Há poucos dias afirmei aqui, que infelizmente o governo Flavio Dino, ainda não havia assumido controle total do Sistema Penitenciário do Estado. Registrei que pessoas e vícios remanescentes do período negro de barbáries e que se constituíram com a marca da violência do governo de Roseana Sarney e do secretário Sebastião Uchôa, ainda influenciam decisivamente dentro das unidades prisionais. Muito embora seja bastante questionada a informação de que o Sistema Penitenciário e a Segurança Pública teriam sido advertidos das ações criminosas pelo menos duas horas antes e não adotaram uma contra ofensiva, dentro do Centro de Detenção Provisória – Cadeião do Diabo, os quatro sequestrados estavam fora das celas e naturalmente contaram com facilidades internas.
O que impediu a segurança interna do Cadeião Diabo de alvejar os fugitivos que estavam utilizando cordas. Os seguranças terceirizados da Atlântica, que prestam serviços nas guaritas da unidade prisional com revolveres 38, devem ter abandonado os seus postos diante dos bandidos estarem com armas potentes de longo alcance e de uma geração.
Sinceramente, se houve falhas para enfrentamento aos bandidos é um fato que precisa ser apurado e explicado publicamente, mas o resgate dos presos foi bem sucedido devido a conivência da administração do Cadeião do Diabo, que facilitou a que os bandidos estivessem fora das celas. Como se tratavam de elementos de elevada periculosidade, todos deveriam estar recolhidos a uma unidade prisional de menor fragilidade, o que hoje seria o Presidio São Luís 3. Diante do exposto é que volto a afirmar que a permanência de elementos importados e terceirizados viciados, dentro do Sistema Penitenciário, a maioria envolvida em praticas criminosas sérias que continuam em pontos estratégicos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, concorre decisivamente para fatos como o que ocorreu ontem.
Por várias vezes venho advertindo o governo dos riscos de desestabilização do Sistema Penitenciário. Há poucos dias o gestor mais incompetente que já passou em toda a história do Sistema Penitenciária publicou nas redes sociais um artigo enaltecendo um major paraibano, que na administração dele foi um simples superintendente e no atual governo foi promovido a Secretário Adjunto, se tornando um exorbitador dentro do Sistema Penitenciário e não esconde que conta com o apoio do titular da pasta. O corregedor da Sejap que é o mesmo da época de Sebastião Uchôa, só agora em março e devido a nossa constante cobrança é que conseguiu formar uma comissão para apurar a farsa armada dentro da CCPJ para acusar Flavio Dino como mandante de incêndios a coletivos, em pleno período eleitoral. O terceirizado comparsa do agente penitenciário está lotado no Centro de Triagem, no mesmo prédio do Cadeião.
A verdade é que já houve assassinato dentro de presidio, fugas e os fatos de agora, mas ainda não houve uma resposta efetiva do governo, o que gera audácia cada vez maior para a criminalidade e preocupações para a população. Se o secretário Murilo Andrade é efetivamente uma autoridade em administração penitenciária, já teve tempo suficiente para ver a realidade e traçar estratégias de ações para pelo menos humanizar a população carcerária.
