A volta do Lula dá prejuízo de R$ 2,6 bilhões na Petrobrás, que segue ladeira abaixo

Maior das estatais, a Petrobras é a mais recente vítima da má gestão e de interferências do governo Lula, registrando prejuízo de R$2,6 bilhões entre abril e junho de 2024. É o primeiro prejuízo em 4 anos. Ao final do segundo governo Lula, após o petrolão, a estatal valia R$24 bilhões. Em 2023, Lula recebeu a Petrobras valendo quase R$600 bilhões. Outras seguem no caminho do brejo como os Correios, mas Lula decretou sigilo dos resultados. Os Correios voltaram a dar prejuízo após recuperação.

Estava escrito

O governo devolveu uma rotina de prejuízos bilionários à Petrobras, que, em março, perdeu em apenas um dia R$56 bilhões em valor de mercado.

Recordar é viver

Ainda no STF, Ricardo Lewandowski anulou na Lei das Estatais tudo que proibia político dirigindo empresas. Aposentado, virou ministro da Justiça.

Más escolhas

Com a Lei das Estatais desfigurada, Lula indicou o ex-senador Jean Paul Prates, sem qualificação ou experiência, para presidir a Petrobras.

Outra gestão

O prejuízo do segundo trimestre ainda não tem relação com a gestão de Magda Chambriard na Petrobras, e sim com a diretoria anterior.

Coluna do Claudio Humberto

 

Denúncias contra os Correios mostram muitas doações para o RS retidas em depósitos da empresa

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) afirmou que em várias unidades dos Correios no Brasil há grande quantidade de doações ao Rio Grande do Sul represadas. Cleitinho disse que na semana passada esteve em um galpão dos Correios em Minas Gerais, por conta de uma denúncia que recebeu de um servidor da empresa, que afirmou haver muitas doações destinadas ao Rio Grande do Sul paradas no local desde maio/junho. O senador afirmou que esteve lá para fiscalizar e filmou as doações que estavam no local. Por conta disso, afirmou Cleitinho, os Correios acionaram a Polícia Federal para investigar o que havia acontecido.

“A Polícia Federal tem tanta coisa para fazer, gente, tantas situações no Brasil para poder investigar. E vocês, dos Correios, mandaram a Polícia Federal me investigar por que eu fui lá no galpão mostrar as doações que estão lá, do Rio Grande do Sul, que vocês não entregaram até agora. Há necessidade urgente de apuração pela justiça sobre a inércia dos Correios, inclusive com a responsabilização criminal, sem prejuízos de outras sanções da presidência da república. E não é só lá em Minas Gerais não, já tem imprensa aqui do DF mandando para nós que o galpão dos Correios aqui no DF também estão cheios! Lá na Bahia, um Deputado Estadual também mostrou que está cheio de doações. Será que a Polícia Federal não deveria investigar os Correios? Não é ao contrário, não? Por que até agora vocês não entregaram? Que eficiência é essa de vocês? — questionou o senador.”

Jornal da Cidade Online

 

A dura vida das escolas cívico-militares

 

                                                                                     Percival Puggina

Dureza! Embora desejadas e apreciadas por tantos alunos, pais e por tantos bons professores em estados e municípios brasileiros cujas sociedades reconhecem seus bons resultados, as escolas cívico-militares enfrentam uma luta permanente por sua sobrevivência. Os motivos alegados por quem propõe sua extinção ou interdição envolvem um preconceito e um conceito. O preconceito é contra o rótulo militar; o conceito é que o cívico precisa ser coletivo, único e unitário. Por igual razão, seus adversários são contra o ensino das crianças pelos próprios pais (home schooling), que é, tão somente uma fórmula pela qual os pais zelosos tentam contornar o problema de uma educação escolar com péssimos resultados.

Então, sindicatos de professores e partidos políticos de extrema esquerda pressionam governos, parlamentos e administrações municipais e se revezam nos protocolos do judiciário portando petições pela eliminação desse tipo de educandário. O sistema não quer perder uma única vítima. Sou avesso aos alinhamentos automáticos. De regra, parece pouco racional a conduta de quem se põe ao lado de tudo que um grupo político diz e contra tudo que o outro fala. A política não está acima da razão, da ética e do bem. No caso, porém, os opositores são conhecidos e estamos falando do bem dos estudantes, dos pais e das comunidades atendidas por esses estabelecimentos de ensino. A eles há que se alinhar automaticamente sim, e perguntar: seria essa uma campanha contra um sinal de contradição cujos resultados o sistema oficial não pode contestar?

Enquanto a rede de ensino público, nitidamente, revela pouco interesse pela presença, opinião e participação dos pais na vida das escolas, as escolas cívico-militares agem no sentido inverso. Enquanto as escolas da rede pública são vulneráveis às más influências externas, à indisciplina e às condutas violentas, as escolas cívico-militares cultivam os bons costumes e as condutas civilizadas voltadas ao aprendizado, mantendo à distância traficantes, malfeitores e desordeiros. Enquanto, nas escolas públicas, o amor à pátria é negligenciado em nome de seu ativismo crítico, nas cívico-militares o patriotismo não é reprovado, mas estimulado. Então pergunto: esses três tópicos não fazem lembrar os três daquele recente discurso de Lula ao Foro de São Paulo comemorando a derrota do discurso da família, dos costumes e do patriotismo? Pois é.

Mais algumas razões da razão devem ser acrescentadas para compreensão da animosidade às escolas cívico-militares. Há quase dois anos, em artigo que escrevi para vários jornais e sites eu as explicitei assim:

Mas é só por isso que a extrema esquerda no poder combate historicamente e põe as escolas cívico-militares de joelhos com a nuca exposta? Não, tem muito mais. A escola que ela quer substitui o moralmente correto pelo “politicamente correto”, a História por um elenco de narrativas capciosas, a solidariedade pelo antagonismo, o amor ao pobre pelo ódio ao rico.

Essa esquerda combate a estrutura familiar pela condenação do suposto patriarcado, como se a paternidade fosse apenas poder e não amor, responsabilidade, serviço e sacrifício. A sala de aula não pode ser o vertedouro das frustrações complexos de quem detém o toco de giz.

Ela desrespeita a inocência das crianças. Contra a vontade unânime dos parlamentos do país, introduz pela janela a ideologia de gênero nas salas de aula enquanto os valores saem pela porta.

Ao se tornar alavanca ideológica, a Educação não estimula o respeito à propriedade privada, nem o empreendedorismo, nem o valor econômico do conhecimento e das competências individuais.

Tal sistema, quando fala em escola de tempo integral, mais me assusta do que me alegra!

Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

 

Morreu o ex-ministro Antonio Delfim Neto

Morreu na madrugada desta segunda-feira (12), o ex-ministro Antônio Delfim Netto, aos 96 anos. Delfim se encontrava internado desde a segunda da semana passada (5), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A assessoria de Delfim não informou a causa da morte. Em nota, diz que ele morreu “em decorrências de complicações no seu quadro de saúde”.

Delfim Netto deixa filha e neto. Não haverá velório aberto, e seu enterro será restrito à família.

Professor emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Delfim Netto foi um dos principais personagens da economia brasileira e um dos mais longevos ministros da Fazenda do País, tendo ocupado o cargo entre os anos de 1967 e 1974. Foi, ainda, ministro do Planejamento entre 1979 e 1985, ministro da Agricultura (1979) e embaixador do Brasil na França (1975-1977).

Após a redemocratização, permaneceu como figura de destaque nos meios econômico e político. No período em que foi ministro da Fazenda, a economia brasileira registrou as maiores taxas de crescimento em sua história (média anual de 9% de crescimento do PIB de 1968 a 1974), com a criação de 15 milhões de novos empregos. Em 1973 o Brasil alcançou o crescimento recorde de 14,4% do PIB, com inflação de 12% – era início do período de bonança conhecido como “milagre econômico”.

Em oito anos de forte crescimento, o Brasil passou da 48ª posição para o 8º lugar entre as maiores economias mundiais.

Como ministro do Planejamento, na década de 1980, comandou a economia brasileira durante a segunda maior crise financeira mundial do século 20, causada pelo choque dos preços do petróleo e pela elevação dos juros americanos para quase 22% ao ano. O Brasil viveu um período de altas taxas de inflação e três anos de recessão, mas foi o primeiro país em desenvolvimento a vencer a crise, com a economia voltando a crescer 5,6% em 1984.

Jornal da Cidade Online

 

Jurista Nelson Jobim, ex-presidente do STF desqualifica a instituição nos processos do 8 de janeiro

É evidente que o evento de 08/01 não pode ser caracterizado como uma “tentativa de golpe de Estado”, pois isso seria um crime impossível, dado que não se pode dar um golpe sem contar com força militar. As pessoas que participaram do protesto não estavam armadas.

Vários outros protestos similares, que inclusive produziram mais feridos, como a invasão do Congresso em 2006 pelos sem-terra, liderados por um integrante da Executiva do PT, não resultaram em punições para os manifestantes, tampouco foram julgados no Supremo.

O que estamos presenciando é uma série de ilegalidades, que estão resultando em um julgamento político em desacordo com o Estado de Direito e o devido processo legal. Para início de conversa, como os próprios alvos do protesto podem julgar aqueles que protestavam contra eles?

Quem de fato invadiu prédios públicos e causou danos deve ser julgado por isso na primeira instância, conforme estabelece a lei. Condenar essas pessoas a 17 anos de prisão por “golpe de estado” é um absurdo jurídico e moral.

Não se trata de anistia, mas da anulação desses processos. Enquanto isso não ocorrer, não se pode afirmar que há democracia no Brasil, diz o ex-presidente do STF, jurista Nelson Jobim.

Leandro Ruschel.

Jornal da Cidade Online

A maior lição das Olimpíadas

Todos sabem que os Jogos Olímpicos eram o evento mais importante da Grécia antiga, realizados a cada quatro anos em Olímpia em homenagem a Zeus, o deus supremo do panteão grego. Foram realizadas 293 Olimpíadas consecutivas durante mais de mil anos, de 776 A.C. a 393 D.C., envolvendo participantes de todo o mundo antigo.  A Grécia como país não existia: havia mais de 1.000 cidades-estados independentes, que governavam a si mesmos e frequentemente guerreavam entre si.  Atenas, Corinto, Delfos, Esparta, Tebas etc. obedeciam a uma “trégua olímpica” que durava até três meses.    

Naquela época os eventos esportivos eram associados a rituais fúnebres de heróis e mortos em batalha.  Vejam a importância: segundo a lenda, os jogos olímpicos teriam começado para comemorar a vitória de Zeus sobre Cronos, um dos Titãs – gigantes que governavam o Olimpo antes dos Deuses.  Os Titãs foram então condenados a viver em Tartarus, uma espécie de inferno para deuses na antiguidade.         

Há registros de 45.000 espectadores (homens, escravos e estrangeiros), em alguns dos principais Jogos Olímpicos.   Os atletas competiam nus.  Mulheres não podiam assistir nem competir.  Vendedores de comida, artesãos, músicos, poetas, políticos e filósofos aproveitavam ao máximo as multidões para divulgar seus produtos ou ideias.  Hoje em dia também é assim.

O ponto máximo do ritual olímpico era o abate de 100 bois.  Aparentemente havia picanha para quase todos.   Curiosamente, bois também serviam como padrão de troca naquela época: não valiam apenas votos.  Segundo a Ilíada de Homero, o pai de Odisseu pagou 20 bois por sua serva doméstica Euriclea.  Um caldeirão de bronze valia um boi; uma escrava habilidosa valia quatro bois; uma armadura de bronze nove bois. 

Um boi de 500 kg vale hoje no Brasil cerca de R$ 4 mil.  Dividindo o custo de 100 bois pelo tamanho da audiência, isso daria um custo aproximado de 9 Reais por cada voto de cada um dos 45.000 assistentes de uma Olimpíada antiga.  Uma pechincha em termos de marketing político.  Mas as coisas ainda não funcionavam assim.

Os antigos Jogos Olímpicos foram oficialmente abolidos em 393 d.C. pelo Imperador Romano Teodósio I.  Ele quis promover o cristianismo e proibiu todas as celebrações pagãs, incluindo as Olimpíadas.  Cerca de 1500 anos depois, apenas em 1896 os Jogos Olímpicos modernos foram reiniciados por iniciativa do francês Barão de Coubertin.  Muitas coisas mudaram, outras continuam iguais.

De 1896 a 2024, as Olimpíadas geraram vários escândalos e controvérsias.  Os Jogos foram cancelados durante as duas guerras mundiais, houve muitos boicotes de vários países por razões políticas, houve atletas que trapacearam, usaram drogas, atletas profissionais se dizendo amadores, juízes acusados de parcialidade.  Em Munique, 1972, dois corredores americanos criaram polêmica ao fazer a saudação black power como protesto político e saíram vaiados do estádio.  Em uma das partidas mais controversas na história dos jogos, a final do basquete masculino em 1972, o time dos EUA parecia vencer o jogo contra o time soviético, mas os três segundos finais foram repetidos três vezes até que os soviéticos venceram.  Mas o caso mais dramático foi sem dúvida o assassinato de 11 atletas israelenses por terroristas palestinos do Setembro Negro também em Munique.

Em 2024, na França de um Presidente Macron que queria salvar a Amazônia, temos triatletas que ficaram doentes depois de nadar na poluição do rio Sena, temos a polêmica dos boxeadores trans competindo como mulheres, e, claro, a infeliz ideia do diretor artístico Thomas Jolly de misturar o banquete dos deuses ou a santa ceia com a cerimônia de abertura.  A ideia de abrir Paris ao mundo teria sido muito mais universal sem essa desnecessária provocação da contracultura.     

A natureza humana não parece ter melhorado muito.  Como sempre, em qualquer grande concentração de pessoas em qualquer lugar, encontramos a imensa diversidade da fauna humana em toda a sua beleza ou bestialidade.  As Olimpíadas não celebram mais os deuses pagãos há pelo menos 17 séculos.   Mas sempre temos aqueles que não perdem uma oportunidade para misturar religião, politicagem e esporte.  Uma pena.  O esporte, por definição a atividade mais saudável que existe, acaba virando pano de fundo para tantas atividades insalubres.

No meio de tanta insanidade, a maior medalha das Olimpíadas de Paris em 2024 deveria ser conferida ao lindo abraço entre a judoca brasileira Beatriz Souza e a judoca israelense Raz Hershko, respectivamente medalhas de ouro e de prata no judô categoria acima de 78 kg.  Por várias razões:  judô literalmente significa o “caminho da gentileza”.  Nota-se o respeito e o carinho entre as duas atletas, uma mulher negra e uma mulher branca abraçando histórias de vida diferentes, mas complementares.

Israel no meio de uma guerra contra os terroristas que simplesmente querem destruir o país, com a cumplicidade da “esquerda” e do extremismo islâmico mundial.  O Brasil no meio de outra guerra não-declarada na qual uma sargento do exército chora em Paris por sua vitória, certamente lembrando de todos os desafios que encontrou e venceu para se afirmar no esporte.  Israel, acusado injustamente por antissemitas do mundo inteiro de ser um regime de segregação racial (”apartheid”) é na verdade um país extremamente democrático e diverso, onde mais de 60% da população não é branca, 20% dos israelenses são árabes e ali se organiza a maior parada LGBT+ da Ásia e Oriente Médio.     

No abraço salutar das judocas não há a preocupação de politizar o momento, não há a hipocrisia de converter a vitória de uma e a derrota de outra em politicagem barata.  São duas mulheres vencedoras e honradas que sabem colocar a glória do esporte acima de qualquer conotação social, política, religiosa ou cultural.  As duas demonstram grandeza, firmeza de caráter e nos lembram da forma mais simples e profunda possível que, apesar de tudo, o espírito humano pode se elevar acima do tempo e do Olimpo ao permanecer eterno.

Obrigado, Beatriz.  Obrigado, Raiz.  Usando o caminho da gentileza, vocês ensinaram uma importante lição ao mundo.

Jonas Rabinovitch. Arquiteto urbanista com 30 anos de experiência como Conselheiro Sênior em inovação, gestão pública e desenvolvimento urbano da ONU em Nova York.

 

Eleições 2024: Conheça 7 atribuições dos mesários

Conferir a documentação dos eleitores é a função mais associada ao trabalho desses voluntários, mas eles têm diversas tarefas, explica especialista. O processo de nomeação daqueles que vão trabalhar como mesários nas eleições de 2024 foi finalizado esta semana. Mas, afinal, quais são as atribuições dessas pessoas no pleito que está marcado para outubro? Especialista em direito eleitoral, o advogado Alexandre Rollo lista sete funções dos mesários nas eleições. 

Fiscalizar

Segundo Rollo, fiscalizar o processo eleitoral está entre as tarefas mais importantes de um mesário. Cabe a ele conferir se o momento de registro do voto não fere as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. 

“O mesário fiscaliza se o eleitor, por exemplo, está filmando, fotografando o voto dele para depois mostrar e, com isso, quebrar o sigilo do voto. O mesário também fiscaliza se está entrando mais alguém na cabine de votação que não seja criança, como dois adultos sem nenhuma dificuldade. Isso não pode acontecer.”

Controlar o fluxo de eleitores

Também é função do mesário controlar o fluxo de eleitores na sala de votação. “Na sala de votação só entram um ou dois eleitores ao mesmo tempo. Esse controle é obrigação dos mesários”, lembra. 

Organizar a fila de eleitores

O especialista lembra que os mesários também são responsáveis por organizar as filas de eleitores nos corredores onde ficam as salas de votação, o que inclui garantir prioridade a idosos, gestantes e pessoas com deficiência, por exemplo.

Conferir documentos

Essa talvez seja a função mais associada ao trabalho dos mesários no dia da eleição. Eles devem conferir se o eleitor que se apresenta para votar está portando um documento oficial com foto, como o RG, a CNH ou o passaporte, por exemplo. 

Lavrar ata de votação

O trabalho dos mesários também inclui lavrar a ata da votação, documento em que esses trabalhadores descrevem como transcorreu o processo eleitoral. 

“Todas as questões que fugirem do padrão, como a impugnação de algum eleitor, precisam ser colocadas em ata e, se não tiver nada, vai constar em ata que não houve nenhuma intercorrência”, afirma o especialista.

Apresentar a zerésima 

O mesário também faz parte da emissão da zerésima. Rollo explica o que significa esse documento de nome diferente. “A urna eletrônica emite esse documento para dizer que está tudo zerado, que não tem voto para nenhum candidato.”

Antes da abertura da seção eleitoral, o presidente da mesa receptora de votos deve ligar a urna na frente dos mesários e fiscais de partidos políticos, para emitir a zerésima. Todos os presentes devem assinar o documento

Expedir o boletim de urna

A última função do mesário no dia de votação, segundo Alexandre Rollo, é a expedição do boletim de urna. “No final da votação, depois das 17h, é emitido o boletim de urna, em que vai constar todos os votos dados naquela urna, e quem emite o boletim são os mesários”, completa. 

Regras

Além das funções, quem vai trabalhar como mesário deve ficar atento a outros pontos, como a proibição de participar de algum partido político ou federação, e à ausência injustificada no dia do pleito.

“Se a pessoa não compareceu porque foi atropelada e foi parar no hospital, é claro que ela tem uma justificativa para não ter comparecido. Agora, o mesário que é convocado ou que se voluntaria e não aparece no dia da votação e não tem nenhuma justa causa pode responder por crime eleitoral”, afirma Rollo.

BRASIL 61

Atletas militares acumulam 10 das 20 medalhas do Brasil nas Olimpíadas de Paris

Conquista do ouro no vôlei de praia em Paris garantiu a atletas militares 10 das 20 medalhas do Brasil na Olimpíada

A torcida do Brasil tem vibrado com as conquistas de militares do Programa Atletas de Alto Rendimento (Paar), que já garantiram 55% das medalhas de brasileiros na Olimpíada de Paris. Com o ouro olímpico no vôlei de praia feminino, nesta sexta (9), as sargentos Duda e Ana Patrícia garantiram que os atletas militares conquistassem 10 das 20 medalhas do Brasil nesta edição dos Jogos Olímpicos, até a manhã deste sábado (10).

No dia em que o Brasil garantiu a 17° posição no quadro geral de medalhas dos Jogos de Paris o sargento da Marinha, Alisson Santos, também conquistou o bronze na final do atletismo dos 400m com barreiras.

O Paar, coordenado pelo Ministério da Defesa, garantiu outras quatro medalhas no judô, uma no boxe, uma na ginástica artística, uma no atletismo, com a marcha atlética, e uma no taekwondo. O programa incorpora atletas temporariamente às Forças Armadas visando a participação em competições nacionais e internacionais, transferindo conhecimento e motivação para militares e elevando o nome da Força no Brasil e no exterior.

O Exército, por exemplo, tem 165 atletas de diversas modalidades recebendo apoio, incluindo boxe, natação, judô, pentatlo moderno, esgrima, tiro e atletismo. E 35% da delegação brasileira é formada por militares, com um total de 98 dos 276 atletas brasileiros.

Diário do Poder

 

A tragédia na Venezuela e os verdadeiros bandidos e canastrões

Falar dos crimes de Nicolás Maduro e sua odiosa ditadura de extrema esquerda é chover no molhado. Todos conhecem a situação degradante do povo venezuelano, os assassinatos, as perseguições e a aniquilação da democracia naquele país. Não se pode alegar desconhecimento. Que o Foro de São Paulo nunca apareça na grande mídia é absolutamente sintomático: os ditos especialistas são pagos para desinformar – ao contrário do que a maioria acha.

O Foro de São Paulo foi criado em 1990 com o objetivo confesso de ‘’recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu’’. Ou seja, é uma articulação política de extrema esquerda que almeja a implementação do comunismo em solo latino-americano, a Pátria Grande. Não sejam idiotas. O fato do PT, conviver com a economia de mercado capitalista não o faz menos ou nada comunista, pois o próprio Karl Marx dizia que o comunismo chegaria após a exaustão das forças produtivas do capitalismo. Além disso, a relação entre banqueiros e líderes comunistas nos quatro cantos do planeta – principalmente em Wall Street – é fato conhecido demais para ser ignorado.

Bom, citei o PT porque o governo Lula optou pelo cinismo ao lidar com a ditadura venezuelana. O sr. presidente, paparicado como grande democrata por bobos da corte no jornalismo, capitaneia uma gestão de delinquentes morais que tentam relativizar a qualquer custo – até mesmo a esculhambação do Brasil mundo afora – um carniceiro sem quaisquer escrúpulos. Os supracitados bobos da corte não tratam o problema como ele é e ainda acreditam na candura do mandatário petista. Alguns deles merecem maiores considerações.

O sr. Reinaldo Azevedo escreveu uma coluna acerca do tema em tom indignado. Com o carniceiro Maduro, as esquerdas mundo afora que o apoiam – ou atenuam seus crimes – ou com a postura pusilânime do governo Lula? Nada disso. Sua cólera foi direcionada a quem criticou ambos, pois, na visão dele, fazer isso e tolerar o bolsonarismo é hipocrisia, constituindo tal defesa da democracia num refúgio dos canalhas.

Nem passa pela cabeça do sujeito a mera possibilidade de Lula não ser democrata coisíssima nenhuma ou do bolsonarismo não ser a temível ameaça golpista. Citar o 08/01 como prova é idiotice: o MLST comandado por um petista não invadiu o Congresso Nacional em 2006? Não foi um deputado do mesmo partido que pediu o fechamento do Supremo Tribunal Federal? Aliás, não é de autoria de outro parlamentar petista uma PEC com a finalidade de dar ao Congresso a possibilidade de revisar decisões do STF? Certo, os tempos eram outros e os seguidores de Jair Bolsonaro representam uma ameaça maior, diria ele. Curioso, muito curioso. Do nada, os inimigos da democracia viraram seus maiores defensores contra os inimigos da mesma que fazem – ou são acusados de fazer – o que os petistas fizeram no verão passado.

Até onde sei, democracia pressupõe mais que eleições e urnas – eletrônicas ou não. Imprensa livre, poderes independentes e liberdade de expressão também são condições sine qua non para a sua existência. Mas na democracia relativa nossa de cada dia os donos do poder são incriticáveis e a existência de excentricidades tupiniquins como o TSE não pode ser colocada em xeque. O sr. Reinaldo Azevedo fala em demonização do STF e do TSE por ambos combaterem os tais golpistas. Prender um sujeito que não saiu do país com a alegação de que ele fez precisamente isso é combate ao golpismo? Proibir a associação de um candidato a regimes ditatoriais – quando a sua biografia política prova tal companheirismo – é salvar a democracia do quê?

Os supremos arbítrios são inúmeros, mas ambos os casos citados bastam para atestar a fraude de tal narrativa estúpida. Sei que os idiotas são inúmeros neste país, mas tudo tem limite. Fazer chicana com a inteligência alheia não cola, sr. Reinaldo. Por falar nisso, o sr. Valdo Cruz foi além na picaretagem intelectual. Ao citar uma série de fatos acerca do regime ditatorial venezuelano, ele perguntou, o porquê do PT apoiar um governo ‘’que de esquerda não tem nada’’.

Vamos por partes. Valdo fala que a ditadura de Maduro é contra o aborto, o casamento gay e tem aliança com evangélicos, o que o afastaria da esquerda. Ora, López Obrador também não levanta bandeiras progressistas e nem por isso é considerado direitista – aliás, ele elegeu uma sucessora que parece ter saído de um DCE. Maduro e cia são socialistas autodeclarados, além de parceiros dos execráveis regimes antiamericanos louvados pelas esquerdas ao redor do mundo. Além disso, destruíram a economia venezuelana com as fórmulas anticapitalistas compartilhadas por carbonários esquerdistas que sabem usar uma planilha. Como diabos falar que tal ditadura não é de esquerda?

Ah, mas ele contestou as urnas eletrônicas tal como Bolsonaro fez. Sério, a sra. Raquel Landim escreveu isso em sua coluna no UOL. Isso nada mais é do que a velha tática revolucionária da esquerda que consiste em limpar a sua própria sujeira nos seus inimigos. Se a coisa dá errado e as massas desaprovam o modus operandi do Partido, basta jogar a culpa nos pecados da sociedade e oferecer o paraíso terrestre propalado pela revolução como solução mágica. O PT fez isso no Mensalão: a corrupção não era culpa do niilismo político onde tudo vale pela causa, mas das práticas viciadas oriundas de um regime elitista e excludente. Deu certo.

Maduro é um parceiro e sócio do plano diabólico do Foro de São Paulo em instaurar uma ditadura comunista de dimensões continentais. Qualquer dúvida, as atas das reuniões do Foro estão aí pela internet. Os mentirosos da política e do jornalismo não podem esconder totalmente o que é fato – por isso mesmo sonham com redes reguladas e vozes dissonantes censuradas. Eles são os verdadeiros canalhas.

Carlos Júnior

Jornalista

 

Boxeadoras reprovadas em testes de gênero conseguem ouro no Boxe Feminino na Olimpíada

Na sexta-feira (9), a boxeadora argelina Imane Khelif derrotou a chinesa Yang Liu e conquistou a medalha de ouro na categoria até 66 kg nas Olimpíadas de Paris. A final foi realizada na quadra Philippe Chatrier, em Roland Garros, onde a atleta garantiu a vitória, mantendo-se invicta em todas as suas lutas.

Khelif é uma das duas boxeadoras autorizadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) a competir na categoria feminina, apesar de ter sido desclassificada no teste de gênero conduzido pela Associação Internacional de Boxe (IBA).

A outra atleta é a taiwanesa Lin Yu-ting, que disputou o ouro na categoria até 57 kg. Lin enfrentou a polonesa Julia Szeremeta neste sábado (10) e também conquistou a medalha de ouro na sua categoria. Deu a lógica!

Jornal da Cidade Online