PT antecipa a sua derrota e tenta levar a eleição para o tapetão: Escala ministro “comunista” do STF

A dez dias do primeiro turno, o PT está pedindo busca e apreensão no comitê de Flávio Bolsonaro e na sede do PL. Não no TSE. Fez o pedido no Supremo e o direcionou a Flávio Dino, numa ação sobre mineração. A ADPF 1.178 foi proposta pelo setor de mineração para discutir se municípios podem processar mineradoras na Justiça inglesa. Nada a ver com eleição. O PT entra como “amicus curiae”. O próprio Supremo já decidiu: amicus não formula pedido adicional nem amplia o objeto da ação. E o que o “amigo da corte” pede? Inquérito da PF. Ofícios ao X, à Meta, à Polymarket. Quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático. Busca e apreensão no comitê de Flávio e na sede do PL. Tudo numa ação de mineração. Ilícito eleitoral é competência da Justiça Eleitoral, pela jurisprudência do próprio Supremo.

O mérito da petição é pífio. A base são as denúncias do Renan Santos, do MBL: documentos que ninguém viu. A própria peça pede que ele seja “instado a entregar o material”. O Missão é linha auxiliar do PT, e agora está em papel timbrado. A ação junta ainda perfis americanos postando o gráfico da Polymarket com Flávio na frente, com selo de “parceria paga”. Quem pagou? A petição admite que não sabe. E registra que a Polymarket pagou US$ 350 mil a influenciadores para se divulgar, nos EUA, como faz há anos. O duplo padrão: em julho a Polymarket dava 63% a Lula e 24% a Flávio. A militância petista compartilhava o gráfico com “Lula por mais 4 anos, galera”. Alguém pediu inquérito?

Quando o mercado apontava Lula, era termômetro. Quando aponta Flávio, é crime.

Você já viu esse filme. 2018: Folha diz que empresários pagavam disparos de WhatsApp contra o PT. Virou o inquérito das “Fake News”, a CPMI, a máquina de perseguição. Em 2021 o TSE rejeitou por unanimidade a cassação. Por falta de prova. A narrativa já tinha cumprido seu papel. Não é apenas mais uma ação. É a destruição do Direito em tempo real, com a ala do Supremo que sustenta o regime intervindo na eleição por cima do TSE.

Três objetivos, que não se excluem:

  1. Tirar Flávio da disputa. Menos provável hoje. Não impossível.
  2. Plantar a semente: se Flávio vencer, o pedido de inquérito já está lá, carimbado “interferência estrangeira”, pronto para virar pedido de nulidade.
  3. Minar o mandato desde o seu primeiro dia. Como com Jair Bolsonaro: inquérito das “Fake News” em março de 2019, CPMI em setembro, 4 anos de cerco.

Leandro Ruschel

Jornal da Cidade Online

 

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