Forças Armadas estão ao lado da democracia e da liberdade, diz Ministro da Defesa

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou em nota, que as “Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade”, ao mesmo tempo em que defendeu a independência e a harmonia entre os Poderes e classificou de “inaceitável,” a agressão a profissionais da imprensa.

“As Forças Armadas cumprem a sua missão Constitucional. Marinha, Exército e Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do país”, escreveu o ministro em texto divulgado nesta segunda pela assessoria do Ministério da Defesa.

A nota foi publicada depois de o presidente Jair Bolsonaro ter colocado, no domingo, as Forças Armadas como parte da sua base de apoio, ao mesmo tempo em que criticava os demais Poderes e afirmava que havia chegado “ao limite”.

“Não tem mais conversa. Daqui pra frente não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição. Ela será cumprida a qualquer preço”, disse o presidente, para logo depois citar que as Forças Armadas estariam ao seu lado e do lado do povo.

Na mesma manifestação, jornalistas foram agredidos por simpatizantes do presidente. Nesta segunda, Bolsonaro minimizou as agressões, afirmando que se realmente tiverem ocorrido foram causadas por “infiltrados”. As agressões foram registradas em imagens pela Reuters.

“A liberdade de expressão é requisito fundamental de um país democrático. No entanto, qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável. O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma pandemia de consequências sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos”, escreveu o ministro.

Agência Reuters

 

Maranhão já aparece entre os 10 estados mais atingidos com o novo coronavírus

Boletim atualizado do Ministério da Saúde aponta que cerca de sete mil brasileiros já morreram por causa da Covid-19

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil registrou 101.147 casos de coronavírus até as 14h do último domingo (3). O último boletim do órgão mostra, também, que a Covid-19 vitimou 7.025 pessoas. A taxa de letalidade é de 6,9%. As informações foram repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todo o país.

Cerca de 4,5 mil casos e 275 óbitos foram registrados de sábado para domingo. Isso não quer dizer que os casos ocorreram nesse período, mas apenas a data em que foram registrados. De acordo com o Ministério da Saúde, 42.991 pessoas se recuperaram da doença, 51.131 estão em acompanhamento e 1.364 óbitos estão em investigação.

Em números absolutos, São Paulo com 31.772 casos e 2.627 óbitos, Rio de Janeiro, que tem 11.139 e 1.019 mortes e Pernambuco, com 8.643 e 652 mortes, concentram a maior parte das notificações. Maranhão, Pará, Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina fecham a lista dos 10 estados mais atingidos pela epidemia de acordo com o Ministério da Saúde.

No entanto, quando levada em consideração a taxa de mortalidade, é o Amazonas que está em estado mais crítico. Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o estado tem 132 mortes para cada 1 milhão de habitantes. O Ceará, segundo neste índice, por exemplo, registra 73 mortes para cada grupo de 1 milhão de habitantes.

Agência do Rádio MAIS

 

 

 

Bento XVI compara casamento entre pessoas do mesmo sexo ao “anticristo”

Bento XVI (D) foi acusado de tentativa de prejudicar a modernização da Igreja comandada pelo sucessor, o papa Francisco. O papa emérito Bento XVI, conhecido por sus posições tradicionalistas, afirma que seus opositores desejam calar sua voz e compara o casamento entre pessoas do mesmo sexo ao “anticristo”, em uma biografia autorizada publicada nesta segunda-feira (4) na Alemanha.

Joseph Ratzinger, 93 anos, alega ser vítima de uma “distorção maligna da realidade” no livro que recebeu o título “Bento XVI – Uma Vida” e que inclui várias entrevistas, de acordo com os trechos publicados pela imprensa alemã e pela agência de notícias DPA.

“O espetáculo de reações vindas da teologia alemã é tão equivocado e mal-intencionado que eu prefiro não falar sobre isto”, afirma.

“Prefiro não analisar as razões reais pelas quais as pessoas desejam silenciar minha voz”, completa.

Na Alemanha, onde a Igreja Católica é comandada por clérigos considerados reformistas, Ratzinger é criticado com frequência por suas opiniões sobre o islã ou questões sociais. Bento XVI, que foi papa entre 2005 e 2013, é acusado de tentar sabotar os esforços de modernização da Igreja de seu sucessor, o papa Francisco.

No livro, Ratzinger afirma, no entanto, que tem boas relações com o atual pontífice. “A amizade pessoal com o papa Francisco não apenas persistiu, como cresceu”, destaca.

Em fevereiro, Bento XVI se viu envolvido em uma polêmica no Vaticano quando seu secretário particular foi afastado do entorno do papa Francisco. A decisão foi tomada após a publicação de um livro assinado pelo papa emérito e o cardeal guineano ultraconservador Robert Sarah, no qual defendiam o celibato dos padres, um tema muito polêmico na Igreja.

Alguns consideraram o livro uma tentativa de interferência no pontificado do papa Francisco e, inclusive, um manifesto da ala tradicionalista da Igreja. Após 48 horas de polêmica, Bento XVI pediu a retirada de seu nome da capa do livro, da introdução e das conclusões.

Na biografia publicada nesta segunda-feira, Bento XVI reitera a oposição ao casamento gay, afirmando que vê neste a obra do “anticristo”, uma força maléfica que busca substituir Jesus Cristo.

“Há um século seria considerado absurdo falar sobre casamento homossexual. Hoje, quem se opõe a ele é excomungado da sociedade”, afirma.

“Acontece a mesma coisa com o aborto e a criação de vida humana em laboratório”, completa.

“A sociedade moderna está formulando um credo ao anticristo que supõe a excomunhão da sociedade quando alguém se opõe”, insistiu. De acordo com o papa emérito, “a verdadeira ameaça para a Igreja é a ditadura mundial de ideologias que se pretendem ser humanistas”.

O Globo                                                                                                  

 

Flavio Dino já recebeu R$ 277 milhões do governo federal para a covid-19 revela Roberto Rocha

O senador Roberto Rocha tornou pública, uma das omissões vergonhosas do governador Flavio Dino, em não informar com transparência, os valores dos recursos federais destinados ao Maranhão para o enfrentamento da covid-19. O governador sempre que ocupa os veículos de comunicação, principalmente as redes de televisão para anunciar investimentos a outras ações de prevenção ao novo coronavírus, mas sempre deixa bem evidente que tudo é feito com recursos estaduais e algumas vezes deixa escapar doações privadas e emendas parlamentares.

Quando se refere ao Governo Federal, o governador Flavio Dino, que usa a pandemia para fazer claramente política partidária é para tecer criticas agressivas ao presidente da república e tornou publicamente ser um dos defensores do impeachment de Jair Bolsonaro, dentro do seu sonho psicótico de ser candidato à presidência da república em 2022.

À semana passada, o senador Roberto Rocha esclareceu aos maranhenses que o Ministério da Saúde já repassou para o Maranhão recursos da ordem de R$ 277 milhões para serem empregados na política de combate ao covid-19, garantindo que mais recursos chegarão para o Governo do Estado e municípios. O senador lamenta profundamente que Flavio Dino, ao se omitir sobre o recebimento de recursos federais, não está sendo correto com a própria população e dá plena demonstração de que lhes falta transparência quanto a administração pública.

 

Sérgio Moro diz à PF que Bolsonaro ameaçou demiti-lo em reunião gravada em vídeo com outros ministros

Em seu depoimento prestado neste sábado, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou aos investigadores que o presidente Jair Bolsonaro ameaçou demiti-lo em uma reunião do conselho de ministros do governo federal caso Moro não concordasse com uma nova substituição do superintendente da Polícia Federal no Rio. Segundo Moro, essa reunião ocorreu em 22 de abril e foi gravada em vídeo pela própria Presidência da República, o que poderia comprovar suas acusações de que Bolsonaro tentou realizar interferências indevidas na PF.

Esse encontro do conselho de ministros ocorreu dois dias antes do pedido de demissão de Sergio Moro. O ex-ministro afirmou, no depoimento prestado à PF e a membros da Procuradoria-Geral da República (PGR), que Bolsonaro deixou claro diversas vezes seu interesse em nomear uma pessoa de sua confiança na Superintendência da PF no Rio, mas sem explicar os motivos. Segundo ele, essa cobrança foi feita diante dos demais ministros do governo nesse encontro do conselho.

Na mesma reunião, Bolsonaro teria manifestado sua insatisfação com a falta de acesso a informações de inteligência da PF. Em seu depoimento, Moro afirmou que o ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) discordou do presidente e disse que esses relatórios não poderiam ser fornecidos. Após a demissão dele, o próprio Bolsonaro havia afirmado que divulgaria o vídeo de sua última reunião com Moro como forma de comprovar que ele estaria falando a verdade, mas o presidente ainda não divulgou esse vídeo.

Mais de 8 horas de depoimento                                                                

Moro foi ouvido durante oito horas neste sábado na Superintendência da PF do Paraná, por investigadores da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) como parte do inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar as acusações feitas por ele contra Bolsonaro –a investigação apura se o presidente e também se o ex-ministro cometeram crimes no episódio.

O ex-ministro da Justiça também disse à PF que as reclamações do presidente não eram verdadeiras e que ele repassava informações não-sigilosas a Bolsonaro sobre a deflagração de operações da PF, mas apenas depois que as buscas e prisões eram cumpridas.

No dia seguinte a essa reunião do conselho de ministros, Moro participou de um encontro com Bolsonaro no Palácio do Planalto no qual o presidente lhe informou que havia decidido demitir o então diretor-geral Maurício Valeixo. Foi essa reunião que deflagrou a crise resultante no pedido de demissão do então ministro da Justiça no dia 24 de abril.

No depoimento, Moro afirmou à PF que caberia a Bolsonaro explicar as razões por trás das tentativas de interferência na PF e disse não saber os motivos. Ao prestar depoimento, Moro entregou seu celular para a PF extrair cópias das conversas relevantes para a investigação. O ex-ministro, entretanto, não guardava diálogos antigos, por ter receio de ser alvo de novos ataques hacker. Por isso, as conversas entregues por Moro se referiam apenas aos últimos 15 dias, quando ele já acumulava atritos com Bolsonaro e sofria pressão para demitir Valeixo.

Além da conversa com o presidente, a PF também copiou as conversas mantidas por Moro com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que tentou convencê-lo a aceitar a demissão de Valeixo. O material será periciado pela PF.

Um dos motivos da demora no depoimento foi justamente a ação feita para copiar os dados do seu celular, que demorou algumas horas. A PF fez uma análise prévia e considerou que conversas mantidas por Moro com ministros do governo Bolsonaro não tinham informações relevantes para as investigações, porque tratavam apenas de assuntos do governo, sem entrar em interferências na PF.

O depoimento ocorreu sob clima de tensão devido aos protestos que estavam sendo realizados do lado de fora da PF. Era possível ouvir, de dentro da PF, os gritos e xingamentos destinados ao ex-ministro, que era chamado de “traidor” por militantes bolsonaristas. Moro demonstrava estar “visivelmente abalado” em comparação com os tempos de juiz da Lava-Jato, de acordo com integrantes da PF que o conheciam desde essa época e o encontraram neste sábado.

Fonte: Yahoo Noticias e Folhapress

 

Prorrogação dos isolamentos contra a covid-19 são anunciados por 17 estados. Em São Luís foi o lockdown

Região Metropolitana de São Luís (MA) foi o primeiro local no País a receber o bloqueio total – lockdown. Autorizada pela justiça a medida deve durar dez dias, a partir da próxima terça-feira (05)

Em meio à crise ocasionada pela pandemia de covid-19, dezessete estados e o Distrito Federal anunciaram a ampliação de medidas relacionadas ao isolamento social no mês de maio, por mais tempo. O objetivo dos entes é minimizar os efeitos da doença e conter o avanço do vírus.

Os estados são Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, além do DF. Todos estenderam as restrições de acesso a locais públicos, como escolas, shoppings, entre outros.

A região Metropolitana de São Luís – MA, foi o primeiro local no País a impor o chamado bloqueio total. A medida deve durar dez dias, contando a partir da próxima terça-feira (5).

Até o fechamento desta matéria, Unidades da Federação como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Tocantins não anunciarão se vão adotar medidas para flexibilizar acessos ou estender o prazo da quarentena.

Agência do Rádio MAIS

 

 

 

Bolsonaro participa de ato contra o STF, critica a Globo e diz que “muitos morrerão” com covid-19

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou à distância de um ato a favor do governo e contra o STF (Supremo Tribunal Federal), em frente ao Palácio do Planalto, neste domingo (3). As redes sociais do chefe do Executivo transmitiram a manifestação.

Sem máscara e acompanhado da filha Laura, de 09 anos, Bolsonaro desceu a rampa do Planalto e cumprimentou apoiadores de longe, porém permitiu que alguns manifestantes ultrapassassem a barreira de segurança para cumprimentá-lo.

Ao lado das bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, Bolsonaro defendeu a manifestação “espontânea” em Brasília. Embora tenha dito que a motivação do ato era a “independência dos poderes e defesa da democracia e liberdade”, apoiadores ergueram faixas contra o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e gritaram contra o STF.

“STF, presta atenção, a sua toga vai virar pano de chão”, esbravejaram os manifestantes. Cartazes pedindo intervenção militar também foram levantados por manifestantes.

Bolsonaro também falou sobre o coronavírus, que tem 96.559 casos confirmados pelo Ministério da Saúde, com 6.750 óbitos. O presidente criticou as medidas de distanciamento social adotadas por “alguns governadores”, seguindo recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), e afirmou que “muitos perderão suas vidas” em função da Covid-19.

“O Brasil, como um todo, reclama ‘volta ao trabalho’, essa destruição de empregos irresponsável por parte de alguns governadores é inadmissível. O preço vai ser muito alto na frente. Fome, desemprego, miséria, isso não é bom. O país, de forma altiva, vai enfrentar os seus problemas. Sabemos os efeitos do vírus, mas, infelizmente, muitos serão infectados, infelizmente muitos perderão suas vidas também, mas é uma realidade”, disse.

Um integrante da equipe de Bolsonaro o interrompeu para avisar que os manifestantes haviam expulsado um jornalista da Rede Globo que cobria o ato. “O pessoal da Globo veio aqui para pegar um cara ou outro e falar besteira. Essa TV realmente foi longe demais. A Globo foi longe demais”, reclamou o presidente.

Yahoo Noticias

 

Médico diz que o secretário Carlos Lula afronta a inteligência dos maranhenses

                                                                  Por Joel Júnior                                                                                                    Do blog de Diego Emir

Hoje fui surpreendido ao ler, na solidão do meu confinamento, longe da minha família, o artigo do advogado e secretário de saúde do Maranhão, o Dr. Carlos Lula, a cerca do lockdown que a “justiça” decretou na Ilha. Achar que o fato de o Maranhão ser o primeiro a decretar o lockdown é “vanguardismo rotineiro dos maranhenses” é uma afronta à inteligência de qualquer pessoa, um desrespeito sem tamanho, para não dizer má-fé sofista. Já havia dito em algumas oportunidades que este não seria o momento para chamar à razão os verdadeiros responsáveis, que isso se faria ao final dessa tragédia, mas tudo tem limite, inclusive minha paciência.

O raciocínio, caro secretário, é exatamente o oposto. Fomos os primeiros a decretar lockdown porque talvez sejamos os últimos os em boas práticas de gestão, em investimento e em estratégia.

Ao longo dos anos, vimos os leitos do SUS reduzidos, unidades saúde foram fechadas na capital e nos interiores, os profissionais de saúde desrespeitados, sem terem uma “cena segura” para trabalharem. Sem um contrato digno, sem plano de carreira. Sem, sequer, o direito a férias ou ao adoecimento.

 Uma busca rápida na internet nos mostra inúmeras reportagens e estudos que mostram a deficiência dos leitos de uti no Maranhão (como podemos ver na imagem da matéria de MAIO DE 2016) até mesmo para situações normais, imagina para uma situação atípica e avassaladora como a que estamos vivendo.

Para exemplificar isso, uma situação se faz sintomática. A residência médica em Medicina intensiva do Hospital Universitario já abriu e já fechou vagas por falta de candidatos, isso demonstra a falta de interesse dos colegas para com uma área tão negligenciada pelo poder público ao longo dos anos.

Entrando na seara municipal, a atenção básica em São Luís tem menos de 50% de cobertura, é isso agora cobra um preço cruel, afinal as síndromes gripais leves poderiam e deveriam ser atendidas nessas unidades, bem estruturadas e com equipes completas. Orientações e/ou medicações valiosíssimas neste momento deveriam estar disponíveis para distribuição gratuita e desburocratizada para a população. O que, por óbvio, contribuiria para que muitos pacientes não evoluíssem para casos graves e desembocassem no gargalo intensivo da morte.

Hoje os principais atores da gestão pública enaltecem as equipes de profissionais de saúde, porém ao passar a crise, voltarão a nos tratar com o mesmo desprezo e desrespeito que vêm fazendo ao longo dos anos, pois, como diria Augusto dos Anjos, “a mão que afaga é a mesma que apedreja”!
Por fim, Solidarizo-me com todas as famílias que perderam seus entes queridos e sequer puderam chorar seu velamento. Solidarizo-me, ainda, com os profissionais de saúde, que, apesar de não serem heróis, de terem seus medos e angústias, encaram essa situação com uma verdadeira lição de profissionalismo e altruísmo.

Com muita fé, tudo isso irá passar, mas não esqueceremos que mais à frente os atores principais deverão ser chamados à razão. E que um verdadeiro ciclo de vanguardismo possa se estabelecer no Maranhão.

Joel Júnior é médico

Do Blog do Diego Emir

Centrão aguarda resposta do governo para a troca de cargos por votos no congresso

                                 O presidente Jair Bolsonaro e o presidente dos Republicanos, Marcos Pereira (SP).

O governo federal deu um prazo de até 15 dias, a partir do momento que foram feitas as indicações, para se manifestar sobre as negociações de cargos com os partidos do Centrão. Devem ser contempladas as siglas PP, PSD, PSC, Republicanos e PL.

“Eles estão falando em 10, 15 dias. O governo vai rearrumar os espaços nos estados, arrumar esses espaços nacionalmente, isso está sendo construído”, disse um congressista dos Republicanos ouvido pelo Congresso em Foco.

Ele também afirmou que foi indicado pela sigla um nome para uma secretaria no Ministério de Desenvolvimento Regional. O PP deve ficar com o comando do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE),órgão do Ministério da Educação que movimenta mais dinheiro que muitos ministérios – em 2019 foram R$ 55 bilhões.

Em nível menor e localizado mais regionalmente algumas demandas já foram atendidas. O PSC conseguiu emplacar nesta semana no comando da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) de Pernambuco Carlos Fernando Ferreira da Silva Filho, que foi secretário municipal no interior do estado. O comando anterior da CBTU era do advogado Tiago Pontes, que havia sido indicado pela bancada pernambucana do Congresso Nacional, com a articulação principal dos Republicanos, Solidariedade e Podemos.

Congresso em Foco                                                                                 

 

Sérgio Moro depõe por mais de 8 horas à PF e apresenta novas provas contra Bolsonaro

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro prestou depoimento na sede da  Polícia Federal em Curitiba (PR) neste sábado (2). Moro voltou a morar na capital paranaense depois que saiu do cargo no governo federal. Foram mais de oito horas de depoimento. De acordo com a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, Moro reforçou acusações e encaminhou  provas  novas contra o presidente Jair Bolsonaro em relação à acusação de intervenção na Polícia Federal.

Além das mensagens que já mostrou ao programa “Jornal Nacional”, da TV Globo, o ex-juiz apresentou novas provas envolvendo o presidente. Moro chegou na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba por volta das 13 horas. Além dos membros da PF, três procuradores da República acompanham o depoimento. De acordo com informações da revista Época os procuradores são João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita.

O ex-juiz foi acompanhado de seu advogado, Rodrigo Rios. Quem conduziu o inquérito foi a delegada Cristiane Corrêa, chefe do Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq), que investiga pessoas com foro privilegiado.

Também participaram Igor Romário de Paula, diretor de Combate ao Crime Organizado (Dicor), e Érika Marena, que deixou o Departamento de Cooperação Internacional do Ministério da Justiça e voltou para a PF, atuando também no Sinq.

Manifestantes simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro se aglomeraram em frente a delegacia. Também, mas em menor número, compareceram apoiadores de Sergio Moro. De acordo com o jornal Estado de São Paulo eram menos de 100 pessoas em frente ao local.

Um apoiador de Bolsonaro protagonizou um vídeo de tumulto que circula nas redes sociais. Nas imagens é possível ver que ele  tentou agredir fisicamente um cinegrafista da RIC TV, emissora afiliada da Record no Paraná. Veja a seguir o vídeo do acontecimento:

O depoimento  foi para prestar informações em inquérito que investiga as acusações feitas pelo ex-ministro contra o presidente Jair Bolsonaro. Ao sair do cargo no dia 24 de abril, Moro afirmou que Bolsonaro interferiu politicamente na Polícia Federal e tentou obter informações em inquéritos abertos nos Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido de depoimento foi feito pelo ministro do STF Celso de Mello, que relata o caso na Corte. A investigação foi aberta a pedido do procurador geral da República, Augusto Aras, e autorizada pelo Supremo.

O inquérito solicitado por Aras visa apurar tanto a conduta de Bolsonaro quanto se as acusações de Moro são verdadeiras. Se não forem, o ex-juiz terá de responder por denunciação caluniosa.

Em entrevista à revista Veja, Moro classificou como “intimidatória” a requisição de abertura de inquérito que o coloca como possível responsável por calúnia e denunciação caluniosa. A procuradoria disse, em nota, que a petição de inquérito “apenas narra fatos e se contém nos limites do exercício das prerrogativas do Ministério Público, sem potencial decisório para prender, conduzir coercitivamente, realizar busca e apreensão, atos típicos de juízes – e, só por isso, não tem caráter intimidatório”.

Globo e Congresso em Foco