Psiquiatras alertam para ‘tsunami’ de problemas de saúde mental em meio à pandemia

Os médicos estão particularmente preocupados com o fato de crianças e idosos não receberem o apoio de que precisam devido ao fechamento de escolas, ao isolamento social e ao medo de hospitais. Fatores como a solidão, o medo da covid-19 e incertezas quanto ao futuro agravam doenças mentais pré-existentes e criam novos problemas para pessoas até então saudáveis.

Em uma pesquisa feita no Reino Unido, os psiquiatras relataram aumento no número de atendimentos de emergência relacionados à doenças mentais e uma queda nas consultas de rotina. Eles afirmam que muitas pessoas deixaram de procurar ajuda mesmo com os serviços de saúde mental, ainda abertos, e por isso acabaram chegando ao ponto em que atendimentos de emergência foram mais necessários.

‘Os pacientes evaporaram’            

“Já estamos vendo o impacto devastador da covid-19 na saúde mental, com mais pessoas em crise”, diz a professora Wendy Burn, presidente do Royal College of Psychiatrists (Colégio Real de Psiquiatras), no Reino Unido.

“E estamos muito preocupados com as pessoas que precisam de ajuda agora, mas não estão conseguindo. Nosso medo é que o ‘lockdown’ (fechamento total de comércio e serviço) esteja fazendo com que as pessoas guardem problemas que poderiam levar a um ‘tsunami’ de doenças mentais depois”. A pesquisa da instituição, feita com 1.300 médicos de saúde mental de todo o Reino Unido, constatou que 43% haviam visto um aumento em casos urgentes, enquanto 45% relataram uma redução nas consultas de rotina.

“Na psiquiatria da velhice nossos pacientes parecem ter evaporado, acho que as pessoas têm medo demais de procurar ajuda”, disse um psiquiatra. Outro escreveu: “Muitos de nossos pacientes desenvolveram distúrbios mentais como resultado direto da interrupção da rotina gerada pelo coronavírus, do isolamento social, do aumento do estresse e da falta de remédios”.

“Estamos preocupados que crianças e jovens com doença mental que possam estar com dificuldades não estejam recebendo o apoio de que precisam”, diz Bernadka Dubicka, que preside a faculdade de psiquiatria infantil e adolescente do Royal College of Psychiatrists. “Precisamos passar a mensagem e deixar claro que os serviços ainda estão abertos.”

Tanto do Reino Unido quanto no Brasil, o atendimento psicológico continua funcionando e pode inclusive ser feito à distância, através de plataformas de videochamada. No entato, o uso da tecnologia para chamar um médico durante o bloqueio é difícil para algumas pessoas mais velhas, explica Amanda Thompsell, especialista em psiquiatria para idosos. Idosos também costumam ser “relutantes” em procurar ajuda, e sua necessidade de apoio à saúde mental provavelmente é maior do que nunca, diz ela.

‘Prioridade clara’

A instituição de saúde mental Rethink Mental Illness disse que as preocupações levantadas pelos especialistas são apoiadas por evidências de que as pessoas estão convivendo com mais doenças mentais. Em uma outra pesquisa feita no país, a maioria das pessoas disse que sua saúde mental piorou desde o início da pandemia, devido à interrupção de rotinas e estretégias que elas utilizavam para controlar problemas de saúde mental como depressão, ansiedade, pânico, entre outros.

“O NHS (sistema de saúde público do Reino Unido) está fazendo um trabalho incrível nas circunstâncias mais difíceis, mas a saúde mental deve ser uma prioridade clara”, diz Danielle Hamm, da instituição de caridade. “É preciso investimentos para garantir que os serviços possam lidar com esse aumento antecipado da demanda. “Segundo ela, sem o atendimento adequado no momento, pode levar anos para que algumas pessoas se recuperem dos problemas mentais gerados pela pandemia.

BBC MEWS

 

Jurista questiona: Quem julgará o STF?

Em mais uma análise para a TV Jornal da Cidade Online, o jurista Henrique Quintanilha alerta que, de dentro do STF estão partindo açoites, ataques, achaques ao poder presidencial, não só ao presidente, mas também aos ministros de estado, em um desrespeito sem precedentes.

Mas, segundo ele, quem tem condições, tem poder dentro da república brasileira, para julgar, punir e, se for o caso, prender por crime os ministros do Supremo Tribunal Federal?

“Quem julga o Supremo é o próprio Supremo! A única instância, fora o Supremo, que julga os ministros togados é o Senado Federal. Por isso já entramos com pedido de impeachment contra Dias Toffoli, por crime de responsabilidade”, explicou Quintanilha.

O que motivou o jurista a entrar com pedido de impeachment do ministro Dias Toffoli foi o episódio ocorrido em fevereiro de 2019, quando o então presidente do STF anulou, de madrugada, decisões de 50 senadores (de 81, ou seja, a maioria), e decidiu que o voto seria fechado na eleição para presidência do Senado, acatando pedido de Renan Calheiros.

O jurista relembra também recentes ações arbitrárias de outros ministros do STF, como Alexandre de Moraes, que vetou a indicação de Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal. Ou ainda a decisão de Celso de Mello, de ordenar que os depoimentos dos generais Augusto Heleno, Braga Neto e Luiz Eduardo Ramos sejam tomados até por ‘condução coercitiva’ ou ‘debaixo de vara’.

“Os ministros generais são pessoas sérias, pessoas dedicadas à Pátria. O STF não tem tempo de julgar o processo do cidadão comum, gastam dinheiro com lagosta, motoristas, com mil privilégios. Eles estão forçando o sistema. Ministro Celso de Mello comete mais uma afronta à Constituição, é mais um ministro cometendo crime de responsabilidade. E sabe por que eles fazem isso? Eles fazem isso porque se sentem impunes, sentem que podem fazer o que eles querem, se sentem acima da Constituição da República Federativa do Brasil, se sentem melhor do que todos nós, como Sergio Moro se sentiu, a ‘juizite’, o ego, a vaidade da toga! Ou será recalque por não ser presidente da República? Ou será por que Bolsonaro terá dois cargos de ministro para nomear, e estão querendo que Bolsonaro perca as estribeiras e decrete um ato mais firme?”, questiona Henrique Quintanilha.

Jornal da Cidade Online

Flávio Dino criticou Bolsonaro por cloroquina e liberou o medicamento no Maranhão

Flávio Dino anunciando a hidroxicloroquina no combate ao Covid-19

O governador comunista do Maranhão, Flávio Dino, em live realizada nesta quinta-feira, 14, anunciou as novas medidas de seu governo no enfrentamento da pandemia de coronavírus.

Entre as ações anunciadas pelo governador, está a utilização da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, junto com outros medicamentos como a azitromicina, ivermectina e Koid 4.

“Nós vamos garantir exames, tomografia e medicamentos. Há uma dúvida sobre quais medicamentos, os medicamentos que a rede estadual oferta são aqueles que ali estão, inclusive a cloroquina”, disse o governador.

Flávio Dino já criticou publicamente o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, pela indicação ao uso da cloroquina.

Segundo o comunista, o presidente defendia o fármaco, por não “saber o que fazer”.

“Debate político sobre cloroquina é mais um erro de Bolsonaro. Se médicos não quiserem prescrever o remédio, ele vai substituí-los? Mandar prender? O remédio já existe e está disponível. Como outros, em teste no mundo. Sem saber o que fazer, Bolsonaro perde tempo e energia”, escreveu o governador em suas redes sociais, no dia 08 de abril.

Confira:

Publicação de Flávio Dino no Twitter

Em outra publicação, Flávio Dino sugeriu a Bolsonaro que deixasse a cloroquina de lado, ‘para os médicos’.

Confira:

Publicação de Flávio Dino no Twitter

Para justificar sua mudança de posicionamento, Flávio Dino tentou se isentar da decisão.

“O governador não decide sobre isso, quem decide são os médicos. Então isso não é assunto de luta ideológica, isso não é assunto de luta política, no caso do Maranhão”, disse.

E finalizou:

“Não sou eu quem prescrevo [os medicamentos]. Mas garanto a vocês, estão assegurados os medicamentos que os médicos dizem que podem ser eficazes no enfrentamento do coronavírus.”

 Jornal da Cidade Online

A conta um dia vai chegar e terá que ser endereçada ao STF

Bolsonaro edita decreto, ampliando a relação do que sejam atividades essenciais, para efeito de reabertura gradual do comércio, praticamente fechado há quase dois meses.

Motivo obvio: empresas quebrando, desemprego jorrando, necessidades básicas – dentre as quais, de se alimentar – inflando. Afinal, não há como se dizer para cidadãos que perderam o emprego, estão proibidos de trabalhar e passam fome, que o governador ou prefeito tal mandou fechar tudo, porque estava “preocupado” com a “preservação” da “saúde” do povo. Misto de deboche com sarcasmo.

O fato é que o presidente da República teve a sua competência de criar normas gerais para a defesa da saúde (CF,24,XII,p.1) arbitrariamente usurpada pelo STF, na fatídica decisão que outorgou a governadores e prefeitos o poder constitucionalmente inexistente de fazerem o que lhes desse na telha, no âmbito de seus feudos estaduais e municipais.

A ordem na federação, cuja linha mestra compete à União fixar via construção de normas gerais (pelo presidente da República ou Congresso Nacional), foi supremamente vilipendiada. E – pasmem – acatada pelo Poder Executivo. O sistema de freios e contrapesos está definitivamente emperrado.

Com o Estado de Direito subvertido implícita e institucionalmente pelo STF, não surpreende, p.ex., ver um governador editar decreto, impedindo pessoas de trabalharem para o autossustento e de suas familias, restringindo ou suprimindo a liberdade de ir e vir, impondo multas ou mesmo prisões, por crimes absolutamente inexistentes.

O Congresso Nacional, a quem a CF/88 atribuiu o poder de legislar sobre direito do trabalho, comercial, civil e penal (CF,22,I), ou o Poder Executivo, naquilo que lhe compete normatizar em tais matérias quando houver relevância e urgência (CF,62), tornaram-se instituições irrelevantes. A ditadura da toga está escancarada. Não precisa de outros para lhe atrapalharem.

Essa síntese denota o seguinte: o Brasil, como Estado Democrático e de Direito, acabou. Só não enxerga isso quem não quiser ou for intelectualmente desonesto. O Poder Executivo transformou-se um Poder meramente nominal. O presidente da República, politicamente resiliente, virou espécie de boneco Bob ou de João bobo achincalhado, que só não é esvaziado de vez, porque tem as Forças Armadas o enchendo de ar.

Estas, as Forças Armadas, também falharam até agora em sua missão maior: não conseguem perceber que o golpe institucional dado veladamente pelo supremo junto à oposição vencida, usurpando a soberania popular com o falso verniz de juridicidade, já se consumou. E sem a violência física que elas, Forças Armadas, ainda anacronicamente pressupõem como o único motivo justificativo para atuarem na defesa do regime democrático e da Constituição.

Apoiados na mais grave mentira jurídico-doutrinária em vigor, engolida acriticamente como “correta e incontestável” pelo presidente, por generais, congressistas, e toda a população (“o STF tem a última palavra sempre”), os onze golpistas valeram-se do defraudamento constitucional, via manipulação de princípios e simultâneo desprezo pelas regras. Não erram nunca. O que dizem é “divino” (ou luciferiano). Independência entre Poderes (CF,2) e o dever de não cumprir ordens ilícitas e criminosas?

Bom, se advierem de ministros, aí, não: a subserviência do Executivo passa a ser obrigatória; caso contrário, o presidente estaria cometendo “crime de responsabilidade” (segundo a visão normativa idílica e inconsciente da qual se retroalimentam). Como se não fosse paradoxal e subversiva da ordem democrática, um ministro do STF, produtor de ato judicial criminoso e dirigido ao chefe do Poder Executivo que deveria respeitar, qualificar o devido descumprimento da aberração pelo presidente da República como “crime de responsabilidade”!

Incrivelmente, suas excelências não enxergam já terem infringido os art.17, 18 e 23,I, da lei 7170/83 (crimes contra a segurança nacional) “n” vezes. Menos ainda admitem ter em mente que o art.142, da CF, foi redigido exatamente para encerrar menosprezos pelas regras (constitucionais e legais) e desordens daí oriundas, que levem ao caos. Parecem também lavar as mãos em relação aos abusos de autoridade e condutas totalitárias que vêm adotando governadores e prefeitos país afora, ignorando serem, os onze, a causa-mor do racha na harmonia normativa da federação. Sem problema. A conta chegará. E será alta, pois a semeadura é livre, mas a colheita, obrigatória. A conferir.

Renato R. Gomes. Mestre em Direito Publico. Escritor. Ex-oficial da MB (EN90-93)

 

Agências da ONU debatem o papel do Judiciário contra Covid-19 nas prisões

O país deve olhar para as populações mais vulneráveis, inclusive, aquelas sob custódia do Estado”, disse a coordenadora da Unidade de Paz e Segurança do PNUD Brasil, Moema Freire

O papel do Judiciário para evitar contaminações em massa do novo coronavírus no sistema prisional e no socioeducativo foi destacado por agências das Nações Unidas em uma série de reuniões virtuais promovidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na última semana. Os encontros reuniram cerca de 600 participantes, incluindo magistrados de tribunais de todo o país, para discutir ações voltadas a um posicionamento uniforme do Judiciário diante do desafio do novo coronavírus no contexto de privação de liberdade.

“Dada a gravidade do momento, o CNJ está trabalhando de forma alinhada com os tribunais dentro das melhores práticas consensuadas na comunidade internacional”, pontuou o supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ), conselheiro Mário Guerreiro. Para o coordenador do DMF, juiz Luís Geraldo Lanfredi, o diálogo de alto nível com organismos internacionais é mais uma ferramenta para reforçar o compromisso do Judiciário com a proteção de direitos básicos, observando as situações específicas da Covid-19 nos espaços de confinamento.

Parceiro do CNJ na implementação do programa Justiça Presente desde janeiro de 2019, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) abordou o impacto da Covid-19 nos níveis de desenvolvimento social e econômico dos países, destacando o protagonismo da Justiça na resposta à pandemia e na mitigação de seus piores efeitos. “O Poder Judiciário tem papel importante na agenda de progresso e de desenvolvimento. O país deve olhar para as populações mais vulneráveis, inclusiva aquela sob custódia do Estado”, disse a coordenadora da Unidade de Paz e Segurança do PNUD Brasil, Moema Freire.

Ao recordar o lema “Não deixar ninguém para trás”, a representante do PNUD destacou a importância da atuação preventiva e protetiva nos sistemas carcerário e socioeducativo durante a crise, priorizando o foco nas pessoas, o compromisso com a prevenção de novas exclusões de grupos mais vulneráveis e a observância de compromissos de direitos humanos, incluindo acesso a saúde e proteção social. Ela também elencou como essenciais a inovação, a proteção do público-alvo e dos servidores e a preparação para futuras fases da doença.

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), que atua no Justiça Presente nas ações sobre audiências de custódia, destacou as adaptações nas atividades durante a pandemia para qualificar a porta de entrada do sistema prisional. Entre as medidas que foram adotadas considerando a suspensão de audiências de custódia em todo o país, estão o fluxo junto aos magistrados para análise qualificada do Autos de Prisão em Flagrante (APF) e o formulário sobre fatores de risco para a doença, a ser preenchido pelas autoridades policiais após prisões em flagrante.

O UNODC também ressaltou os tratados internacionais que devem ser observados no contexto de privação de liberdade, notadamente as Regras Mínimas da ONU para o Tratamento de Presos, conhecidas como Regras de Mandela. “A prevenção e o controle da Covid-19 nas prisões não são suficientes. É preciso empreender esforços para reduzir o número de entradas de novas pessoas e promover a liberação de categorias específicas de presos –como propõe o CNJ na Recomendação 62/2020”, disse o representante do UNODC, Nívio Nascimento.

Saúde e direitos básicos

A Organização Mundial de Saúde, por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (OMS/OPAS), lembrou da situação de vulnerabilidade das pessoas privadas de liberdade frente à Covid-19. “ A ausência de medidas de controle no sistema prisional pode representar risco para toda a comunidade”, informou o médico infectologista Victor Bertollo. Em apresentação conjunta com a consultora em direitos humanos Akemi Kamimura, foram indicadas medidas técnicas para a proteção de servidores e pessoas privadas de liberdade – nas unidades prisionais, o grau de suspeita para a Covid-19 deve ser considerado alto.

Outro ponto-chave para o combate à pandemia intramuros, segundo a OMS, é o repasse de informações de autocuidado e medidas para evitar a estigmatização de pessoas com Covid-19. Na estratégia para saúde mental, é importante garantir contato com familiares, mesmo que de forma eletrônica, já que na maioria dos estados estão suspensas as visitas.

Quarta agência a participar dos diálogos com juízes e desembargadores de todo o país, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) destacou a garantia de direitos no contexto da pandemia. “Essa pandemia nos mostra que ninguém é independente dos outros, estamos todos interligados, e mesmo as pessoas privadas de liberdade podem ter papel fundamental na limitação da pandemia”, afirmou, desde Genebra, o secretário do Subcomitê da ONU para a Prevenção da Tortura, João Nassaf, acompanhado do oficial de Direitos Humanos Andrés Perez e da assessora de Direitos Humanos Angela Pires Terto.

Para a ACNUDH, o poder público – inclusive o Judiciário – deve fazer avaliação de riscos para identificar os mais vulneráveis dentro do sistema, além de adotar medidas para reduzir a populações carcerárias, em particular os presos que ainda não foram condenados e se enquadram no preceito da presunção de inocência. A entidade ainda destacou o papel do Judiciário para coibir tortura e maus-tratos no contexto de privação de liberdade, evitar mais danos que os causados pela pandemia, e garantir um isolamento que não signifique a violação de condições dignas e humanas, como o isolamento em solitárias.

Sobre os encontros virtuais

O objetivo dos encontros regionais foi discutir ações coordenadas para um posicionamento efetivo e uniforme do Judiciário diante do desafio do novo coronavírus, incluindo o fortalecimento dos fluxos de coleta de informação no Judiciário para o acompanhamento e fiscalização de medidas e monitoramento de casos da Covid-19 no sistema prisional. As reuniões aconteceram ao longo da semana passada, contando com delegações de todos os tribunais das regiões Norte (4/5), Nordeste (6/5), Sudeste (7/5) e Centro-Oeste e Sul (8/5) e reuniram mais de 600 participantes vinculados aos respectivos GMFs locais.

Fonte: CNJ

 

Cloroquina é medicamento barato, sem patente e desestimula governadores e prefeitos

Eu não sou médico. Não tenho capacidade alguma para receitar um Tylenol para alguém assim como também, diferente da vasta maioria das autoridades de redes sociais, não tenho acesso às reuniões do Planalto, portanto não faço a menor ideia do que ocorre dentro destas quatro paredes, infelizmente.

Porém, como brasileiro, pagador de impostos, e por ser um cidadão sem nenhum estúpido viés partidário, tento manter-me bem informado e atento aos assuntos do cotidiano, então deixo aqui apenas uma opinião, enquanto ainda nos permitem dá-la, para ser analisada por colegas de inteligência considerável.

Hospitais como o da Prevent, que atende em seu quadro mais de 90% de idosos, tem se utilizado da cloroquina desde o surgimento da pandemia, obtendo sucesso realmente favorável na cura e recuperação de seus pacientes. Outros hospitais particulares vêm adotando as mesmas medidas.

Doutor David Uip se curou com cloroquina, assim como seu colega, doutor Kalil, que assumidamente utilizou o medicamento e afirmou que se livrou de uma UTI, graças aos efeitos do remédio.

Pelo que consta, em registro que qualquer pessoa pode ter acesso, o remédio era vendido sem restrições, em qualquer farmácia, antes da pandemia, e até grávidas poderiam tomar.

Pacientes com lúpus, artrite e alguns tipos de reumatismo, utilizam o remédio sob prescrição médica já há décadas.

Tomo aqui a liberdade de expor meu humilde pensamento sobre a cloroquina:

1-Se não há até então NENHUM medicamento 100% eficiente na cura do Covid 19, mas a cloroquina é um dos que tem funcionado muito bem, por que boicota-la?

2- Se hospitais particulares, e até médicos que foram contaminados, prescrevem o medicamento, por que não o SUS?

3- O fato de ser um medicamento barato não o torna “dispensável” e “desinteressante” a governadores e prefeitos que estão HIPERFATURANDO, sem nenhum pudor, as compras sem licitações nesta pandemia, enriquecendo, em meio a uma tragédia, seus bolsos e cofres de seus partidos?

4- O fato da cloroquina não ter patente e por isto não gerar grandes lucros a laboratórios, será que não tem nenhuma relevância?

5- E se, é apenas uma suposição, o tal remédio barato tem realmente este poder de cura? Não jogaria pelo ralo todo o alarmismo da imprensa e acabaria com a farra da corrupção em cima da tragédia humana?

O fato é que o maior problema, ao meu ver, é a possibilidade remota de opositores terem de dar razão a Bolsonaro, o eterno malvadão, já que mesmo sem ser médico, vem citando a cloroquina bem antes de todo alarde da doença, porém sendo boicotado descaradamente pelo STF, que pergunto:

Alguém realmente, a esta altura do campeonato, acha que estes 11 magistrados se importam com a população?? Você realmente confia no STF??

O que seria de governadores, como o de SP, que estão destruindo a economia de seus Estados, de forma cruel, desenfreada e sem nenhum argumento válido, enquanto superfaturam, ao que se investiga, respiradores, máscaras, aventais, etc…

Qual sentido lógico em proibir pessoas de dirigir seus próprios veículos, mas joga-las em trens e ônibus completamente lotados e com altíssimo risco de contaminação?

A você, que estupidamente continua com este viés político partidário e anti-democrático numa situação destas, resta apenas lamentar, pois graças à esta sua arrogância imbecil, famílias estão sem emprego, sem dinheiro, sem comida, arriscando-se para conseguir trocados, enquanto você, completo retardado mental, grita incansavelmente: Fora Bozo!

O problema está muito além do Covid 19 e do presidente que você odeia. Se TODA reunião de governantes fosse realmente pública e de acesso a todos cidadãos, talvez você começasse a compreender realmente os fatos e os reais vilões desta história.

Mas até lá, somos apenas ignorantes achando que realmente sabemos de tudo.

Abra os olhos, enquanto ainda lhe é permitido!

Texto publicado originalmente na página parceira Toca do Lobo.

 

STF autorizou R$ 44 milhões do Fundo da Petrobrás ao Maranhão para o covid-19

De acordo com determinação do ministro Alexandre de Moraes, os Estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso, que receberam um total de R$ 150 milhões, terão a responsabilidade de fazer a aplicação dos recursos no enfrentamento expressamente ao convid-19, não podendo haver qualquer desvio de finalidade sob pena de responsabilização dos governadores. A prestação de contas será fiscalizada por órgãos de controle federais.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, homologou nesta quinta-feira (14) a proposta de ajuste para que os estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso possam usar os recursos do fundo da Petrobras no combate à pandemia do coronavírus.

No pedido autorizado nesta quinta-feira, o estado do Mato Grosso pediu que R$ 79 milhões fossem repassados. Já Tocantins disse que recebeu R$ 29 milhões. E o estado do Maranhão afirmou que recebeu a quantia de R$ 44 milhões, referentes aos recursos do Fundo Petrobrás.

De acordo com a decisão, os estados deverão comprovar a efetiva utilização do montante autorizado no combate expresso a covid-19. Em abril, o ministro já havia autorizado o estado do Acre a usar R$ 32,7 milhões do fundo.

O valor é parte do fundo criado a partir de multa acertada pela Petrobras com autoridades dos Estados Unidos por desvios apurados na operação Lava Jato. Inicialmente, o fundo de R$ 2,6 bilhões seria dividido da seguinte maneira: R$ 1 bilhão para os incêndios florestais da Amazônia e R$ 1,6 bilhão para a educação.

CNN Brasil

 

 

Flavio Dino é um dos governadores que pressionam Bolsanaro por R$ 60 bilhões para os estados.

A presunção de que o presidente Jair Bolsanaro pretende usar o pacote de socorro aos estados como moeda de troca, para conseguir a flexibilização da quarentena provocou reação de governadores. Reunidos ontem numa live do Observatório da Democracia — instituição que reúne sete fundações partidárias— os governantes criticaram a postura do governo federal. Conforme o GLOBO revelou, Bolsonaro pretende atrelar a liberação de recursos a uma ação coordenada nos estados para iniciar a abertura gradual da economia a partir do próximo mês de junho.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse que a relação com o governo deve “se basear em lealdade, não em chantagens”. Não se trata de interesses pessoais de governadores. Se Bolsonaro quer debater o conteúdo de medidas preventivas, estamos prontos a participar e ouvir as propostas. E evidentemente podemos até concordar com as propostas, desde que tenham base científica e não sejam meros achismos ideológicos — afirmou. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), fez coro e acusou Bolsonaro de “engavetar” o projeto de socorro. O congresso reuniu diversas posições políticas de A a Z e votou o pacote de socorro aos estados e municípios. Passada a urgência dessas duas instâncias democráticas, o presidente simplesmente botou o projeto na gaveta. Isso não é se propor a governar com seriedade. É como se as relações fossem pessoais. Quem de nós não queria estar com o comércio aberto? Não temos alternativa. Temos que valorizar a vida humana — disse.

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) disse o país não pode perder tempo com discussões ideológicas. As medidas de isolamento são determinantes para reduzir o contágio e garantir atendimento no sistema de saúde. O único adversário do Brasil nesse momento deve ser o coronavírus. Precisamos de uma grande união em torno da vida — afirmou.

Para Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo, o país está à deriva. Precisamos aumentar o isolamento evitando aglomerações. A dificuldade é que não há nenhuma coordenação nacional. Não bastasse isso, o presidente procura enfrentamento em todos os assuntos. Jamais pensei que ele fosse fazer enfrentamento à vida —disse.

Os secretários de Fazenda estaduais enviaram uma carta ao presidente Jair Bolsonaro pedindo a imediata sanção do projeto de ajuda aos estados para conter os efeitos da Covid-19. No documento, assinado por representantes de todas unidades da federação, eles expressam preocupação com a demora da sanção, falam das dificuldades para manter os serviços essenciais à população e lembram que o projeto está há uma semana à disposição do presidente.

“É urgente a liberação dos valores do auxílio aprovado nos termos encaminhados pelo Poder Legislativo, ainda que sejam recursos insuficientes para o tamanho das intervenções públicas necessárias nessa crise, considerando, especialmente, o impacto econômico e a consequente queda de arrecadação que compromete a manutenção das atividades essenciais dos estados e municípios”, diz a nota.

Além do socorro de R$ 60 bilhões em transferências diretas, os secretários destacam outros pontos do projeto que dão fôlego aos estados, como suspensão das dívidas e não execução por parte da União das garantias firmadas nos contratos de operação de crédito junto as instituições nacionais e organismos internacionais. Eles não mencionam o reajuste dos servidores públicos, o principal ponto de divergência do pacote de ajuda.

Fonte: Yahoo – Globo

 

No Brasil são 31 mil profissionais da saúde infectados por Covid-19 e no Maranhão quase 700

Em menos de dois meses, 74 médicos morreram no Brasil vítimas de Covid-19 desde o início da pandemia do novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem ao todo 31 mil profissionais de saúde infectados pela doença e 114 mil casos suspeitos.

Para o diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), o médico infectologista Gerson Salvador, faltam condições adequadas que assegurem a saúde dos profissionais que atuam no combate à doença. No Maranhão, o número de infectados se aproxima de 700.

“Não apenas no contexto da pandemia, mas os profissionais de saúde já vivem no limite. Há um grande contigente de profissionais afastados por problemas de saúde mental, doenças relacionadas ao trabalho e a cargas extenuantes. No caso da Covid-19, eles são os mais expostos. Na Espanha, 12% dos infectados são profissionais de saúde e, no Brasil, o número está no mesmo patamar”, disse o especialista em entrevista à CNN neste sábado (16).

Salvador também acrescentou que a falta de equipamentos de proteção individual (EPI) é a reclamação mais recebida pelo Simesp durante o combate ao novo coronavírus. Outro problema, segundo o médico, é a nova demanda das estruturas criadas para receber os pacientes de Covid-19.

“Temos nos serviços de emergência e terapia intensiva um contigente cada vez maior de profissionais sendo afastados e os que restam precisam trabalhar em dobro, tentando dar conta incluvise das demandas dos hospitais de campanha. São os mesmos profissionais que têm que se desdobrar.”

“Temos ciência do nosso compromisso, oferecemos o melhor de nós dentro de um sistema de saúde que não oferece o melhor suporte possível. (…) Temos contado entre os nossos mortos também os médicos e profissionais de saúde”, completou Salvador.

CNN Brasil

 

General Eduardo Pazuello é o ministro da Saúde com o aval político do Centrão

                                   General Eduardo Pazuello assumiu o Ministério da Saúde de forma interina.

– O grupo de parlamentares do Centrão, que se aproximou recentemente de Jair Bolsonaro tem defendido a permanência de Eduardo Pazuello, nomeado hoje ministro interino, no Ministério da Saúde até que acabe a pandemia.

O general, antes secretário-executivo da pasta, assumiria assim um “mandato tampão”. O argumento é que, por ser um militar, Pazuello seguiria as ordens impostas por Bolsonaro sem questionamentos, ao contrário de um médico, como foram os dois ministros anteriores.

O vice-líder de governo e ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP-PR) é um dos que vem defendendo esse ponto de vista a interlocutores. Para o líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), Pazuello é a pessoa ideal para organizar a parte de logística e apoio aos estados, essencial durante a crise do coronavírus.

Fonte: Yahoo