Caminhar pode ajudar no combate a infecções em doentes renais

Um número moderado de exercícios físicos pode ajudar doentes renais a evitar infeções e problemas cardiovasculares, concluiu estudo publicado por uma equipe de pesquisadores da Unidade de Investigação Biomédica sobre Dieta, Atividade Física e Estilo de Vida de Leicester-Loughboroug.

Após seis meses de caminhadas de meia hora, cinco dias por semana, as 20 pessoas observadas tinham os sistemas imunológicos mais fortes, em comparação com o mesmo número de pessoas sem essa  atividade física, menciona artigo publicado no Jornal da Sociedade Americana de Nefrologia (ramo da medicina que estuda os rins e o tratamento de doenças renais).

O pesquisador português João Viana, que participou  do trabalho, disse à Agência Lusa que o estudo foi feito com pacientes que têm doença crônica renal em estado avançado, que necessitam de diálise ou transplante de rim e quando o risco de infeções com consequências cardiovasculares é maior.

Embora essa terapêutica não tenha impacto direto na doença, “os benefícios são imensos”, pois podem melhorar a qualidade de vida e o declínio da condição física desses doentes, disse Viana, que trabalha atualmente na Escola de Desporto, Exercício e Ciências da Saúde da Universidade de Loughborough, em parceria com o hospital de Leicester.

Os resultados do estudo contribuem para a teoria de que “o exercício físico tem um potencial anti-inflamatório”, não tendo sido encontrados sinais de que possa ser prejudicial ao sistema imunológico, enfatizou.

O trabalho foi feito por meio de parceria entre a Universidade de Loughborough e os hospitais universitários de Leicester, que estudam o papel do exercício físico na gestão e prevenção de doenças crônicas.

 Agência Brasil

Mudança na Lei Maria da Penha é aprovada para evitar pena branda

O projeto de lei 3888/12 que altera a Lei Maria da Penha (11.340/06) para deixar claro que é proibida a aplicação dos chamados “institutos despenalizadores” aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher foi aprovado ontem (quarta-feira) pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). As informações são da Agência Câmara.

A iniciativa é da deputada Sandra Rosado (PSB-RN). Institutos despenalizadores são medidas criadas pela Lei 9.099/95, que trata dos juizados especiais cíveis e criminais, como uma alternativa à instauração de processos criminais e prisão dos infratores. Entre eles estão a dispensa da fiança, a transação penal (acordo entre a acusação e o criminoso para evitar a ação), o termo circunstanciado (que substitui o auto de prisão em flagrante) e a composição civil dos danos extintiva da punibilidade (reparação do dano, pelo acusado, que extingue a pena).

Atualmente, a norma Maria da Penha já estabelece que a Lei dos Juizados não pode ser aplicada aos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Ocorre que, segundo a deputada Sandra, o projeto do novo Código de Processo Penal, que tramita na Câmara (PL 8045/10), revoga parte da Lei dos Juizados e incorpora outras. Isso abriria a possibilidade de uso dos institutos despenalizadores nos crimes de violência contra a mulher, abrandando as penas aos acusados. Essa situação foi identificada pela comissão especial que analisa o projeto do código.

Com o projeto, a deputada quer garantir que esses institutos não sejam usados pelos juízes e promotores nas ações de violência contra a mulher. “Fazendo menção diretamente aos institutos, fica preservada a essência da Lei Maria da Penha”, diz Sandra. O projeto será votado agora pelo Plenário da Câmara.

Natureza humana: sexualidade e família

Na consulta mundial sobre familia e sexualidade promovida corajosamente pelo papa Francisco, sempre volta à tona certa compreensão da lei natural e da natureza humana. Mais que oferecer uma solução, pretendemos problematizar a questão.

Por uma parte pode-se afirmar que, sob certos aspectos, a natureza humana é um dado singular,  sempre  aberto, pois  veio, junto com outros seres, se formando ao longo do processo evolutivo há milhões de anos e ainda não se encontra pronto. É um dado feito.

A partir desta constatação, importa reconhecer que o ser humano é uma espécie que possui constantes antropológicas  que geram certo tipo de comportamento singular, propriamente humano, caracterizado pela fala, pela liberdade, pela criatividade, pela responsabilidade, pelo amor, pelo cuidado e pela sua dimensão de abertura  total. Sua realidade concreta vem ainda dramatizada pelo fato de ser simultaneamente sapiens e demens. Somos capazes de amor e de ódio, de guardiães da vida e de seus destruidores. Tal fato dramatiza qualquer juízo ético que deve incorporar a tolerância e a misericórdia.

Por outra parte, a natureza humana é histórica, porque é trabalhada pela liberdade humana que lhe dá configurações culturais e a mantém aberta a novas formas futuras. Esse caráter histórico faz com que nenhuma compreensão compreenda tudo do ser humano.  Só o compreende dentro de limites históricos. Não se trata apenas de saber o que é dado mas, também, de constatar como o dado é  feito, refeito, entendido, e reinterpretado. Ademais, cabe compreender o potencial e o utópico também como  pertencentes ao dado da  natureza humana enquanto humana, fazendo que sempre alimente novos sonhos e procure realizá-los. Portanto, possui características de um sistema aberto, e não fechado, com vasta capacidade de criação. Aplicando esta compreensão ao ser humano: ele não é um projeto de médio ou de longo prazo, mas  um projeto tendencialmente infinito. Por isso,  o ser humano sente que deve ir além dele mesmo, deve se autossuperar e se autotranscender.  Só assim será radicalmente humano.

Kant: o que é bom para mim deve poder ser universalizado

Dito numa palavra, o ser humano é um ser de relações ilimitadas. Ele é, portanto, um em si relacionado. Filosoficamente, é uma pessoa, e como tal um ser de relação com todas as realidades possíveis.

As tendências e as paixões ou o seu capital de desejo e seu complexo universo de impulsos não indicam, concretamente, nenhuma norma de ação concreta. Esse conjunto de energias pede uma canalização para onde elas devem ser  orientadas. É  aqui que entra a liberdade humana e sua capacidade de elaborar um projeto de vida.

Esse projeto de vida se orienta por valores. Esses valores são bons só para mim ou o são para todos? Aqui vale a proposição de Kant: o que é bom para mim deve poder ser universalizado. O projeto de vida põe em ação a liberdade (o que fazer e como fazer) e a responsabilidade (quais são as consequências de meus atos). Sem liberdade e responsabilidade não há ética humana em nenhum lugar do mundo. A liberdade como  capacidade de autodeterminação e a responsabilidade como sentir que pode afetar a outros e ser afetado são dados comuns da natureza humana.

No fundo, o sentido último da ética é fazermo-nos mais plenamente humanos no sentido de fazermo-nos melhores a nós mesmos e de criar condições para que outros sejam também melhores junto conosco.

Apliquemos esta visão da natureza humana aos temas relativos à família e à sexualidade. Partimos do fato de que há algo de comum: todos somos igualmente humanos. Há também há algo de distinto: somos humanos no modo chinês, ianomâmi, mapuche e brasileiro. A diferença não destrói a unidade de base. Apenas mostra a fecundidade desta natureza coparticipada, pois ela só se dá na medida em que se realiza de diferentes formas. E se realiza cada vez de forma limitada, por isso aberta para os lados (reconhecendo outras realizações) e para o futuro (acolhendo outras possíveis concretizações).

Nesta quadra nova da consciência globalizada na qual temos acesso a tantas diferenças, importa entender as dois dados como diferentes e complementares. Nenhum tem o direito de se impor aos demais; devem existir como  diferentes e serem aceitos com tais.   ————–

Aplicadas estas reflexões ao tema da família e da sexualidade, devemos dizer: importa respeitar as diferenças, identificar os elementos comuns e aprender a conviver com distintas morais e formas de família e de sexualidade. Mas sob uma condição: todas devem tratar humanamente o ser humano, nunca fazê-lo objeto mas um ser autônomo com valor em si mesmo. A partir daí estabelecer o diálogo, fazer as críticas e ver como podemos todos nos tratar humanamente, com amor e respeito, de forma que possamos sempre ser melhores. É o mínimo do mínimo de uma possível ética humanitária, hoje  tão necessária.

* Leonardo Boff, filósofo e teólogo, é autor de ‘Etica da vida’ (Record, Rio, 2009).

Semana Santa

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba (MG)

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, que termina no Domingo da Páscoa. A partir daí começa um novo Ciclo na dinâmica de vida dos cristãos. A fé em Deus tem sustentação na realidade da Ressurreição de Jesus Cristo. Isto significa que Deus age na história e convoca a todos para defender a vida da natureza, especialmente a dignidade da pessoa humana.

Na Semana Santa Jesus Cristo é contemplado como Aquele que enfrenta a perseguição, a condenação, a paixão e a morte. É um despojamento da condição divina, tomando forma humana para elevar o ser humano à dignidade e possibilidade de encontro com o Senhor da vida. Os ramos são a exaltação daquele que entrega a vida no caminho da paixão e da cruz.

Há momentos em que as pessoas passam por períodos de prostração e desespero, sem ânimo para agir, necessitando de um processo de construção da esperança perdida. Elas devem contar com a manifestação amiga e solidária de Deus. Mas é necessário assumir a Semana Santa como momento de manifestação de fé e confiança naquele que é capaz de reconstruir a verdadeira vida.

É importante não se sentir desprotegido e desamparado por Deus. Assim sendo, é possível caminhar de cabeça erguida e com capacidade de superar todo tipo de incompreensão, de injúrias e de agressões. A Palavra Bíblica deve ser o alicerce para quem nela busca seu amparo e força para agir com coragem e muita confiança.

Viver a Semana Santa supõe entrar no clima que ela vem propor. Aí Jesus aparece como o Servo sofredor, abandonado pelos amigos mais próximos, e enfrenta os ultrajes sem perder de vista a fidelidade ao projeto divino, concretizado em sua missão. Foi traído e vendido como escravo, negado e condenado a morrer na cruz.

O caminho percorrido por Jesus denuncia todo tipo de poder envolvido com injustiça e voltado apenas para interesses pessoais ou de algum grupo particular. Isto significa que muitas pessoas são lesadas e injustiçadas por poderes escusos e ser temor de Deus.

Assembleia deveria convocar Sebastião Uchôa sobre desaparecimento de preso

SEJAPEu estava presente à reunião da Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa do Estado, presidida pela deputada Eliziane Gama, quando a mãe do preso que sumiu misteriosamente do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, fez um amplo relato sobre o desaparecimento do seu filho Ronaldon Silva Rabêlo, que se encontrava no presidio São Luís 2. Ela informou que o seu filho foi preso em Santa Inês e transferido para São Luís. Revelou que esteve algumas vezes com ele no presidio e diariamente recebia telefonemas dele de dentro do cárcere, mas que em algum momentorevelou que estivesse sofrendo qualquer tipo de ameaça. Quando foi informada que ele seria posto em liberdade, inclusive com alvará de soltura concedido pela justiça, ela se apressouem vir recebe-lo para retornarem juntos a Santa Inês.

       Quando ela, já com a informação de que o alvará de soltura estava em poder da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, procurou pelo filho, ninguém soube informar, muito embora tenha feito uma peregrinação caminhando de um local para outro com informações e orientações recebidas. Foi a partir dessa audiência, que a deputada Eliziane Gama começou a fazer cobranças sobre o paradeiro do preso para a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária. O secretário Sebastião Uchôa, através da televisão registrou claramente que o preso teve fuga facilitada, mas nunca conseguiu esclarecer a questão, uma vez que o nome de RonaldonRabêlo nunca apareceu em lista de presos que fugiram ou foram mortos dentro dos cárceres.

       A verdade é que dentro do próprio presidio, segundo comentários de presos, Ronaldon Silva teria sido assassinado e esquartejado e o seu corpo desovado em sacos de lixo. Se a Sejap apurou o fato deve estar sendo mantido em sigilo, muito embora não acredite em providências dessa ordem, levando-se em conta que o Complexo de Pedrinhas é marcado por sérias esculhambações com assassinatos, fugas, escavações de túneis, sem falarmos nas apreensões de armas de fogo, munição, armas brancas, o que demonstra claramente de que com a administração existente dentro da Sejap, não adianta colocar dentro no local a Policia Militar, a Força Nacional de Segurança, segurança armada privada e centenas de monitores, uma vez que todos juntos sem devida capacitação e experiência não vão poder fazer o que os agentes penitenciários sabem fazer , levando-se em conta que não capacitados para um trabalhoque requer conhecimentos específicos.

        A deputada Eliziane Gama, bem que pode convidar o secretário Sebastião Uchôa para fazer esclarecimentos sobre o fato para a própria comissão ou para o plenário do legislativo. Ela também pode pedir em plenário a convocação de Uchôa, o que neste momento não seria difícil em ser aprovada, o que também serviria para muitos esclarecimentos sobre a escabrosa corrupção dentro da pasta que dirige.

Fetaema fez aliança com Flávio Dino

        fetaema O Conselho Deliberativo da Fetaema fez uma aliança com o advogado Flávio Dino, pré-candidato ao Governo do Maranhão. A entidade encaminhou uma carta ao pré-candidato com importantes propostas para o desenvolvimento do Estado, destacando dentre elas, observações quanto a necessidade de politicas públicas efetivas para o meio rural possibilitando a que trabalhadores e trabalhadoras rurais venham a se tornar produtores de alimentos, o que poderá concorrer para diminuir a importação, principalmente de produtos hortifrutigranjeiros, que hoje o nosso Estado importa mais de 90%.

           Flávio Dino compareceu à reunião do Conselho Deliberativo da Fetaema, quando entregou pessoalmente a resposta por escrito ao presidente Chico Miguel, registrando que concorda plenamente com a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Maranhão, dando bastante ênfase ao combate ao trabalho escravo, a luta pela reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar com uma assistência técnica, que possa promover uma revolução no meio rural com produção e produtividade. O enfrentamento a grilagem de terras, a expulsão de posseiros por latifundiários e políticos a serviço do agronegócio, estão entre as inúmeras questões que hoje afligem trabalhadores e trabalhadoras rurais. A verdade é que no atual governo, o Movimento Sindical Rural em nada avançou com as reivindicações do Grito da Terra, muito pelo contrário enfrentou inúmeras dificuldades em razão de promessas não honradas.

Audiência na Câmara Federal sobre estupros no Complexo de Pedrinhas

Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara Federal, realizou hoje audiência pública, para debater e investigar os casos de estupros coletivos na penitenciária de Pedrinhas, localizada em São Luís no Estado do Maranhão

 A proposta de audiência pública foi feita pela vice-presidente da CDH, deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) após ter tido conhecimento, através do relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de que mulheres e familiares dos detentos estariam sendo vítimas de vários tipos de abuso. “O relatório do CNJ que denunciou tamanha barbárie aponta fatos gravíssimos de violência e crueldade”, destacou a deputada.

Janete Capiberibe destacou parte do relatório que aponta as mulheres sendo usadas como moeda de troca e de punição pelos chefes das facções criminosas. “É lamentável e inconcebível o que está acontecendo no presídio de Pedrinhas”, enfatizou a parlamentar amapaense.

Participarão do debate as ministras: Eleonora Menicucci (Secretaria de Políticas para as Mulheres) e Ideli Salvati (Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República); os secretários do Estado do Maranhão: Aluísio Guimarães Mendes Filho (Segurança Pública) e Sebastião Uchôa Neto (Justiça e Administração Penitenciária); o coordenador Douglas de Melo Martins (Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário de Execução de Medidas Socioeducativas-DMF do Conselho Nacional de Justiça); as coordenadoras: Heidi Carneka (Questão da Mulher Presa da Pastoral Carcerária Nacional) e Maria Esther de Albuquerque (Área Técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde) e a professora Maria Palma Waolff (doutora da Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul-PUC).

Justiça interdita a Delegacia do Adolescente Infrator de Timon

A Justiça determinou, na última sexta, 4, a interdição das celas da Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) em Timon. A decisão foi resultado de Ação Civil Pública impetrada em outubro do ano passado pelo promotor titular da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Timon, Eduardo Borges Oliveira, devido às precárias condições físicas do estabelecimento.

 O promotor alega que a DAI não apresenta condições estruturais ou mesmo institucionais para acolhimento de adolescentes infratores, colocando em risco os jovens, os policiais e a sociedade. “A falta de segurança do prédio vem trazendo inúmeras preocupações e intercorrências que devem ser afastadas, principalmente pelo constante risco para a integridade física e moral dos adolescentes apreendidos. As condições de higiene são precárias e faltam iluminação e ventilação adequadas”, relata o promotor Eduardo Borges.

 Ele solicitou a interdição das celas da DAI até que o Estado reforme ou construa um novo prédio de acordo com os parâmetros legais. A ação pediu ainda que o centro ofereça atendimento aos adolescentes com deficiência, além de garantir serviços médico e odontológico em espaço apropriado.

 Na liminar, a Justiça fixou prazo de um ano para a reforma ou a construção de um novo prédio para funcionamento da delegacia, com estrutura física que atenda às normas do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros.

 A decisão determina o deslocamento dos adolescentes apreendidos para a unidade socioeducativa mais próxima enquanto as exigências não forem atendidas. No caso de descumprimento, a liminar fixa multa mensal de R$ 5 mil, revertida em favor do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, até o limite de R$ 60 mil.

 (CCOM-MPMA)​

Astro de Ogum foi aclamado como o próximo presidente da mesa da Câmara

ASSEMBLEIAA eleição de Astro Ogum foi marcada pelo consenso dos vereadores em torno do seu nome

Com o sim da totalidade dos trinta e um vereadores presentes no Plenário Simão Estácio da Silveira, o vereador Astro de Ogum (PMN) foi aclamado como o novo presidente da Câmara Municipal de São Luís, na manhã desta quarta-feira, (09), para comandar os destinos do parlamento da capital maranhense no biênio 2015/2016. A eleição transcorreu em um clima de tranqüilidade, sendo acompanhada atentamente pelos profissionais de comunicação e pelas pessoas que lotavam a galeria.

Após ser confirmado como o novo dirigente do Legislativo Ludovicense, Astro de Ogum ocupou a tribuna vereador Augusto Serra para agradecer aos seus pares nominalmente, a imprensa e a todos os presentes, destacando seu compromisso “com a valorização do parlamento, do funcionalismo desta Casa”. Ele ainda falou sobre o trabalho realizado pelo projeto Câmara Itinerante, da Ouvidoria do parlamento, e também sobre o plano de saúde dos vereadores, a assistência médica aos servidores, além da instalação do painel eletrônico no plenário nos próximos dias, além da construção da nova sede da Câmara Municipal.

“Esta foi uma vitória do parlamento e do povo de São Luís”. Assim Astro de Ogum definiu a sua escolha unânime como o novo presidente da Câmara. Continuando, ele fez questão de ressaltar que o pleito “não teve envolvimento de terceiros fortes, e nós vamos lutar cada dia para não decepcionarmos a quem confia em nós, e digo que vamos dar continuidade a tudo que já tem sido realizado”.

No meio de seu pronunciamento, Astro de Ogum chegou a se emocionar, chegando a derramar lágrimas quando procurou falar um pouco de sua vida e lembrou de seu pai e sua mãe. Na oportunidade, ele falou sobre o tempo da sua infância, de ter começado a trabalhar aos dez anos como vendedor de mariola, picolé, sendo o arrimo de família. Em seguida, tratou de seu ingresso na política, quando iniciou sua labuta com o então vereador e presidente da Câmara, hoje deputado estadual Manoel Ribeiro.

MANIFESTAÇÕES – Durante a votação alguns vereadores fizeram questão de externar suas opiniões sobre o ocorrido, como a vereadora Bárbara Soeiro (PMN), dizendo que votaria em Astro de Ogum, mas não votaria em alguns componentes da chapa: Presidente Astro de Ogum, 1º vice Francisco Carvalho (PSL), 2º vice Josué Pinheiro (PSDB), 3º vice Ricardo Diniz (PHS), 1º secretário Pavão Filho (PDT), 2º secretário Pedro Lucas (PTB), 3º secretário Marlon Garcia (PTdoB), 4º secretário Paulo Luiz (PRB) e 5º secretário Professor Lisboa.

Ao fazer sua declaração de voto, o presidente do Legislativo São-luisense, vereador Antonio Isaias Pereirinha (PSL), disse: “estou aqui votando pela amizade, companheirismo, lealdade e pelo poder de aglutinação do amigo Astro de Ogum”. Já os vereadores Sebastião Albuquerque (DEM), Rose Sales (PCdoB), Marquinhos (PRB), José Joaquim (PSDB) entre outros parlamentares frisaram estar votando em Astro de Ogum confiantes nas mudanças que estarão para acontecer. Também vale ressaltar o destaque feito ao PSDB que antecipadamente declarou irrestrito apoio a Astro de Ogum, sem qualquer interesse em cargos, tanto que no dia anterior a eleição os vereadores Gutemberg Araújo e José Joaquim se dirigiram até a residência de Astro para fazerem tal manifestação.

Valores de anuidades das OABs revelam disparidade

valoresAs vultuosas diferenças entre os valores de anuidade praticados pelas seccionais da OAB é constantemente tema de discussões no mundo jurídico. Ao analisar o quadro díspar, Migalhas concluiu por meio de pesquisa que, em 2014, a diferença entre os preços fixados por cada seccional ultrapassou a casa dos 60%.

A contribuição paga por advogados de GO é de R$ 992 – extremo norte da tabela –, enquanto a cobrada de advogados do DF, AL e CE é R$ 600 – seccionais classificadas no extremo sul. Confira abaixo os valores, em ordem decrescente, de um Estado para outro.

Classificação

Estado

Anuidade 2014

Descontos

GO

R$ 992,00

Pago em cota única (14/2) – 10%

Inscritos em 2014 – 50% até 14/2
Inscritos em 2013 – 45% até 14/2
Inscritos de 2010 a 2012 – 20% até 14/2

SP

R$ 926,00

Pago em cota única (15/1) – 7%

MS

R$ 893,00

Inscritos há 1 ou 2 anos – 10%
Inscritos há 3 anos – 7,5%
Inscritos há 4 ou 5 anos – 5%

SC

R$ 888,25

Pago em cota única (5/1) – 20%

Inscritos em 2014 – 50%
Inscritos em 2013 – 40%
Inscritos em 2012 – 30%
Inscritos em 2011 – 20%
Inscritos em 2010 – 10%

TO

R$ 850,00

Pago em cota única (10/3) – Desconto de R$ 200,00

Inscritos há 1 ou 2 anos – R$ 650,00

RJ

R$ 841,58

Pago em cota única (10/12) – R$ 755,25
Pago em cota única (10/1) – R$ 795,00

Inscritos entre 2010 e 2014
(10/1) – R$ 694,00

PA

R$ 840,00

Pago em cota única (10/3) – R$ 672,00
Inscrito em 2014 – 80%
Inscritos em 2013 – 60%
Inscritos em 2012 – 40%
Inscritos em 2010 e 2011 – 20%

RS

R$ 782,39

Inscritos em 2012 e 2013 – R$ 377,66
Inscritos em 2010 e 2011 – R$ 566,65

PR

R$ 767,80

Inscritos em 2014 e 2013 – R$ 690,80
Inscritos em 2012 – R$ 706,20
Inscritos em 2011 – R$ 721,60

10º

ES

R$ 760,83

Pago em cota única (Fevereiro) – 10%
Pago em cota única (Março) – 8%
Pago em cota única (Abril) – 5%
Até 4 anos de inscrição – R$ 684,75

11º

MA

R$ 760,00

Pago em cota única (31/1) – 10%
Pago em cota única (28/2) – 5%
Inscrito há 1 ou 2 anos – 10%

12º

SE

R$ 750,00

Pago em cota única (27/1) – 20%
Formado em 2014 ou 2013 – 40%
Formado em 2012 – 30%
Formado em 2011 – 20%
Formado em 2010 – 10%

13º

RR

R$ 750,00

Pago em cota única (10/3) 10%
Pago em cota única (10/4) – 7%
Pago em cota única (10/5) – 4%
Inscritos há até 3 anos – R$ 600,00

14º

MT

R$ 725,00

Pago em cota única (28/2) – 10%
Inscrito em 2014 – R$ 400,00
Inscritos em 2013 – R$ 550,00
Inscritos em 2012 – R$ 590,00
Inscritos em 2011 – R$ 630,00

15º

AC

R$ 720,00

Pago em cota única (5/2) – 15%
Pago em cota única (5/3) – 10%
Inscritos em 2014 – 25%
Inscritos em 2013 – 20%
Inscritos em 2012 – 15%
Inscritos em 2011 – 10%

16º

PI

R$ 720,00

Inscritos em 2010 – R$ 648,00
Inscritos em 2011 – R$ 576,00
Inscritos em 2012 – R$ 504,00
Inscritos em 2013 – R$ 432,99
Inscritos em 2014 – R$ 360,00

17º

RN

R$ 670,00

Pago em cota única (31/1) – Desconto de R$ 70,00
Inscritos há até 3 anos – R$ 500,00

18º

RO

R$ 660,00

19º

AP

R$ 660,00

Pago em cota única (28/2) – Desconto de R$ 60,00 para profissionais com 4 anos ou mais de inscrição
Inscritos há 1 ano – R$ 480,00
Inscritos há 2 anos – R$ 540,00
Inscritos há 3 anos – R$ 570,00

20º

MG

R$ 660,00

Pago em cota única (17/1) – R$ 600,00
Formados em 2012 – 5%
Formados em 2013 – 10%
Formados em 2014 – 20%

21º

PB

R$ 650,00

Pago em cota única (31/1) – 25%
Pago em cota única (28/2) – 20%
Pago em cota única (31/3) – 15%
Pago em cota única (30/4) – 10%
Pago em cota única (30/5) – 5%
Inscritos há até 3 anos – R$ 350,00
Formado há até 4 anos – R$ 487,50

22º

BA

R$ 650,00

Pagamento em cota única (31/1) – 10%
Inscritos em 2014 – 50%
Inscritos em 2013 – 40%
Inscritos em 2012 – 30%
Inscritos em 2011 – 25%

23º

AM

R$ 650,00

Pagamento em cota única (28/2) – R$ 50,00
Pagamento em cota única (31/3) – R$ 40,00

24º

PE

R$ 650,00

25º

CE

R$ 600,00

Advogados com mais de 65 anos – R$ 420,00

26º

DF

R$ 600,00

Inscritos em 2014 – 50%

27º

AL

R$ 600,00

Pagamento em cota única (31/1) – 15%
Pagamento em cota única (28/2) – 10%
Pagamento em cota única (31/3) – 5%
Inscritos em 2014 – 50%
Inscritos em 2013 – 40%
Inscritos em 2012 – 30%

*Dados coletados até 8/4/14.
**Para classificação de OABs com anuidade de igual valor foi considerado como critério os descontos oferecidos.

Variações

Sabe-se que a Ordem de cada Estado tem autonomia para fixar a taxa, com base em princípios como a razoabilidade, mas a plasticidade do conceito, doutrinado de acordo com entendimento e princípios particulares a cada entidade, resulta no quadro apresentado.

Na região sudeste, por exemplo, os preços variam entre R$ 926 (SP) e R$ 660 (MG). Uma diferença de R$ 266. Já na região nordeste verifica-se que os valores praticados pelas OABs são mais equilibrados. Seis dos nove Estados cobram quantias entre R$ 670 e R$ 600. A maior anuidade fixada, em análise da localidade, é pelo SE em R$ 750.

A surpresa, no caso, fica por conta da seccional do DF. Quatorze, das últimas 15 posições da tabela comparativa, com os menores preços praticados, são preenchidas por Estados das regiões Norte e Nordeste. Em 25º lugar, cobrando R$ 600 dos advogados inscritos, está localizado o DF.

Comparativo

Comparando as anuidades cobradas por cada seccional em 2013 e 2014, têm-se uma nova perspectiva. No topo da tabela, a Ordem do Estado do RN aumentou o valor em 28,07%. Em contrapartida, no extremo oposto, a OAB/RJ diminuiu a quantia referente à taxa em 5,44%. Confira.

Estado

Anuidade 2013

Anuidade 2014

Diferença

RN

R$ 523,13

R$ 670,00

28,07%

AC

R$ 600,00

R$ 720,00

20%

PE

R$ 545,00

R$ 650,00

19,26%

PB

R$ 530,00

R$ 650,00

18,46%

MA

R$ 650,00

R$ 760,00

16,92%

PA

R$ 720,00

R$ 840,00

16,66%

AP

R$ 600,00

R$ 660,00

10%

MG

R$ 600,00

R$ 660,00

10%

ES

R$ 697,00

R$ 760,83

9,15%

BA

R$ 600,00

R$ 650,00

8,33%

AM

R$ 600,00

R$ 650,00

8,33%

GO

R$ 919,00

R$ 992,00

7,94%

PR

R$ 718,30

R$ 767,80

6,89%

TO

R$ 800,00

R$ 850,00

6,25%

SP

R$ 874,00

R$ 926,00

5,94%

PI

R$ 680,00

R$ 720,00

5,88%

MS

R$ 861,00

R$ 893,00

3,71%

SE

R$ 750,00

R$ 750,00

MT

R$ 725,00

R$ 725,00

AL

R$ 600,00

R$ 600,00

DF

R$ 600,00

R$ 600,00

CE

R$ 600,00

R$ 600,00

RS

R$ 795,36

R$ 782,39

(-) 1,63%

SC

R$ 935,00

R$ 888,25

(-) 5%

RJ

R$ 890,00

R$ 841,58

(-) 5,44%

RR

*

R$ 750,00

*