Caos Fiscal e aumento do IOF: O Brasil à beira da falência

O Brasil vive um momento crítico. A escalada do déficit público e a dificuldade do governo em cumprir metas fiscais revelam não apenas uma crise de gestão, mas uma ausência completa de projeto econômico. Em maio de 2025, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) escancarou a desordem fiscal e a tendência do governo Lula de adotar soluções emergenciais, penalizando diretamente a população e o setor produtivo.

A decisão de elevar o IOF, que incidiu sobre operações de crédito, câmbio e seguros, foi vendida como ajuste técnico. Na prática, representou um aumento de até 300% na carga tributária sobre algumas operações financeiras. Empresas de médio e grande porte passaram a recalcular investimentos, enquanto consumidores foram diretamente atingidos com encarecimento do crédito, parcelamentos e seguros.

A tentativa de justificar o aumento como necessário para conter o rombo fiscal foi duramente criticada por parlamentares e economistas. O senador Rogério Marinho classificou a medida como punitiva para o setor produtivo. Já Ciro Nogueira apontou impactos diretos sobre empresas que contratam crédito em larga escala, chamando o aumento de “tiro no pé” do crescimento econômico.

Mais grave do que a medida em si foi a forma como ela foi implementada. Sem diálogo com o Banco Central, sem discussão com o Congresso, e com recuo parcial após pressão pública, o episódio revelou a desorganização da equipe econômica. O próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu a ausência de coordenação prévia com autoridades monetárias, gerando ainda mais insegurança entre investidores e analistas.

Essa desarticulação também se reflete na relação com o Congresso. O presidente da Câmara, Davi Alcolumbre, acusou o Executivo de atropelar prerrogativas do Legislativo ao editar decretos com impacto direto sobre a arrecadação, sem debate ou aprovação parlamentar. O embate entre os Poderes se intensifica, enquanto o país carece de soluções estruturais. Por trás das decisões fiscais está uma lógica populista: o governo amplia gastos, lança novos programas sociais com viés eleitoral e evita o enfrentamento de privilégios corporativos e ineficiências estatais. O resultado é um Estado inchado, ineficiente e cada vez mais dependente de aumento de impostos para sobreviver.

Enquanto isso, reformas fundamentais, como a administrativa e a tributária, seguem em compasso de espera. Em vez de cortar despesas, o governo prefere repassar a conta para empresas e consumidores. O aumento do IOF é a ponta do iceberg de uma política que prioriza o curto prazo em detrimento da estabilidade futura. Especialistas alertam que esse tipo de política econômica pode empurrar o Brasil para uma espiral semelhante à vivida por países como Argentina e Venezuela, onde o excesso de intervenção estatal e a má gestão fiscal comprometeram a sustentabilidade econômica. Um levantamento citado por O Globo mostrou que mais de 70% das menções ao aumento do IOF nas redes sociais foram negativas. O sentimento popular é de revolta, não apenas com o imposto, mas com a postura de um governo que parece alheio à realidade.

A crise fiscal brasileira não será resolvida com medidas paliativas nem com mais impostos. Exige responsabilidade, diálogo institucional e coragem para enfrentar reformas profundas. Enquanto o governo continuar optando por canetadas unilaterais e decisões de impacto imediato, o país seguirá refém de um ciclo vicioso de estagnação, desconfiança e desigualdade. O aumento do IOF não foi apenas um erro econômico. Foi um sintoma claro de uma condução irresponsável que, se mantida, nos levará inevitavelmente a um colapso de credibilidade, de crescimento e de confiança. O Brasil está à beira da falência.

Carlos Arouck

Policial Federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

Ministros do STF, reagem após Lula virar as costas para a defesa de Alexandre de Moraes

A CNN Brasil acaba de revelar, em artigo, que ministros do STF estão frustrados ante ao “descaso” do Governo Lula com a iminente reação dos EUA contra Alexandre de Moraes e aliados. De acordo com o artigo, “ministros aguardavam postura mais proativa contra ameaças de Trump”.

Leia na íntegra o texto da CNN:

“Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) relatam estar decepcionados com a conduta do Itamaraty diante das possíveis sanções do governo norte-americano contra autoridades brasileiras. Nos bastidores da Corte, a avaliação é de que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já deveria ter se manifestado contra as ameaças do governo do presidente Donald Trump.

A diplomacia, no entanto, tem optado pela cautela neste primeiro momento. Auxiliares do chanceler dizem que qualquer iniciativa mais enfática seria precipitada, uma vez que ainda não há medidas concretas por parte dos Estados Unidos. Por outro lado, para o STF, a gravidade das declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que admitiu a hipótese de aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, já seria o suficiente para que o Itamaraty desse uma resposta pública.

Some-se a isso o anúncio de que os EUA vão restringir a entrada de estrangeiros que forem avaliados por Trump como “censores” de empresas ou cidadãos norte-americanos — uma crítica constantemente feita pelo governo e por congressistas americanos a Alexandre de Moraes. A insatisfação no Supremo cresceu ainda mais depois que Vieira desmarcou reuniões que teria na Corte para tratar do assunto.

Os ministros interpretaram o cancelamento como um “descaso” — ou, no mínimo, um sinal de que o caso não está recebendo a atenção devida.

Na semana passada, em audiência na Câmara dos Deputados, Vieira disse que o interesse nacional dita as relações do Brasil com outros países e que os EUA não podem aplicar a chamada Lei Magnitsky – ponto de partida para as sanções a Moraes – fora do seu território. Nas interlocuções entre o Itamaraty e o Supremo, o chanceler tem reforçado esse entendimento e garantido aos ministros que a situação está sob constante monitoramento.”

Jornal da Cidade Online

 

Rombo fiscal: 54% dos municípios brasileiros estão no vermelho com déficit de R$ 33 bilhões

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios, o cenário em 2023 era preocupante, quando 51% dos municípios estavam no vermelho e com um déficit de R$ 17 bilhões. Como não houve controle, o rombo dobrou e tende a crescer muito mais. Um novo estudo divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que a situação fiscal das prefeituras atingiu o pior cenário da história. Dados parciais referente ao encerramento de exercício mostram que 54% dos entes estão no vermelho. O déficit chega a R$ 33 bilhões. 

De acordo com o levantamento, entre os fatores que contribuíram para esse quadro estão a crescente necessidade de pessoal para a prestação de serviços. Além disso, são apontados como motivos para o déficit as contratações de prestadores de serviços, despesas de custeio e com funcionalismo, locação de mão de obra e investimentos em obras e instalações. A entidade já considerava o cenário em 2023 preocupante, quando 51% dos municípios estavam no vermelho, com um déficit de R$ 17 bilhões. O novo estudo revela que, agora, a deterioração é mais generalizada, afetando os entes independentemente do porte populacional. Além disso, dos 26 estados, 19 também acumulam déficits primários referentes a 2024. 

Crise fiscal dos municípios: volume de despesas

O estudo da CNM também aponta que o volume de despesas tem aumentado frente às receitas. Confira a situação de déficit por porte do município: 

  • Pequeno porte: passou de R$ 0,4 bilhões para R$ 5,8 bilhões, 
  • Médio porte: passou de R$ 2,2 bilhões para R$ 8,4 bilhões, 
  • Grande porte: passou de R$ 12,7 bilhões para R$ 18,5 bilhões 

Mesmo que o levantamento revele que a situação atinge todos os portes de municípios, os casos mais graves estão nas localidades populosas, com 65% de déficit; e nos pequenos municípios, com 57% de déficit.

Aumento de despesas primárias

Ainda segundo a CNM, a partir dos dados que constam no Relatório Resumido de Execução Orçamentária de 2024, corrigidos pela inflação, pelo IPCA, a entidade tem chamado atenção para as consequências do aumento de despesas primárias, influenciado pelo custeio da máquina pública, no processo de deterioração das contas públicas. 

“O funcionalismo público da União e dos estados cresceu 2,4% e 10,2% maior, entre 2010 e 2022. E a folha de pagamento dos municípios aumentou 31%, para dar conta das políticas públicas; o número de funcionários passou de 5,8 milhões para 7,6 milhões”, destacou o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski.

Além disso, para a CNM, a Lei Complementar 173/2020 – de enfrentamento à Covid-19 – congelou as despesas de pessoal e vedou a admissão de pessoal até dezembro de 2021, exceto para reposições. “Ficou proibida a concessão de aumentos e reajustes salariais e medidas que levassem à despesa obrigatória acima do IPCA. Como resultado, o aumento da arrecadação no período superou o crescimento das despesas, gerando uma elevação substancial dos recursos em caixa”, pontuou a entidade. A confederação afirmou que, depois que lei deixou de vigorar, foi preciso “reaparelhar a máquina pública, contratar servidores e revisar os contratos e as estruturas salariais.” 

“Por conta disso, do primeiro para o segundo semestre de 2022, os municípios voltaram a se endividar e o acúmulo registrado em caixa recuou 63% em um ano, passando de R$ 112,5 bilhões para R$ 41,7 bilhões. Os municípios no vermelho explodiram de 8% para 34%”, informou a CNM.

BRASIL 61

Boninho volta com força a televisão: O SBT e a Disney terão realities com grandes inovações

O executivo e produtor de televisão, José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, anunciou duas novas parcerias estratégicas após encerrar sua longa trajetória na TV Globo. Ele será o responsável pela produção de um novo reality show de confinamento no SBT, com estreia prevista para entre março e abril de 2025. O projeto será desenvolvido por meio de sua produtora, em colaboração com o empresário Júlio Casares, presidente do São Paulo Futebol Clube.

Além disso, Boninho firmou um acordo com a Disney para desenvolver realities voltados ao streaming, com previsão de estreia para 2026. Ele assumirá o papel de principal executivo do gênero na empresa multinacional, atuando como elo entre a plataforma e o SBT. O formato do “The Voice Brasil”, por exemplo, será exibido tanto na TV aberta quanto no catálogo do Disney+.

Essas movimentações marcam uma nova fase na carreira de Boninho e prometem trazer inovações ao cenário dos realities no Brasil, unindo forças entre a televisão tradicional e as plataformas digitais.

Fonte: O Republicano

Nota de Apoio ao SINSDETRAN e Repúdio a práticas antissindicais

                                                                                                      NOTA DE APOIO E REPÚDIO

O SINTSEP Maranhão vem a público manifestar irrestrito apoio ao SINSDETRAN – Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão – diante das recentes e inaceitáveis tentativas de cerceamento à sua atuação sindical.

Repudiamos veementemente os atos antissindicais praticados por setores que buscam interferir na autonomia e na liberdade sindical, direitos garantidos constitucionalmente. É inadmissível que, em pleno Estado Democrático de Direito, ainda sejam empreendidas ações com o objetivo de fragilizar a legítima organização dos trabalhadores.

Rechaçamos também a tentativa de tomada do prédio do SINSDETRAN, que há mais de 45 anos serve como referência de luta e acolhimento aos servidores do Detran/MA.

Sobre o parecer emitido pelo Detran/MA, que alega a impossibilidade de arrecadação da contribuição sindical mensal em razão da ausência de registro sindical formal, destacamos que há farta jurisprudência e respaldo jurídico que garantem o direito à contribuição espontânea dos servidores a suas entidades representativas, independentemente de registro no Ministério do Trabalho, desde que haja autorização expressa dos filiados. O SINSDETRAN, portanto, atua legitimamente, com base na vontade soberana de seus associados.

O SINTSEP Maranhão reafirma sua solidariedade ao SINSDETRAN e alerta para os riscos de práticas que atentam contra os direitos sindicais e a livre organização dos trabalhadores. Seguiremos vigilantes e firmes na defesa da democracia, do respeito institucional e da valorização de cada entidade que representa com dignidade o funcionalismo público maranhense.

São Luís (MA), 30 de maio de 2025.

Diretoria Executiva do SINTSEP Maranhão

 

Desgraça em tempo real

O artigo “Desgraça em tempo real”, assinado por J.R. Guzzo e publicado no Estadão em 1º de junho de 2025, é uma radiografia brutal e precisa da tragédia institucional comandada diretamente do Palácio do Planalto. O Brasil é um país doente. E a infecção está instalada na cadeira da Presidência da República. Ele não é uma vítima da crise. É o principal vetor dela. A metáfora inicial é irônica e poderosa: o Brasil perdeu o relógio no quintal, mas insiste em procurar no jardim. Ou seja, o país está à deriva porque ninguém no poder quer admitir que o verdadeiro problema está no comando.

Transcrevemos o texto na íntegra:

“O Brasil de hoje está numa fase – e que fase, aliás – em que as coisas mais simples se tornam charadas sem solução. Sabe-se há muito tempo, por exemplo, que se o sujeito perdeu o relógio no quintal e está procurando no jardim, uma coisa é certa: ele não vai achar o relógio. Estamos desse jeito. O Brasil deu obviamente errado, mas ninguém procura as soluções no lugar certo. Fica impossível achar.

Falam, falam e falam, tipo moto perpétuo, mas como poderiam achar a solução se não conseguem identificar o problema? Os atuais atores da vida pública passam o tempo todo olhando para o chão do jardim, que certamente está precisando de um trato, mas é no quintal que está o problema. Ele se chama Lula. O Brasil está doente, e o foco da infecção é ter um curandeiro na Presidência da República.

Pense em alguma coisa errada que um governo possa fazer, qualquer uma: o governo Lula já fez. Não aceita que as facções do crime organizado sejam classificadas como terroristas: fica a favor do PCC e do Comando Vermelho. Tenta trapacear um desavergonhado aumento do IOF no Congresso. Implora ao STF, sordidamente, a imposição da censura nas redes sociais. Está fechado com ditadores, gangsters e criminosos de guerra mundo afora.

A lista não acaba mais. O Brasil tem, após 22 anos de governo Lula e o curto intervalo das duas gestões anteriores, os piores níveis de ensino público, crimes violentos e corrupção do mundo. Nunca se destruiu tanto a Amazônia. O programa oficial de perpetuação da miséria mantém 52 milhões de pessoas na esmola do Bolsa Família. O país é um triplo zero em competência tecnológica, produtividade e condição de competir na economia mundial.

Exatamente ao mesmo tempo, o Brasil tem como presidente da República um condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que se orgulha de ser semianalfabeto e diz coisas assim, como acaba de fazer: ‘Deus deixou o Nordeste sem água por 179 anos porque sabia que eu ia ser presidente e trazer água para o povo’. Precisa dizer mais alguma coisa? Estamos, aí, em nível de Idi Amin. Se o problema não é esse, qual seria?

É evidente que os autores físicos do naufrágio brasileiro são os altos parasitas que ocupam o governo de uma ponta à outra, na roupa de ministros, burocratas-mor e escroques de todas as naturezas. Mas eles só fazem o mal porque Lula os colocou e os mantém onde estão. É muito simples: sem Lula não existiria o governo Lula e sem o governo Lula não haveria a desgraça em tempo real que está aí.

O Estado vai arrecadar este ano R$ 4 trilhões em impostos – e qual é a última notícia que Lula nos dá? Que é pouco, já gastou tudo e quer mais.”

Fonte: J R Guzzo – O ESTADÃO

2 de junho, Festa da República Italiana

                                                                                                                                      *Carlos Nina

Os italianos comemoram, dia 2 de junho, a Festa da República. Nesse dia, em 1946, através de referendo, em sufrágio universal, os italianos decidiram mudar o regime de seu país, de monarquia para república. Com a participação das mulheres pela primeira vez em eleições na Itália, a opção pela república foi vitoriosa com 54,27% dos votos. Esse percentual evidenciava que os monarquistas eram em número significativo (45,73%) dos mais de trinta e seis milhões de votantes e explicava, em parte, as dificuldades da transição de um regime para o outro, fazendo daquele momento um dos mais emblemáticos da história contemporânea italiana. Foi, contudo, o marco de uma nova era política, social e institucional para a Itália, sacrificada pelo colapso do fascismo e a tragédia devastadora e traumática da Segunda Guerra Mundial.

A monarquia italiana, sob a dinastia da Casa de Savoia, era vista como um pilar da unidade nacional, após a unificação da Itália no século XIX. Contudo, ao nomear Mussolini como primeiro-ministro e manter-se passivo diante da escalada autoritária e violenta do fascismo, o rei Vítor Emanuel III, abalou sua legitimidade e comprometeu a imagem da monarquia diante do povo italiano, pelo apoio que ofereceu ao Duce e ao regime fascista instaurado em 1922.

Dentre as consequências desastrosas dessa colaboração sobressai-se ter sido a Itália arrastada para a Segunda Guerra Mundial ao lado da Alemanha nazista, enfrentando derrotas militares, destruição interna e profunda crise econômica e social. Após a invasão aliada e a queda de Mussolini, em 1943, o rei tentou restaurar sua credibilidade abdicando em favor de seu filho, Umberto II. No entanto, o gesto não foi suficiente para apagar os vínculos da casa real com o fascismo e o povo italiano passou a clamar por uma mudança estrutural. Daí a convocação de um referendo para decidir entre a permanência da monarquia e a adoção da república.

A vitória republicana resultou na imediata saída de Umberto II do trono e sua partida para o exílio. Com o fim da monarquia, a Itália iniciou um processo de refundação institucional. Foi eleita uma Assembleia Constituinte encarregada de redigir a nova Constituição, promulgada em 1948, que estabeleceu uma república parlamentarista, baseada na separação dos poderes, no respeito aos direitos fundamentais e na soberania popular, como proclamou em seus primeiros artigos:

– Art. 1. A Itália é uma república Democrática, baseada no trabalho. A soberania pertence ao povo, que a exerce nas formas e nos limites da Constituição.

– Art. 2 A República reconhece e garante os direitos invioláveis do homem, quer como ser individual, quer nas formações sociais onde se desenvolve a sua personalidade, e requer o cumprimento dos deveres inderrogáveis de solidariedade política, económica e social.

– Art. 3 Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei, sem discriminação de sexo, de raça, de língua, de religião, de opiniões políticas, de condições pessoais e sociais. Cabe à República remover os obstáculos de ordem social e económica que, limitando de facto a liberdade e a igualdade dos cidadãos, impedem o pleno desenvolvimento da pessoa humana e a efetiva participação de todos os trabalhadores na organização política, económica e social do País.

A mudança do regime representou uma ruptura com a herança autoritária e militarista, abrindo espaço para a modernização do Estado e o fortalecimento da cidadania. A República Italiana, nascida desse processo, tornou-se um modelo de reconstrução democrática no pós-guerra, tendo papel central na fundação da União Europeia e na promoção dos direitos humanos no cenário internacional.

A opção pela república em 2 de junho de 1946 não foi apenas uma mudança formal de regime, mas um ato de renascimento nacional. Ao rejeitar a monarquia comprometida com o fascismo, o povo italiano escolheu a democracia, a responsabilidade política e a esperança de um futuro mais justo. A Festa della Repubblica, portanto, mais que comemoração cívica, é uma forma de lembrar e preservar a capacidade de um povo de reescrever sua história, com coragem e sacrifício, em nome da liberdade e da dignidade.

*Carlos Nina é jornalista e advogado

 

Militares patriotas na mira do STF: julgamento político avança contra opositores da esquerda

 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou mais um capítulo da perseguição judicial contra militares e conservadores que ousaram questionar os abusos do sistema. Em pauta está a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o chamado “Núcleo 3”, no que vem sendo rotulado como uma “trama golpista” durante o governo do presidente Jair Bolsonaro. O julgamento, marcado por forte viés ideológico, pretende transformar 11 militares do Exército Brasileiro e um agente da Polícia Federal em réus por crimes controversos e de interpretação subjetiva, como “organização criminosa armada” e “tentativa de golpe de Estado” — acusações que, segundo juristas independentes, carecem de provas consistentes.

A PGR afirma que os militares planejaram “ações táticas”, mas não apresenta qualquer ato concreto que configure ameaça real à ordem constitucional. Entre os investigados estão oficiais de alta patente e histórico ilibado, como os generais Estevam Theophilo e Nilton Diniz Rodrigues.

Veja a lista dos alvos que podem ser condenados pelo STF

  • Coronel Bernardo Romão Correa Netto
  • Tenente-coronel Cleverson Ney Magalhães
  • General Estevam Theophilo
  • Coronel Fabrício Moreira de Bastos
  • Tenente-coronel Hélio Ferreira
  • Coronel Márcio Nunes de Resende Júnior
  • General Nilton Diniz Rodrigues
  • Tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira
  • Tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo
  • Tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior
  • Tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros
  • Policial Federal Wladimir Matos Soares

Até agora, o Supremo já abriu ações penais contra integrantes dos núcleos 1, 2 e 4 — ao todo, 21 brasileiros agora enfrentam processos, em muitos casos, por simplesmente exercerem seu direito de protesto. Em março, o próprio presidente Bolsonaro e outros oito aliados também foram alvo de decisão unânime para que se tornassem réus, revelando a ofensiva institucional contra lideranças da direita.

Ainda resta o julgamento do Núcleo 5, que inclui o empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Figueiredo, último chefe do Executivo no período do Regime Militar. Paulo reside nos Estados Unidos e, até o momento, não apresentou defesa no processo. A perseguição continua. E o Brasil segue acompanhando — cada vez mais atento — os desdobramentos de um processo que pode mudar os rumos da liberdade no país.

O Republicano

Ministro Flavio Dino, do STF cobra do governo Lula transparência nos repasses bilionários via emendas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, deu um prazo de cinco dias para que a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, detalhe como será liberado o acesso aos documentos relacionados aos repasses de emendas parlamentares. A exigência inclui a apresentação de um cronograma e a metodologia de divulgação. A cobrança do STF ocorre após a Advocacia-Geral da União (AGU) liberar o acesso aos dados, antes mantidos sob sigilo pela própria gestão petista. Com a mudança de posicionamento, o Ministério da Gestão se comprometeu a divulgar as informações em até 15 dias.

Apesar de ter prometido, ainda em maio, a publicização de “milhões de documentos sobre o uso de verbas públicas”, inclusive das polêmicas emendas, a pasta restringiu o acesso sob a justificativa da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Segundo o jornal O Globo, foram ocultados cerca de 16 milhões de documentos — muitos deles relacionados a transferências via o sistema Transferegov.

A decisão de Flavio Dino foi motivada por uma ação apresentada por entidades que cobram mais transparência na execução orçamentária, como a Transparência Brasil, a Associação Contas Abertas e a Federação Nacional dos Servidores dos Poderes Legislativos. No despacho, o ministro alerta para o risco de perpetuação de práticas que violam a lisura na destinação de recursos públicos. Ele cita como exemplo os altos repasses de emendas a ONGs e entidades do terceiro setor — muitas vezes sem o devido controle ou critério técnico.

“Caso confirmadas, tais condutas atentam contra a transparência e a rastreabilidade dos gastos públicos”, afirmou Dino.

A nova cobrança coloca mais pressão sobre o governo Lula, já criticado por práticas pouco transparentes na liberação das emendas, que alimentam o chamado “orçamento secreto informal” — mecanismo que favorece acordos políticos em detrimento do interesse público.

Fonte: O Republicano

Papa Leão XIV crítica o aborto, destaca a importância do casamento, da família e da paz

Durante a celebração especial deste domingo (1°), o papa Leão XIV se dirigiu a uma multidão reunida na Praça de São Pedro, destacando a importância do matrimônio entre homem e mulher e fazendo críticas contundentes ao aborto. A ocasião marcou o primeiro grande evento jubilar do pontífice desde sua eleição em 8 de maio, com foco nas famílias, crianças, avós e idosos. Em sua homilia, Leão XIV declarou que o casamento heterossexual não representa apenas um ideal, mas o próprio “modelo do verdadeiro amor”, alicerçado na fidelidade, plenitude e fecundidade. Ele citou a encíclica Humanae Vitae (1968) ao afirmar: “Com o coração cheio de gratidão e esperança, digo a vocês, esposos: o matrimônio não é um ideal, mas o modelo do verdadeiro amor entre um homem e uma mulher: amor total, fiel e fecundo”.

O pontífice também expressou preocupação com a perda de valores humanos e com práticas que, segundo ele, vão contra a dignidade da vida. “É verdade que, às vezes, esta humanidade é traída. Por exemplo, quando é invocada a liberdade não para dar a vida, mas para tirá-la; não para proteger, mas para ferir”, advertiu, ao mencionar diretamente a questão do aborto. A defesa da estrutura familiar esteve no centro de sua mensagem. Leão XIV afirmou que o casamento entre homem e mulher é essencial para superar os fatores que fragmentam os laços sociais:

“Todos vivemos graças a uma relação, isto é, a um vínculo livre e libertador de humanidade e cuidado mútuo (…) Irmãos, se nos amarmos assim, sobre o fundamento de Cristo (…), seremos um sinal de paz para todos, na sociedade e no mundo. Não devemos esquecer: do coração das famílias vem o futuro dos povos”. A missa atraiu delegações de 131 países, com fiéis levando bandeiras e cartazes com mensagens como “Papa Leão, proteja a família”. Antes da celebração da Eucaristia, o papa saudou os presentes no papamóvel e abençoou várias crianças trazidas para perto dele.

O discurso incluiu ainda exemplos concretos de casais e famílias considerados santos pela Igreja. Entre eles, o casal francês Luís e Celia Martin, pais de Santa Teresa do Menino Jesus, e a família Ulma, mártires poloneses da Segunda Guerra Mundial. Para Leão XIV, essas figuras são provas de que o compromisso familiar é um testemunho necessário e transformador:

“Ao apresentar casais santos como testemunhas exemplares, a Igreja nos diz que o mundo de hoje precisa da aliança conjugal para conhecer e abraçar o amor de Deus e superar, com seu poder unificador e reconciliador, as forças que destroem relacionamentos e sociedades”.

Encerrando a cerimônia, o papa entoou a oração Regina Caeli, própria do tempo pascal, e dirigiu uma saudação especial às crianças e aos idosos, destacando-os como fontes de inspiração e esperança. Também pediu à Virgem Maria que interceda pelas famílias atingidas por conflitos armados no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras regiões:

“Que a Mãe de Deus nos ajude a caminhar juntos no caminho da paz”, concluiu.

Jornal da Cidade Online