Ministro Carlos Velloso Filho renuncia a cargo no TSE

Com a renúncia, Cármen Lúcia passa a assumir a análise de processos relacionados à propaganda eleitoral referente às eleições deste anoParte inferior do formulário

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O ministro Carlos Mário Velloso Filho (foto) renunciou ao cargo de juiz substituto do Tribunal Superior Eleitoral.

Em comunicado enviado nesta sexta-feira (18) ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, Velloso Filho alegou motivos de saúde para deixar a função.

Com a renúncia, a ministra Cármen Lúcia passa a assumir a análise de processos relacionados à propaganda eleitoral referente às eleições de 2022. Indicado por Jair Bolsonaro para a função, Velloso Filho teria mandato até agosto de 2023.

“Venho, pela presente, por motivo de saúde, manifestar renúncia ao mandato de Juiz Substituto do Tribunal Superior Eleitoral, decorrente da recondução levada a efeito pelo Decreto de 30 de julho de 2021 (publicado no Diário Oficial da União de 30/07/2021). Na oportunidade, reafirmo as expressões de estima e consideração”, diz o comunicado.

O Antagonista

Telegram atende ordens judiciais, e Alexandre de Moraes determina desbloqueio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, revogou neste domingo (20/3) a decisão em que determinou o bloqueio do aplicativo de mensagens Telegram para usuários brasileiros, com a retirada do mesmo em lojas de apps.

O bloqueio fora determinado pelo ministro na sexta-feira (18/3), devido à resistência da empresa em derrubar canais ligados ao blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.

Ainda na sexta, o criador do Telegram, o russo Pavel Durov, enviou mensagem à Corte na qual disse que um problema com e-mails impediu a plataforma de receber as ordens judiciais do STF, pediu desculpas e prometeu cooperação.

Com isso, o ministro Alexandre de Moraes deu à empresa prazo de 24 horas para cumprir ordens judiciais ainda pendentes, dentre elas indicar representação judicial no Brasil e informar quais providências tomará para o combate à desinformação e à divulgação de notícias fraudulentas em 2022, ano eleitoral no Brasil.

O Telegram foi intimado dessa nova determinação às 16h44 de sábado (19/3) e, às 14h45 deste domingo, confirmou ao STF que cumpriu todas as medidas determinadas, inclusive a derrubada de publicação do canal de Jair Bolsonaro, no qual divulgou informações sigilosas sobre um ataque hacker ao TSE em 2018. O presidente é investigado pela conduta no STF e também no TSE.

Representante no Brasil
A partir de agora, a representação do Telegram no Brasil é de responsabilidade do advogado Alan Campos Elias Thomaz. Segundo a empresa, ele tem acesso direto à alta administração, o que garantirá capacidade de responder às solicitações urgentes do Tribunal e de outros órgãos relevantes.

Esse ponto é importante porque, sem representação no país, a Justiça simplesmente não tem canal direto para alcançar a empresa. Trata-se de brecha relevante, principalmente em ano eleitoral, em que há temor de que o Telegram seja usado para transmissão em massa de notícias fraudulentas.

De olho em 2022
O despacho do Telegram ao STF ainda detalha quais medidas a empresa tomará justamente para evitar esse problema.

Dentre os planos está o monitoramento diário dos canais mais populares do Brasil, que será manual porque o Telegram não apresenta um feed algorítmico que possa promover ou recomendar postagens para seus usuários.

Assim, a empresa compilou uma lista de 100 canais mais populares e instruiu uma equipe a revisar diariamente todo o conteúdo postado nesses canais, que corresponderiam a mais de 95% de todas as visualizações de mensagens públicas do Telegram no Brasil,.

Também anunciou que ficará de olho nas outras redes sociais para saber quais discussões estão sendo travadas sobre o Telegram, o que permitirá prever possíveis problemas de moderação de conteúdo.

Além disso, o Telegram anunciou que vai marcar postagens específicas em canais como imprecisas e restringir postagens públicas para usuários banidos por espalhar desinformação, dentre outras.

Fonte: CONJUR

 

Risco às eleições está no Brasil e não no Telegram, diz diretor do InternetLab

Todos os aplicativos de trocas de mensagens estão sujeitos a abrigar grupos extremistas que distribuem ‘fake news’

O diretor do InternetLab, Francisco Brito Cruz, afirmou ao Estadão que todos os aplicativos de trocas de mensagens estão sujeitos a abrigar grupos extremistas, o que apenas coloca o Telegram em uma lista de plataformas capazes de facilitar a distribuição de desinformação.

Para ele, “não dá para cravar que o Telegram” abriga mais extremistas do que os outros e que é o Brasil que “oferece risco” num processo eleitoral “muito tenso e muito digital”. “Qualquer intermediário que esteja resistente em assumir responsabilidades nesse processo pode impactar negativamente e trazer riscos”, afirma.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de pedir a suspensão da plataforma no Brasil, se baseia na diferente postura do Telegram “sobre pedidos de entrega de dados e de cooperação com autoridades”.

“Entre as maiores plataformas no Brasil, ele foge ao padrão porque não estabeleceu um time robusto de resposta a decisões judiciais ou de cooperação com autoridades legitimamente constituídas”, afirmou Cruz. Além disso, ele destaca que o aplicativo tem em seus canais uma moderação de conteúdo e uma aceitação de regras de termos de uso mais “tímida” do que as concorrentes.

“O Telegram se apresenta como um lugar para quem pode ter medo da aplicação dessas regras se comunicar sem ser perturbado”, completou.

Confira a entrevista completa:

Qual a diferença entre o Telegram e outros aplicativos de mensagens?

É um aplicativo que tem funções que se assemelham mais a rede social e outras que estão mais próximas a mensageria privada, então eu diria que ele é quase um “anfíbio”, metade com a criptografia de mensagens e metade com seus canais abertos e grupos, que podem abrigar centenas de milhares de pessoas.

O Telegram oferece risco às eleições de outubro?

O Brasil oferece risco. Serão eleições muito tensas e muito digitais. Qualquer intermediário que esteja resistente em assumir responsabilidades nesse processo pode impactar negativamente e trazer riscos. Mas esse risco está no Brasil, não no Telegram. O Telegram é um canal que foi apropriado.

Por que o Telegram se tornou um abrigo para extremistas?

Todos os aplicativos são abrigos de extremismo. Não dá para cravar que o Telegram é mais do que os outros. Mas o Telegram adotou postura diferente sobre pedidos de entrega de dados, pedidos de cooperação com autoridades. Nesse sentido, entre as maiores plataformas no Brasil, ele foge ao padrão porque não estabeleceu um time robusto de resposta a decisões judiciais ou de cooperação com autoridades legitimamente constituídas. É um aplicativo que se comporta de forma mais antagônica com a Justiça brasileira e de outros países onde eles estão. Além disso, é um aplicativo muito bom para o ativismo típico dessas redes ligadas ao presidente, porque tem seus canais uma moderação de conteúdo e uma aceitação de regras de termos de uso bem mais tímida do que qualquer outra dessas plataformas. O Telegram se apresenta como um lugar para quem pode ter medo da aplicação dessas regras se comunicar sem ser perturbado.

O que justifica o crescimento do aplicativo?

A trajetória do Telegram se dá tanto a partir do bloqueio de Berlin, como com o de Trump. A partir daí ele começou a chamar atenção e esse crescimento está ligado a essa estratégia de grupos extremistas. Mas eu não creditaria apenas a isso, porque ele oferece funcionalidades que o WhatsApp não oferece, principalmente para empresas ou mesmo pessoas, que precisavam utilizá-las para fins legítimos e não estavam encontrando no WhatsApp e encontraram no Telegram, por isso migraram para lá. Vide os grupos de BBB, que apareceram e viraram uma mania. É uma febre. O aplicativo tem muitas outras coisas além das problemáticas.

Nas eleições de 2018, o WhatsApp foi protagonista do compartilhamento de Fake News. O aplicativo mudou desde então?

Isso aconteceu, vale dizer, após uma pressão das autoridades brasileiras após 2018. Porque todas aquelas medidas de conter a viralização, de cortar possibilidade de encaminhamento de mensagens, tudo isso fez com que o WhatsApp caminhasse para não ser esse “anfíbio”. Ele poderia desenvolver funcionalidades similares ao do Telegram, mas optou não fazer porque viu que existia um risco de confrontar as autoridades brasileiras que demandavam o contrário. Os dois podem ter uma origem bem parecida, em termos de um aplicativo, com criptografia, para troca de mensagens, mas com o tempo eles foram se desenvolvendo com características diferentes, apesar de terem semelhanças também.

E o Telegram deverá ser o protagonista das eleições deste ano?

Acho que só dará para saber o protagonista de 2022 depois que as eleições acontecerem. Muita gente achava que o protagonista das eleições de 2018 seria o Facebook, por causa da campanha do Trump, em 2016, que utilizou o Facebook com a Cambridge Analytica. E nas eleições brasileiras o Facebook não ganhou tanto as páginas dos jornais. Agora, nesse caso do Telegram, me parece que tem muitas diferenças com o WhatsApp e essas diferenças precisam ser sublinhadas.

Você acredita que a decisão de bloquear o aplicativo foi acertada?

Acho que é muito cedo para avaliar. O que posso afirmar é que não me surpreendeu, porque a postura de antagonismo do Telegram foi irredutível e o supremo está determinado a fazer valer as suas decisões.

A decisão significa cerceamento à liberdade de expressão?

Com certeza é uma restrição à liberdade de quem utiliza o Telegram para se expressar. Você pode argumentar que essa restrição é justa ou injusta. Mas, nitidamente, terá como consequência a restrição da comunicação de muitos brasileiros e empresas que utilizam o aplicativo.

Qual a justificativa do Telegram para se posicionar de forma “antagonista” à Justiça?

A justificativa que aparece é muito ligada a uma visão ideológica libertária. Ligada a defesa dessa liberdade acima de tudo, dos direitos individuais acima de tudo. Agora, existem casos que o Telegram cedeu a uma ou outra autoridade. O que significa que isso (defesa da liberdade acima de tudo) não está realmente “escrito em pedra”, que o Telegram também se move a partir de pressões, que podem representar ameaças à sua sobrevivência. Essa ideologia libertária será testada. Veremos onde ela começa e onde ela termina.

Fonte: O ESTADÃO

 

 

Ações ajuizadas por Flavio Dino suspendem reajustes de 21,7%, 5,14% e URV dos servidores estaduais

Apesar de sucessivas vitórias no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e no Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiram aos associados do SINTSEP o direito de obter reajustes salariais de 21,7% e 5,14%, a Procuradoria Geral do Estado (PGE), a pedido do governador Flávio Dino, ingressou com ações judiciais (ações rescisórias) no intuito de derrubar as ações judiciais vitoriosas do sindicato.

Em razão da relevância da matéria e pelo grande impacto no orçamento do Estado, o Tribunal de Justiça determinou a suspensão das implantações dos reajustes nos contracheques dos servidores até o julgamento do mérito da demanda.

A defesa do sindicato foi prontamente realizada pela assessoria jurídica, que, tecnicamente, rebateu todos os absurdos argumentos da PGE. O SINTSEP acredita que o julgamento das ações rescisórias pelo TJMA ocorrerá ainda neste ano.

URV

Como é de amplo conhecimento, o SINTSEP entrou com a Ação Coletiva nº 6.542/2005, com o intuito de reaver a correção salarial dos seus filiados referente à equivocada conversão monetária (cruzeiro real para URV) em 1993 e 1994.

A primeira etapa do processo, referente à fase de conhecimento, foi favorável aos servidores e o acórdão determinou liquidação de sentença individualizada. Diante disso, a Contadoria Judicial foi incumbida de entregar os índices de perda salarial de cada servidor em lotes de 3 mil. O primeiro lote foi entregue em 2017.

Entretanto, o Estado do Maranhão recorreu da decisão que homologou esses cálculos. Nesse ínterim, ainda restam pendentes a apresentação pela Contadoria Judicial das três listas com os 7 mil cálculos remanescentes. Parte do Judiciário tem concordado com a fundamentação dos advogados do sindicato, julgando de modo favorável o pedido do SINTSEP pelo prosseguimento das execuções. Contudo, a implantação tem sido praticada, até o momento, somente em alguns casos.

Apesar da atuação do Estado do Maranhão para protelar as ações que visam executar os créditos devidos aos servidores estaduais, a ação da URV é uma demanda indiscutivelmente favorável aos filiados do SINTSEP, observando-se em muitos casos a reparação dos créditos, o que vem se dando gradativamente nas situações das implantações salariais em diversas remunerações desses servidores públicos.

SINTSEP-MA

 

Ventania destruiu cobertura do Terminal de Coletivos da Cohama. Já interditado

Uma forte ventania com fortes chuvas na madrugada de hoje (19), destruiu praticamente toda a cobertura do Terminal de Coletivos da Cohama, além de ter causado outros prejuízos na estrutura e na área reservada para operações dos coletivos. O Corpo de Bombeiros, dirigentes do consórcio responsável pela manutenção do terminal e integrantes da SMTT estiveram no local verificando de perto o problema, que felizmente não causou vítimas, apenas danos materiais.

Para que se tenha uma dimensão da força da ventania, placas de zinco da cobertura chegaram a ser arremessadas para o outro lado da pista e algumas ficaram presas nas instalações da rede elétrica. O Corpo de Bombeiros, depois de uma ampla avaliação em todo o local determinou a imediata interdição de toda a área, tendo comunicada a decisão ao consórcio responsável pelo Terminal da Cohama e a SMTT.

Entendimentos entre o consórcio e a prefeitura de São Luís, ficou acertado que o terminal ficará totalmente fechado inicialmente por 30 dias, e eles estudam como atender os usuários dos transportes coletivos, principalmente que o local é de integração, em que as pessoas embarcam e desembarcam em coletivos diferentes, seguindo destinos dos seus interesses. Com certeza, muitos problemas estão reservados para os próximos dias, principalmente pela greve dos rodoviários com o reduzido número de coletivos e muitos usuários, que em condições normais já enfrentam dificuldades, agora não se pode imaginar o que pode acontecer, mas com certeza, serão mais prejuízos, muitos desconfortos e até humilhação para a população sofrida de São Luís.

Fonte: AFD 

Médicos e dentistas brigam na Justiça pelo direito de operar seu rosto

Grande parte ainda aguarda uma sentença, mas para ao menos 15 foram concedidas liminares favoráveis para o procedimento

Um grupo de 120 dentistas solicitou em uma série de ações na Justiça autorização para realizar determinados procedimentos cirúrgicos no rosto com fins estéticos, como a rinoplastia. Grande parte ainda aguarda uma sentença, mas para ao menos 15 foram concedidas liminares favoráveis. Entidades médicas discordam da decisão, e avaliam que os dentistas não estariam preparados para lidar com possíveis complicações no pós-operatório.

A alta na oferta de intervenções estéticas em consultórios de Odontologia vem intensificando ao longo dos últimos anos o embate entre as profissões. Como o valor cobrado por odontólogos pode ser até 80% inferior, o público tem aumentado. Ao mesmo tempo, denúncias têm sido reportadas com frequência de exercício ilegal da Medicina. Levantamento divulgado no último ano pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês) aponta que, em 2020, o Brasil foi o país em que mais procedimentos cirúrgicos foram realizados na face e na cabeça. Foram 483,8 mil durante o período de um ano. Com 143 mil registros, a cirurgia de pálpebra (blefaroplastia) foi a mais realizada, seguida pela rinoplastia, com 87,9 mil.

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) publicou um documento em 2020 para estabelecer limites específicos para a atuação de odontólogos. A decisão passou a ser motivo de insatisfação. Para Thiago Marra, presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde (Abrapros), entidade da qual parte dos 120 profissionais que ingressaram na Justiça é integrante, odontólogos deveriam ter a possibilidade de realizar não só a harmonização, mas outros procedimentos estéticos na superfície da face. Isso porque, argumenta, o CFO não teria competência para legislar sobre a profissão, já que essa seria uma atribuição do Congresso. Marra reforça que a lei que regulamenta a profissão de dentista, criada nos anos 1960, garante aos profissionais da área o direito de realizar procedimentos estéticos na cabeça e no pescoço. “Cirurgiões-dentistas pós-graduados em bucomaxilofacial realizam procedimentos complexos, como fraturas de maxila, mandíbula e outras cirurgias com o uso da anestesia geral”, argumenta.

Apesar de a resolução ainda continuar em vigor, o presidente do CFO, Juliano do Vale, não se opõe às decisões tomadas na Justiça a favor dos dentistas. Segundo ele, as liminares concedidas “não comprometem a evolução da Odontologia e da especialidade”. “Estão antecipando a ampliação das áreas de atuação, a exemplo de outros países”, afirm. “Há, sem nenhuma dúvida, um interesse latente de algumas entidades médicas em reserva de mercado.”

Após as decisões liminares, o que pode abrir jurisprudência para outros profissionais no País, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou ter ingressado com representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e na corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1). A entidade diz que os procedimentos estéticos no rosto são privativos aos médicos.

Para representantes de entidades médicas ouvidos pelo Estadão, procedimentos na face podem ser feitos por dentistas apenas quando houver relação com o aparelho dental, como no caso das cirurgias ortognáticas, feitas no maxilar. “O conselho dos dentistas proíbe que façam esses procedimentos. Houve um abuso evidente, uma transgressão absurda tanto na esfera legal, quanto infralegal. Por isso, entramos com uma representação na Justiça”, diz Angelo Vattimo, 1.º secretário do Cremesp.

Com um setor voltado apenas para investigar casos como esse, o Cremesp teve vitória recente na Justiça contra uma dentista que divulgava e ministrava cursos sobre blefaroplastia. A sentença apontou que procedimentos como esse são privativos aos médicos. “Cada profissão tem sua formação. Não basta fazer (procedimentos), é preciso saber indicar caminhos e tratar as complicações. O médico faz isso. Nós não queremos que se abra uma brecha”, aponta Vattimo. Endossam o entendimento jurídico da entidade o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), José Octavio Gonçalves de Freitas aponta preocupação com o que seriam “invasões nas especialidades médicas da Cirurgia Plástica e Dermatologia”. “Quando (dentistas) causam lesões, não sabem resolvê-las, deixando para os cirurgiões plásticos equacionarem o quadro operatório”, aponta Freitas. “Isso é exercício ilegal da Medicina.”

Para Rafael Ratto de Moraes, professor de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), o cenário de embate “pode ser atribuído a questões comerciais, de influência, disputa de espaço e poder”. “Ambos cos onselhos (CFO e CFM) são fortes e consolidados, envolvem milhares de profissionais e interesses”, contextualiza. Ele acredita ainda que o imbróglio seria impulsionado por dois outros motivos principais: leis antigas e áreas de atuação com sobreposição. Como possível solução, o professor reforça que seria importante que as discussões se baseassem em pesquisas acadêmicas e focassem na saúde dos pacientes. “Infelizmente é um problema de difícil resolução, mas vejo uma atuação do CFO e CFM no MEC (responsável por regular os cursos) como primordial.”

Professor Associado do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), Fernando Melhem Elias entende que as vedações impostas pela resolução de 2020 do CFO “parecem acertadas, em função do estágio atual da formação dos cirurgiões-dentistas”. Porém, ele destaca que devem haver exceções, como no caso da consolidação de fraturas dos ossos nasais. “Nesses casos, uma vez que o objetivo da cirurgia de correção é o de restabelecer a anatomia do nariz prévia ao trauma, e não o de modificá-la com finalidade estética ou funcional, poderá o cirurgião bucomaxilofacial realizá-la, ainda que para alguns a cirurgia seja considerada uma rinoplastia”, diz o professor.

Melhem Elias entende que o CFO tem o poder outorgado por lei para definir o escopo de atuação dos profissionais e das especialidades da Odontologia, e reforça a necessidade de haver maior diálogo entre as entidades. “A harmonização orofacial evoluiu muito nos últimos anos às custas de publicações e cursos realizados por cirurgiões-dentistas. O CFO também se baseou nesse fato para constituí-la uma especialidade odontológica. Talvez uma discussão mais profunda, envolvendo inclusive as lideranças da cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, tão acostumadas com problemática semelhante, pudesse ter evitado o encaminhamento da discussão para a esfera jurídica”, explicação.

A dona de casa Yohanna Richelly, de 24 anos, conta que fez em novembro um procedimento com uma dentista chamado rinomodelação, que consiste na aplicação ácido hialurônico no nariz. “Meu nariz me incomodava muito, e eu tinha muita vontade de mudar. Só que morria de medo de fazer a rinoplastia em si, por causa de anestesia, de tudo”, explica ela, que mora em Patos, interior da Paraíba.

“No mesmo dia, fui para casa, a recuperação foi bem tranquila”, relembra a dona de casa, que removeu os pontos do nariz com 15 dias. Por ser, em teoria, mais simples que a rinoplastia, a rinomodelação não foi vedada aos dentistas pelo CFO, um dos motivos que a fez se popularizar nos últimos anos. “Faz quatro meses que fiz e hoje estou super satisfeita com o resultado”, conta. Ela pagou R$ 3,5 mil no procedimento, fora medicações, e diz que o preço não estava abaixo de outros procedimentos do tipo ofertados no mercado.

Já no Recife, a cirurgiã-dentista Rafaela Cavalcanti, de 41 anos (foto acima), resolveu corrigir um pequeno desvio que tinha no dorso nasal em julho de 2019. “Eu não tinha conhecimento sobre os riscos do procedimento, bem como não tinha a mínima noção que os dentistas não eram profissionais aptos para realizar tal procedimento.”

Ela relata que a rinomodelação foi ofertada por um preço “bem abaixo” do que estava sendo praticado por médicos no mercado. A experiência foi “desastrosa”. “Tive uma necrose após obstrução vascular das artérias nasais e posterior morte tecidual de 60% do meu nariz. Quase perdi a vida e, apesar de não ter morrido, minha vida mudou sobremaneira”, comenta a dentista.

Fonte: Jornal de Brasília

 

Esquerda em rota de colisão: Ciro desmente e humilha Lula

Por mera questão de sobrevivência, Ciro Gomes foi obrigado a dizer a verdade e, nesse sentido, desmentir o seu ‘ex-chefe’ e ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva.

E isso, o eterno presidenciável fez com propriedade e de maneira humilhante, demonstrando de maneira cabal que Lula não passa de um ‘mentiroso’.

O meliante petista, em pronunciamento durante a realização de uma live postada nas redes sociais, tentou falsear os verdadeiros motivos dos altos preços do óleo diesel e do gás.

Lula alegou que a privatização da distribuidora BR seria o motivo da carestia. Puro e patético cinismo, próprio de um cidadão desqualificado e sem nenhum compromisso com a verdade. Ciro Gomes, por mera preocupação de ganhar pontos na corrida eleitoral, reestabeleceu a verdade, desmoralizou Lula e declinou o nome dos verdadeiros culpados pelo aumento dos preços.

Sim, a culpa é de Lula e de FHC.

Jornal da Cidade Online

 

Bloqueio ao Telegram acaba sistema que mobiliza socorro da Defesa Civil em todo País

Preocupação é que são esperadas fortes chuvas em várias regiões do País

O sistema de alerta de chuvas do aplicativo Telegram será paralisado em todo o País, impedindo a mobilização dos integrantes da Defesa Civil, segundo advertiu esta noite o secretário de Mudanças Climáticas da Prefeitura de São Paulo, Antonio Fernando Pinheiro.

Ele se assustou com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que considerou grave, e disse que a suspensão do Telegram deverá inviabilizar a ação das autoridades de todo o País diante das fortes chuvas esperadas para este fim de semana.

“É preciso recorrer dessa decisão, rever isso”, disse ele, perplexo com o caráter impensado da censura. Pinheiro disse que o Telegram é o principal instrumento de mobilização da Defesa Civil e de outros organismos que atuam no socorro à população.

Ele citou como exemplo a cidade de Belo Horizonte, onde 4 mil pessoas envolvidas em ações de socorro da Defesa Civil fazem parte de um grupo do Telegram. Ele explicou que o Whatsapp, por exemplo, limita os grupos a 256 pessoas e não há tempo para reformar todo o sistema de mobilização.

O secretário Antonio Fernando Pinheiro acha estranho que o poder público, nesse caso representado por um ministro do STF, seja capaz de bloquear uma rede que o próprio poder público utiliza para mobilizar socorro a brasileiros vítimas de enchentes deslizamentos e outros desastres naturais.

Diário do Povo

 

PGJ arquiva pedido de Flavio Dino para processar o deputado Welington do Curso

Deputado chamou governador de ‘impostor’ e de ‘mentiroso’ em publicação sobre aumento dos preços dos combustíveis no Maranhão. O procurador geral de justiça, Eduardo Nicolau não viu indício de crime e destacou a imunidade parlamentar do tucano

O procurador-geral de Justiça Eduardo Nicolau determinou o arquivamento de uma representação ofertada pelo governador Flávio Dino (PSB) para que o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) fosse investigado por injúria.

Em manifestação no último dia 10, o chefe do Ministério Público maranhense acolheu integralmente parecer da assessoria de investigação do órgão, que não viu indício de crime e destacou a imunidade parlamentar do tucano.

“Ainda que se considerasse que as declarações impliquem ofensa à dignidade do noticiante, o prosseguimento das investigações esbarra no instituto da imunidade parlamentar”, escreveu o homem forte de Nicolau no MP-MA, o promotor de Justiça Danilo Castro Ferreira, que assina a sugestão de arquivamento acolhida com seu inteiro fundamento pelo procurador-geral de Justiça.

A defesa de Wellington do Curso, responsável por levar a PGJ ao entendimento final do caso, foi feita pelo advogado Alex Ferreira Borralho. Dino representou o principal oposicionista à sua gestão após o parlamentar haver publicado na rede social Instagram imagem em que mandatário aparece em meio a bolos de dinheiro e afirmando que ele teria “enganado a população maranhense” no que se refere à responsabilidade pelo aumento dos preços da gasolina no estado.

Na publicação, Wellington chamou o chefe do Executivo de “impostor” e de “mentiroso”, o que teria, segundo alegou Dino, ferido a sua honra subjetiva.

“Governo do Maranhão arrecadou R$ 1,8 bilhão com ICMS dos combustíveis”, diztrecho da publicação, que ao final busca a opinião dos seguidores a respeito do assunto.

Do Blog do Atual7 – Yuri Almeida

 

Criadouros de aedes eagypti no terminal de coletivos da Fonte do Bispo

O terminal de coletivos da Fonte do Bispo é mais uma das inúmeras obras construídas a toque de caixa pelo ex-prefeito Edivaldo Holanda Junior e que o atual ainda não conseguiu fazer as devidas reparações, afinal de contas não se pode proporcionar mais desperdícios do dinheiro público. Caso houvesse uma fiscalização por parte do Ministério Público em defesa da transparência e conservação do patrimônio público, acredito que haveria uma melhoria na aplicação dos recursos oriundos do pagamento de impostos dos cidadãos, que infelizmente ficam sem retorno, mesmo quando são empregados de forma irresponsável e muitas vezes para beneficiar terceiros.

Estamos caminhando para um ano e meio da atual administração municipal e pouco ou nada tem sido feito para a reparação do descaso da administração anterior e que precisa ser restaurado. Infelizmente, pelo acentuado número de buracos e com tendência de aumento ainda maior no terminal da Fonte do Bispo, muitos deles estão servindo como verdadeiros criadouros de aedes eagypti e assim vão favorecendo o avanço da dengue.

O interessante dentro do contexto é que o poder público pede para a população ser parceira no enfrentamento a dengue e não faz a sua parte. O que tem de buraco nesta cidade servindo de criadouros é de número inimaginável, e assim a dengue vai assumindo proporções sérias e fazendo cada vez mais, números incalculáveis de vítimas.

Fonte: AFD