O secretário Murilo Andrade, da Administração Penitenciária admite a necessidade de fazer mudanças em diversos setores estratégicos da pasta, com vistas ao enfrentamento de problemas, que têm mostrado fragilidades nas unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, além dos casos em que os gestores não conseguiram se adequar aos processos de mudanças. O resgate de quatro bandidos do Cadeião do Diabo, elevando para 13 o número de fugas no Sistema Penitenciário da capital e 03 mortes, acendeu a luz vermelha no Palácio dos Leões e proporcionou uma importante reunião entre o governador e os secretários de Administração Penitenciária e de Segurança Pública, dando origem a uma série de medidas que devem ser aplicadas com bastante determinação.
A verdade é que o secretário Murilo Andrade, manteve na atual administração pessoas que vieram dos vícios e da corrupção que fizeram o Sistema Penitenciário do Maranhão ser um dos piores e mais perversos do Brasil. Ele não terá outra alternativa a não ser bem contundente, antes que sejam feitas novas articulações e que contam com apoios expressivos de pessoas que querem o retorno do caos aos presídios, com o objetivo de atingir a administração estadual.
O próprio secretário tem recebido dezenas de denúncias contra o Major Frank Borges Ribeiro, importado por Sebastião Uchôa, no período das barbáries e que na atual administração foi promovido a Secretário Adjunto de Administração Penitenciária, levando-o a práticas agressivas contra servidores públicos e monitores e que sumiu depois dos resgates. Fala-se que estaria na Paraíba tratando de assuntos particulares e naturalmente com boas diárias. O outro gargalo do secretário é o Corregedor Geral da SEJAP, que teve o grande mérito durante todo o tempo em que se encontra no cargo, de ser subserviente a Sebastião Uchôa para perseguir agentes e inspetores penitenciários seguindo as ordens do chefe. O mais grave é que eles e outros elementos protegem um grupo de pessoas terceirizadas que continua dentro do Sistema Penitenciário dando ordens e fazendo articulações, quando deveriam estar presos por terem cometidos crimes, como é o caso do monitor que vendeu uma tonelada de ferro e embolsou o dinheiro, quando era diretor de unidade prisional e o que participou da farsa para acusar o governador de ter mandado incendiar coletivos em nossa capital.
A direção do Sindicato dos Agentes Penitenciários encaminhou à semana passada expediente ao secretário Murilo Andrade, solicitando o aumento do número de agentes penitenciários para o Presidio São Luís 3, levando-se em conta que a sua população carcerária é formada por elementos perigosos e as fragilidades da unidade prisional são bem preocupantes. Os plantões contavam com até 25 agentes em cada turno e houve uma redução que varia entre 12 e 15. As o0bservações e providências que deveriam ser de responsabilidades do Major Paraibano, devem merecer uma determinação do titular da pasta. O certo é que para muita gente que está dentro do sistema com a nítida responsabilidade de conspiração, a casa começou a cair.
