A “sinuca de bico” meticulosamente imposta a Lula

O jogo é tão brutal que complica a vida dos analistas políticos, fazendo com que a comemoração precoce vire uma vergonhosa análise estúpida, horas depois.

Perceba os fatos, não as manchetes: Lula criou o seguinte cenário favorável a ele:

“Trump não quis dialogar com o presidente do Brasil porque foi enganado com falsas informações por Eduardo Bolsonaro” (o mundo acreditou, a direita riu e a esquerda rangeu os dentes de raiva).

Em entrevista ao Canal BBC, a jornalista questionou várias vezes se Lula teria telefonado, ele enrolou, mas acabou confessando que nunca fez o telefonema para tentar falar com Trump.

Na ONU, diante dos olhares do mundo, Lula fez um discurso rigoroso contra sanções e tarifas dos EUA e tentou sair discretamente, mas quando Trump entrou não rebateu, apenas fez questão de adoçar a relação com Lula e de dizer que “já marcaram” um encontro para a próxima semana.

A imprensa militante imediatamente comemorou a derrota de Eduardo e o ganho de musculatura política de Lula diante de Trump que, em tese, teria se rendido aos encantos de Lula em meros 39 segundos de encontro, quiçá 1 hora…Mas, minutos depois da ejaculação precoce a ficha começa a cair e a orientação é que a “redenção de Trump” se torne apenas um telefonema sigiloso porque Lula está ocupado demais para resolver a tarifa que poderia “acabar com o Brasil”.

Horas depois, intencionalmente, a ONU divulgou a foto de Trump assistindo ao discurso de Lula nos bastidores, o que fez a imprensa militante se arrepender da primeira análise emocionada sobre os poderes encantadores de Lula.

Obviamente todos lembraram de Zelenski, Presidente da Ucrânia, (que parece não temer Putin e seu poderoso exército russo), sentado no salão oval de cabeça baixa, ouvindo insultos de Trump como se fosse um menino que fez uma travessura.

Trump tenta demonstrar poder o tempo todo, desde seu aperto de mãos e não perderia a oportunidade de falar sobre a interferência dos EUA de Biden nas eleições brasileiras; sobre Moraes e suas decisões contra empresas americanas e sobre ter sofrido a mesma perseguição de Bolsonaro, para ser retirado da disputa presidencial. Ele usará este encontro para apaziguar ou para reforçar seu nome diante dos americanos que não gostaram de saber que usaram seus impostos em eleições de outro país? Não vejo um recuo de Trump, muito pelo contrário!

Agora Lula está onde NÃO QUERIA ESTAR DESDE O INÍCIO, em posição de diálogo e mesmo que consiga fugir da humilhação no salão oval, não poderá garantir que Trump não irá divulgar as imagens do telefonema.

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político – Universidade Estácio de Sá – RJ.

 

Câmara tem 70% de reprovação; Senado, 59% e o STF, 44%, diz pesquisa do Instituto Pulso/Brasil

População reprova os Três Poderes da República: Legislativo, Judiciário e Executivo. Presidentes do STF, ministro Luís Roberto Barroso; da Câmara, deputado Hugo Motta, e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre.

Um levantamento divulgado pelo Instituto Pulso Brasil/Ipespe nesta quinta-feira (25) mostra que 70% dos brasileiros reprovam o trabalho dos parlamentares da Câmara dos Deputados. Seguindo no mesmo levantamento, o Senado Federal é reprovado por 59%, seguido do Supremo Tribunal Federal (STF), que conta com 44% de reprovação.

Em relação à Câmara, a reprovação cresceu sete pontos percentuais desde a última pesquisa feita em julho deste ano, em que a reprovação somava 63%. Por outro lado, 18% aprovam as atividades dos parlamentares — seis pontos a menos desde julho, quando a aprovação era de 24%. Outros 12% não sabem ou não responderam.

Aprovação da Câmara dos Deputados

  • Reprovam: 70%
  • Aprovam: 18%
  • Não sabem/não responderam: 12%

Para o Senado, 59% dos brasileiros reprovam os trabalhos e 26% aprovam. Em julho, a reprovação era de 61% e 25% de aprovação. 15% não sabem ou não responderam.

Aprovação do Senado Federal

  • Reprovam: 59%
  • Aprovam: 26%
  • Não sabem/não responderam: 15%

O Supremo Tribunal Federal (STF) apresentou uma evolução em sua aprovação após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, resultando em uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão.

De acordo com o levantamento, o Supremo é desaprovado por 44% dos brasileiros, cinco pontos a menos desde a pesquisa de julho, quando tinha 49% de reprovação.

A aprovação subiu três pontos percentuais: foi de 43% para 46%. Apesar de, em números absolutos, o resultado positivo ser maior do que o negativo, há empate técnico entre os dois índices.

Outros 10% não sabem ou não responderam.

Aprovação do STF

  • Reprovam: 44%
  • Aprovam: 46%
  • Não sabem/não responderam: 10%

Foram ouvidos 2.500 brasileiros de 16 anos e mais de todas as regiões do país, entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

Diário do Poder

Ladrão não tem perdão, merece pena de morte, diz o deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS

STF blindou o maior suspeito pelo roubo com o direito de ficar calado. O relator da CPMI que investiga o roubo a 9 milhões de aposentados, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), começou a sessão da comissão, nesta quinta-feira (25), chamando de “ladrão” o lobista Antonio Carlos Antunes, “Careca do INSS” um dos principais suspeitos pela fraude. E encerrou a leitura de suas perguntas, que ficaram sem respostas, afirmando que o “Careca” merecia pena de morte ou prisão perpétua, caso esse tipo de punição existisse no País. “O que o senhor fez, roubando milhões de aposentados, não tem perdão”, disse o relator.

“Careca” compareceu para prestar depoimento após driblar a CPMI, semana passada, de posse de uma blindagem do Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe garantiu o “direito” até mesmo de ignorar a intimação da comissão. E continua blindado com o “direito” de permanecer em silêncio. “Aqui o senhor pode pensar que somos inimigos. Talvez aqui seja a única fronteira que o senhor vai alcançar a sua proteção e a da sua família”, disse o relator Alfredo Gaspar. O “Careca de INSS” disse que não responderia ao relator, mas o faria em relação aos demais parlamentares. A suspeita é que parlamentares amigos do suspeito podem formular perguntas que amenizem as suspeitas.

Diário do Poder

 

CPMI da Roubalheira no INSS decreta preventiva do advogado Nelson Wilians acusado de movimentar R$4,3 bilhões

Colegiado decretou prisão do advogado e quebra de sigilo bancário e fiscal. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o roubo aos aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) determinou nesta quinta-feira (25) a prisão preventiva do advogado Nelson Wilians, depoente na semana passada, suspeito de fazer parte do esquema indevido de descontos. O advogado alvo da operação da Polícia Federal (PF) teve o pedido de prisão decretado antes de sua oitiva à CPMI, mas a solicitação não foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido será encaminhado novamente à Suprema Corte.

Em 12 de setembro, Wilians foi alvo de busca e apreensão em São Paulo, como parte das investigações que apuram as fraudes do INSS. Em seu depoimento na semana passada, recusou-se a fazer o compromisso de dizer a verdade e não respondeu às perguntas feitas por parlamentares. Nelson Wilians nega qualquer envolvimento com o esquema de fraudes em benefícios. A comissão aprovou nesta manhã a quebra do sigilo bancário e fiscal de Wilians, além de pedidos de RIFs (relatórios de inteligência financeira) ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Diário do Poder

Desvendada ligação de Weverton Rocha com o Careca do INSS, mas o senador do PDT do Maranhão nega

Gradativamente os esquemas em torno da roubalheira no INSS estão sendo desvendados. Nesse sentido vem à tona um fato extremamente relevante para as investigações. Uma ligação direta entre um senador e o principal operador do esquema fraudulento. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) e Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, utilizaram o mesmo jatinho particular em diferentes ocasiões. A aeronave, um beech aircraft modelo F90 de prefixo PT-LPL, pertence ao advogado Erik Marinho, que defende Antunes no Supremo Tribunal Federal (STF) na investigação da Operação Sem Desconto. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (25), pelo jornalista Tácio Lorran, do site Metrópoles.

O avião, avaliado em R$ 2,8 milhões, foi adquirido em janeiro de 2022, conforme registros da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC). A operação investiga fraudes estimadas em R$ 6 bilhões em aposentadorias do INSS. Documentos obtidos por investigadores revelam que Antunes usou o jatinho em pelo menos duas ocasiões este ano: em 2 de fevereiro e 13 de julho, partindo de São Paulo. Já o senador Weverton foi fotografado desembarcando da mesma aeronave nos dias 1º e 15 de setembro no Aeroporto Internacional de Brasília.

Desde o início de 2025, os principais trajetos do avião concentram-se entre Brasília, São Paulo e São Luís, no Maranhão, estado do parlamentar. A aeronave está formalmente registrada em nome da empresa Air Connect S/A, pertencente a Joelma Dos Santos Campos, esposa de Erik Marinho. O advogado, além de proprietário do jatinho, é segundo suplente do senador Efraim Filho (União Brasil-PB). Apesar de sua vinculação política com a Paraíba, Marinho mora em São Luís e mantém proximidade com Weverton. Durante sessão do Senado Federal em setembro, o senador referiu-se a Marinho como seu “amigo advogado”.

OUTRAS CONEXÕES ENTRE SENADOR E INVESTIGADOS

No último domingo (21), veio à tona que Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor e aliado de Weverton, assinou uma procuração dando poderes a Rubens Oliveira Costa, chamado de “homem da mala” de Antunes, para movimentar recursos da empresa GM Gestão Ltda. Na quarta-feira (24), descobriu-se que Antunes colocou à venda um veículo registrado em nome de Gustavo Gaspar.

ADVOGADO TEM ACESSO AOS AUTOS DA INVESTIGAÇÃO

Uma procuração assinada por Antonio Antunes confere poderes a Erik Marinho para representá-lo juridicamente na Operação Sem Desconto. A defesa principal do Careca do INSS é conduzida pelo criminalista Cleber Lopes de Oliveira, sendo Marinho o único advogado externo à banca principal autorizado a atuar no caso.

Esta configuração permite que Marinho tenha acesso aos autos do inquérito e às informações coletadas pela PF sobre seu cliente e suas conexões. A investigação foi transferida para o STF após a identificação de pessoas com foro privilegiado envolvidas no caso. O senador Weverton já reconheceu ter recebido Antonio Antunes em seu gabinete e participado de um “churrascão” com o lobista. Quando questionado sobre o uso do avião, o parlamentar afirmou que apenas pega “carona” no jatinho e negou ter viajado junto com Antunes.

Em declarações à imprensa, Weverton acrescentou que seus deslocamentos ocorrem dentro da “absoluta normalidade” e lamentou “o modo como estão tentando vincular meu nome a esse caso dos desvios do INSS que condeno tanto”.

PROPRIETÁRIO EXPLICA USO DA AERONAVE

Erik Marinho explicou que sua aeronave não está disponível para locação comercial, mas realiza “uso compartilhado” e a “empresta” para o senador. “Às vezes eu cobro, cobro as despesas. Não é uma locação. É um uso”, declarou, acrescentando que empresta o jatinho há “uns tempos” para Weverton. Sobre o uso por Antunes, Marinho confirmou que o lobista já utilizou a aeronave. “Ele [Antonio Antunes] foi lá, pagou e fez o uso dela”, afirmou. O advogado disse desconhecer pessoalmente Antunes e não se lembrar como emprestou sua aeronave para um “desconhecido”.

Marinho classificou como “pura coincidência” o fato de tanto o senador quanto o lobista terem utilizado seu jatinho. “É uma coisa muito normal no meio de quem tem aeronave… emprestar para o outro”, justificou, mencionando que existem mais de 30 mil aeronaves registradas no país.

CPMI OUVE CARECA DO INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS deve ouvir Antonio Antunes hoje (25). Ele foi preso pela Polícia Federal em 12 de setembro e é apontado como figura central no esquema que desviava recursos destinados a aposentados e pensionistas.

Jornal da Cidade Online

 

STF anula substituição de trabalhadores temporários nos Correios, destruído pela corrupção

Por unanimidade, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal anulou a decisão do Tribunal Superior do Trabalho que determinou à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos a substituição de trabalhadores temporários com a convocação de todos os candidatos aprovados em um concurso público promovido em 2011.

Correios teriam de demitir 20 mil pessoas se decisão do TST fosse mantida

A decisão do TST, em ação apresentada pelo Ministério Público do Trabalho, reconhecia que a ECT contratou mão de obra temporária para o cargo de agente de correios, preterindo os candidatos aprovados no concurso público anterior. Para a corte trabalhista, deveria ser aplicado o Tema 784 da repercussão geral, segundo o qual, quando surgirem novas vagas ou for promovido concurso durante a validade do anterior, o candidato aprovado dentro das vagas, mas que não tenha observada a sua ordem de classificação, tem direito à nomeação.

Na reclamação ao Supremo, a ECT argumentou que não foi feito novo concurso durante a validade do anterior e que os trabalhadores temporários foram contratados em vagas diversas das previstas no Edital 11/2011. E também alegou que a decisão determinava a contratação contínua de candidatos aprovados fora do número de vagas, mesmo depois do fim da vigência do concurso público.

Contratação de temporários

No julgamento ocorrido nesta terça-feira (23/9), o entendimento da 1ª Turma foi de que as contratações temporárias não configuram, por si sós, a preterição de candidatos. Segundo o colegiado, não ficou comprovado que as contratações se deram nas mesmas vagas previstas no concurso.

O ministro Flávio Dino destacou que, se fosse mantida a decisão do TST, a ECT teria de contratar 20 mil novos empregados, porque esse foi o volume de contratações temporárias ocorridas depois de 2011. O ministro Cristiano Zanin salientou que, de acordo com a ECT, foram contratados 2.213 candidatos do cadastro de reserva do concurso de 2011. Também se manifestaram no mesmo sentido o ministro Alexandre de Moraes e a ministra Cármen Lúcia.

O ministro Luiz Fux, relator da ação, inicialmente mantinha a decisão do TST, mas reajustou seu voto. Ele levou em conta as consequências para a empresa, que seria obrigada a demitir 20 mil pessoas e contratar outras tantas, o que, a seu ver, geraria insegurança jurídica.

Com informações da assessoria de imprensa do STF.

 

A carta de confissão da dona do Google e YouTube de censura e o programa para restaurar contas banidas

A máscara caiu. Enquanto a militância de redação repete a farsa do “autoritarismo de Trump”, a Alphabet — dona do Google e do YouTube — admitiu, por escrito, aquilo que os conservadores denunciavam há anos: houve censura em massa, coordenada e ilegal, contra vozes conservadoras, por pressão direta do governo Biden.

A CONFISSÃO

Em carta oficial enviada ao deputado Jim Jordan, presidente da Comissão Judiciária da Câmara dos EUA, a Alphabet reconheceu que baniu canais e removeu conteúdos que não violavam nenhuma regra do YouTube. Tudo para agradar à Casa Branca de Biden, especialmente em temas centrais da vida pública: pandemia e eleições. Ou seja: não se tratava de “moderação de conteúdo” — foi censura política, para silenciar o debate e manipular a opinião pública.

O PROGRAMA DE “DESBANIMENTO”

Sob pressão, o YouTube anunciou que criará um programa para restaurar contas banidas injustamente, numa tentativa de reparar o estrago. É o reconhecimento explícito de que milhares de americanos foram calados de forma autoritária.

O PARALELO COM O BRASIL

E no Brasil? A confissão americana reforça o que já sabemos: aqui, além da censura judicial explícita, existem fortes indícios de que plataformas foram coagidas a derrubar perfis ou cortar a monetização de criadores conservadores, mesmo sem ordem judicial.

Casos como o do Canal Terça Livre mostram que a perseguição é real: primeiro investigam, depois desmonetizam, e em seguida eliminam vozes incômodas do debate.

A VERDADE QUE A ESQUERDA TENTA ESCONDER

Chamaram os conservadores de “teóricos da conspiração”. Acusaram de espalhar “fake news”. Hoje, é a própria Alphabet quem confirma: houve uma campanha global de censura contra a direita, coordenada por governos de esquerda e aplicada por Big Techs.

O objetivo é claro: hegemonia política pela força da censura.

A PERGUNTA QUE FICA

Nos EUA, a farsa começou a ruir. O erro foi confessado, e vozes estão sendo reintegradas.

Mas no Brasil, até quando permaneceremos reféns de um regime de perseguição, onde juízes e burocratas decidem quem pode ou não falar?

Leandro Ruschel. Jornal da Cidade Online

 

Os 12% dos municípios que não responderam Levantamento da Educação Infantil não serão diagnosticados pelo MEC

MEC alerta que municípios que não enviarem dados até 29 de setembro ficarão de fora do diagnóstico e poderão perder espaço em futuras ações de apoio. A poucos dias para o fim do prazo para a participação do Levantamento Retrato da Educação Infantil 2025, 12% dos municípios brasileiros ainda não responderam o questionário. A informação é do Ministério da Educação (MEC). A data limite vai até 29 de setembro. O levantamento tem caráter diagnóstico e é considerado essencial para subsidiar políticas públicas voltadas à educação de crianças de 0 a 5 anos. Municípios que não enviarem as respostas dentro do prazo terão sua realidade excluída do estudo, o que pode comprometer a participação em futuras iniciativas de apoio técnico e financeiro da União.

Cida Camarano, professora do Fórum de Educação Infantil do Distrito Federal, destaca a importância do diagnóstico: “É visibilizar as proposições para as políticas públicas de educação infantil considerando uma análise dos dados complementares das redes de ensino. Reiterando os princípios da colaboração entre os entes federativos e o fortalecimento das formas de cooperação com os municípios, para a garantia dos direitos de aprendizagem e do desenvolvimento integral dos bebês e das crianças matriculadas na educação infantil.”

A pesquisa está dividida em cinco blocos temáticos e leva, em média, 30 minutos para ser concluída. O questionário deve ser respondido por todos os 5,5 mil municípios do país, inclusive por aqueles que não registram crianças fora da escola, já que esses dados também são relevantes para compor o diagnóstico nacional. A coleta de dados é feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), onde o questionário deve ser preenchido pelo secretário municipal de educação ou por pessoa formalmente designada. A prorrogação ocorreu após relatos de instabilidade no sistema, para evitar prejuízos na participação dos entes federados.

Fonte: BRASIL 61

Despesas do Judiciário do Brasil disparam e batem recorde: R$ 146,5 bilhões

Gastos registraram aumento de 5,5% em relação a 2023. O relatório “Justiça em Números 2025”, publicado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que as despesas do Judiciário brasileiro bateram novo recorde em 2024, somando R$ 146,5 bilhões, um aumento de 5,5% em relação a 2023. Pela primeira vez, o documento inclui dados do Supremo Tribunal Federal (STF) e informações detalhadas de 91 órgãos do setor. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23).

O custo médio por cidadão foi de R$ 689,34, com o Judiciário representando cerca de 1,2% do PIB. Excluindo os valores destinados a inativos (15,4% do total), o custo efetivo operacional foi de R$ 124 bilhões, ou R$ 583,07 por habitante. Quase 90% do orçamento (R$ 130,6 bilhões) foi destinado a despesas com pessoal. Salários e subsídios de magistrados e servidores ativos e inativos consumiram mais de 80% desse valor.

Benefícios como auxílio-alimentação e saúde representaram cerca de 10%, enquanto diárias, passagens e auxílio-moradia somaram quase 5%. Cargos comissionados ficaram com mais de 13%.

O relatório destaca os custos mensais médios por magistrado e servidor:

  • Tribunais Superiores – magistrado R$ 101,6 mil; servidor R$ 27,3 mil
  • Justiça Estadual – magistrado R$ 92,8 mil; servidor R$ 19,4 mil
  • Justiça do Trabalho – magistrado R$ 68,7 mil; servidor R$ 26,7 mil

O presidente do CNJ e STF, ministro Luís Roberto Barroso, comentou que o país enfrenta uma “epidemia de judicialização”, e que os juízes brasileiros trabalham de quatro a cinco vezes mais que a média europeia.

Diário do Poder

Comissão de Constituição e Justiça do Senado enterrou a PEC da Blindagem por unanimidade: 26 votos a 0

Proposta foi contestada por vários setores da população, que promoveram manifestações no último domingo em várias capitais do Brasil e na CCJ, os membros seguiram a orientação do relator Alessandro Vieira.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pôs a pá de cal sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3, de 2021, conhecida como PEC da Blindagem, que buscava um escudo constitucional para proteger parlamentares de processos criminais. O relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou relatório no qual declara a proposta “inconstitucional” e recomendou sua rejeição. O voto do relator foi seguido pelos senadores, em votação unânime: 26 votos a zero.

“Não podemos confundir prerrogativas com proteção àquele que comete crimes. A sociedade brasileira grita em sentido diametralmente oposto, ou seja, ela almeja o fim da impunidade, como as amplas manifestações públicas sinalizaram no último domingo”, diz o relatório.

“Votamos pela inconstitucionalidade, injuridicidade e rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (…). Confio que o plenário desta Comissão rejeitará a PEC da Blindagem, virando uma página triste do nosso Legislativo e homenageando a nítida vontade popular, que clama por mais justiça”, escreveu o relator.

Nessa terça-feira (23/9), em uma tentativa de salvar a PEC da Blindagem, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) apresentou uma emenda que previa a exigência de autorização prévia da Câmara ou do Senado para a abertura de investigações contra parlamentares apenas em casos que envolvam “crime contra a honra” ou “qualquer imputação fundada exclusivamente em opiniões, palavras e votos do parlamentar”. Na sessão desta quarta, no entanto, o ex-juiz recuou e retirou a sugestão. “Penso que poderíamos avançar, mas o relator não acolheu. Não vou insistir na PEC neste momento, mas rogo aqui nesta Casa que nós possamos discutir esse tema com a devida liberdade e com a devida serenidade em outro momento”, declarou Moro.

Rejeitada pela população

A Câmara aprovou a PEC da Blindagem em 16 de setembro. A decisão foi rejeitada por parte da população, que promoveu manifestações no último domingo (21/9) em diversas capitais do Brasil. A proposta previa mudar a Constituição para que deputados e senadores não possam ser processados criminalmente sem a autorização de sua própria Casa, desde o momento em que tomarem posse.

A PEC da Blindagem:

  • Proposta quer impedir que deputados e senadores sejam processados sem autorização de suas próprias Casas, com votação secreta e decisão em até 90 dias após pedido do STF.
  • Câmara aprovou o projeto em 16 de setembro, mas a população rejeitou a medida e realizou manifestações em várias capitais no último domingo (21/9).
  • Senador Sergio Moro apresentou emenda restringindo a autorização prévia somente a casos de “crime contra a honra” ou imputações baseadas em opiniões, palavras e votos do parlamentar.

A decisão sobre essa autorização seria tomada por votação secreta, com a aprovação da maioria dos integrantes da Casa, e precisaria ocorrer em até 90 dias após o pedido do Supremo Tribunal Federal (STF).

Site do Metrópoles