Taxas dos contratos de DI sobem até 263 pontos-base após resultado das urnas. As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs), conhecidas como juros futuros, dispararam na manhã desta segunda-feira (26), após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A reação reflete a surpresa do mercado financeiro, que estava majoritariamente posicionado para uma vitória de Flávio.
Às 9h58, a taxa do DI para janeiro de 2028 alcançou 14,915%, alta de 206 pontos-base em relação aos 12,859% registrados no ajuste da sessão anterior. Na ponta mais longa da curva de juros, o contrato com vencimento em janeiro de 2035 avançou para 15,375%, uma elevação de 263 pontos-base ante os 12,745% da sessão anterior. Os contratos de longo prazo refletem, entre outros fatores, as expectativas dos investidores para a trajetória fiscal do país. Lula venceu a disputa pelo Palácio do Planalto com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. Diante do resultado, operadores do mercado já projetavam, desde a noite de domingo (25), uma forte alta dos juros futuros, especialmente nos contratos de vencimento mais distante.
O movimento representa uma reversão da reação observada após o primeiro turno, quando Flávio terminou à frente de Lula. Na ocasião, a perspectiva de vitória do senador provocou euforia no mercado, levando a taxa do DI para janeiro de 2035 a recuar mais de 130 pontos-base.
Diário do Poder