Decisão de Flavio Dino sobre emendas pix, deixa Congresso em pé de guerra

Decisão do ministro Flávio Dino cassando 4 emendas constitucionais em vigor há dez anos, aprovadas nas últimas três legislaturas, deixou o Congresso em “pé de guerra” contra mais essa estocada do Supremo Tribunal Federal em suas prerrogativas. A decisão de Dino atende a Lula (PT), que o nomeou e deseja a volta do “balcão de negócios”. O petista usou e abusou do “balcão” nos dois primeiros governos, condicionando a liberação de emendas ao comportamento bovino dos parlamentares.

Aliança com STF

Lula quer restabelecer o “balcão”. Sem votos no Congresso, recorreu à sua “bancada” no STF, como no caso recente da desoneração da folha.

Troco não tardou

Uma primeira reação se viu ontem: a Comissão Mista de Orçamento rejeitou a MP de Lula presenteando o Poder Judiciário com R$1,3 bilhão.

Congresso se une

Em rara nota conjunta, as mesas diretoras da Câmara e do Senado e partidos pediram que o STF revogue a decisão monocrática de Dino.

Atropelaram o rito

A nota do Congresso lembra que o juiz prevento no caso é Alexandre Moraes, por recente decisão sobre o mesmo tema, e não Dino.

Diário do Poder

 

Governo Federal repassa mais de R$ 32 milhões para Buriticupu (MA) combater voçorocas

A cidade registrou 26 crateras, algumas com 600 metros de extensão e 70 metros de profundidade, caracterizando o fenômeno voçoroca, quando fendas desse tipo alcançam o lençol freático.

Mais de 32 milhões de reais foram empenhados, nesta quarta-feira, 14 de agosto, para ações de defesa civil no município de Buriticupu, no Maranhão. Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, assinou o empenho do repasse.

A cidade registrou 26 crateras, algumas com 600 metros de extensão e 70 metros de profundidade, caracterizando o fenômeno voçoroca, quando fendas desse tipo alcançam o lençol freático. O recurso vai ajudar em projetos e obras emergenciais de drenagem.

João Carlos, prefeito de Buriticupu, agradeceu o apoio do Governo Federal.

“A cidade ficou conhecida internacionalmente por conta das voçorocas, que atingiram nossa cidade. Um risco de desocupação em massa de vários bairros atingidos por 27 voçorocas. Hoje, temos o prazer, através do ministro Waldez e do presidente Lula, de assinar esse convênio de R$ 32 milhões, que vai trazer comodidade e segurança para quatro bairros da cidade.”

BRASIL 61

 

O impeachment do ministro Alexandre de Moraes, pode se tornar um grande movimento nacional

Fazer do impeachment de Moraes um grande movimento nacional, coletando assinaturas de civis e parlamentares para desembocar no Sete de Setembro, mostra inteligência da oposição. Isso pode segurar o TSE nas municipais, ou fazer o ministro perder o resto do juízo e errar mais.

Não acredito em impeachment de ministro antes de uma boa eleição de Senadores. Porém, se as municipais caminharem livres do jogo do judiciário pela pressão, a base de 2024 vai fazer a de 2026.

Assim consertamos as cagadas como o Soviete tributário, além de tirar quem atrapalha.

Victor Vonn Serran

Articulista

 

Operação 18 Minutos da PF no Maranhão apura corrupção e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça do Estado

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 14, a Operação 18 Minutos, que apura a atuação de organização criminosa suspeita da prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no TJ/MA. Policiais federais cumprem 55 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STJ, nos estados do Maranhão, Pará e Rio de Janeiro. Também são cumpridas outras medidas cautelares, como o afastamento de cargos públicos, sequestro e indisponibilidade de bens e monitoramento eletrônico. A apuração mira sete magistrados suspeitos de fraudar decisões judiciais para desviar recursos, por exemplo, do Banco do Nordeste.

São alvos da investigação os seguintes desembargadores:

  Luiz Gonzaga Almeida Filho

  Marcelino Everton Chaves

  Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa

  Antônio Pacheco Guerreiro Júnior

A operação também mira dois juízes e um ex-juiz:

 Cristiano Simas de Sousa

 Alice de Sousa Rocha

 Sidney Cardoso Ramos.

A ação teria recebido o nome de “18 Minutos” em referência ao tempo recorde entre a decisão judicial, a expedição do alvará e o saque dos recursos. De acordo com as investigações, a organização criminosa é suspeita de atuar na manipulação de processos do Tribunal com o intuito de obter vantagem financeira.

Notas

O Tribunal publicou nota afirmando que colabora com a operação. Veja a íntegra:

O Tribunal de Justiça do Maranhão comunica que tem colaborado com a “Operação 18 minutos”, realizada pela Polícia Federal, cumprindo determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na manhã desta quarta-feira (14/08), em algumas unidades do prédio-sede do TJMA e do Fórum de São Luís. Com fundamento nos princípios da transparência e da governança, o TJMA atende à determinação do STJ, que expediu mandados de busca e apreensão para a realização da operação pela PF.

Já o Banco do Nordeste afirmou que representou junto ao CNJ e à corregedoria do Tribunal em razão de “reiteradas decisões arbitrárias contra a instituição”. Veja a íntegra:

‘”O Banco do Nordeste (BNB), a respeito do noticiário sobre operação da Polícia Federal relativa à venda de sentenças judiciais desfavoráveis ao banco, informa que representou junto ao Conselho Nacional de Justiça e à Corregedoria do Tribunal de Justiça do Maranhão, sendo a última reclamação feita há cerca de um ano, as reiteradas decisões arbitrárias contra a instituição. O BNB está plenamente à disposição das autoridades policiais e judiciárias para colaborar com as investigações em curso, na condição de vítima, e permanece comprometido com a transparência e a legalidade em todas as suas operações.”

Fonte: Migalhas

 

 

Depois de vergonhosa omissão, a OAB pede acesso ao inquérito das fake news para apurar “ilegalidades”

Segundo noticiado, a OAB nacional pediu acesso aos inquéritos das Fake News no STF. Há quase 3 anos a direção nacional da OAB vêm sendo reiteradamente cobrada para assumir seu papel constitucional e institucional frente a essa gravíssima situação. Tramitam no STF inquéritos sigilosos intermináveis, com impedimento por parte de alguns ministros da Corte de acesso dos advogados dos investigados aos autos, num flagrante desrespeito aos fundamentos constitucionais pétreos da ampla defesa, do contraditório, da publicidade dos atos jurisdicionais e do exercício das prerrogativas da advocacia.

Desde então faz ouvidos de mouco!

Alguns ministros do STF, neste período, têm simplesmente negado vigência e contrariado a Carta Magna, impondo a censura, cerceando a liberdade de expressão, ordenando prisões cautelares intermináveis e sem denúncias formais, usurpando e ignorando as funções do Ministério Público em inquéritos nos quais figuram ao mesmo tempo como vítimas, investigadores, acusadores e magistrados.

O mundo hoje sabe desse cenário!

Somente agora, com a publicação de fatos graves em reportagem do jornal “Folha de São Paulo” que ganhou imensa repercussão internacional, é que a direção nacional da OAB vem se manifestar?

Essa omissão – que não é só da OAB – mas que é sobretudo da OAB, vai ficar tatuada na história da entidade, que sempre teve a coragem e o protagonismo da proteção dos interesses da sociedade! Os atuais dirigentes que fizeram um silêncio sepulcral ante esses fatos, terão muito o que explicar nas suas histórias biográficas! E aqui, não estamos falando de mera posição ideológica. Mas dos pilares da Democracia e do Estado Democrático de Direito, da segurança jurídica e dos princípios fundamentais de garantias da liberdade, do devido processo legal e da dignidade humana.

Ou seja: do cerne e da razão de ser da Declaração Universal dos Direitos Humanos!

Embora muitos dos danos já tenham sido consumados, é de ser comemorada essa retomada da “coragem cívica”.

Ainda que retardada!  

Antes tarde, mesmo que de forma nitidamente oportunista, do que nunca!

Em Tempo – Embora seja outro assunto, é passada a hora da OAB ter eleições diretas para escolher seus dirigentes nacionais.

Luiz Carlos Nemetz

Advogado membro do Conselho Gestor da Nemetz, Kuhnen, Dalmarco & Pamplona Novaes, professor, autor de obras na área do direito e literárias e conferencista.

 

É hora de limitar o poder e por fim o mandato vitalício de ministros do STF

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) defendeu a Proposta de Emenda à Constituição que estabelece o fim do mandato vitalício para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A PEC 16/2019, de sua autoria, fixa em oito anos a atuação dos magistrados na Suprema Corte. O senador argumentou que a medida limita o poder a fim de garantir que as ações dos ministros sejam alinhadas à Constituição e criticou supostas interferências do Judiciário em temas que considera de prerrogativas exclusivas do Legislativo.

“A gente quer um Supremo Tribunal Federal que atue como tribunal. Qual é a obrigação que o juiz tem? Dissipar dúvidas. Se há conflito, a questão é constitucional, vai para o Supremo. O senador é legislador. Chega aqui para aprovar projetos de lei, argumentar e fazer isso. Essa é a nossa atribuição. E nós já dissemos aqui que aborto é crime, o Congresso já disse que portar maconha é proibido, é crime. Já dissemos que o marco temporal só vale até abril de 1988, e eles estão desfazendo tudo isso”, argumentou.

Para o senador, a PEC reflete o “desejo da população brasileira” e não se trata de uma ideia isolada. Plínio comparou a situação brasileira com a dos Estados Unidos, onde, segundo ele, já se considera a possibilidade de uma reforma na Suprema Corte. Ele defendeu que, em uma democracia, os Poderes devem respeitar as atribuições de cada um. Para o parlamentar, há uma tendência de os ministros do STF legislarem e tomarem decisões monocráticas, comprometendo o equilíbrio entre os poderes.

“Joe Biden tornou-se o primeiro presidente [dos Estados Unidos], desde Franklin Roosevelt, a propor uma grande reforma. Esse movimento pode entusiasmar a base progressista do partido dele, mas terá de ser aprovado no Congresso, como é aqui. Eu sugeri oito anos. Acho que a proposta será de 12 anos. O que importa é que o cidadão que saiu para ser ministro saiba que ele entra hoje, mas sai amanhã. Tem ministro que vai passar 40 anos no Supremo. Tem ministro que pede vista de um projeto, de uma questão sua e minha, que define nossa vida, e passa 12 anos sem dar opinião”, disse.

Jornal da Cidade Online

Ministro Flavio Dino suspende emendas impositivas até o Congresso criar regras de transparência e rastreabilidade

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu, nesta quarta-feira (14/8), todas as emendas impositivas apresentadas por deputados federais e senadores ao orçamento da União, até que o Congresso edite novos procedimentos para que a liberação dos recursos observe os requisitos de transparência, rastreabilidade e eficiência. Ficam ressalvados, no entanto, os recursos destinados a obras já iniciadas e em andamento ou a ações para atendimento de calamidade pública formalmente declarada e reconhecida. Emendas impositivas são todas as emendas individuais de transferência especial (PIX), emendas individuais de transferência com finalidade definida ou emendas de bancadas.

A decisão liminar foi tomada na ação direta de inconstitucionalidade em que o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) questionou dispositivos das Emendas Constitucionais (ECs) 86/2015, 100/2019, 105/2019 e 126/2022, que tornaram obrigatória a execução dessas emendas parlamentares. O ministro Dino já solicitou à Presidência do STF que submeta a decisão a referendo do Plenário em sessão virtual extraordinária a partir desta próxima sexta (16/8).

Incompatível com a Constituição

Em análise preliminar do pedido, o ministro considerou incompatível com a Constituição Federal a execução de emendas ao orçamento que não obedeçam a critérios técnicos de eficiência, transparência e rastreabilidade. Dino frisou que as emendas parlamentares impositivas devem ser executadas nos termos e nos limites da ordem jurídica, e não ficar sob a liberdade absoluta do parlamentar autor da emenda.

O rito estabelecido com as emendas constitucionais, a seu ver, tira grande parte da liberdade de decisão do Poder Executivo sobre a implementação de políticas públicas e transforma os membros do Poder Legislativo em “coordenadores de despesas”. Ainda de acordo com o relator, as alterações na Constituição Federal não podem ir contra cláusulas pétreas, como o princípio da separação de poderes. O ministro assinalou ainda que é dever do Poder Executivo verificar, de modo motivado e transparente, se as emendas estão aptas à execução, conforme requisitos técnicos constantes da Constituição Federal e das normas legais.

Com informações da assessoria de imprensa do STF.

 

Deputado chama Alexandre de Moraes de ‘criminoso’ e ‘ditador de toga’ e pede CPI do Abuso de Autoridade

Também qualificou de “capangas” delegados da PF a serviço do ministro

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) ocupou a tribuna da Câmara, nesta terça (13) para defender o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes e chamou as revelações de reportagem da Folha de S. Paulo de “esquema de perseguição política cruel”. “Caiu a casa do Alexandre de Moraes e, desta vez, definitivamente, não há como, depois das revelações de conversas de assessores do ministro buscando investigar ilegalmente opositores a Lula. Fica claro o quão criminoso é esse ditador de toga”, disse Van Hattem.

Ele se refere a reportagem denúncia do jornalista Gleen Greenwald para a Folha, baseado em seis gigas de troca de mensagens entre Moraes e assessores orientando a confecção de relatórios para embasar decisões no inquérito das supostas “fake news”, durante e após as eleições de 2022.

Van Hattem também pediu a instalação da CPI do Abuso de Autoridade e disse que, agora, a investigação tem motivos de sobra para ocorrer. Ele criticou a Polícia Federal, chamando de “capangas” os delegados da corporação que atendem aos mandos do ministro. O gaúcho concluiu dizendo que Moraes é “criminoso” e que “pagará por seus crimes”.

O ex-deputado Deltan Dallagnol, que foi procurador na operação Lava Jato, disse que “se as mensagens” reveladas nesta terça-feira forem verdadeiras, o ministro Moraes pode ter até “cometido crime”. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) também foi às redes sociais para se juntar ao coro de parlamentares e autoridades que reagiram à matéria.

Diário do Poder

Senador Marcos do Val denuncia a apreensão do seu passaporte pela PF por ordem de Alexandre de Moraes

O senador Marcos Do Val acaba de publicar em suas redes sociais:

“Prezados, devido à impossibilidade de estar em Brasília por conta do bloqueio da conta de ressarcimento de passagens, uma medida arbitrária que me impede de exercer plenamente meu mandato, venho a público, primeiramente, pedir desculpas por não poder estar presente. Para representar-me e ler este pronunciamento, designei o senador Eduardo Girão, meu amigo e companheiro de luta, que tem ombreado comigo desde o início dos acontecimentos de 8 de janeiro.

Seguimos.

Minhas contas pessoais e a conta do meu gabinete foram bloqueadas, impedindo-me de cumprir integralmente minhas responsabilidades como Senador da República. Além disso, fui falsamente acusado de possuir um valor de 50 milhões de reais, algo que jamais existiu e que pode ser facilmente verificado na minha declaração de renda. Como se isso não bastasse, o bloqueio integral do meu salário impossibilitou que eu custeasse o plano de saúde de minha filha e da minha mãe, que está em tratamento contra o câncer.”

Além disso, o parlamentar relatou que recebeu a Polícia Federal em sua casa:

“Hoje, 14 de agosto, fui surpreendido pela visita de policiais federais em minha residência, com a ordem de apreender meu passaporte, sem que houvesse qualquer decisão judicial, sem que o Senado fosse devidamente comunicado sobre o cumprimento de tal mandado, e sem a prévia ciência do presidente desta Casa. A apreensão do meu passaporte diplomático, realizada sem qualquer justificativa legal ou fundamento plausível, é mais uma demonstração clara das ilegalidades que vêm sendo cometidas contra mim. Não há motivo algum para que meu passaporte seja retido, pois não tenho qualquer intenção de fugir do Brasil. Continuo firme no exercício do meu mandato, e nada justifica essa medida draconiana.

Essas decisões, proferidas pelo Ministro Alexandre de Moraes, violam frontalmente a Constituição da República em diversos pontos:

1.Violação da Imunidade Parlamentar: A interferência indevida no exercício das minhas funções legislativas é um ataque direto à prerrogativa que me foi conferida pelo povo. Nenhum parlamentar deve ser impedido de exercer seu mandato por questões que extrapolam os limites legais.

2.Desproporcionalidade das Medidas: O bloqueio total de meus ativos financeiros, sem qualquer garantia de subsistência, é uma medida desproporcional e afronta a dignidade humana. A Constituição é clara ao proteger o direito à vida e à subsistência, e essas medidas vão contra esses princípios fundamentais.

3.Violação do Princípio da Separação dos Poderes: O bloqueio das minhas contas pode ser interpretado como uma tentativa de constranger o Poder Legislativo, violando a separação dos poderes. Esta é uma linha que nunca deveria ser cruzada em uma democracia.

4.Violação do Direito ao Contraditório e Ampla Defesa: Se essas medidas foram tomadas sem me dar a oportunidade de defesa, configuram uma violação do direito ao contraditório. Todos têm direito a ser ouvidos antes que medidas tão drásticas sejam implementadas.

5.Bloqueio Indevido de Salários: O bloqueio das contas destinadas ao recebimento de salários não só é inconstitucional, como também coloca em risco a minha capacidade de subsistência e o bem-estar de minha família, uma situação inaceitável em um Estado que se diz de Direito.

6.Extrapolação de Competência: Por fim, é necessário questionar se o Supremo Tribunal Federal agiu dentro de suas competências ao determinar essas medidas. Vivemos em um país onde as competências dos poderes são claramente delimitadas, e essa decisão levanta sérias dúvidas sobre a sua legitimidade.

Ademais, é preciso destacar a gravíssima omissão da imprensa em relação a esses ataques contra a Constituição e as prerrogativas constitucionais. Como podemos sustentar uma democracia vibrante se a imprensa, que deveria ser a guardiã da verdade e da liberdade, permanece calada e omissa? A ausência de denúncias por parte da mídia sobre flagrantes ilegalidades, é uma afronta ao papel fundamental que a imprensa deve desempenhar em uma sociedade democrática.”

Jornal da Cidade Online

 

Pleno do TCE-MA confirma cautelar que suspende licitação da Prefeitura de Imperatriz

O Pleno do Tribunal de Contas do Estado referendou na sessão desta quarta-feira (14), a medida cautelar concedida de forma monocrática no último dia 07, determinando a suspensão, por parte do município de Imperatriz, da concorrência nº 9/2023-CPL, em qualquer fase, até o julgamento de mérito. A cautelar foi deferida em atendimento de representação formulada pelo estado do Maranhão, por meio da Procuradoria-Geral do Estado.

Na representação, o Estado aponta a existência de possíveis irregularidades na realização da concorrência. A alegação é de má-fé processual por parte do município, diante da existência de dois impedimentos para a realização da licitação, sendo eles: a tutela antecipada resultante do processo nº 0830192-55.2022.8.10.0001, que suspendeu a contratação emergencial realizada pelo município; e  o restabelecimento da vigência do contrato de programa celebrado com a CAEMA, por meio de decisão judicial.

A representação destaca o fato de que o município teria firmado contrato de programa para a prestação de serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário com a CAEMA, com vigência de 35 (trinta e cinco anos) anos, com previsão de término em 2051, contrato indevidamente rescindido pelo município, por meio de processo administrativo.

O acolhimento do pedido de liminar pelo TCE levou em conta a existência de indícios de ilegalidade na realização de novo certame, mesmo já havendo contrato com vigência até 2051, para o mesmo objeto, sem a devida justificativa legal. Por outro lado, o TCE entendeu que há risco patrimonial ao Estado do Maranhão e à CAEMA, em relação aos bens e investimentos vinculados ao contrato de programa.

A concessão da liminar considerou ainda o risco de gerar um negócio jurídico nulo com o inevitável dever de indenizar pelo Município de Imperatriz, bem como possíveis danos à saúde da população, à ordem administrativa e à economia pública.

ASCOM – TCE-MA