Bandidos armados fizeram Noite de Cão na Unidade Mista do Bequimão

Grupo de bandidos disfarçados de pacientes em busca de atendimento médico, realizou uma noite de cão na Unidade Mista do Bequimão. Eles adentraram a unidade com dois deles solicitando atendimento médico, enquanto os comparsas já haviam desarmado o único segurança de plantão. Os bandidos fizeram um autêntico raspa, levando objetos pessoais dos plantonistas, dentre os quais enfermeiros e médicos e estenderam a operação criminosa aos pacientes de plantão.

Bastante seletivo, o grupo criminoso tinha como preferência, celulares, dinheiro e joias. Fizeram muitas ameaças e os plantonistas fizeram apelos para que eles não  mexessem como os doentes internados em decorrência que alguns poderiam vir ate a perder a vida, diante do susto ameaçador com armas em punho, mas mesmo assim muitas pessoas internadas não escaparam da sanha criminosa dos bandidos.

 

Câmara Municipal de São Luís convoca aposentados e pensionistas para abertura de contas no BB

A Câmara Municipal não forneceu a lista dos convocados

A Câmara Municipal de São Luís, através de grupo de trabalho instituído para este fim, está convocando trinta e cinco aposentados e/ou pensionistas para comparecerem à sede da Casa Legislativa, no Centro Histórico, com o objetivo de abrirem suas respectivas contas bancárias no Banco do Brasil.

A medida faz-se necessária, uma vez que o processo de gestão do pagamento, manutenção e concessão de benefícios previdenciários dos servidores da Câmara foi assumido pelo Instituto de Previdência e Assistência do Município (Ipam).

Os trinta e cinco aposentados ou pensionistas, que não compareceram no primeiro período estabelecido, têm até a próxima quarta-feira (10) para comparecerem à Casa e executar o procedimento. O horário de atendimento está sendo feito das 8h às 18h.

O grupo de trabalho responsável pelo atendimento esclareceu que o não cumprimento da referida convocação resultará no não pagamento dos benefícios salariais referentes a este mês de abril.

Superintendência de Comunicação da CMSL

 

Bolsonaro demitiu Vélez e confirmou Abraham Weintraub para comandar MEC

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou na manhã de hoje a demissão de Ricardo Vélez Rodriguez como ministro da Educação. Ele será substituído por Abraham Weintraub, que integrou o governo de transição. O anúncio foi feito por Bolsonaro em sua conta no Twitter, logo após participar de reunião com Vélez na manhã de hoje. A troca no comando foi oficializada em edição do Diário Oficial publicado uma hora depois.

“Comunico a todos a indicação do Professor Abraham Weintraub ao cargo de ministro da Educação. Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao Prof. Velez pelos serviços prestados”, postou o pesselista.

O novo ministro da Educação é economista formado pela USP (Universidade de São Paulo) e tem mestrado em administração em finanças pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Grande parte de sua carreira foi dedicada ao setor privado. Ele tem passagem pelo Banco Votorantim e corretoras financeiras.

Minutos depois de postar a indicação do economista no Twitter, Bolsonaro admitiu que errou ao dizer que Weintraub tinha doutorado ao anunciá-lo. Abraham atuou junto ao irmão, Arthur, no governo de transição e vinha colaborando com a gestão Bolsonaro na tentativa de aprovar a reforma da Previdência

Abraham Weintraub  é o novo ministro da Educação

Com o anúncio, Bolsonaro troca o seu segundo ministro em pouco mais de três meses no cargo. Gustavo Bebianno (PSL) deixou a Secretaria Geral de Governo e deu lugar ao general Floriano Peixoto.

Segundo o Planalto, Vélez foi ao encontro de Bolsonaro no Palácio do Planalto por volta das 10h. Vindo da direção da garagem privativa, seu carro foi estacionado na frente da sede do MEC às 11h e já sem a placa oficial designada aos titulares de pastas na Esplanada dos Ministérios.

Desde a semana passada, Bolsonaro afirmava que conversaria com Vélez hoje sobre a possibilidade da troca no comando. “Está bastante claro que não está dando certo. Ele é bacana e honesto, mas está faltando gestão, que é coisa importantíssima”, disse na sexta-feira em conversa com jornalistas.

Inicialmente, Vélez teria como agenda “despachos internos” ao longo do dia, mas não chegou a ir ao MEC às 9h, horário previsto para começar a trabalhar. A assessoria informou ao UOL que o ex-ministro estava em “agenda privada”. Posteriormente, o Planalto confirmou a reunião com Bolsonaro e, em seguida, o presidente postou o anúncio no Twitter.

Vélez colecionou polêmicas em três meses

Colombiano naturalizado brasileiro, Vélez vinha sofrendo críticas pela maneira como vinha conduzindo a pasta, em meio a disputas políticas internas, e por protagonizar medidas polêmicas junto à opinião pública.

Neste período, também houve uma série de trocas em cargos da cúpula do MEC e uma pressão do escritor Olavo de Carvalho, responsável por sua indicação, por mudanças. Mais de dez servidores deixaram a cúpula do ministério.

Fonte: UOL Noticias

A Vale finalmente na lama…

Para os amigos do rei hoje enjaulado em Curitiba, o início de governo de Bolsonaro promete tempos difíceis. Acostumados ao acobertamento crônico de suas maracutaias pelo governo do vigarista de Garanhuns ou pelo da desmiolada rainha da mandioca Dilma Rousseff, estão sujeitos hoje à dura investigação da Polícia Federal.

A respeito de Brumadinho, o delegado que preside as investigações sobre o rompimento da barragem, Luiz Augusto Pessoa Nogueira, declarou que está convicto de que houve crime de falsidade ideológica e uso de documento falso pela Vale no caso.

Opinião partilhada também pelo delegado Bruno Tasca Cabral, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente da Polícia Civil de Minas Gerais. Para ambos, houve homicídio com dolo eventual, onde o criminoso assume o risco de matar sem esse objetivo específico.

É mesmo o que parece ter sido a atuação irresponsável da Vale no caso de Brumadinho, que acabou causando uma série de mortes. Há, além disso, a prática de crime pela empresa de auditoria externa TuvSud, que atestou a declaração de estabilidade da barragem, provavelmente de forma criminosa e falsa.

A Vale, enroscada até o pescoço no caso de Brumadinho ainda por cima amarga a decisão da juíza de Barão de Cocais, que nesta segunda-feira (25) determinou o bloqueio de 3 bilhões de reais de suas contas. A decisão se refere ao alto risco da barragem Sul Superior, de responsabilidade da empresa na região.

O risco de rompimento dessa barragem aumenta, e poderá causar a evacuação compulsória de 6,5 mil moradores, além de destruir o centro da cidade, com muitas lojas e dois supermercados. A juíza também intimou a Vale a tomar providências imediatas para prevenir danos humanos e materiais e aumentou a multa pelo não cumprimento, que era de 2 milhões, para 100 milhões.

Caso estivesse debaixo do governo do parceiro Lula da Silva, a Vale estaria tranquila, colocando notinha na imprensa e empurrando com a barriga o caso que não daria em nada.Mas isso ficou no passado.

Haddad, outro poste de Lula, foi escorraçado e Bolsonaro é presidente. O que significa que a Vale responderá por suas patifarias, ao contrário do que ocorreu em Mariana.

Já era tempo.

Marco Angeli Full

 

Dez anos do julgamento histórico do STF que revogou lei de imprensa

Pesquisa recente do CNJ revela que mais da metade das ações judiciais sobre liberdade de imprensa são motivadas por difamação.

Era abril de 2009 quando o STF decidiu tornar sem efeito uma das últimas legislações do governo militar que ainda estava em vigor: a lei de imprensa.

A lei 5.250/67 foi assinada pelo ex-presidente Castelo Branco meses depois da outorga da Constituição de 1967, quando o endurecimento do regime militar se iniciava. Com o objetivo de controlar informações, de acordo com as previsões da norma, jornalistas e veículos de comunicação poderiam ser detidos ou multados caso publicassem algo que ofendesse a “moral e os bons costumes”. A pena poderia ser aumentada se o conteúdo difamasse ou caluniasse alguma autoridade, como o presidente da República.

À  época, o Estado de S. Paulo publicou editorial afirmando que na norma havia dispositívos lamentáveis.

Em 2009, após longo julgamento, 7 dos 11 ministros da Corte concluíram que a lei era incompatível com a atual Constituição, que é repleta de garantias à liberdade de expressão. A partir da decisão, os juízes passaram a se basear na CF/88 e nos códigos Penal e Civil, para julgar ações contra jornalistas.

Julgamento histórico

Tudo começou quando o então deputado Miro Teixeira, ao entender que a lei de imprensa não se alinhava à CF/88, assinou a petição da ADPF 130, visando a revogação da lei.  Conforme argumentou Miro Teixeira, a lei havia sido imposta à sociedade pela ditadura militar e, por isso, continha dispositivos incompatíveis com o Estado Democrático de Direito inaugurado pela CF/88, como a pena de prisão para jornalistas condenados por calúnia, injúria e difamação.

Ao julgarem a ação, os ministros Eros Grau, Menezes Direito, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso e Celso de Mello, além do relator, ministro Carlos Ayres Britto, votaram pela total procedência da ADPF 130.

Com votos vencidos, os ministros Joaquim Barbosa, Ellen Gracie e Gilmar Mendes defenderam a extinção parcial da lei, com manutenção de alguns dispositivos como os que disciplinavam o direito de resposta e a proibição de publicar mensagens racistas. Apenas o ministro Marco Aurélio defendeu que a lei continuasse em vigor.

À época, a Corte entendeu que a regularização da atividade jornalística e as punições por eventuais abusos, previstas na lei de imprensa, representavam tentativas de limitar a imprensa. Com esse posicionamento, no dia 30 de abril de 2009, os 07 capítulos e os 77 artigos da lei de imprensa se tornaram, 42 anos depois, inconstitucionais.

Direito de resposta

Um dos principais debates ao longo do julgamento que revogou a lei de imprensa foram atinentes ao direito de resposta. Defendendo este direito, Gilmar Mendes, à época presidente do Supremo, argumentou que a falta de normas a esse respeito poderia deixar cidadãos e órgãos reféns de juízes:

“A desigualdade de armas entre a mídia e o indivíduo é patente. O direito de resposta é uma tentativa de estabelecer um mínimo de igualdade de armas. Vamos criar um vácuo jurídico numa matéria dessa sensibilidade? É a única forma de defesa do cidadão!”

A observação, no entanto, não convenceu os outros ministros. Um dos opositores, Cezar Peluso, defendeu que o Judiciário teria condições de garantir esse direito, mesmo sem legislação específica. Segundo o acórdão do julgamento, o direito de resposta deveria se pautar no inciso V do art. 5º da CF, no qual “é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem”.

Foram seis anos desde a decisão do Supremo em revogar a lei de imprensa até a criação de uma lei específica para normatizar o direito de resposta: a lei 13.188/15, sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff estabelece critérios para a busca de retificação ou direito de resposta a quem se sentir ofendido “em matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social”. A norma garante que os ofendidos por notícias possam responder ou retificar informações em espaços gratuitos e de forma proporcional.

Liberdade de imprensa em números

O CNJ lançou um relatório em 2018, divulgando a situação processual de liberdade de imprensa no Brasil. Para isso, o Conselho contou com a colaboração da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Tv) e ANJ (Associação Nacional de Jornais), que encaminharam a relação de processos cadastrados nas respectivas associações.

Ao todo, foram 2.373 processos relacionados à liberdade de imprensa. De acordo com a pesquisa, a maioria desses processos estão na Justiça Estadual e uma parcela significativa se encontra na Justiça Eleitoral.

Relatório estatístico: liberdade de imprensa, CNJ, 2018.

No que se refere a motivação dos processos, difamação é a causa mais frequente, ocorrendo em 59,5% das vezes. Violação à legislação eleitoral foi a segunda com maior frequência, totalizando 19,4%.

Violação à privacidade, aos direitos autorais e à marca vêm em seguida no ranking:

 

Relatório estatístico: liberdade de imprensa, CNJ, 2018.

O relatório alerta para o fato de os dados sobre esse tipo de processos serem dispersos, havendo inúmeras lacunas e imprecisões nos mecanismos de coletas das informações. Ainda, o estudo aponta a tímida atuação do Poder Judiciário quanto à organização da gestão jurídica desses dados: “O Poder Judiciário precisa avançar e se preocupar com os dados que ele produz em seu dia a dia, ao cadastrar e movimentar processos judiciais, sejam eles de forma física ou eletrônica”.

“Ctrl + X”

Percebendo um aumento nos casos judiciais contra veículos de comunicação e jornalistas, a ABRAJI (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) desenvolveu o projeto Ctrl+X, uma base de dados com o objetivo de mapear ações judiciais que tentam remover conteúdo da internet.

Quando o projeto foi iniciado, em 2014, seu nome era “Eleição Transparente” e o foco era mapear ações que tramitavam na Justiça Eleitoral.  A partir de 2015, o projeto passou a ser chamado de “Ctrl+X” e começou a abranger os processos tramitando na Justiça Comum.

Os dados levantados pelo mapeamento do Ctrl+X confirmam o que diz o CNJ ao apontar a difamação como motivação principal para abertura de ações judiciais, totalizando 76% dos casos. Em 2017, o projeto recebeu o prêmio “Data Journalism Awards”, uma das maiores premiações internacionais de jornalismo de dados.

Fonte: Migalhas

INSS passa pente-fino nos empréstimos consignados a aposentados

O INSS deu início a um pente-fino nas concessões de empréstimos a recém-aposentados para combater o vazamento de dados de segurados para bancos e outras instituições financeiras. Segurados que pedem aposentadorias e pensões têm recebido ofertas de empréstimo antes mesmo de serem comunicados pelo órgão de que os benefícios solicitados foram concedidos.

O presidente do INSS, Renato Rodrigues Vieira, admitiu que há “inegável fuga de informações” e o “aproveitamento indevido” de dados de segurados por empresas do ramo de crédito. A investigação, iniciada há cerca de um mês, busca identificar se os vazamentos ocorrem nas três etapas que envolvem as concessões de benefícios previdenciários: o tráfego de dados nos sistemas da Dataprev (empresa de tecnologia da Previdência), nas análises dos requerimentos realizadas por servidores do órgão ou no processamento dos pagamentos por meio da rede bancária.

“Não podemos desconsiderar qualquer momento em que pode ocorrer fuga de informações, pois isso tornaria a nossa apuração precária”, disse Vieira. “No momento, temos a certeza de que as fugas de dados acontecem e há acesso a aposentados que nem sequer foram comunicados [da concessão do benefício]”, afirmou.

Dados de segurados ou beneficiários do INSS devem ser mantidos em sigilo e, em nenhuma hipótese, podem ser fornecidos a terceiros. Mas a reportagem já flagrou o comércio de cadastros com nomes de aposentados e pensionistas nas ruas da capital paulista e na internet. Em fevereiro deste ano, uma página de compra e venda de produtos oferecia esse tipo de cadastro, sendo que o vendedor disponibilizava o seu número de telefone para combinar o preço.

Em abril de 2015, o Agora denunciou a venda de CDs com milhares de dados de aposentados nas proximidades do viaduto Santa Ifigênia, região central da capital paulista, a poucos metros da sede da Superintendência do INSS em São Paulo.

Além do vazamento de dados de segurados, o presidente do INSS afirmou que o órgão também promove a revisão de outros pontos considerados críticos em seu fluxo de informações, que são a prova de vida dos beneficiários (recadastramento de senha) e os contratos de prestação de serviço.

ALTA DO CRÉDITO

Os empréstimos consignados, que têm as parcelas descontadas diretamente dos salários de aposentados, têm crescido entre aposentados e pensionistas do INSS.

Em 2018, essa modalidade de crédito foi concedida 16,2 milhões de vezes a beneficiários da Previdência. O número é 6,1% superior aos 15,3 milhões de consignados registrados em 2017, segundo dados do INSS.

Quando considerado o valor total emprestado aos segurados, o crescimento é maior: o total acumulado em fevereiro deste ano é de R$ 129,3 bilhões, número 11% superior aos R$ 116,6 bilhões acumulados até o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do Banco Central.

Para reduzir o assédio de instituições financeiras a novos beneficiários, o INSS bloqueou a concessão desses empréstimos nos primeiros 90 dias após a concessão. A Febraban informou que “os bancos trabalham com critérios rígidos de confidencialidade de dados.

Folhapress

 

O recado do Alto Comando é simples, direto e implacável contra a corrupção

Não há nenhuma dúvida de que algo está mudando depois da eleição de Jair Bolsonaro. Vitorioso com mais de dez milhões de votos sobre o candidato petista, que responde a 32 processos que vão desde o recebimento de dinheiro da Lava Jato a denúncias por improbidade administrativa e superfaturamento de obras, o presidente eleito – ao escolher vários militares de alta patente para compor o seu governo -, deu o tom da mudança.

O recado parece dizer que, daqui para a frente, o modelo petista de gerir a coisa pública, baseado exclusivamente na corrupção, não será tolerado.

Depois de anos de roubalheira –garantida por decisões mantendo a impunidade dos corruptos -, o país acordou, e o fez sob a ameaça de trazer os militares de volta ao poder.

A maior recessão já registrada na economia, a maior dívida pública de todos os tempos e a maior quantia de dinheiro paga pelo governo somente em juros, não podiam continuar. Só no período de Dilma Rousseff a dívida chegou a R$ 1,6 trilhão. Daí não ser possível esperar que um governo, cuja plataforma política foi maior segurança e a ética na coisa pública, permitisse a continuidade dos desmandos.

Pela lógica comum, até os mais empedernidos corruptos, entre os quais alguns membros do Congresso Nacional, sabem que não é possível que um governo, eleito com a promessa de moralizar o país, não se garanta diante da turbulência que vem por aí.

E o exemplo maior veio com a polêmica decisão tomada pelo ministro Marco Aurélio Mello, que, no último minuto da última sessão do STF mandou soltar 167 mil integrantes das facções marginais e da bandidagem organizada (inclusive Lula) condenados em segunda instância.

A repercussão negativa foi tanta que o Alto Comando do Exército se reuniu por meio de videoconferência para saber que atitude tomar. Embora o teor da reunião não tenha sido divulgado, o recado foi claro: ou se caça a decisão pela própria Justiça, ou a caçaremos pela força. Os militares expuseram sua insatisfação diante da tentativa de se desestabilizar o novo governo por meio de uma liminar lançada à indignação nacional. Segundo os procuradores da República, a liberação beneficiaria os criminosos de “colarinho branco” e colocaria em risco a Lava Jato e as delações premiadas, além de consagrar a impunidade.

Trinte e três anos depois de devolver o poder aos civis, os militares, que nunca estiveram tão em alta na política nacional como agora, jamais permitiriam que pessoas envolvidas em ilícitos, presas e condenadas, fossem soltas por obra e graça de uma canetada, mesmo vinda de um ministro do STF.

Por falta de aviso não foi. O comandante do Exército, general Villas Bôas Correa, quando se recusou a punir o vice-presidente eleito, general Mourão, pelas declarações que fez quando estava na ativa a respeito de uma possível intervenção militar caso o Judiciário não pusesse fim a tanta impunidade, já avisara. Naquela ocasião Villas Bôas disse que as Forças Armadas dispõem de “um mandato” para “intervir na eminência de um caos” no país.

Ao mesmo tempo, nas redes sociais se multiplicaram as mensagens de apoio a Mourão, enquanto aumentavam os pedidos para uma intervenção militar. Naquela ocasião, a fala do comandante do Exército foi apenas um aviso. Já a cassação da liminar de Marco Aurélio – por imposição do Alto Comando -, foi um claro e velado recado.

Tem muita gente achando que não haverá intervenção militar porque a comunidade internacional não permitiria. Isso é um erro.

Ninguém protege um país de mais de 200 milhões de habitantes apenas protestando contra possíveis violações dos direitos humanos, o que já é o caso há 40 anos. O máximo que poderá haver, caso os militares tomem o poder, seria apenas alguns protestos, e nada mais.

Os militares não desejam intervir, mas não aceitam a corrupção como um dos princípios fundamentais de nossa administração pública. Tampouco aceitam a impunidade garantida por alguns dos ministros de nossa mais alta Corte de Justiça.

Não permitir que os corruptos assumam os cargos mais importantes da nação já é um consenso. Se isso não bastar e os generais resolverem colocar os tanques nas ruas, só Deus sabe o resultado. Recados não faltam; basta apenas ouvi-los.

Luiz Holanda

Advogado e professor universitário

 

PPS terá de devolver R$ 1,1 milhão ao erário por irregularidades em 2013

O Partido Popular Socialista (PPS) terá de devolver R$ 1,1 milhão para os cofres da União. A decisão é do Tribunal Superior Eleitoral, que constatou irregularidades nas contas de 2013 do partido, que atingiram 15,68% das verbas do Fundo Partidário.

Relator da ação, ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto considerou que as irregularidades comprometeram a confiabilidade da prestação de contas de 2013 do PPS

A legenda também será penalizada com a suspensão do repasse de cotas do Fundo Partidário por dois meses, sanção a ser cumprida de forma parcelada em quatro vezes, com valores iguais. De acordo com o relator, ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, a série de irregularidades constatadas nos documentos do partido comprometeu a confiabilidade da prestação de contas.

O ministro verificou dentre as irregularidades a falta de documentos fiscais e de pagamentos que comprovem as saídas de recursos do fundo registradas como adiantamento para fornecedores e a ausência de notas fiscais com descrição específica da natureza do serviço prestado. Além disso, foram verificados descompassos nas despesas mensais com combustível, ausência da comprovação de propriedade de automóvel no balanço patrimonial da sigla e pagamento de juros e multas cíveis com recursos do Fundo Partidário, o que é proibido pela legislação vigente.

O TSE também detectou que o partido não comprovou na prestação de contas a destinação mínima de 5% dos recursos do Fundo Partidário para programas de promoção da participação feminina na política, conforme determina o artigo 44 da Lei 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos). Com isso, os ministros determinaram que a legenda aplique, no exercício de 2020, o valor não destinado a essa finalidade em 2013, com a devida atualização monetária, acrescido de 2,5% das verbas do Fundo Partidário.

Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE.

 

Lula não aprendeu nada em um ano de cadeia

Josias de Souza

“Por que têm tanto medo de Lula Livre?”, indaga o título de um artigo assinado por Lula na edição deste domingo da Folha. A interrogação indica que tudo mudou nos 12 meses de cadeia de Lula, exceto a empáfia da divindade do PT. Mesmo trancado numa cela de 15 m², o presidiário mais vistoso da Lava Jato continuou hospedado no mundo da fantasia.

O próprio Lula, ou a pessoa que redigiu o artigo em seu nome— cuidou de responder à interrogação do título. “Na verdade, o que eles temem é a organização do povo que se identifica com nosso projeto de país. Temem ter de reconhecer as arbitrariedades que cometeram para eleger um presidente incapaz e que nos enche de vergonha.”

Quer dizer: Lula ainda não enxerga um culpado no espelho do banheirinho da cela especial de Curitiba. Antes do encarceramento, considerava-se um mito. Isolado do convívio social, acha que virou um mártir. E continua dando de ombros para os fatos que o transformaram no avesso de tudo o que imagina ser.

Aquilo que Lula chama de “nosso projeto de país” morreu no segundo mandato de Dilma, a “gerentona” que ele escolheu para pavimentar o caminho do petismo para o inferno. Arbitrários não foram os processos ou as sentenças, mas a decisão de romper as regras da moralidade para fazer do PT um aparelho arrecadador de fundos, com o beneplácito e o proveito pessoal do grande líder.

Quem elegeu Bolsonaro, esse “presidente incapaz que nos enche de vergonha”, não foram Sergio Moro e a Lava Jato. O feito deve ser atribuído ao próprio Lula, autoconvertido em principal cabo eleitoral do capitão, e ao antipetismo, maior força política da sucessão de 2018. As urnas, não os algozes de Lula, decidiram que o PT não deveria receber um novo mandato presidencial.

Há um ano, horas antes de ser preso, Lula discursou defronte do sindicato de São Bernardo. Disse que a tranca não iria silenciá-lo, pois sua imaculada figura transformara-se numa ideia e seus devotos fariam barulho por ele. “Vocês poderão queimar os pneus que vocês tanto queimam. Poderão fazer as passeatas que tanto vocês queiram, fazer ocupações no campo e na cidade…”

Desde então, Temer apodreceu no mandato que resultou do impeachment, o PT levou uma surra eleitoral, Dilma foi condenada pelo eleitorado mineiro à função de cuidadora perpétua dos netos, Bolsonaro subiu a rampa e a soma das condenações de Lula ultrapassou a marca de 20 anos. Tudo isso aconteceu sem pneus queimados, passeatas ou ocupações.

Lula planejara ganhar a liberdade e disputar a Presidência acuando juízes com a militância incendiária do PT e o “exército” de João Pedro Stédile, do MST. Entretanto, secaram as fontes de dinheiro público para sindicatos e movimentos sociais. Sem a condução e o sanduíche, a solidariedade preferiu ficar em casa.

Hoje, ninguém tem medo do Lula livre. O que amedronta é a hipótese de que ele receba tratamento diferente do que é dispensado à bandidagem sem grife. O que assusta é a pose de vítima. O que apavora é a perspectiva de que o castigo talvez seja insuficiente para evitar a reencarnação do modelo corrupto que levou para a cadeia o maior líder popular da história.

Blog do Josias de Souza

 

A família da extinta Emater-Ma perde dois grandes extensionistas: José Reinaldo Moreira Lima e Misael Leite

Mesmo depois de terem criminosamente acabado com a Emater-Ma, a punição que se impôs aos seus servidores quantos aos seus direitos trabalhistas e outras bandalheiras que não vale a pena lembrar, o que não conseguiram destruir foi a competência, o discernimento e o compromisso sério de engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, assistentes sociais e outros profissionais que trabalhavam efetivamente para o desenvolvimento do meio rural maranhense, entre eles estavam José Reinaldo Moreira Lima e Misael Moraes Leite.

Durante os 18 anos em que trabalhei na Emater-Ma, tive muitas oportunidades de ver de perto, o que era compromisso. Nos períodos de plantio e colheita nas comunidades rurais mais distantes, técnicos da Emater-Ma, passavam até semanas dentro das comunidades, orientando e ajudando milhares de famílias, muitos dos quais chegam a ir nas segundas-feiras e retornavam no domingo. Eles não eram obrigados pela empresa, mas o compromisso e a lealdade às famílias de trabalhadores rurais os levavam a trabalhar de tal forma e não recebiam compensação financeira a mais, uma vez que os salários pagos à época eram dignos.

Registro aqui com muito pesar o passamento de dois ex-colegas, que construíram grande parte das suas vidas lado a lado e sol a sol com a simplicidade dos homens e mulheres do campo. Ao se extinguir a Emater-Ma, não se destruiu apenas uma instituição, mas a própria produção agrícola do Estado, além de punir agricultores e afetar com muita dor o coração de todos os extensionistas do Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural do Maranhão.

José Reinaldo Moreira Lima teve a sua atuação marcante na assistência técnica, na região de Bacabal, época em que quando, o veículo não podia leva-lo a comunidade e nem os animais, ele ia a pés, o que também não foi diferente com Misael Moraes Leite, na região de Barra do Corda. Eles e muitos abnegados e abnegadas  extensionistas, tinham a felicidade nos seus rostos e sorrisos, quando geralmente os resultados avaliados das suas atuações  superavam a expectativa.

A última vez que o Maranhão foi destaque na produção de alimentos no Brasil foi governo Luís Rocha, quando chegou a ser o segundo produtor nacional de arroz. À época o governador fez um reconhecimento público a todos os servidores da Emater-Ma.

Muitos outros colegas já foram para o Reino da Glória e receberam agora José Reinaldo e Misael, o reconhecimento se faz todos eles. O que eu faço aqui, não é desabafo, mas um registro digno para a memória histórica da agropecuária do Maranhão, de que sem amor compromisso, competência, seriedade e respeito r transparência, não se constrói nada.

Infelizmente, os dias atuais são marcados pelas sujeiras e a deslavada corrupção, além de não se produzir nada.