A indignação dos dirigentes do Sintsep-MA e do Fórum das Carreiras do Poder Executivo do Maranhão para o reajuste salarial fracionado anunciado pelo Governo do Estado é de uma total falta de respeito e política de terra arrasada para as categorias de servidores públicos do Maranhão. Pensávamos que o governador Carlos Brandão era diferente do seu antecessor e seria capaz de um diálogo, mas infelizmente não se dignou pelo menos a responder 03 solicitações de reuniões para um debate sobre a realidade do funcionalismo estadual, registram o Sintsep e o Fórum. O mais decepcionante e bastante desrespeitoso com os servidores é um reajuste de 11% fracionado em 03 anos, quando a despesa total do Estado com pessoal é de 35,63% da receita corrente líquida e pode chegar a 49%, disse o líder sindical Cleinaldo Bil Lopes, em reunião com assessores e dirigentes sindicais e grupos de servidores estaduais. O dirigente do Sintsep, destacou que até o mês de agosto do presente exercício a receita estadual aumentou em 2,41% e até o final do ano deve ser acima de 5%, o que não é ruim em relação aos demais estados da federação.
Política salarial para servidor público é de terra arrasada
Lamentável sob todos os aspectos é que a política salarial do governo para os servidores públicos é de terra arrasada, afetando cada vez o deficitário poder de compra do funcionalismo, que hoje já acumula perdas de mais de 60% e vai ficar ainda mais a mercê dos seguintes percentuais: 2,5% em janeiro de 2024 – 2,5% em julho de 2024 – 2,5% em julho de 2025 e 3,5% em julho de 2026.
Com a fração do reajuste de janeiro de 2024, o salário de um auxiliar de serviços gerais passará para R$ 1.423,80 e quando atingir a última fração de 3,5% em julho de 2026, ele chegará a R$ 1.448,24, o que vai significar que em 03 anos, a política salarial do governo, o contemplou com um reajuste de apenas R$ 25,56. Ele poderá auferir alguma vantagem, caso o salário mínimo ultrapasse o do governo, que o levará a igualar por determinação da lei, o que tem sido a realidade dos últimos anos.
Com o reajuste fracionado de 9% do governo Flavio Dino e mais os 11% fracionado do governo Carlos Brandão, somarão ao final dos 12 anos das duas administrações perdas salariais irreparáveis. Cálculo feito a partir de setembro de 2023 a perda até julho de 2026 será de 40,66%.
As expectativas dos sindicalistas era de que na Assembleia Legislativa do Estado houvesse alguma tentativa de pelo menos um deputado fazendo questionamento em favor dos direitos dos servidores públicos, mas muito pelo contrário, houve elogios à política salarial do governo e a terra arrasada segue o seu rumo.
Fonte: AFD








