Janja foi a show com Lula, e roubou a cena com um lenço palestino símbolo de conflitos no Oriente Médio

O petista Lula e Janja da Silva compareceram neste sábado (4) ao show da cantora Maria Bethânia, realizado em São Paulo. Em uma publicação nos stories do Instagram, Janja compartilhou uma foto ao lado de Lula antes do início da apresentação. Na legenda, a primeira-dama escreveu:

 “Prontíssimos aguardando por ela”, em referência à artista baiana. O que mais chamou atenção na imagem, porém, foi o adereço usado por Janja, que ela fez questão de ser notada portando o keffiyeh — o tradicional lenço árabe que se tornou símbolo palestino em conflitos no Oriente Médio.

Jornal da Cidade Online

ONGs brasileiras se saciam nas verbas da Open Society: R$ 781 milhões de 2023 a 2025 serão investigados

A Open Society Foundations, organização filantrópica do bilionário George Soros, transferiu R$ 153,2 milhões (US$ 28,4 milhões) para 42 ONGs no Brasil durante 2024. O valor, divulgado neste sábado (4), representa uma pequena redução em comparação aos R$ 155,5 milhões enviados em 2023 às instituições brasileiras.

Desde que começou a publicar seus dados de investimentos em 2016, a fundação já destinou aproximadamente R$ 781 milhões a projetos no Brasil. A Open Society administra um patrimônio estimado em R$ 134 bilhões (US$ 25 bilhões), figurando entre os maiores fundos filantrópicos privados do mundo.

Entre as organizações contempladas, o Nossas Cidades recebeu a maior quantia: R$ 22 milhões para “apoio geral”. Na sequência aparecem o Fundo Brasil de Direitos Humanos (R$ 18,8 milhões), o Instituto Cultura, Comunicação e Incidência (R$ 10,7 milhões), a Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (R$ 6,4 milhões) e o Instituto Nacional Para o Desenvolvimento Social e Cultural do Campo (R$ 5,3 milhões).

EVOLUÇÃO DOS REPASSES AO NOSSAS

O Nossas Cidades, fundado em 2011, registrou um aumento substancial nos valores recebidos da Open Society. Em 2016, a organização recebeu R$ 226 mil (US$ 42 mil) para um projeto de redução de homicídios na América Latina. Entre 2023 e 2024, o valor saltou de R$ 2,1 milhões para R$ 22 milhões.

De acordo com sua descrição institucional, o Nossas “atua para fomentar e fortalecer uma rede de cidades ativistas, atentas às decisões do poder público e mobilizadas por políticas mais justas e democráticas”. Em anos anteriores, os recursos foram direcionados para “expandir vozes periféricas no debate público”, além de projetos de treinamento e proteção ambiental.

O Instituto Cultura, Comunicação e Incidência (ICCI), criado em 2023, já se posiciona entre as organizações que mais receberam recursos, com R$ 10,7 milhões. A instituição trabalha com três eixos principais: clima, democracia e justiça social.

CONEXÕES ENTRE AS ORGANIZAÇÕES

Duas das três organizações que mais receberam recursos em 2024 têm uma integrante em comum: a empresária Alessandra Orofino. Ela é cofundadora do Nossas Cidades e atua como conselheira do ICCI, estabelecendo uma conexão entre as duas instituições que, juntas, receberam R$ 32,7 milhões da Open Society.

Alessandra também é diretora-executiva da Peri, outra organização beneficiada pela fundação. Segundo informações do site do Nossas, ela é especialista “em comunicação de massa e mobilização em larga escala, com vasta experiência em mobilização popular, organização de pessoas e desenvolvimento de produtos de impacto para televisão e cinema”.

A trajetória de Orofino inclui a criação de sete temporadas do programa Greg News com Gregório Duvivier e produção de documentários. Em 2022, ela integrou a equipe de transição do presidente Lula como coordenadora do grupo de trabalho vinculado ao Ministério das Comunicações.

NOVAS PARCERIAS E CONTINUIDADE

O relatório de 2024 da Open Society afirma que “além do apoio financeiro, o Instituto facilita a colaboração entre iniciativas, desenvolve pesquisas e promove o debate sobre a importância da comunicação estratégica dentro da filantropia”. O ICCI representa as áreas prioritárias da fundação no Brasil.

A Justiça Global recebe recursos da Open Society desde 2017. Em 2023, obteve R$ 2,6 milhões para apoio geral. Em 2024, o aporte diminuiu para R$ 592 mil, destinados “para aumentar a solidariedade internacional entre os defensores dos direitos humanos que operam em contextos de violência institucional e conflito militar”.

A Labora Oficina de Comunicação Política recebeu R$ 4,3 milhões em seu primeiro ano como beneficiária. A organização define-se como uma entidade que “nasceu para fortalecer a democracia treinando pessoas para a batalha narrativa da comunicação. Consideramos urgente fortalecer a estratégia de comunicação do campo progressista”.

QUESTÕES AMBIENTAIS E TERRITORIAIS

As questões ambientais constituem outro eixo prioritário nos financiamentos da Open Society no Brasil. A Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e a Cultura recebeu R$ 6,4 milhões para pesquisas sobre a territorialização do “Plano Brasileiro de Transformação Ecológica das regiões Nordeste e Amazônia do Brasil”.

O Instituto E+ também figura entre os beneficiários de 2024, com projetos focados em descarbonização. A Associação de Defesa Etno Ambiental Kanindé recebeu R$ 431 mil para “litígios estratégicos relacionados à justiça climática, direitos ambientais e direitos à terra para os Uru Eu Wau Wau”.

A Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau abrange 1,8 milhão de hectares em 12 municípios de Rondônia. Em setembro, o STF determinou uma operação de “desintrusão” para retirar não indígenas da região.

APOIO A EVENTOS E CONSULTORIA POLÍTICA

O Maranta Inteligência Política recebeu R$ 3,7 milhões em 2024, divididos em três doações, para apoiar reuniões do G20 realizadas em novembro do ano passado no Rio de Janeiro.

No LinkedIn, a organização se apresenta: “Maranta é um novo tipo de consultoria para uma nova agenda global. Orientados pelos valores da sustentabilidade, produzimos inteligência política para nossos clientes, oferecendo serviços de análise e monitoramento de risco político associado à agenda ambiental, engajamento estratégico e formação de lideranças com base em pesquisas robustas, informação qualificada e abordagem multidisciplinar”.

Recentemente, o Departamento de Justiça dos EUA iniciou investigação sobre a fundação de George Soros, com base em alegações de envolvimento em atividades ilegais e apoio a grupos extremistas, segundo o New York Times.

Jornal da Cidade Online

 

Deputada petista recusa deportação ofertada por Israel e continua presa por tentar romper bloqueio a Gaza

A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) permanece detida na prisão de Ketziot, no deserto de Negev. A parlamentar petista se recusou a assinar documento de deportação acelerada oferecido por Israel, por considerar os termos “abusivos”. Em nota, a equipe de Luizianne afirmou que a decisão foi tomada em solidariedade aos demais brasileiros detidos que também rejeitaram o procedimento.

“Por sua trajetória na defesa dos direitos humanos, entendeu que sua responsabilidade ia além de sua própria situação — estando em solidariedade e unidade com os demais membros da delegação brasileira que não assinaram o documento”, diz o comunicado. As audiências judiciais que analisam as prisões ocorreram neste sábado, 4.

Além de Luizianne, outros brasileiros fazem parte da delegação detida, como o ativista Thiago Ávila, a vereadora Mariana Conti (PSOL), de Campinas, e a presidente do PSOL no Rio Grande do Sul, Gabi Tolotti. Parte dos ativistas iniciou uma greve de fome em protesto. Estão entre eles os brasileiros Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles. Já o professor Nicolas Calabrese, também integrante da missão e militante do PSOL, foi deportado para a Turquia.

Israel afirmou que os barcos da chamada Flotilha Global Sumud tentaram romper o bloqueio marítimo imposto à Faixa de Gaza, após ordem do Exército para que mudassem a rota. Além de brasileiros, estavam a bordo ativistas de outros países, como a sueca Greta Thunberg. Essas flotilhas foram batizadas inicialmente pelo governo israelense de “iates das selfies”, uma vez que servem de palanque para ativistas se projetarem nas redes sociais e ganharem seguidores. Antes de interceptar a flotilha, o governo israelense ofereceu uma alternativa pacífica aos ativistas.

A proposta, no entanto, foi recusada.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, o propósito da flotilha “Hamas-Sumud” é a “provocação”. “O único propósito da flotilha Hamas-Sumud é a provocação. Israel, Itália, Grécia e o Patriarcado Latino de Jerusalém ofereceram e continuam a oferecer à flotilha uma maneira de entregar pacificamente qualquer ajuda que pudessem ter a Gaza.

A flotilha recusou porque não está interessada em ajuda, mas sim em provocação. A Marinha israelense entrou em contato com a flotilha Hamas-Sumud e pediu que mudassem de curso. Israel informou à flotilha que está se aproximando de uma zona de combate ativa e violando um bloqueio naval legal. Israel reiterou a oferta de transferir qualquer ajuda pacificamente por canais seguros para Gaza”.

Jornal da Cidade Online

Numa lista de 10 deputados federais que se elegeram pelo PL e depois traíram a legenda, 05 são do Maranhão

Numa lista de 10 deputados federais, que foram eleitos pelo PL e que posteriormente trocaram de legenda, numa vergonhosa traição ao partido, 05 deles são do Maranhão. Os parlamentares Josimar de Maranhãozinho e a esposa Detinha, em busca de vantagens não resistiram aos acenos do PT, sempre acompanhados por vantagens, o que também contaminou Junior Lourenço, Henrique Junior e Paulo Marinho Jr, que acabaram bastante comprometidos, dentre os quais, o Josimar de Maranhãozinho, indiciado em processo STF por venda de emendas parlamentares, tendo se tornado réu a poucos dias na Primeira Turma do STF.

As denúncias que vêm sendo feitas contra os traidores, têm um fator importante, de que nas eleições de 2026, as pessoas evitem votar neles, e se tornem divulgadores dos atos abomináveis praticados para que outros eleitores não se deixem ser vítimas dos negociadores de mandatos e de outras práticas criminosas. Com certeza, todos devem vir com novas articulações tentar renovar os seus mandatos, com a observação de que o Josimar de Maranhãozinho dificilmente escapará de uma condenação no STF e provavelmente se tornará ficha suja e não poderá concorrer à reeleição.

Fonte: AFD

 

Pesquisa PoderData: Reprovação popular da Janja do Lula dispara e supera 60%

O porcentual representa um aumento de pontos em relação a junho, maior registrado desde maio de 2024; 11% ainda não sabem quem ela é. A reprovação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva (Janja) chegou a 61% entre os eleitores que dizem conhecê-la, segundo levantamento do PoderData realizado entre 27 e 29 de setembro de 2025. O número representa alta de 11 pontos em relação a junho e é o maior índice desde maio de 2024. A aprovação da atuação de Janja no governo é de 23%, o menor patamar já registrado. Outros 16% não souberam responder.

Desde setembro de 2022, a visibilidade da primeira-dama cresceu: 89% dizem conhecê-la atualmente, contra 63% naquele ano. Destes, 38% afirmam conhecê-la bem e 51%, de ouvir falar. Apenas 11% ainda não sabem quem ela é. Apesar de não ocupar cargo oficial, Janja tem agenda intensa, já tendo visitado mais de 35 países, alguns deles sozinha, com dinheiro do pagador de impostos. Após medidas tarifárias dos EUA, ela repostou nota do governo, dizendo: “Nunca seremos Brazil”, gerando repercussão.

O presidente Lula, ao cogitar reunião com Donald Trump, disse que levará Janja, destacando a parceria pessoal e política entre os dois. De acordo com o Poder360, Janja também tem influência no controle das ligações recebidas por Lula no Palácio da Alvorada, função que levanta críticas mesmo sem cargo formal. A pesquisa entrevistou 2.500 pessoas em 178 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais e 95% de confiança.

Diário do Poder

Médico é preso após agarrar e esfregar pênis em técnica de enfermagem dentro de Maternidade no RJ

O médico compareceu à delegacia, mas para registrar ocorrência de lesão corporal, após ter sido agredido pelo namorado da vítima. Policiais civis do Rio de Janeiro prenderam um médico em flagrante pelos crimes de estupro e injúria, praticados contra uma técnica de enfermagem, em uma maternidade, no município de Queimados, na Baixada Fluminense. O caso ocorreu no último domingo (28/9) e foi denunciado pela própria vítima.

De acordo com o apurado, o criminoso puxou os cabelos da mulher para tentar beijá-la à força e esfregou seus órgãos genitais contra o corpo dela. Ao reagir e exigir que o homem parasse, a técnica de enfermagem foi ofendida com xingamentos. Na segunda-feira (29/09), o próprio autor compareceu à delegacia, mas para registrar ocorrência de lesão corporal, após ter sido agredido pelo namorado da vítima, em represália ao episódio. Durante as diligências, os agentes verificaram diversos outros registros contra o médico, incluindo um caso anterior de importunação sexual. Após a análise de todos os fatos, a autoridade policial decidiu pela autuação em flagrante do médico pelos crimes estupro e injúria.

Coluna de Mirelle Pinheiro – Metrópoles

Após ultimato de Donald Trump, Hamas aceita libertar reféns israelenses em Gaza e cessar fogo

Trump exigiu que grupo terrorista respondesse ao plano de paz até as 18h de domingo, caso contrário, “um inferno como ninguém jamais viu antes se instalará.” O grupo terrorista Hamas anunciou nesta sexta-feira (3) que concordou em liberar todos os reféns israelenses, tanto os vivos quanto os corpos dos mortos, como parte do acordo de cessar-fogo e paz para Gaza proposto pelos Estados Unidos. A aceitação veio no mesmo dia em que o presidente americano, Donald Trump, elevou a pressão, emitindo um ultimato.

Trump exigiu que o Hamas respondesse ao plano de paz até as 18h de domingo (5). Em publicação nas redes sociais, o republicano advertiu que, caso contrário, “um inferno como ninguém jamais viu antes se instalará” contra o grupo.

Agora, em comunicado, o Hamas não apenas formalizou sua concordância com o plano, como também acrescentou estar pronto para se envolver imediatamente em negociações através de mediadores. O objetivo é discutir os detalhes do acordo de paz. O grupo ainda agradeceu os esforços de mediação de outros países e reiterou seu compromisso em entregar a administração da Faixa de Gaza a um organismo palestino que seja independente.

Contexto da Proposta

O presidente americano aguardava a resposta do Hamas desde a segunda-feira (29), data em que ele apresentou o plano de 20 pontos ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca. Netanyahu havia afirmado que Israel já concordava com os termos da proposta. O documento prevê um cessar-fogo imediato, a troca de todos os reféns mantidos pelo Hamas por prisioneiros palestinos detidos por Israel, uma retirada escalonada das forças israelenses de Gaza, o desarmamento do Hamas e a implementação de um governo de transição chefiado por um organismo internacional.

Diário do Poder

Presidente da CPMI afirma que INSS foi ‘tomado por uma poderosa quadrilha’, desde 2016

Senador Carlos Viana critica atuação de TCU, CGU e Ministério Público por não evitarem desvio de bilhões de reais dos aposentados. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, declarou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teria sido “tomado por uma poderosa quadrilha” desde 2016.  O parlamentar também criticou as falhas das entidades destinadas a proteger aposentados e consumidores. As declarações foram dadas após o depoimento do ministro Vinicius Marques de Carvalho, da Controladoria-Geral da União (CGU), perante o colegiado.

Em um vídeo divulgado na rede social X, Carlos Viana resumiu sua percepção após a sessão:

“A conclusão que eu tiro desta quinta-feira, 2 de outubro: todas as nossas instituições de defesa do consumidor, dos contribuintes, dos aposentados falharam. Desde 2016, o INSS foi tomado por uma quadrilha de assaltantes, essa é a grande verdade. Que veio corrompendo governo após governo e roubando”, afirmou o senador.

O presidente da CPMI argumentou ainda que, se órgãos como “TCU, CGU, defensoria, procuradoria, Ministério Público” tivessem cumprido seu papel, teria sido possível evitar o desvio de “bilhões que foram tirados de quem mais precisa no Brasil”.

Viana ressaltou a dificuldade da missão da comissão, mas garantiu que a investigação prosseguirá.

“Temos uma missão muito grande, difícil a cumprir, mas Deus está dando graça, suportando, e vamos em frente. Tem muito trabalho, vocês sabem disso. Eu não tenho medo de a gente expor. Quem mentir vai ter voz de prisão, na hora certa, pela lei. Quem vier aqui falar a verdade vai ser respeitado”, disse Viana

A CPMI concentra-se em investigar um esquema nacional de descontos associativos indevidos aplicados a pensões e aposentadorias. Na quinta-feira, além da oitiva do ministro da CGU, a comissão aprovou diversos requerimentos.

Entre as deliberações, foram aprovados a convocação do ex-procurador-geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; um pedido para que a Justiça decrete a prisão preventiva de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer); e uma solicitação ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que autorize o depoimento do empresário Maurício Camisotti.

Diário do Poder

Relator expôs relação da CGU com o PT, e presidente da CPMI diz, que os órgãos de controles falharam.

Durante sua reunião de ontem (2), a CPMI do INSS atribuiu à parcialidade e à falhas de órgãos de controle brasileiros a evolução de descontos fraudados que possibilitaram o roubo estimado em R$ 6,3 bilhões contra 4,1 milhões de aposentados e pensionistas. E evidenciou a relação partidária do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, com o presidente Lula (PT), bem como a falência dos mecanismos oficiais de combate à corrupção no Brasil. O relator da comissão de inquérito do Congresso Nacional, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), irritou a base parlamentar governista, ao questionar o chefe da CGU sobre ter sido filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) nomeado para diversos cargos por Lula e pela ex-presidente petista Dilma Rousseff.

Já o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), concluiu que o depoimento de Vinicius Marques de Carvalho, explicitou que os órgãos de controle brasileiros fracassaram na missão de evitar que bilhões de reais fossem roubados dos beneficiários da Previdência Social. E creditou o roubo bilionário ao excesso de burocracia, à influência política e à falta de controle e atribuições destas instituições.

“O que está muito claro […] é que todos os nossos mecanismos de controle contra a corrupção, contra o desvio de dinheiro, especialmente na Previdência, falharam. Está óbvio que, se nós tivéssemos conseguido impedir as falhas nos acordos de cooperação técnica [ACTs], as falhas nos descontos feitos sem autorização, nós teríamos evitado que bilhões de reais fossem roubados dos nossos aposentados e pensionistas”, disse o presidente da CPMI, ao lembrar que as primeiras denúncias surgiram em 2016 e cresceram bastante depois de 2019.

‘Todo mundo sabia’

A conclusão de Carlos Viana resulta da resposta de Vinícius Marques de Carvalho a Alfredo Gaspar sobre quem estava presente no grupo de trabalho interinstitucional que teve conhecimento das fraudes e dos pedidos da CGU para suspender os acordos de cooperação técnica que permitiram descontos associativos direto dos benefícios. Segundo o chefe da CGU, os órgãos que tomaram conhecimento do problema ainda em 2024 foram a Defensoria Pública da União, o Tribunal de Contas da União, o Ministério da Previdência Social e vários órgãos, como a propria CGU e o INSS.

Vinícius Marques de Carvalho discordou da inércia apontada pela CPMI contra a CGU, citando que sua gestão, no governo de Lula, realizou uma auditoria que produziu três relatórios e resultou na Operação Sem Desconto, em menos de um ano, em 2024.

“Se isso não é investigar com rapidez, presteza e eficiência, eu não sei o que é”, rebateu o ministro que chefia a CGU, que admitiu ter sido filiado ao PT por oito anos, mas negou que isso represente parcialidade na investigação do esquema que explodiu no governo de Lula, como sugeriu o relator Alfredo Gaspar.

Diário do Poder

A cara de pau do ministro da CGU de Lula que liderou os ataques petistas à Transparência Internacional

Vinicius Carvalho, Vinicius Carvalho… onde mesmo já ouvi esse nome? Ah, sim! Vinicius Carvalho, ministro da CGU, foi um dos que liderou, no governo brasileiro, a campanha de ataques à Transparência Internacional (TI) por ter ousado dizer que o Brasil havia perdido pontos no seu ranking anual de percepção de corrupção.

Isso foi em fevereiro. Eis que o mundo não gira, ele capota, e temos o mesmo Vinicius tentando blindar a alta cúpula do governo em (mais um) grande escândalo de corrupção em um governo do PT.

Como lembra a reportagem, o chefe da CGU havia dito, em maio, que “todo mundo sabia do problema no governo”, ao rebater a tentativa de Rui Costa de jogar o problema no colo da CGU. Agora, na CPI, vem com a inverossímil versão de que “ninguém sabia”, para resguardar o sigilo da operação da PF. Vou até ali gargalhar e já volto.

Ano que vem, a TI divulgará o seu ranking atualizado. É bem possível que o chefe da CGU venha a público para afirmar, novamente, que a TI está errada, que o governo do PT é campeão do combate à corrupção. A cara de pau desse pessoal não conhece limites.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.