Governo Lula na China liga o agronegócio à destruição da Amazônia

Em encontro com empresários brasileiros e chineses em Pequim (China), o presidente da Agência Brasileira de Promoção e Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, relacionou a pecuária e a produção de grãos no Brasil com problemas ambientais, como o desmatamento da Amazônia.

Nós, brasileiros, deveríamos parar de dizer fora do Brasil que o país não tem problema ambiental. Nós temos. Faz muito tempo”, declarou para a plateia composta com grandes empresários do setor.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. As declarações do petista Jorge Viana contrastam com o posicionamento do ministro Carlos Fávaro (Agricultura), que se manifestou na véspera com otimismo sobre o agronegócio brasileiro. O ministro tenta ampliar as exportações e os negócios com empresários chineses.

A fala de Viana foi criticada pela ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina. O presidente da Apex se defendeu dizendo que a fala foi para promover as exportações brasileiras.

Diário do Poder

 

Câmara convocará Flavio Dino para esclarecer venda de armas por colecionadores para facções criminosas

Assim que Flávio Dino usou o microfone da CCJ da Câmara para fazer uma grave acusação contra os CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), na tarde desta terça-feira (28), o deputado federal Delegado Paulo Bilynskyj tomou uma atitude que poderá complicar ainda mais a situação do ministro da Justiça do Lula (PT).

Questionado sobre o motivo da insistência de recadastrar as armas legais no país, enquanto tem anunciado que irá colocar em prática uma política de desarmamento contra os cidadãos que detêm posse e porte legal, o comunista disse o seguinte absurdo:

“O que essas figuras do mal têm feito? Em vez de ir lá, dar o tiro esportivo que a pessoa gosta e pode dar, em vez de estar lá fazendo a coleção que ele gosta e pode fazer, estar vendendo arma pro PCC e pro Comando Vermelho”.

Em resposta, Bilynskyj gravou um vídeo em que anunciou que está protocolando um pedido de convocação para que Flavio Dino se explique e apresente provas do que disse, sob pena de ter cometido grave fake news e, pior, ofendido e imputado crimes a uma parcela significativa da população de forma generalizada

O fato é que o ministro acaba de ser massacrado na CJJ e nem sequer irá conseguir se recompor, pois vem outra ‘lapada’ pela frente. Pelo jeito, será uma atrás da outra, a partir de agora… Seu ‘cargo’ à frente do ministério, bem como o mandato de seu chefe parecem caminhar com maior celeridade para o fim, muito antes do que se imagina pela mentira, arrogância e prepotência.

O problema criado hoje por Flavio Dino com imputações de vendas de armas por colecionadores, atiradores esportivos e caçadores para facções, identificadas pelo próprio ministro – PCC e Comando Vermelho, acabou repercutindo negativamente dentro do PT.

Jornal da Cidade Online

Bomba de estupidez de Lula faz esquerda entrar em colapso e encurrala Flavio Dino

Depois do efeito bomba causado pela associação da declaração do Molusco, com a operação da PF que prendeu os algozes de Moro, uma reunião de emergência foi feita, no sentido de aplacar danos. Lula foi orientado a silenciar por algum tempo, enquanto o pessoal do marketing ressuscitou Tacla Duran para descredibilizar o Senador e apagar o incêndio. Para os petistas o resultado foi péssimo, e parte do núcleo começa a cogitar sobre vazamento de informações, e gente da própria esquerda trabalhando para a queda de Inácio.

Como o clima de guerra civil ainda é forte dentro dos ministérios, a desconfiança só aumenta a apreensão, e parte dos armistícios entre os integrantes começa a perder força. Lula está tendo de intervir diretamente para que os ministros não discutam entre si publicamente. Dino vai dar esclarecimentos na Comissão de Constituição e Justiça, sobre o dia 8 de janeiro e também sobre as tratativas de desarmamento.

Tanto a assessoria de imprensa do molusco, quanto parte da militância entre influenciadores e artistas vai ampliar o eco das declarações de Duran, para fazer fumaça suficiente para que o assunto não tenha a repercussão que merece. Nessa hora, a audiência da direita será fundamental.

Cada declaração ou vídeo da Comissão deve ser acompanhado e compartilhado ao máximo. É uma oportunidade bacana e deve ser aproveitada.

Até porque o que for dito ali, pode alimentar a CPMI que será instalada. No começo do mês eu disse que esse período seria turbulento para os petistas, só não imaginei que seria tanto. E embora muitos vermelhos estejam mais calmos com o fim de março, por ter sido um mês terrível para a esquerda, o receio de muitos que acompanham política em Brasília, está longe de acabar.

Para eles, março não é fim de um período…Mas o começo de outro muito mais preocupante.

Victor Vonn Serran

Articulista

 

Juscelino Filho empregou gerente de haras e piloto privado em gabinete

Nomeados por Juscelino, funcionários mantêm cargos no gabinete do suplente dr. Benjamin

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, empregou dois funcionários no próprio gabinete quando deputado federal. Juscelino se licenciou do cargo para assumir uma cadeira na Esplanada de Lula após indicação do senador Davi Alcolumbre (União-AP). Klennyo Ribeiro e Leumas Rendder mantém os empregos no gabinete de Dr. Benjamin (União-MA), suplente de Juscelino Filho. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo e confirmada pelo Diário do Poder.

Klennyo é apontado como gerente do haras da família do ministro e foi nomeado na Câmara dos Deputados em 2016. O último salário de Klennyo, em janeiro deste ano, conforme transparência da Câmara, foi de R$18.925,20.

Leumas é secretário parlamentar de Dr. Benjamin e é apontado como piloto particular de Juscelino, tendo prestado serviço para o ministro que disputava a reeleição para a Câmara. O contracheque de Leumas registra salário de R$10.236,20. O vencimento é referente ao mês de janeiro deste ano.

Em nota ao jornal, Juscelino Filho defendeu as nomeações e firmou que os funcionários “prestam suas atividades com zelo, profissionalismo e regularidade, no apoio à atividade parlamentar em Brasília e no Estado, seja presencialmente, seja em modelo híbrido ou remoto na pandemia“.

Diário do Poder

 

Elo com deputado Maranhãozinho do PL leva ao STF investigação de corrupção na Codevasf

 As investigações sobre corrupção em contratos de pavimentação da estatal Codevasf migraram da Justiça Federal para o STF (Supremo Tribunal Federal) após a Polícia Federal apresentar indícios da ligação do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) com os supostos crimes. Entre as empreiteiras sob suspeita está a Construservice, uma das principais beneficiadas em serviços de asfaltamento da Codevasf.

A empresa fechou contratos com verbas indicadas por diversos parlamentares, como por exemplo emendas de R$ 20 milhões do atual ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA). O inquérito enviado ao STF levou à deflagração de duas fases de uma operação da PF no Maranhão no ano passado.

O caso motivou a prisão do empresário Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP ou Eduardo Imperador, que é suspeito de usar laranjas para comandar a Construservice e de haver pago propina de R$ 250 mil a um gerente da Codevasf. Costa agora está em liberdade e nega ter cometido os crimes.

Em âmbito federal, a Construservice se tornou a vice-campeã de licitações da Codevasf em 2021, na gestão Bolsonaro. Na esfera estadual, a empreiteira teve grande faturamento no Maranhão, ao receber cerca de R$ 710 milhões de 2015 a 2022, período em que o estado era comandado pelo atual ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB. Eduardo DP fez alianças com autoridades do entorno de Dino e chegou a aparecer em ao menos duas fotografias ao lado do atual ministro, que nega qualquer relação com o empresário.

Como antecipado pela Folha de S.Paulo em outubro, a operação da PF sobre a corrupção na Codevasf no Maranhão, intitulada Odoacro, encontrou registros de transações financeiras que colocaram o deputado Maranhãozinho sob suspeita. Informações fornecidas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) à PF mostraram que a Construservice, além de outras duas empresas suspeitas, fizeram pagamentos a Carlos Roberto Lopes, ex-chefe de gabinete de Maranhãozinho.

FOLHAPRESS

 

Rosa Mochel: Uma pioneira na Agronomia do Maranhão

José Augusto Silva Oliveira *

Rosa Mochel Martins nasceu no Município de Miritiba, hoje Humberto de Campos, em 19 de janeiro de 1919.  Nos versos do poema MIRITIBA SEMPRE, os nossos olhos descobrem uma declaração de amor e de gratidão à cidade em que ela nasceu: “Um porto, um igarapé/Barcos ancorados, velas a secar/ Crianças rolam nas areias do morro/ E se jogam nas águas salobras do Periá// Miritiba// Ali nasci/ Ali vivi a minha infância/ Abrindo os caminhos para a adolescência”.

Rosa Mochel era a oitava filha do casal José Augusto Mochel e Ercília Rodrigues Mochel. Casou-se com o Engenheiro Agrônomo Ezelberto Martins. Professora Normalista, Geógrafa e Historiadora, foi a primeira mulher do Estado do Maranhão a se formar-se em Engenharia Agronômica.

Segundo o Engenheiro Agrônomo Lourenço José Tavares Vieira da Silva, idealizador e fundador da Escola de Agronomia do Maranhão, hoje incorporada à estrutura da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, Rosa Mochel Martins iniciou o curso de Agronomia no Maranhão, na década de 40. A iniciativa logo se encerrou com não mais do que uma ou duas turmas, o que a levou a concluir seus estudos no Rio de Janeiro.

A Engenheira Agrônoma Rosa Mochel integrou o quadro de profissionais do Ministério da Agricultura, como Assessora Técnica. À mercê de sua formação acadêmica, ocupou diversos cargos na estrutura do Governo do Estado do Maranhão.

Com cursos de especialização e aperfeiçoamento, o de Aperfeiçoamento de Professores para o Magistério, Curso de Professores de Geografia de Ensino Superior, Curso de Folclore, Curso de Agricultura, entre outros, Rosa Mochel foi Engenheira Agrônoma da Seção de Genética da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Chefe do Campo de Sementes dos municípios de Codó e Coroatá, no Maranhão, e do Setor de Agrostologia da Granja Barreto, em São Luís.

Entusiasta da natureza, Rosa Mochel atuou fortemente na defesa do meio ambiente. Criou um horto florestal, no bairro Maracanã, zona rural de São Luís. Nele, cultivou diversas espécies, cujas sementes eram objetos de doação o que era feito com o intuito de contribuir para a preservação ambiental local, num papel de vanguarda na defesa do meio ambiente.

Em EM BUSCA DA PRIMAVERA, obra de Rosa Mochel, publicada em 1977 e que integrava o Programa de Ação Cultural do Serviço de Imprensa e Obras Gráficas do Estado do Maranhão – SIOGE, o então administrador dele, acadêmico Jomar Moraes, assim apresentou a autora: “Autora, entre muitos trabalhos, do livro CONHEÇA O MARANHÃO, Rosa Mochel Martins ama a natureza, distribui sementes, incentiva o artesanato, pesquisa manifestações folclóricas, escreve teatro, planta flores ou denuncia, como neste oportuno texto, as distorções que ferem de morte a natureza, numa época em que é necessário preservá-la”.

Dois pequenos belos trechos de EM BUSCA DA PRIMAVERA são reveladores das considerações feitas por Moraes: “[…] O menino morava em frente a uma pequena praça circundada de grosseiros bancos de cimento bastante danificados. De espaço a espaço, contavam-se trinta quadras dos abertos no chão para conterem árvores. Das trinta mudas ali plantadas, doze morreram, quatorze sumiram como por encanto e quatro conseguiram sobreviver.  Uma, a que ficava defronte de sua casa, era a mais frondosa. As três restantes, deformadas pela falta de proteção, não chegaram a alcançar dois metros. Aquele, decididamente, não era o melhor meio para abrigar andorinhas”; “[…] Plantando e protegendo árvores, talvez a primavera chegasse mais depressa e com ela, as andorinhas”.

Seguindo a obsessão de Rosa Mochel pelo meio ambiente, foi criado, em 1988, há 35 anos, portanto, o Herbário da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, como espaço das aulas práticas do Curso de Agronomia. Desde 2009, ele está registrado na Rede Brasileira de Herbários da Sociedade Botânica do Brasil – SBB como Herbário Rosa Mochel. A partir do ano de 2010, ele passou a integrar o Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia do MCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos do Brasil.

O acervo possui cerca de 7 mil amostras de material botânico. O Herbário Rosa Mochel tem como missão conhecer e conservar a flora do Estado do Maranhão, atendendo alunos de graduação, pós-graduação, pesquisadores e bolsistas da UEMA e de outras instituições, e a comunidade escolar em geral.

Para mais, a Fazenda Escola do Campus de São Luís da UEMA, espaço para a pesquisa e experimentação dos cursos da área de Ciências Agrárias, mantém a Reserva Florestal Rosa Mochel.

Em homenagem à Professora Rosa Mochel, existe a Unidade Integrada de Ensino Rosa Mochel Martins, situada no bairro da Vila Embratel, em São Luís. Em Humberto de Campos, a Biblioteca Municipal também leva o nome dela.

No Maracanã, em conjunto com a comunidade local, Rosa Mochel criou e organizou o que vem a ser hoje a tradicional Festa da Juçara, realizada anualmente no mês de outubro.

Professora normalista, Geógrafa e Historiadora (Bacharelado), esteve à frente da Secretaria de Educação e Ação Comunitária de Toponímia para a Conservação do Patrimônio Histórico do Município de São Luís, onde desenvolveu  abrangente e arrojado programa, cujo objetivo principal era o de despertar as potencialidades da gente maranhense numa linha de preservação dos mais autênticos e mais representativos valores culturais do Estado, com ações voltadas, sobremaneira, para a educação de crianças e jovens.

Em O MUNDO LENDÁRIO DO HOMEM, a autora relata o que se diz por aí: “[…] nas calçadas altas das casas de interior, nas horas de uma roçada, no semissilêncio da espera do peixe ou da caça, nos largos de festa e até nos velórios, que tudo é motivo para relembrar o acontecido ou não, com os enfeites da imaginação humana. Talvez gostosas mentiras que caíram no ‘gosto’ e se popularizaram”.

Para Rosa Mochel, “Lendas sempre existirão. Elas nascem da imaginação popular”. Ela as retrata em O MUNDO LENDÁRIO DO HOMEM, desde o Dom Sebastião perdido na costa maranhense àquela terra em mãos dos soldados portugueses transformada, como por encanto, em pólvora que reabastece as armas no Milagre da Guaxenduba, não sem antes lembrar que “[…] em dias de sexta-feira, à meia-noite, sai uma procissão do cemitério. São os escravos sacrificados por dona Ana Jansen, rezando e pedindo o castigo à culpada. Percorre essa procissão as principais ruas de São Luís com velas acesas e regressa depois ao lugar santo”.

Rosa Mochel exerceu o magistério como Professora do Liceu Maranhense, do Colégio de São Luís, do Instituto Rosa Castro, da Escola Técnica do Comércio e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC.

Foi também, na década de 70, membro do Departamento de Geografia e Estatística da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, atuando como docente e Assessora Técnica do Programa Centro Rural Universitário de Treinamento e Ação Comunitária (CRUTAC), criado em 1965, com o objetivo de formar profissionais adequados às exigências das áreas interioranas do Brasil.

Auxiliou o Geógrafo e Engenheiro maranhense e um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM, Dr. José Eduardo de Abranches Moura (irmão de Dunshee de Abranches) na elaboração da nova “Carta do Estado”.

Foi executante de estudos das linhas divisórias e demarcações dos municípios de Coelho Neto, Buriti, Urbano Santos, Humberto de Campos, Pastos Bons, Mirador, Colinas, Pedreiras, entre outros.

Em 3 de novembro de 1969, por meio da Lei Nº 3.003, regulamentada pelo Decreto Nº 4.045, de 12 de dezembro do mesmo ano, foi criada a Escola de Agronomia do Maranhão como entidade autárquica estadual, com autonomia orçamentária, administrativa e didática, com sede em São Luís. Em menos de uma década de existência, a Escola de Agronomia do Maranhão recebeu autorização de funcionamento do Conselho Estadual de Educação, em 30 de setembro de 1970 e, posteriormente, foi reconhecida como Instituição de Ensino Superior, em sessão plenária do Conselho Federal de Educação, em 30 de abril de 1974.

A Portaria Nº 002/70, de 04 de maio de 1970, nomeava Professor-Assistente da Escola de Agronomia do Maranhão a Professora Rosa Mochel Martins, para a Cadeira de Desenvolvimento de Comunidade.

Apresentou a Professora. Rosa Mochel o seguinte currículo: “Rosa Mochel Martins, Engenheiro Agrônomo. Bacharel e Licenciada em Geografia e História pela Faculdade de Filosofia de São Luís do Maranhão (1961). Curso de Aperfeiçoamento de Professores promovido pelo Departamento Nacional de Serviço Social da Indústria (1964). Curso de Avicultura Doméstica (prático), realizado em 1966. Exercício de Magistério nas disciplinas: Complementos Humanísticos e Problemas do Desenvolvimento Brasileiro, na Escola de Engenharia do Maranhão”.

Com sensibilidade para as artes, criou o Centro de Artes Japiaçu (1972) e a Casa de Alice, onde eram oferecidos cursos voltados ao artesanato, música e teatro, além de desenvolver trabalhos com artesões e artistas.

Rosa Mochel Martins conciliou, brilhantemente, as atividades técnicas e artísticas, sendo autora de diversos poemas, poesias, contos, peças teatrais e músicas, entre os quais o poema “O Globo e a Primavera”, onde se tem: “Outras Primaveras virão/ porque o globo gira, gira/e caminha sempre/ para onde não sei/ Estou nele/ Ando com ele/ e sei que é só uma vez”.

Em “De Quem é o Arroz”, revela a expropriação do pequeno lavrador: “João roçou/ João plantou/ João apanhou/ O arroz douradão/ Depois o Chefão/ Não deixou João socar o arroz/ No seu pilão/ De quem é o arroz/ Que João plantou? Será de João?/Ah! Isso é que não/ O arroz de João/ Não chega ao pilão/ O chefe é chefão/ João é peão”.

Rosa Mochel foi agraciada com a Medalha do Mérito Agronômico pela Sociedade de Engenheiros Agrônomos do Maranhão; Medalha Comemorativa do Nascimento de Alberto Santos Dumont pelo Ministério da Aeronáutica; Medalha Gonçalves Dias pela Academia Maranhense de Letras; Diploma de Honra ao Mérito pelo Ministério da Educação – Fundação Mobral.

Rosa Mochel tem vários trabalhos publicados em suas diversas áreas de atuação. Dentre eles, o famoso CONHEÇA O MARANHÃO, de caráter pedagógico, publicado no início da década de 70.

Foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão –IHGM e ocupou, naquele sodalício, a cadeira de número 09, patroneada pelo historiador e administrador colonial Bernardo Pereira de Berredo e Castro (foi governador do Estado do Maranhão, de 1718 a 1722).

Rosa Mochel faleceu no dia 2 de fevereiro de 1985, na cidade de São Luís.

*Professor. Ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Vice-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM.

 

A realidade vergonhosa no transporte coletivo de São Luís. Ônibus com princípio incêndio causa pânico em terminal

O transporte coletivo de São Luís é cada vez mais deficiente e sem quaisquer perspectivas de pelo menos retornar ao que era na administração municipal anterior. A prefeitura de São Luís não tem um mínimo de compromisso em fazer valer os direitos da população de um serviço com um mínimo de qualidade. A imagem acima é de um coletivo que teve princípio de incêndio no terminal da Praia Grande, causando pânico em passageiros.

Recentemente, baseada em uma pesquisa em que a SMTT nega informar a Câmara Municipal, a prefeitura tomou a decisão de aumentar as tarifas dos transportes coletivos, sem exigir pelo menos uma mínima melhoria, uma vez que a realidade atual é se vê todos os dias a população sendo penalizada, com um número bem reduzido de coletivos, os inúmeros que ficam nas ruas e avenidas com panes mecânicas, além dos circulam com goteiras, em que o passageiro que não tiver um guarda-chuva será molhado como se estivesse numa das paradas em que não existe cobertas com as chuvas diárias em nossa capital.

Na última década, o transporte coletivo de São Luís vive atualmente um período de desrespeito aos direitos dos usuários, desde o número reduzido de ônibus, paradas sem coberturas, as panes de coletivos e a total inoperância do poder público, que claramente mostra uma total indiferença e fragilidade diante do empresariado que impõem as suas regras e fazem o que bem entendem.

A SMTT é uma espécie de instituição mais preocupada com os interesses dos empresários em relação aos usuários, uma vez que a cada dia é reduzido o número de coletivos que rodam na cidade. Segundo a Associação dos Usuários de Transporte Coletivo de São Luís, a cidade que já teve mais de 900 ônibus circulando todos os dias, foi reduzido durante a pandemia e na pós pandemia, quando a expectativa era de que voltariam os coletivos, ocorreu o pior, a redução está maior e a entidade afirma que a frota que circula atualmente na capital é no máximo de 500 ônibus.

A buraqueira mais acentuada decorrente das fortes chuvas transformam as operações tapa buracos em uma espécie de enxuga gelo com o sério desperdício do dinheiro público. As pessoas que se destinam dos bairros para o centro, quando conseguem ultrapassar todos os obstáculos, desde pegar o coletivo, enfrentar o calor ou chuva dentro do transporte e com sorte de que haja pane, ao chegar ao trabalho com pouco atraso, se sentem gratificadas.

A verdade é que a falta de um mínimo de compromisso por parte da Prefeitura de São Luís, a omissão da Câmara Municipal e o silêncio do Ministério Público, a população de nossa capital está entregue a própria sorte. Tenho deixado bem claro, que enquanto os usuários do transporte coletivo não se organizarem em busca de seus direitos com manifestações públicas de cobrança e pressionem as instituições pela legitimidade de direitos, vão continuar sendo sacaneados todos os dias. O pior de tudo é que a maioria, nas eleições ainda votam nos próprios algozes.

Fonte: AFD

Com abóbora na tribuna, deputado cobra Lula: “Cadê a picanha?”

Nesta segunda-feira (27), o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) subiu à tribuna da Câmara dos Deputados para ironizar uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com uma abóbora na mão, o parlamentar satirizou o discurso de campanha do petista de trazer picanha para o prato da população.

“Quando a gente planta abóbora na roça é para alimentar porco. Eu queria lembrar o Lula que ele prometeu picanha ao povo brasileiro e ele está tratando o povo como porco. O povo brasileiro não é porco, Lula! Cadê a picanha que o senhor prometeu na campanha?”, declarou o congressista no Plenário.

Na última quinta-feira (23), Lula divulgou um vídeo segurando uma abóbora. A cena do chefe do Executivo com o alimento na mão foi rapidamente aproveitada pela oposição para criticar a promessa do petista, e não foi diferente com Nogueira.

Produtor rural e membro da Comissão de Agricultura da Câmara, do Mato Grosso do Sul, foi eleito para seu primeiro mandato no pleito do ano passado.

Jornal da Cidade Online

 

Câmara interpela Lula sobre sigilo de visitas ao Alvorada

Requerimento de informação é de autoria da bancada do partido Novo

Deputados federais questionaram o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Marco Edson Gonçalves Dias, sobre o sigilo imposto pelo governo ao registro de visitas do Palácio do Alvorada a partir de 1º de janeiro de 2023.

“Não é crível que o presidente Lula, desde 1º de janeiro de 2023, não tenha realizado agendas oficiais ou atendido representantes de interesses no Palácio do Planalto”.

O requerimento de informação é de autoria da bancada do partido Novo, representada pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), junto com os deputados Maurício Marcon (Pode-RS), Luiz Lima (PL-RJ) e Deltan Dallagnol (Pode-PR).

“Na qualidade de deputados federais, cujo papel é fiscalizar os atos do Poder Executivo – conforme previsão do Art. 49 da Constituição Federal de 1988, solicitamos as informações acima discriminadas com o intuito de agregar insumos que permitam uma melhor compreensão da negativa do acesso à informação pública”.

No pedido, os deputados querem saber os dados das agendas oficiais e audiências realizadas pelo presidente Lula desde janeiro de 2023, além da lista dos participantes e dos assuntos tratados.

“O que o governo quer esconder? Por que omitir dados de quem entra e sai do Palácio da Alvorada em agendas oficiais? Quais foram os assuntos dessas reuniões realizadas? A transparência ajuda a garantir que a gestão pública represente os interesses republicanos”, afirmou a líder do Novo, deputada Adriana Ventura.

Os deputados trazem como base a premissa da Controladoria Geral da União (CGU), que orienta pela divulgação dos registros de entrada e saída das pessoas que visitam as residências oficiais do presidente e do vice-presidente, quando estão cumprindo agenda oficial.

Diário do Poder

 

Senado mantém no ‘gavetão’ há 30 anos proposta de redução da maioridade penal

O assassinato da professora a facadas, em São Paulo, fez lembrar que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, engaveta propostas de redução da maioridade penal. O Senado cozinha o tema desde 1993, há 30 anos.

A maioria dos políticos se lembra do projeto de redução da maioridade penal, quando ocorrem crimes violentos praticados por menores ou os casos deles envolvidos no tráfico de drogas. A verdade é que, um considerável número de jovens são utilizados pelo crime organizado para as práticas de inúmeros delitos, mas infelizmente os senadores mostram-se alheios à realidade brasileira.

Há quem afirme, que o projeto sairá do gavetão, quando algum político de maior expressão venha a ser vítima de um jovem com a perda da vida. Por outro lado, surge uma esperança de que o grupo de novos senadores possa tomar uma atitude se consiga desengavetar a proposta de redução da maioridade penal.

Diário do Poder