Apreensão de passaporte e CNH de devedores é inconstitucional, diz a Procuradoria da República

Em parecer, Raquel Dodge afirma que não é possível restringir liberdades individuais em razão de dívida civil.

A procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, encaminhou parecer ao STF no qual opinou pela procedência do pedido feito pelo PT na ADIn 5.941. Na ação, o partido requer a declaração de inconstitucionalidade de medidas como a apreensão da CNH e de passaporte, entre outras, como forma de se garantir o pagamento de débitos. Para a PGR, essas medidas representam restrição a liberdades individuais em razão de dívida civil e, por isso, violam a CF/88.

A ação discute os dispositivos do CPC/15 que tratam do conjunto de poderes disponíveis ao juiz para garantir o cumprimento de ordens e decisões judiciais, inclusive as que envolvem obrigações pecuniárias e pagamento de multa. Com o CPC/15, estão previstas medidas atípicas, possibilitando aos juízes inovações como, por exemplo, a apreensão de passaporte ou CNH, além da proibição de dirigir, participar de concurso público ou licitação.

Na ADIn, o PT defende que a adoção de medidas desse tipo para garantir o pagamento de multa afronta o princípio da proporcionalidade, pois liberdades estariam sendo restringidas em razão de dívida civil, o que não é permitido pela Constituição.

O partido pede a declaração de inconstitucionalidade parcial sem redução de texto, requerendo que o STF considere inconstitucional apenas a hipótese de aplicação de medida atípica que viole as liberdades individuais de devedores. Segundo Raquel Dodge, o Brasil apresenta um regime de baixa efetividade dos procedimentos de cumprimento de sentença, e a solução para esse gargalo exigiu uma resposta legislativa e judicial e, por isso, foram previstas as medidas atípicas, que devem ser adotadas quando não é possível obter o cumprimento de uma sentença pelos caminhos típicos.

No entanto, de acordo com ela, medidas como apreensão de passaporte e de CNH para obrigar o pagamento multa “ultrapassam as fronteiras do patrimônio da parte, atingindo suas liberdades fundamentais”. A apreensão de passaporte e de CNH afronta o direito de ir e vir, e a proibição de participar de certames e licitações desrespeita a liberdade de contratar e de escolher livremente a profissão, todos garantidos pela Constituição. A PGR afirma que o CPC/15 diz que o devedor responde com seus bens presentes e futuros para o cumprimento de suas obrigações, salvo restrições estabelecidas em lei. “Dessa forma, garante-se que as liberdades e demais direitos individuais não sejam atingidos em razão do descumprimento do envolvido de deveres patrimoniais”, explica.

Segundo Dodge, é constitucional a cláusula geral que possibilita que o juiz fixe medidas atípicas. Mas ela lembra que o juiz não pode restringir de direitos não patrimoniais do devedor para forçar pagamento de obrigações. “Em um Estado Democrático de Direito, apenas a lei pode autorizar a restrição de direitos não-patrimoniais para o cumprimento de prestações pecuniárias e isso desde que respeitados os direitos fundamentais”. Uma exceção é, por exemplo, a previsão de prisão para quem deixa de pagar pensão alimentícia. Nessa situação, a restrição de liberdade se justifica pelo princípio da dignidade humana, já que alimentos são necessidades básicas. “A liberdade do devedor é, portanto, temporalmente sacrificada para garantir a dignidade de alguém em posição de dependência ou vulnerabilidade”, diz a PGR.

Para a PGR, o STF deve acolher o pedido da ação, para determinar que o juiz pode aplicar, subsidiariamente e de forma fundamentada, medidas atípicas de caráter estritamente patrimonial, excluídas as que importem em restrição às liberdades individuais.

Fonte: Migalhas

 

Combate à corrupção: Missão impossível

Por Sérgio da Costa Ramos

O Brasil começa a acreditar no combate a corrupção

O cidadão crédulo assiste a uma ação organizada pelo novo ministro da Justiça e Segurança – alguém com a história de vida do ex-juiz Sérgio Moro. Agora ao comando de um superministério, responsável por missão aparentemente impossível: o combate sem trégua à corrupção do colarinho branco e a diminuição do número anual de homicídios – incômodo que é recorde e vergonha brasileiras entre os países emergentes de todo o mundo.

Desafio maior: conseguir essa proeza sem quebrar o estado de direito e o rito dos códigos processuais penais. Sua estratégia será trabalhar com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a OAB e os tribunais, tanto os de primeira instância quanto os superiores – sob a égide de novos diplomas legais e com a implementação de um Sistema Único de Segurança, que congregará todos os entes federativos.

O projeto nascerá fracassado se, contudo, o país não instituir uma nova política de fronteiras, estancando a verdadeira “Itaipu” de drogas e armas exportadas, em volumes alucinantes, pelos poros contíguos de Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia.

O crime deve começar a ser combatido pelas autoridades do município. Nos países avançados as polícias são instituições municipais, como lembra o ex-prefeito de Nova York Rudolf Giuliani, que “erradicou” o crime organizado no perímetro da Big Apple. Mudanças legais e orçamentárias deverão ser introduzidas no Brasil, até que essa realidade possa ser vivida.

Não há orçamento ou obras ideológicas. O que deve haver é lucidez para uma boa gestão. Ser a favor do equilíbrio fiscal, por exemplo, não é “de direita”, nem “de esquerda”. É apenas a primeira regra para todo administrador público honesto. A rigor, um bom prefeito já daria conta do seu recado se zelasse pela educação, saúde, segurança e infraestrutura – esta em parceria com a iniciativa privada.

Ninguém se lembra – e há até quem nunca tenha ouvido falar – da carta de Getúlio Vargas ao povo brasileiro, na qual “se despediu da vida para entrar na história”. Matou-se e deixou uma carta-testamento: “Liberto-me para que o povo não seja mais escravo de ninguém”. Mas se ele acreditasse um pouco naquilo que acabara de escrever, não teria se suicidado. Desistir da democracia, contudo, será sempre o pior caminho.

 

Fonte: NSC Total – CNJ

Moro promete projeto contra corrupção em fevereiro com regra de prisão após condenação em 2ª instância

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou nesta quarta-feira que vai apresentar ao Congresso Nacional em fevereiro um projeto de lei anticrime, com o objetivo de atacar a grande corrupção, uma das missões dadas a ele pelo presidente Jair Bolsonaro, na qual constará entre outras alterações taxativamente a prisão após condenação em segunda instância. Além disso, o projeto trará regras mais rígidas para a progressão de regime de cumprimento de pena.

“Um dos objetivos prioritários será apresentar um projeto de lei anticrime já no início da próxima Legislatura e lutar para convencer, com respeito e toda a abertura ao diálogo, os parlamentares”, disse Moro em discurso na cerimônia de transmissão de cargo. “Não haverá a estratégia não muito eficaz de somente elevar penas. Pretende-se, sim, enfrentar os pontos de estrangulamento da legislação penal e processual penal e que impactam a eficácia do Sistema de Justiça Criminal”, acrescentou.

O novo ministro ressaltou que um dos objetivos também é “deixar mais claro na lei, como já decidiu diversas vezes o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no processo criminal, a regra deve ser a da execução da condenação criminal após o julgamento da segunda instância”. Para ele, “esse foi o mais importante avanço institucional dos últimos anos”.

Recentemente, a discussão sobre a prisão em segunda instância gerou uma forte polêmica e levou o ministro Marco Aurélio, do STF, a dar uma liminar determinando a libertação de todos os presos com condenações em segunda instância cujos processos não tivessem se encerrado (o chamado trânsito em julgado).

Essa medida poderia beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril passado por condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) no processo do tríplex do Guarujá (SP). Posteriormente, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, cassou a decisão de Marco Aurélio.

Sérgio Moro que ficou conhecido dentro e fora do país por ser o principal juiz da operação Lava Jato– disse que a proposta em elaboração também deve conter a previsão de operações policiais disfarçadas para combater o crime, o “plea bargain” para que a Justiça possa resolver rapidamente casos criminais nos quais haja confissão e ainda fortalecer o Tribunal do Júri, prevendo a execução imediata dos veredictos condenatórios, como já decidiu a 1ª Turma do STF.

O ex-juiz assume um superministério que funde as pastas da Justiça e Segurança Pública e terá mais de 20 órgãos, ligados a ele diretamente, como assessorias, secretarias, diretorias e outras entidades. Após a transmissão formal do cargo e antes do seu discurso, Moro deu posse a seus principais auxiliares.

MISSÃO

Em seu pronunciamento, Moro aproveitou para explicar os motivos de ter deixado os 22 anos de magistratura. Ele reconheceu que um juiz em Curitiba “pouco” pode fazer no combate eficaz à corrupção e à impunidade e que são necessárias políticas mais gerais de forma a buscar um sistema de Justiça mais efetivo. Mas considerou que no governo federal “a história pode ser diferente”.

“Nada disso será fácil, mas a missão prioritária dada pelo senhor presidente Jair Bolsonaro foi clara, o fim da impunidade da grande corrupção, o combate ao crime organizado e a redução dos crimes violentos, tudo isso com respeito ao Estado de Direito e para servir e proteger o cidadão”, destacou.

Moro afirmou que o as altas taxas de criminalidade no país prejudicam o ambiente de negócios e o desenvolvimento e, pior, geram desconfiança e medo, afetando a credibilidade das instituições e, em certo nível, a própria qualidade da democracia e da vida cotidiana.

O novo ministro disse também não desconhecer que o ministério tem outras “grandes responsabilidades”, com políticas na área do consumo, da imigração, registros sindicais e arquivo nacional. “Também terão a nossa atenção”, disse, ao frisar que não se pode achar impotente diante de todos esses desafios. “Avançamos, como país, muito até aqui, mas podemos avançar muito mais”, considerou.

No final do pronunciamento, Moro disse que é preciso construir e manter a confiança entre governantes e governados, num ambiente em que o ministério e o próprio governo estejam “ao seu lado e não contra ele”.

“Um governo no qual ele possa confiar que fará a coisa certa diante dos vários problemas que se apresentarão. Fazer a coisa certa pelos motivos certos e do jeito certo será o nosso lema e estará sempre presente em nossas mentes”, disse.

“Finalizando, os desafios são grandes, mas eu e minha equipe e talvez possa dizer que nós, todos os brasileiros, temos uma esperança infinita de que eles podem ser resolvidos com vontade, dedicação e respeito a todos. Muito obrigado por sua atenção. Mãos à obra”, concluiu ele, sob intensos aplausos.

Fonte: Agência Reuters

Entre as autoridades presentes na cerimônia estavam Toffoli, presidente do STF, o atual comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia. Servidores do ministério também lotaram o salão do evento.

 

Flavio Dino toma posse pregando honestidade e transparência e combate a fome e a miséria

O governador Flavio Dino ao tomar posse para o seu segundo mandato deu amplo destaque para o equilíbrio fiscal do Estado; honestidade e transparência e a garantia de direitos humanos. Muita gente presente à solenidade, ficou surpresa com a afirmação do Chefe do Executivo Estadual, levando-se em conta que todos os destaques são princípios de qualquer administração pública, principalmente quanto a honestidade e transparência, levando-se em conta que sem elas, as demais não se sustentam.

O governador Flavio Dino tem nos últimos meses se preocupado mais em atacar o presidente eleito democraticamente Jair Bolsanaro e tem dado demonstrações de receios claros quanto ao seu primeiro governo marcado por vários casos de corrupção e muitos deles devem vir a tona agora, principalmente o caso da roubalheira na saúde, além dos processos em que é pedida a cassação do seu mandato, as pedaladas fiscais e outros fatos que podem identificados em investigações.

A verdade é que o governador Flavio Dino conseguiu elevar a extrema pobreza no Maranhão e hoje mais da metade da população vive com fome e na miséria. Recentemente ele decidiu castigar ainda mais a população pobre do Estado, fechando hospitais, demitindo médicos e até a Maternidade Maria do Amparo, referência de atendimento digno para as gestantes da Região Metropolitana de São Luís.

Ambulâncias de diversos municípios do Estado diariamente chegam com doentes nos dois Socorrões de São Luís, criando situações graves nas duas casas de saúde, com os corredores já ocupados e o resultado é que muita gente vem morrendo por falta de atendimento, não por omissão dos plantonistas, mas pelo número reduzido em relação aos doentes vindos do interior e as precárias condições dos dois estabelecimentos.

Se o governador Flavio Dino tiver um pouco de sensibilidade e dê uma atenção para o Estado, criando ao invés de programas, politicas públicas efetivas para o enfrentamento a pobreza, retome a saúde básica, uma educação digna em que se combata pelo menos o analfabetismo e se crie condições de capacitação profissional para a juventude. Há necessidade de que se acabe com hipocrisia dos discursos e se exerça a prática com a produção de alimentos com a Agricultura Familiar, que com certeza será um dos sérios fatores para o enfrentamento da pobreza extrema. Há necessidade urgente de combate a fome e a miséria.

 

Coaf sai da Fazenda e passa a integrar o Ministério da Justiça

              

Decreto que estrutura a pasta, bem como o Estatuto do Coaf, foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União.

A partir desta quarta-feira, 02, o Coaf – Conselho de Controle de Atividades Financeiras passa a integrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O órgão, que pertencia ao Ministério da Fazenda, agora fica sob a alçada da pasta comandada por Sérgio Moro.

A alteração já havia sido anunciada e foi confirmada após publicação, em edição extra do DOU, do decreto 9.662/19, que aprova a estrutura regimental do ministério. Também foi publicado nesta quarta-feira o novo Estatuto do Coaf, decreto 9.663/19.

O texto estabelece que o órgão tem por finalidade disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas na lei de lavagem de dinheiro (9.613/98). Ainda de acordo com o texto, o Coaf poderá celebrar acordos de cooperação técnica e convênios com entes públicos ou entidades privadas.

Compete ao conselho, entre outras tarefas, receber comunicações de operações suspeitas; examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas; requerer informações mantidas nos bancos de dados de órgãos e entidades públicas e privadas; compartilhar informações com autoridades competentes de outros países e de organismos internacionais; bem como coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca de informações, no país e no exterior, que viabilizem ações rápidas e eficientes na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

Fonte: Migalhas

 

O Stédile da arrogância e dos desafios a autoridades agora clama por “paz” e pede “negociação”

O presidente da República Jair Bolsonaro não deve admitir, em hipótese alguma, a possibilidade de qualquer tipo de negociação. O MST deve receber o tratamento adequado e as invasões de terras não podem ser toleradas.

O líder do MST, João Pedro Stédile, contumaz na ousadia de fazer ameaças a sociedade, mudou o tom. Ele agora quer “paz” e pretende “negociar”.

“Nós não temos interesse nenhum em violência, porque quando a disputa entrar neste patamar, quem vai perder? Nós, né. Eles têm os pistoleiros, a polícia e o juiz. Nós queremos paz e negociar”.

Enfim, acabou a valentia, dando lugar a dissimulação.

 

 

Fonte: Redação do Jornal da Cidade Online

 

CNMP publica recomendação com parâmetros para atuação do MP na atenção básica de saúde

No último dia 21, foi publicada no Diário Eletrônico do CNMP – DECNMP a recomendação 68/18, que sugere parâmetros para a atuação do Ministério Público no dever constitucional de defesa do acesso e da qualidade da atenção básica de saúde. A recomendação também trata dos parâmetros a serem adotados pelo MP na execução de atividades relacionadas à ação nacional da saúde.

A proposta de recomendação foi apresentada pelo ex-conselheiro Fábio George Cruz da Nóbrega em 7 de agosto de 2017, e foi relatada pelo conselheiro Erick Venâncio durante a 15ª sessão ordinária de 2018.

A resolução sugere que os membros do Ministério Público, respeitadas suas especificidades regionais e sua independência funcional, empreendam esforços na execução das atividades da ação nacional em defesa do direito à saúde, por meio de projetos ou ações coordenadas, assegurada a formação de parcerias e trabalhos em rede de cooperação com setores público, privado, sociedade civil organizada e comunidade em geral.

Além disso, recomenda-se ao MPU e aos MPs estaduais a adoção de efetivas providências que fortaleçam a atuação constitucional dos órgãos de execução na tutela do direito à saúde, em especial: criar unidades especializadas na defesa da saúde, inclusive do trabalhador, observadas as peculiaridades de cada instituição; criar Centros de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, ou órgãos equivalentes, para proporcionar o devido suporte técnico aos órgãos de execução; e regulamentar a atuação prioritariamente na tutela coletiva, observadas as peculiaridades de cada instituição.

Fica criada através da resolução a estratégia da “Semana Nacional de Mobilização do Ministério Público na defesa do acesso e da qualidade da Atenção Básica e na defesa do Meio Ambiente do Trabalho nas atividades da saúde”, como ação nacional, coordenada pela Comissão de Planejamento Estratégico – CPE e pela Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais – CDDF do CNMP. A semana de mobilização será executada anualmente.

De acordo com o Conselho Nacional do Ministério Público, para facilitar a construção desses projetos e ações, com vistas execução planejada, coordenada e integrada, o Fórum Nacional de Saúde, instituído pela portaria 200/14, elaborará e aprovará, junto à CDDF, instrumentos que poderão ser utilizados em fiscalização/inspeção e disponibilizará, no site do CNMP, instruções para a utilização desses instrumentos.

Fonte: Migalhas

No primeiro dia como presidente da Câmara Osmar Filho visita setores e conversa com servidores

O presidente Osmar Filho com o vereador Paulo Vitor e servidores degustando o conhecido cafezinho.

Novo presidente da Câmara de São Luís não terá recesso, mas disposição para trabalhar, e já começa percorrendo setores administrativos e ouvindo funcionários para preparar o retorno do período legislativo.

“Não terei recesso, e vamos aproveitar o período para uma interação com os servidores e preparar a Casa para o retorno em fevereiro”.

Essa foi a declaração do presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), na manhã desta quarta-feira (2), um dia após ser empossado no cargo ao fazer uma visita a todos os setores administrativos daquela casa parlamentar, ocasião em que ouviu sugestões e dialogou com diversos funcionários.

Osmar Filho esteve acompanhado dos vereadores Paulo Victor (PROS), Barbosa Lages (PDT), Edson Gaguinho (PHS) e Antonio Garcês (PTC), além  do novo diretor-geral do Legislativo Municipal, Márcio Lucas, do recém-empossado; o procurador-geral, Vitor Cardoso, e da nova diretora do Cerimonial, Gisela Diniz.

Recebido com aplausos  pelos servidores, Osmar Filho garantiu que está buscando conhecimentos mais aprofundado sobre a Câmara de São Luís, enfatizando que quer o apoio de todo o funcionalismo para que o Legislativo Municipal continue a prestar um bom trabalho para a população de São Luís.

Fonte: Diret Com/CMSL

 

Presidente da Central Única dos Trabalhadores – CUT pede arrego no primeiro dia do novo governo

Quem diria, a Central Única do Trabalhadores (CUT), entidade com ligações umbilicais com o PT, não suportou um dia sequer do novo governo.

Vagner Freitas, que preside a entidade, disse após o pleito eleitoral, em frente da ‘cadeia’ onde Lula está preso, que não reconhecia Jair Bolsonaro como presidente da República.

“Bolsonaro foi eleito com menos de 30% do povo brasileiro. Mancomunado com Moro, com a mídia, mudaram o resultado da eleição. Todos sabem que Lula seria eleito em 1º turno e por isso está preso”, disse Freitas. “Logo, fique muito claro que nós não reconhecemos o senhor Bolsonaro como presidente da República. Vamos às ruas defender os direitos dos trabalhadores e a democracia, vamos libertar Lula, fazer caravanas pelo Brasil inteiro e colocar os fascistas no lugar deles”, bradou o pseudo líder sindical.

No entanto, com a CUT passando necessidades por falta de facilidades financeiras, o líder Vagner Freitas e outros 5 dirigentes sindicais, enviaram nesta terça-feira (1º) uma carta ao presidente Bolsonaro, pedindo diálogo.

Parece natural que agora, o presidente da República não reconheça o pelego da CUT como representante da classe trabalhadora.

Ele sabe que, o novo governo vai jogar duro contra desrespeitos, desafios e desobediência civil.

 Redação do Jornal da Cidade Online

Bolsonaro retira da Funai a demarcação de terras indígenas

Confirmando temor de indigenistas e indígenas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), em um de seus primeiros atos na Presidência, esvaziou a Funai (Fundação Nacional do Índio) ao destinar ao Ministério da Agricultura uma das principais atividades executadas pelo órgão indigenista nos últimos 30 anos: a identificação, delimitação e demarcação de terras indígenas no país.

A mudança consta de medida provisória assinada por Bolsonaro que estabelece a nova estrutura do governo federal e divulgada em Diário Oficial na noite desta terça-feira (1), poucas horas depois da posse do presidente. Na prática, as demarcações passam agora às mãos dos ruralistas, adversários dos interesses dos indígenas em diversos Estados. O Ministério da Agricultura é comandado pela líder ruralista Teresa Cristina, deputada federal pelo Mato Grosso do Sul.

A retirada das demarcações do âmbito da Funai aprofunda o esvaziamento do órgão, criado em 1967 em substituição ao SPI (Serviço de Proteção ao Índio), fundado em 1910. A equipe de transição de Bolsonaro já havia anunciado que a Funai seria transferida do Ministério da Justiça e passada ao Ministério de Direitos Humanos, comandada pela pastora evangélica Damares Alves. Agora, perde a capacidade das demarcações, submetida a outro ministério.

Uma das principais líderes indígenas do país e ex-candidata a vice-presidente na chapa de Guilherme Boulos (PSOL), Sônia Guajajara afirmou em uma rede social na noite desta terça-feira que “o desmanche já começou”. “A Funai não é  mais responsável pela identificação, delimitação , demarcação e registro de Terras Indígenas. Saiu hoje no Diário Oficial da União. Alguém ainda tem dúvidas das promessas de exclusão da campanha?”, indagou Guajajara.

A mesma MP de Bolsonaro também altera a política de identificação e demarcação de territórios quilombolas, descendentes de escravos. Com a MP, Bolsonaro retirou essa atividade do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a repassou para a Agricultura. Uma terceira frente atingida pela MP e repassada à Agricultura trata do Serviço Florestal Brasileiro, até aqui sob a responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Folhapress