Ferry Boat Baía de São Marcos encalhou em manguezal e causou pânico aos passageiros

O governador Carlos Brandão, diferente do seu antecessor, tem demonstrado o maior interesse em buscar uma solução para os serviços de ferry boat entre a Ponta da Espera e o Cujupe. Infelizmente, o grande problema é que a gestão da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos vem dando demonstrações plenas da falta de gerenciamento, o que compromete totalmente os serviços operacionais.

A MOB vem fazendo o maior silêncio do encalhamento do ferry Baía de São Marcos, depois de ter se chocado com um enorme manguezal, numa visível falha de manobra ou as costumeiras panes mecânicas. A embarcação já teria percorrido mais de 700 metros e os passageiros chegaram a dar o alarme ao observarem que ela se dirigia para o mangue, abandonado o canal de navegabilidade.

O pânico tomou conta dos passageiros, mas não tomou maiores proporções em razão de que estavam livres de um possível naufrágio. Os passageiros ficaram na embarcação por várias horas e calados para não engolirem muriçocas e outros insetos com quem dividiram grande parte da noite. No sábado pela manhã, de Ponta da Espera, o Baía de São Marcos ainda podia ser observado com parte da proa dele dentro manguezal. Com a enchente da maré e uma nova equipe técnica, a embarcação foi retirada do local para concluir a viagem. Aos passageiros e proprietários de veículos que temeram por sérios prejuízos, nenhum obrigado.

Se a MOB no governo Flavio Dino era dirigida por uma equipe altamente incompetente e até irresponsável, a atual é muito mais, bastando citar o caso do ferry boat José Humberto, atualmente sendo inspecionado pela Capitania dos Portos e checagem de documentos. A embarcação foi contratada pela MOB de maneira nada transparente, o que levou 07 promotores públicos da região da Baixada Maranhense fazerem a denúncia. Inesperadamente o mesmo ferry foi contratado pela Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos através de outra empresa. O Ministério Público vem fazendo investigações para apurar os fatos.

A MOB de maneira irresponsável colocou o governador Carlos Brandão em uma situação bastante delicada, quando passou para ele informações erradas sobre a contratação do ferry José Humberto, levando-o a disseminar nas redes sociais, mas felizmente a irresponsabilidade acabou pesando para a própria MOB. Se o governador Carlos Brandão quer realmente buscar meios para amenizar o problema, enquanto será feita uma nova licitação, precisa retirar os incompetentes e os interesseiros que dominam totalmente a Agência. Em caso contrário é esperar sempre pelo pior.

Fonte: AFD

Crise na Globo se intensifica e o Projac pode ser vendido

Onde há fumaça há fogo, você conhece o ditado, após rumores de que a Globo estaria se preparando para vender o Projac, a emissora se manifestou. Procurada por Ricardo Feltrin, colunista do UOL, a Globo disse que a informação sobre a venda “não procede”. Ricardo Feltrin é o maior insider do entretenimento brasileiro e sabe do peso de uma notícia dessas. Ele não iria divulgá-la se não estivesse calçado em fontes fidedignas.

Rebatizado de Estúdios Globo, o Projac é a sede da dramaturgia da emissora e fica em Curicica, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Feltrin disse que os rumores sobre a venda circularam no mercado financeiro.

O colunista defendeu que há uma certa lógica nos boatos, visto que em 2021 a Globo vendeu cerca de R$ 2,5 bilhões em patrimônio.

Só para lembrar que quando surgiram as primeiras informações sobre a venda da sede da Globo em São Paulo na Berrine, num 1º momento a Globo negou categoricamente, mas por fim vendeu o prédio.

Fonte: UOL Notícias

Autoridades continuam banalizando vidas de crianças em hospital público de São Luís

São cada vez mais dolorosas as cenas de mães fazendo apelos em defesa da vida de crianças internadas precariamente no Hospital da Criança, de responsabilidade da Prefeitura de São Luís. A maioria corre risco de vida por falta de UTI neonatal e ficam à mercê de uma possível transferência para uma outras unidade pública, uma vez que a unidade é altamente precária e sem perspectivas de melhoria.

A Defensoria Pública tem procurado fazer a sua parte, tendo conseguido em inúmeras vezes, decisões judiciais que determinam a transferência das crianças para outros locais da rede pública, mas infelizmente os gestores públicos simplesmente elas são ignoradas e a esculhambação continua com a banalização da vida de crianças pobres em que os seus direitos à saúde são vergonhosamente desrespeitados.

O Hospital da Criança na avenida dos Franceses, que teve denuncias feitas pelo Ministério Público, decisões da Vara dos Interesses Difusos e Coletivos, mas os governos municipal e estadual não tiveram a devida responsabilidade para acatar decisões judiciais. O desrespeito a mandados, e a justiça não fazer valer a lei, também assumiu responsabilidade na banalização da vida de crianças.

Os governos Edivaldo Holanda Junior e Flavio Dino, que chegaram a firmar termo de ajuste de conduta com o Ministério Público da Saúde, nunca honraram, o que mostra que três andares do prédio continuam totalmente abandonados. O doloroso sob todos os aspectos é se ver clamores de mães pedindo pela vida dos filhos e a indiferença dos gestores públicos, mostrando claramente não ter um mínimo de respeito a vida, que com a omissão com certeza vão morrer por falta de um mínimo de compromisso com o direito a saúde de seres humanos inocentes e dor e sofrimento dos seus pais.

Neste momento, em que pobres humildes lutam em busca de direitos, não se vê nenhum político se manifestar para pelo menos ver a realidade. Cadê os vereadores de São Luís, que se dizem defensores da saúde? São verdadeiros hipócritas, que tentam enganar a população.

Fonte: AFD  

Presidente do STF favorece Itaú no CNJ e causa insegurança jurídica no mercado

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ConselhoNacional de Justiça (CNJ) precisa dar explicações à sociedade sobre sua decisão, tomada como corregedor interino do CNJ em setembro de 2020, que favoreceu o Banco Itaú e já causou um prejuízo de mais de R$ 580 milhões para um acionista, que comprou, pagou por um lote de ações, mas não consegue receber por conta da interferência ilegal do ministro a favor do banco.

Fux, atuando como corregedor do CNJ, interferiu no processo judicial, cassando a decisão da juíza Rosana Lúcia de Canelas Bastos, do Tribunal de Justiça do Pará, acatando pedido do advogado Rafael Barroso Fontelles, sobrinho do  também ministro do STFLuís Roberto Barroso.

O CNJ não tem competência, nem atribuições, para cassar decisões judiciais, pois não é instância recursal, e isso quem diz é a Constituição, confirmada por vários julgados do Supremo. Mesmo sabendo claramente disso, Fux atuou no processo, e já provocou um prejuízo incalculável ao mercado, que vê a decisão com temor, afinal, foi criada uma instância paralela que serve apenas para que o Itaú possa aplicar um calote.

O sobrinho de Barroso apresentou uma série de alegações sem fundamentos contra a juíza paraense, provocando a paralisação do processo, que já deveria ter sido concluso, se Fux pautasse para que fosse finalizado. Mas o ministro se recusa, favorecendo apenas o Banco Itaú com sua demora.

O processo diz respeito a um lote de 51.939 ações do Banco Itaú, que o banco se recusa a pagar o que valem, alegando desvalorização por conta dos planos econômicos. Três perícias, porém, comprovaram que os cálculos estão certos. Em agosto de 2017 as ações do Itaú estavam sendo comercializadas a R$ 40,25, que totalizaram R$ 2.090.544,75, valor que foi homologado e que em 2020 a juíza mandou bloquear. Atualmente, esses mesmos papéis estão valendo menos de R$ 30.

O Banco já foi multado, nesta ação, por litigância de má-fé.

A manobra protagonizada pelo banco no Conselho Nacional de Justiça, orquestrada a pedido do advogado Rafael Barroso Fontelles, deveria ser passível de punição, pois o advogado mentiu na reclamação, chegando a acusar a juíza de estar ‘levantando valores’ que sequer foram bloqueados, e ele tinha amplo conhecimento desse fato.

Fica praticamente impossível acreditar que o banco escolheu o escritório do sobrinho de Barroso aleatoriamente. Também fica difícil aceitar que o  CNJ, órgão responsável por avaliar conduta de magistrados e a organização da justiça, se preste a ser um mero puxadinho de banco caloteiro, contumaz devedor, habituado a não honrar compromissos com seus acionistas.

Abaixo, as alegações que foram feitas pelo sobrinho de Luís Roberto Barroso contra a juíza Rosana Lúcia de Canelas Bastos. É importante observar que elas foram repetidas por Fux, quando levou o caso ao conhecimento dos demais conselheiros. As mesmas queixas foram apresentadas à Corregedoria do TJPA, que julgou improcedente e manteve a magistrada no processo, aguardando apenas o desfecho do julgamento no CNJ. Sabendo da ilegalidade de sua decisão, Fux vem se recusando a pautar a reclamação, enquanto o banco segue tentando afastar a juíza ou declará-la suspeita, para que o processo seja redistribuído e o banco consiga mais tempo de calote.

Fonte: Painel Político

 

Covid-19 no Brasil cresceu 115% em 14 dias

Foram notificadas mais de 207 mil infecções entre 29 de maio e 4 de junho; média móvel de diagnósticos cresceu 115% em 14 dias

Os números de novos casos de Covid-19 voltaram a subir no Brasil. Na semana passada foram registradas 207,6 mil infecções, um aumento de 24,5% em relação aos sete dias anteriores. Trata-se do maior patamar desde o período entre 20 e 26 de março, quando houve 214,9 mil diagnósticos.

Dados do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) mostram ainda que a média móvel de novos diagnósticos também permanece em crescimento: 115% no dia 4 de junho, em comparação com o observado duas semanas antes.

Por outro lado, houve redução do número semanal de mortes: de 863 para 606 (-29,8%), com uma média móvel de 87 óbitos por dia (-7,44% em relação a 21 de maio).

O cenário é de preocupação entre especialistas, principalmente pelo aumento das internações por doenças respiratórias.

O boletim InfoGripe, elaborado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado no dia 1º, traz uma estimativa de 7.200 internações por Srag (síndrome respiratória aguda grave) em todo o país entre 22 e 28 de maio — eram 6.100 na semana anterior (alta de 18%). Desse total, 59,6% estão associados à Covid-19.

“Onde que isso vai dar? Seria um exercício de bola de cristal, mas o que a gente sabe, que estamos sim em uma fase de aumento do número de novos casos, com reflexo nas internações. Pode ser algo não muito impactante, mas também pode novamente desencadear um volume importante de internações”, alertou em entrevista recente ao R7 o coordenador do InfoGripe, o pesquisador Marcelo Gomes.

A chegada do frio em boa parte do país tem, segundo o especialista, reforça o componente sazonal do momento atual, que não foi observado em outros anos porque o comportamento da população era outro: as pessoas estavam mais dentro de casa e o uso de máscaras em locais fechados ainda era obrigatório.

“Esta é a primeira vez que temos o comportamento mais ou menos usual pré-pandemia com o clima em cima. Justamente na sazonalidade, a gente está com a guarda baixa, que vem desde a segunda quinzena de janeiro. A coisa foi melhorando, os números diminuíram significativamente e com isso veio um relaxamento quase que geral.”

O grande problema envolve basicamente o declínio da imunidade conferida pelas vacinas ao longo do tempo e da própria imunidade natural de quem teve Covid-19 previamente.

Projeções feitas pelo Grupo de Pesquisa Interdisciplinar Ação Covid-19 já haviam indicado no ano passado a possibilidade de o Brasil ter uma nova onda de infecções entre abril e setembro de 2022. Por esta razão, o governo iniciou no começo do ano a aplicação do segundo reforço do imunizante em idosos e agora estendeu para todos maiores de 50 anos e profissionais da saúde.

Na Nota Técnica em que recomenda o segundo reforço, o Ministério da Saúde chama atenção para o “cenário epidemiológico” e para “uma possível sazonalidade da Covid-19 à semelhança de outras viroses respiratórias”.

“Qualquer situação em que aglomerar pessoas sem ventilação é propícia para transmissão de doenças respiratórias. É por isso que esperamos que haja um aumento, não só de Sars-CoV-2, mas também de outros vírus de transmissão respiratória”, salienta o vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e coordenador da infectologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Botucatu, Alexandre Naime Barbosa.

O médico, todavia, estima que menos de 50% das síndromes gripais no Brasil sejam testadas para Covid-19.

“O ideal seria qualquer pessoa com quadro gripal ser testada. Pior do que não ter uma informação é ter uma informação errada. O que está acontecendo agora é uma subnotificação impressionante.”

Diante da situação, o governo de São Paulo, por exemplo, passou a recomendar o uso de máscaras em locais fechados, ainda em tom educativo, sem qualquer obrigatoriedade.

Especialistas sustentam que o uso da proteção facial é uma forma efetiva de frear a rápida disseminação do vírus, especialmente porque a cepa do coronavírus que está predominando no Brasil é uma subvariante da Ômicron chamada BA.2, ainda mais transmissível do que a da onda registrada em janeiro deste ano.

Fonte: R7

 

Nova constituição apostólica entra em vigor neste domingo

A “revolução” na Igreja Católica prometida pelo Papa Francisco arranca no próximo domingo de Pentecostes. Promulgada a 19 de março, a nova constituição apostólica que reforma a Cúria Romana, intitulada “Pregar o Evangelho”, entra em vigor a 5 de junho.

O documento resulta de nove anos de trabalho do Sumo Pontífice com o “conselho dos cardeais” e representa uma restruturação significativa, nomeadamente na governação da Igreja Católica. A última revisão data de há 34 anos, pela mão de João Paulo II.

Com a nova constituição, o Papa Francisco pretende reforçar a dimensão missionária e pastoral da Igreja.

Entre as grandes novidades, está o fim das posições “intocáveis” de poder. Os mandatos de clérigos e religiosos ao serviço da Cúria passam a estar limitados a cinco anos, com a possibilidade de uma única renovação. A nova constituição prevê também que um leigo possa assumir um cargo de governo na Cúria, por decisão direta do Papa.

Com a entrada em vigor do texto, prevê-se também um grande número de novas nomeações por parte do pontífice, já que todos os cargos da Cúria serão renovados.

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Agência Reuters

 

Dia Mundial do Meio Ambiente: Retrato do canal da Areinha abandonado pela prefeitura de São Luís

Há poucos dias recebi um pedido de uma senhora residente em frente ao canal da Areinha, nas imediações do bairro de Fátima para ver de perto o total abandono da prefeitura de São Luís. Tenho várias imagens do local, que oportunamente irei divulgando. A realidade é que o canal é um dos grandes focos de dengue, que constantemente ataca muita gente e as grande vítimas são idosos e crianças que moram nas imediações.

Inúmeras pessoas me revelaram que continuam morando no local por não terem condições de se mudar para outro lugar. Além de dengue, diarreia, doenças respiratórias, o canal da Areinha é risco de vida para muitas crianças, que pelas árvores que existem nas margens, escondem perigos com buracos em que até um adulto pode cair na vala de água estagnada. O problema é da maior seriedade e está dentro do centro histórico da cidade, além de constituir em passagens diárias de políticos e administradores, tanto pela avenida dos Africanos, como pelo lado de acesso ao bairro de Fátima.

Se algum vereador quiser efetivamente defender os interesses coletivos e mais precisamente zelar pela saúde pública de pessoas pobres e humildes, tem ali, assuntos para inúmeras denúncias no plenário da Câmara Municipal. A verdade é que são cada mais acentuados os discursos sobre preservação do meio ambiente, mas na prática nada acontece e a esculhambação é cada vez maior. A verdade é que a prefeitura de São Luís não pode mais se omitir a problemas sérios e que merecem ações urgentes, como direito e respeito a dignidade coletiva. A cidade de São Luís precisa ser tratada com respeito e os moradores das imediações da vala da Areinha correm riscos de vida com a proliferação da dengue e precisam ser tradados como cidadãos portadores direitos.

Fonte: AFD

Alexandre Garcia, a intolerância como virtude cívica

Eu deveria estar presente à cerimônia em que, no dia 30 de maio, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul conferiu ao jornalista Alexandre Garcia a Medalha do Mérito Farroupilha. A admiração que conta décadas ganhou, no tempo, o retorno e os prazeres de uma amizade que se renova com alegria em eventuais reencontros.

No entanto, a súbita decisão por uma necessária viagem de férias me levou à Sicília no período de sua vinda a Porto Alegre para o merecido reconhecimento ao destacado conterrâneo.

De volta ao Brasil, leio hoje (03/06), como de hábito, o artigo com que ele, na Gazeta do Povo, registra o evento e reproduz aspectos do pronunciamento que fez. Enquanto lia a íntegra, da qual destaco abaixo alguns parágrafos, reiterou-se em mim aquela convicção sobre o quanto é prudente e civicamente útil prestar-lhe atenção.

Em certo momento, Alexandre menciona o cancelamento da vinda de Toffoli a Gramado, por desconvite, e de Fux a Bento Gonçalves por “questões de segurança” para afirmar que saudara os episódios como expressões de “intolerância do bem porque a cidadania tem tolerado muito – e o exercício da passividade não é o exercício da cidadania”.

E vai adiante:

A tolerância tem encorajado avanços cada vez maiores nas nossas liberdades. Quando senadores, num julgamento presidido pelo então chefe do Supremo, ministro Lewandowski, rasgaram o parágrafo da Constituição que estabelecia oito anos de impedimento em cargo público para a presidente condenada e todos ficamos calados, nossa omissão autorizava atos futuros semelhantes. E vieram.”

Sob o pretexto da pandemia, o Supremo deu poderes a prefeitos e governadores de ficarem acima de cláusulas pétreas da Constituição, que tratam de direitos e garantias fundamentais, e que só poderiam ser mudadas por uma nova Constituinte. No entanto, suprimiu-se o direito de ir e vir, de reunião e de culto.”

Antes já se havia suprimido a exigência do Ministério Público, num inquérito criado pelo Supremo, em que a suposta vítima é a investigadora, é quem denuncia e julga e também executa a pena. O passo seguinte a esse “inquérito de fim do mundo” como o chama o ministro Marco Aurélio, foi suprimir o artigo 220 da Constituição, que trata da liberdade de expressão em qualquer plataforma e veda qualquer tipo de censura.”

Nosso silêncio, nossa omissão, foi autorizando a lenta substituição da Constituição por juízes constituintes. Estamos como o sapo que se sente confortavelmente aquecido na panela sobre o fogo. Por isso que o despertar da cidadania em Bento Gonçalves e agora em Gramado, pode ser visto como esperança de fim dessa tolerância servil. Uma intolerância democrática, legalista, se levanta, nos sacode a cidadania. Temos, na nossa história muitos exemplos, da busca da liberdade, ainda que tardia. As vozes legalistas podem ter a força do basta aos que estão indo além de seus deveres. A voz da intolerância cidadã é a força da democracia.”

Seguem-se aplausos! A causa da crise institucional, que alguns ministros com nariz arrogantemente empinado apontam para outro lado, está no desprezo a quem protesta com a Constituição na mão. Está, também, na permanente disposição de defender de modo ardoroso todas as diversidades, exceto a de opinião. Está, por fim, em estatizar verdades e criar supostas devoções e dogmas civis.

Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

Lei foi retroagida para cassar deputado e ministro restabeleceu o direito

Ao devolver o mandato do deputado estadual paranaense Fernando Francischini, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), em nada extrapolou sua competência. Muito pelo contrário. A decisão monocrática foi semelhante a muitas outras, dos demais ministros, anulando ou reformulando decisões de tribunais superiores. A diferença é que desta vez beneficiou um político bolsonarista e isso parece imperdoável. Além de tudo, ele fundamentou bem sua decisão.

Não era ‘crime’

Quando o então deputado federal Francischini falou mal da urna, no dia da eleição de 2018, não havia lei ou regra que o impedisse.

Direitos ignorados

Além de não ofender a legislação, Francischini era protegido pela imunidade parlamentar e pelo direito constitucional à livre expressão.

Retroagiu para prejudicar

Marques apontou que Francischini foi cassado por razão “longe de ser pacífica na época, já que até hoje o tema é agitado no mundo inteiro”.

Votos no lixo

Francischini foi o deputado estadual mais votado da História do Paraná, mas o TSE decidiu jogar no lixo seus 427.749 votos… bolsonaristas.

Diário do Poder

 

PT apaga tuíte em que relaciona Alexandre Moraes ao PCC, mas o print é eterno

O PT usou a hashtag #ministrogolpista para dizer que “Alexandre de Moraes advogou para o PCC e maquiou dados de letalidade policial”.

Nesta sexta-feira (3), após a punição do PCO, o PT correu e apagou o seu tuíte, que havia sido postado em 2016.

O post continha um link que direcionava para um texto, também apagado no site do partido, em que o PT afirmava, entre outras coisas, que Moraes tinha atuado como advogado em 123 processos em favor da Transcooper, empresa que teria sido “citada em uma investigação que apura formação de quadrilha e lavagem de dinheiro do PCC”. O print no entanto é eterno:

Fonte: Jornal da Cidade Online