“Iniciação à Vida Cristã” foi o tema central da 55ª Assembleia dos Bispos da CNBB encerrada hoje no Santuário de Aparecida

              aldir

  Encerrou-se na manhã desta sexta-feira, 5 de maio, a 55a. Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O encontro foi realizado no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida, situado no pátio do Santuário Nacional da Padroeira do Brasil, em Aparecida (SP). Na cerimônia de encerramento, os bispos realizaram uma breve oração de ação de graças pelos trabalhos realizados durante os dez dias que permaneceram reunidos convivendo, estudando, debatendo e rezando pela Igreja.

                  Eram mais de 370 membros da Conferência na reunião: cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, bispos prelados, bispos auxiliares e coadjutores. Além desses bispos, estiveram presentes mais de 50 bispos eméritos, isto é, aqueles que já renunciaram ao governo de Igrejas Particulares e se encontram num tempo fértil de descanso e em  trabalhos diferentes. No encontro, os bispos contaram com a ajuda de grande equipe de colaboradores formada por assessores das comissões episcopais, funcionários e a equipe de serviços do Centro de Eventos.

                  Uma série de empresas do ramo de livros, imagens e vestes religiosas ocuparam uma área especial na qual era possível circular nos intervalos da assembleia. Neste espaço, foram apresentadas as últimas publicações das Edições CNBB.

Cobertura da Mídia

                    Na ala de recepção do local onde foi realizada a 55a. Assembleia Geral, estava a sala de Assessoria de Imprensa da CNBB que contou com a presença permanente de três jornalistas, um fotógrafo e um facilitador da comunicação entre os profissionais e os bispos em plenário. Neste lugar também foram distribuídas credenciais e era a referência para todo tipo de informação a respeito do encontro.

                   Numa sala exclusiva, servida de café e biscoitos, os jornalistas credenciados puderam realizar seus trabalhos contando com internet cabeada e instalações apropriadas. Todos os dias da semana, participaram de dois momentos nos quais poderiam suprir a busca de informações: a Entrevista Coletiva sempre contava com 4 bispos. O presidente da Comissão para Comunicação conduzia o encontro e três bispos escalados pela presidência respondiam a todos os questionamentos dos jornalistas a respeito da Assembleia e de temas variados da vida da Igreja. Um outro momento, mais informal e não oficial, foi o “Meeting Point”, pela primeira vez experimentado, no qual se convidava um bispo para tratar de algum assunto importante e que não fazia parte da grade oficial do encontro.

                   Várias equipes de emissoras de TV inspiração católica fizeram cobertura permanente: Rede Aparecida, Rede Vida, Canção Nova, Século 21 e Rede Milícia. Várias emissoras de Rádio se fizeram presente, entre elas estava a Rádio 9 de Julho, de São Paulo que manteve uma equipe constante. Dois jornais, entre outros, fizeram uma ampla cobertura: “Jornal Santuário”, de Aparecida e Jornal “O São Paulo”, da arquidiocese de São Paulo.

                     Ainda estiveram presentes em algum momento ou fizeram entrevistas pelo telefone grandes veículos da Mídia Nacional: Rede Globo, Bandeirantes, SBT, Jornais Folha de São Paulo, O Globo e O Estado de São Paulo, este último com presença em toda a primeira semana da Assembleia com o repórter José Maria Mayrink.

                    A parceria da CNBB com o portal a12.com de Aparecida foi um dos pontos relevantes no trabalho de cobertura jornalística da Assembleia. Diariamente, o portal transmitiu as Entrevistas Coletivas e o “Meeting Point”. “Este tipo de serviço foi de extrema importância para nosso Plano de Comunicação da CNBB porque, com a transmissão do a12.com chegávamos às redações de todos os veículos de comunicação interessados no encontro dos bispos”, diz Pe. Rafael Vieira, coordenador da Assessoria de Imprensa da CNBB.

Temário

                 O tema central da Assembleia, “Iniciação à Vida Cristã”, foi trabalhado em diversas sessões do encontro. Contou com estudos de grupos e plenários que, no final, votou e aprovou um texto final para ajudar as dioceses e comunidades na caminhada de constante renovação da iniciação à vida cristã de crianças, jovens e adultos.

                Outros temas também receberam atenção particular dos bispos, entre eles estão: “Projeto Comunhão e Partilha”, iniciativa que completou 5 anos e é a expressão da solidariedade financeira para com dioceses pobres, principalmente para ajudar na formação do clero; “Pensando o Brasil”, um movimento que tem reunido estudos dos bispos em relação a diversas realidades sociais brasileiras. Este ano, o trabalho foi voltado para a Educação; “Celebração da Palavra de Deus”, um documento para animar comunidades que não podem ter a celebração da Eucaristia em várias partes do Brasil; “Ministros da Palavra”, ligado ao tema anterior, este documento analisado pelos bispos servirá de ajuda para a formação de pessoas que se capacitam para a pregação; “Novas formas de consagração e Novas Comunidades” também foi tema estudado pelos bispos.

Atividades

               Os bispos tiveram quatro sessões privativas, numa delas contaram com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D´Aniello. Todos os dias, no começo da manhã, as 7h30, os bispos celebraram a Eucaristia no Santuário Nacional e no final de semana, dias 29 e 30 de aabril, participaram de um Retiro Espiritual pregado pelo monge trapista, dom Bernardo Bonowitz. A liturgia das horas foi celebrada, todos os dias, no plenário da Assembleia contando sempre com a ajuda do jesuíta, Ir. Fernando Benedito Vieira, da assessoria para a Música Litúrgica da CNBB.

               O ritmo dos trabalhos foi bastante intenso e os bispos ainda faziam deslocamentos longos, considerando o movimento da ida para a missa e para ao almoço, entre o hotel Rainha do Brasil, onde a maioria esteve hospedada, o Santuário Nacional e o Centro de Eventos. Uma quantidade significativa enfrentou esses trajetos à pé. As atividades começavam  muito cedo e terminavam somente depois das 20h, além dos pequenos grupos que se reuniam depois do jantar como foi o caso daquele formado pelos membros do Consep que se encontrava quase todos os dias. O único tempo de descanso foi a tarde do domingo, dia 30 de abril.

Fonte: CNBB Nacional

 

 

Santuário de Aparecida receberá famílias e agentes da Pastoral Familiar durante Simpósio Nacional

          aldir.jpg

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) irá realizar a 9ª Peregrinação e o 7º Simpósio Nacional da Família, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, nos dias 27 e 28 de maio. Neste ano jubilar em que a Igreja celebra os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição no Rio Paraíba do Sul, o lema do evento, promovido pela Comissão Episcopal por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), é “No Ano Mariano, a família peregrina para a Casa da Mãe”.

            As atividades acontecerão nos dias 27 e 28 de maio, iniciando com o 7º Simpósio Nacional, que receberá conferencistas para abordagem de temáticas relevantes para a vida em família e para o trabalho da Pastoral Familiar. A peregrinação será aberta no início da noite de sábado com a Santa Missa, seguida de procissão luminosa.

Conferências

           A exortação apostólica pós-sinodal do papa Francisco “Amoris Laetitia – sobre o amor na família” será tema da primeira conferência do Simpósio. A doutora Maria Inês de Castro Millen, médica, mestre em Ciência da Religião e doutora em Teologia, apresentará o documento a partir da visão da mulher.

           O bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão para a Vida e a Família, dom João Bosco Barbosa de Sousa, conduzirá a segunda conferência sobre a temática “Família: uma luz para vida em sociedade” e a iluminação bíblica “Vós sois a Luz do Mundo” (Mt 5, 14).

           Seguindo a proposta do acompanhamento juvenil já apresentada no ano passado, o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, padre Antônio Ramos do Prado, falará sobre o acompanhamento de adolescentes e jovens na família à luz do capítulo VII da exortação Amoris Laetitia.

              O casal de membros da Pastoral Familiar e ex-coordenadores do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (Inapaf), João Bosco Lugnani e Aparecida Eunides Lugnani, falarão, na parte da tarde, do projeto que desenvolvem no YouTube “Vida, família e fé, em testemunhos”.

            Ainda durante o Simpósio, haverá apresentação de experiência de uma equipe de Regional da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) e a meditação do terço com transmissão pela TV Aparecida.

Peregrinação

              Iniciando com a celebração eucarística, às 18h, na basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a Peregrinação das Famílias terá uma procissão luminosa com o lema “No Ano Mariano a família peregrina para a casa da mãe”. No domingo, serão celebradas duas missas com a participação das famílias de peregrinos: às 8h, presidida pelo arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, e às 10h presidida por Dom João Bosco Barbosa.

Fonte – CNBB Nacional

Temperatura elevada na Câmara Municipal entre críticos e defensores do prefeito Edivaldo Holanda Júnior

             aldir

Os reflexos negativos dos quatro meses da nova administração do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, estão elevando a temperatura na Câmara Municipal de São Luís. Enquanto os vereadores críticos da administração municipal surgem no parlamento municipal com muita munição contra o dirigente municipal, principalmente nas áreas da educação, saúde e infraestrutura, inclusive com informações bem precisas e difíceis de serem contestadas. Os defensores acabam ficando sem argumentos e bem distantes de princípios ideológicos e o enfrentamento é feito através da truculência e até ataques pessoais.

               Uma comissão de vereadores, presidida pelo vereador Francisco Chaguinhas, que inspecionou 35 escolas municipais e constatou que nenhuma delas está em condições de funcionamento, quando já estamos perto do primeiro semestre e sem qualquer sinalização para a recuperação para garantir o direito constitucional das crianças da capital terem acesso a educação, assim como as creches em pleno abandono, as criticas não foram bem recebidas pela base do prefeito.

              As precariedades na saúde, até mesmo por falta de compromisso e seriedade dos gestores das instituições, têm concorrido para que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior sofra criticas não só na Câmara Municipal, mas em todos os segmentos sociais, assim como a séria problemática na infraestrutura com a cidade praticamente transformada em tábua de pirulito. Muitos vereadores são cobrados em suas bases e o fórum dos debates e das cobranças é o legislativo municipal, argumentam inúmeros deles.

Há poucos dias, o vereador Francisco Chaguinhas registrou no plenário, que os constantes movimentos comunitários com interdições de ruas e avenidas, a maioria das reclamações estão afetas à responsabilidade do município. O interessante é que os gestores do município quando chamados para negociar com a população, deixam bem claro que não têm autonomia para garantir a resolução dos problemas. A resultante é que estão crescendo os movimentos e a justiça tem feito várias cobranças ao Executivo Municipal, quanto a direitos que precisam ser honrados com a população.

Entendo que o parlamento é o local adequado para debates, reivindicações e alianças pelo bem comum, como recentemente propôs o vereador Cézar Bombeiro. Que a Câmara Municipal some esforços com todos os vereadores para ajudar o prefeito Edivaldo Holanda Júnior a enfrentar a séria crise que está atravessando no setor da educação.

Quanto a questão de agressões pessoais com insultos pejorativos dentro do parlamento, caracteriza-se pela falta de respeito não só aos colegas vereadores, mas aos representantes dos segmentos sociais que se fazem presentes as galerias. O prefeito precisa com urgência sacudir a sua administração e ir para as ruas dar pelo menos uma satisfação para o povo que o reelegeu.

STF mantém suspensos desmatamentos e cultivos do eucalipto no Baixo Parnaíba e derrota o Governo do Estado

         aldir

Entidades e comunidades do Baixo Parnaíba há anos vêm sendo perseguidas pelo grupo Suzano Papel e Celulose e instituições públicas.

 

    

   O Governo do Estado e o Grupo Suzano Papel Celulose foram derrotados no STF e permanecem suspensos desmatamentos e cultivos do eucalipto na região do Baixo Parnaíba. Em fevereiro de 2017, o Estado do Maranhão pediu a suspensão da liminar ao Tribunal Regional Federal que determinou a suspensão de novos desmatamentos na região pela empresa Suzano, mas acabou derrotado. A decisão teve inicio com ação proposta pelo Ministério Público Federal no Maranhão

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter liminar, concedida a partir de ação proposta pelo Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), que proibiu a Suzano Papel e Celulose S.A de realizar novos desmatamentos para cultivo de eucalipto na região do Baixo Parnaíba, no Maranhão, por conta dos impactos ambientais provocados no local. A liminar havia sido expedida em 2016 pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e ressalvou a manutenção dos plantios já existentes.

 

Além da interrupção do processo de desmatamento do cerrado maranhense, o Ibama deveria fiscalizar a execução das medidas impostas à Suzano e ao Estado do Maranhão deveria suspender a licença de operação caso a Suzano não cumprisse as determinações. Uma multa diária no valor de R$ 50 mil seria aplicada em caso de descumprimento da decisão.

 

Em fevereiro de 2017, o Estado do Maranhão requereu a suspensão da liminar, alegando risco ao interesse público por grave lesão à ordem e à economia pública e questionando a veracidade e o rigor técnico do relatório de pesquisa elaborado por professores e acadêmicos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) “ligados unicamente às áreas de antropologia e ciências sociais”, apontando, ainda, ausência de contemporaneidade por ser referente a 2011.

De acordo com a decisão, o atendimento ao pedido formulado pelo Estado do Maranhão “representaria dano inverso, configurando lesão ao meio ambiente, como demonstra o requerimento do Maranhão para migrar do polo passivo para o ativo da ação civil pública”. Assim, o pedido foi negado pelo STF e a liminar que proibiu a realização de novos desmatamentos na região do Baixo  Parnaíba pela empresa Suzano continua mantida.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal no Maranhão

 

Governo do Estado é condenado a pagar aluguéis atrasados de imóvel onde funcionaram duas escolas públicas

aldir

O desembargador Paulo Velten foi o relator do processo

O Estado do Maranhão terá que pagar ao locador de um imóvel em São Luís, onde funcionou escola pública, os aluguéis devidos de 1º de junho de 2013 a 31 de agosto de 2014, no valor mensal de R$ 9 mil, acrescidos de juros e correção monetária. A decisão é da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que ainda condenou o ente público a pagar indenização de R$ 99.965,97 por danos materiais.

O entendimento unânime, em voto relatado pelo desembargador Paulo Velten, também foi pelo envio de cópia integral dos autos ao Ministério Público do Maranhão (MPMA), a fim de apurar não só a conduta considerada desidiosa da Procuradoria Geral do Estado, como também os prejuízos causados ao erário pelo órgão/gestor contratante, uma vez que o Estado terá de pagar aluguéis e indenizar danos materiais decorrentes da “omissão injustificada do responsável pelo contrato, que não promoveu o competente distrato no tempo e modo devidos”.

De acordo com os autos, o imóvel localizado no bairro Diamante foi alugado à Secretaria de Educação do Estado do Maranhão (Seduc), desde 2004, local onde funcionou, temporariamente, o Liceu Maranhense e depois o Colégio Solano Rodrigues, no período em que ambos tinham sido interditados pelo Ministério Público.

O proprietário do imóvel ajuizou ação de cobrança, com pedido de indenização, alegando que a Seduc não cumpriu as cláusulas contratuais. Disse que o prédio foi entregue à Secretaria em perfeito estado, mas a locatária não o conservou, não reformou e retirou a vigilância do imóvel, o que resultou em vários arrombamentos e saques. Ressaltou que, à época, teria sido assegurado por representantes da Seduc que a destruição do prédio seria indenizada, e os meses de aluguéis atrasados seriam todos pagos, o que não aconteceu.

Em dezembro de 2015, o juiz João Francisco Gonçalves Rocha, da 5ª Vara da Fazenda Pública da capital, condenou o Estado a pagar os aluguéis vencidos e vincendos, com juros e correção, e indenização por danos morais de R$ 20 mil ao proprietário, além de indenização por danos materiais, a ser apurada através de liquidação por arbitramento.

ATUAÇÃO DESCOMPROMISSADA – Em reexame necessário, o relator Paulo Velten pontuou, inicialmente, a atuação descompromissada da Procuradoria Geral do Estado no caso. Destacou que, citado o ente público, não foi oferecida contestação, e nem recurso contra a sentença houve.

Ao verificar a não comprovação de pagamento por parte do Estado, o desembargador Paulo Velten entendeu por manter a sentença de primeira instância na parte em que reconheceu a obrigação de pagar os aluguéis a partir de 1º de junho de 2013, determinando que fosse até o tempo de ajuizamento da ação.

               Quanto aos danos materiais, considerou compatíveis com os mencionados em laudo do Instituto de Criminalística (ICRIM) e com o valor de R$ 99.965,97, estabelecido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA-MA) para fins de “recuperação das instalações físicas do prédio”.

              No que se refere ao dano moral, o relator votou pela reforma da sentença de 1º Grau, por entender que, de acordo com jurisprudência predominante no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no próprio TJMA, o mero descumprimento contratual, sem qualquer repercussão extrapatrimonial, não enseja, por si só, dano à honra, imagem ou personalidade do contratante inocente. Os desembargadores Jaime Ferreira de Araujo e Marcelino Everton concordaram com o voto do relator.

 Assessoria de Comunicação do TJMA

 

Justiça determina que a Prefeitura de São Luís apresente cronograma de reforma de feiras e mercados da capital

            aldir

A juíza de direito Luzia Madeiro Neponucena, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública, determinou nesta quarta-feira (3) que o Município de São Luís, por meio do secretário de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Ivaldo Rodrigues, apresente cronograma detalhado de reforma, ampliação e adequação das feiras e mercados públicos da capital, devendo ainda fazer a juntada de relatórios de conclusão das obras, com registro fotográfico de cada unidade reformada, conforme decisão já proferida nos autos do processo nº 48.751/2015, datada de 07 de outubro de 2015. O Município tem 10 dias para cumprir a decisão, sob pena de multa diária de R$ 20.000,00.

           A decisão da juiza Luzia Neponucena é decorrente de Ação Civil Pública, interposta pelo Ministério Público Estadual. Em 2012 a magistrada proferiu sentença, na qual determinava ao Município de São Luís que apresentasse no prazo de 60 dias o seu programa de reforma para acompanhamento e fiscalização de feiras e mercados sob a responsabilidade da Prefeitura local, e o prazo de 120 dias, para que fosse dado início à reforma e adequação de cada feira e mercado de sua propriedade.

Comunidade fica isolada e sem travessia segura na Estrada de Ferro Carajás no município de Arari

              Com a chegada do inverno a estrada está cortada em dois trechos, além disso, a única saída que dá acesso as escolas e outros serviços públicos é por meio da travessia da ferrovia.

A comunidade de Mutum II, zona rural do município de Arari (MA), tem enfrentando dificuldades para fazer a travessia da Estrada de Ferro Carajás (EFC), de concessão da empresa Vale S.A. O único ponto de acesso da comunidade para a sede do município, onde a maioria das crianças estuda, é cortada pela ferrovia e não há nenhuma sinalização, viaduto, ou mesmo passarela para que os moradores possam se deslocar com segurança. O problema se agrava, pois o trecho que a comunidade utiliza para a travessia fica a poucos metros do pátio de cruzamento, onde frequentemente trens permanecem estacionados, e com a duplicação o fluxo de trens de cargas tem aumentado.

Com 330 vagões e 3,3 quilômetros de extensão, o tem da Vale é um dos maiores trens de carga em operação no mundo, o que reflete no tempo de espera para travessia. Alguns estudantes chegaram a ser surpreendidos com o trem, por não haver visibilidade no local, que fica próximo à uma curva. O incidente, que por pouco não termina em tragédia, resultou em uma manifestação da comunidade no dia 4 de fevereiro deste ano, eles reivindicavam uma passagem segura para a empresa. Mesmo sem interditar a ferrovia, a empresa processou vários moradores que protestavam contra a falta de segurança.

Além do atropelamento dos animais, a comunidade sofre com o isolamento, que dificulta o acesso a serviços essenciais, como a saúde, por exemplo, como explica seu Manoel de Jesus: “Todo mês o médico cubano vinha fazer a visita na comunidade de Flechal, mas com a obra de duplicação o trecho foi interditado e nós ficamos sem atendimento médico, pois não tinha como eles chegarem até a nossa comunidade”, denunciou.

A moradora Maria de Lourdes, conta da dificuldade de travessia no local durante a década de 80, com a inauguração da ferrovia e como está agora com a duplicação. ”Eu tinha dois jumentos, que me ajudava a carregar o coco babaçu e a colheita na roça, mas o trem matou. Já atravessei de bicicleta com um saco de mais de 30 quilos com o de comer para os meus filhos, enfrentando lama, enfrentando ferrovia, até nesse tempo era só uma linha, e agora [sic] é duas , mais difícil ainda”.

Maria tinha uma criação de porcos, que também foi atropelada pelo trem, porém nunca recebeu qualquer indenização. Ela ainda relata a dificuldades de travessia enfrentadas pelas crianças.   “Hoje o meu neto enfrenta os mesmos problemas para ir a escola, às vezes eles deixam de almoçar pra ir com bastante antecedência para esperar o trem passar e não atrasar para a escola. Há um tempo atrás nós ficamos sabendo que as crianças passavam por debaixo do trem para não se atrasar, quando o trem ficava estacionado”.

Segundo os moradores, a empresa alegou não poder fazer o ponto de passagem no local indicado pela comunidade, por ser próximo ao pátio de cruzamento de trens, e sugeriu um desvio de aproximadamente 6km para que os moradores pudessem fazer a travessia. Em reunião com a empresa, ficou acordado que os moradores doariam parte de suas propriedades para construção de uma estrada, que a comunidade usaria para fazer o desvio. A empresa chegou a fazer o aterramento de alguns trechos da estrada, que resultou em um lamaçal sendo que em dois pontos a estrada foi cortada pela água, por ser uma área próxima à igarapés e pequenas nascentes. Para fazerem o percurso até o centro de Arari, eles têm que atravessar um córrego com água na altura dos joelhos.

aldir

Moradores atravessam a estrada que foi cortada pelo curso d’água.

Manoel foi um dos moradores que doou parte se sua propriedade para construção da estrada, em decorrência disso, as cercas foram derrubadas e agora os animais que ele cria para seu sustento tiveram acesso à ferrovia e foram atropelados pelo trem. “Desde quando eu me reconheço como gente, o acesso desta comunidade sempre foi este, inclusive antes da construção da ferrovia. Só agora no fim de dezembro de 2016 a janeiro de 2017 foram 12 gados que foram atropelados pelo trem”`, desabafou.

Vaqueiros em busca do gado, para evitar o atropelamento pelo trem.

Raimundo Costa vive na comunidade desde 1954, um dos moradores mais antigos, conta sobre a transição que foi a chegada da Estrada de Ferro Carajás. “Desde que a empresa chegou, acabou com nossos igarapés, que era o nosso pão de cada dia, nós bebíamos água de lá, hoje no período do verão temos que comprar água para beber. Nós vive sendo escravos há muitos anos, desde quando começou a passar essa estrada em 80”.

Ainda segundo Raimundo, a vida antes da ferrovia era boa, “farta”, os moradores tinham facilidade de conseguir peixe e achar caça e podiam trafegar com segurança, hoje a realidade é outra. “Essa estrada acabou com toda a riqueza que tínhamos nesse povoado hoje nós arriscamos nossas vidas para passar nessa infelicidade(Ferrovia), vai passar um velhinho como eu que estou com 71 anos, não podemos andar sozinho, pois vai que nós tropeça e cai
nos trilhos. Será que a Vale se responsabiliza pela vida de cada um? Nós aqui não tem voz, não existe lei que beneficie o pobre só tem injustiça”, lamenta.

Por Lidiane Ferraz – Justiça nos Trilhos

 

 

Conflitos agrários no Maranhão são de conhecimentos dos Poderes Constituídos e têm interesses políticos

aldir

Casas de quilombolas e Igreja Católica foram incendiadas em Codó. Lideranças comunitárias e vários padres estão ameaçados de morte. Os casos são públicos e denunciados as autoridades, que aguardam o registro da violência com morticínio para se manifestarem.

Os conflitos agrários no Maranhão envolvendo trabalhadores rurais, quilombolas, povos indígenas e outras comunidades tradicionais, do outro lado estão grileiros, latifundiários, empresários da agropecuária e do agronegócio, com defesas de grupos políticos com fortes influências nas instituições do Executivo e do Judiciário. São muitas denúncias feitas por entidades da sociedade civil organizada a órgãos públicos estaduais e federais e de pouco ou nada adianta, uma vez que a opressão se torna mais acentuada. Apenas como exemplo temos o município de Codó, em que os ex-prefeitos Biné Figueirêdo e Zito Rolim já estiveram na lista suja do trabalho escravo e o deputado César Pires, que utilizaram muitas vezes a Policia Militar contra quilombolas e há casos de assassinatos com a marca de jagunços.
O INCRA durante o período em que foi manipulado pelo Partido dos Trabalhadores no Maranhão postergou desapropriações e até regularizações fundiárias e a maioria foi para atender interesses de políticos. Na Baixada Maranhense e no Baixo Parnaíba perderam-se a conta de pessoas que abandonaram suas posses seculares e as mortes praticadas por jagunços a serviço de elementos protegidos por políticos.
Muitos dos assassinatos praticados em nosso Estado foram denunciados a Organização dos Estados Americanos e a Anistia Internacional, mas de pouco ou nada adianta, uma vez que a problemática continua crescente.
Para se ter uma dimensão da crueldade, os povos indígenas das áreas de Barra do Corda e Grajau, para garantir direitos legítimos à saúde, a escolas, merenda escolar, professores e respeito a dignidade deles , são obrigados a fazer interdições na principal rodovia do local e com estratégia eles conseguem alguma coisa, mas muitos dos seus direitos são roubados.
Há poucos dias a Comissão Nacional da Pastoral da Terra divulgou o caderno de conflitos no campo, em que estão registrados todos os problemas relacionados ao Maranhão. A CPT estadual afirma que o Governo do Maranhão tem informação de todos os 360 conflitos agrários no Estado e dos casos na iminência de confronto. É também público, que em 2016 foram registrados 196 casos de ocorrências de violência contra os povos do campo, além de 13 pessoas foram assassinadas e 72 estão ameaçadas de morte.
Diante dos fatos registrados com os povos indígenas Gamela, em Viana, em que pesam acusações graves de incitação a violência pelo ex-Secretário de Segurança Pública do Maranhão e atual deputado federal Aluísio Mendes, precisa ser investigado, assim como de outros políticos grandes responsáveis pelo derramamento de sangue no meio rural do Maranhão, mas apenas procuro lembrar, mesmo com a convicção plena de que a impunidade é certa.

 

Penitenciários do Maranhão foram a Brasília defender a PEC- 308/04 que cria a Policia Penal e aposentadoria especial

aldir.jpg

Delegação do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Maranhão foi a Brasília atendendo convocação da Federação Nacional dos Servidores Penitenciário – Fenaspen para uma mobilização nacional em favor da PEC-308/04, que visa a inclusão do sistema prisional brasileiro no Artigo 144 da Constituição Federal, reconhecendo-o como Instituição inerente à Segurança Pública, acrescendo dois incisos – VI (Policia Penal Federal) e VII (Policias Penais Estaduais), registra do inspetor penitenciário Ideraldo Gomes, presidente do SINDSPEM. Adianta também, que PEC 308/04 legitimará constitucionalmente, todo o trabalho do Agente de Custódia e provavelmente todos, os agentes que desempenham atividades penitenciárias e também a padronização nacional das atividades.

           Para Cézar Bombeiro, presidente licenciado do SINDSPEM, com a aprovação da PEC-308/04 pelo Congresso Nacional, as atividades inerentes da Policia Penal, impedirá que o sistema seja tratado a bel prazer de muitos governadores descomprometidos, uma vez que a Policia Penal se tornará uma instituição com vida própria independente da secretaria em que esteja agregada ou da política de governo que terá que respeitar as regras do padrão estabelecido, afirmou o vereador. Ele disse também, que o movimento proporcionou a igualdade dos penitenciários no regime dos militares, depois de negociação com a Comissão da Reforma da Previdência.

             Com a constitucionalização da polícia penal muda quase tudo. Por isso, há muito é um dos maiores sonhos de vários sindicalistas que almejam uma Categoria Forte, respeitada, treinada, equipada, estruturada e acima de tudo valorizada. Se aprovada, tudo na esfera  penal será responsabilidade da  “Policia Penal”. Como nas demais polícias, poderemos contar com policiais penais de Segurança internas e externas, escoltas, peritos, legistas, escrivães, assistentes sociais, psicólogos, etc. Enfim: são novas especializações necessárias à execução penal do mesmo modo que outras áreas que fazem parte do ciclo “Segurança Pública”.

Eliseu Moura ex-prefeito de Pirapemas é alvo de Ação Civil Pública do Ministério Público por improbidade

aldir

Eliseu Moura voltou a ser denunciado à justiça por improbidade quando prefeito de Pirapemas

 

Em Ação Civil Pública por improbidade administrativa, o Ministério Público do Maranhão pediu a concessão de liminar para decretação da indisponibilidade dos bens do ex-prefeito de Pirapemas, Eliseu Moura, até o montante de R$ 175.952,76.

Em procedimento administrativo da Promotoria de Justiça de Cantanhede, da qual Pirapemas é termo judiciário, foi constatado que o ex-gestor deixou de prestar contas de um convênio firmado em 2011 com a Secretaria de Estado da Saúde para aquisição de equipamentos de material de expediente.

Como prefeito de Pirapemas à época, Eliseu Moura foi o responsável pela celebração do convênio, cujo valor original era R$ 130 mil, que atualizado monetariamente chega aos atuais R$ 175.952,76.

De acordo com o promotor de justiça Tiago Rohrr, titular da Promotoria de Cantanhede, o pedido à Justiça para indisponibilidade dos bens do ex-prefeito tem o objetivo de garantir o ressarcimento dos danos contra o erário do Município de Pirapemas.

Além da indisponibilidade dos bens, o Ministério Público pediu que sejam aplicadas ao ex-gestor as penalidades de: ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

DENÚNCIA

Como a conduta de deixar de prestar contas de recursos recebidos, constitui-se crime de responsabilidade, previsto no Decreto-Lei nº 201/1967, o Ministério Público também ofereceu Denúncia contra o ex-prefeito de Pirapemas. A punição para estes casos é detenção de três meses a três anos.

Fonte: CCOM-MPMA