TV Walter Abrahão vence a Globo e compra transmissão de 56 jogos das eliminatórias para a Copa

Nesta segunda-feira, 25, um novo canal de TV surpreendeu a todos e tomou conta das redes sociais. A TV Walter Abrahão adquiriu os direitos de transmissão de 56 jogos da fase eliminatória da Copa do Mundo do Qatar, que será disputada em 2022.

Com a aquisição, a Globo poderá exibir apenas as partidas da Seleção Brasileira realizadas no Brasil enquanto o pacote adquirido pela TV Walter Abrahão inclui seis jogos do Brasil, que serão realizados fora de casa.

Com um imbróglio de negociar com cada confederação os direitos televisivos de cada seleção, os jogos das Eliminatórias da Copa chegaram a ser veiculados por alguns canais diferentes, como EI Plus e a TV Brasil.

A TV Walter Abrahão, que pertence a Walter Abrahão Filho – filho do narrador Walter Abrahão – faz parte dos pacotes básicos dos principais serviços de TV paga do Brasil, como a Claro, Sky e Oi TV.

DoutornatureVale lembrar que o empresário Walter Abrahão Filho comprou a emissora das mãos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, e substituiu o canal PlayTV.

No ar desde maio de 2020, a emissora vem exibindo eventos esportivos antigos, além de programação variada, que vai de programas adultos até programas com a temática geek.

Veja os jogos do Brasil que serão exibidos na TV Walter Abrahão:

Colômbia x Brasil

Paraguai x Brasil

Chile x Brasil

Venezuela x Brasil

Equador x Brasil

Bolívia x Brasil

Jornal da Cidade Online

 

Poderosos são os homens cuja vida é servir. Só venceremos a pandemia com amor ao próximo

Depois da polêmica derrota de Trump, os Brasileiros de extrema esquerda, sem demora, fizeram alianças com todos os partidos e pessoas que se acham prejudicadas pelo governo Bolsonaro, com o único intuito: impeachment!

O sábado foi marcado por carreatas em diversas cidades do país, com gritos de “Fora Bolsonaro”, “Genocida de Manaus”, “Vacina para Todos” e por aí afora…

Apesar do número inexpressivo de pessoas, não dá para subestimar esses eventos.

Políticos, Jornalistas, artistas, e pessoas sem escrúpulos se prestam a reforçar o cabo de guerra montado para derrubar o presidente. As armas usadas são línguas, que no carro de som, falam horrores, e, os dedos, que digitam clamor do tipo: ‘É impeachment ou morte’.

Uma verdadeira lavagem cerebral está ocorrendo. Muitas pessoas de direita, estão sendo contaminadas e já mostram sintomas de desesperança. A intenção é, entre outras, desestabilizar a direita.

Estão conseguindo criar um clima de impotência e desilusão, que minam as forças e a fé no caminho da mudança! Quando as pessoas ficam ociosas, sem escola, sem trabalho, sem igreja, sem dinheiro, movidas pelo medo da morte, o lado primitivo aflora. Nessa condição psicológica, as pessoas tendem a agir de forma e irracional, fica sugestionável.

É proposital e criminoso o que os nossos representantes políticos estão fazendo com a população.

Não há respeito pela vida humana em nenhum contexto. Nunca se preocuparam verdadeiramente com salvar vidas. Preocupam-se em salvar a própria pele e o próprio bolso.

Investigações policiais dão conta de que 60 por cento do dinheiro destinado à pandemia, foi DESVIADO. ROUBADO. No entanto, nunca vi uma reportagem séria falando do assunto. Preferem culpar o presidente e o ministro da saúde pelas mortes em todo o país.

Chegamos ao absurdo de o ministro do Ricardo Lewandowisk encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta sexta-feira (22) um pedido feito por oito parlamentares do PCdoB para investigar o presidente e o ministro da Saúde, pela conduta diante da crise no fornecimento do oxigênio na rede de saúde em Manaus.

Há quem diga que esse estado de calamidade foi criado propositadamente para incriminar o presidente e dar força para o impeachment?!

Estamos diante de um horror pior do que a pandemia?! Quem pode confiar em homens que desejam diuturnamente a morte do seu superior hierárquico?

Desde que o povo ganhou voz e vez através da internet, passou a participar de política de um jeito nunca visto. Uma legião de zumbis, que nem dormem mais, só tramando um jeito de arrancar o presidente do cargo, esperando ouvir aquela musiquinha das “organizações tabajaras”, do tipo: “seus problemas acabaram”, e o caos desaparece.

Irresponsáveis. Não imaginam que poderão gerar um caos maior que a pandemia. E não se importam porque o álibi está pronto: vivo ou morto o culpado já sabemos quem será?!

É necessário exigir que os políticos que elegemos para nos representar, exerçam o seu papel individual, no exercício do seu mandato, cumprindo as promessas de campanha. E no caso do presidente (executivo), ajudado pelo legislativo e pelo judiciário, tem um papel muito maior de gerar a ordem e a paz social.

Não dá mais para prosseguir culpando um único homem, que representa o executivo, se ele foi lesado e enganado por um legislativo e um judiciário que funciona como oposição.

Coloquem-se no lugar dele? Desde a campanha eleitoral até agora não houve trégua. A impressão é que Brumadinho nunca terminou. Há muita lama por trás das notícias, ninguém sabe onde mora a verdade. Ninguém detém a verdade.

A realidade nos alerta para tempos sombrios, de mais disputa e desamor. Onde estão os humanistas? Os homens e mulheres verdadeiramente altruístas?

Desnecessário dizer que lamentamos os mortos, porque todo ser que é humano, lamenta a morte de um outro ser humano. Mas, é necessário dizer que lamentamos essa divisão entre direita e esquerda. Devemos ansiar pelo dia em que possamos nos unir novamente como povo, e assim, enquadramos todos os políticos. Serão colocados não em pedestais, mas, no lugar onde devem estar: servidores nossos! Sem paixões. Sem idolatria ou fanatismo.

Bernadete Freire Campos

Psicóloga com Experiência de mais de 30 anos na prática de Psicologia Clinica, com especialidades em psicopedagogia, Avaliação Psicológica,

 

É preciso cuidar das praças Deodoro e Pantheon antes que a esculhambação tome conta delas

               Como jornalista, tenho o costume de andar pelo centro histórico da nossa cidade e sempre levo comigo uma pequena máquina fotográfica para fazer registros pertinentes ao poder público e aos cidadãos. Infelizmente, por mais que o poder público procure fazer a sua parte, não consegue despertar a sensibilidade dos mais diversos segmentos da sociedade para os cuidados e zelo ao patrimônio público.

As praças Deodoro e Pantheon depois da construção com a total renovação dos logradouros modernos e cartões postais da cidade de São Luís, esperava-se que cada cidadão desse a sua contribuição para a preservação deles.  Ao poder público, o dever da fiscalização e a aplicação dos princípios emanados da lei, para quem viesse causar depredação ao patrimônio público.

Hoje fiz registros interessantes nas quatro fotos acima. A primeira é na alameda  do lado do antigo colégio Rosa Castro, com dois vendedores do chamado “bike lanche” trafegam pelo local reservado para pedestres e param para conversar. A segunda acima se observa que a grade ao lado da Biblioteca Pública, moradores de rua fizeram-na varal para secar roupas. A terceira é na praça Deodoro e uma moradora de rua decidiu fazer de um dos bancos a sua cama. A quarta é mais uma “bike lanche”, transitando pela praça e colocando em risco as pessoas que circulam pelo local, e inúmeras delas com crianças.

O que é mais sério dentro do contexto é que o quadro que estou mostrando, já faz parte do cotidiano para quem transita pelo local e ainda mais para a fiscalização da SMTT, Guarda Municipal e Polícia Militar, que simplesmente vêm tudo com total indiferença, assim como o pessoal da Blitz Urbana que se concentra num local embaixo de uma árvore esperando o horário de expediente passar. São vícios antigos e que precisam ser corrigidos pela nova administração municipal. Há poucos dias, um gari da limpeza pública em conversa comigo, disse que todos os dias ele retira de diversos locais das duas praças, dois e até três carrão de mãos com papelão deixados por homens e mulheres na praça ondem dormem, fazem necessidades fisiológicas e consomem bebidas e drogas.

O problema de agora está fácil de ser enfrentado, apenas com abordagens educativas, mas não estão descartados possíveis conflitos, mas acredito que as pessoas ao verem as ações podem perfeitamente se sensibilizarem e até mudarem as suas posturas e se tornarem defensoras  do patrimônio público, principalmente que tudo é construído com o dinheiro dos impostos que pagamos.

 

Tomou posse o novo Venerável Mestre da Loja Maçônica Deus, Pátria e Liberdade nº 27

                  No último sábado (23), no Palácio Maçônico da Grande Loja do Estado do Maranhão, no Templo de São João foi realizada a sessão rutualística de posse do novo Venerável Mestre da Loja Maçônica Deus, Pátria e Liberdade n⁰ 27.

A solenidade foi bem marcante, quando o irmão Marcus Rafael Araújo Miranda, Venerável Mestre que já cumpriu a sua gestão, fez a entrega do primeiro malhete ao novo Venerável Mestre, o irmão Felipe Braga Barreto.

Como parte do evento o Irmão Marcus Rafael agradeceu a colaboração e empenho de todos os integrantes da Loja 27, durante sua gestão nos exercícios 2019/2020 desejando ao seu substituto o Irmão Felipe Barreto muita sorte e trabalho durante sua jornada já no presente exercício, dentro do lema da chapa eleita com a temática da União, Trabalho e Progresso, sempre contando a força e a união de todos os irmãos.

Ao encerramento dos trabalhos ritualísticos o novo Venerável Mestre Felipe Barreto expressou o reconhecimento e esforços dos irmãos aos obreiros e ofereceu um jantar dançante aos convidados, sem companhia da sua esposa Suellen Milhomem, agora Presidente do Clube das Rosas da Loja 27.

79% dos brasileiros são contra a legalização do aborto no país

Segundo estudo feito pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado, nesta segunda-feira (25), 79% dos brasileiros são contra a legalização do aborto no Brasil.

O levantamento foi realizado, de 16 a 19 de janeiro deste ano, e foram entrevistadas 2.060 pessoas.

Um detalhe especial vai para os homens: apenas 13,7% deles são favoráveis ao procedimento, enquanto que 19,2% das mulheres se dizem a favor do aborto legal.

A pesquisa apontou que, entre os cidadãos que têm o nível superior, a rejeição à legalização é de 73,1%. O percentual vai aumentando, conforme a escolaridade diminui. Sendo assim, no ensino fundamental, 82,7% se dizem contrários, enquanto que, no ensino médio, 79,3% se disseram contra.

O Paraná Pesquisas é o mesmo instituto que, em novembro de 2020, afirmou que o candidato do MDB, Sebastião Melo, venceria a disputa à prefeitura de Porto Alegre, em cima de Manuela Dávila (PC do B), na contramão de outros institutos e acertou o resultado.

Jornal da Cidade Online

 

Novo presidente do TJ-MS diz que quem recomenda isolamento é “picareta e covarde”

Na solenidade de posse como presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o desembargador Carlos Eduardo Contar pregou o desprezo a “covardes e picaretas de ocasião” que pregam o isolamento como medida para reduzir o contágio pelo coronavírus.

Em cerimônia na última sexta-feira (22/1), Contar conclamou os presentes a retornar ao trabalho “com segurança, pondo fim à esquizofrenia e à palhaçada midiática fúnebre, honrando nosso salário e nossas obrigações, assim como fazem os trabalhadores da iniciativa privada, que precisam laborar para sobreviver, e não vivem às custas da viúva estatal, com salários garantidos no fim de cada mês”.

Ele também defendeu a prescrição de remédios que não têm eficácia comprovada contra a Covid-19 (e que podem causar efeitos adversos graves) como experimento “no campo da possibilidade” para ajudar na prevenção da doença, engajando os ouvintes na tentativa de combate à “histeria coletiva, à mentira global, à exploração política” e “ao louvor ao morticínio”.

“Deixemos de viver conduzidos como um rebanho para o matadouro daqueles que veneram a morte, que propagandeiam o quanto pior, melhor”, afirmou Contar. “Desprezemos, pois, o irresponsável, o covarde e picareta de ocasião, que afirme ‘fique em casa’, ‘não procure socorro médico com sintomas leves’, ‘não sobrecarregue o sistema de saúde’.”

Leia o trecho do discurso de posse:

“Combatendo a histeria coletiva, a mentira global, a exploração política, o louvor ao morticínio, a inadmissível violação dos direitos e garantias individuais, o combate leviano e indiscriminado a medicamentos, que, se não curam — e isto jamais fora dito —, podem simplesmente no campo da possibilidade, ajudar na prevenção ou diminuição do contágio, mesmo não sendo solução perfeita e acabada.
Porém, como já dito ao início, razões de ordem prática recomendam meu silêncio. Primeiro, para não ser penalizado, nestes tempos de caça às bruxas, onde até o simples direito de manifestar qualquer opinião que não seja a da grande mídia corrompida e partidária, também, porque a idade vai ensinando, que melhor do que estar certo, é ser feliz, mesmo que padecendo com a revolta, a indignação, e o inconformismo. Também, porque já me alongo nesta fala, e não gostaria de deixar a má impressão de ser inconveniente. Voltemos nossas forças ao retorno ao trabalho. Deixemos de viver conduzidos como um rebanho para o matadouro daqueles que veneram a morte, que propagandeiam o quanto pior melhor. Desprezemos, pois, o irresponsável, o covarde e picareta de ocasião, que afirme “fique em casa”, “não procure socorro médico com sintomas leves”, “não sobrecarregue o sistema de saúde”. É. Paciência, senhores. Os tempos realmente são estranhos. Mostremos nós, trabalhadores do serviço público, responsabilidade com os deveres e obrigações com aqueles que representamos. E, por isto mesmo, retornemos com segurança, pondo fim à esquizofrenia e à palhaçada midiática fúnebre, honrando nosso salário e nossas obrigações, assim como fazem os trabalhadores da iniciativa privada, que precisam laborar para sobreviver, e não vivem às custas da viúva estatal, com salários garantidos no fim de cada mês.”

Fonte: CONJUR

 

Ocupação da rede hospitalar para a covid-19 atinge 82% em São Luís e o governo admite mortes

              O avanço dos casos de covid-19 no Maranhão tomando sérias proporções. Em São Luís a rede hospitalar destinada especificamente para os casos de internação já supera os 82% e no interior ela se aproxima dos 90%, o que mobiliza o Governo do Estado a ampliar o número de leitos na capital e no interior. A Secretaria de Estado da Saúde admite o registro de crescimento de óbitos e faz uma revelação de que agora, os casos não são mais acentuados de pessoas idosas, mas de pacientes que variam entre 30 e 50 anos, o que é mais preocupante, uma vez que as contaminações podem estar sendo levadas para as famílias por pessoas jovens que circulam muito e até de maneira indiscriminada.

O governo recuou ontem da suspensão de eventos de porte até para 150 pessoas, que a princípio seriam suspensos por 14 dias, mas devido argumentos de empresários a Secretaria de Estado adiou, mas observou que o assunto será objeto de uma avaliação mais acentuada com o Ministério Público.

Se o Governo do Estado adotar medidas restritivas e depois recuar para avaliações, começará a dar margem para que as pessoas tratarem o sério problema com indiferença, daí a necessidade de tomada de posição, passando antes por entendimentos com empresários.

A maior preocupação das autoridades está nos casos de óbitos que podem ser acentuados, mas muitos esforços estão sendo concentrados para evitar um processo de maior amplitude na pandemia tanto na capital e no interior.

 

 

O mau exemplo do STF na pandemia: aglomeração, omissão de diagnóstico e tentativa de furar fila

Atuante para impor limites ao presidente Jair Bolsonaro e na definição de parâmetros para as políticas públicas contra a Covid-19, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Judiciário no geral também deram inúmeros maus exemplos no combate à pandemia.

O Supremo acabou com as sessões presenciais ainda em abril, mas a migração para o modelo virtual não evitou totalmente as aglomerações. A posse do ministro Luiz Fux na presidência do tribunal em setembro, por exemplo, contou com a presença de 48 convidados no plenário do tribunal, fora assessores, seguranças e jornalistas que ficaram nas dependências do STF.

Dias depois da solenidade, ao menos oito autoridades testaram positivo para a Covid-19. Após a cerimônia, Fux ainda recebeu pessoas próximas para um coquetel no gabinete da presidência. A ministra Cármen Lúcia estava presente na posse e também contraiu a doença. A magistrada, no entanto, não confirmou oficialmente o diagnóstico. Meses depois, em uma palestra, ela admitiu ter sido infectada pela Covid-19, mas não deu detalhes de quando foi nem dos sintomas que teve.

Em novembro, foi a vez da posse de Kassio Nunes Marques como ministro do Supremo. Devido à repercussão negativa da cerimônia presencial de Fux, a assessoria do tribunal anunciou que a posse de Kassio seria virtual. No dia, porém, dez autoridades estiveram no plenário da corte, além de assessores, seguranças e integrantes da imprensa que ficaram do lado de fora. Cinco dias depois, o ministro Alexandre de Moraes, que estava na solenidade, testou positivo para a Covid-19.

Em outro episódio polêmico, o Supremo pediu para o Instituto Butantan e para a Fiocruz a “reserva” de doses para vacinar 07 mil funcionários do tribunal e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), desconsiderando a ordem prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação. A solicitação foi feita no fim de novembro, antes mesmo de a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ter aprovado o uso emergencial dos imunizantes.

Para justificar o requerimento, o STF afirmou que a vacinação de seus funcionários seria “uma forma de contribuir com o país nesse momento tão crítico da nossa história”.

O instituto paulista não se pronunciou a respeito. A Fiocruz, por sua vez, emitiu uma nota para afirmar que trabalha para garantir a produção nacional dos imunizantes, sem previsão de prioridade para qualquer órgão. “A produção dessas vacinas será integralmente destinada ao Ministério da Saúde, não cabendo à fundação atender a qualquer demanda específica por vacinas”, ressaltou.

Na época, o STF negou que a solicitação representasse uma tentativa de ministros e servidores furarem a fila da imunização. O Supremo alegou que pretendia ter as vacinas “sem qualquer intenção de obter prioridade na imunização em relação ao restante da população”.

Dias depois de revelada a notícia sobre o pedido de “reserva” das vacinas, porém, o secretário de Serviços Integrados de Saúde do Supremo, Marco Polo Freitas, foi demitido do cargo.

Movimentação similar em relação aos imunizantes ocorreu no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O segundo tribunal mais importante do país também requisitou, sem sucesso, a reserva das vacinas aos institutos. Além disso, o ministro João Otávio de Noronha, que presidiu o STJ até agosto de 2020, foi criticado por ter sido um dos anfitriões do casamento da sua filha, a advogada Ana Carolina, que teve 150 convidados em setembro último.

Diversas autoridades estiveram presentes e fotos circularam nas redes sociais de pessoas sem máscara no evento.

As instâncias inferiores do Judiciário também acumularam maus exemplos na pandemia. O desembargador do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) Eduardo Siqueira ficou famoso após ser flagrado humilhando um guarda civil que havia o multado por não estar de máscara em local público.

Toda a abordagem foi filmada pelos guardas, e as imagens viralizaram na internet. O magistrado chamou o agente de fiscalização de “analfabeto”, rasgou a multa e ainda tentou se livrar da punição comunicando o fato ao secretário de Segurança Pública da cidade. Cinco dias depois, ele pediu desculpas. Siqueira foi afastado do cargo pelo CNJ e o STJ abriu um inquérito para apurar a conduta do magistrado.

Em 14 de janeiro último, porém, o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu a tramitação da investigação sob o argumento de que o direito de defesa de Siqueira não foi respeitado porque ele não foi avisado do julgamento do STJ que determinou instauração do inquérito.

Também virou notícia a juíza Ludmila Lins Grilo, que atua em Buritis (MG), por ter publicado vídeo na rede social em que ensina os seguidores a burlar o uso de máscara.

Além disso, ela estimulou as aglomerações. Em uma publicação, a magistrada mostra pessoas caminhando em um ponto turístico de Búzios (RJ), sem respeitar o distanciamento social, e elogia: “Uma cidade que não se entregou docilmente ao medo, histeria ou depressão. Aqui, a vida continua. Foi maravilhoso passar meu Réveillon nessa vibe”.

Durante a pandemia, o Supremo impôs várias derrotas ao presidente Jair Bolsonaro e criticou medidas do governo federal que desestimulavam a população a seguir as normas indicadas pelas autoridades sanitárias, como o distanciamento social.

Em uma das decisões mais importantes sobre o tema, a corte reduziu os poderes do Executivo federal ao declarar que a competência concorrente de estados, municípios e União para enfrentar a propagação da doença. Assim, estabeleceu que governadores e prefeitos têm poder para decretar medidas de isolamento social, independentemente da posição contrária do governo federal.

A Folha questionou as medidas que o STF vem adotando para enfrentar a pandemia e perguntou sobre a aglomeração causada na posse de Fux na presidência. A corte reiterou o compromisso em respeitar as recomendações das autoridades de saúde e se limitou a listar as ações de combate à Covid-19 que vem desenvolvendo.

“Desde o início da pandemia, 80% dos servidores e colaboradores do tribunal estão em trabalho remoto em respeito às recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, para evitar a disseminação da COVID-19”.

E completou: “Além disso, as sessões do STF devem seguir por videoconferência, de forma virtual, no primeiro semestre de 2021 para proteção da saúde de servidores e magistrados”. A reportagem também questionou detalhes sobre o diagnóstico da ministra Cármen Lúcia, mas não obteve resposta.

Matheus Teixeira / Folha de São Paulo

 

Flavio Dino excluiu o carnaval, ampliou a prevenção à covid-19 e surgem polêmicas

Depois de ter anunciado a proibição do carnaval em todo o Estado do Maranhão, o governador Flavio Dino decidiu também ampliar o enfrentamento às aglomerações, daí é que as chamadas prévias carnavalescas bem marcantes em São Luís, inclusive com eventos tradicionais realizados apenas no período que antecede o período gordo do carnaval.

O Governo do Estado em parceria com o Ministério Público suspenderam a realização de prévias do carnaval em conhecidos estabelecimentos, que funcionam também como bares, restaurantes e casas de drinks. A justificativa é que a covid-19 ganhou um avanço bastante preocupante, uma vez que em São Luís, a capacidade de hospitalização de pessoas infectadas com o vírus chega a um pouco mais de 80%.

Donos de estabelecimentos comerciais e empresários que trabalham exclusivamente com o carnaval estão, insatisfeitos em razão de irão para mais um período de sacrifício e consequentemente continuarão acumulando dificuldades e admitem que não têm qualquer perspectiva de subsistência. Eles vão quebrar com a total falência, advinda desde restrições de outros eventos, principalmente os do fim do ano passado.

Os empresários insatisfeitos destacam que por terem locais definidos, pagarem impostos e serem submetidos a todo tipo de fiscalização, são os mais prejudicados, enquanto muita gente à revelia dos princípios emanados da lei fazem arrumações em diversos locais improvisados e com facilidade promovem aglomerações.

Embora as autoridades tentem negar os crescentes casos,  principalmente em São Luís, tiveram origem nas aglomerações das eleições municipais para o segundo turno, quando o próprio governador Flavio Dino, incentivou a campanha do seu candidato e as aglomerações foram muitas e neste período não houve trégua das autoridades para o fique em casa. As comemorações dos vitoriosos e logo a seguir o natal e réveillon foram no embalo e os frutos estão sendo colhidos agora. Á época inúmeros infectologistas e epidemiologistas de São Luís fizeram advertências do sério risco e que geralmente depois de três a quatro semanas os casos de infecção começariam a surgir de maneira acentuada, o que estamos vendo agora.

 

 

 

 

Justiça proíbe segunda dose da vacina para quem furou a fila em Manaus

Magistrada determinou, ainda, que o município informe todos os dias a lista de vacinados.

A juíza Federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, titular da 1ª vara Cível da SJ/AM, determinou que quem furou a fila para tomar a vacina em Manaus não terá direito à segunda dose até que chegue a vez segundo o cronograma. A magistrada determinou, ainda, que o município informe todos os dias a lista de vacinados.

Os Ministérios Públicos Federal, do Trabalho, do Estado do AM, junto com o Tribunal de Contas e as Defensorias Públicas da União e do AM ajuizaram ação afim de que o município de Manaus divulgue, diariamente, até às 22hs, a relação das pessoas vacinadas até as 19hs do dia respectivo.

Ao analisar o caso, a juíza observou que é fato público e notório os inúmeros desvios na distribuição e aplicação das vacinas que vem ocorrendo na cidade de Manaus, sendo destaque no noticiário nacional.

A magistrada contou que por meio de inspeções detectou irregularidades na aplicação dos imunizantes, tais como o recebimento a menos do que o necessário para imunizar os profissionais da saúde, aplicações em médicos recém formados que haviam iniciado o trabalho há um dia nas UBSs e advogados e donos de empresas que não pertencem à “fila 1” foram vacinados.

Para a magistrada, a secretária de Saúde que também foi apontada por furar a fila da vacina não possuía o direito à imunização.

“Somente por ser secretária de Saúde, não possui ela o direito à vacina se não estiver na linha de frente de combate à covid-19. Visitar unidades de saúde não é estar na linha de frente. (…) O juízo NÃO ACEITARÁ DESCULPAS de qualquer PRIVILEGIADO.”

Quanto aos empresários que também furaram a fila, a juíza ressaltou: “Se todo proprietário de empresa de alimento tiver o mesmo direito, nenhum profissional de saúde terá mais vacina. Os profissionais de alimento que porventura terão direito são os que servem os doentes nos quartos, que estão na linha de frente e tem contato com o vírus.

“É lógico que sócios de empresas, seus filhos, seus parentes não são linha de frente, até que provem o contrário. Nenhum hospital privado recebeu a vacina e lá existem milhares de profissionais linhas de frente. Mais, Até agora os profissionais do SAMU, que transportam e realizem primeiros socorros a pacientes-passageiros quase asfixiados e completamente contaminados não foram vacinados… para que o empresário e sua esposa recebessem a vacina. Completamente teratológico.”

Assim, a magistrada determinou que o município de Manaus divulgue diariamente, até às 22hs, em seu sítio na internet, a relação das pessoas vacinadas até as 19 horas do dia respectivo, sob pena de multa diária no valor de R$ 100 mil.

A juíza determinou, ainda, que para os casos de pessoas que tomaram indevidamente a vacina, ficam todos proibidos de tomar a segunda dose, podendo ficar sujeitos à prisão em flagrante delito em caso de insistirem no ilícito.

Migalhas