Promotora abre o jogo: “A impunidade é, sem dúvida, o maior adubo do crime”

Há décadas a promotora Maria José Miranda luta por justiça, tendo atuado, inclusive, em casos de grande repercussão, como o do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, morto no ano de 1997 por cinco jovens de Brasília, que atearem fogo em seu corpo.

Em entrevista à TV Jornal da Cidade Online, ela relembra esses e outros casos, e fala também sobre os desafios que as próprias leis impõem.

“São vários fatores que levam ao aumento da criminalidade, o mais significativo é a certeza da impunidade. As penas no Brasil, são as menores do mundo. Tem dois Brasis, o real e o do papel.

Por exemplo, o artigo 121, crime de homicídio, pena de 6 a 20 anos, na prática, em quase 90% dos casos, pega uma pena mínima de 06 anos, ainda sim, é o Brasil do papel, porque quando ele cumpre 1/6 desses 6 anos, em regime semiaberto – livre durante o dia para cometer qualquer crime – com 1 ano, ele progride para prisão aberta, você já viu isso, prisão aberta?!”, questiona a promotora.

Jornal da Cidade Online

 

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