Estadão aponta e dá nomes a favorecimentos da teia de relações de Daniel Vorcaro com autoridades dos 3 poderes

Reportagem do Estadão apresenta a chamada “Vorcarosfera”: uma rede de relações de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com integrantes dos Três Poderes. Entre os nomes citados está o ministro Gilmar Mendes, cuja proximidade com o banqueiro ganha especial relevância diante das investigações que envolvem o banco, suas operações e a influência de Vorcaro nos círculos decisórios de Brasília.

É importante distinguir contato, relacionamento institucional e eventual favorecimento. A simples presença de uma autoridade em uma rede de contatos não prova crime. Porém, quando um empresário sob investigação circula entre ministros do STF, políticos, parlamentares e integrantes de órgãos de controle, a sociedade tem o direito de conhecer a natureza desses vínculos, os encontros realizados, os valores movimentados e as decisões eventualmente influenciadas.

A gravidade aumenta diante das acusações atribuídas a Vorcaro, incluindo supostas comissões milionárias relacionadas a aportes de fundos de previdência no Banco Master. Esses relatos foram rejeitados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, e justamente por isso precisam ser submetidos a investigação transparente, com acesso às provas, contraditório e ampla responsabilização — sem sigilo seletivo nem blindagem corporativa.

O Brasil não pode aceitar uma República em que banqueiros investigados transitam livremente entre os centros de poder e, depois, aparecem relações entre essas mesmas autoridades e os processos que os envolvem.

Se a “Vorcarosfera” revela apenas contatos legítimos, que os fatos sejam esclarecidos. Se revela tráfico de influência, favorecimento ou promiscuidade institucional, os responsáveis precisam responder — independentemente do cargo que ocupam.

Jornal da Cidade Online

Mensagens entre Vorcaro e o ministro Benedito Gonçalves, Corregedor do CNJ revelam interesses

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro apontam para uma relação de proximidade entre o ex-banqueiro e Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo informações publicadas pela Folha de São Paulo.

Em maio de 2024, Benedito enviou uma mensagem a Vorcaro após reencontrar o então banqueiro em um evento:

“Boa noite. Feliz em rever o amigo. Festa bonita! Parabéns! Ab Benedito”.

Vorcaro respondeu chamando o ministro de “Caro amigo” e, na sequência, escreveu:

“Obrigado pelo carinho”.

O ex-banqueiro ainda sugeriu um novo encontro entre os dois:

“Vamos marcar o charuto em Brasília”.

As mensagens continuaram em 2 de julho daquele ano. Na ocasião, Vorcaro voltou a tratar Benedito como “grande amigo” e propôs que eles se encontrassem na capital federal.

“Grande amigo, tudo bem? Vamos marcar encontro em Brasília no seu retorno do Rio!”, escreveu Vorcaro.

Benedito respondeu que retornaria do Rio no dia 29 e afirmou que entraria em contato com Vorcaro. Na mesma conversa, acrescentou:

“E aqui sempre à disposição.”

O ministro também enviou uma figurinha com um cumprimento entre duas mãos e a inscrição “tamo junto”.

A relação entre os dois também aparece em um evento realizado em Londres, em abril de 2024. Benedito participou de uma degustação de uísque Macallan destinada a autoridades e promovida por Vorcaro naquele período.

CNJ

No primeiro semestre deste ano, Benedito Gonçalves declarou-se impedido de julgar processos relacionados ao Banco Master no STJ. Atualmente, o ministro ocupa o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), função que exercerá até 2028. Ele substituiu Mauro Campbell Marques, que tomou posse como vice-presidente do STJ no mês passado. Entre as atribuições da Corregedoria do CNJ estão o recebimento de reclamações e denúncias sobre possíveis irregularidades envolvendo magistrados, além da realização de sindicâncias, inspeções e correições diante de suspeitas de infrações graves.

Jornal da Cidade Online

 

Ministro Marco Aurélio Mello critica atuação de Flavio Dino no STF do caso Moraes/Vorcaro

Ministro aposentado avalia sessão de terça-feira (15), marcada por embates entre magistrados, e classifica o dia como difícil para a Corte. O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello fez, em entrevista nesta sexta-feira (18), uma avaliação crítica da sessão da Corte realizada na terça-feira (15), quando os ministros discutiram a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por suposto envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão de terça-feira teve troca de acusações e discussões acaloradas entre os ministros. Ao final, Dino pediu vista do processo, o que suspendeu o julgamento.

Crítica à condução de Fachin

Segundo Marco Aurélio, faltou a Fachin uma atuação mais enérgica para conter as discussões e dissolver os embates ocorridos em plenário. Além disso, para o ministro aposentado, um dos momentos mais emblemáticos do descontrole na sessão foi quando Dino acusou Fachin de avocar para si os processos relativos a Moraes e a André Mendonça. Na avaliação de Mello, essa acusação levou disputa política para dentro do Tribunal — e o cargo de presidente da Corte, independentemente de quem o ocupe, deveria ser respeitado.

“Um dia triste para o Supremo”

Mello classificou a sessão como um dia difícil para a Corte e defendeu que os magistrados devem atuar com honestidade de propósito. Para ele, o encerramento do dia sem uma resposta concreta reforçou a percepção de desgaste institucional em torno do Supremo.

“O Supremo não pode cometer um suicídio institucional”, disse o ministro aposentado, ao afirmar que a sociedade aguarda uma resposta concreta da Corte.

Marco Aurélio de Mello acrescentou que o exemplo de conduta deve partir dos próprios ministros e que as ofensas trocadas durante a sessão não condizem com o comportamento esperado da bancada do STF.

Diário do Poder

 

Lula em evento no RJ defende as facções PCC E CV de organizações terroristas

Petista passa pano para grupos que controlam territórios, aterrorizam comunidades, cobram taxas, impõem toque de recolher e executam rivais. Em evento de segurança no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (18), Lula (PT) voltou a afirmar que “não aceita” a classificação feita pelos Estados Unidos das organizações criminosas PCC e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Esse tipo de atitude do presidente brasileiro vem sendo interpretada pelas autoridades dos EUA como pretexto para não combater esses criminosos, que já atuam em diversas cidades norte-americanas.

“Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump”, afirmou. Para o petista, o que Trump chama de terrorismo seria “terrorismo de Estado” — “a luta e a briga pelo poder”. Quem teria feito isso, segundo Lula, foi Jair Bolsonaro no 8 de janeiro, “pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes”. “Isso é terrorismo de Estado.”

Desde que Washington passou a tratar as facções como ameaça internacional, o governo Lula insiste que o enquadramento como terrorismo abriria precedente para interferência estrangeira. A soberania, nesse discurso, funciona como escudo: quem define como o crime é classificado e combatido no Brasil são “os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.

O efeito prático da tese é o seguinte: grupos que controlam territórios, cobram taxas, impõem toque de recolher, executam rivais e aterrorizam bairros, escolas e periferias permanecem, no vocabulário oficial, “crime organizado” ou “facções bandidas” — não terroristas. Lula admite o impacto sobre a população (“esses bandidos são terroristas para a família que mora no bairro”), mas recusa o estatuto jurídico e político que permitiria tratamento mais duro, cooperação internacional mais agressiva e isolamento financeiro mais amplo.

Enquanto isso, o rótulo de terrorismo é reservado ao episódio de 8 de janeiro e à trama golpista. A distinção não é técnica: é política. Facções que exercem poder paralelo sobre milhões de pessoas não “brigam pelo Estado”; o Estado, no discurso presidencial, é que não deve aceitar que outro país as trate como o que elas já são na vida cotidiana de quem vive sob seu domínio. Lula prometeu se reeleito, “retomar territórios ocupados”, criar um Ministério da Segurança Pública e apostar na PEC da Segurança. O recado paralelo, porém, ficou claro: o problema não é o nome que o crime organizado recebe no exterior. O problema é quem ousa dar esse nome. A soberania, nesse recorte, protege o país da classificação — e, na prática, deixa as facções no mesmo enquadramento que o governo sempre preferiu.

Diário do Poder

Crusoé: As fakes news disseminadas por Alexandre de Moraes

Ministro que perseguiu “redes de desinformação” por anos agora se beneficia de mentiras e meias verdades ao tentar evitar investigação. Há uma ironia trágica em meio ao caos que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF) com a perspectiva de investigação de Alexandre de Moraes por causa do caso do Banco Master.

Depois de passar mais de sete anos apontando redes de desinformação que atuariam para atacar o STF, como relator do inquérito das fake news, Moraes passou a disseminar suas próprias fake news, e contra um ministro do Supremo, para tentar se defender das suspeitas que o rondam.

O ex-relator do inquérito das fake news fez suposições contra o colega André Mendonça que se encaixam perfeitamente nos conceitos de fake news e pós-verdade, que se consolidaram a partir de 2016, com a ascensão de Donald Trump ao poder nos Estados Unidos: informações distorcidas que circulam em narrativas maliciosas para beneficiar um determinado grupo político.

Ainda que, de fato, boa parte do debate público esteja poluído por mentiras e meias verdades, especialmente nas redes sociais, essas expressões acabaram se tornando muletas para tentar bloquear discussões legítimas e, no caso do STF, proteger autoridades questionadas publicamente, como ocorreu no caso da censura de reportagem de Crusoé pelo próprio Moraes.

Provavelmente?

Ao tentar se defender do relatório da Polícia Federal que o expôs em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Moraes insinuou que algum órgão estrangeiro pode ter atuado para confeccioná-lo.

“O relatório é imprestável porque houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito”, disse o ministro ao responder a pedido de manifestação do presidente do STF, Edson Fachin.

O Antagonista

 

Lula ataca de X9 e acusa envolvimento de 05 ministros do STF no rombo do Master

Presidente citou supostas orgias promovidas por Vorcaro e afirmou que integrantes da Suprema Corte, deputados e senadores foram envolvidos. O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira, 18, que cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm ligação direta ou indireta com o caso Banco Master. A declaração ocorreu durante entrevista à Rádio Tupi, na qual Lula também acusou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de promover orgias com mulheres estrangeiras para integrantes da elite brasileira.

Ao comentar as relações de Vorcaro com autoridades, Lula afirmou:

“Ele patrocinava orgia, ele trazia mulheres da Suécia, da Suíça, não sei de onde, para os bacanas brasileiros que gostam dessas coisas. E aí envolveu gente da Suprema Corte, envolveu deputado, envolveu senador, envolveu todo mundo.”

Na sequência, o presidente citou os ministros do STF ao comentar a dimensão da crise envolvendo o Master.

“Você tem cinco ministros que estão ligados direto, indiretamente.”

Lula não apresentou, nessa declaração, os nomes dos cinco ministros nem afirmou que todos são investigados. A fala foi feita em meio à divulgação de mensagens e documentos que apontam contatos de Vorcaro com Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. As circunstâncias dos contatos são diferentes em cada caso.

O presidente também voltou a defender uma reforma do Judiciário e disse que o problema envolvendo o Master precisa ser resolvido antes de uma eventual mudança na estrutura do Poder.

“Eu agora quero rediscutir que você tem uma reforma no Poder Judiciário, mas antes de fazer essa reforma, nós temos que resolver esse problema.”

Lula ainda afirmou que os futuros integrantes da Suprema Corte não deveriam buscar enriquecimento pessoal.

“Quem vier para a Suprema Corte não pode querer ser rico. Ali é um sacerdócio.”

Ao avaliar a crise envolvendo o caso Master, o presidente concluiu: “Isso tudo está apodrecendo.”

O Antagonista

Mesmo com pena longa a cumprir, STJ garante saída temporária a preso

O tempo de pena que ainda falta cumprir não justifica negar a saída temporária ao preso que preenche os requisitos de bom comportamento previstos na Lei de Execução Penal. Com base nesse entendimento, o ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, restabeleceu a decisão que autorizou a visita periódica ao lar a um preso no Rio de Janeiro. O caso trata de um homem condenado a mais de 24 anos de prisão. Ele teve o benefício cassado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que atendeu a um pedido do Ministério Público. A corte fluminense fundamentou a decisão alegando que o interno só deveria ter direito ao benefício quando o término da pena estivesse próximo, para que pudesse retornar gradativamente ao convívio social.

A Defensoria Pública então acionou o STJ sustentando que a decisão usou argumentos inválidos. Para justificar o posicionamento, o órgão demonstrou o cumprimento de mais de um sexto da pena (cerca de 29% do total), o bom comportamento na prisão e a preservação dos laços familiares.

Sem elementos concretos

Ao analisar o pedido, o relator destacou que o juízo da execução já havia verificado que o interno atendia aos requisitos legais. Disse, ainda, que o tribunal local não apresentou elementos concretos para negar o acesso ao benefício. O ministro concluiu que o tempo de pena a cumprir, por si só, não impede a saída temporária, restabelecendo a decisão da Vara de Execuções Penais.

Fonte: CONJUR

Senado tem mais 14 ações contra Alexandre de Moraes em 17 dias e Alcolumbre engaveta pedidos de impeachment

O Senado Federal registrou, entre 1º e 17 de setembro, 14 ações contra o ministro Alexandre de Moraes — 13 petições e um requerimento da Comissão de Direitos Humanos, a maioria enquadrada como representação por crime de responsabilidade. A ofensiva ganhou tração depois que André Mendonça retirou o sigilo de diálogos extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, revelando citações a Moraes e ao procurador-geral Paulo Gonet. Os primeiros pedidos vieram em 4/9, de Carlos Viana (PSD-MG) e Damares Alves (Republicanos-DF, com 41 assinaturas); no dia 9, quando Fachin tirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news, mais cinco petições de cidadãos se somaram à lista; a mais recente, protocolada na quarta-feira (16), completou as 14.

O episódio expõe uma assimetria que já não passa despercebida: é o mesmo ministro que, à frente do inquérito das fake news, submeteu réus e investigados a um padrão rigoroso de exposição — sigilos quebrados, mensagens privadas tornadas provas, decisões fundamentadas em conversas de terceiros — quem agora se recusa a dar qualquer explicação pública sobre seus próprios contatos com Vorcaro, revelados pelo mesmo tipo de material que ele usou contra outros.

Não houve, até aqui, manifestação de Moraes aos pares no plenário nem à opinião pública sobre o conteúdo das mensagens; a resposta institucional dele foi, em vez disso, levar ao presidente Fachin uma comunicação apontando “fortes indícios de crimes” cometidos pelo próprio Mendonça.

O contraste é o que sustenta o desconforto crescente em Brasília: cobra-se do cidadão comum e do investigado comum o ônus de explicar cada mensagem e cada contato, mas dispensa-se a mesma exigência de quem ocupa a cadeira de julgador. Os 14 pedidos no Senado, somados aos mais de 66 pedidos de impeachment já acumulados contra Moraes no Congresso, medem esse desconforto — mesmo sem força política imediata para prosperar.

Jornal da Cidade Online

 

Juristas questionam aumento do Bolsa Família por interesse eleitoral de Lula

Juristas desconfiam da legalidade do reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado a 17 dias da eleição. A benesse teve aval da Advocacia-Geral da União, sob justificativa de “recomposição inflacionária”, mas tem toda pinta de crime eleitoral. José Paes Neto, da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, destaca que a lei autorizava o reajuste há três anos, mas Lula deixou a manobra para as vésperas do primeiro turno das eleições, o que sugere a interpretação de desvio de finalidade.

Ilegalidade

A medida acabou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que foi acionado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC) horas após a manobra do petista.

Na esperteza

A pressa tem justificativa: o primeiro pagamento da parcela já reajustada será feito entre os dois turnos da eleição, dia 19 de outubro.

Mudou em dias

O deputado lembra que a medida não está na proposta orçamentária enviada ao Legislativo dias antes, o que desmonta a versão governista.

Tamanho do rombo

Só neste ano, o impacto financeiro da medida é de R$5,8 bilhões. Para 2027, a fatura dispara e sobe para em torno de R$22 bilhões.

Coluna do Claudio Humberto

Ministro André Mendonça é aplaudido em voo para SP e chamado de “nosso herói”

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça foi aplaudido por passageiros durante um voo de Brasília para São Paulo na manhã desta quinta-feira (17). De acordo com relatos de pessoas que estavam na aeronave, passageiros gritaram “nosso herói” ao reconhecer o ministro. A manifestação dos passageiros é uma amostra de que a população entendeu que a posição do ministro André Mendonça no STF, além do seu competente conhecimento jurídico, está afinada a princípios e valores éticos e morais em defesa de uma autêntica justiça democrata.

O episódio se deu no mesmo dia em que Mendonça voltou a ser alvo de críticas públicas do ministro Gilmar Mendes. Mais uma vez respondeu imediatamente aos ataques, impondo desmoralizante invertida ao decano do STF.

Jornal da Cidade Online