Levantamento mostra que 50% consideram erro retirar estatais do programa de privatização, enquanto segurança pública e corrupção lideram a lista de problemas do governo Lula e do país. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (14), aponta que 50% dos entrevistados consideram um erro a decisão do governo Lula de retirar empresas públicas, como os Correios, do programa de privatização. A medida registra o maior índice de reprovação entre as decisões avaliadas pelo levantamento. Também aparecem entre as ações o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com 41%; a adoção do arcabouço fiscal, com 37%; e o programa Move Brasil, voltado ao financiamento de veículos para motoristas de aplicativo, com 34%. O levantamento também investigou quais são os principais problemas do país.
A criminalidade e o tráfico de drogas lideram a lista, mencionados por 59,3%, seguidos pela corrupção, com 58,3%. A saúde aparece em terceiro lugar, com 17,8%, seguida pela violência contra a mulher e o feminicídio, citados por 16,9%. Os impostos altos foram mencionados por 15,3%, enquanto o enfraquecimento da democracia registrou 14,4%. A educação foi apontada por 14,2%, e o extremismo e a polarização política, por 14%. O mau funcionamento da Justiça aparece com 13%. Economia e inflação foram citadas por 10,4%, índice próximo aos 10,3% registrados para racismo, homofobia, xenofobia e antissemitismo. Pobreza, desemprego e desigualdade social somaram 8%, seguidos pelo endividamento das famílias (7,3%) e pelo conservadorismo (7%).
Entre os demais temas, a violência policial foi mencionada por 3,9% dos entrevistados, e a degradação ambiental e o aquecimento global, por 3,8%. A mudança dos valores registrou 1,5%, enquanto migração e controle de fronteiras somaram 0,5%. A preocupação com estradas, portos e aeroportos ficou em 0,1%, e outros temas representaram 1,3%. A pesquisa ouviu 5.026 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório, entre 3 e 8 de outubro de 2026. A margem de erro é de um ponto percentual, com confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03663/2026.
Diário do Poder