Lula tenta escolher relatores de comissões na Câmara em lugar do presidente Hugo Motta

Petista ligou para o presidente da Câmara para reclamar da escolha de Derrite como relator de projeto contra o crime. A mais recente interferência do presidente Lula (PT) em assuntos internos do Legislativo reacendeu críticas sobre os limites entre os poderes. No sábado (8), o petista ligou pessoalmente para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), para reclamar da escolha do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do Projeto de Lei que cria a chamada Lei Antifacção, proposta enviada pelo próprio governo ao Congresso.

O incômodo do presidente da República, teria se dado porque Derrite é aliado e secretário de Segurança Pública do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep), um dos nomes mais fortes da direita para a disputa presidencial de 2026. O político inclusive, se licenciou do cargo para relatar o projeto que endurece o combate ao crime. A cobrança direta de Lula é considerada, nos bastidores, uma interferência inaceitável em decisão que cabe exclusivamente à Câmara. A escolha de relatores é prerrogativa do presidente da Casa e deve seguir critérios técnicos e regimentais, não o desejo do Palácio do Planalto.

O líder da Oposição na Câmara, deputado federal Zucco (PL-RS), afirmou ao Diário do Poder, neste domingo (9), que o petista quer impor a sua vontade na Câmara. O parlamentar também apontou interferências do Judiciário:

“É um caso gravíssimo de interferência indevida de um Poder sobre outro. O que vimos foi o presidente da República tentando impor sua vontade à Câmara dos Deputados, numa clara afronta à independência entre os Poderes. Infelizmente, esse tipo de atitude virou rotina no Brasil — quando não é o Executivo pressionando, é o Judiciário atuando por meio decisões para reverter derrotas do governo no Legislativo. Isso fere o equilíbrio institucional e desrespeita o voto popular.”

Também ao Diário do Poder, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), afirmou que Lula precisa cuidar do Executivo, ao apontar que o presidente tem feito “um mal” trabalho:

“Lula não tem que se meter no Legislativo. Ele precisa cuidar do Executivo — o que, aliás, tem feito muito mal. A escolha do presidente Hugo Motta por Derrite foi acertada, demonstrando respeito à independência do Parlamento e à experiência de quem realmente entende de segurança pública”, ponderou o parlamentar.

Apesar da ingerência evidente, Hugo Motta não reagiu. Limitou-se a justificar sua escolha, afirmando a Lula que a relatoria seria conduzida “de forma técnica, sem viés político”, conforme informações do jornal o Globo. A postura passiva reforçou entre parlamentares a percepção de que o presidente da Câmara é “acovardado”, como vem sendo chamado por parlamentares da oposição. Deputados federais como Evair de Melo (PP-ES) já haviam afirmado, em entrevista ao podcast Diário do Poder, que o parlamentar age sob algum tipo de pressão ou constrangimento político.

Diário do Poder

O ex-ministro de Lula, Aldo Rebelo mostra hipocrisia do PT sobre meio ambiente e caixa preta financiada pelo exterior

O ex-ministro de Lula, o ex-deputado federal Aldo Rebelo, de 69 anos, criticou a condução da política ambiental do atual governo. Em vídeo publicado na sexta-feira (7) em seu perfil “O Quinto Movimento” no TikTok, o político afirmou que organizações não governamentais controlam setores estratégicos do Estado brasileiro. “Há uma caixa preta dentro do Estado brasileiro e a caixa preta é controlada e administrada por organizações não governamentais financiadas do exterior, a serviço de interesses internacionais, contra o Brasil”, declarou Rebelo. A manifestação aconteceu durante a realização da COP30, em Belém (PA). O ex-ministro denunciou a existência do que chamou de “porta giratória” entre ONGs e o Ministério do Meio Ambiente. Segundo ele, essas organizações posicionam seus “elementos” dentro da pasta comandada por Marina Silva.

“Fazem o serviço das ONGs dentro do Ministério, depois eles saem do Ministério e voltam para as ONGs para controlar o ministério de fora. Controlam de dentro e controlam de fora. O Brasil não pode aceitar essa situação. Isso é uma atividade criminosa contra os interesses nacionais, com cúmplices dentro do Estado brasileiro”, afirmou. Rebelo foi categórico ao dizer que “Ou o Brasil acaba com essas ONGs ou essas ONGs vão acabar com o Brasil”. O ex-ministro responsabilizou diretamente Lula pela situação. “Lula não pode se apresentar como inocente. ‘Ah, eu sou a favor do petróleo da Margem Equatorial, mas o Ibama é contra’. Quem nomeia o presidente do Ibama? Quem é que nomeou a ministra Marina? O presidente Lula é quem nomeou. Então a responsabilidade também é dele. Não há nenhuma inocência nesse complô contra o Brasil”, disse.

Aldo Rebelo exerceu seis mandatos consecutivos como deputado federal por São Paulo desde 1991. Foi presidente da Câmara dos Deputados (2005-2007) e ocupou os ministérios da Defesa (2015-2016), da Ciência e Tecnologia (2015), do Esporte (2011-2015) e da Secretaria de Coordenação Política da Presidência (2004-2005).

Militante do PC do B desde os anos 1970, Rebelo deixou o partido em 2017. Após passagem por outras legendas, filiou-se ao MDB em 2024. Em suas declarações, acusou o governo federal de “hipocrisia” na política ambiental.

“Há um governo de direito que diz que é a favor do desenvolvimento. É hipocrisia. O governo de fato que está dentro do governo de direito bloqueia o desenvolvimento. Essa é a situação que precisa ser enfrentada e denunciada”, afirmou no vídeo.

O ex-ministro criticou o financiamento das ONGs ambientais, afirmando que estão “nadando em dinheiro” com “bilhões e bilhões” à disposição. Ele mencionou o Fundo Amazônia: “Tem um fundo aí chamado Fundo Amazônia controlado por elas. São Bilhões de reais, e a Amazônia tem os piores indicadores sociais do Brasil”.

Para exemplificar, Rebelo citou Uiramutã, município de Roraima onde 90% da população é indígena. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrou taxa de analfabetismo de 37,30% entre pessoas com mais de 15 anos em 2010. No Censo de 2022, esse índice aumentou para 38,0%.

“O que mostra que essas ONGs não protegem nada. Protegem o próprio caixa. Vivem lá em Paris, em Barcelona, em Londres ou em São Paulo e a Amazônia afundando”, declarou Rebelo.

Jornal da Cidade Online

O crime compensa? O Mercado ilegal de cigarros gerou evasão fiscal de R$ 7,2 bilhões em 2024

Uma combinação entre tributação elevada, demanda constante, fiscalização frágil nas fronteiras e regulação excessiva torna o mercado ilegal de cigarros um grande motor para a criminalidade e tem como resultado evasão fiscal estimada em R$ 7,2 bilhões no último ano. A conclusão é do Estudo sobre Economia do Crime e Tributação de Produtos Fumígenos, publicado pela FGV Conhecimento e pela Associação Brasileira de Indústria do Fumo (Abifumo) no último dia (3/11).

O trabalho propõe uma análise das dimensões econômica, social e criminológica do mercado ilegal de cigarros no Brasil, a partir de cruzamento de dados e aplicação de modelos estatísticos. A pesquisa aponta para a movimentação de 33,7 bilhões de unidades de cigarros ilegais por ano, que representam 32% do total comercializado no Brasil. Esse montante gera a circulação de R$ 8,8 bilhões. O contrabando, especialmente de cigarros do Paraguai, representa 24% dos produtos ilegais. Outros 8% são de empresas brasileiras que operam formalmente, mas não recolhem tributos, não registram seus produtos na Anvisa e cobram abaixo do preço mínimo legal.

Questão tributária

O estudo aponta que o mercado ilegal é vantajoso para as organizações criminosas por causa da tributação elevada do produto, responsável por aumentar a diferença de preços entre os cigarros lícitos e os ilícitos. Incidem sobre o cigarro o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A partir de dados do instituto de pesquisa Ipec, a FGV estimou a evasão fiscal em 2024 em R$ 7,2 bilhões. Na série histórica, isso representa uma tendência de redução — o ápice se deu em 2012, com R$ 12,7 bilhões evadidos pelo mercado ilegal de cigarros. Essa curva descendente deve ser freada pelo aumento recente das alíquotas de IPI, o que deve gerar crescimento da vantagem financeira do produto contrabandeado ou falsificado, de acordo com o estudo.

Os R$ 7,2 bilhões evadidos em 2024 representam uma perda de R$ 2,6 bilhões para a União, R$ 2,9 bilhões para os Estados e R$ 1,6 bilhão para os municípios. Ainda segundo o estudo, a recuperação de 50% desses valores seria suficiente para, por exemplo, acrescentar R$ 1,3 bilhão aos cofres da União, o que representou 11,8% do déficit primário do governo federal naquele ano.

Criminalidade generalizada

A pesquisa buscou estabelecer uma relação entre o mercado ilegal de cigarros e as diferentes atividades econômicas do crime organizado, que fazem uso da mesma estrutura.

“O contrabando e a falsificação de cigarros compõem uma fonte relevante de financiamento para facções criminosas e redes transnacionais, que exploram economias de escala, rotas logísticas e recursos tecnológicos semelhantes aos usados em outros mercados ilícitos (como drogas e armas)”, diz o estudo.

O documento estima as correlações entre a presença desse mercado em cada estado e os seus respectivos registros de atividades criminosas, como roubos e homicídios.

Conforme o estudo, cada aumento de um ponto percentual na venda de cigarros ilegais está associado a:

— + 3,98% em roubos de instituições financeiras;
— + 2,55% em roubos de carga;
— + 1,94% em roubos de veículos;
— + 2,33% em latrocínios;
— + 0,62% em homicídios dolosos;
— + 0,58% em apreensões de armas de fogo.

“Com base nas correlações observadas, uma queda de 1 p.p. na participação do mercado ilegal de cigarros está associada a uma redução estimada nacional de cerca de 239 homicídios dolosos, 164 homicídios entre homens de 15-29 anos, 339 roubos de carga e 2.868 roubos de veículos por ano. Essas estimativas são associações estatísticas e dependem da especificação e das hipóteses do modelo. Essas relações reforçam o vínculo estrutural entre mercado ilegal e economia do crime organizado, com reflexos diretos na segurança pública”, diz o estudo.

Fonte: CONJUR

O constrangimento causado pela ONU na COP30 ao pedir aos participantes para não jogar papel higiênico nos vasos

A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um comunicado aos participantes da Conferência do Clima (COP30) pedindo que evitem descartar papel higiênico nos vasos sanitários. A solicitação visa prevenir problemas de entupimento nas instalações sanitárias durante o encontro internacional.

No comunicado oficial, a organização do evento foi clara:

“Relembramos gentilmente a todos os participantes que não joguem papel higiênico ou produtos sanitários nos vasos sanitários do local da COP 30 ou em outros lugares em Belém. Por favor, utilize as lixeiras fornecidas para o descarte. Sua cooperação nos ajuda a manter instalações limpas e funcionais para o conforto de todos. Agradecemos o apoio e a compreensão.”

A orientação reflete diferenças culturais entre práticas sanitárias adotadas no Brasil e em países europeus. Em muitas nações europeias, o descarte de papel higiênico diretamente nos vasos sanitários é comum. No Brasil, essa prática geralmente causa entupimentos devido às características da infraestrutura de esgoto.

A preocupação tem base em problemas já identificados durante a Cúpula dos Líderes, realizada nos dias 6 e 7 de novembro na “blue zone” da conferência. Neste espaço, onde ocorreram discursos e encontros de autoridades, foram registradas falhas nas condições de higiene dos banheiros, incluindo falta de água em pias, descargas e mictórios.

Com a chegada de numerosos visitantes estrangeiros à capital paraense para o evento climático, existe a preocupação com o que foi informalmente denominado de “epidemia” de vasos sanitários entupidos pela cidade, caso os participantes não sigam as recomendações locais.

A medida busca assegurar o funcionamento adequado da infraestrutura durante toda a conferência, evitando transtornos que poderiam afetar o andamento dos trabalhos na cidade, que recebe pela primeira vez um evento desta dimensão.

Jornal da Cidade Online

Países do Brics e até Mercosul ignoram Lula e não aparecem na cúpula da COP30

As ausências dos países do Mercosul e principalmente do Brics, organismos multilaterais tão festejadas e bajuladas por Lula (PT), expuseram aos olhos do mundo o fracasso da reunião de cúpula que antecedeu os debates técnicos previstos na COP30. O caso mais grave foi a ausência dos presidentes de países do Mercosul, justo quando Lula ocupa a presidência rotativa do organismo. Para diplomatas, pode ter havido boicote liderado pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

Inclua-nos fora

A ausência de países do Brics é humilhante, após Lula arruinar relações com os EUA pregando a substituição do dólar nas relações comerciais.

Muy aliados

Nenhum dos “parças” do Brics veio à cúpula: Xi Jiping (China), Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia) e Matamela Ramaphosa (África do Sul).

Piscadela para Trump

Diplomatas suspeitam que isolando Lula na COP30, países do Brics e do Mercosul quiseram “fazer um gesto” a Donald Trump.

Até tu, companheiro?

Até o uruguaio Yamandú Orsi, raro esquerdista que conseguiu ser eleito no continente, também não apareceu na cúpula. O Itamaraty silencia.

Coluna do Claudio Humberto

Tornado de grande intensidade causou destruição e mortes na cidade Rio Bonito do Iguaçu no Paraná

Fenômeno meteorológico foi confirmado como um tornado de categoria (3). Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, viveu uma das maiores tragédias climáticas de sua história. Um tornado devastou o município, deixando ao menos cinco mortos e 432 feridos até o momento, segundo informações da Defesa Civil do Estado.

De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o fenômeno meteorológico ocorrido na sexta-feira (7), foi confirmado como um tornado de categoria F3, com ventos que podem ter ultrapassado 250 km/h; intensidade capaz de destruir casas e arremessar veículos.

“Um intenso sistema de baixa pressão atmosférica formado entre o Paraguai e o Sul do País impulsionou ao longo da tarde e noite desta sexta-feira o deslocamento de uma frente fria, associada ao deslocamento de um ciclone extratropical do continente para o oceano”, informou o Governo do Paraná, em nota oficial.

O fenômeno foi resultado da combinação de sistemas atmosféricos que também provocaram temporais severos nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do estado.

Falta de luz e água

Na noite de sexta-feira, mais de 3 mil imóveis estavam sem energia elétrica, e a distribuição de água também foi interrompida. Equipes da Copel e da Sanepar trabalham desde a madrugada para restabelecer os serviços essenciais. Com cerca de 14 mil habitantes, Rio Bonito do Iguaçu fica a cerca de 400 km de Curitiba. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram casas totalmente destruídas, veículos revirados e árvores arrancadas pela raiz. Autoridades locais temem que haja mais vítimas sob os escombros, e as buscas seguem neste domingo (9).

Diário do Poder

 

Senador Rogério Marinho sobre desrespeito do petista Paulo Pimenta à CPMI do INSS: ‘PT quer fazer espetáculo’

Deputado petista e ex-ministro de Lula tocou um pagode durante oitiva do colegiado. O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou o papelão protagonizado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), em oitiva da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga gatunagem no INSS. O petista e ex-ministro da Secom do presidente Lula (PT), tocou um pagode do grupo Revelação, durante a sessão onde era interrogado Onix Lorenzoni, ex-ministro da Previdência durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para Marinho, o PT tenta transformar a CPMI em um espetáculo e atrapalhar o colegiado que investiga a roubalheira contra aposentados e pensionistas.

“O PT tenta transformar a CPMI num espetáculo, fazer do roubo ao INSS um samba e acabar tudo em pizza. Mas não vão conseguir. Vamos até o fim para expor os criminosos e fazer justiça aos aposentados brasileiros”, destacou o parlamentar.

Durante o depoimento, Lorenzoni defendeu o governo Bolsonaro e a atuação de seu filho, Pietro Lorenzoni, que atuou como advogado de uma das entidades investigadas, a União Brasileira de Aposentados da Previdência (UNIBAP). Após a declaração, Pimenta pediu à mesa que colocasse a música Velocidade da Luz, cuja letra diz que “todo mundo erra”. Aliados do ex-ministro da Secom, discordaram totalmente de Paulo Pimenta pela falta de equilíbrio e respeito ao parlamento. Ele é um dos representantes do Palácio do Planalto para criar problemas quando da convocação do irmão de Lula, argolado na roubalheira do INSS.

Diário do Poder  

 

Casa Branca confirma investigação: Ações da JBS caem e Joesley não terá ‘mamata’ na Justiça dos EUA

Um comunicado divulgado pela Casa Branca acaba de confirmar a investigação anunciada pelo presidente Donald Trump contra as maiores empresas de processamento de carne que atuam nos Estados Unidos.

A nota cita nominalmente a JBS como alvo de suspeitas “de conluio ilícito, fixação de preços e manipulação” do mercado.

 “Hoje, o presidente Donald J. Trump determinou ao Departamento de Justiça a abertura de uma investigação contra as maiores produtoras de processamento de carne dos EUA, por potencial conluio ilícito, fixação de preços e manipulação de preços. Trata-se de uma ação decisiva sobre conglomerados estrangeiros que controlam a carne americana. As Quatro Grandes processadoras de carne — JBS (Brazil), Cargill, Tyson Foods e National Beef (Marfrig) — dominam atualmente 85% do mercado de processamento, muito além dos 36% de 1980. Duas dessas companhias, incluindo a maior processadora do mundo, são de propriedade ou controle acionário estrangeiro.”

No mesmo comunicado, o governo americano acusa a indústria de proteína animal de ter acabado com a competitividade do mercado e prejudicado os produtores. Mais cedo, o próprio Trump anunciou uma investigação rápida, com a adoção de medidas para “proteger os consumidores, combater os monopólios ilegais e garantir que essas corporações não estejam lucrando criminosamente às custas do povo americano”.

Como consequência, as ações da Tyson Foods e da JBS despencaram no aftermarket após o anúncio oficial.

Diante disso, uma coisa é certa, o empresário brasileiro Joesley Batista não terá nos Estados Unidos a mesma ‘mamata’ que teve perante a Justiça brasileira. Aliás, quem conhece o seu modus operandi não tem dúvida de que mesmo lá nos Estados Unidos ele estava operando criminosamente. Nesse sentido, o presidente Trump deixou um alerta bem claro: “Sabe-se que há algo de suspeito. Vamos descobrir a verdade muito rapidamente. Se houver crime, os responsáveis pagarão um preço alto”.

Jornal da Cidade Online

 

Irmão de Zezé Di Camargo destrói Luciano Huck sobre defesa do CV: “Você é a escória da mídia brasileira”

A sordidez de Luciano Huck continua rendendo duras críticas. Nenhuma, no entanto tinha sido tão dura quanto a que lhe foi imposta por Welington Camargo, irmão da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, que postou um vídeo nas redes sociais repleto de indignação com o discurso do apresentador da Globo sobre a megaoperação da Polícia Militar contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

“Você é a escória da sociedade brasileira. Você é a escória da mídia brasileira. Você fala que 120 mães choraram a morte de seus filhos, lembrando que entre essas quatro eram policiais. Você fala do uso da força, mas quando você foi fazer o Lata Velha lá na favela, você usou quem? Você chamou o BOPE para te proteger, seu hipócrita”.

Welington prosseguiu:

 “Você não passa de um hipócrita, nojento. Você termina sua entrevista na Globo, pega seu helicóptero blindado, vai para sua casa blindada, leva seus filhos num carro blindado cheio de segurança, enquanto a maioria da sociedade não tem isso”.

E fulminou:

“Luciano Huck é um nojo. Você é um verme, eu tenho nojo da sua cara”.

Welington também disse acreditar que nenhum inocente morreu na operação, “tirando os policiais”, e afirmou que, se fosse executivo da Globo, tiraria Huck do ar.

E concluiu:

“Deixa de ser hipócrita. Você deveria fazer uma retratação pública. ‘Hipócrita’ é o seu nome.”

Jornal da Cidade Online

Tribunal de Justiça do Maranhão nega devolução de cachorro que havia sido doado por sua dona

O 7º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís declarou improcedente a ação de uma mulher que pediu a devolução de um cachorro que foi previamente doado por ela e doente. O cão, da raça golden retriever, foi comprado em março de 2024. Sua dona morava em um apartamento que tinha o piso escorregadio e o cachorro desenvolveu uma displasia pélvica (desenvolvimento anormal da articulação do quadril). Três meses depois, um conhecido da autora da ação, que tinha uma casa mais adequada, se dispôs a cuidar do animal. A tutora concordou com a proposta e se comprometeu a pagar todas as despesas provenientes do cuidado. Meses após a entrega do cachorro, a autora descobriu que ele havia sido doado a uma terceira pessoa sem a sua autorização. Diante disso, entrou com ação exigindo a devolução do cão e uma indenização por danos morais.

O réu alegou que a doação foi voluntária, sem condições pré-estabelecidas ou prazo para devolução, e indicou má-fé processual. Ele disse que, depois da doação, a autora tentou contato excessivo com ele, exigindo visitas em horários inapropriados e sem aviso prévio, gerando constrangimento à sua família. Ele também mostrou prints de conversas nos quais a ex-tutora dizia que queria se desfazer do animal e até tentou vendê-lo pela OLX. 

Em pedido contraposto, o homem pediu a condenação da autora por danos morais e litigância de má-fé. O juizado promoveu audiência de conciliação, mas as partes não chegaram a um acordo.

Doação voluntária

A juíza do caso, Maria José França Ribeiro, destacou que a autora não apresentou prova que indicasse que o animal foi entregue apenas de forma provisória, tampouco demonstrou que havia impedimento para que o réu doasse o animal a outra pessoa.

“Assim, restou absolutamente inequívoco no processo que o trato entre as partes foi uma doação verbal do cachorro Luck, já que a demandante, por mera liberalidade sua, transferiu o animal de seu patrimônio para o reclamado, nos termos do artigo 538 do Código Civil, com sua imediata entrega.”

A julgadora sustentou que a questão em análise não pode ser examinada apenas sob o aspecto jurídico e contratual.

“Causa estranheza que, inicialmente, a autora tenha realizado a doação de forma livre e espontânea, sem qualquer condicionante — inclusive tendo, antes disso, cogitado vender o animal, colocando-o em plataforma de vendas —, e que, apenas após vários meses, pretenda recuperar a posse e propriedade do animal de nome Luck.”

A juíza também observou os danos psicológicos que a devolução poderia causar: “Há de se indagar também acerca dos reflexos psicológicos e ambientais que a alternância da posse do animal poderia acarretar, notadamente em relação à atual tutora e ao próprio animal”.

 Com informações da assessoria de imprensa do TJ-MA.