O Ministro André Mendonça autorizou nesta sexta-feira (31) a Abertura de um segundo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — filho de Lula, um sujeito que por suas atitudes não nega a origem. E a PF já pediu um terceiro inquérito. Enquanto o primeiro inquérito trata de negócios com cannabis medicinal, este novo mira a relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira, da empresa 3STRUCTURE IT — que teria buscado contratos na Dataprev (a estatal de tecnologia do governo) e em outros órgãos. A suspeita da PF: que Lulinha tenha recebido ao menos uma viagem (a Foz do Iguaçu, em dezembro de 2024, com o mesmo localizador de reserva do empresário) em troca de facilitar negócios na gestão federal. Todos os caminhos partem da investigação do “Careca do INSS” e da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Vale a régua, e ela é rigorosa: são suspeitas e indícios — Lulinha é investigado, sem condenação em qualquer dos casos; abrir inquérito é o início da apuração, não acusação nem culpa. A defesa, pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, afirma seguir “tranquila”, mas ressalvou que ainda não teve acesso a essa nova abertura. Detalhe processual: como a PF não pediu que os novos casos fossem para Mendonça, houve sorteio — que, novamente, recaiu para ele.
A PF, por sua vez, ainda pediu um terceiro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho de Lula, mas a solicitação ainda deve ser distribuída no STF.
Jornal da Cidade Online
