita a proteção das famílias de áreas de invasões? O governo estadual e municipal têm planos de pelo menos saciar a fome delas?

Depois das 200 mil cestas adquiridas pelo governo e pela assembleia, muitas das quais distribuídas por políticos, ninguém falou mais nada. A prefeitura faz silêncio das cestas básicas e do auxílio de R$ 40,00 para 12 mil famílias, mas existem comentários de protecionismo políticos sobre o caso e denuncias podem chegar ao Ministério Público Eleitoral.

O governador Flavio Dino precisa acabar com a postura autoritária quando se dirige a população pela televisão, uma vez que ganha mais rejeição e causa indignação com cobranças a população e necessário se torna é ter médicos infectologistas para levar orientações aos telespectadores. Todos merecem respeito, mas se existe um responsável pela situação séria do avanço do convid-19 é do próprio governador e o prefeito Edivaldo Holanda Junior, que estão fazendo da epidemia em campanha político a custa de muitas vidas que se

 

 

Profissionais da saúde que lutam pela vida de pacientes do covid-19 vão precisar de psicólogos, diz infectologista

Sem voltar para casa há 04 meses, o médico infectologista Luiz Francisco D’Elia Zanella, atua na rede pública e particular do estado de São Paulo. Para ele, a covid-19 tem sido uma doença cruel, pela velocidade que atinge diversas pessoas, e como tem mexido com o comportamento da sociedade.

“Olhando e sentindo tudo isso, a gente fica apreensiva e com dúvidas, de quando verá seus familiares. Na semana passada eu dei a notícia de uma senhora que morreu, o neto foi receber a informação, na semana anterior ele tinha enterrado o pai e a tia por causa da covid-19. Muita tristeza. Uma avalanche na sua vida, carregando tudo de uma vez, que também acabam lhe fragilizando, diante de tanto sofrimento, comentou Luiz Zanella

O termo herói, para o infectologista, eleva a pressão aos profissionais de saúde, os afastando da figura do ser humano.

“A figura do herói invencível, sempre disponível, não existe. Não há herói. Somos profissionais capacitados por anos de estudo, e por trás tem um ser humano que atua, graças à capacitação. E que também tem seus familiares em casa, com medo de adoecer. É o profissional de saúde que está de frente com o inimigo. Mas, quando nos colocam como heróis, a figura humana se afasta da gente”, Luiz Francisco D’Elia Zanella, médico infectologista

Médico também tem medo

A distância da família mostra que os profissionais de saúde, mesmo atuando com base em estudos e na ciência, também estão com medo da pandemia, sem excluir especialidade, desde enfermeiros e técnicos até médicos, que podem se constituir em vítimas da doença. Mesmo diante dos riscos, todos se unem em defesa da vida dos seus irmãos.

“A gente se pergunta como estão nossos familiares, nossos amigos. É um sofrimento. Há cuidado de não expor os nossos familiares, principalmente daqueles mais velhos com histórico de doenças. Meus pais são hipertensos, minha avó é hipertensa. Você não poder vê-los, abraçá-los, é muito difícil. Fico angustiado, sem saber o que está acontecendo”, comentou Zanella. O isolamento social é defendido pelo infectologista, também pede um governo que encare a ciência como prioridade no país e tenha uma atenção e zelo pela população com políticas efetivas de saúde e transparência.

“Essa afrouxada que alguns estão dando agora, vai ser visto em duas semanas, os hospitais estão cheios sim. Não é o momento para saírem do isolamento. As pessoas têm de entender isso. Não é a hora de colocar família e amigos em risco. Temos de estar preparados. Imagina os colegas profissionais de Manaus, com a situação que estão vivenciando lá. Com certeza vão precisar de apoio psicológico e da sociedade. A ciência deveria ser prioridade para o governo do nosso país e mais precisamente na atual realidade, completou o infectologista.

“Pânico tomou conta do hospital”

Natural da Bahia, o infectologista Ícaro Santos Oliveira conta que o preparo psicológico é primordial para atender pacientes infectados, passar tranquilidade aos familiares, e acalmar colegas profissionais de saúde que estão lidando com o medo e com a distância de suas famílias.

“É uma doença que gera diversas perguntas. Há momentos de muita pressão para lidar com isso, pois é tudo novo para gente. Apesar da angústia, temos de manter o equilíbrio para nos mostrarmos tranquilos. Estamos lidando com um invisível. A nova geração da medicina nunca atuou com uma pandemia dessa proporção”, disse o infectologista ao UOL.

O pânico tomou conta do hospital. A ansiedade é grande a fragilidade é enorme por causa das incertezas. Não sabemos quando isso vai acabar. Não temos nada a respeito do tratamento. Tenho de lidar com essa angústia também. É ruim, ter de andar pelo hospital e ver colegas profissionais chorando por estarem longe de suas famílias, por receio, por medo disse, Ícaro Santos Oliveira, médico infectologista

UOL Noticias

 

Defensorias do Estado e da União pedem ao Ministério da Saúde testes para Covid-19 no Maranhão

A Defensoria Pública do Estado (DPE/MA), por meio do Núcleo de Defesa do Idoso, Pessoa com Deficiência e da Saúde, e a Defensoria Pública da União (DPU) encaminharam ofício ao Ministério da Saúde solicitando testes moleculares e testes rápidos para ampliar a testagem da população maranhense, possibilitando a que a identificação da doença nas pessoas com antecedência da manifestação da doença possa, facilitar tratamentos e evitar o aumento de mortes.

O documento, assinado pelos defensores públicos Benito Pereira Filho, da DPE/MA, e Yuri Costa, que atua na área de Direitos Humano da DPU, pede ainda, além dos testes, o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI’s) para dar maior segurança e suporte aos profissionais de saúde.

As instituições também desejam saber se existe orçamento e planejamento estratégico para habilitação e ampliação de recursos para o Maranhão, tendo em vista o aumento do número de casos do Covid-19, em especial na capital, a ponto de ser estabelecido um lockdown, que é o endurecimento de restrições da locomoção de pessoas.

O Maranhão já ultrapassou o número de  330 óbitos causados pela doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em relatório atualizado nesta quinta-feira (7), que menciona também 5909 infectados no estado e 1534 curados.

Fonte: DPE-MA

Estudo da Sudene revela que São Luís está com alta incidência de contágio do covid-19

A ideia é apresentar dados que auxiliem as medidas a serem adotadas pelas gestões locais

Um estudo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) mapeou as localidades na região mais vulneráveis ao coronavírus. O levantamento aborda quatro dimensões de vulnerabilidade: grupo de risco, vulnerabilidade social, acesso a equipamentos de saúde e proximidade a focos de contágio.

A partir do cruzamento desses dados, foram elaborados mapas e rankings para identificar os locais no Nordeste mais prováveis de serem atingidos pelos efeitos da pandemia em curto prazo. A ideia é apresentar dados que auxiliem a adoção de medidas a serem adotadas pelos governos estaduais e municipais.

Considerando a dimensão da proximidade a focos de contágio, o estudo revelou quatro principais regiões de grande incidência. Uma região formada por Fortaleza (CE) até Mossoró (RN), outra que compreende região metropolitana de Recife (PE) a João Pessoa (PB), a região ao entorno de São Luís (MA), e Salvador (BA). Além desses locais, outras capitais como Teresina (PI), Natal (RN) e Maceió (AL), também tem alta incidência de contágio.

O estudo da Sudene destaca que o Banco Mundial estima que o impacto econômico da pandemia de Covid-19 pode resultar em quase três milhões de pessoas voltando a viver abaixo da linha de pobreza apenas na América Latina e no Caribe.

Outro aspecto levado em consideração é que além dos impactos na saúde pública, também são esperados efeitos negativos relacionados à vulnerabilidade social, como explica o coordenador-geral de Estudos, Pesquisas, Tecnologia e Inovação da Sudene, Robson Brandão.

“Além dos impactos na saúde pública causados pela pandemia, efeitos negativos também são esperados do ponto de vista da vulnerabilidade social. É importante destacar que é certo o impacto do coronavírus nas pequenas cidades, onde residem parcelas significativas da população mais vulnerável. Sobretudo em locais de difícil acesso aos serviços públicos de saúde”.

Os autores do estudo destacam que outras pesquisas epidemiológicas baseadas na disseminação de outros vírus no Brasil, como zika e dengue, revelam que fatores ligados à vulnerabilidade social são fatores determinantes para propagação das doenças.

Nesta semana, o Ministério da Saúde enviou reforço de 592 leitos de UTI aos estados e municípios. Destes, 253 são para o Nordeste. Ao todo, 3.236 leitos já foram habilitados para pacientes com Covid-19.

Segundo o ministro da Saúde, Nelson Teich, uma das prioridades da pasta é detalhamento de dados para traçar medidas preventivas contra o coronavírus.

“O que estamos fazendo hoje é detalhar as informações existentes, definir os indicadores que não existiam, que precisam ser definidos, trabalhar na coleta desses dados para que cada dia a gente tenha um entendimento maior, não só da Covid-19, mas do que acontece no sistema como um todo. Essa é uma das prioridades que temos hoje”.

O estudo sobre vulnerabilidade do Nordeste ao coronavírus pode ser encontrado no sudene.gov.br. A metodologia é totalmente baseada em dados públicos, que foram disponibilizados pelo IBGE, DataSUS, e Cadastro Único. Para mais informações sobre a Covid-19, acesse coronavirus.saude.gov.br.

Agência do Rádio MAIS