Lei permite uso de título de capitalização por entidade beneficente

Lei permite uso de título de capitalização por entidade beneficente. Capitalização é um instrumento pelo qual o consumidor paga determinado valor para a constituição de um capital.

O presidente da República Jair Bolsonaro sancionou a lei 14.332/22, que permite às entidades beneficentes de assistência social arrecadarem dinheiro por meio de títulos de capitalização.

Pelo texto, o comprador de um título de capitalização poderá ceder o direito de resgate para essas entidades beneficentes. Caso não concorde com a cessão do direito, deverá informar a sociedade de capitalização responsável pelo título até o dia anterior à realização do primeiro sorteio.

A capitalização é um instrumento pelo qual o consumidor paga determinado valor para a constituição de um capital. Parte do valor pago mensalmente vai para sorteios e, ao final do prazo de vigência, o titular pode resgatar parte ou a totalidade do capital ou adquirir bens ou produtos.

Sorteios

Pela proposta, para realizar esses sorteios deverão ser utilizados meios próprios ou resultados de loterias autorizadas pelo poder público. Os resultados e os ganhadores deverão ser divulgados nas mesmas mídias usadas para divulgar os produtos da campanha de arrecadação por meio dos títulos.

Os recursos obtidos nessas campanhas deverão ser empregados exclusivamente nas atividades da entidade beneficente de assistência social, mas será admitido o uso de parte deles para despesas com a divulgação e a promoção das campanhas.

Confira a íntegra da lei:

LEI Nº 14.332, DE 4 DE MAIO DE 2022

Dispõe sobre a arrecadação de recursos por entidades beneficentes de assistência social por meio de títulos de capitalização.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Ficam autorizadas as entidades beneficentes de assistência social, certificadas nos termos da Lei Complementar nº 187, de 16 de dezembro de 2021, a arrecadar recursos por meio de títulos de capitalização.

  • 1º É pressuposto da aquisição dos títulos de capitalização que tenham por objetivo contribuir com as entidades de assistência social a cessão do direito de resgate em favor dessas entidades.
  • 2º Caso o subscritor do título de capitalização não concorde com a cessão do direito de resgate para a entidade, deverá comunicar diretamente à sociedade de capitalização até o dia anterior à realização do primeiro sorteio previsto no título de capitalização.

Art. 2º Os títulos de capitalização que tenham por objetivo beneficiar entidades de assistência social deverão ter contratação simplificada, devendo ser garantida, no mínimo, a identificação do subscritor.

  • 1º Os sorteios de prêmios previstos deverão utilizar-se de resultados de loterias autorizadas pelo poder público ou de meios próprios.
  • 2º Os resultados e os respectivos contemplados deverão ser objeto de divulgação nas mesmas mídias utilizadas para divulgação dos produtos.
  • 3º O disposto neste artigo será regulamentado pelo órgão competente do Poder Executivo.

Art. 3º Os recursos obtidos por intermédio de campanhas das entidades beneficentes de assistência social com títulos de capitalização deverão ser utilizados, exclusivamente, nas atividades das entidades, admitindo-se apenas a realização de despesas com divulgação e promoção das campanhas de arrecadação.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 4 de maio de 2022; 201º da Independência e 134º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO

Paulo Guedes

Fonte: Migalhas

Invocar o art. 142 da Constituição é opção avaliada no Planalto

A expectativa no Planalto é de solução pacífica das diferenças com o Judiciário, representado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas, assim como surpreendeu o País com o decreto de graça a um deputado aliado, o presidente Jair Bolsonaro também considera “carta na manga” invocar o artigo 142 da Constituição para que as Forças Armadas exerçam “papel moderador”, como preconizam vários juristas, entre os quais o Ives Gandra Martins, a fim de resolverem a crise institucional.

Faca na bota

Bolsonaro tem dito que o decreto da graça não teve objetivo de “peitar” o STF etc, mas ele mantém a “faca na bota”, como dizem os gaúchos.

Olho no arsenal

O ato indultando Daniel Silveira animou Bolsonaro, que passou a avaliar as opções que a Constituição oferece ao chefe do Poder Executivo.

Poder moderador

O constitucionalista Ives Gandra Martins defende que “cabe às Forças Armadas moderar os conflitos entre os poderes”.

Carta ofendida

A situação desagrada a todos. O ex-presidente e jurista Michel Temer afirmou que “a desarmonia entre poderes é uma inconstitucionalidade”.

Coluna do Claudio Humberto

 

 

Depois de abandonar Weverton Rocha, Othelino Neto será coordenador da campanha de Flavio Dino

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Othelino Neto foi um dos grandes incentivadores e criador com apoio bastante determinado à candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Maranhão. Quem via os dois em constantes peregrinações pelos interiores do Maranhão, jamais acreditava num possível rompimento entre ambos, os quais no dia das eleições municipais passadas vestiram camisas idênticas com a frase: Deserte-se, numa alusão aos políticos obedientes a Flavio Dino.

O comentário dentro do grupo que apoia a candidatura do senador Weverton Rocha, é que não houve rompimento com Othelino Neto, apenas o abandono por ele, sem qualquer discussão ou comunicado prévio. Ele decidiu seguir Flavio Dino, que terá como suplente de senador, a vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula, esposa do presidente da Alema.

Atendendo também a novo de convite de Flavio Dino, o deputado Othelino Neto, assumiu a coordenação da campanha do candidato a senador, e da própria esposa, candidata a primeira suplente. A missão é desafiadora, depois que Flavio Dino acusou o golpe ao ser surpreendido com o anúncio da candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição com o apoio de 11 partidos e que também poderá contar com o importante apoio da ex-governadora Roseana Sarney, que continua como uma das mais expressivas lideranças políticas do Maranhão.

Fonte: AFD 

Se Roseana Sarney apoiar a candidatura de Roberto Rocha é mais complicador para Flavio Dino

O ex-governador Flavio Dino começou a colher frutos amargos, antes mesmo de esperar as tempestades advindas dos ventos semeados durante a sua administração superior a sete anos à frente do Governo do Maranhão. O seu autoritarismo exacerbado e a contundência das suas críticas com farpas pesadas dirigidas a muita gente e abertamente ao ex-presidente José Sarney e a ex-governadora Roseana Sarney de forma bem contundente. Por questões de princípios e valores éticos as duas importantes referências políticas preferiram em inúmeras oportunidades o silêncio e evitaram qualquer tipo de nivelamento.

São cada vez maiores os movimentos políticos de que o ex-governador Flavio Dino estaria disposto ter um encontro com a ex-governadora para pedir a ela, apoio à sua candidatura ao senado. Quem conhece Roseana Sarney, sabe que ela não se furtará a ter um encontro político com o ex-governador, mas fazer aliança com vistas às próximas eleições é bastante difícil, observando-se pelo tratamento que ele deu ao povo maranhense durante a sua administração e mais precisamente aos servidores públicos, que mereceram dela um tratamento digno e de respeito, e que foi ignorado e tratado de forma excludente por Flavio Dino.

Por sucessivas vezes, a ex-governadora, durante a administração de Flavio Dino, veio a público cobrar do governador uma atenção humana para a fome e a miséria que tomaram proporções graves em todo território maranhense. Foram também de iniciativa de Roseana Sarney, a atenção para os jovens com a inserção deles no mercado de trabalho, com incentivos ao empreendedorismo e até mesmo o primeiro emprego, que na sua administração teve resultados satisfatórios e reconhecidos até os dias atuais por jovens que tiveram oportunidade no seu governo e continuam trabalhando nas mesmas empresas. Mais recente, Roseana Sarney chamou a atenção do então governador para o crescente número de jovens da região amazônica fora do mercado trabalho em o Maranhão está incluso.

Para muitos observadores políticos, a ex-governadora Roseana Sarney dificilmente apoiará o ex-governador Flavio Dino, principalmente que ele é contra o povo e mais precisamente aos mais pobres e oprimidos e de um modo especial massacrou os servidores públicos.

Fonte: AFD

 

 

Justiça autoriza a saída de 745 presos para passar o Dia das Mães com a família

O juiz titular da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca da Ilha de São Luís, Rommel Cruz Viégas, encaminhou ofício à Secretaria de Administração Penitenciária, autorizando a saída temporária de 745 apenados do regime semiaberto para visita aos familiares em comemoração à semana do Dia das Mães de 2022. Os beneficiados foram autorizados a sair às 9h desta quarta-feira (04), devendo retornar aos estabelecimentos prisionais até as 18h do dia 10 de maio (terça-feira).

O magistrado também determinou que os dirigentes dos estabelecimentos prisionais da Comarca da Grande Ilha de São Luís comuniquem à VEP, até as 12h, do dia 23 de maio, o retorno dos internos e/ou eventuais alterações.

LEI DE EXECUÇÃO PENAL

Por preencherem os requisitos dos artigos 122 e 123 da Lei de Execução Penal, os apenados, se por outros motivos não estiverem presos, foram autorizados a sair das unidades prisionais, para visita aos seus familiares. Os beneficiados devem cumprir várias restrições como recolhimento à residência visitada, no período noturno; não frequentar festas, bares e similares; entre outras determinações.

De acordo com o artigo 123, “autorização será concedida por ato motivado do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: comportamento adequado; cumprimento mínimo de um sexto da pena, se o condenado for primário, e um quarto, se reincidente; compatibilidade do benefício com os objetivos da pena”.

Núcleo de Comunicação do Fórum de São Luís

 

Ações ajuizadas por Flavio Dino suspenderam reajustes de 21,7%, 5,14% e URV aos servidores estaduais

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Os servidores públicos estaduais manifestam indignação contra o ex-governador Flavio Dino, que por todos os meios possíveis e a sua influência na justiça para não permitir a implantação de conquistas salariais, inclusive casos em obtiveram vitória no STF, mas infelizmente os reajustes não foram aplicados. A verdade é que nas vitórias em decisões liminares, o TJMA precisa julgar o mérito, que nunca entra em pauta. Os servidores públicos estão se preparando com organização comunitária para lutar contra a eleição de Flavio Dino ao senado. A campanha já é livre entre servidores em todos os espaços que frequentam e eles acreditam que serão vitoriosos.

Apesar de sucessivas vitórias no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e no Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiram aos associados do SINTSEP o direito de obter reajustes salariais de 21,7% e 5,14%, a Procuradoria Geral do Estado (PGE), a pedido do governador Flávio Dino, ingressou com ações judiciais (ações rescisórias) no intuito de derrubar as ações judiciais vitoriosas do sindicato.

Sob justificativa da relevância da matéria e pelo grande impacto no orçamento do Estado, o Tribunal de Justiça determinou a suspensão das implantações dos reajustes nos contracheques dos servidores até o julgamento do mérito da demanda.

A defesa do sindicato foi prontamente realizada pela assessoria jurídica, que, tecnicamente, rebateu todos os absurdos argumentos da PGE. O SINTSEP acredita que o julgamento das ações rescisórias pelo TJMA ocorrerá ainda neste ano, registra o coordenador do Fórum das Carreiras do Poder Executivo e presidente do Sintsep, Cleinaldo Bil, com a esperança de que o mérito seja julgado até o final do presente exercício.

URV

Como é de amplo conhecimento, o SINTSEP entrou com a Ação Coletiva nº 6.542/2005, com o intuito de reaver a correção salarial dos seus filiados referente à equivocada conversão monetária (cruzeiro real para URV) em 1993 e 1994.

A primeira etapa do processo, referente à fase de conhecimento, foi favorável aos servidores e o acórdão determinou liquidação de sentença individualizada. Diante disso, a Contadoria Judicial foi incumbida de entregar os índices de perda salarial de cada servidor em lotes de 3 mil. O primeiro lote foi entregue em 2017.

Entretanto, o Estado do Maranhão recorreu da decisão que homologou esses cálculos. Nesse ínterim, ainda restam pendentes a apresentação pela Contadoria Judicial das três listas com os 7 mil cálculos remanescentes. Parte do Judiciário tem concordado com a fundamentação dos advogados do sindicato, julgando de modo favorável o pedido do SINTSEP pelo prosseguimento das execuções. Contudo, a implantação tem sido praticada, até o momento, somente em alguns casos.

Apesar da atuação do Estado do Maranhão para protelar as ações que visam executar os créditos devidos aos servidores estaduais, a ação da URV é uma demanda indiscutivelmente favorável aos filiados do SINTSEP, observando-se em muitos casos a reparação dos créditos, o que vem se dando gradativamente nas situações das implantações salariais em diversas remunerações desses servidores públicos.

Fonte: SINTSEP-MA

 

 

Povo de Deus prepara ato em memória de quilombola assassinado no Maranhão

Edvaldo Pereira Rocha é o sétimo quilombola assassinado no estado desde o ano de 2020. Ele era presidente da Associação de Quilombolas do povoado Jacarezinho e foi morto no dia 29 de abril.

Dia 05 de maio será realizada a missa de sétimo dia, em memória de Edvaldo Pereira Rocha, líder da comunidade quilombola Jacarezinho, na cidade de São João do Soter, localizada a 420 km da capital, São Luís. Edvaldo Pereira Rocha, presidente da Associação de Quilombolas do povoado Jacarezinho, foi assassinado a tiros na manhã da sexta-feira (29), no povoado de Bom Jardim, zona rural de São João do Soter.

A solenidade está marcada para ocorrer às 10 horas desta quinta-feira, na comunidade, e será sucedida por um ato público com participação de entidades e de comunidades locais.

O processo administrativo para a titulação do território quilombola está sob responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), no entanto, ainda não foi concluído. O processo já inclui o laudo antropológico que definiu previamente os limites das terras que pertencem historicamente à comunidade.

Desde o ano de 2020, este já é o sétimo assassinato de quilombolas apenas no Maranhão. Ao todo, em 2021, foram 43 ocorrências de conflitos contra quilombolas no estado, conforme consta na publicação Conflitos no Campo Brasil 2021, divulgada no dia 18 de abril deste ano.

A Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) comunicou, por meio de nota, ainda no dia 29, que a liderança assassinada havia agendado depoimento para os próximos dias, para denunciar a extração ilegal de madeira na região do Quilombo Jacarezinho. Ainda segundo a nota, “Vale destacar que a principal razão do conflito na região decorre de conflitos agrários, pela posse da terra e também pelo desmatamento na região”.

A Diocese de Caxias publicou nota no dia 29, em solidariedade aos familiares e às comunidades tradicionais.

Leia a nota na íntegra:

NOTA DE SOLIDARIEDADE CRISTÃ

“Mataram mais um irmão, mas ele ressuscitará”, cantam as comunidades!

Caxias, 29 de abril de 2022

A Diocese de Caxias – MA, na pessoa do seu bispo, do padre Ribamar, das pastorais sociais da diocese e de todos os indignados pelos conflitos no campo e pelas constantes ameaças causados pelos latifundiários, vem a público repudiar o assassinato de um grande líder quilombola do Maranhão, no município de São João do Soter.

Que o sangue de EDVALDO ROCHA fecundando o Território Quilombola Jacarezinho inspire a resistência dos que lutam, clame justiça que o Estado deve fazer através de investigação e prisão do assassino e mandante, se assim o for, que acelere a titulação, mesmo que a sua já seja titulada, e posse de fato da terra para quem nela vive e trabalha, que desperte a solidariedade e o compromisso de todos com o bem viver dos que dependem do campo.

Mais um sinal da resistência dos povos tradicionais e da prepotência dos gananciosos, latifúndio e projetos que matam por lucro, sem ver o ser humano. Externamos nossa solidariedade cristã aos familiares, esposa que o viu morrer e filhos, parentes e a inteira Comunidade de Jacarezinho. As Comunidades Tradicionais estão de luto.

Em Jesus, o Cristo Ressuscitado, fiat voluntas tua.

Dom Sebastião Lima Duarte – Bispo de Caxias – MA

Fonte: CPT Nacional

 

MPs de 14 estados escondem dados sobre salários de promotores e procuradores

Os Ministérios Públicos estaduais, responsáveis pela fiscalização dos poderes públicos, além de defenderem o cumprimento das leis, apresentam ausência de padrões e descompromisso com a divulgação de dados para a sociedade sobre a remuneração de seus membros, de acordo com o estudo “Índice de transparência da remuneração de MPs”, da organização Transparência Brasil, que acaba de ser divulgado.

Assim, fica prejudicada a fiscalização da remuneração de promotores e procuradores dos Ministérios Públicos brasileiros. O estudo aponta ainda que a transparência dos MPs, quando o assunto é pagamento de salários e demais verbas indenizatórias, é pior do que a do Judiciário. São adotados critérios diferentes de organização e veiculação de dados e informações, dificultando o acesso ao portal de cada MP nos estados.

A falta de transparência e confusão na apresentação dos dados sobre remunerações é tanta que, segundo a Transparência Brasil, 14 dos 27 Ministérios Públicos estaduais não puderam ser avaliados. Foi constatada “imensa variabilidade nos formatos de disponibilização dos dados de remuneração de seus membros entre janeiro de 2018 e dezembro de 2021”. São órgãos de todo o território nacional, inclusive de grandes centros metropolitanos.

Os Ministérios Públicos cujos dados se mostraram ilegíveis são os de: Acre, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Para a Transparência Brasil, “a falta de condições de padronização e/ou abertura de dados impõe dificuldades intransponíveis para a coleta mensal automatizada dos contracheques de cada órgão, prejudicando a transparência e o accountability sobre os salários e demais verbas recebidas por seus membros”.

A opacidade dos dados, ou mesmo a falta de divulgação, é vista como retrocesso e falta de disposição em cumprir o determinado na Lei de Acesso à Informação (LAI), além de contrariar resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que determina transparência e divulgação de dados.

No outro lado da tabela do ranking sobre transparência, entre os 13 MPs que puderam ser avaliados, ou seja, que apresentaram condições mínimas de acesso automatizado às informações, os de Paraná, Amapá e Amazonas obtiveram as piores pontuações.

O do Amazonas não disponibilizou contracheques de todos os meses dos anos de 2018 e 2019. Isso constitui uma grande lacuna na transparência de remunerações.

As dificuldades encontradas na coleta de dados de remuneração dos 14 MPs excluídos do Índice de Transparência devem-se principalmente às alterações constantes no formato das planilhas e à falta de padronização mínima nas URLs dos arquivos para download das informações.

Outros motivos para excluir MPs da análise foram ausência de dados de verba indenizatória, uso de captcha para acesso aos dados e planilhas inconsistentes.

Por último, a necessidade de simulação de cliques, embora não determine por si a exclusão de um MP do processo de coleta de informações, representa um grande entrave para a abertura de dados.

Barreira para comparação
As constantes alterações no formato e na estrutura de planilhas para organizar e dispor os dados mensalmente, além de planilhas inconsistentes, erguem outra barreira na comparação dos dados. De acordo com os analistas de dados, verificaram-se transformações frequentes na ordem das colunas, o que inviabiliza a aplicação do mesmo código para a leitura dos dados de cada mês. O que torna necessário retificar e padronizar as informações.

Houve ação por parte do CNMP para tentar reunir e consolidar os dados de remunerações de todos os MPs brasileiros, de acordo com o disposto nas Resoluções nº 86 e nº 89, ambas de 2012.

Porém, segundo o estudo da Transparência Brasil, a iniciativa de um Portal de Transparência dos Ministérios Públicos se efetivou apenas por pouco mais de um ano: o portal contava somente com informações de janeiro de 2018 a fevereiro de 2019 das remunerações dos MPs estaduais. Ainda assim, em abril de 2022, até mesmo essas informações foram retiradas do portal.

O cumprimento dos requisitos básicos para a estrutura e acessibilidade dos portais de cada MP, determinados pela Resolução nº 89/2012 do CNMP, deveria ser suficiente para contornar a lacuna. Em especial, o inciso III do artigo 8º, que requer que os portais “possibilitem o acesso automatizado por sistemas externos em formatos abertos, estruturados e legíveis por máquina”. Ele não é satisfeito pelos MPs excluídos do índice, nem por alguns dos MPs que puderam ser avaliados.

Disparidades
A coordenação do estudo da Transparência Brasil mostra disparidades entre os modelos adotados para divulgação das remunerações de promotores e procuradores. “O modelo adotado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reúne dados de remunerações de todos os tribunais do país em um portal, ainda que apresente falhas, tem um papel fundamental para dar transparência às remunerações da elite do Judiciário, uma vez que padroniza e consolida dados para o controle social. Já promotores e procuradores, que possuem equiparação legal de salários e privilégios de magistrados, têm um Conselho Nacional que não tem se esforçado da mesma forma, já que desde 2019 não publica dados unificados de remuneração”.

Dificuldade no controle social
Todos os obstáculos encontrados pelos pesquisadores adicionam um nível de dificuldade para o controle social, pois recai sobre o cidadão ou fiscal externo a tarefa de padronizar os dados de um mesmo órgão, que por vezes sofrem sucessivas alterações em curtos períodos de tempo.

Tal tipo de alteração deveria ser raro e acompanhado de justificativas sobre sua pertinência — já que deveria servir para facilitar, e não dificultar o consumo desses dados, alerta a coordenação do estudo.

Ministérios Públicos de oito estados apresentaram o problema de alterações da apresentação dos dados de maneira recorrente, realizando três ou mais mudanças na formatação em 48 meses: Acre, Espírito Santo, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

O estudo identificou que as alterações foram constatadas de forma mais consistente e recorrente nos MP-RJ, MP-RS e MP-SP. O primeiro alterou a formatação das colunas nas planilhas oito vezes somente no ano de 2020. O MP-RS, além de apresentar valores extras além das colunas listadas para alguns funcionários, sem nenhuma especificação do que se tratavam, publicou planilhas inconsistentes com valores em colunas trocadas — por exemplo, dados que deveriam estar na coluna “Remuneração Base” estavam na coluna “Gratificação Natalina”. Por fim, o MP-SP se destaca por alterar tanto a ordem quanto a quantidade de colunas de suas planilhas constantemente, chegando a mudar as planilhas de contracheques quatro vezes e as de verbas indenizatórias seis vezes em 48 meses.

Ausência de verbas indenizatórias
Dois dos 14 MPs — Pará e Maranhão — que ficaram fora do cálculo do índice deixaram de prestar contas das verbas indenizatórias.

A exclusão dos MPs é dada nos casos em que faltam conjuntos de dados inteiros de verbas indenizatórias. Mas nos casos em que faltam meses de prestações de contas, o MP não é excluído e a falta de dados é avaliada na composição do Índice de Transparência.

No entanto, a ausência completa dos dados de verbas indenizatórias representa um grave impedimento ao controle social. É justamente por meio das verbas indenizatórias que os supersalários de promotores e procuradores burlam o teto constitucional.

A não publicação das planilhas detalhadas de verba indenizatória torna impossível o objetivo do projeto de coleta e análise de dados da Justiça brasileira de controlar os privilégios da elite do funcionalismo do sistema de Justiça.

O MP-PA não publicou nenhuma planilha de verbas indenizatórias durante todo o período analisado (2018-2021). O MP-MA disponibilizou, para o mesmo período, planilhas de verbas indenizatórias completamente vazias.

O cidadão comum, e mesmo pesquisadores profissionais e universitários, ou ligados a entidades de fiscalização dos poderes públicos, enfrenta muitas dificuldades em vários portais dos Ministérios Públicos nos estados para acessar informações sobre pagamento de salários e indenizações.

Segundo os pesquisadores da Transparência Brasil, o ideal seria que os portais respeitassem os princípios de dados abertos e apresentassem uma estrutura que facilitasse a coleta automatizada das informações: dados desagregados, padronizados, em formatos abertos e não proprietários, indexados com URLs e nomes que obedeçam um padrão lógico e semântico, contendo metadados e sem requerimentos de login ou verificações de captcha.

Mas a situação é exatamente ao contrário. Os portais que não satisfazem esses requisitos determinam a simulação de cliques para se ter acesso à coleta de dados. “Trata-se de um código que simula a ação de um usuário manuseando o cursor: leva em consideração as características da estrutura da página e é capaz de identificar os botões que precisam ser clicados para obter os dados buscados”, observa o relatório final do estudo.

Considerando o conjunto dos 27 Ministérios Públicos brasileiros, cada um dotado de um portal de transparência com estrutura organizacional própria, o desenvolvimento de códigos diferentes para coletar dados de cada um deles, e, assim, monitorar as remunerações de todos os MPs estaduais, é extremamente custoso.

O panorama é diferente do observado na análise sobre os Tribunais de Justiça, em que também houve demanda por simulador de cliques para a coleta automatizada, mas um único código era suficiente para capturar todos os contracheques disponíveis de uma só vez, pois estão centralizados em um único portal.

Dos 14 casos que ficaram de fora do índice de 2022, quatro apresentam portais em que a simulação de cliques é necessária, além de apresentarem problemas impeditivos para coleta automatizada, como URLs ou planilhas despadronizadas, além de ausência de dados: MP-RJ, MP-PA, MP-MA e MP-RR.

O caso mais notório deste problema é o do MP-RR, que, além de necessitar de simulação de cliques, também possui o entrave adicional de verificação de captcha. Nesse caso, a estrutura da página dificulta ainda mais o acesso automatizado, uma vez que essa verificação é realizada para garantir que o usuário acessando a página seja humano. Em outras palavras, o objetivo do captcha é justamente impedir o propósito do projeto de realizar coletas automatizadas por meio de robôs, aponta a Transparência Brasil.

Papel do CNMP
A necessidade da criação de um portal de transparência dos Ministérios Públicos, nos moldes do painel atual do CNJ, não é nova e está prevista em resoluções do CNMP. A Resolução nº 86 de 2012 determina efetivamente sua criação, bem como as informações mínimas que o portal deve conter e disponibilizar em transparência ativa.

Com base no que foi apresentado nesse relatório, a Transparência Brasil recomenda:

1) Que o CNMP faça valer as determinações dispostas em suas Resoluções nº 86/2012 e nº 89/2012 e cumpra sua função legal de reunir e publicar informações de remuneração padronizadas e atualizadas;

2) Que o CNMP atualize seu Manual do Portal da Transparência dos Ministérios Públicos, de forma a instruir claramente os MPs sobre como garantir a estruturação de dados e o acesso automatizado aos portais, conforme preveem a Resolução nº 89/2012 e a Lei nº 12.527/2011;

3) Que os 14 MPs excluídos desse índice passem a apresentar condições mínimas de transparência e dados abertos, em cumprimento à Lei nº 12.527/2011 e à Resolução nº 89/2012 do CNMP;

4) Que todos os MPs avaliados busquem a adoção dos princípios de dados abertos em seus portais de transparência, especialmente no que diz respeito à estruturação de dados e à legibillidade por máquina;

5) Que os MPs dos seguintes estados promovam os ajustes indicados, de forma a não mais comprometer a transparência pública e o direito à informação dos cidadãos brasileiros.

Fonte; CONJUR

 

Flavio Dino acusa o golpe da união de 11 partidos em favor da reeleição de Roberto Rocha

O ex-governador Flavio Dino, ainda no exercício do mandato, defendeu abertamente que queria ser o candidato único ao senado federal, mas esqueceu que para aglutinar forças se torna necessário amplos debates e negociação de interesses políticos partidários, questões bem distantes do ex-governador, que se habituou a impor as próprias regras para os aliados e desconhecer totalmente os adversários, inclusive sem sinalizações para entendimentos futuros. Outro fator, que sempre foi objeto de queixas e críticas, residem em que Flavio Dino, não tem fidelidade para honrar compromissos. A foto acima é uma demonstração de que o seu bloco não é influenciador como tentam mostrar.

O anúncio de que o senador Roberto Rocha decidiu concorrer à reeleição com o forte apoio de 11 partidos políticos e um acordo em que pelo menos 03 prováveis candidatos a governador teriam feito acordo para a união em um segundo turno e outras forças políticas se integrando ao grande acordo, causou enorme preocupação a base do ex-governador e mais precisamente ao governador Carlos Brandão, que vem encontrando dificuldades para botar o seu bloco na rua com a necessária visibilidade e com sérios problemas para mobilizar a máquina administrativa.

A verdade é que Flavio Dino, acusou o golpe e já anuncia para os próximos dias, uma mobilização com o Time de Lula, em que pretende transformar as eleições no Maranhão, numa disputa entre Lula e Bolsonaro. A tentativa não é de agora e nunca se sustentou, mesmo quando o ex-governador com críticas, insultos diários e até negando que o Governo Federal não fazia repasses para o Governo do Estado, não surtiram os efeitos almejados.

O sonho do ex-governador era fazer parte da equipe de decisões do ex-presidente Lula, mas não tem conseguido. Nas vezes em que tentou foi barrado pelo grupo de petistas que blindam o ex-presidente, principalmente que Flavio Dino não tem expressão política nacional que possa influenciar eleitores. Com a falta de articulação na própria candidatura ao senado e do seu sucessor ao Governo do Maranhão, o ex-governador vai ter que mudar a sua postura política, que não é mais mandatário do Palácio dos Leões, além de que não pode continuar atrapalhando a administração de Carlos Brandão, que sem dúvidas é o caminho para se fortalecer para a disputa eleitoral, uma vez que a sua liderança está em fase decrescente.

Fonte: AFD    

STF sinaliza que avalia ‘peitar’ decreto de Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) nada tem a fazer, sobre o decreto de graça de Jair Bolsonaro, senão acatar o ato de soberania do presidente da República. Mas não fará isso. O governo trabalha com a informação de que os “cabeças” do STF não têm feito outra coisa, há mais de uma semana, senão discutir formas de tornar sem efeito o decreto que beneficiou o deputado Daniel Silveira. Prender o deputado virou “questão de honra” para alguns ministros, fazendo valer o julgamento no plenário.

Perseguição

A decisão de Alexandre de Moraes de prorrogar por 60 dias o inquérito contra Silveira, foi visto no Planalto como novo ato de perseguição.

Estratégia

Mas os conselheiros jurídicos do governo acham que a decisão de Moraes obedeceria à estratégia do STF de “peitar” Bolsonaro.

Jogo solitário

A impressão que dá, no entanto, é que os ministros do STF jogam xadrez sem um adversário focado, no outro lado do tabuleiro.

Coluna do Claudio Humberto