Os policiais rodoviários federais, Diego Dias Duarte e Raphael Ângelo Alves da Nóbrega, presos pela operação Puritas, da Polícia Federal, adotavam uma estratégia para despistar a própria polícia a qual pertenciam e a fiscalização nas rodovias brasileiras, para efetuar o serviço de transporte de droga, que realizavam para a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Eles faziam o transporte em veículos locados. Caso eles utilizassem um mesmo veículo para transportar drogas várias vezes, o sistema de inteligência da instituição acusaria a frequência do automóvel. Os PRFs saíam de Porto Velho (RO) e de outras cidades na área de fronteira do Brasil em direção a Fortaleza (CE). A droga tinha como destinatário Lucas Acácio Botelho, o “Don Príncipe”, autodeclarado membro do Comando Vermelho.
O trajeto feito pelos PRFs poderia levar de três a quatro dias de viagem de carro, mas Raphael e Diego se revezam no volante e faziam o percurso em menos tempo. Além de Diego Duarte e Raphael Angelo, outros três policiais militares foram alvos da Operação Puritas, assim como Heliomar e Don Príncipe. O caso revela a incursão do tráfico de drogas sobre nossas instituições. As facções criminosas estão dominando diversos setores da sociedade.
O Brasil caminha celeremente para se tornar um narcoestado. Conversas cabulosas estão acontecendo nos meandros do poder.
Jornal da Cidade Online